- Já está pronta, May-chan? – Michiko gritou do andar de baixo.
- Quase.
May pulou em cima da mala uma três vezes até ela fechar. Apertou os trincos para que não abrisse e levantou. Pegou a mala de cima da cama e começou a arrasta-la para baixo, e Kali logo apareceu para ajuda-la a descer as escadas. Estava pesada. Quando conseguiram coloca-la no porta-malas do carro, Michiko deu partida, e May acenou para Kali, berrando frases carinhosas para a prima pela janela.
Estavam na última semana de agosto e, mediante o contrato que assinara, May estava se mudando para a Kaiba Corp. Toda vez que pensava naquilo sentia arrepios, no entanto agora era a sua realidade. Sentia como se estivesse entrando em mais uma nova vida. Quantas vezes teria que passar por isso novamente? Sua vida inteira? Esperava sinceramente que não, afinal, odiava ter que abandonar tudo que tinha quando novas situações se apresentavam. E era assim que estava se sentindo naquele momento: como se estivesse abandonando sua tia e sua prima, o conforto da casa que aprendera a amar naqueles cinco anos – havia completado dezessete anos no começo do mês. – e o calor e alegria que sentia quando estava com sua família.
E tudo por um trabalho estúpido numa corporação estúpida de um homem mais estúpido ainda. Porquê tinha feito uma besteira tão grande? Tudo bem que era uma chance única, que jamais se repetiria, mas... Valeria tanto a pena assim?
- Ai, ai... – suspirou no banco do passageiro, incomodada.
- Que foi? – perguntou a tia, gentilmente.
- Nada... – respondeu, o olhar vago passeando pela cidade. O Outono estava ficando cada vez mais rígido, sinal de um rigoroso inverno que viria em seguida. As folhas das árvores caiam, numa tonalidade marrom, ou amarelada, dependendo do tipo de planta, e formavam um cenário muito bonito, apesar de ser a lenta morte da natureza. Seu coração parecia com a estação em que estavam: ia murchando mais e mais, à medida que se aproximavam do seu destino.
- Sei... Eu te conheço, Mayra. – Michiko sorriu e segurou a mão da sobrinha por algum tempo, até precisar usa-la para trocar de marcha. – O que houve? Arrependida?
- Não sei... – ela encostou-se no banco, fechando os olhos. – Ás vezes eu penso que não tomo as decisões corretas...
- Em que se baseia pra falar isso? – Michiko estranhou, o cenho franzido.
- Eu sou muito emotiva, tia. Às vezes eu deixo as emoções me controlarem e faço as coisas sem pensar... eu estava bem irritada na hora que assinei aquele contrato.
Michiko apenas sorriu. May não se deixava descontrolar por suas emoções às vezes, e sim sempre. Era por isso mesmo que confiava na sobrinha.
- Você devia confiar mais nas suas emoções, Mayra. Pode não parecer, mas elas te guiam para o caminho certo. Ser calculistas não é uma vantagem, acredite. Você fica frustrado com o tempo.
May esbugalhou os olhos e encarou o perfil da tia, surpresa com o que ela dissera. Mas depois simplesmente sorriu.
- Obrigada, tia. Você me acalmou.
- Mas isso não resolveu sua questão, certo?
- Nem poderia. – ela suspirou. – Mas o que está feito não pode ser desfeito. Não adianta ficar revirando dúvidas agora...
- É sempre válido pensar sobre o que fazemos, querida. Para não repetirmos algum erro no futuro. – retrucou Michiko, com a voz de alguém que já experimentara muito do que falava.
May apenas assentiu em concordância e voltou a observar a paisagem, introspectiva. Michiko não insistiu mais. May tinha muito da mãe, aliás, mais até do que a própria imaginava. Mas não seria uma boa idéia falar-lhe isso. Michiko fazia idéia dos sentimentos que as lembranças dos pais despertavam na garota, e por isso evitava tocar no assunto.
Chegaram à Kaiba Corp. com mais alguns minutos, coisa que fez a adolescente resmungar baixinho. Quando avistou o enorme prédio, teve a sensação de que daria tudo para nunca ter assinado aquele contrato. Ajeitou os óculos no nariz e saiu, buscando sua mala com a tia. Logo apareceu um rapaz que as ajudou com a mala.
- Sou Takashi. – ele se apresentou quando já estavam no elevador. – O Sr. Kaiba me instruiu para receber os jovens que vão trabalhar aqui. Você deve ser a senhorita Terrae, não é? – ele sorriu. – É a mais nova do grupo.
- Eu sempre sou a mais nova. – resmungou May, fazendo o rapaz e a tia rirem. O rapaz a fazia sentir-se estranhamente à vontade, tinha olhos azuis e lindos cabelos loiros. Era sem dúvida muito bonito. Ela riu ao imaginar Kali ali, tentando flertar com o rapaz.
- Seja bem-vinda. – ele desejou, amigável. - Chegamos. – o septuagésimo nono andar, ou o penúltimo andar, era um longo corredor circular, como o prédio, e com apenas cinco portas, todas trancadas com tecnologia da Kaiba Corp. Takashi pegou um cartão magnético e o passou pelo leitor, fazendo com que a porta abrisse automaticamente. Depois entregou o cartão a May. – Este cartão lhe dá o acesso ao seu flat. Configuraremos sua impressão palmar e scanner de olho para aumentar o nível de segurança.
E era mesmo um flat. Havia uma sala de estar enorme, um banheiro consideravelmente grande para os padrões usuais, além de uma espaçosa cozinha e um quarto que parecia tomar metade do apartamento.
O quarto tinha dois ambientes: um quarto propriamente dito e um escritório particular. O apartamento todo estava pintado em tons suaves de laranja, cor que ela adorava, com uma textura que dava um ar artístico, os móveis em tons dourados suaves que combinavam com as paredes, sofás brancos estofados em veludo. Havia também um aparelho de som e uma TV enorme na sala.
O banheiro era azulejado do chão ao teto, negro, contrastando com o resto do apartamento, e tinha uma banheira coberta por uma malha de bambu que enrolava e desenrolava conforme a pessoa estivesse ou não usando a banheira. Havia também um box com portas de vidro fosco, muito bonito, com prateleiras do mesmo vidro onde ela poderia colocar vários produtos de beleza se assim os tivesse.
O quarto ela laranja, a cama em madeira branca, com colunas e um dossel branco transparente que fez sua tia soltar um assovio de admiração. Havia duas grandes portas de vidro cobertas com cortinas grossas brancas que davam para uma pequena varanda, onde havia uma mesinha e algumas cadeiras muito bonitas. Armários de madeira branca com maçanetas prateadas, que cobriam uma parede do quarto, e do outro lado a parte do escritório, com uma escrivaninha em mogno negro com um computador de tecnologia que ainda nem havia sido lançado e com um design em cores laranjas para combinar com o ambiente. Ao lado uma mesa de desenho, ela não fazia idéia de como haviam descoberto que ela adorava desenhar, com espaço para colocar os materiais necessários e os blocos de folhas.
A cozinha também era azulejada em sua totalidade e tinha todos os seus aparelhos eletrônicos em metal, uma bancada de mármore negro na pia e uma área de serviço com os mesmos motivos mais para trás.
- A mobília faz parte do seu contrato. Mas toda a energia que você gastar com os aparelhos será descontada do seu salário. Isso não inclui o sistema de ventilação que climatiza o prédio inteiro. – ele disse, como se tivesse decorado tudo. – A água também. Você deve abastecer a despensa e a geladeira a partir do segundo mês. O primeiro será dado pela companhia. O Sr. Kaiba marcou uma reunião com todo o pessoal envolvido para as três da tarde no andar de seu escritório, na sala de reuniões. Por favor, não se atrase. Qualquer coisa, é só me procurar. Estarei à sua disposição para esclarecer mais dúvidas. Com licença. – ele despediu-se de Michiko com uma reverência e de May com um sorriso que a fez corar, e então saiu.
- Hum, já arrumou um pretendente, nem bem chegou aqui. – Michiko sorriu.
- Ai, tia, a senhora está vendo coisas onde não existe nada. – retrucou a menina, enquanto ainda passava as vistas pela sala. – Bem, se me ajuda, vamos colocar tudo no lugar?
- Claro. – Michiko pegou uma caixa que trouxera consigo.
As duas começaram a espalhar as quinquilharias de May pelo apartamento, aproveitando para observar tudo. A menina tinha a impressão de que aquilo era luxo demais para ela, mesmo estando envolvida com o projeto mais importante da Kaiba Corporation. O apartamento estava imaculadamente limpo, o que lembrou a Michiko que a limpeza do apartamento agora seria por conta de May.
- Você vai conseguir limpar esse apartamento enorme?
- Bem, eu acabo descobrindo um jeito. Se não, vou gastar mais pagando alguém para fazer isso. – comentou May, concentrada na tela do computador, o qual estava configurando de acordo com seus interesses, e pegando os zip drives que trouxera consigo para repassar todos os seus arquivos e programas para o novo computador. Sorte que o advogado mencionara que ela o ganharia.
- Certo. Então eu vou indo, querida. Já perdi a manhã toda aqui e preciso recuperar o tempo perdido lá no escritório.
- Obrigada pela ajuda, tia. Irei visitá-las nos sábados e domingos. Não quero ficar sozinha aqui de novo.
- De novo? – estranhou Michiko o uso da expressão.
- Esqueça. – May sorriu. – Mande um abraço para Kali por mim. Já estou com saudades.
- Nós também. – a tia a abraçou. – Você está tomando as rédeas da sua vida em suas mãos, querida. Seja prudente e não tome decisões impensadas, mesmo seguindo suas emoções. Deve pesar prós e contras antes, certo?
- Sim. – May soltou-se do abraço da tia, os olhos marejados. – Agora vá antes que eu comece a chorar.
Michiko sorriu, afagou o rosto da sobrinha e saiu. Assim que a porta se fechou, ela caiu em um dos sofás e começou a chorar copiosamente. Estava sozinha de novo.
Wishes
Seto Kaiba era alguém de fama, poder e respeito. Estas três características o acompanhavam desde que tinha o controle da Kaiba Corp. Se a corporação antes fazia sucesso, não se comparava ao que se tornara agora. Com uma intrincada rede de empresas nos mais diferentes ramos, Kaiba era o dono de uma das maiores fortunas do Japão.
Sentado na confortável poltrona de couro, em seu escritório, com um copo de vodka na mão, repensava tudo que passara até agora. Desde que assumira as empresas de Gozaburou, sua vida se resumia ao trabalho e alguns poucos momentos de lazer. O ditado "Prazer depois do dever" se aplicava tão perfeitamente a ele que qualquer um poderia jurar que fora feito sob encomenda para o jovem.
Os jogos de duelos eram seu grande fascínio, desde pequeno. Quando Pégasus começou a fabricar os jogos, Gozaburou rapidamente procurou seus espiões e os infiltrou dentro das empresas do homem. Conseguiu todos os dados sobre a tecnologia empregada nos jogos de duelo, mas nunca descobrira a fonte de tudo aquilo.
Lembrar-se de Gozaburou era algo extremamente desagradável. Ao contrário do que muitos pensavam, Seto Kaiba não era mau por natureza. Era mau pela circunstâncias. Os anos em que convivera com seu "benfeitor" foram um verdadeiro inferno na Terra. Se o velho ainda estivesse vivo, Seto o teria esganado pelo que fizera não só a ele, mas a Mokuba. O irmão fora o principal sofredor naquela história.
Gozaburou o tornara uma pessoa fria, distante, que não dava a mínima para ninguém, a não ser Mokuba. Seu amor pelo irmão era incondicional. Seu amor por outras pessoas era inexistente. Dar o famoso "golpe do baú" no "velho" fora uma realização à parte. Tomar-lhe as empresas e vê-lo miserável, ajoelhado a seus pés, mendigando sua bondade que ele mesmo destruíra fora um dos momentos mais felizes de sua vida. Ele não tinha escrúpulos quando se tratava de humilhar alguém que o fizera de capacho. Não ele. Não seto Kaiba, o "neto" de Gozaburou. Talvez para o pequeno Seto que vivia no orfanato aquilo parecesse grotesco. Mas para ele fora apenas uma afirmação de quem tinha o poder.
Aquele bando de velhos que controlava a presidência no começo fora outro obstáculo que ele superara. Acabara com cada um, humilhando-os tanto quanto eles já o haviam humilhado antes, tornando a vida para eles sua tortura. Não demorou muito para que tivesse o controle total das empresas Kaiba.
A partir de então, aprendendo da pior maneira possível e quase levando a corporação à falência, ele ergueu um verdadeiro império. O seu império. Aqueles que haviam debochado do adolescente superdotado que tinha o poder que muitos almejavam na mão engoliram em seco quando a Kaiba Corporações ressurgiu com magnanimidade. Era impossível negar o que ele havia conseguido desde então.
Das arenas aos discos de duelo, foi apenas um salto. E um grande salto que lhe rendeu mais alguns bilhões de dólares para a herança que dividia com Mokuba. Os discos de duelo, além de poderem ser movidos para onde quer que um duelista pudesse estar, davam a sensação de que você estava mesmo lutando contra as criaturas que surgia das cartas. Parecia magia. Dor, pressão, força, tudo era sentido. Era como mergulhar num novo mundo.
Yugi Muttou era um empecilho em sua vida. Desde a eterna batalha deles, que continuava sem um vencedor, até aquela história fantasiosa sobre Egito e tudo o mais... Yugi parecia outra pessoa quando estava duelando. Kaiba sempre tinha a impressão de que ele parecia mais alto, mais imponente, como se fosse o Rei dos Jogos. Até sua voz tornava-se grave e era como se ele fosse um Faraó renascido, que podia mandar em tudo e todos. Havia uma história sobre o espírito de um Faraó que o possuía na hora dos jogos através do Enigma do Milênio. Kaiba nunca acreditou naquilo.
Pelo menos, não até começar a sonhar com aquilo. Sonhava com um Faraó muito parecido com Yugi, e ele mesmo como um Sacerdote, além de vários outros dos "amigos" do rival aparecerem em seu sonho. Ele consideraria tudo pura imaginação de sua mente, se não acordasse com a sensação de que era tudo verdade. No começo ignorara aquilo, mas depois tornara-se cada vez mais latente, mais palpável, até envolve-lo. Ele não podia negar que era como se estivesse relembrando uma vida que vivera há muito.
Por isso, quando Yugi decidira se afastar das competições de duelos e guardar o Enigma do Milênio, Kaiba soube que era a hora de tirar suas próprias conclusões a respeito. Ele sabia o porquê do afastamento de Yugi, e isso tudo apenas alimentava mais a idéia fixa de que seus sonhos eram lembranças. Era como se vivesse num eterno deja vú da vida. Ele se ofereceu para guardar o Enigma do Milênio, com a promessa de que não tentaria remonta-lo. A imprensa ficou louca quando soube da retirada de um dos maiores duelistas do mundo. E Kaiba agora mantinha aquele Enigma sob a mais alta segurança do planeta.
Ele podia lembrar o que Yugi dissera quando, depois que May saíra da loja do avô dele naquele sábado, os dois conseguiram finalmente conversar, quando ele ligou no domingo.
- Kaiba? – a voz de Yugi soara metálica ao telefone. – O que quer?
- Apenas continuar nossa conversa sem interrupções. – fora a resposta dele. – Aliás, avise seu avô que eu não caio mais nessa de "Yugi não está!".
- Fale logo. – Yugi inquiriu, impaciente.
- Apenas quero deixa-lo informado do que virá fazer aqui segunda. – disse ele, com tom superior. – Estou testando um projeto de arena.
- Voltando às arenas de duelo, Kaiba? – Yugi perguntou, sarcástico. Coisa que no Yugi de cinco anos atrás seria tido como um lapso. – Posso saber o porquê?
- Não.
- Então porquê eu deveria ir?
- Porque isso pode te interessar mais do que você pensa.
- Kaiba, não me diga que está testando o Enigma do Milênio de novo.
- Apenas analisei-o um pouco e descobri algumas coisas interessantes. – foi a resposta.
- Kaiba, você prometeu...
- Eu continuo cumprindo minha promessa, Muttou. Apenas estudei-a. Nem sequer ativei aquela coisa.
- É bom. Esperemos que continue assim. – disse Yugi, num tom de aviso.
- Vai continuar.
E continuava. Só que o que descobrira com aquele Enigma, além de deixa-lo ainda mais inclinado a acreditar naquela bobagem de Egito Antigo, o fizera projetar novamente uma arena de duelos. A tecnologia que ele descobrira naquele pequeno objeto era "alta" demais para simples discos de duelos. Teria que haver toda uma estrutura que a suportasse. O problema era que também não havia tecnologia atual que comportasse um projeto tão grandioso. Seus esboços davam apenas uma vaga idéia do que realmente seria aquela arena. Mesmo as simulações em 3D não eram capazes de fornecer dados coniventes. E por isso ele estava contratando cinco gênios que poderiam trabalhar naquilo para o resto da vida. Era preciso criar uma nova tecnologia, capaz de suportar o armazenamento de dados, a liberação de calor, a superativação de recursos, a configuração das holografias, a velocidade incrível que era necessária para rodar os programas... Aquilo não caberia num disco de duelo. Aquilo só caberia numa arena.
Por enquanto, iria fazer todos trabalharem para criarem uma versão mais "leve" e "atual" daquela grandiosidade. Queria lança-la no mercado para preparar todos para o que seria realmente a Arena Alpha. O projeto final só poderia ser lançado em quinze anos, no mínimo, e isso se descobrissem um material capaz de resistir a todas as implicações de algo tão futurista. Era por isso que estava fazendo contratos para uma carreira que permitiria uma aposentadoria depois de concluído o contrato. Queria dedicação total ao trabalho, sem projetos paralelos ou outras complicações científicas.
Bebeu de uma vez o conteúdo de seu copo enquanto observava a tela em branco aberta em seu computador. Uma página do Word onde ele queria colocar alguns apontamentos que o guiariam durante a reunião. Ouviu batidas na porta.
- Entre. – ordenou, a voz fria como gelo.
- Com licença, senhor. – Takashi entrou. – Todos os jovens chegaram. Estão avisados sobre a reunião.
- Muito bem, Hiragizawa. – ele disse, sem no entanto parecer satisfeito. – Agora cuide para que tudo esteja pronto para a reunião.
- Sim, senhor. – Takashi fez uma reverência e saiu.
Seto sentiu seus pensamentos serem guiados para uma pessoa em especial dentre aqueles cinco jovens. Se todos estavam ali, então May também já havia chegado. Ele sorriu maliciosamente. Poderia ir lhe fazer uma visitinha e perguntar o que achara do apartamento.
Olhou para a tela do computador e suspirou. Não, iria vê-la somente na reunião. Já faziam três semanas que não a via. Que mal havia em esperar mais alguns minutos? Afinal, o que ela significava além de sua nova subordinada e uma possível tentação que levaria para sua cama? Nada.
Começou a digitar furiosamente no computador, de repente sentindo todo seu corpo invadido por adrenalina. Aquela reunião deveria ser perfeita. E seria.
