Capitulo sete:
Despedidas?
Eram as seis da manhã e Ronald aproveitou que Harry tinha corrido as cortinas de sua cama e que os demais parceiros ainda dormiam para sair de sua habitação. Foi percorrendo os escuros corredores sem achar que ele tivesse podido se levantar tão cedo. Sentia seu coração palpitando lhe com selvageria à cada passo. Por momentos pensou em regressar a sua cama e fingir que nada tinha passado, no entanto continuou adiante, mais decidido do que tinha estado nunca em sua vida.
Ao chegar em frente à entrada à sala comum de Slythrin grunhiu exasperado.
"Maldição… e como se supõe que vou falar com o furão?"
Furioso consigo mesmo por não ter pensado nesse inconveniente, Ron se sentou no corredor em frente à entrada. Nem sequer sabia que dizer-lhe-ia quando o visse, e muito menos queria pensar no que sucederia se alguém mais que não fosse Malfoy saísse antes que ele.
Ainda não passavam nem cinco minutos quando escutou que a porta se abria. Rapidamente pôs-se de pé esperando ver sair a alguém. Quando viu que era Draco, seu estômago se encolheu. Perguntava-se porque agora não podia deixar de admirar o bem que luzia com seu impecável suéter verde de Slytherin, e seus olhos, esses olhos que ainda nas penumbras brilhavam de maneira estremecedora.
Draco manteve-se impassível, não mostrou em nenhum momento o cocegas que nascia em seu peito quando viu àquele desajeitado ruivo que lhe olhava expectante e temeroso. Inclusive sua maneira descuidada de vestir agora lhe parecia adorável, e seu sorriso nervoso alterava seus sentidos no ponto que os joelhos lhe tremeram ao se acercar.
— Bom dia, Ronald.
— Bom dia. —respondeu Ron timidamente ao escutar seu nome nessa voz.
— Vejo que tiveste a mesma ideia que eu. Temos que falar… Porque não vamos a um lugar onde não possam nos interromper?.
Ron assentiu e em silêncio encaminharam-se a uma masmorra. Ao entrar, Ron acendeu seu varinha podendo ver que as paredes estavam recobertas de mofo, o andar era de pedra e como não tinha janelas, a escuridão fazia o lugar bem mais tétrico. Quase pôde jurar que antigamente pôde ter sido utilizado para torturas. Sacudiu sua cabeça tentando sacar esses pensamentos de sua mente e continuou percorrendo o lugar, realmente não tinha muito que ver, só umas cadeiras inservíveis e mesas amontoados em um rincão, recobertos quase por completo de teias de aranha.
Ao ver isso, deu um passo para atrás relutante de se encontrar com um desses horríveis bichos, no entanto, nem seu temor fóbico às aranhas lhe fez se estremecer tanto como quando ao retroceder chocou com Draco.
Ao girar olhou-lhe direto aos olhos, alumiado pela luz de sua varinha. Draco também lhe via em silêncio, tinha insonorizado a habitação e tinha sua varinha na mão. De repente, suavemente deixou-a cair a um lado e colocando suas mãos nos ombros de Ron, acercou-se até voltar a posar seus lábios nos do ruivo.
Ron sentiu que desmaiar-se-ia, mas tudo aquilo que pensava era o correto voltou a desaparecer de sua mente ante aquele beijo. Ao igual que Draco, soltou seu varinha e sujeitando ao loiro da cintura o abraçou tão forte que fez que seus pés se descolassem do solo.
Draco gemeu ao sentir-se levantado, era uma sensação nova, prazenteiramente nova. Ao ficar a escuras, foi-lhes mais fácil esquecer do motivo de sua reunião e desfrutavam daquele beijo com uma terna ansiedade que os fazia vibrar e excitar se em comunhão.
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Alguém mais que tinha madrugado foi Hermione, a ferida lhe doía um pouco e decidiu ir à enfermaria por algum remédio. Poppy forneceu-lhe uma poção depois de revisá-la e assegurar-se de que não tivesse nenhuma complicação com a maldição recebida.
— Será melhor que fique na enfermaria, Senhorita Granger. —manifestou a enfermeira. —Gostaria que guardasse repouso pelo menos por este dia.
— Mas e meus deveres?
— Não se preocupe por isso, posso lhe dar um justificante para seus professores e que desse modo lhe deem em um dia mais para os entregar. Suponho que não terão nenhum problema com isso, sobretudo, tendo em conta as circunstâncias acontecidas ontem.
Hermione não estava nada conforme com isso, o remédio lhe tinha ajudado e a dor praticamente já não estava de modo que não lhe encontrava sentido a perder todo um dia de estudo por nada, no entanto, o tom autoritário da enfermeira lhe indicou que não podia fazer nada pelo evitar. Suspirando resignada, se recostou sobre a cama que Poppy disposto para ela. Ante aquela quantidade de tempo livre, o único que lhe ajudou a sobrepor-se foi em pensar em Blaise.
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Draco foi-se retirando suavemente de Ron e ainda que o ruivo resistiu-se em um princípio, finalmente libertou-lhe de seu abraço. Tomando da mão, Draco convidou-lhe a sentar no solo, nem sequer pensou na sujeira desse lugar que podia jogar a perder sua cara calça
Sentaram-se com as pernas cruzadas, um em frente ao outro. Nenhum dos dois fez a tentativa de acender suas varinhas, o melhor era continuar em penumbras, ainda que mesmo assim, suas mãos se procuraram entrelaçando subtilmente seus dedos.
— Acho que estamos a cometer um erro. —começou Draco titubeando, algo realmente estranho nele.
— Sei.
Ron escutava-se mais sério e grave que nunca, e ao momento de pronunciar essas palavras, rodeou uma das mãos de Draco com as suas. Em correspondência, Draco fez o mesmo por uns segundos dantes de continuar.
— Harry é meu namorado e quero-o… Não se merece que o engane, e para cúmulo, com seu melhor amigo.
— É verdadeiro, ele é meu melhor amigo, e nem sequer sei porque estou aqui, a escondidas dele e com seu namorado.
— O que passou não pode voltar a suceder.
— Não sucederá… Eu também não quero trair a Harry, ele é como meu irmão.
— Então entendes?
— Supunhas que não fá-lo-ia?
Draco sorriu na escuridão e soltando uma de suas mãos, levou-a ao rosto de Ron para acariciá-lo ligeiramente. O ruivo agradeceu a ausência de luz ao sentir que todo seu sangue se aglomerava em suas bochechas e fechou os olhos extasiado por esse simples roce.
— Ao invés, alegra-me comprovar que és o melhor amigo que Harry pôde ter tido. —respondeu Draco sem evidenciar que podia sentir à perfeição as bochechas acendidas de Rum.
— Já não estou tão seguro de isso… um amigo estaria aqui, sustentando esta conversa com seu namorado?
— Sim, Ronald, claro que um amigo estaria aqui. Se não o fosses, não te importarias o trair para te combinar com o que queres.
— Não és tão importante, Malfoy. –replicou emitindo um suave sorriso. —Foi tão só um beijo.
— O melhor beijo de tua vida, doninha.
— Já devo me ir. —disse depois de uma pausa na que se permitiu sorrir pela doce altivez do loiro.
— Bem… A próxima vez que nos vejamos será como se este fim de semana jamais tivesse ocorrido.
Ron assentiu e depois de libertar a mão de Draco que ainda mantinha apresada, saiu pressuroso daquele lugar. O Slytherin não se moveu de seu lugar, mas quando quis procurar seu varinha notou que Ronald tinha esquecido a sua. Carinhosamente, como se se tratasse do mesmo ruivo, a percorreu com seus dedos, notando o desgastada e rachada que estava, mas ainda emanando algo do calor da mão do olhos azuis impregnado no cabo.
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Harry nem sequer fixou-se que Rum não estava em sua cama quando entrou ao banho a se dar uma ducha. Precisava despejar se depois de toda uma noite de desvelo, mas nem a água cálida lhe dava nenhuma tranquilidade, nem sequer ainda após passar quase meia hora embaixo do chuveiro.
Depois de envolver-se com uma toalha atada pela cintura, Harry assomou-se ao espelho do banho sustentando-se do lavabo. Olhou como o cardeal em lugar de diminuir se tinha acentuado e suspirou fechando os olhos para recordar a caricia de seu Professor ao momento de lhe a olhar na sala comum de Slytherin.
Decidiu que já não podia esperar mais, não ia poder olhar aos olhos a Draco até não dar por terminada a situação com Snape. Respirou fundo e saiu do banho para vestir-se. Teve que voltar a usar um suéter de pescoço alto para ocultar a marca que a ele, tão só de saber que o tinha, lhe provocava que sua temperatura corporal aumentasse se concentrando particularmente em suas bochechas e entreperna.
— É temporão… a onde vais?
Harry levantou a vista após dar os nos dos cadarços de seus sapatos e olhou a Ron que finalmente tinha voltado e metido baixo as cobertas para ocultar que ele também tinha saído.
— Irei tomar café. —respondeu Harry tentando soar desinteressado. —Já sabes, para ir depois a minha detenção com Snape.
— Também hoje domingo?
— Sim.
— Não irás ver a teu noivo? —perguntou sentindo um nodo no estômago.
— Não, não sê quanto tempo me detenha Snape… talvez o procure depois. Se vê-lo, desculpas-me com ele e lhe dizes que procurá-lo-ei assim que possa.
— Que eu lhe diga?
— Por favor, Ron… deixa de brigar-te com Draco. Gostaria tanto que de vocês se levassem bem!
Harry saiu sem fixar-se na palidez das bochechas de Rum, e ao ficar só, o ruivo sorriu com ironia. "Levar-se bem com Draco… Se Harry soubesse!". Doía-lhe tanto sua traição como o fato de saber que agora teria que tentar ignorar a existência do loiro Malfoy.
Ron ia tentar dormir um pouco quando sua irmã menor entrou a informar sobre a estadia de Hermione na enfermaria, de modo que, esquecendo de seu cansaço correu para lá esperando que não fosse nada grave.
Hermione sorriu ao vê-lo, ter a seu amigo acompanhando-a faria mais tolerável sua estadia na enfermaria. Agora entendia à perfeição a atitude irritável de Harry a cada vez que tinha que passar uma temporada nesse lugar.
— Que passou? Sentes-te mau? —perguntou Ron acercando a sua amiga.
— Não, só me doía um pouco a ferida. Poppy assegura que não é nada grave, mas quis que descansasse.
— Ainda bem. —suspirou aliviado. —Temia que tivesse alguma complicação pela maldição que te enviaram.
— Pois já vês que não… E Harry?
— Em detenção, não se inteirou que estavas em cama senão te asseguro que estaria aqui comigo.
— Sei-o. Pobre, deve ser horrível para ele ter que passar tanto tempo encerrado com Snape… E agora devo reconhecer que o Professor se tem extra limitado, não sei nem de onde saca motivos para o manter enclaustrado.
Ron assentiu e Hermione permaneceu olhando por uns segundos, notava o rosto de seu amigo algo diferente. Seus olhos azuis e travessos agora pareciam ensombrecidos.
— Passa-te algo, Ron? —perguntou tomando da mão.
— Não… Que teria de passar?
— Não sei, mas te noto como decaído.
— É só que não pude dormir bem ontem à noite. Posso recostar me um pouco contigo? Prometo não te molestar muito… me sinto muito cansado.
— Claro, Poppy disse que viria até a hora da comida, ninguém interromper-nos-á.
O ruivo sorriu com tristeza, mais que cansado se sentia débil e agoniado, precisava se sentir acompanhado, de modo que se recostou junto a Hermione lhe abraçando carinhoso. Ela sorriu contente, adorava a seu amigo, e ainda que tinham tentado ter uma relação fazia em uns meses sem bons resultados, isso não tinha minguado o imenso afeto que tinha entre os dois. E como também precisava de se sentir acompanhada, para Hermione resultou sumamente grato poder conciliar o sono junto ao ruivo.
Uns minutos mais tarde, Blaise tinha-se inteirado da recaída de Hermione pelo que decidiu ir à enfermaria. Mas ao chegar junto a sua cama e ver o doce quadro dos dois amigos dormindo abraçados, preferiu não os acordar e lhe marchar sem lhe fazer saber de sua presença. No entanto, quando saiu, deixou sair o ar de seus pulmões pensando que finalmente esses dois Gryffindors tinham decidido estar juntos.
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Harry já tinha perdido a conta das voltas que desse cerca da porta do escritório de Snape. Em um par de ocasiões esteve a ponto de ser surpreendido por alguns estudantes de Slytherin, mas conseguiu esquiva-los.
Olhou suas mãos, estavam trémulas pensando no que ia fazer. Sorriu recordando o picada do verme, já nem sinais tinha desse inconveniente, mas ainda podia sentir as sedosas mãos de seu Professor lhes acariciando com macieza.
"Deus… como posso me pôr tão nervoso tão só por pensar no ver?"
Armando-se de valor, finalmente tocou à porta e esperou pacientemente a que lhe abrissem. Quando Snape apareceu, Harry sentia seu coração bater tão forte que estava seguro que o Professor podia o escutar facilmente, ademais, suas bochechas acaloradas não lhe ajudavam em absoluto para fingir serenidade.
— Que fazes aqui, Potter? —perguntou Severus quando se fez a um lado para o deixar passar.
— Vim a minha detenção. —respondeu adentrando-se ao escritório.
— Disse-te que seria às oito da noite é que não entendes uma indicação tão fácil?
— Acho que não poderia esperar tantas horas… Há algo que me morro por fazer e tenho que o cumprir dantes desta noite… e antes de que me arrependa também.
Severus entrecerrou os olhos crendo entender do que falava. Lançou um suave bufo contrariado ante a intenção de Harry de cortá-lo, odiava ter-se fixado em uma criança tão imatura que não era capaz de atuar tomando o que quisesse. No entanto, se descontrolou quando Harry se sentou no cadeirão que já quase se tinha apropriado e lhe sorrindo, lhe estendeu uma mão lhe convidando a ocupar o lugar ao lado dele.
— Que pretende, Potter? —perguntou sem obedecê-lo.
— Talvez não é óbvio?
— É tão covarde como o que mais, Potter.
— Parece-lhe? —perguntou sem ofender-se enquanto sugestivamente inclinava-se para diante mordendo-se o lábio inferior. —Porque não vem para cá e o averigua por si mesmo?
O Professor já não o pensou mais e excitado pela atitude tão sensual de Harry foi a sentar a seu lado para beija-lo. O garoto correspondeu-lhe fascinado de comprovar que a cada vez lhe pareciam mais deliciosos aqueles lábios. Abandonou seu lugar a um lado de Severus e agilmente montou-se sobre ele, sugando com firmeza enquanto lhe sujeitava do rosto.
— De modo que tens mudado de opinião. —comentou Snape sujeitando das mãos para levar o controle, deslizando-se depois a beijar o pescoço do Gryffindor que se oferecia plenamente.
— Não… mas suponho que ambos ficaremos mais satisfeitos se comprovámos que isto não é nada mais que uma atração física.
— Que queres dizer?
— Deseja-me e eu o desejo a você, de modo que simplesmente não ficaremos com as vontades do que ansiamos. Sei que sem tentações poderei continuar com minha vida como se nada tivesse passado.
— Bem, me parece boa decisão.
Severus passou uma mão baixo os joelhos de Harry e sustentando lhe em braços conduziu-o através de uma porta depois deles. Olhos verdes, ao ver isso, abriu seus olhos surpreendido gratamente. Estavam no quarto de seu Professor.
Era uma estadia ampla, estofada em tonalidades escuras e cintilas de prata. Tinha sua própria lareira ao igual que o escritório, mas em lugar dos sóbrios cadeirões de pele negra, tinha uns de veludo verde jade que se apeteciam muito cómodos. Sobre a lareira encontrava-se uma imagem emoldurado de uns olhos brilhantemente verdes. Harry sorriu ao reconhecê-los como os seus apesar de que aqueles não levavam óculos, ambas miradas de esmeralda se entrelaçaram.
— Talvez não sofre de paranoia com isso lhe seguindo a todos lados?
— Gosto que me olhem.
— De modo que ademais é exibicionista. —caçoou Harry acercando ao pescoço de Snape para beija-lo.
— Só ante esses olhos.
— E como a obteve?
— Das fotografias que te tomei durante a detenção, só fiz um truque para lhe tirar os óculos que não deixavam apreciar plenamente sua brilhantes… mas já não mais perguntas, que não temos vindo a isso ou sim?
Harry negou e aferrando-se mais a Severus, convidou-lhe a levar à cama. O homem compreendeu-o e com macieza depositou-lhe sobre o fofo colchão com grossos edredons de seda cor magenta. Severus ia retirar-se para acender a lareira, mas s olhos verdes deteve-lhe beijando lhe longamente.
— Potter, vamos congelar-nos se não acendo a lareira.
— Duvido-o, eu me sinto muito acalorado justo agora.
Severus sorriu ao sentir a língua de Harry esforçando-se alvoraçada por adentrar se dentro da boca de seu Professor, e rapidamente deu-lhe permissão para que o fizesse. Gostava de sentir esse suave músculo percorrer até as profundidades de sua garganta e ir-se enredando com a sua.
— Dispa-me, Snape… e não deixe nem um lugar que não o sinta.
— Tu o pediste, Potter.
Harry gemeu ao sentir a mão de Severus adentrando-se baixo de seu suéter, o contato de suas peles era eletrizante, não tinha nenhuma dúvida de que era com ele, com seu Professor de Poções, com quem queria saber o que era fazer o amor pela primeira vez… queria que ele lhe ensinasse, que ele fosse o primeiro no acariciar e no possuir. Não reprimia nenhum som de sua alma e seus suaves choramingos enlouqueciam a mente do Professor quando seus dedos exploravam a branca pele tão pura como a neve.
Severus levantou um pouco o torso de Harry para tirar-lhe o suéter que usava. Suas pupilas se dilataram ao ver as inocentes aureolas rosadas que lhe convidavam a ser saboreadas. Depois de dar-lhe um beijo suave nos lábios, Severus foi deslizando-se até ficar em frente a suas vítimas, a boca fazia-se-lhe água tão só de imaginar sua textura e sabor.
Quase como se fosse algo frágil e imaculado, Severus se atreveu a tocar uma com a ponta de sua língua. Harry se arqueou de prazer e fechando seus olhos, acariciou tenuemente a cabeleira longa de seu professor para convidá-lo a continuar. Animado por isso, Severus sugou com macieza até formar um pequeno mamilo erguido tão só para ele.
Harry rodeou lhe com suas pernas ao sentir como os olhos negros ia tomando mais confiança e começava a chupar com mais força, quase como se pensasse que podia extrair algo daí. E apesar da extraordinária dor, o jovem Gryffindor agradeceu aquele fato, pôde sentir claramente como seu entreperna também reagia da mesma maneira. Severus não se esqueceu do outro mamilo e ao ver que automaticamente se formava, a apalpou carinhoso antes de renunciar à primeira para poder continuar sugando a segunda.
— Snape… quero tocá-lo, por favor.
— Aguenta, tão só uns minutos mais.
— Mas, é que não sei quanto mais possa suportar. —gemeu Harry removendo em seu lugar.
Ansioso, Harry apertou os lábios tentando conter-se, não queria terminar antes de tempo, mas é que jamais em sua vida pensou que se podia excitar tanto com só sentir a seu Professor sobre dele. Finalmente gemeu embelezado ao sentir as mãos de Snape desfazendo de sua calça, e ainda que tinha estado desejando isso desde que entrou a esse lugar, não pôde evitar ruborizar se ao compreender que ele vê-lo-ia nu pela primeira vez… e se não enchia suas expectativas?
Fechou os olhos para não ver uma desilusão que talvez não suportaria, e ainda que continuava respirando agitado sentindo os dedos de Snape roçando sua pele enquanto deslizava sua calça para abaixo. Depois, logo tudo cessou.
— Que passa? —perguntou atrevendo-se a olhar.
Severus não respondeu, tinha ficado hipnotizado olhando a esse núbil garoto que se oferecia plenamente. Seus olhos percorreram lhe desde os pés à cabeça e Harry sentiu que enrijecia ainda mais.
"Não gostou, Deus, não gostou!" pensou aterrorizado.
Mas Severus voltou a deixar-se cair suavemente sobre ele para beija-lo nos lábios enquanto suas mãos acariciavam com subtileza a curva da quadril de Harry.
"Como pode ter algo tão formoso?" pensava Snape enquanto devorava a suave boca do rapaz… "É melhor de que esperava, é uma requinte, o mais doce e belo que provado em minha vida… e é meu, será meu agora"
Harry esqueceu-se de seus temores quando sentiu a mão direita de Severus enredar se com seu pelos e acariciando a base de seu membro. Quase gritou maravilhado ante as sensações de ver seu desejo cumprido e sentir essa mão tocando-lhe eroticamente.
Sem pressas, Snape voltou a descer, lambendo todo seu percurso para o sul, se detendo uns segundos ao afundar sua língua no maravilhoso e perfeito umbigo. Sugava delicadamente a pele do ventre de Harry, era tão plano e suave que seguramente resultaria em algum dia um excelente lugar para engendrar um filho.
Não soube porque essa ideia foi a sua mente nesse momento, mas o fez se deter particularmente nesse lugar, quase se esquecendo da majestosa ereção do rapaz para sonhar e imaginar um formoso bebé de olhos verdes.
— Por favor… —gemeu Harry suplicante.
Severus fez a um lado seus pensamentos que considerou totalmente fora de lugar e então já não fez sofrer mais ao rapaz. Depois de um suave beijo na ponta do glande que provocou que Harry se contorcionara voluptuosamente, Severus separou todo o possível as pernas do garoto, este corou visivelmente, mas obedeceu sem nenhuma resistência para em seguida sentir como seu amante engolia aquele rosado e perfeito pênis que se lhe parecia o doce mais extraordinária da vida.
"Meu Deus! —pensou Harry alucinado. —De modo que assim se sente… é delicioso, divino, é a experiência mais formosa! Que cálida é sua boca, que suave é sua língua… que excelente amante é!
Severus continuou sugando por alguns minutos enquanto acariciava com seus dedos a pele circundante de músculos, períneo e testículos, desfrutando de sentir a Harry respirando agitado enquanto estreitava a colcha entre seus dedos. Por um segundo o volteou a ver e notou suas pálpebras apertadas, obviamente seguia esforçando-se por conter a ejaculação até quase limites sobre humanos.
— Não te reprimas, Potter. —pediu-lhe folgadamente sem renunciar ao deleite de ter a boca cheia. —Quero provar-te, dá-me tudo o que tenhas.
Harry surpreendeu-se por um segundo, mas então deixou escapar o ar enquanto gritava ao chegar ao orgasmo e deleitar a Severus com seu sêmen. Por alguns segundos, enquanto tentava recuperar o ritmo de sua respiração, já com seus músculos mais relaxados, Harry via a Severus lhe olhando sorridente.
— Foi delicioso… obrigado. —disse o garoto entre suspiros.
— Nem ideia tens do que é uma delícia, Potter.
Severus sacou sua língua para lamber uma gota da comissura de seus lábios e depois inclinar-se para Harry e dar-lhe a provar de seu sêmen. Harry sugou engulosinado, nunca tinha provado o sêmen, e agora se morria de vontades por saber a que sabia Severus Snape, porque estava seguro que devia ser muito melhor que aquilo que pôde aspirar das fibras de sua calça.
— Posso? —perguntou brincando com os botões da túnica de Snape.
— Podes fazer o que queiras, Potter.
Harry assentiu, e recostando a Severus sobre a cama, sentou-se montado sobre seu abdômen. De imediato sentiu uma dureza fincando-se em sua traseiro e voltou a corar enquanto tentava dissimular sua perturbação arqueando uma sobrancelha pacatamente. O homem dos olhos negros apaixonou-se daquela expressão, desejou vê-la a todas horas. Devolvendo o sofrimento experimentado, Harry foi-se lento, desfrutando de ver a seu Professor gemendo ao vê-lo tomar seu tempo para ir desabrochando lentamente botão por botão.
Severus tomou seu varinha disposto a desfazer-se de tanto estorvo, mas Harry tirou-lhe e tal como ele tinha feito alguma vez, a arrojou fora de seu alcance. O homem gemeu como pôde ante semelhante paroxismo de prazer. Teve que suportar o mesmo tratamento, e soube que tinha valer a pena quando viu os olhos desorbitados de Potter ao descobrir sua masculinidade erguendo se a sua máxima extensão.
Por um momento creu ver naquelas profundidades verdes algo de temor, talvez prevenindo o que viria, mas em seguida Harry se repôs e sorrindo nervoso baixou a cabeça para beijar com algo de timidez o nascimento daquele mastro que lhe prometia o encher para além do que creu possível.
Para o Professor foi uma explosão de febril concupiscência quando o garoto se esforçou pelo introduzir tudo a sua boca. Não deixou do olhar apaixonado e enternecido pela evidente inexperiência que não fazia mais que excita-lo. Era uma onda à luxuria o ver ao virginal jovem subindo e baixando sem deixar de sugar como podia. Seu torpeza era inquietantemente estimulante, alongou sua mão acariciando a bochecha de Harry e podia senti-la acalorada, talvez de pena, talvez de desejo, ou quiçá as duas juntas.
O garoto acariciou sua mão sem deixar de sugar, amava essas mãos e mais quando lhe tocavam dessa maneira tão terna e candente.
Finalmente Harry pôde provar as primeiras gotas que se derramavam e lambeu ansioso a periferia do orifício. Severus deixou-lhe desfrutá-lo um momento, mas não era dessa forma como pretendia terminar, e de um movimento, tomou a Harry do pulso para recosta-lo sobre a cama de bruços. Harry tremeu assustado e mordeu a travesseiro esperando que não fosse demasiado rude.
Mas não foi assim. Severus não o penetrou em seguida, senão que afundou seu rosto entre as dobras dos glúteos de Harry e com tal delicadeza, se permitiu preparar com a humidade de sua língua.
Aquilo era algo que Harry não esperava, suas noções de sexo eram limitadas e saber que aquilo era possível e que ademais, proporcionava um enorme prazer, lhe fez poder relaxa-se enquanto sentia a língua de Snape entrando e saindo com macieza.
"Isto gosto" pensou sorrindo para de si mesmo. "Gosto de muito"
E quando estava a ponto de pensar que gostaria de experimentar isso a cada dia de sua vida, Snape deixou de fazer. Não teve tempo de protestar porque o Professor tinha voltado ao girar, agora com mais delicadeza para o ter recostado sobre as costas.
— Potter, o que segue pode ser algo doloroso. —advertiu-lhe beijando-lhe na frente. —Será só ao princípio por ser tua primeira vez, deves me guiar… não quero machuca-lo.
— Confio em você.
Severus sorriu e beijando-lhe apaixonadamente, levou uma mão para a entreperna de Harry, onde jogou um pouco com seu pênis novamente erguido dantes de dirigir para sua entrada umedecendo-a com algo de sêmen do garoto. Harry estremeceu-se ao sentir o dedo acariciando lhe e depois uma suave dor quando começou ao penetrar, mas era totalmente suportável, quiçá só incómodo.
O dedo preparou-lhe ainda mais antes de adentrar o segundo, lhes movendo circularmente para dilatar o mais possível a entrada de Harry.
— Estás pronto, Potter? —perguntou Severus ao cabo de um par de minutos.
— Totalmente.
— Irei devagar, diga-me quando queiras que me detenha.
Harry assentiu convencido de que jamais pediria isso. Sorriu prazenteiramente ao sentir a ponta do membro de Severus roçando-lhe… aquilo não estava nada mau. No entanto, quando o Professor se adentrou um pouco mais, emitiu um choramingo de dor ante o ardor que lhe invadiu as entranhas.
— Fiz-te dano?
— Não… dói um pouquinho nada mais. —assegurou sorrindo-lhe. —Continue.
Severus assentiu e se adentrou um par de centímetros. Harry queixou-se agora mais forte. O professor compreendeu que assim o machucaria mais, e então, se armando de valor o penetrou até o fundo de um só movimento, que tentou não fosse demasiado violento.
— Não! —gritou Harry assustado. —Dói, pare, dói demasiado!... já não, por favor!
— Aguenta, meu menino… passará cedo.
— Dói muito!
Harry gemeu e por segundos removia-se tentando tirar-se a Severus de em cima, mas não pôde, o homem lhe mantinha apresado com força. O coração do Professor contraiu-se ao vê-lo derramar uma lágrima, algo por dentro se lhe requebro por isso. Com macieza bebeu a gota salgada conseguindo que Harry se relaxara um pouquinho mais. Lentamente os olhos verdes foi recuperando um ritmo mais normal de sua respiração e seus dedos quase enterrados nas costas de Severus foram suavizando-se.
— Sentes-te melhor?
— Sim, mas…
— Tranquilo, esperaremos o tempo todo que requeiras.
— Sim… obrigado.
Severus lhe beijou esperando com isso distrair de sua dor, ainda que para ele era uma tortura se manter imóvel quando sentia seu membro estreitado com força na cavidade mais cálida que tinha conhecido em sua vida. E mesmo assim, pôde esperar até que um gemido da garganta de Harry lhe fez saber que já não tinha dor e desfrutava do beijo.
Foi então que começou uma série de suaves investidas, e desde a primeira, os olhos de Harry se abriram desbordantes ao sentir que era tocado em um lugar que lhe enviava fortes descargas de prazer a todo o corpo. Esqueceu-se da dor, esqueceu-se até de seu nome e somente existia para ele, seu corpo completado pelo de Severus Snape.
Severus foi fazendo mais fortes seus movimentos, sempre cuidadoso de não voltar a provocar nenhuma dor, e a cara embelezada de Harry lhe ia confirmando seu lucro. Era feliz sentindo lhe rodear com suas pernas, já até se esforçando com o introduzir ainda mais. Snape levou sua mão à ereção de Harry e apertando-a suavemente começou a masturba-lo ao ritmo de suas investidas.
— Deus… Snape! Mais, um pouco mais!
Severus sorriu e enfatizando seus movimentos conseguiu que ambos chegassem ao orgasmo simultaneamente.
Pouco depois, continuavam abraçados, sorrindo fatigados, mas muito satisfeitos com o experimentado. Harry jamais imaginou sentir dessa maneira, era maravilhoso perceber os dedos de Snape lhe acariciando como em recompensa pela primeira dor. Eram as caricias mais doces que jamais ninguém lhe tinha dado.
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Continuará
Próximo capitulo: chorar por você!
Notas finais:
E manhã... maaaaaaás!
Assim é, tal como leram, a coisa não para aí, XD.
Muitos besitos para vocês.
ah, estou feliz pelo besito slash de Daniel Radcliffe... wiii!
Tinha que o dizer XD
Nota tradutor:
Nossa que lemom intenso, isso no meu caso... pera ai isso foi quase um estupro quando Harry disse que doía,... bom fazer o que se ele queria que o Snape fosse o primeiro!
Agora quero reviews! Muitos!
