A/N: Segue o segundo capítulo de hoje! Vamos ao drama!!! Espero que gostem!


EXCEÇÃO A REGRA

Capítulo 6: Por ela

James' POV

15 de Novembro de 1976

Segunda-Feira

Você pode me machucar o quanto você quizer.

Você pode gritar comigo. Me azarar. Me bater. Me humilhar.

E eu vou virar o rosto e fingir que nada aconteceu.

Mas você não pode machucar ela.

Porque quando envolve ela, eu me recuso a virar o rosto. Eu simplesmente não posso virar o rosto.

Ela está sentada, conversando com a Alice, no outro lado da sala, fingindo que está tudo bem, mas eu sei que ela está magoada.

Em poucos minutos, ela vai se virar e vai agir como se a atenção dela estivesse somente na aula. Ela vai copiar as anotações do quadro, levantar a mão em cada questão, e colocar um sorriso no rosto quando o Slughorn recompensar o intelecto dela com um elogio bem merecido.

Ela vai tentar retomar o brilho perdido nos olhos e vai insistir que tudo está bem. Quando ela olhar na minha direção, ela vai tentar esconder a dor dela com toda a sua força de vontade.

Mas ela não vai suceder.

Porque eu conheço ela muito bem, e sei que o quê o Sirius declarou a machucou tremendamente.

E enquanto a ausência da minha presença é suficiente para deixá-la angustiada, ela está muito mais magoada em saber como o Sirius realmente se sente. É o fato que ele acha que ela está me afastando dos outros, que perturba ela.

A hostilidade das palavras do Sirius estão apunhalando o coração dela como uma faca cega.

Achar que ele a ressente está destruindo ela. Achar que ela o ofendeu. Que ele não a ama mais.

Porque realmente, ela o ama mais do que a própria irmã de carne e sangue, a Petúnia. Provavelmente mais do que ele jamais sonharia.

Ela não o vê como o rejeitado da Sonserina ou o playboy da Grifinória. Ela não tem preconceito com ninguém, muito menos com o Sirius. Ela o entende e o ama, a despeito do seu humor cruel, insensibilidade, e ancestrais preconceituosos.

Ele é o irmão dela, o confidente dela. O único indivíduo, além de mim mesmo, que ela consegue se relacionar e compartilhar os segredos mais pessoais. Ela confia nele mais do que em qualquer uma de suas amigas. As palavras dele significam muito para ela, mais do que ele jamais imagina.

Essa manhã, as palavras dele partiram o coração dela.

Ele as dirigiu exclusivamente para mim, mas foram ouvidas por ela. E a machucaram.

E por essa razão, as elas me machucaram.

Mas hoje, eu vou cumprir os desejos dela e fazer o que o Sirius pediu. Eu vou caminhar pelos corredores sem a minha cara metade ao meu lado. Hogwarts vai ver o que aparenta ser os Marotos solteiros, novamente.

Eles vão ver um James Potter deficiente.

Porque tudo que eu preciso vai estar caminhando ou na minha frente ou atrás de mim, ao invés do meu lado, que é aonde ela deveria estar.

Eles vão ver o grupo dos Marotos divididos.

Porque eu não vou virar o rosto para o Sirius.

Eu me recuso a virar o rosto para o Sirius.

"James."

A voz angelical da Lily me tira do meu devaneio. Ela está caminhando em minha direção, e eu logo percebo que a aula já acabou.

"Não era para você estar com os rapazes?"

E ela coloca o sorriso falso no rosto dela.

E os olhos sem brilho, dolorosos.

Eu vou dar mais uma chance.

"Lil, você tem certeza que é isso que você quer fazer? Tudo o que você tem que fazer é falar alguma coisa… ou acenar, até… e eu vou abandonar essa história toda, passar o dia contigo e o Sirius pode simplesmente lidar com isso."

A boca dela se curva em um pequeno sorriso e ela olha para mim, me fazendo sentir como se eu estivesse mais constrangido sobre isso tudo, do que ela própria.

"James, você sabe o quanto eu amo tê-lo ao meu lado, mas não é a melhor coisa a fazermos agora. Eu amo os Marotos, todos os quatro, e vocês precisam passar um tempo juntos. Eles são os seus irmãos. Eles estavam ao seu lado muito antes de mim. Vai se divertir com eles."

Ela mostra outro sorriso falso, tentando colocar um fim aos meus apelos. Ela esqueceu como que eu a conheço muito bem, bem até demais… e o que eu vejo agora aperta o meu coração.

"Vai dar tudo certo, meu anjo. Eu caminhei por esses corredores por muitos anos antes de ficarmos juntos. Eu acho que posso caminhar novamente."

"Eu sei que você pode. Você pode fazer qualquer coisa que você deseja. Mas não é por isso que eu estou preocupado, e você sabe muito bem disso."

Eu posso ver a ansiedade crescendo, através da expressão tranquila dela, a cada segundo que se passa. Eu me lembro claramente como era caminhar por esses corredores com ela no ano passado, e eu sei que ela também está pensando nisso.

Era chocante –não, horripilante- ver uma mulher tão forte se encolher a cada olhar prolongado, a cada sombra ameaçadora. Vê-la reagir daquela forma foi o suficiente para me aterrorizar.

E hoje, eu posso dizer com toda honestidade que eu estou tão aterrorizado quanto ela.

Ela evitar me olhar nos olhos, começando a perder o seu auto-controle. Eu sei que ela não quer fazer essa situação mais difícil para mim.

"Eles estão esperando, James. É melhor você ir."

E realmente, quando eu olho para a porta da sala, eu os vejo esperando pacientemente. Sem hesitação, eu a puxo para mim e a abraço fortemente contra o meu peito.

"Fique de cabeça erguida. Não preste atenção a nada que eles digam. Eles não tem idéia de quão maravilhosa e importante você é. E caso eles tentem qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, venha diretamente para mim. Eu estarei pensando em você e te esperando de noite, ok? Vai dar tudo certo."

Eu me retiro do abraço e a beijo nos lábios, nariz, e testa, antes de começar a sair.

"Eu te amo, Lil."

Eu saio pela porta com meus melhores amigos, mas deixo o meu coração atrás de mim, naquela sala de aula.

"Você está bem, Pontas?"

Com o canto do meu olho esquerdo, eu vejo o Remus tirando o casaco dele e o colocando por cima dos ombros dele.

"Eu estou bem, considerando o que acabei de fazer."

As palavras que escapam da minha boca são afiadas e severas, provavelmente um pouco mais ofensivas do que eu deveria usar com o Remus. Não foi ele quem a machucou.

"A Lily é bem crescidinha, James. Ela vai ficar bem." As palavras dele tem o objetivo de acalmar meus nervos, mas não chegam nem próximos disso.

"É claro que ela vai ficar bem, Remus. Pelo menos é isso que ela diz. Ela está acostumada a ouvir os insultos das pessoas que acham que ela não deveria estar aqui, e ela se ensinou a fingir que eles não a intimidam. Ela vai deixar todo mundo pensar que ela está perfeitamente bem, quando na verdade isso a está a matando. Ela ama vocês como se fossem irmãos dela.

Pode doer quando um Sonserino diz algo para ela, mas a machuca muito mais quando ela ouve isso de alguém que ela ama."


Naquela noite, nós quatro caminhamos vagarosamente pelos corredores vazios, para montar a nossa última peça, com a capa da invisibilidade em mãos e o Mapa dos Marotos no bolso.

Devido ao meu planejamente extensivo e as travessuras que fiz com os garotos, eu não vi a Lily desde que saí da nossa última classe juntos, no início da tarde.

Eu admito que é divertido passar um tempo com os rapazes, como fizemos por muitos anos. Me sinto bem em sentir essa ligação com eles, rir das piadas cruéis do Sirius, das frases incoerentes do Peter, a da consciência honesta do Remus.

Mas eu sinto a falta dela.

Porquê, ao contrário deles, eu achei um motivo que suprime a minha necessidade de ser imprudente; a razão que eu corri atrás, por miseráveis cinco anos e meio.

E agora que eu tenho aquela razão, eu jamais vou deixá-la escapar.

Meu único conforto é saber que, assim que tudo isso terminar, ela vai estar de volta nos meus braços e eu vou estar livre para suspirar palavras doces nos ouvidos dela a noite inteira.

"Ei, Peter, checa de novo no mapa para termos a certeza que o caminho está livre." O Sirius sussurra.

O Peter abaixa a cabeça, os seus olhos pequenos e brilhantes olham atentamente o mapa. Eles percorrem todos os cantos do mapa, e ele acena com a cabeça como se estivesse fazendo uma contagem mental de onde cada professor está.

E então, algo dá errado.

De repente ele fica estático, com os olhos grudados ao pergaminho mágico. Eu percebo que as suas mãos estão agarrando o mapa, as articulações dos dedos dele, iluminadas pelas tochas, visivelmente brancas.

"Po-Pontas, eu-eu acho que você devia ver isso."

Arrancando o mapa das mãos dele, eu começo a procurar o motivo do gaguejo dele.

E o que eu vejo me tira o fôlego completamente.

Lily's POV

Maldito Slughorn em pedir para eu ajudá-lo, e maldita consciência em concordar. Enquanto que tirou a minha mente, temporariamente, desse dia miserável, me colocou em um lugar do castelo que eu nunca gosto de caminhar sozinha; as masmorras.

O vento frio pelos caminhos é o suficiente para me fazer tremer, mas somente estar aqui já é motivo o suficiente para fazer eu me arrepiar toda.

Ou talvez não seja somente o ambiente.

"Minha sangue-ruim lindinha, como eu senti a sua falta."

O som da voz arrepiante dele desliza pelos túneis dos meus ouvidos, me deixando imóvel. Eu desprezo qualquer som que vem do Sonserino cruel que está me seguindo.

Eu preciso me mover. Eu preciso fugir.

Mas eu não consigo.

Eu não consigo achar a minha voz nem para fazer um feitiço ou gritar por ajuda.

"Tsk, tsk, tsk. Eu esperava que a Monitora Chefe fosse mais educada. Não recebo nem um 'oi' amigável?"

As palavras ainda estão presas na minha garganta.

"Qual é o problema? O gato comeu a sua língua, Evans?"

Eu não consigo vê-lo, mas, julgando pelo arrepio apreensivo que percorre a minha espinha, ele está se aproximando.

E agora, eu não preciso de um tempestade para invocar aquelas imagens violentas.

Ele fala e eu sinto o calor dele ao lado do meu rosto. Ele dá um sorriso falso e eu sinto a dor de seus dentes penetrando na pele do meu ombro.

"Vá embora, Rosier. Por favor."

A risada cruel dele ecoa nas paredes e na minha cabeça. Eu sinto o meu mundo inteiro desmoronando em cima de mim.

Quando eu finalmente me viro para encará-lo, ele é o ápice do calmo, frio e controle, enquanto se encosta à uma parede, com uma expressão entediada. Seus olhos azuis gelados, sem misericórdia, traem o rosto dele, enquanto mostram que ele está claramente se divertindo às minhas custas.

Somente quando eu olho para os dedos dele, e percebo que ele está girando uma varinha feita do mais rico mogno, eu me lembro que a minha está colocada em algum lugar dentro do meu uniforme.

Garota estúpida, estúpida.

"Não tão rápido, minha querida. Por que a pressa? Eu raramente consigo te ver ultimamente. Nós temos muitos assuntos para colocar em dia, desde o nosso último encontro."

Os meus pés finalmente me obedecem e eu tento seguir em frente, mas os dedos dele prendem o meu pulso, me impedindo de fugir. A mão dele é como uma algema prendendo o meu pulso firmemente. Mesmo na fraca luz, eu percebo que a minha circulação está presa, enquanto tento puxar o meu braço, sem sucesso.

"Me solta!"

Eu esperava ouvir outra risada cruel e seu domínio na minha mão apertar mais ainda, se possível, mas nada disso acontece. Na verdade, acontece o oposto.

Eu olho de volta para ele, me perguntando que milagre o fez parar. Vejo que os olhos frios dele estão vazios, pouco antes dele cair no chão, me levando junto, porque o meu pulso ainda está preso na mão dele.

Imediatamente, eu puxo a minha mão dolorida da dele, e me arrasto para o mais longe o possível dele. Eu quero me levantar. Eu preciso me levantar. Mas nesse momento, eu não consigo me levantar.

Eu estou tremendo, minha respiração está fraca, e eu estou quase hiperventilando. As lágrimas caem do meu rosto sem parar, e eu não consigo levantar a minha mão para retirá-las.

Eu não consigo me mover.

Esses pesadelos –os mesmos pesadelos de aproximadamente um ano atrás, que eu estava finalmente conseguindo cessar- estão voltando em uma onda massiva. O contato com aquela mão fria desperta todos os meus pesadelos antigos, e produz novos.

Alguém me levanta do chão, mas eu não olho para cima.

Nesse momento, não há muito que eu possa fazer.

James' POV

Nunca na minha vida eu senti tantos sentimentos percorrendo pelas minhas veias quanto sinto agora.

Cada vez que a Lily chora, 'Me solta!' enquanto caminhamos pelos corredores, eu me sinto fraco.

Cada vez que uma lágrima percorre a bochecha dela, eu as quero limpar. Eu quero abraçá-la, dizer para ela que tudo vai ficar bem… mesmo quando eu não tenho tanta certeza disso.

E cada vez que ela tenta se livrar dos meus braços, eu sinto aquele desejo familiar de matar o desgraçado que foi responsável por fazê-la ficar com tanto medo e vulnerável.

"Fica de olho nela." Eu sussurro para o Remus e para o Peter, mas a minha atenção está somente na garota que treme sem parar no sofá de veludo do nosso aposento particular.

"Claro." Diz o Remus, e silenciosamente me encoraja a fazer o que eu tenho que fazer.

Eu corro para o meu quarto para pegar um coberto e um travesseiro (só me lembrando quando entro no quarto que eu poderia simplesmete invocar ou encantar um). No instante que vou sair do quarto, sinto uma mão no meu ombro.

Eu me viro e vejo o Sirius me encarando, seu rosto revelando sinais de sofrimento.

E culpa.

"A Lily está bem?" ele pergunta, evitando me olhar diretamente nos olhos.

"E você se importa?" Eu respondo, enaquanto me dirijo a porta novamente. Mas, mais uma vez, as mãos dele me impedem.

"É claro que eu me importo. Você sabe o quanto ela é importante para mim. Por favor, só me diga como ela está."

Eu olho para ele e balanço a cabeça.

"Não, ela não está bem, se é que você realmente se importa. Ela não está somente abalada pelo Rosier, mas… você sabe que no fundo, no fundo, a culpa é sua, certo? Eu não te disse que algo desse tipo ia acontecer? E para piorar tudo, ela ainda está chateada com o que você disse essa manhã. Você é como um irmão para ela. Ela achou que você ajudaria a protegê-la da dor, e não ser a causa dela."

"Eu não tinha a intenção de machucá-la." Ele sussurra e tira a gravata dele, "Eu não sabia que ela ia ficar tão chateada por não estar contigo. Eu não sabia que isso ia acontecer."

Dessa vez não são as mãos deles, mas sim as palavras dele que me impedem de sair.

A raiva arde dentro de mim, e eu o encaro com um olhar que nunca usei com ele antes. Eu estou me controlando terrivelmente para não dar um soco no homem –não, no garoto- que está na minha frente.

"Inacreditável. Você realmente não entende, não é? Você realmente acredita que é isso? Ela está chateada porque ela acha que você não gosta mais dela. Ela ama você, e está matando ela achar que você possivelmente não a ama. Não é somente porque ela não me teve ao lado dela o dia inteiro, ela está magoada porque ela acha que pode te perder!"

O Sirius abaixa a cabeça, claramente envergonhado. Com culpa, mágoa e remorso. Envergonhado das milhares de emoções que, obviamente, estão passando pela mente dele.

Eu nem perco o meu tempo esperando pela resposta dele. As palavras dele são irrelevantes para mim agora.

Mas como diz o ditado, as ações falam mais alto que as palavras.

Os meus olhos alternam entre a Lily e o Sirius a noite toda, vendo enquanto ela progressivamente acalma os nervos, e ele batalha com os seus demônios internos.

E enquanto o fogo da lareira nos aquece, eu não posso impedir de sentir o meu coração aquecer somente um pouco, enquanto olho o Sirius passar pela Lily, beijar a bochecha dela, e sussurrar algo no ouvido dela que eu não consigo escutar. Logo depois disso, ele segue o Peter e o Remus para fora do quarto, para pegar um pouco de comida para todos na cozinha.

E pela primeira vez, no que parece ser uma eternidade, a Lily sorri.

É um sorriso tímido, mas mesmo assim é um sorriso.

E, quando eles retornam, vinte minutos depois, ele percorre outro passo para se corrigir.

Por alguns minutos, todos estamos sentados em silêncio, claramente evitando os olhares uns dos outros, enquanto os segundos no relógio passam vagarosamente.

"Eu sei que não importa quantas vezes eu peça desculpas, não vai compensar por tudo que aconteceu essa noite. Eu só quero que você saiba o quanto arrependido eu estou. Eu não deveria ter falado essas coisas mais cedo. Eu sabia do risco, mas eu estava me sentindo tanta pena de mim mesmo, que acabei descontando em você. Vou fazer de tudo para que isso nunca mais aconteça."

Ele sorri para si mesmo e olha para o outro lado, tomando o tempo necessário para se compôr, e olha de volta para nós dois. As sobrancelhas dele estão levantadas, as mãos dele estão apertando os joelhos dele, e suas costas estão curvadas.

Ele está tão nervoso, tão ressentido, mas ele está tentando juntar os pedaços do coração que ele despedaçou.

Ele engole em seco e fala uma frase que eu nunca o ouvi falar antes.

"Por favor, me desculpa."

Ele se abaixa e beija a Lily carinhosamente na bochecha, pela segunda vez essa noite. Ele olha para mim com cuidado, inseguro do que eu possa responder. Mas eu não digo nada, enquanto ele se levanta e caminha em direção da janela, olhando para a lua crescente, dando olhares passageiros para nós dois.

A Lily acalma no meu abraço e um fantasma de um sorriso se forma nos lábios dela.

Eu sei que ela já o perdoou. Ela o ama demais para guardar ressentimentos.

Enquanto eu envolvo os meus braços em volta dela, eu a puxo para mais perto e sussuro suavemente 'Eu te amo' nos cachos ruivos dela, eu observo o Sirius.

Eu não sei o que está acontecendo com ele. Eu não sei porque ele tem essas mudanças de temperamento. E eu não sei o que eu e a Lily temos, que o torna tão cínico. Ou zangado. Ou o que quer diabos que ele esteja sentindo agora.

Eu sei que, apesar de tudo isso, ele é o meu melhor amigo. Ele é o meu irmão. Ele é a pessoa que sempre esteve presente na minha vida. E eu sei que lá no fundo, ele se importa muito com a Lily e não quer machucá-la.

Mas ao mesmo tempo, eu não posso deixar de sentir que estou perdendo ele. Eu sinto que o meu irmão está vagarosamente se afastando de mim, e eu não sei o porquê ou quando isso começou. E eu tenho a certeza que a Lily também sente isso.

Apesar de tudo, ela achou espaço no coração dela para perdoá-lo, porque ela é uma pessoa excepcional.

Então, por ela, eu vou perdoá-lo. Eu vou.

Mas eu não vou esquecer.


Prévia do próximo capítulo:

"Eu acho que, de alguma forma, eu sempre tive inveja dele, mas nunca ao ponto de me deixar maluco. Olha só para ele. O rapaz brilhante, o gênio, o Sr. Carisma.

Esse garoto poderia até seduzir a McGonagall, se ele quisesse.

Ele é o pacote completo: a aparência, a personalidade, o habilidade de conquistar tudo em seu caminho. Tudo que um homem deveria ser, ele é.

Ele é o meu melhor amigo. Eu sei que ele faria tudo por mim. Ele já fez muito mais do que eu posso retribuir. Então, enquanto eu saiba que a inveja sempre existiu, ela nunca me consumiu.

Até agora.

Porque quando eu olho para ele agora, eu tenho medo de que eu realmente queira ser ele.

Eu quero tudo o que ele tem. Eu quero o talento e a popularidade.

Mas acima de tudo, eu quero o amor."


Nossa, dois capítulos postados e ainda é de manhã!!! Então fiquem atentos para mais um ainda hoje! Vamos aproveitar o fim-de-semana porque amanhã eu tenho que trabalhar, infelizmente…

Não se esqueçam de review, review, review!!!!