Pov. Bella
Rose me consolava mais uma vez e eu fungava como uma louca. Era duro ter que lembrar a conversa que tive hoje a tarde com Edward. Encarar seus olhos bonitos. Ver seu sorriso. Eu não estava conseguindo digerir muito bem essa aproximação repentina dele, isso era demais pra mim. Mas a pior parte é saber que meu fraco e humano coração palpitava loucamente em sua presença, e minha alma gritava louca por seus braços.
- Bella, conta pra mim, por favor... - Rose acariciava meus cabelos e sua voz era calma. – Se você falar pra mim, será bem melhor. Conte tudo. Diga pra mim. Pra Jasper. Estamos preocupados, sobretudo com a sua saúde, minha flor amada!
Eu não podia contar tudo a Rose, podia?
- Há uns anos atrás, minha mãe me renegou. Nunca senti o calor dos seus braços nem o seu cheiro. Nunca soube o que era ter uma família. Olhava as outras pessoas, felizes e completas e me perguntava por que eu não podia ter um pouco daquilo. Matava-me toda a vez que eu via que isso era inacessível. Até que o conheci...
Rose me olhava carinhosa e eu continuei
- Edward era seu nome. Era um balsamo pra mim estar em sua presença. – sorri e Rose me encarou
- Edward, como o filho do doutor e da Sra. Cullen?
- Sim. – Disse pesarosa- Quando me encontraram na igreja, não foi por acaso como se fez parecer. Eu chorava por ele. Eu estava na praça quando o vi de mãos dadas com ela...
- A prima de Emmett?- perguntou e eu a encarei- Não duvide das fofocas que rondam um salão de beleza, Bells. Não há só a mãe de Jéssica e ela de fofoqueiras nessa cidade. Mas continue...
- Ele estava com ela, em um momento romântico. Aquilo me alquebrou por inteira, Rose. Ainda mais por que... – respirei fundo- Ela é minha irmã.
- Como?- Rose me encarou espantada- Sua irmã?
- Sim. A mãe dela, Renée, é minha mãe biológica.
- Como você sabe que ela é sua mãe Bella?
- Acredite em mim, Rose, o rosto dela é inesquecível. Quem é abandonado nunca se esquece de quem o deixou. Já ouviu a expressão "quem bate esquece, mas quem apanha não!"? Então. Eu nunca esqueci a dor, Rose. Depois de 19 anos as vezes eu ainda a sinto e agora, vendo Edward...
- Shuuu- disse limpando as minhas lágrimas e me embalando como um bebe- Calma Bella. Eu entendi. É por isso que você sempre chora? Por isso você fica assim?
- Sim.
- E o que ouve hoje?
- Edward veio falar comigo. Disse que tinha algo a dizer.
- E o que era?
- Na verdade, eu não iria o encontrar, porem de última hora eu resolvi ir até ele. Edward sempre foi tão doce; duvido que ele brincaria com meus sentimentos marcando algo só para me machucar.
- Você fala... Como se o conhecesse.
- Eu o conheço, Rose. Conheço melhor que a mim mesma. E acho que esse é o erro. Eu me envolvi demais. Amei mais do que meu coração, amei pela minha alma. – e voltei a chorar. Rose apenas me dizia palavras de afeto e foi com sua doce voz me consolando com seus carinhos que eu dormi
Estávamos na nossa clareira, abraçados e nus, rindo como bobos.
- Você não acha esse lugar perfeito?- ele me perguntou e eu olhei em volta. Sim, era perfeito como a relva do paraíso, mas tinha mais que isso. Tinha ele ali.
- Sim. É um belíssimo lugar.
- Sabe o que é mais belo que isso?- disse me encarando com seus lindos olhos verdes, flamejando em paixão e eu sorri para seu rosto, negando- Mais bonito que isso é o meu corpo amando o seu, minha linda Isabella.
Então ele acariciou meu corpo como se fosse um instrumento raro na mão de um exímio musico. Seus beijos faziam um rastro de calor pelo meu pescoço, descendo calmamente até meus seios onde ele avidamente os chupou um a um, fazendo minha coluna arquear com seus toques. Satisfeito com a resposta do meu corpo, ele sorriu em minha barriga, dando um leve chupão, seguido por um beijo.
- Edward... - lamuriei seu nome que ecoou pela clareira e ele me encarou, ainda depositando beijos em minha barriga plana.
- Sim, meu anjo?- então ele desceu um pouco mais, parando em cima da minha intimidade, dando um beijo leve em cima dela que me fez contorcer.
Com veneração, abriu minhas pernas e se colocou no meio delas, pegando minha perna direta e levantando a altura de seu rosto. Novamente seus beijos se instauraram nessa região e ele começou a descer seu corpo aos poucos, beijando cada parte até a parte interior das minhas coxas.
Eu arfava e grunhia ansiosa.
-Edward, eu preciso... – nem eu sabia do que precisava, mas eu sabia que mesmo que eu não entendesse, Edward teria a solução para aplacar tamanho desespero e desejo do meu corpo.
- Eu também, amor.- então, com seu corpo acima do meu e também sentindo sua excitação, ele me perguntou- Para sempre?
- Para sempre!- respondi mais agora meus olhos estavam abertos e encaravam o teto branco do meu quarto.
- Falou comigo?- murmurou uma Rose sonolenta acordando ao meu lado.
- Você dormiu aqui comigo Rose?- perguntei chocada. Minha cama não era de casal, muito pelo contrário e Rose parecia estar quase caindo.
- Tinha que ficar com você, mas acho que cochilei. - Gargalhou e eu a abracei.
- Obrigado por tudo Rose, eu te amo!
- Bells... - disse beijando meus cabelos- Minha menininha; minha irmãzinha mais nova, eu também te amo.
Depois disso Rose saiu apressada para o trabalho. Jazz estava de plantão e disse que chegaria tarde hoje e eu, arrumei minha pequena bolsa, o uniforme e rumei em direção a lanchonete.
Era 07h45min. Jéssica tagarelava e a Sra. Coope abria as portas da lanchonete, sorrindo para nós duas. O dia tinha se passado bem até que uma figura conhecida entrou na lanchonete as 15h00min. Era Rose.
- Rose?
- Ei Bells.
- Está tudo bem?- perguntei preocupada e ela sorriu.
- Claro. Só passei para tomar um café e te avisar que vou sair hoje a noite.
- Sair? Como em um encontro? - Rose corou e eu gargalhei- Céus você está corando. Vai mesmo a um encontro?
- Sim. Conheci um cara na hora do almoço e ele foi tão doce comigo, Bella! Ele é lindo- disse sonhadora e eu sorri. Rose merecia alguém que a amasse muito. Ela era uma mulher de ouro.
- Bom, o que mais posso dizer? Divirta-se?- ela riu junto comigo
- Obrigado. Você vai ficar bem sozinha essa noite?
- Claro que vou. Eu vou pra aula e logo que chegar já vou dormir.
- Tudo bem então Bells. Qualquer coisa, me ligue.
- E estragar seu encontro? Que tipo de irmã eu seria?- Rose me abraçou risonha.
- Por você e pelo Jazz eu cancelo qualquer coisa. Vocês são prioridade!
- Obrigado por ser tão amorosa, Rose. Eu espero que esse cara te faça tão feliz quanto você merece.
- Eu também. Beijos Bella- então ela pagou o café que tomou e saiu. Jéssica estava atrás de mim, perto da soleira da porta.
- Uau, até a sua irmã está tendo sorte no amor, pelo o que vejo.
- Jess, sem fofocas. Quero que isso dê certo para Rose.
- E o Cullen? Como foi o encontro? Me conta T-U-D-O.
- Não foi nada Jess.- passei o pano sobre a mesa, limpando lentamente- a gente só conversou
- Não rolou nenhum beijo? Nem nada?
- Não Jéssica. Ele acabou de terminar e eu mal o conheço- era uma mentira, mas Jessica não precisava saber disso.
- Você tem razão. Essas coisas têm que ir devagar. Mais se quer um conselho, nunca vi o Cullen tão encantado por alguém. Eu o conheço a anos e sinceramente eu acho que ele sentiu algo por você.
- Todos nós temos sentimentos carnais, Jéssica. - Respondi. Depois que me tornei humana, entendi mais sobre os prazeres da carne. Para nós, anjos, parecia tolice, mas agora sendo uma humana, eu entedia essa necessidade, mesmo ainda não tendo feito nada.
Os sonhos com Edward por si só já me deixavam ansiando por mais e eu sabia, em meu intimo que isso era a necessidade do meu corpo em querer um abrigo para acasalar, cuidar, ter, proteger...
- E eu não sei? Só de pensar nas noites com o Mike...
- JESS!
- Ok, ok. Já parei. Só to dizendo que você não precisa ir com pressa "direto ao pote". Tenta conhecer ele. Você vai ver como ele é um cavaleiro. Fora que é um fofo.
Sorri para Jéssica. Nisso eu tinha que concordar com ela.
A noite caiu e logo eu estava na minha classe. Eu estudava muito, pois queria dar esse orgulho para a minha família. Depois de muitos pensamentos decidi que queria ser alguém na vida, fazer faculdade e ter um futuro profissional. Eu pensava em ser professora de literatura. Meu amor pelos livros sempre foi algo que tinha comigo desde o paraíso, e como humana, isso só ressaltou mais. Jasper tinha uma coleção de livros clássicos de romance e de todos os tipos em casa e eu os "devorava", lendo incontáveis vezes.
Rose me achava uma romântica. Eu me achava uma tola.
Ler romances automaticamente me levava a pensar em Edward sendo o mocinho. E no fim de cada livro eu suspirava, querendo também meu final feliz.
Eram quase 23h00min quando cheguei em casa. Tudo estava silencioso e eu sorri, indo tomar banho. Mais um dia se passava e eu sorri pelos bons frutos que estava colhendo aqui na terra. Ajoelhei-me diante da cama e olhei para cima. Eu sabia que os anjos ouviam todas as preces, assim como Deus, então eu sorri.
- Obrigado por me dar a oportunidade da vida. Por me fazer sentir-me cada dia mais viva e mais feliz. Tenho suportado a dor e agora eu entendo as provações que os humanos passam. Não sei qual plano divino tem dedicado a mim, mais cumpri-lo-ei e serei forte.
Terminei minha prece e me deitei. Quando apaguei a luz, ouvi uma voz.
"Ajude-o. Ele precisa de você. Precisa de seu anjo da guarda"
Pov. Edward
-VOCÊ ACHA QUE É SIMPLES? ACHA QUE É SÓ ME DIZER "ACABOU" QUE TUDO VAI ACABAR? NÓS TEMOS UMA HISTÓRIA JUNTOS, E EU NÃO VOU PERMITIR...
- Senhorita, você está em minha casa, eu não permito que você grite dessa forma... - minha mãe começou brava, olhando Victória com puro ódio. Minha mãe podia ser a mais doce das criaturas, mas quando sua raiva era posta a prova ela não hesitava em se defender e defender sua família.
Victória havia invadido a minha casa querendo satisfações. Eu estava boquiaberto com sua ousadia.
- Victória, esse é mais um dos motivos para não termos nada. Você está fora de controle.
- MAS NÓS FICAMOS TRÊS MESES JUNTOS, EDWARD! TRÊS MESES!
- Eu entendo que você esteja brava comigo, mas não posso ficar com você só por pena.
- É ISSO ENTÃO? PENA? VOCÊ SENTIU PENA DE MIM? COMO OUSA DIZER ISSO? VOCÊ QUASE ME LEVOU PARA A CAMA.
- ABAIXA O SEU TOM DE VOZ COMIGO, VICTÓRIA. E NÃO DIGA MENTIRAS!- Disse rudemente e alto o suficiente para lhe fazer entender- Acha mesmo que fazendo mais uma vez de seus teatrinhos eu vou voltar para você?
- Então é por causa dela, não é? Da garçonete? A tal Jéssica?
- Quê? O que Jéssica tem a ver com isso?
- NÓS ESTAVAMOS BEM ATÉ AQUELA PUTA SE INCLINAR SOBRE VOCÊ NO BALCÃO. DESDE AQUELE DIA NA LANCHONETE...
- EU JÁ NÃO FALEI PARA VOCÊ ABAIXAR O TOM DE VOZ?- Disse e logo o barulho da porta nos interrompeu
- O que está acontecendo aqui?
- O que está acontecendo Emmett é que sua prima não aceita o nosso termino.
- Mais o que houve entre vocês?
- Simples... - Victória disse amarga e sarcástica- Ele se encantou pelo par de peitos da loira engordurada da lanchonete
- Jéssica Stanley?- perguntou Emmett me encarando
- Jéssica não tem nada a ver com isso! Ela só estava me convidando para o seu casamento e Victória fez um show na frente dela.
- Porque você fez isso Vic?- Emm a encarava agora
- Eu estava defendendo o que é MEU. Edward é MEU.
- Não. Não sou. Eu não posso ficar com alguém por quem eu não sinto nada. Desculpe-me se deixei ir longe demais. Não dá mais para nós dois, Victória. Eu lamento.
Victória grunhiu alto e passou por minha mãe, transtornada.
- Você vai pegar por isso Edward! VAI ME PAGAR!
Então ela saiu de minha casa e Emmett me encarou.
- Será que podemos conversar? - Disse o olhando e Emmett assentiu.
Fomos para o jardim da minha casa. Mamãe havia ido para cozinha, ver o jantar e Emm me olhava em busca de respostas.
- O que houve realmente entre vocês, Edward?
- Não dá mais pra mim, Emm. Victória teve uma crise de ciúmes na lanchonete que me deixou boquiaberto. Fora as piadinhas sarcásticas dela sobre Forks, as indiretas da mãe dela e dela mesma sobre casamento...
- Casamento?
- Sim. Ela já estava fazendo planos para um noivado daqui dois meses, quando ela completasse 18 anos.
- Desculpe por isso Eddie. Não sabia que ela chegaria a esse ponto, nem mesmo tia Renée. Na verdade, minha mãe anda possessa com ambas. Ao que parece, Renée quer se fazer visita eterna em nossa casa. Meus pais trabalhando o dia inteiro e agora eu também, enquanto as duas passam o dia vendo novelas e fuxicando.
- Você está trabalhando?
- Sim. Em uma oficina no centro. Eu estou muito feliz em ganhar uma grana extra, fora que eu conheci uma loira...
- Não me diga? Emmett McCarty atacando novamente?- rimos e ele me olhou, meio sonhador.
- Não cara. Ela é diferente das minhas conquistas. Ela trabalha em um salão de beleza, e é uma moça direita.
- Fico feliz por você Emm. A propósito, eu queria te contar uma coisa.
- O que?
- Sabe a mulher dos meus sonhos?
- Sei, é claro.
- Ela é real!
- O QUE? Ta brincando?
- Não. Eu a vi, no mesmo dia que terminei com Victória.
- Ah... - Emm sorriu, contemplativo- Agora eu entendi essa reviravolta na história.
- Cala a boca!- lhe dei um soco no ombro que nem lhe fez cocegas.- Ela trabalha na lanchonete da Sra. Coope.
- Serio?
- Sim, seu nome é Isabella. Isabella Hale. Ela é irmã do doutor Jasper Hale- Emmett arregalou os olhos e me olhou chocado- o que foi, Emm?
- Só pode ser o destino tentando nos juntar, Eddie...
- Que? Ta maluco? Nos juntar?
- Sim. Para sermos da mesma família. Primeiro a Vic, e agora isso.
- Não estou entendo o seu ponto, Emmett.
- A loira com quem estou saindo. Seu nome é Rose. Rosalie Hale.
- x –
Pov. Bella
- Ele é incrível, Bella. Tivemos um jantar lindo ontem. Tão romântico- Suspirou minha irmã e eu ri- Ele me disse que quer coisa séria e que vai vir se apresentar para você e o Jazz.
- Uau, o cara é rápido. Pelo jeito se encantou totalmente por você.
- É o charme dos Hale. - piscou- Ele é três anos mais novo, mais eu não me importo. Ele tem planos de entrar na faculdade semestre que vem junto com o amigo dele, e adivinha? Ele quer fazer direito também!
- Uma dupla de advogados? Vocês seriam imbatíveis- tirei sarro, comendo um pouco da comida chinesa que Rose havia arranjado. Era sábado, e eu e Jess trabalhávamos só até meio dia. Rose tinha folga do salão nos fins de semana e Jazz era o único que trabalharia hoje na emergência do hospital.
- Eu também acho. Apesar de estar trabalhando na oficina e parecer um gogoboy de tão musculoso e gostoso, eu sei que dentro dele tem toda uma doçura.
- ROSE!
- Ah, para com isso Bella. Esse negócio de corar toda a vez que o assunto esquenta tem que acabar! Você é uma mulher e está na flor da idade sexual.
- Serio mesmo que vamos falar disso?
- Você não sente desejo pelos caras que encontra por ai?- corei fortemente e Rose gargalhou- pelo jeito sim, já que está mais vermelha que um tomate! Você conheceu alguém, Bells?
- Não... É só que...
- Ai Bella. Tão puritana... Ainda bem que você tem a mim para te desvirtuar do caminho certinho- gargalhou alto e revirei os olhos. - A partir de hoje, eu vou te ensinar a arte da sedução!
- Pra que eu vou usar isso? Rose, eu não quero seduzir ninguém!
- Qual é Bella? Edward não está separado da ruiva do mal? – ri de seu apelido para Victória- Então irmã, essa é sua oportunidade.
- Eu não quero seduzir Edward!
- Como não? Toda mulher precisa de um homem ardente... - balançou as sobrancelhas maliciosamente e eu revirei os olhos.
- Sinto até dó do cara com quem você está saindo. Você não vai dar paz pra ele!
- Malditamente certa, Isabella Hale!- então nós rimos, guardando a louça suja e lavando os pratos
- A propósito, você não me disse o nome dele.
- Ah, até esqueci. Seu nome é Emmett.
- Emmett?- arregalei os olhos
- O conhece?
- Claro, ele é primo da Victória e melhor amigo do Edward!
- Óh shit!- arfou Rose e eu maneei a cabeça, concordando.
