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Donzela Feroz

"Gaara é um excelente amante, mas Ino está longe de ser uma típica donzela em perigo. E ela coloca isso a prova ao sequestra-lo, querendo pedir o resgate em troca da anulação do casamento forçado da irmã."


Adaptação da obra de Sarah Mckerrigan.

Disclaimer: Quando "Naruto" for meu, vocês lerão meu nome dos créditos. Por enquanto, o nome que aparece lá é do Kishimoto-sensei.


Capítulo 7.

— Ino — Gaara murmurou através do quarto sombrio. O suave ronco dela continuou. — Ino...

Não houve resposta. Já tinha amanhecido. Deveriam estar levantados. Sua maior esperança de apanhar uma truta era ir de manhã cedo, quando as truta estavam mais famintas.

— Ino, te levante.

Ainda sem resposta. Deus, essa mulher dormia como uma rocha. Não era estranho que ela o quisesse tê-lo amarrado. Facilmente ele poderia ter saído na porta enquanto ela dormia profundamente. Ele esfregou os olhos, em seguida lançou a manta e ficou de pé. Estirou-se e passou a mão por seu cabelo despenteado.

— Hei, pequena Diabinha. — ele a provocou — Parece-me que seu refém está escapando.

Ela seguiu dormindo. Ele sorriu, e deu um passo se aproximando mais para observá-la. Que inocente parecia, suas pestanas roçando suas bochechas, seus lábios abertos como os de um bebê.

— Será que cheira a bolo de cerejas? — ele murmurou. — E presunto defumado? Bolinho com passas de uvas e pudim?

O cenho dela se enrugou levemente, mas para sua diversão, ela não despertou. O sorriso de Gaara se alargou.

— Acorda, moça! Os normandos estão chegando. Te apure, antes que lhe forcem a usar perfume e a dormir em lençóis de seda.

Para seu assombro, nem isso a despertou. Sacudindo sua cabeça, ele decidiu que se ela continuasse dormindo, ele poderia tirar vantagem do estado inconsciente dela. Viu sua boca, tão suave, tão convidativa, e em seguida baixou sua cabeça para saborear os lábios dela.

Logo que fez contato com os lábios, ela despertou, levantando a faca encerrada em seu punho. Ele retrocedeu e ofegou em choque enquanto a ponta da arma se deslizou através de sua bochecha. Por Deus! Se seus reflexos tivessem sido mais lentos, poderia ter perdido um olho.

— Jesus! — Ino parecia tão atônita como ele. — Te retire!

— Maldição! — Ele pressionou seu polegar na beira da ferida. Ardia como o demônio.

— Para trás! — ela brandiu a faca.

— Eu só...

— Para trás!

Ele obedeceu, dando um passo para trás, e ela se sentou, tirando o cabelo de seu rosto com sua mão livre. Deus, ele pôde ver pelo olhar nublado em seus olhos que ela nem sequer estava completamente acordada. Ela o tinha atacado por reflexo.

— Por todos os Santos! Moça! Baixa a arma. Só estava tratando de despertar-te. — Ele examinou o sangue em seu polegar. — Merda, dorme como se estivesse morta.

— Se durmo tão profundamente, então por que está sangrando por um corte de minha faca?

Ele enrugou suas sobrancelhas.

— Devia ter sonhando que matava Normandos.

Aparentemente considerando que ele não era perigoso, ela guardou a faca na capa.

— Na próxima vez, trata de me chamar por meu nome.

Ele só sacudiu a cabeça.

— Deve-me uma excursão de pesca — ele murmurou.

O corte resultou ser superficial. Nem sequer deixaria uma cicatriz. Mas a lembrança ficaria para sempre gravado em sua memória. Nunca mais tentaria despertar a uma serpente escocesa com beijos. O sol se filtrava através dos pinheiros enquanto Ino o guiava ao lado do arroio, com toscas varas de pescar feitas com ramos pendurados em seus ombros.

A Escócia era verdadeiramente um belo país, Gaara decidiu, com suas paisagens rochosa e suas magníficas cascatas, e seu vastos vales verdes. Mas Higurashi era uma jóia incrustada no centro dessa paisagem, enriquecida pelo bosque e uma série de mananciais e riachos que o cruzavam como fios de seda dourada. Ele via agora por que o rei queria essa terra defendida.

Ino parecia conhecer bem essa área. Ela o guiou para um lugar onde o arroio se alargava e se convertia em uma lagoa, perfeita para a pesca. Mas cedo, ele tinha esculpido anzóis primitivos de madeira, e os ajustou as varas, atando fibras de vegetais que cresciam ao lado da água para fazer as linhas de pesca.

Enquanto Ino preparava seu anzol com uma lombriga, Gaara sorria. Se perguntou se todas as mulheres escocesas eram tão intrépidas. Logo se sentaram, um ao lado do outro sobre uma grande rocha na beira da água, tão companheiros como amigos de toda a vida, suas linhas de pesca flutuando na corrente preguiçosa. Ninguém teria adivinhado que era sequestradora e refém.

Um quarto de hora mais tarde, Ino apanhou seu primeiro pescado. Com um sorriso satisfeito, lançou a truta sobre o pasto. Gaara não pôde evitar rir deleitado.

— Vieste a pescar antes?

— Uma vez ou duas — ela disse, levantando-se para recolher seu pescado.

— Bem, estava tratando de ser galante, te permitindo que apanhasse o primeiro — ele a provocou. — Mas vejo que é moça com experiência. Penso que deveria te fazer um desafio.

— Um desafio? — Ela sustentou a truta em uma mão e desenganchou o anzol, como se fosse algo que fazia todos os dias.

— Oh, sim. Lhe desafio que me empates.

— Te empatar? Eu já vou ganhando um a zero.

— Não por muito tempo — ele prometeu.

— Pesquei nestes arroios toda minha vida — ela se vangloriou, voltando para seu posto. — O que poderia saber um Normando sobre trutas escocesas?

Ele se acariciou seu queixo pensativamente.

— Suspeito que são bastante parecidas com as moças escocesas.

— Hm.

— Ardilosas. Elusivas. Obcecadas. Impulsivas. — Ele sentiu o puxão em sua vara. — Mas lhes ponha o anzol adequado e...

E nesse instante, para a consternação de Ino, uma truta apareceu na ponta da linha de Gaara.

— Vê? — ele disse, sorrindo. — É tão fácil como seduzir a uma donzela.

Sua boca havia se aberto de surpresa. Agora se fechou.

— Sim, se a donzela for tão estúpida como um pescado.

Ele sorriu, desenganchando a truta e lançando-a ao lado da dela.

— Bem, estamos iguais agora.

Ela apanhou as próximas duas, embora ele argumentou que só deviam contar por uma já que eram muito pequenas. Gaara não poderia ter pedido por um momento mais agradável que passar a manhã em amigável rivalidade com uma bela donzela. Ele olhou à bela donzela com brilhantes olhos, lábios carnudos e uma selvagem juba de cabelo cor sol. Sem dúvida ela era um prêmio, uma beleza feita para adornar a cama de um homem.

Ela mordeu o lábio concentrada, e enquanto ele continuava observando-a, sua saia se amontoava ao redor de seus tornozelos nus e quando ela se agachava, seu vestido se abria levemente para revelar a curva de seus seios. Oh, sim, havia algo que poderia fazer a manhã ainda mais agradável, algo que a faminta besta dentro de suas calças ansiava desesperadamente.

— Vais tirá-la? — ela perguntou — Ou somente está brincando com essa pobre coisa?

Dado o conteúdo de seus pensamentos, a pergunta dela o paralisou. Por um momento, ele só pôde olhá-la fixamente, perguntando-se pela candura dela. Em seguida seu olhar foi para a água. Uma grande truta balançava na linha.

Assombrado, rapidamente a tirou do arroio. Mas lhe levou mais tempo para poder concentrar seus pensamentos de novo na pesca. Enquanto isso, a infame moça, no tempo que ele levou para desenganchar o pescado e encontrar uma lombriga para o anzol, apanhou duas trutas mais.

Enquanto ela lançava a linha novamente, ele perguntou:

— Por que não fazemos o desafio mais interessante?

Ela sorriu travessamente.

— Soa desesperado por medo de perder.

— Talvez — ele concordou. — Mas, que tal se o que apanhar mais trutas até o momento em que o sol alcançar as copas das árvores...

— Sim?

Milhares de possibilidades, todas pecaminosas, alagaram sua mente, mas ele não disse em voz alta nenhuma delas. Ino ainda tinha a faca de A Sombra, e Gaara não estava de humor de ser cortado.

— Ganha uma canção da vitória da parte do perdedor.

— Uma canção?

— Sim, uma canção triunfal e estimulante.

Ela sacudiu a cabeça.

— Eu não canto.

— Se ganhares, não terás que fazê-lo — ele disse, sorrindo.

— Verdade.

— Está apostado, então?

— Muito bem. — Um pequeno sorriso apareceu em sua boca. — Mas não assuste as trutas escocesas com sua canção normanda.

— Quando eu canto, minha lady — ele fanfarronou — As criaturas do bosque se reúnem ao redor de mim para me escutar.

A ela lhe escapou uma risada curta, e Gaara de repente desejou ouvir mais desse som. Havia poucas canções tão estimulantes como uma risada espontânea de uma mulher. Portanto, um novo desafio deu voltas em sua cabeça, um que estimulava seu sentido de competição. Poderia dever a Ino uma canção até a metade da manhã, mas em troca, ocuparia-se de que ela o premiasse com uma risada.

Sabaku no Gaara era divertido, Ino tinha que admiti-lo. Embora fosse um tenente. E um normando. E um sátiro. Também tinha sido fiel a sua palavra. É obvio, ela teria esperado isso mesmo de qualquer dos cavalheiros de Higurashi. Mas o sentido da honra de Gaara tinha sido uma surpresa, dado que ele era estrangeiro e seu refém. Ele tinha feito uma tentativa de escapar, também poderia havê-lo feito quando ela descuidadamente dormia na noite anterior na cabana. E não a tinha machucado. De fato, ela lamentava havê-lo cortado impulsivamente.

Obviamente Gaara tinha tentado beijá-la, e parte muito perversa dela estava curiosa por descobrir se um beijo Normando era diferente de um beijo de um homem escocês. Ainda assim, não podia se dar o luxo de sentir da maneira em que estava começando a sentir-se. Companheira. Compreensiva. Piedosa. Humana.

Ela tinha que recordar a si mesma, enquanto olhava de esguelha a esse bonito cavalheiro, que ele era seu inimigo. Poderia estar passando horas deliciosas nesse momento, mas quando Sakura chegasse, Sabaku no Gaara teria que se converter na peça sacrificada do jogo dela, nem mais nem menos.

No momento em que o sol tocou as copas das árvores e que a competição terminou, Gaara tinha apanhado duas trutas mais. Mas ainda tinha uma menos que Ino, fazendo-a a ganhadora. Ele murmurou em brincadeira.

— Essas duas quase não deveriam contar. Não encheriam nem o estômago de um menino.

— Se não quiser cantar?

— Não, não. Não. Sou um homem de honra. Devo-te uma canção, e uma canção é o que te darei. — Pôs de lado sua vara de pescar e franziu o cenho. Sentado com as pernas cruzadas ao lado dela sobre a rocha, ele olhou pensativamente a água. — Ah, aqui está. — Ele se esclareceu garganta e começou a cantar. Sua voz não era desagradável, embora por certo não era um cantor.

Mas o que lhe faltava em melodia o compensava em volume de voz.

"Todos meus elogios a Ino

Rainha das trutas;

Que hoje provou sua habilidade!

Corajosamente tomou a vara

Em sua mão,

E com coragem

Lutou contra os monstros marinhos..."

Uma risada lhe escapou. Monstros marinhos? Ele fez uma pausa para olhá-la com fingida severidade, para retomar sua canção.

"O primeiro peixe em descobrir seu destino

Jazia escondido atrás de uma pedra.

Mas Ino, a donzela inteligente,

Sabia como usar o anzol.

Enquanto Gaara adoecia

sem nenhuma truta em seu haver,

pois nenhum peixe

queria tocar seu grosso pau."

Deu-lhe uma cotovelada acusando-o da óbvia vulgaridade.

— De pescar. — ele corrigiu, embora não havia dúvida de sua libidinosa intenção no pícaro brilho em seus olhos. — Quis dizer vara de pescar. — Seus lábios sorriram enquanto ele continuou.

"As outras duas que

ela orgulhosamente pescou,

foram motivo de luta,

Gaara disse que elas eram muito

Pequenas que seu... Que seu..."

Ela ofegou antes que ele pudesse dizê-lo e lhe deu outra cotovelada. Ele sorriu e a empurrou a modo de brincadeira. Em seguida, um brilho de vingança em seus olhos, ela o empurrou com força, fazendo-o cair da rocha dentro da água. Gaara caiu produzindo um grande mergulho de cabeça. Quando apareceu na superfície, seu olhar atônito foi a doce vingança. Ela ficou de pé, observando-o triunfal.

— Isso deveria limpar sua suja língua, Normando.

Ele sacudiu a água de seu cabelo e a olhou.

— Não me chame de Normando.

Em seguida, sem advertência, ele começou a salpicá-la com água. Antes que Ino pudesse retroceder, estava completamente ensopada. A mandíbula dela caiu, e ofegou perplexa. Como se atrevia? E apesar desse sentimento de ultraje, pareceu-lhe divertido.

Os homens geralmente respondiam a sua agressão em uma de duas maneiras. Afastavam-se da briga, temerosos de machucá-la ou de perder ante uma mulher. Ou atacavam-na com enorme fúria, procurando matar o que não compreendiam.

Esse normando, simplesmente não duvidavaem provocá-la. Eisso era algo... Fascinante. Então, ele queria brigar? Ela brigaria com ele. Com gosto. Um sorriso floresceu em seu rosto, e ela flexionou seus joelhos, preparando-se para mergulhar-se no arroio.

Mas neste momento ouviu um ramo mover-se atrás dela, um suave murmúrio no bosque de pinheiros, mas suficiente para alertá-la da presença de um intruso. Sua mão foi instintivamente para a faca, e se voltou com a arma pronta para atacar.


Continua...


Hi minna!

Sim, estou viva, sim, essa fanfic será terminada. Não, não demorarei absurdamente de novo. Acontece que eu tinha deixado todos os capítulos prontos, mas quando o site deu o prazo de 60 dias elas sumiram! Imaginem minha tristeza, hn? Imaginaram? Então, é isso ai!

Aí veio o vestibular, problemas que me deixaram dois meses totais sem nada de internet e então a faculdade. Well, sou a mais nova estudante de Jornalismo na UFMS, obrigada. Minhas aulas começaram a três semanas e agora estou com mais tempo livre. Enquanto esquadrinhava meus documentos eu encontrei os capítulos da fic que tinha adiantado. E resolvi postar-lhes hoje.

Até segunda-feira espero atualizar Audácia e até a quarta, Despedida de Solteiro. Se tudo der certo ainda nesse fim de semana eu posto o primeiro capítulo de uma shotfic PainHina, prometida para a FranHyuuga e a partir daí tentarei atualizar minhas originais. Esta fic juntamente com as outras adaptações eu buscarei atualizar toda semana, dependendo do número de reviews. E por falar neles, vamos ver os anônimos:

Neiigh: Oi floor, então, o nome da fic é o mesmo do original sim, mas agora eu estarei postando mais rapidamente então acompanhe por aqui porque a história original além dos nomes tem bastante coisa diferente. Sem contar que o livro em si não tem tradução no português, então a tradução feita livremente está cheia de erros gramaticais que eu corrijo antes de dispor o capítulo. A ficwritter aqui estava viva, mas num estágio meio letárgico, perdoe-a. :)Beijos.

Lembrem-se: Reviews movem montanhas, ou melhor, capítulos.

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Comente e receba um trecho do próximo capítulo em até 48horas!

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Beeijos.