Bom pessoal, vai aqui a continuação... Quero agradecer todo mundo que comentou no capítulo 5 (que esqueci de agradecer) e 6, vamos lá: sissi81, xXLininhaXx, polly18, Rafa, Runa Cullen Black, Nah, Diana. Vocês me motivam a continuar postando :3

Dessa vez, não vou só agradecer, mas DEDICAR o presente capítulo para a queridíssima leitora xXLininhaXx que já escrevia fanfics de animes e se lançou com sua primeira spankfic da saga crepúsculo! A história é incrível e ela manda super bem! Segue o link para vocês (flor, vou lá comentar em todos os caps amanhã, não sabia que você tinha atualizado tanto):

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Sobre esse capítulo da história... Bom pessoal, a vingança... Er... Digo... A lição de Hyoga (que no fundo é um bom menino) não virá apenas em um capítulo - será dividida em algumas partes, porque o menino exagerou dessa vez.
Espero que gostem!
Beijos com carinho :3

Capítulo VII – Caindo na Real

POV Milo

"Okay, okay. Aquela era a hora de eu fazer alguma coisa... Alguma coisa... Onde foi que eu deixei as chaves do carro? Droga! Eu nem sabia onde tinham meias para eu calçar meus sapatos. Calma Milo, calma Milo!"

Em meio aos meus pensamentos desconexos, sai correndo de casa tentando salvar a vida do meu filho endiabrado. Sim, ele era o resultado de uma meia foda do Capeta com Mussoline, mas era meu filho e eu não podia deixar meu noivo mata-lo.

POV Camus

Peguei o carro e sai cantando pneus pela estrada quente da Grécia, estav absolutamente determinado a arrancar toda aquele rebeldia e dissimulação de Hyoga custasse o que custasse.

Eu podia aceitar mau-humor, rebeldia e crises adolescentes, mas JAMAIS deixaria essa falta de caráter correr solta. Dessa vez Hyoga extrapolou qualquer limite aceitável, mentindo, agrendindo inocentes e aterrorizando pessoas. Isso não passaria em branco.

A cada lembrança eu apertava mais os olhos e as mãos no volante, suando de nervoso. Talvez não fosse a hora de encostar sequer um dedo nele, mas eu não podia esperar para afrontá-lo.

Cheguei na frente da minha casa, calculando que Hyoga já deveria estar lá a uma hora dessas. Abri a porta com muito mais força que a que costumava empregar, olhei em volta e não o vi na sala. Sai como um furacão pelos cômodos da casa, sem qualquer sucesso ainda.

Onde ele estaria?

– CAMUS!

Olhei para trás e vi aquela cena cômica de Milo ofegante, abaixado segurando os joelhos para respirar melhor. Revirei os olhos, ele realmente estava fora de forma para um cavalheiro de ouro.

– O que é Milo?

Perguntei, querendo segurar o riso quando vi o rosto vermelho do meu Miluxo.

– Vo-vo... – Parou para puxar o ar – Você... Não vai... Bater no meu menino...

Típico, para variar Milo queria defender o loirinho. Essa pausa sem encontrar Hyoga foi boa, pois eu realmente estava fora de mim, resolvi sentar e conversar com Milo para colocar as ideias no lugar e explicar para ele que eu estava bem consciente do que fazia.

– Amor, venha cá, se sente comigo. – Eu disse, puxando meu grego para o sofá.

– Camyu, por favor... – Eu o silenciei colocando meu dedão carinhosamente em seus lábios.

– Meu amor, pense comigo. O Oga primeiro o provocou pelas minhas costas tentando fazer com que terminássemos o noivado, e quando conseguiu não demonstrou nenhum remorso. Eu dei nele a senhora surra não faz muito tempo exatamente por não respeitar você e nosso relacionamento. Você realmente acha que eu posso deixar isso passar em branco?

Milo olhou para baixo, era uma pergunta retórica e ele sabia. Coloquei minhas mãos em cima das dele em seu colo e continuei.

– Se meter numa briga de escola já é inadmissível, quanto mais provoca-la por ciúmes e imputar a culpa aos outros. Nem sei o que o Deba fez com o Jabú por causa do incidente.

– Eu falei com ele para não fazer nada, que eu desconfiava que a história estava mal contada...

– De qualquer forma Mi... O Oga bateu no próprio amigo com ciúmes de um colega. Ele realmente está confuso com a opção sexual dele, o que explica muita coisa e toda essa revolta que ele direciona ao nosso relacionamento – talvez não seja conosco, mas sim com os desejos que ele mesmo tem e não aceita.

Milo abriu os olhos e me olhou abismado, parecia que eu havia descoberto uma galáxia nova. Então ele revirou os olhos e disse:

– Pelo menos pra alguma coisa tanto estudo serve né?

Eu ri e continuei.

– Até enão, por mais sério que seja, eu poderia até relevar. Mas o que ele fez com aquela moça que trabalha na empresa de música foi inaceitável. Era nítido o desespero dela nas gravações, seu temor por sua família, sua vida! Hyoga perdeu completamente a noção das consequências de suas ações, Milo!

– Camyu, tudo bem. Mas eu só peço que fique calmo, não quero que machuque o garoto!

– Ah, mas ele vai apanhar e vai doer. Ele vai sentir a dor que causou a você, a mim, ao Shun, ao Jabú e a essa pobre coitada! Ele vai se tornar um ser humano melhor na marra, disso você pode ter certeza!

Milo me olhou com aquela cara de cachorrinho abandonado.

– E você não vai interferir!

Eu avisei me levantando e, ainda de costas, disse:

– E me desculpe Milo, por não acreditar em você.

Os olhos dele se encheram de lágrimas e ele me abraçou. Eu o afastei e peguei meu celular, descobri que Oga estava na escola, mandei o diretor chamar ele, Shun e Jabú na sala dele em meia hora. Enquanto isso, mandei Milo levar Shaka e Aldebaran para a mesma sala.

– O que você está aprontando, Camyu?

– Vou começar a aparar as arestas de tantas mentiras.

oOo

POV Milo

Chegando na escola com Shaka e Deba sem entender nada, fomos direto para a sala do diretor, em que estavam Hyoga todo sorridente, Jabú e Shun mais cabisbaixos. Shaka franziu o cenho e Deba já cruzou os braços como quem iria ralhar com Jabú.

– O qu você fez agora, Jabu?

– Calma, Deba. Chamei vocês aqui para resolver o mal entendido da semana passada!

Camus chegou falando, por trás. Hyoga nem sonhava com o que estava prestes a acontecer naquela sala, não sabia que seria desmascarado na frente de seus amigos. Pelo contrário, achou que Camus devia estar lá para elogiá-lo na frente de todos.

Foi quanto Camus deu início à gravação do meu gravador, que tocava em alto e bom som, sem dar grandes explicações anteriores. Apenas pediu a todos que se sentassem, pois aquela seria uma longa reunião

– Estraguei seu almoço, né?

Hyoga ria nitidamente ao fundo.

– Eu vou tornar sua vida um inferno, você sabe disso, porque não desiste dele?

– Porque eu o amo, e amo você também seu pestinha. E morro de medo do que Camus vai fazer com você quando descobrir que...

– Não seja idiota, ele vai acreditar em quem? Em mim que agora sou o filho perfeito ou em você que é a louca histérica com casamento?

– Hyoga, você não está pensando...

– Ah, cala a boca. Você é um idiota.

– Olha como fala comigo, você me deve respeito, em breve serei seu pai com papel passado e tudo! E mais, me explica o que aconteceu nessa escola hoje, não me parece que a culpa foi de Jabu.

– Meu pai? – Hyoga riu – Você é um bosta. E claro que a culpa não foi de Jabu, enganar vocês é tão fácil, eu bati em todos, vi Jabu se engraçando com Shun e...

– Hum... Ciúmes?

– Porque você não vai pra put...

– Obrigado, Milo. Obrigado por estar aqui comigo, eu não sei o que seria de mim sem vocês.

– Vamos agora. Vamos deixar você em casa para fazer o que quiser e precisamos voltar ao trabalho.

– Camyu, ele se meteu numa briga, não seria melhor que ele não pudesse fazer o que quiser?

– Ele defendeu um amigo, meu amor. Não me parece algo que mereça um castigo, diferente de Jabu que agora já estaria debaixo do meu cinto se fosse meu filho, onde já se viu..

Camus caminhou e desligou o gravador. Hyoga parecia não piscar, não respirar e não olhar para nada específico, meu filho estava desesperado. Foi quando minha atenção voltou ao meu noivo que tornou a falar:

– Como podem ver, meu filho deve desculpas a vocês, Shaka e Deba e, principalmente, a vocês: Shun e Jabu.

Jabu estava com o olhar sorridente e triste ao mesmo tempo, por razão da verdade ter aparecido e ele finalmente poder sair do castigo no qual ele devia ainda estar. Meu amigo Deba era um amor, mas não descuidava da educação dos seus pupilos nem por um segundo.

Shun, por outro lado, olhava para o chão e engolia seco. Estava desesperado, tinha esquecido o motivo e logo Shaka me recordou com a pergunta dura que fez a Shun:

– Você mentiu para mim, Shun?

O menino não respondeu, pelo contrário, não tirou seu olhar do chão, apenas se encolheu um pouco mais que o costume. Shaka percebeu que Camus tinha um propósito com aquilo tudo e decidiu acertar suas contas com o discípulo depois.

– Vamos ter uma conversa séria em casa quando chegarmos lá! – Disse o loiro cruzando os braços nitidamente irritado.

Camus levantou de sua cadeira e se sentou em cima da mesa do diretor. Tinha total liberdade naquela sala, vez que ele mesmo era o chefe geral de todas as instituições de ensino da região. Por alguns instantes olhou para baixo como quem mede suas palavras.

– Então, Hyoga, que tal nos contar a história real dessa vez?

Hyoga travou, eu estava dando graças aos deuses por ele não reclamar ou responder para Camyu. Mas logo meus pensamentos mudaram de rumo, porque Hyoga decidiu colocar as manguinhas de fora e agir como "adulto".

– Eu não preciso explicar nada aqui.

– Ah, não? – Camus perguntou com um tom irônico.

– O Senhor mesmo vive dizendo que "roupa suja a gente lava em casa, não"? – Disse Oga se levantando e indo para perto do Mestre com aquele tom adolescente típico que tentava encurralar o pai. Nessa hora mal consegui me segurar na cadeira.

Camus sorriu e rapidamente, em segundos, agarrou a orelha de Hyoga. O loirinho, por sua vez, tentava se soltar absolutamente constrangido pela reprimenda na frente de seus amigos. Camus pouco se importou e continuou torcendo a orelha de Hyoga.

– Que coisa feia, responder assim para mim. Agora vou te explicar: você perdeu o direito de lavar a "roupa suja" em casa quando resolveu aprontar na escola, envolver seus amigos e mentir para TODOS NÓS!

A voz de Camus ia se alterando gradualmente, junto com o desespero de Oga que estava vermelho de vergonha. Foi quando Camus perguntou novamente, o soltando.

– Pronto, agora quer contar para todos nós a verdadeira história? E dessa vez espero que ninguém valide uma versão mentirosa dos fatos, viu Shun?

Camus disse, o que fez Shaka concordar com a cabeça olhando ameaçadoramente para Shun que quase abriu um buraco no chão para se enfiar.

Hyoga, que estava com uma mão na orelha, tentou se recompor e fazer aquela pose de adolescente bonachão popular. Pelo que tinha ouvido ele tinha essa "pinta" na escola, era as vezes meio bully e o jeito de falar e se posicionar me lembrava Danny Zucco de Grease.

– Bom, você sabe... Jabu resolveu se engraçar com o Shun e eu decidi dar meu jeitinho, sabecomoé né?

– Não, Hyoga, não sei. Jabu fez o que com o Shun exatamente? E CUSPA A PORCARIA DESSE CHICLETE PARA CONVERSAR DIREITO.

Camus parecia não estar gostando nada do teatrinho de Hyoga, e o Patolino parecia estar mais preocupado com o que os seus colegas de escola iriam pensar do que em se livrar da surra que Camus lhe daria quando chegasse em casa. Péssima decisão.

– Jabu foi conversar com Shun num canto. Parecia estar incomodando o cara, sabe?

Camus não gostava daquela postura, e parecia estar contando até dez.

– Hyoga, ajeite a coluna, pare de rebolar e use o português perfeito que você tem para explicaras ideias. Shun pareceu não gostar do Jabu fazia?

Hyoga fez uma careta de "meu pai é um velho que não sabe nada", ao menos foi o jeito que eu li aquilo tudo. Camus estava a ponto de explodir o arrastando para casa e o Oguinha continuou:

– Ele não se importou nem um pouco, pelo contrário, sorriu todo alegrinho pra esse viado aí – Disse Hyoga com o olhar acusando o amigo. – Aí eu bati nos dois.

Oga disse tranquilamente. Na hora, claro, Jabu se levantou e se defendeu:

– Olha lá como fala comigo!

– Que que é? Quer apanhar de novo? – Disse Hyoga já partindo para cima de Jabu.

Camus simplesmente segurou Hyoga pela camiseta, o puxando por trás.

– A única pessoa aqui que vai apanhar de novo é você, Hyoga – Camus frisou a palavra de novo e apanhar, vendo que o constrangimento fazia Hyoga recuar um pouco. Mas dessa vez não deu certo, pois Hyoga queria manter o orgulho intacto na frente dos colegas.

Me larga! – Disse Hyoga puxando a camiseta do Mestre e falando num tom mais alto que o aceitável naquela situação – Você não vai encostar um dedo em mim e chega dessa palhaçada aqui, não quero saber de...

– HYOGA! É MELHOR VOCÊ PARAR A-GO-RA, ANTES QUE EU PERCA O PINGO DE PACIÊNCIA QUE AINDA ME SOBRA!

Foi minha vez de intervir.

– Isso gente, vamos todos ficar calmos. Já sabemos da verdade, agora podemos ir pra casa!

– Não, Milo – Camus disse e eu murchei achando que minha tentativa de levar Hyoga para casa daria certo – Não antes de Hyoga pedir desculpas por tudo que fez para os amigos e seus mestres!

Eu entrei em desespero e fui me sentar, estava rezando em silêncio para Hyoga abaixar um pouquinho a cabeça e pedir desculpas, assim não morreria quando chegasse em casa.

– NUNCA! Não vou pedir desculpas pra ninguém! – Disse Hyoga gritando.

– Pois isso a gente vai ver!

Aconteceu tudo tão rápido que eu não tive agilidade suficiente par tentar impedir de alguma maneira. Camus que estava sentado na mesa do diretor, logo na frente de todo nós, puxou Hyoga para cima de uma de suas pernas, o deixando com o traseiro bem pra cima e voltado para nós. Antes que minha ficha pudesse cair eu ouvi aquilo que me trouxe de novo para o chão.

PAFT

Um tapa em alto e bom som, que com certeza deve ter doído. Eu não conseguia ver a cara de Hyoga, mas com certeza ele deveria estar morrendo de vergonha de apanhar assim na escola e na frente dos amigos.

Camus que não deixa trabalho por fazer, continuou dando fortes tapas por cima de calça jeans de Hyoga enquanto falava.

– Se **PAFT** É **PAFT** SÓ **PAFT** ASSIM **PAFT** QUE **PAFT** VOCÊ **PAFT** SABE **PAFT** OUVIR **PAFT** TUDO BEM! **PAFT****PAFT****PAFT**

Hyoga estava chutando um pouco o ar, mas sem fazer o escândalo que eu vi da outra vez, tentava se conter e não chiar a fim de evitar maior constrangimento.

– VOCÊ SÓ SAI DO MEU COLO

**PAFT****PAFT****PAFT**

– QUANDO PEDIR DESCULPAS

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Foi quando eu notei que tinha uma pequena janelinha na porta, de vidro, e aquela barulheira logo atrairia atenção dos demais alunos que estavam no integral. Eu estava preocupado, mas aquilo acabar ou não só dependia de Hyoga parar de ser cabeça dura e não de mim ou de Camus.

Hyoga, para meu desespero completo, não pediu desculpas, pelo contrário.

– ME LARGA, VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! TIRE ESSAS SUAS PATAS DO MEU TRASEIRO!

Nessa hora, Camus que achou que pararia de bater nele e o levaria para casa para resolver as coisas parou de bater, ainda o segurando no meu colo, e olhou para mim como quem busca um "ok" para o que estava prestes a fazer.

Hyoga estava fora de si, achava que podia fazer o que quisesse com qualquer um. Eu, relutante, acenei positivamente para meu amor, Hyoga precisava daquilo mais do que nunca. Hyoga precisava aprender que suas ações tinham consequências.

– Pois bem, filho. Eu acho que uma criança tem direito a ser punida privativamente, mas você acabou de perder esse direito ao não se desculpar e me ofender. Agora, você vai se arrepender e aprender que escola é lugar de aprender, não de brigar!

Camus falou isso levantando rapidamente Hyoga e abaixando sua calça junto com sua cueca, deixando aquela bundinha rosada aparente para nós que assistíamos aquela situação super constrangedora.

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