A Lei da Sexualidade por Rakina
Tradução: Aluada Rock
Beta-reading da tradução: Hanna Snape
Capítulo Sétimo: Encontros Lucrativos
Ponto de Vista de SEVERUS:
"Meu senhor, eu tenho novidades".
"Severusss, fico feliz em ouvir isso. Você tem estado quieto demais ultimamente".
O homem parecido com uma cobra raramente deixa seus servos descansarem em suas tarefas: mais é sempre esperado. Esta noite, eu tenho uma jóia para oferecê-lo, deve tornar minha posição mais segura e deixá-lo menos favorável a me questionar, afastá-lo de mim por um tempo. Não que eu vá abaixar minha guarda totalmente, minha Oclumência já é uma segunda natureza agora e eu a faço automaticamente; manteve-me vivo até agora.
"Harry Potter se aproximou de mim... Pensa estar apaixonado."
Um estranho ruído sibilante enche a câmara, como uma chaleira assobiando. O Lorde das Trevas está se divertindo.
"Não tem preço! Harry Potter deseja seu professor de Poções! A tentação do fruto proibido!" Mais ruídos sibilantes, enquanto todos nós esperamos educadamente, um pouco incertos se seria melhor se juntar à estranha risada, ou apenas esperar que ela passe. Ela passa.
"Severus, me conte o que aconteceu. É o melhor entretenimento que tenho em um bom tempo..."
"Meu Senhor, ele veio e me disse que queria me perguntar algo sobre a Lei da Sexualidade. Então me pediu para ser seu Capacitador".
O aposento fica completamente silencioso. As figuras em vestes negras a minha volta se tornam quase anormalmente quietas, eu acho que todos estão prendendo a respiração; sei que eu estou.
"Seria um bom jeito para eu me aproximar dele", eu continuo, "e mais importante, para influenciar sua magia, Meu Senhor. Pode ser possível mudá-lo..."
"Sssssssim". Ainda quase um sibilar, mas desta vez a risada não está envolvida. A figura assustadora está olhando para mim, olhos vermelhos me perfurando. Eu estou acostumado a isso, e sei que o homem está escaneando meus pensamentos visíveis, procurando por desonestidade ou dissimulação. Ele não achará nenhum dos dois, é claro.
"Ainda há tempo até o aniversário do garoto, Severusss. Tempo para explorar as posssibilidades. Devo confesssar que estive tentado pela possibilidade de torná-lo Negro. Vá em frente e faça, oh, ssssim... Não temos nada a perder, pois ainda há tempo de enfrentá-lo, se você falhar. Mas tenha a certeza de que pode transformá-lo, de que você realmente tem esperança nisso, antes de ir longe demais. Eu não o quero treinado em magia Negra se ele não vai vir para o nosso lado, seria realmente perigoso".
"Terei muito cuidado, Meu Senhor. Muito lenta e firmemente, eu o amarrarei numa teia tecida por mim – ele não será capaz de se separar. Quando eu o dominar, será incapaz de resistir à minha vontade. Ele será nosso".
"Nosso? Talvez... Meu certamente".
"Claro, Meu Senhor", concordo, me curvando humildemente diante dele. Nunca esqueça de quem é o Lord das Trevas aqui, quem é o mestre. Eu projeto sentimentos de devoção a ele, como um Comensal da Morte leal, honrado de fazer parte de sua elite...
"Você fez bem, Severuss. Esssa é uma reviravolta que eu não havia previsto, mas você está certo, podemos ganhar muito com issso. Aquele velho tolo Dumbledore sabe?"
"Sim, Meu Senhor. O garoto o informou, pediu seu conselho".
"E qual foi o conssselho dele, Severusss?" a voz sibilante é quieta, séria.
"Ele disse ao garoto que havia feito uma escolha sábia e madura, Meu Senhor, e o encorajou a se aproximar de mim como um suporte adequado para Potter". Disse-lhe nada mais que a verdade, é sempre o melhor jeito com ele, quando pode ser feito.
O sibilar recomeça, certamente pareço estar divertindo-o demais esta noite.
"Oh, isso é deliciossso, não é Severussss? A arma especial de Dumbledore, usada contra ele, oh quanta ironia!"
Estica um braço longo, magro e branco das profundezas de suas vestes largas e aperta meu ombro com sua mão fria. "Você merece uma recompensa, Severusss, oh ssssim".
Aacode a varinha e sei que a minha conta em Gringotts agora está mais cheia do que antes. O quanto, terei que esperar para ver. Provavelmente vale a pena enviar uma coruja para ter um relatório atualizado. Eu sorrio e me curvo em agradecimento genuíno, ele está satisfeito. Gosta de recompensar publicamente, tanto quanto gosta de punir. É só um patriarca antiquado no fundo do coração... Bom, seria se ele tivesse um coração.
No jantar, na noite seguinte, eu o procuro com meus olhos. Ele já está olhando para mim, e quando nossos olhares se encontram, ruboriza; é tão doce e inocente. Isso me atrai, à minha natureza dominadora. Eu quero possuí-lo, ser seu primeiro (e seu último), quero segurá-lo e acariciá-lo... Meus pensamentos se voltaram para o físico e eu me remexo em meu assento, consciente da ereção se formando em minhas calças. Ele me afeta mais do que é confortável, se sou honesto. Olho para meu prato e me concentro na refeição.
Pela sobremesa, eu olho de novo. Mais uma vez seus olhos estão fixos em mim. Está sendo óbvio demais? Suponho que deva ser esperado; duvido que agora ele pense em muita coisa além da expectativa de seu "presente de aniversário". Inclino ligeiramente a cabeça e me levanto da mesa, olhando para as portas do salão, esperando que ele entenda que eu quero que me encontre nas masmorras. Harry não é lento, também se levanta e sai pela porta principal. Eu deixo o salão pela saída dos funcionários.
Eu alcanço meus aposentos primeiro e espero no escritório. Ele logo chega e não tenho dúvidas de que muitos sonserinos viram, pois estavam retornando do jantar àquela hora. Não pode ser evitado, mas realmente não importa, não há nenhuma necessidade real de segredo sobre isso. A quem eles contarão, afinal? Dumbledore? Ele sabe e aprova. Às suas famílias de Comensais da Morte? Eles sabem e obedecem. Ao diretor de sua casa? Hah!
"Boa noite, Harry", eu o cumprimento. "Entre".
Nós vamos até meus aposentos privados. Exceto por emergências, não deverá haver interrupções.
Quando ele entra no quarto, eu o puxo para meus braços para um rápido, mas delicado beijo. Ele derrete com meu toque; bom. Seus lábios são doces, gosto de prová-los; poderia ficar viciado neles, então me afasto e vou até minha cadeira. Faço um gesto para que se sente diante de mim.
"Trouxe seu dever de casa, Harry?"
"Sim, senhor. Só Feitiços hoje à noite".
Concordo e começo a folhear a pilha de redações esperando ao lado de minha cadeira. Estava pronto para sua chegada e tudo está ali.
"Precisa de pergaminho? Uma pena?"
"Não, senhor, eu trouxe tudo", ele diz. "Eu sei que o senhor precisa trabalhar, tentarei não perturbá-lo".
Atencioso. Suponho que isso não me surpreende, ele é tão grifinório. Eu sorrio e concordo com a cabeça; começamos a trabalhar.
Tomamos conta de nossos afazeres em silêncio e produtivamente. Depois de uma hora, pergunto-lhe se gostaria de uma bebida, ele aceita. Levanto-me e pego uma garrafa de vinho de meu armário de bebidas. Sempre gosto de uma ou duas taças de vinho pela noite e é altamente reconhecido que vinho tinto é bom para a saúde, até Poppy aprova.
"Gostaria de uma taça de vinho, Harry?"
Ele levanta a cabeça em surpresa. Suponho que estivesse esperando suco de abóbora. Sinto muito, Harry, você vai ser um garoto crescido, muito em breve.
"Sim, vou experimentar um pouco", diz.
Grifinório!
Sirvo uma taça e me adianto para entregá-la, nossos dedos se esbarram quando o faço. Admito que formiga; Harry parece ligeiramente chocado, então sei que ele também sentiu – a troca de magia. Consigo controlar meu rosto, ele não sabe que eu senti, tenho certeza.
Voltamos ao trabalho, silenciosamente. Pouco depois ele olha para cima e fala.
"Senhor, estou um pouco confuso sobre o feitiço Confundus."
"Óbvio que está, Harry! Serve para confundir."
Ele parece surpreso, então ri. É como se não pudesse acreditar que eu sou capaz de humor. Garoto tolo, muitos de meus comentários são bem-humorados, mas os estudantes raramente os apreciam, sendo o alvo das piadas.
"É um feitiço para alterar a mente?"
"Sim. É, de um jeito singular, bem Negro, mesmo que não seja realmente reconhecido como tal, porque o Ministério acha direito aprová-lo, até para estudantes do quinto ano. Mas na realidade, altera a mente da vítima tanto quanto o Imperius, ainda que menos devastadoramente."
"Achei que fizesse alguma coisa assim. Suponho que pare perto de direcionar as ações da vítima, ao contrário da Imperius".
"Sim, você acertou bem a diferença básica. Ele confunde, deixa a vítima incapaz de continuar sua linha de raciocínio prévia. Não direciona as ações para nada em particular, no entanto; seu único objetivo é parar o que eles iam fazer antes do feitiço ser lançado".
"Ainda parece uma coisa suspeita para se fazer com alguém, senhor".
"É. Mas, como eu disse, é aprovado pelo Ministério, então não pode ser considerado Magia Negra." Deixo um pouco do meu senso de ironia transparecer em minha voz.
Harry franze a testa, parecendo pensativo. Transmiti a mensagem, não há necessidade de elaborar o assunto. Magia Negra é assim porque alguém a define assim, alguém no poder. Freqüentemente é apenas uma questão de grau. Confundus... Imperius. Uma vai além da outra, mas ambas afetam a mente. Acho que Harry deve estar escrevendo alguma coisa nesse sentido em sua redação. Pergunto-me o que Flitwick vai achar de seu discernimento e sorrio comigo mesmo.
Escrevemos um pouco mais; terminei a maioria das redações do sexto ano e estou agradavelmente surpreso. Todas são aceitáveis, até a última. Minhas turmas de Poções Avançadas são geralmente competentes. Tenho certeza disso antes de aceitá-las. Se os outros membros do corpo docente ficam satisfeitos em aceitar candidatos menos qualificados em turmas Avançadas, isso é problema deles. Eu nunca vejo sentido. Poucos vão aproveitar os estudos; nunca desperdiço meus esforços.
Olho para o relógio. Dez para as dez.
"Dez minutos, Harry", eu digo. "É melhor você arrumar as coisas se quer estar na Torre da Grifinória antes de arranjar problemas."
Ele reúne os papéis e materiais, organizando-os.
"Gostou do vinho?" pergunto.
"Sim, senhor. Estou um pouco surpreso. Não achei que realmente gostasse de vinho".
"Bom, provavelmente nunca provou um bom vinho, Harry. As coisas baratas geralmente são revoltantes. Normalmente tomo uma taça ou duas à noite e você é bem vindo a se juntar a mim, já que vamos ficar juntos".
Ele me encara. Aproximo-me dele, é pequeno para a idade. Maldito! A onda de proteção se apodera de mim outra vez. Inclino-me e lhe dou um rápido abraço e um beijo carinhoso naqueles lábios doces.
"Boa noite", sussurro em seu ouvido.
Ele estremece, minha voz o afeta. Até agora, tudo bem...
"Boa noite, senhor", ele sussurra de volta, sua voz tremendo como seu corpo.
"Severus", eu digo.
Ele me olha, curioso.
"Chame-me de Severus nesses aposentos", digo a ele, minha voz profunda e macia.
"Boa noite, Severus", ele diz.
Eu o solto, e ele se vira para partir pelo corredor para meu escritório. Eu o sigo, para fechar e proteger a porta do escritório quando ele sai. Observo a pequena figura diminuindo quando ele anda para longe pelo corredor das masmorras, de volta para sua cama na Grifinória.
Nota da Tradutora: Desculpem a demora. Próximo capitulo, sexta-feira.
Aluada Rock
