Shenanigan
Universo Alternativo. Desconsiderando o Epílogo (as always...). Pós-guerra.
Sinopse: Contratos de casamento são artimanhas de séculos passados, certo? CERTO?! | Uma pena que o mundo mágico seja ainda tão, uh, retrogrado em certos aspectos, Mr. Potter...
Sinopse²: Não seria a primeira ou a última vez que alguém fazia o mundo mágico de palhaço, de toda forma. Bônus por este alguém ser Harry Potter.
Disclaimer: Harry Potter e companhia limitada não me pertencem, blablabla. Tudo é da J. K. Rowling e da Warner, whatever.
Observação: Capítulo não betado.
Parte sete
Pretty little moments
Hermione descobriu que Harry fizera uma mala com algumas roupas para ela. Ele a lembrou também que haviam deixado uma quantidade adequada de roupas na casa dos pais dela antes de ir à Hogwarts. E sim, havia trazido alguns dos livros textos – os necessários.
-Você acha que eles vão tirá-lo do time?
O moreno encolheu os ombros. – É possível. Eu nem sei quem é o capitão ou capitã. Minhas fichas estavam em Gina. Bem, até ela acertar minha cabeça, quero dizer – acrescentou divertido.
Hermione ainda não via graça na situação. Harry praticamente havia esquecido todo incidente no momento em que sua cabeça sarou. Infelizmente, não era assim tão magnânima... E só de pensar na conversa que Harry e Gina tiveram dias atrás, sentia seu sangue ferver.
Não por conta dos comentários "e se?" - ainda que estes fossem de extremo mau gosto. Sendo ela esposa de verdade ou não. Até onde Gina sabia, era um casamento real.
Não. O que a desconsertava era a cara lisa da ruiva ao pedir desculpas depois de assaltá-lo com um taco de quadribol. Um taco. Inconsciente ou não, ela queria machucar Harry – e até onde se pode ser "inconsciente" tendo sua mão em um bastão? Francamente.
Não conseguia lidar com isto. Não sem desejar azarar Gina para outra encarnação.
Harry, por sua vez, nem queria ouvir falar mais disso. Não se importava. Só desejava deixar o incidente para trás.
Como se fosse fácil assim, Hermione pensou.
Não deixava Gina chegar perto do moreno sem "supervisão adequada" e não conseguia evitar lhe lançar olhares venenos. Gina Weasley estava em sua lista negra, logo abaixo do nome 'Pansy Parkison'. A ruiva conseguira o incrível feito de destronar Lilá Brown do título de segunda pessoa mais detestável para Hermione Granger.
E sabia que talvez estivesse sendo muito dura com a garota. Mas pra ser honesta a monitora-chefe não se importava. Sempre incentivara o romance entre Harry e Gina. Sempre dera força e conselhos para a garota ruiva. A retribuição de Gina fora aquele término cretino, uma tacada na cabeça de Harry e palavras pseudo-argumentativas, cheias acusações não tão subliminares assim.
Se ela quisesse mesmo Harry, pensou a morena, teria de fazer por merecer. Não bancar a vítima ofendida porque ele 'seguiu em frente'. Hermione honestamente não achava que Gina fosse capaz. Não acreditava que Gina pudesse ou soubesse lidar com este Harry. Ou o compreendesse. Não acredita que o merecesse. Tinha até mesmo suas dúvidas de que a ruiva o amava mesmo... Não que fosse comentar tal coisa com Harry. Jamais.
O ponto era: Gina havia machucado seu melhor amigo e no momento que fizera isto, perdera todos os créditos que tinha com Hermione.
Não moveria uma palha para auxiliá-la. E Hermione sinceramente esperava que a oportunidade para afundar Gina ainda mais na merda que se metera não aparecesse, não tinha certeza se conseguiria resistir à tentação.
Foi com esse pensamento que Hermione se viu sendo abraçada por sua mãe e em seguida por seu pai.
-Amor, qual é o problema?
Hermione ergueu a vista para o pai. – Oh, não é nada...
-Hermione...
A morena mordeu o lábio inferior, lançando um olhar de esgueira para sua mãe, esta que puxara Harry consigo depois de ter retirado a caixa com as flores das mãos da garota e estava arrulhando sobre elas com o moreno.
-É só... Nem sei por onde começar – ela riu sem vontade. – Vamos ver... Harry deixou a primeira prática de quadribol; aquele jogo mágico que lhe expliquei, lembra? – o senhor assentiu. – para estar aqui. E agora ele pode ou não ser expulso do time.
-E está preocupada que ele vá te culpar mais tarde?
Hermione desviou olhar antes de voltar a encarar o pai, balançando a cabeça. – Harry é muito abnegado para tal coisa. Mas eu sei que esse jogo estúpido é uma parte importante da vida dele. E ano passado... Digamos que quadribol não era problema. Mas... – ela mordeu o lábio inferior. – Eu meio que desejo que ele não participe? – suspirou pesadamente.
Seu pai a observava sem dizer nada. Como se soubesse que ela só precisava de tempo para organizar seus pensamentos.
-Eu sei, sou horrível! Mas uma das garotas do time da nossa casa o acertou com um taco e quem garante que ela não vai dar uma de louca novamente?! E se ela pensa mesmo que pode fazer algo assim mais uma vez, ha, não perde por esperar – Hermione resmungava distraída e velozmente.
-Espere. O que quer dizer com alguém acertou Harry com um taco? Você não disse que ele desistiu do primeiro treino para vir aqui?
Hermione assentiu fervorosamente. – Ela estava perto dele, roubou o taco de um colega de time e o acertou pelas costas.
-Oh meu Deus, minha filha!
-Eu sei! – satisfeita que alguém percebia a gravidade da situação. – E Harry sequer se importa. Ele diz que não houve dano feito. O enorme galo em sua cabeça discordaria. Mas obviamente que ele não se importa, em menos de doze horas não havia sinais da contusão. Deus, às vezes eu odeio magia! Quero dizer, eu fiquei feliz por ele não sofrer tanto, mas ao mesmo tempo, esperava que Harry ao menos considerasse isto um aviso para ser mais cuidadoso. Mas ele só não se importa!
O senhor riu e a morena franziu o cenho para ele. Erguendo as mãos em sinal de "calma", disse:
-Estou feliz que Harry esteja bem, apesar de tudo. Só isso, querida – depois de uma pausa, ele continuou:
-Agora, por que alguém o acertaria na cabeça? O que Harry fez à pobre moça?
Hermione não gostou do tom condescendente e mesmo divertido de seu pai. - Casou comigo.
-Perdão?
-Exatamente isso. Casou comigo.
O senhor piscou lentamente e então franziu o cenho, movendo a mão em sinal para que Hermione elaborasse.
-A "pobre garota" que acertou Harry – começou sarcasticamente, fazendo sinais de aspas. – era sua ex-namorada. Aparentemente ela esperava que com o fim da guerra - quase um ano depois de terem terminado - eles voltassem. Digamos que Gina não ficou exatamente feliz com a conclusão dos fatos.
-Oh.
-Sim, "oh".
-Querida – o homem hesitou, mas precisava saber. Apesar da conversa que tivera com Harry, apesar dos meses de convivência ainda não podia dizer que o conhecia tão bem assim. – Tem certeza que essa foi a razão por ela tê-lo acertado?
-Papai, honestamente! Sim, eu tenho certeza. Havia pelo menos cinco pessoas além deles no local, incluindo o irmão dela. Acredite-me se Harry a tivesse provocado, todos saberiam. Além do mais ela foi até nosso quarto se desculpar – Hermione quase rosnou a última palavra.
-Nada mais justo, correto? Afinal a garota o machucou.
Hermione rolou os olhos para a ingenuidade de seu pai. – Ela só queria uma desculpa para falar com ele. Sondá-lo. Teve o desplante de perguntar se nós não tivéssemos viajado juntos, teriam eles tido uma chance? – Hermione fez um som irônico com a boca.
-Então... você está com ciúmes?
-O quê? – Hermione o encarou como se fosse insano. - Não. Não é nada disso. Só acho que é muita falta de noção ferir alguém e depois perguntar a este mesmo alguém se, em outras circunstâncias hipotéticas, haveria uma chance entre eles.
-Bem...
-Pai, tempo não volta atrás. Mesmo com magia – Hermione retrucou secamente. – Além do mais – a morena lançou um olhar para onde Harry e sua mãe estavam ainda conversando distraídos. – Harry já havia deixado claro sua posição.
-Uh, talvez não tão claro assim?
Hermione suspirou. Desta vez cansada. – Pai, eu sei que está tentando dar uma de advogado do diabo, sei que acredita que é para meu bem. Mas, e o senhor pode não acreditar, eu conheço Harry. E enquanto Deus sabe que eu gostaria que ele pudesse ser menos cabeça dura... confiei minha vida e confiaria novamente a ele – o fitou com calma. - O mesmo quanto ao meu coração.
O homem riu sem emoção. – Não pode me culpar por querer que minha garotinha ainda estivesse sob minhas asas, querida. E por não achar que Harry ou qualquer outro seja bom o suficiente para você.
Hermione sorriu suavemente. – Eu ainda sou sua garotinha.
-Anjo! – Harry se aproximava, animadamente já lhe estendendo sua mão enquanto se dirigia ao seu encontro. – Seu segundo presente acabou de chegar!
Hermione voltou-se para encarar o amigo por um instante, antes de observar por cima dos ombros dele que sua mãe fazia uma pequena algazarra – quase saltitando - com os embrulhos e conversando suavemente com corujas encima da mesa da sala enquanto desfazia os laços de suas patas.
-Ok? – Harry indagou inclinando a cabeça, estudando-a momentaneamente ao apertar sua mão.
Ela assentiu sorrindo, puxando-o consigo. Quase correndo ao encontro da mesa antes que sua mãe decidisse abrir seus presentes. Francamente!
Harry lançou um olhar para o senhor Granger, intrigado, antes de se deixar arrastar por Hermione. O homem por sua vez meneou a cabeça e, em passos muito mais lentos que os de sua filha e Genro – Genro!, ele riu. Um riso doloroso, aguado. –, foi ao encontro da mesa também.
Hermione estava quase hiperventilando com os quatro livros que recebera de Harry. O senhor Granger tinha quase certeza que a ouvira guinchar em algum momento entre o estraçalhar do segundo embrulho e o abraço sufocante que ela oferecia ao instante a um presunçoso Harry – o rapaz parecia particularmente orgulhoso de si mesmo.
Sua filha mal conseguia ser coerente enquanto balbuciava que era demais – abraçando dessa vez dois dos volumes -, que Harry não deveria – acariciando carinhosamente outro volume – e que realmente não precisava, ele não deveria. As flores eram lindas e a viagem até a Austrália já eram mais que suficiente. E ele havia desistido do treino de quadribol por ela...
Harry ria gostosamente e perguntara em remoque que tipo de marido ele seria se não soubesse que ela teria preferido cem vezes apenas um dos livros que tinha em mãos do que cem vezes o número do buquê "lindo" que lhe presenteara.
Hermione insistiu que teria ficado satisfeita com o buquê, ainda que estivesse acalentando um dos volumes em sua mão enquanto dizia isso.
-Sim querida – Harry comentou, virando os olhos para o casal mais velho em exasperada diversão.
Os livros eram sobre leis e direitos do mundo mágico, a concepção direito-legislativa e seus desdobramentos no mundo mágico e contratos mágicos.
Seus pais lhe deram uma coleção de livros literários, especificamente: a obra completa de Charles Dickins; um par de brincos e um colar de ouro que combinavam.
Por fim, a senhora Granger puxou a filha para seu quarto para uma "conversa de meninas". A garota em questão lançou um olhar implorante para Harry que, infelizmente, estava ainda mais desamparado, olhando-a do mesmo modo por ser deixado para trás com o senhor Granger.
- xxx -
-Então... soube que levou uma paulada na cabeça?
Harry riu apesar de si mesmo. – Algo assim – o homem o encarava como se esperasse algo mais e o jovem suspirou. – Gina foi minha namorada. Antes de a guerra explodir em nossa cara, isto é. Terminamos por conta disso, na verdade.
-Não por conta da Mione?
Harry franziu o cenho. – Hermione não teve nada a ver com nossa separação. Hermione nunca... eu nunca – o rapaz lutou com as palavras com frustração. E sem que ele pudesse evitar, seu mau gênio se fez presente:
– A guerra não foi algo conveniente para que eu terminasse com Gina e corresse para os braços da Hermione! Romance não era sequer algo que se passava em nossas cabeças. Estávamos lutando por nossas vidas todos os malditos dias!
Harry fechou os olhos e tentou respirar devagar. Sempre tentara tão duramente ser controlado e mais compassivo ao falar com o homem a sua frente. O pai de sua melhor amiga, no entanto, tinha o dom de apertar todos os seus botões certos; botões que impulsionam sua língua ferina.
Em um nível subconsciente, Harry sabia que o homem estava fazendo isto de propósito, testando-o. Mas enquanto a maior parte do tempo podia se controlar e, normalmente, era salvo por Hermione sentando-se ao seu lado, ou pela senhora Granger chamando-o para conversar; ou para discutir algo sobre a janta. Agora não tinha o buff de nenhuma delas.
-Bem, não pode dizer que não é conveniente. Quero dizer, vocês voltaram da guerra casados. Se não havia tempo para pensar em 'romance', de onde surgiu seu relacionamento? Não é insano da minha parte pensar que é algo anterior à 'guerra'.
Harry queria arrancar os próprios olhos enquanto meneava a cabeça de forma negativa com força. – Eu já lhe disse antes. Não foi assim. Não sei o que espera de mim, não há outra resposta. É verdade que sempre fomos próximos. Hermione é, afinal, minha melhor amiga desde que tenho onze anos. Ela me conhece. E esteja certo, eu a conheço. Mas nós nunca tivemos nada. Diabos, eu pensava que ela era apaixonada por nosso melhor amigo e ele, por ela. Acreditava que era uma questão de tempo para que ficassem juntos...
O homem o fitou, calculista, cortando-o:
- Por isso nunca tentou nada com ela antes? A paixonite dela por aquele garoto, qual é mesmo o nome dele? Ronald?
-O quê? – Harry exclamou com incredulidade pelo tom do homem mais velho. – É claro! Por que iria me meter entre eles?
-Bem, então por que mudou de ideia? Claramente se meteu entre eles.
Harry crispou os lábios. Se o senhor Granger o conhecesse melhor, poderia ter visto o olhar de puro pânico do moreno.
-Não foi intencional – disse lentamente. – Ron a machucou muito. Todos os meios que ele usava para lhe chamar atenção de alguma forma sempre acabavam explodindo no rosto dela. Figurativamente. Ron nunca seria bom o suficiente para ela, senhor.
-E você o é?
Harry ergueu o queixo numa expressão teimosa e desafiadora. – Estou trabalhando nisso.
O homem o encarou por incontáveis segundos antes de assentir, apesar de comentar:
– Ainda acho que não é bom o suficiente para ela.
-Por sorte, a única opinião que conta, e me importa, é a de Hermione – Harry retrucou honestamente.
- xxx -
Hermione observou cautelosamente as três sacolas que sua mãe retirara de um esconderijo dentro de seu closet e pusera sobre sua cama. Sua mãe então lançou um olhar para as sacolas e apontou com a cabeça, como se dissesse "vai logo".
A jovem mulher corou furiosamente ao abrir uma das sacolas de presente. Nem sequer era o par mais escandaloso ou atrevido que já vira, sinceramente – Certa vez, em seu escritório, tratando de alguns assuntos do contrato, Andrômeda achara que seria divertido (depois de um minucioso scan de gringotts, óbvio) dar os "presentes" das suas fãs a Harry: mais de cinquenta pares entre calcinhas e sutiãs. Harry não a encarara por um dia inteiro, Hermione lembrou com carinho.
-Lingeries? – indagou fracamente, olhando as outras sacolas.
-Você e Harry me privaram de todos os momentos que eu realmente estava esperando, sabe? – o tom dela era de repreensão; a garota se preparou mentalmente para mais um momento de "minha decepção não conhece limites". – Eu não pude organizar o casamento ou a recepção. Não houve sequer recepção – a mulher meneou a cabeça, tentando afastar o horror. – E, senhor Deus! O chá de panelas... - Hermione arregalou os olhos observando sua mãe fazer beicinho e seus olhos encherem de lágrimas.
-Mamãe...
A mulher mais velha ergueu a mão para não ser interrompida e Hermione se calou de imediato. - O que estava feito, estava feito – respirou fundo. – De toda forma! – perpassou a ponta dos dedos sob os olhos retirando qualquer vestígio de lágrimas. – Na minha época – começou em tom professoral, mas sorria. – Não havia tal tradição. Deus, as invenções dos jovens! – deu uma risadinha sob o olhar confuso da filha. A garota ainda tinha uma das peças fechadas em seu punho. – Outro dia, eu estava lendo uma dessas revistas que deixamos para nossos clientes na clínica. Um arquivo falava sobre uma nova "tradição" para noiva, como uma versão adulta do chá de panelas!
-Oh?
A mulher se distraiu por um momento, encarando Hermione com a sobrancelha erguida e as mãos na cintura. - A propósito, falando em tradições, Harry teve uma despedida de solteiro?
Hermione curvou os lábios. - Não.
-Bom menino – murmurou suavemente.
-Mamãe, honestamente! – a jovem riu. – Se eu não a conhecesse melhor, diria que tem uma pequena queda por Harry.
-Well, ele é um jovem bastante arrojado... – comentou pretendendo recato.
Hermione riu ainda mais, meneando a cabeça. – Sim, quanto à tradição que é a versão adulta do chá de panela?
-Oh sim! Chama-se "chá de lingerie". O nome já diz tudo. E desde que cortou todos os tipos de tradições de sua vida... Deixando sua pobre mãe com o desejo não realizado de ajudar na organização do casamento de sua única filha. Única filha ingrata, devo acrescentar.
-Mamãe...
-Desde que cortou as antigas tradições. Pensei que seria interessante ao menos ter uma nova. Logo, os presentes.
-Obrigada, eu acho?
A mulher fez um gesto com as mãos, ignorando-a. E bateu palmas. – Vamos lá, vista para que eu veja como ficou.
-Sim, mamãe...
- xxx -
Ao longo do dia, Hermione recebera outros presentes.
De Andrômeda e Ted (uma linda caixinha de músicas / porta joias). Andrômeda comentara em sua carta que Hermione recebera uma grande quantidade de cartas e presentes de fãs e, como ocorrera no aniversário de Harry, todas as cartas e presentes estavam sendo submetidos a um minucioso exame em Gringotts antes de serem liberados. E que assim que voltassem ao país, que eles deveriam marcar um encontro.
Hermione só podia imaginar o que recebera de seus – oh Deus – fãs.
No seu aniversário (e em qualquer época realmente), Harry havia recebido nada mais que onze tortas envenenadas, vinte e três poções do amor distribuídas entre bombons, balas e bolos. Ursinhos de pelúcias com feitiços de compulsão, ursinhos de pelúcia com escutas... Ursinhos. Bonecos de ação, pôsters, entre outros para serem autografados. Calcinhas... E ela nem queria lembrar os berradores de mulheres desesperadas quando a notícia de que estava casado vazou (tinha pena de Gringotts que estava interceptando ao momento suas correspondências – sob uma pequena taxa – para examinar e bloquear qualquer remetente com má intenção; e Andrômeda, algumas pessoas descobriram que a senhora – seu escritório - estava como representante deles).
Recebera também presentes do senhor e senhora Weasley. Um quite da WWW (*) com diversos produtos enviados por Jorge, que fascinou seu pai. Assim como chocolates do mundo bruxo por Luna, Neville e Ron (que enviara o presente sem nenhuma palavra além de 'parabéns' – como fizera no aniversário de Harry); estes esqueceram lhe dar os presentes em Hogwarts com o fuzuê do salão principal.
Hermione acreditava que esse era o caso de Neville e Luna, mas acreditava que Ron ainda não estava pronto para falar com eles.
- xxx -
Eles sairiam para jantar em um dos favoritos restaurantes locais do senhor e senhora Granger. E finalmente Harry e Hermione estavam de volta ao quarto "deles".
-Ganhou outros presentes? – Harry perguntou animado, já indo ao encontro dos embrulhos ainda encima da cama.
-Harry!
-De quem foi dessa vez? Eu acho que- Hoa!
Apesar de toda vermelha, Hermione ergueu o queixo e a sobrancelha, cruzando os braços. – O que acha?
Harry não a encarou, ao momento mais interessado no tecido entre seus dedos. Ele riu levemente e a encarou por cima dos óculos. – Papo de garota?
Assentiu, virando os olhos. - Ela me fez experimentar todos eles. Quase um desfile, francamente.
O jovem franziu o cenho. – Um desfile? Eu não penso assim. Afinal, eu teria sabido, certo? Como o marido e tudo mais.
Hermione fingiu não tê-lo ouvido enquanto terminava de explicar:
- Aparentemente há toda uma nova tradição onde as noivas recebem lingeries. E mamãe queria me presentear com alguma coisa referente ao casamento.
-Então... esse é um presente para nós dois? – o rapaz moveu as sobrancelhas.
Hermione suprimiu uma risada ao indagar em remoque:
- Por que Harry... Eu não sabia que se interessava nesse tipo de vestimenta.
Harry riu. – Boa tentativa, mas não vou fisgar e não vou deixar passar. E aí? Quem eu tenho de matar para ganhar um desfile também?
Mordendo o lábio para não cair na risada, Hermione forçou um ar superior, retrucando:
-Eu não acho que vá sobreviver a um desfile.
-Opa! O cara cai da cama uma vez em surpresa, devo lembrar, e de repente é considerado fraco do coração para um desfile!
Hermione não aguentou mais. Sentando-se na cama ela riu com ganas. Lembrando-se da primeira vez que o amigo a vira de sutiã e calcinha: Harry ganhou cor tão rapidamente que a garota pensou que ele estivesse sufocando. Ele estava tão distraído - na dúvida se seguia olhando ou desviava o olhar em respeito - que quando foi se mover da cama, pisara em falso e caíra.
(*) Weasley's Wizarding Wheezes ou Gemialidades Weasley em ptbr.
(**) Para quem estiver interessado nos presentes de mãe para filha. Sem espaço e substituindo o que está entre parênteses por seu respectivo (yep, 5 peças):
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N/a: Obrigada pelos comentários! Fico feliz, realmente, que estejam curtindo a estória tanto quanto eu estou curtindo escrevê-la.
Ps: Dani (Rabbit D), Lize (and Luma, você sabe que a nossa ongoing conversa vem depois tia baby)... Como dizer? Eu suponho que todos já saibam que eu sou insana – quero dizer, olha meu perfil. #Tenso
Então, enfim, ao invés de tentar me ajudar a me libertar do meu vício, Luma me incentiva! É muito triste, honestamente!
O que significa, basicamente, que eu tenho um monte de estórias incompletas, ou ideias e / ou desafios guardados esperando inspiração – que aparentemente só aparece quando quer, nos momentos mais inoportunos. Anyway...
É isso. Tenho ideias tensas... Ou conversas loucas que inspiram ideias tensas ou sou desafiada em desafios que simplesmente me enlouquecem – ahm, mais – e eu não tenho tempo! Ou o momento não me parece certo (não sei explicar isso, eu preciso estar no tempo certo #mad).
Quanto ao "projeto sonserina". Holy Crap. Nem sei por onde começar, então vou lhes deixar na vontade mesmo. Heuehueheu. Não. Sério. É uma ideia insana. E trabalhosa. E aparentemente gigante, que tem me dado dores de cabeça. E sonhos bizarros – don't even ask. O plot está na minha cabeça, mas passar para o papel que é bom. Nada. Então... pode ser que um dia do nada eu poste algo, ou pode ser que a fic simplesmente seja um desses projetos que não são pra ser. Vai saber. Também não lembro se foi um desafio ou uma ideia.
E Luma, não seja tão malvada com a Molly. rs. Não havia quase ninguém no casamento. Quando Harry disse "pessoas que importavam", ele se referia a ele mesmo e Hermione. Como você sabe. Deixa de bullying com a pobre senhora. rs.
