7
Elisa tentava beijá-lo a força, quando súbito Dean a estocou.
A garota envergou o corpo. As mãos presas as costas trombaram de encontro à parede. Os seios rijos e pequenos balançaram apesar da pouca distância entre ela e o caçador.
Sobre os braços do Winchester o dorso amoleceu.
Imperceptíveis gotas de sangue caíram sobre o baú.
Ainda unidos pelo ventre, Dean beijou-a com volúpia. Soltou as mãos de Elisa devagar, embora puxasse os lábios com vigor.
Por alguns instantes, a garota permaneceu indiferente. Deixou o corpo cair, antes de voltar-se ao caçador e, com a mesma intensidade, retribuir o beijo.
Delicada, quase sobrenatural, pousou os braços em seus ombros. Sem um gemido ou olhar, apenas a respiração mais ruidosa, o Winchester segurou-a pelo quadril.
Deitou a cabeça sobre o jovem colo.
Mãos macias apoiavam-se firmes às costas do caçador. Em um movimento cadenciado, subiam e desciam.
A princípio, Dean enfiava devagar, puxava rápido. Às vezes parava. Tomava fôlego. Reiniciava o movimento.
Elisa agarrava-se com força.
Às vezes acariciava os cabelos. Outras, metia as unhas sobre apele. Puxava a orelha de leve com os dentes.
Um líquido quente, escorria entre as pernas. Lubrificava aquele pequeno espaço que o Winchester metia incessantemente.
Ela sentia os músculos da virilha anestesiados em uma espécie de dormência.
Instintiva, contraia-os.
A respiração já ofegante.
Quentes, ambos suavam.
As mãos escorregavam pelo corpo molhado do Winchester.
Uma sensação quente inundava o baixo ventre.
Inicialmente morna, aparecia alastrar-se pelo corpo como fogo. Amortecia todos os sentidos enquanto lentamente a preenchia.
Devagar uma claridade avermelhada forcejava sobre as pálpebras do caçador.
Abriu os olhos. O corpo à frente realçava na escuridão. Parecia crescer, modelar-se a cada toque do Winchester.
Ao fechar-los mais uma vez, mordiscou o pescoço.
De fato, a vestal irradiava um certo brilho.
No início, tênue intensificava a medida que Elisa entregava-se a seus instintos enquanto o caçador definhava.
A cada estocada, Dean sentia suas forças esvaindo-se. Entretanto, incapaz de se soltar, estava preso a Elisa. Um grito estridente ecoou pelos restos da casa quando a garota finalmente gozou.
