Notas da Autora – Olá, pessoal!
Ai, desculpe-me pela demora em postar o capítulo... Sinto muito mesmo. Era pra eu ter publicado antes, mas não deu tempo. T-T
Ah, espero que gostem do capítulo e comentem, ok? Antes que eu me esqueça de avisar: os reviews do capítulo passado serão respondidos por e-mail, certo?
Oh, agradeço a Madam Spooky por revisar o capítulo... Beijos, amiga!
Até o próximo capítulo.
Beijos,
Lis
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A Dor de um Amor
By Palas Lis
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Capítulo 7 – Parte I
"Um mês depois"
- Saori, cheguei!
Saori olhou para trás ao ouvir a voz masculina e largou as louças que estava lavando, secando a mão no avental rosa que usava, tirando-o antes de correr para a sala para encontrar o noivo, com um sorriso.
A garota parou na porta da cozinha e pôde ser Seiya deixar a maleta que estava com ele sobre o armário para afrouxar a gravata. Ele ficava tão lindo de terno.
- Chegou mais cedo hoje, Seiya. – ela falou.
- Não gostou? – ele sorriu e a abraçou.
- Claro que gostei. Sinto sua falta quando vai trabalhar – ela falou, ficando na ponta dos pés para beijar os lábios dele. – Mas o jantar ainda não está pronto.
- Não tem problema, querida – ele falou, caminhando para o sofá e encarando a garota quando se sentaram. – Tenho uma surpresa.
- O quê? – ela perguntou, curiosa. – O que, Seiya?
- Vou ter que fazer uma viagem para a empresa – ele falou, fazendo Saori desfazer o sorriso. – O que foi, Saori?
- Quanto tempo você vai ficar longe? – ela perguntou, já imaginando que teria que ficar sem ele por algum tempo. – Não diga que será muito tempo, por favor.
- Deixe-me terminada de contar – ele falou e Saori acenou que 'sim' com a cabeça. – Como vou para Kyoto, pedi para levá-la comigo e eles deixaram.
- Sério? – ela perguntou; olhos verdes brilhando de alegria.
- Sim – ele respondeu. – Assim, além de você poder visitar seus pais, ainda vou poder conhecê-los.
- Que legal Seiya! – ela quase gritou, pulando para abraçá-lo. O rapaz foi pego de surpresa e se o sofá não tivesse encosto, teria caído com ela. – E quando vamos?
- No fim de semana.
- Então vou preparar minhas coisas – ela falou animada, levantando-se do sofá e caminhando para o quarto. – Tenho que ligar para Shunrey e dizer que vou faltar uns dias na aula. Ligar para minha mãe e avisar que vou fazer uma visita. Hum... O que mais tenho que fazer? – ela falou, contando nos dedos tudo o que tinha para fazer antes da viagem. – Ah! Não posso esquecer de passar as roupas.
- Quer ir jantar fora? – Seiya perguntou, seguindo-a para o quarto e levando a mão ao batente da porta, olhando a noiva com um sorriso.
- Seria muito bom – ela sorriu, abrindo o guarda-roupa e pegando uma mala. – Assim teria mais tempo para arrumar as coisas da viagem.
- Vou me trocar e podemos ir. – ele falou, desabotoando a camisa e tirando os sapatos.
- Antes vou tomar banho – Saori olhou para ele e deu um sorriso tímido, mas com jeito malicioso. Ela perguntou, mordendo o lábio inferior, abraçando-o e passando a mão no tórax definido dele: – Quer tomar banho comigo?
- Hum... – ele sorriu, segurando-a pela cintura e a conduzindo para o banheiro. – Eu nunca recusaria uma proposta tentadora dessa.
-o-o-o-
- O que você tem, Saori? – Shunrey falou, segurando a amiga pelos braços e vendo o rosto pálido dela, passando a mão na testa da garota. Shunrey ficou mais preocupada com viu que a amiga suava, apesar de sua pele estar gelada.
Saori desviou os olhos da lousa que o professor estava dando aula para olhar para a amiga, desanimada. Shunrey tinha razão, a garota estava muito pálida e parecia fraca, mas mesmo assim não tinha faltado na aula. Agora que não precisava trabalhar, dedicava-se muito mais aos estudos.
- Estou um pouco nervosa com a viagem – ela respondeu, sentindo o estômago dar voltar e levou a mão à boca, segurando o mais que podia para não soltar seu café da manhã. – Eu passo mal dentro de aviões.
- Quanto tempo você vai ficar em Kyoto? – Shunrey perguntou, ouvindo o sinal tocar e pegou seus cadernos, esperando a amiga se levantar para saírem da sala de aula.
- Só alguns dias – ela falou, colocando a bolsa nas costas e caminhando no corredor ao lado de Shunrey. – Até Seiya resolver alguns problemas da empresa que ele está trabalhando.
- Pelo menos você vai poder ir com ele.
- Sim – Saori sorriu, tentando disfarçar que estava sentindo-se mal. A cada passo que dava seu estômago parecia recusava mais o alimento que ela tinha comido. – Eu não conseguiria ficar longe dele.
- Sim, sei como é – Shunrey concordou. – Quando Shiryu precisa viajar eu fico tão deprimida. É como se...
A morena parou de falar quando Saori passou por ela rapidamente e entrou correndo do banheiro. Shunrey entrou logo atrás, vendo a amiga debruçada na pia, não conseguindo segurar a refeição no estômago. Saori limpou o rosto, arfando e agachou no chão com tontura, sentindo-se pior do que antes.
- Saori... – Shunrey se aproximou dela preocupada, tirando uma mecha de cabelo que estava caindo no rosto pálido da amiga e colocando atrás da orelha. – Não acha que tem que ir ao médico? Passou a manhã toda assim.
- Eu sempre fico assim quando tenho que viajar de avião. – ela falou, fracamente.
- Por que não vão de trem?
- Eu até queria ir de trem, pelo menos eu não passaria mal – Saori respondeu, respirando fundo ao sentir novamente vontade de vomitar. – Mas a empresa precisa que Seiya chegue rápido em Kyoto.
- Ora, ora... O que temos aqui?
Saori levantou os olhos para encarar a mulher que estava parada a sua frente com a mão no quadril, olhando com desprezo para ela, parecendo gostar de ver o estado que ela se encontrava.
A garota encolheu-se no chão e voltou os olhos para Shunrey em busca de apoio. A morena percebeu e segurou a mão dela. Shina era tão ruim com Saori que tremia só de vê-la.
- Está passando mal, Kido? – Shina perguntou, agachando frente a ela, fingindo estar preocupada, encarando os olhos verdes dela que estavam fundos, sem esconder um sorriso de gozação. – Parece tão doentinha, Kido querida.
- Sim, Shina – ela respondeu, levantando-se com a ajuda de Shunrey. – Não estou me sentindo bem.
- Que peninha, né? – Shina falou, levando a mão ao queixo, saindo do banheiro atrás das duas. – O que você anda fazendo com o Seiya, hein? Fiquei sabendo que estão morando juntos.
- Shina, eu...
- Você não sente nem um pouco culpada?
- Culpada? – Saori perguntou, confusa.
- Por sua causa Seiya deixou a faculdade e tem que trabalhar, além de ter deixado a mansão que vivia para morar em um pardieiro com você – Shina criticou sem deixar de sorrir, vendo a garota abrir a boca e fechar, sem dizer nada. – Se gostasse mesmo de Seiya devia querer o melhor para ele, não acha?
Saori abaixou os olhos e ficou calada. Por que toda vez que Shina lhe dirigia a palavra ela se sentia tão desprezível? Toda às vezes a ex-namorada de Seiya tinha razão e dessa vez não foi diferente. Realmente, Seiya não tinha saído privilegiado com a troca que fez.
- Deixe-a em paz, Shina – Shunrey pediu, virando o rosto para olhar a mulher. – Está fraca. Não vê?
- Uma vez tentei, eu mesma, derrubá-la da escada, mas não consegui... Quem sabe dessa vez você não... – ele levou a mão ao queixo, com um sorriso, ignorando o apelo da amiga de Saori. – Não morre de uma vez...
- Shina, pare com isso! – Shunrey falou, levantando tom de voz.
- Assim Seiya retomaria a consciência e voltaria comigo. Tenho certeza que será o melhor para ele – Shina continuou, impiedosamente. – Seiya merece alguém como eu, não uma garotinha frágil e medíocre como você, Kido.
Saori não tinha o que falar e apenas baixou os olhos.
- E o melhor de tudo se você morresse seria a existência de um pobre a menos na face da Terra! – Shina gargalhou, sinistramente, olhando com nojo para Saori.
- Shina! – Shunrey a repreendeu, recebendo um olhar estreito em sua direção.
- Quem sabe, Shina – Saori falou, começando a descer as escadas e olhou para trás, vendo Shina acenar para ela ainda gargalhando. – Quem sabe...
- Se quiser eu posso te ajudar – ela deu um sorriso maligno. – Prometo que você não vai sentir nada... Será uma morte rápida e indolor.
Saori ignorou as palavras de Shina, sentia-se mal demais para prestar atenção nela, mas mesmo assim ainda pôde ouvi-la fazer comentários maldosos e seguiu para a saída da escola.
Seiya já devia estar esperando-a para irem para o aeroporto. As passagens foram compradas para o horário depois da aula de Saori para evitar que ela perca o dia de aula.
- Saori? – Seiya desencostou do capô do carro ao ver a garota ao lado de Shunrey, quase se arrastando para chegar até ele. – O que você tem?
- Enjoada. Estou enjoada – ela respondeu, encostando a testa no tórax dele, sentindo os braços dele passarem por sua cintura e a abraçar protetoramente. – É por causa da viagem.
- Quando chegar em Kyoto eu a levo ao médico – ele falou, afastando-se dela para abrir e porta do carro simples que conseguira comprar com seu salário na pequena empresa que trabalhava. Não se comparava com os carros que tinha quando morava com os pais, mas ele estava feliz em saber que está conseguindo se virar sozinho.
- Não precisa – ela falou, entrando no carro quando ele abriu a porta. – Tenho certeza de que quando chegar vai melhorar.
- Quer uma carona, Shunrey? – Seiya perguntou, se virando para a esposa do amigo. – O aeroporto ficar a caminho de sua casa.
- Não Seiya, obrigada. Shiryu vem me buscar.
- Certo – Seiya falou, dando a volta no carro e entrando. – Tchau.
- Boa viagem para vocês – Shunrey falou, abaixando para falar com eles dentro do carro e beijando a face da amiga, tirando a franja que caia nos lhos dela. – E, por favor, se a Saori não melhorar, leve-a ao hospital.
- Eu levarei, sim – Seiya sorriu, dando a partida no carro.
Saori acenou para a amiga, encostando-se depois no banco e fechando os olhos, sentindo o estômago dar mais voltas. Se já estava assim antes de entrar no avião, nem queria imaginar como seria durante a viagem.
-o-o-o-
Saori saiu do banheiro do aeroporto de Kyoto zonza, passando a mão para tirar a franja que teimava em cair em seus olhos, levando a outra mão a barriga, ainda sentindo vontade de vomitar. Não tinha mais nada para vomitar e mesmo assim ainda estava enjoada. Só estava faltando expelir o próprio estômago.
Seiya aproximou-se dela, preocupado e passou o braço pela cintura dela, segurando na outra mão a mala de viagem deles.
- Sente-se melhor, Saori? – ele perguntou, caminhando para fora do saguão, olhando o rosto pálido da noiva. – Quer ir ao médico?
- Ainda estou com enjôo – ela falou, fechando os olhos e apenas sendo guiada por ele, dando um sorriso fraco. – Não é necessário, Seiya. Preciso apenas dormir um pouco.
- A casa de seus pais é longe daqui? – Seiya perguntou, procurando com os olhos o rapaz que estaria o esperando para entregar o carro que a empresa locara para ele.
- A alguns quarteirões – ela falou. – Não é muito longe.
- Daqui a pouco estaremos na casa de seus pais e poderá descansar.
- Você é Seiya Ogawara? – Saori abriu os olhos para olhar o rapaz ruivo que estava parado na frente deles, apontando para o seu noivo.
- Sou eu, sim – o moreno respondeu. – Quem é você?
- Sou Benjiro Kiki – ele fez uma reverência ao casal. – A empresa que trabalha pediu para eu vir esperá-lo, senhor Ogawara.
- Sim, obrigado – Seiya falou. – Podemos ir logo? Minha noiva está passando mal.
- Claro – ele falou, pegando a mala de Seiya e caminhando em direção a um carro que estava estacionado a poucos passos dele e abrindo a porta do veículo para eles. – Vamos.
- Entre, Saori – Seiya pediu, soltando a cintura dela para ela entra no carro, entrando logo depois da noiva.
- O que a senhorita tem? – Kiki falou, entrando automóvel e olhando a face contraída da jovem pelo retrovisor.
- Está enjoada – Seiya respondeu, sentindo a garota encolher-se ao lado dele e a abraçou. – Saori não gosta de viagens de avião.
- Ah, sim. – ele sorriu, dando a partida e saindo do aeroporto.
- Seiya?
- O quê, Saori?
- Meus pais são muito conservadores... – Saori começou, levantando o rosto e falando baixinho no ouvido dele, envergonhada: – Não podem saber que nós já... – ela mordeu o lábio, corada. – Nós já... Você sabe...
- Claro, ele não precisam saber disso – ele falou, beijando a testa dela carinhosamente. – E também não precisam saber que estamos morando juntos, certo?
Ela sorriu, deitando a cabeça no ombro dele, fechando os olhos para esperar chegar a sua casa. Queria tanto poder ver a mãe e o pai. Estava com saudades deles e de sua antiga casa. Fazia mais de um ano que não via os pais e apesar de gostar de ter estar morando em Tóquio com Seiya, sentia falta da presença deles.
- Vão ficar em algum hotel, senhor Ogawara? – Kiki perguntou.
- Não, vamos para a casa da minha sogra.
Kiki concordou com a cabeça e seguiu para o caminho que Saori o instruiu. Em menos de trinta minutos chegaram ao bairro onde a jovem passara sua infância e sua adolescência. Apesar de estar fraca, Saori não conseguia esconder o sorriso em estar novamente em sua terra natal.
- É aqui – ela apontou para uma casa e Kiki estacionou frente a ela. – Aqui é minha casa.
Seiya sorriu e olhou a casa pela janela. Era muito simples e não devia ter mais do que quatro cômodos, mas mesmo assim era muito bonita. Ele sorriu, abrindo a porta, descendo do carro e estendendo a mão para ela descer.
- Estou tão feliz em estar aqui com você, Seiya – Saori falou, caminhando para a entrada da casa de mãos dadas com o moreno. Apertou o interfone na porta, esperando ser atendida.
- Quem é?
- Mamãe! – Saori falou, pulando nos braços da mulher que abriu o portão, com os olhos verdes marejados de lágrimas. – Ah, mamãe, eu estava sentindo tanto sua falta!
- Saori, minha criança – a mulher abraçou a menina, surpresa, quase chorando também. – Pensei que ia demorar mais a chegar.
- Não, Seiya tinha que vir nesse fim de semana, esqueceu? – ela falou, afastando-se da mãe e limpando as lágrimas do rosto. – Mamãe, esse é meu noivo, Seiya Ogawara.
- Boa noite, senhora Kido – Seiya fez uma reverência à sogra. – É um prazer conhecê-la.
- O prazer é meu, jovem. Pode me chamar de Hanna – a mulher disse, fazendo uma reverência para cumprimentá-lo também. – Vamos, entrem. – ela falou, dando espaço para eles passarem pelo portão.
- Kiki, vou ficar aqui na casa da Saori – Seiya falou, se virando para o ruivo. – Se quiser poder ir embora.
- Ok – ele respondeu e entregou a Seiya um pequeno cartão. – Quando precisar é só me ligar nesse número.
- Ligo, sim, obrigado – Seiya falou, pegando a mala que trouxe e guardou o cartão no bolso da calça.
- O que você tem, minha filha? – Hanna perguntou, passando a mão no rosto da menina, percebendo que ela não estava bem. – Está tão abatida.
- Eu passei mal no avião. – ela falou, entrando na casa do lado da mãe.
- Você ainda passa mal em aviões, querida?
- Sim. – ela falou, desanimada. – Infelizmente.
- Sente-se um pouco, querida – Hanna falou, apontando para o sofá na sala para a menina sentar. – Vou preparar algo para você comer.
- Não! – Saori falou, levando a mão à boca. – Não me fale em comida, por favor.
- Tudo bem – ela sorriu, vendo a filha sentar no sofá e encolher-se. – Coloque essa mala no quarto de Saori, Seiya.
Saori viu o noivo entrar no seu antigo quarto junto a sua mãe e afundou-se mais no sofá, fechando os olhos. A viagem era longa e estava exausta. Além de ter passando mal, nem conseguiu dormir no avião. Ela respirou fundo, passando a mão pelo cabelo longo que estava preso na nuca, tentando ajeitá-los.
- Saori?
Ela abriu os olhos rapidamente ao ouvir a voz masculina e levantou-se de um pulo, fazendo uma reverência ao senhor que estava a sua frente, sério. Assim que se endireitou, o viu abrir os braços e correu para abraçá-lo, apertando-o fortemente para matar a saudade que sentia dele. Era tão bom está em sua casa em Kyoto novamente.
- Papai, senti tão sua falta.
- Que bom que está aqui, minha princesinha – ele falou, passando a mão pelo cabelo dela, percebendo que estavam mais longos do que dá última vez que a viu. – Sua mãe e eu estávamos com saudades de você.
- Hikari – Hanna chamou, fazendo o marido olhar para ela. – Este é nosso futuro genro, Seiya Ogawara.
- Então esse é seu noivo, Saori? – Hikari falou, vendo Seiya fazer uma profunda reverência ao homem.
- Sim.
- Sentem-se – Hanna falou, estendendo a mão para o sofá. – Enquanto não termino o jantar, vocês ficam conversando.
- Obrigado, senhora Kido – Seiya agradeceu, sentando-se frente à noiva e ao pai dela, olhando para Saori, percebendo que os olhos verdes dela estavam até brilhando por estar junto aos pais.
- Onde você mora, Seiya? – o pai de Saori perguntou, segurando a mão da menina que estava ao seu lado, fazendo Saori arregalar os olhos, preocupada com a resposta dele.
- No centro de Tóquio.
- Próximo ao apartamento de Saori?
- Sim, bem próximo a ela. – ele respondeu, tentando segurar o riso da cara que a garota fez.
- Trabalha?
- Sim, estou aqui a trabalho, senhor Kido.
- Você gosta de minha filha, Seiya?
- Eu amo sua filha, senhor – Seiya falou, convicto, olhando para Saori que sorriu para ele. – Faço qualquer coisa por ela.
- Isso é bom. – Hikari deu um sorriso.
- Papai, não precisar fazer um interrogatório – Saori falou, sem graça, apertando a mão do pai, sabendo que ele encheria o noivo de perguntas.
- Claro que precisa – Hikari falou. – Não posso entregar minha princesinha para qualquer homem.
- Papai... – Saori falou, baixando o rosto para esconder as bochechas vermelhas.
- Ele te trata bem, Saori? – Hikari perguntou, sem tirar os olhos de Seiya.
- Papai! – Saori falou em tom de repreensão, levando os olhos para ver o pai ao seu lado.
- Trata ou não?
- Sim!
- Você gosta dele, minha filha?
- Eu o amo. Seiya foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.
- Então eu autorizo o casamento de vocês. – ele falou, vendo a filha dar um sorriso e abraçar o pai do mesmo jeito desajeitado que abraçava o noivo, quase que o derrubando do sofá.
- Obrigada, papai! – Saori falou, com um imenso sorriso.
- Muito obrigado, senhor Kido – Seiya sorriu, feliz. – Prometo cuidar muito bem de sua filha.
- O jantar está pronto – Hanna falou, parada frente à porta da sala. – Venham comer.
Os três levantarem para ir a cozinha, mas assim que entrou no cômodo e sentiu o cheiro de comida, Saori recuou, sentindo-se mal. Ela olhou para Seiya e levou a mão boca, correndo para o banheiro de seu quarto, enjoada. Hikari e Hanna olharam a filha correr e ficaram preocupados.
- O que ela tem? – Hikari perguntou, olhando para a esposa, confuso. – Saori está bem?
- Ela passou mal a viagem toda e acho que ainda não melhorou. – Seiya falou.
- Vou ver o que ela tem...
- Não precisa. Podem ir comer que eu cuido dela. – Seiya sorriu para Hanna.
- Qualquer coisa nos chame. – ela falou, entrando na cozinha com o marido.
Seiya entrou no banheiro e viu a noiva sentada no chão, encostada a parede encolhida e agachou ao lado dela, colocando a mão no ombro da garota, aflito em vê-la daquela maneira. Saori era tão frágil e desprotegida que vê-la daquela maneira doía-lhe o coração.
- Saori... Ainda não melhorou?
- Não – ela falou fracamente, levantando os olhos para olhá-lo e deixando-o mais preocupado ao ver o rosto dela ainda mais branco do que antes. – O cheiro da comida me deixou enjoada, Seiya.
- Acho melhor você ficar deitada, Saori – ele falou, pegando-a no colo e a levando para a cama. Ele chegou perto da cama e tirou a cocha, deitando-a delicadamente, olhando o rosto contraído dela. – Quer que eu fique com você?
- Pode ir comer. – ela falou, fechando os olhos e sentindo Seiya colocar a colcha que estava na cama sobre ela. – Obrigada, Seiya.
- Daqui a pouco eu volto, ok? – ele falou, beijando a testa dela, carinhosamente. – Não vou demorar.
- 'Tá... – ela falou, esfregando os olhos, infantilmente, sentindo-se cansada pela longa viagem e por estar com o estômago vazio. – Agora vou dormir um pouco...
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