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Elisa tentava beijá-lo a força, quando súbito Dean a estocou.

A garota envergou o corpo. As mãos presas as costas trombaram de encontro à parede. Os seios rijos e pequenos balançaram apesar da pouca distância entre ela e o caçador.

Sobre os braços do Winchester o dorso amoleceu.

Imperceptíveis gotas de sangue caíram sobre o baú.

Ainda unidos pelo ventre, Dean beijou-a com volúpia. Soltou as mãos de Elisa devagar, embora puxasse os lábios com vigor.

Por alguns instantes, a garota permaneceu indiferente. Deixou o corpo cair, antes de voltar-se ao caçador e, com a mesma intensidade, retribuir o beijo.

Delicada, quase sobrenatural, pousou os braços em seus ombros. Sem um gemido ou olhar, apenas a respiração mais ruidosa, o Winchester segurou-a pelo quadril.

Deitou a cabeça sobre o jovem colo.

Mãos macias apoiavam-se firmes às costas do caçador. Em um movimento cadenciado, subiam e desciam.

A princípio, Dean enfiava devagar, puxava rápido. Às vezes parava. Tomava fôlego. Reiniciava o movimento.

Elisa agarrava-se com força.

Às vezes acariciava os cabelos. Outras, metia as unhas sobre apele. Puxava a orelha de leve com os dentes.

Um líquido quente, escorria entre as pernas. Lubrificava aquele pequeno espaço que o Winchester metia incessantemente.

Ela sentia os músculos da virilha anestesiados em uma espécie de dormência.

Instintiva, contraia-os.

A respiração já ofegante.

Quentes, ambos suavam.

As mãos escorregavam pelo corpo molhado do Winchester.

Uma sensação quente inundava o baixo ventre.

Inicialmente morna, aparecia alastrar-se pelo corpo como fogo. Amortecia todos os sentidos enquanto lentamente a preenchia.

Devagar uma claridade avermelhada forcejava sobre as pálpebras do caçador.

Abriu os olhos. O corpo à frente realçava na escuridão. Parecia crescer, modelar-se a cada toque do Winchester.

Ao fechar-los mais uma vez, mordiscou o pescoço.

De fato, a vestal irradiava um certo brilho.

No início, tênue intensificava a medida que Elisa entregava-se a seus instintos enquanto o caçador definhava.

A cada estocada, Dean sentia suas forças esvaindo-se. Entretanto, incapaz de se soltar, estava preso a Elisa. Um grito estridente ecoou pelos restos da casa quando a garota finalmente gozou.