Dia 7:

Não sabia dizer o porque exatamente. Talvez fora a pouca roupa que a cobria, ou os olhos brilhantes e grandes. Talvez fosse o ar de menina, ainda que num corpo de mulher. E um corpo muito atraente de mulher, diga-se de passagem.

O fato é que independente do motivo lá estava ele com o coração batendo tão rápido que mal podia se concentrar em seus pensamentos enquanto os dois permaneciam ali estagnados, congelados em cena como um filme pausado.

Ele sabia o que queria fazer, mas não tinha certeza se devia. Não podia imaginar que ela se sentia tão insegura e vulnerável quanto ele naquele momento, porém ao sentir que ele não se moveria por causa de tudo que havia acontecido anteriormente Leia resolveu tomar a iniciativa.

Ela se aproximou de modo abrupto pensando que assim seria mais fácil ser corajosa o bastante para fazê-lo e beijou os lábios dele de forma voraz. Violentamente.

Com mais selvageria que antes, afinal todos os beijos anteriores foram interrompidos antes que chegassem perto do que acontecia agora.

Ele titubeou por um momento duvidando de que aquilo era real. No entanto quando houve o entrelace feroz das duas línguas se envolvendo ele soube que aquilo era mais que real. Era vivo, e estava acordando o seu corpo inteiro.

- Leia... Ele suspirou com um olhar malicioso fitando os lábios dela quando interrompeu o beijo por um minuto, para tomar fôlego. No entanto ela não parecia pronta a corresponder a brincadeira, continuava séria, hesitante e com os lábios entreabertos e ofegantes.

- Não me faça mudar de idéia... Ela disse simplesmente agarrando-lhe pelo pescoço e voltando a beijá-lo sem acanhamento algum.

Han não sabia como agir naquela situação. Não sabia o que ela permitido, pois tinha medo que se ele desse algum passo em falso ela fugiria novamente e ele simplesmente não podia permitir isso.

No entanto era difícil controlar seu desejo tendo ela tão colada ao seu corpo que podia sentir os seios dela arfando contra seu peito, a virilha contra a sua parte mais íntima e quente naquele momento e ainda os lábios dela confundindo-se aos seus.

Perdendo-se em seus devaneios escorregou suas mãos pelos braços dela suavemente, juntamente com seus beijos perdendo-se no pescoço dela, chegando até o colo e voltando aos lábios em seguida.

Não podia crer na maciez da pele dela, embora tivesse tido muitas mulheres, nenhuma nunca havia o excitado daquela maneira, não que lembrasse ao menos.

Leia queria tocá-lo, queria saborear cada milímetro do corpo dele, no entanto não sabia como, sua experiência era limitada e não queria ser ousada demais. Não sabia como e onde tocá-lo, não sabia o que o deixava louco de desejo, mas estava disposta a aprender, pois a única coisa que não podia mais de jeito nenhum era negar aquilo que sentia perto de Han, seja lá o que fosse.

De repente Han soltou os lábios dela, imprensando-a contra a parede com um olhar decidido deixando-a surpresa com o ato rápido e ágil.

- Não posso mais agüentar isso. Tenho que ter você por inteiro. Disse quase num sussurro mordendo a ponta da orelha dela e fazendo-a arrepiar-se. Pensou se aquilo teria o mesmo efeito nele e corou ao imaginar o que seria esse tudo a qual ele se referia.

- Que quer dizer? Ela gaguejou um pouco, pois sabia bem o que ele queria dizer.

- Você sabe. Ele disse sério aproximando-se do rosto dela. – Quero amar você, quero beijar seu corpo inteiro e fazê-la gemer de prazer. Sussurrou no ouvido dela com a mão na alça de sua camisola lutando contra a vontade de abaixar aquela alça.

- Hum... Ela resmungou. Ok. Disse com um ar firme dando de ombros.

- Ok? Ele pareceu surpreso e decepcionado ao mesmo tempo.

- É. Mas você deve saber algo antes... Voltou a ter novamente a voz mais falha e um ar mais inseguro.

- O que? Quis saber interessado, sustentando o olhar dela que caiu de repente.

- Eu nunca... Eu nunca fiz isso antes. Disse um pouco envergonhada.

- Sou gentil. Ele disse com uma voz doce, sorrindo e voltando a beijá-la. – Um momento. Parou de beijá-la e cobriu-a novamente.

- Que foi? Ela ficou confusa. Han não disse nada e simplesmente a conduziu até seu quarto. Ela finalmente estava entendendo tudo.

– Você nunca mais vai dormir no meio daquelas máquinas e naquele colchão ruim. Isso é uma ordem. Ele disse num tom brincalhão.

- Sim capitão. Disse ela com uma continência rindo.

- Bem, estando isso resolvido... Onde estávamos?

Han fechou a porta encostando-a sobre a mesma enquanto arrancava o cobertor dos ombros dela. Então ele terminou de soltar os cabelos dela que estavam presos numa trança única toda esfiapada devido aos beijos e as carícias sôfregas e passou a acariciá-los gentilmente, fitando-a sem pressa de nada.

- Você disse que queria me amar por inteiro, beijando meu corpo e me fazendo gemer de prazer por você. Ela disse imitando o tom de voz dele com um sorriso irônico.

- E o que você acha disso? Ele perguntou acariciando o rosto dela.

- O que você acha? O que eu estaria fazendo aqui? Ela perguntou retoricamente.

- Porque você não pode responder de uma forma direta e clara? Ele resmungou suavemente.

Leia então abriu um sorriso como há algum tempo ele não via e pegou na mão dele. A mão dela estava fria, suada e trêmula, deixando claro o quanto ela estava nervosa, por mais segura que sua expressão estivesse. Logo em seguida para agradável surpresa dele, ela colocou a mão dele sobre o seu seio e olhou profundamente nos olhos dele dizendo:

- Direta e clara o bastante pra você?

- Você não precisa se sentir pressionada. Ele sussurrou no ouvido dela. – Se não quiser eu...

- Você está amarelando Han? Não pensei que você fosse desse tipo. Ela debochou com um ar de desafio. Mesmo assim ele permanecia sério porque ele queria ter certeza de que ela realmente sabia o que estava fazendo. E por ter tanta preocupação com os sentimentos dela acima de seus hormônios é que teve ainda mais certeza de que ela era especial.

Sem dizer mais nada ele a beijou e dessa vez sem constrangimento e sem medo ergueu a perna dela, acariciando-a e flexionando-a em torno de seu quadril enquanto erguia a camisola branca desajeitadamente porque há muito tempo queria desvendar o que aquelas roupas cobriam.

Tentou diminuir o ritmo embora seu apetite fosse voraz, temeu assustá-la porque embora muito segura, Leia era inexperiente e ele queria que ela tivesse as melhores sensações possíveis sobre aquilo que eles estavam prestes a fazer.

Observou os seios dela com atenção, tocou-os com devoção, analisando como eram perfeitos, talvez os mais perfeitos, arredondados e simétricos que ele já havia visto.

Quando os tocou com sua boca, saboreando seus mamilos, Leia gemeu contraindo-se o deixando preocupado.

- Machuquei-a? Quis saber num tom de voz bem baixo.

- Não. A voz dela era quase inaudível mesmo assim tomou fôlego e puxou-o pelos cabelos, tomando seus lábios novamente enquanto abria os botões de sua camisa e a jogava no chão.

Leia então deixou suas mãos perderem-se pelo peito dele, pelos braços e que suas unhas arranhassem as costas dele enquanto ele mais uma vez sugava seus seios fazendo com que ela não conseguisse se manter em pé, tamanho era seu prazer.

Ele então colocou as pernas dela em torno de seu quadril e a ergueu, carregando-a até o colchão no chão. Han havia tirado os colchões dos beliches e colocados os dois lado a lado no chão.

Leia não sabia descrever o que estava acontecendo com seu corpo, todos seus sentidos estavam aguçados e regiões de seu corpo antes tão adormecidas estavam despertas, aquecidas e úmidas, sedentas por mais. E esse mais nunca parecia ser o bastante.

Ela não sabia direito o que estava acontecendo, mas sabia que precisava livrar-se de tudo que ainda havia entre eles. Precisava terminar de despi-lo para sentir nada além do corpo dele sobre o dela, embora somente pensar sobre isso já fazia com que estremecesse de prazer. Um prazer desconhecido até então.

Sendo assim começou a empurrar as calças dele para baixo com urgência, fazendo com que ele a olhasse com um sorriso malicioso e satisfeito no canto dos lábios para logo em seguida ajudar-lhe na tarefa.

Han já não agüentava de tanta excitação, mas mesmo assim precisava conter sua fúria então beijou a barriga dela delicadamente até alcançar a calcinha.

Ao olhar para Leia viu que os olhos dela estavam fechados e a expressão absorta por isso seguiu em frente retirando a mesma, e saboreando-a exatamente como queria.

Ela gemia cada vez mais alto, apertando os dentes para não gritar deixando-o ainda mais excitado. Apertando suas coxas ele brincou com seu clitóris enquanto Leia pensava que não importava o quanto imoral era o que estava fazendo e sim na proporção das indescritíveis sensações que aquilo lhe proporcionava.

Nunca pensou que tal parte do seu corpo poderia ser explorada daquela maneira.

Quando ela quase o afogou de tanto se contorcer, ele resolveu parar então traçou novamente uma linha de beijos pelo ventre dela, até alcançar o pescoço e começou a posicionar-se sobre ela dizendo:

- Isso pode doer um pouco.

- Eu não ligo. Ela sussurrou exasperada puxando-o mais para si, fazendo com que ele adentrasse sua intimidade de uma forma mais voraz do que pretendia. Leia então se sobressaltou por um momento.

- Está tudo bem? Ele perguntou. Ela fez apenas um sinal afirmativo com a cabeça e sorriu colocando as pernas em torno do quadril dele por instinto, para que ficassem ainda mais juntos.

Tê-lo sobre ela naquela maneira era a melhor coisa que ela já havia experimentado. Não sabia se aquilo era sempre assim, ou se era com Han que se tornava tão bom. Só sabia que ainda nem havia terminado e ela já pensava em repetir, de preferência todos os dias.

Ele estava dentro dela, aquecendo seu corpo inteiro, arrancando-lhe suspiros que ela tentava conter com mordidas no ombro dele.

Han não conseguia lembrar-se de quando aquilo já havia sido assim tão bom. Talvez porque nunca antes fora tão maravilhoso assim.

Os longos cabelos dela estavam úmidos de suor e colavam em seu corpo e até mesmo aquilo o excitava.

Nem sequer temeu que seu desejo chegasse ao ápice dentro dela, nem previu que isso aconteceria, mas aconteceu por um tempo tão prolongado que por um instante ele pensou que pudesse durar para sempre.

E para seu agrado Leia também atingiu o clímax junto com ele apertando as pernas tão ferozmente contra o quadril dele que quase lhe tirou o ar. Mas ele não se importava.

Ela não sabia descrever o que havia acontecido, no entanto se até ali havia sido bom, naquele momento havia sido mais que maravilhoso. Não havia palavras para descrever.

- O que você fez comigo? Ela perguntou depois de uns instantes virando-se de lado.

- O que você fez comigo. Ele corrigiu-a suavemente, beijando-lhe a testa.

- Terei que fazer isso com você todos os dias então. Ela sorriu.

- Tem minha permissão, altezissima.

- Boa noite, Han. Disse ela adormecendo em seguida ainda presa aos braços dele.

- Boa noite Leia. No entanto ele continuou acordado, pois tinha medo de dormir e se dar conta de que tudo não havia passado de um sonho.