Yo! meninas! Trouxe mais um capítulo pra vocês... Não precisam tomar calmantes, viu? nada de muito arrebatador vai acontecer agora, mas, ainda assim, permaneçam atentas... Nesse capítulo eu dou algumas "pistas", que serão lembradas, futuramente.
Boa Leitura!
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Capítulo Cinco
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Os olhos castanhos abriram-se de súbito quando o despertador tocou. Ela olhou para o relógio, não movendo nenhum músculo além do que era estritamente necessário. 5:30 da manhã. Usando de um grande esforço, ela moveu seu braço esquerdo até o aparelho e, com um tapa, fez com que o barulho estridente cessasse.
Rin deixou-se ficar imóvel na cama macia – só agora seu corpo sentia a dor causada pelas muitas horas dentro do avião. Sentou-se devagar, tentando afastar da cabeça os pensamentos incoerentes, vindos do sono extremo que sentia.
"Tudo culpa do Inu Yasha!", pensou, bocejando.
Ela e o irmão passaram horas conversando, na noite anterior. Mas Rin, no fundo, sabia que não era esse o principal motivo para ter dormido tarde, afinal já esperava que o hanyou tivesse muitas coisas para contar/perguntar quando estivessem sozinhos. A verdade, que ela negava veementemente para si mesma, era que havia ficado até às duas da manhã insone. Motivo? A ausência de um certo youkai naquela casa.
Revirara-se na cama durante horas, pensando em "aonde" ele estava e "com quem" ele estava. Não, não... essas respostas ela já tinha, a questão que lhe incomodava era "fazendo o quê?". Só pôde sossegar quando ouviu o motor do carro se aproximando, as chaves na fechadura, os passos leves e inconfundíveis dele nas escadas, pelo corredor e, por fim, a porta do quarto de Sesshoumaru se fechando. Então seus olhos também puderam fechar.
Agora, também por causa de Sesshoumaru, não poderia compensar dormindo até tarde, porque ELE decidira o horário em que iriam pra Nagoya. Isso! Ela só tivera insônia por medo de que Sesshoumaru não voltasse pra casa, estragando a viagem dos três. Por que ele era irresponsável a ponto de ficar até às duas na rua, sabendo que teria de dirigir até Nagoya dali a poucas horas... Pelo menos era assim que ela se justificaria à sua consciência.
Depois de um banho, levemente mais demorado que o normal, Rin vestiu uma calça jeans bem simples, camiseta preta, tênis e um casaquinho leve. Prendeu os cabelos em um rabo alto, jogando a franja de lado, pôs na bolsa apenas as coisas básicas – já que havia muitas roupas dela na casa da mãe – e, quando já ia quase saindo do quarto, voltou para pegar seus óculos escuros, que disfarçariam o sono que o banho quente não foi capaz de dissipar. Rin abriu a gaveta da penteadeira, aonde, no dia anterior, ela havia jogado o acessório, mas, além dele, a garota encontrou uma foto.
A imagem, eternizada no papel, fez com que a moça sorrisse. Já nem se lembrava de tê-la roubado do álbum de sua mãe, mas ela estava ali, durante todos aqueles anos, apenas esperando. Rin guardou a foto em seu lugar, chaveou a gaveta, e saiu do quarto.
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Sesshoumaru caminhava de um lado para o outro, no pé da escada, olhando impacientemente para o relógio de pulso.
- ...Desse jeito, baka, você vai furar o chão... – Disse Rin, com um sorrisinho sarcástico, enquanto aparecia, no topo da escada.
- O Inu Yasha ainda nem terminou de se vestir! E isso que eu avisei pra ele... "Seis e meia a gente sai."... Já são seis e quarenta e cinco!
Rin fingiu ignorá-lo, passando por ele e se dirigindo à mulher de meia-idade que acabara de vir da cozinha.
- Ohayou, Tsubaki-san! Como vai?
- Muito bem, Rin-dono, arigatou! A senhorita deseja tomar o seu café da manhã agora, ou vai esperar por Inu Yasha-san?
- Iie... Eu não vou comer. Não gostaria que o grande Sesshoumaru-sama se atrasasse nem cinco segundos por minha causa...
Sesshoumaru teria dito não se importar, se Inu Yasha não houvesse irrompido pela sala, naquele exato momento, e com a maior cara-de-pau possível.
- E aí... Vamos? – Ele disse, com um sorriso, se mostrando estar mais próximo da saída do que os outros dois, como se ele estivesse, todo esse tempo, esperado por seus irmãos.
Sesshoumaru fechou a cara, mas se absteve de dar uma bronca em Inu Yasha para não ficar ainda mais atrasado (e estressado). Os dois rapazes rumaram casa afora, e Rin também estava quase saindo, quando a governanta a segurou pela mão, entregando-lhe um pacote enrolado num pano-de-prato.
- Um lanche para o caminho... Acho que nós duas conhecemos muito bem o apetite de Inu Yasha-san... – elas riram, cúmplices – E, menina... – Rin sentiu que a mulher tinha receio em falar a frase seguinte - ...tente não ser tão rude com Sesshoumaru-san, ele é um bom rapaz...
Rin não soube como responder ao comentário da mulher, apenas franziu a testa e se manteve pensativa. Afinal ela nem era assim tão má com ele, apenas o tratava da forma mais adequada para um baka, chato, certinho e preconceituoso como Sesshoumaru... Ou será que ela era má demais?
Rin afastou essa hipótese. Sesshoumaru só tinha aquilo que merecia. A moça sabia, pela história da sua própria concepção e nascimento, que os homens não são os seres mais dignos da face da terra – claro, à exceção de seu padrasto e irmão - , e costumam passar dos limites quando percebem a mínima fraqueza nos outros. Não daria confiança a Sesshoumaru... Nunca! Poderia até parecer má-criação, mas ela continuaria não tendo a mínima gentileza no trato com ele.
Ela sentou-se no banco traseiro do carro, atrás de Inu Yasha, que estava no carona, prendeu o cinto de segurança e tentou dormir um pouco. Claro que ela não conseguiu, com a frase de Tsubaki revirando em sua mente, tomando várias formas e possibilidades.
Durante todo o trajeto, ela tentou fazer seus pensamentos tomarem outro rumo, mas não pôde. Pensava se estaria errada ou não... Ninguém te ensina a lidar com as pessoas, é uma coisa que apenas se aprende na prática, e com os anos.
Depois de algumas horas de viagem – durante as quais Inu Yasha, dormiu, acordou, ligou o rádio, desligou o rádio, reclamou de fome, comeu, encheu a paciência de Sesshoumaru, falou sem parar com Rin, etc... - , eles finalmente chegaram a Nagoya.
Rin olhou pela janela, ainda mais sonolenta do que quando saíram de Tókio. Reconhecia quase tudo naquela cidade; O templo da deusa Kannon, o parque Tsuruma, aonde brincava quando criança... E aonde, pela primeira vez na vida, pensou que odiava Sesshoumaru.
Não queria lembrar disso... Havia retirado Sesshoumaru de todas as suas lembranças de infância, propositalmente. O desprezava da mesma maneira que desprezaria Takemaru, caso algum dia o houvesse conhecido...
Tudo ali era tão melancólico, até o cheiro era característico! Há muito tempo, Rin compreendera o porquê de sua mãe ter-se refugiado naquela cidade, quando estava grávida e sozinha; toda aquela paisagem inspirava segurança e tranqüilidade...
Como sentira falta dessas coisas, enquanto estava em Londres. Também ela fizera para si um refúgio, um lugar para tentar fugir de suas frustrações. Mas mesmo Londres ficando a milhares de quilômetros dali, seus "problemas" foram junto com ela, profundamente cravados em seu interior. Todas as suas mágoas e os seus medos continuariam a acompanhá-la, aonde quer que fosse.
Viu o carro dobrar algumas esquinas, entrar em pequenas ruas e contornar curvas, até Sesshoumaru parar diante de um condomínio residencial. Quando o segurança os reconheceu, abriu de imediato o portão para que entrassem, já eram esperados.
Na quinta casa, à direita da alameda principal, uma mulher de longos cabelos negros cuidava de suas roseiras. Ela abriu um imenso sorriso ao ver o sedan preto que trazia seus dois filhos e o enteado.
- Myouga-san, avise ao meu marido que as crianças chegaram, onegai. – Disse com a mesma voz suave de sempre.
O velho jardineiro atendeu prontamente, enquanto Izayoi tirava seu avental e ia até a garagem, onde Sesshoumaru acabara de estacionar.
O primeiro e mais comovido dos abraços era destinado à Rin, já que não a via há muito tempo, em seguida, deu beijos e abraços nos dois rapazes, sem distinções. Considerava Sesshoumaru tão seu quanto Inu Yasha era.
Quando estavam diante da porta, ela se abriu, revelando um homem muitíssimo semelhante a Sesshoumaru, e que sorria, discretamente. Rin correu e se dependurou no pescoço dele, que a abraçou imediatamente pela cintura. Inu Taishou se sentia extremamente satisfeito por ter seus "três" filhos novamente sobre seu teto e sua proteção, mesmo que fosse apenas durante uma semana.
Fim do Capítulo Cinco
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Então, Ninas... Que acharam? A "crise de consciência" pela qual a Rin passou nesse capítulo foi em resposta aos pedidos das leitoras do orkut, que a acharam muito malvada. Vou (tentar) mostrar um lado mais "bonzinho" dela, daqui pra frente. Por isso é de extrema importância que vcs deixem reviews, pra que eu possa saber, exatamente, que rumo dar à fic. Além do mais, eu costumo ter algumas crises de bloqueio criativo, e as sugestões que recebo, geralmente, me ajudam a ter inspiração pra escrever. ESPERO REVIEWS!
Ah! A partir do próximo capítulo, a fic estará no mesmo andamento, aqui e no orkut... Então passarei a postar os capítulos aqui primeiro...
Respostas:
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Belle Lune - Sempre por aqui, neah flor? Muito obrigada pelo carinho. Espero que tenha gostado desse capítulo também.
Rukia-hime - Pensa pelo outro lado, Rukia... Que graça tem uma pessoa perfeita? Sem contar que, como já está beeem claro, o Sesshoumaru é completamente apaixonado pela irmãzinha... Preocupa não, linda, a Sara não tem a mínima chance!
Naty Dark - Eu, com toda a certeza, também agarrava e beijava _o/... Pammy te acha um anjo??? pensei que ela visse uma "hentaizera em potencial" em todo mundo... rsrsrsrsrs. Ah! desculpa se isso vai te decepcionar, mas eu não escrevo hentais, não combina nada com o meu estilo, sabe? Espero que continue lendo, ainda assim! beijo!
Sandra Monte - Oi! seja benvinda! Concordo plenamente... Não importa quantas Saras, Kaguras ou Anijas apareçam, Sesshoumaru já foi fisgado pela Rin!
Paty Saori - É eu sei... passo horas me lembrando da cena e tentando visualizar o Sesshoumaru enroladinho pra presente naquela toalha... OMG! LINDO LINDO LINDO! Pra ver eles juntos, aindavai demorar um pouquinho... mas isso significa que vais acompanhar a fic até o fim! Tô feliz... \o/
Pequena Rin - Pois é, amiga... Essa viajem promete! Não se preocupa com a Sara não... No momento, ela não vai dar nenhuma dor de cabeça, já o Kohaku... Posso adiantar, sem comprometer o enredo, que nem um dos dois será o maior dos problemas do nosso querido casal... Bjo, flor!
Naty Trajano - Medoooo... Quanto ódio no coração, amiguinha! Vou te contar um pequeno segredo, tá? Eu gosto tanto de SessRin que mal consigo fazer eles ficarem muito tempo separados, ou que as "maldades" alheias surtam efeito no relacionamento... me agonia ver eles sofrendo! uahsuhasuhuashuhas... Vou ter que ser muito forte pra não fazer dessa fic um romance água-com-açúcar onde todos são felizes por 190 capítulos...
Queen RJ - "ele é gostoso demais e não merece nossa pena" Amei isso! Concordo em gênero, número e grau! Estou tããããão cansada desses "sesshoumarus" que se acham demais, e das Rins menininhas que não se impõem! Quanto à Sara, tu por acaso já assistiu a "O casamento do meu melhor amigo"? A Sara é como se fosse a Cameron Diaz...
Valéria-Chan - Minha Filha... Se eu estivesse no lugar da Rin, eu queimava a maldita toalha, enterrava as cinzas e colocava uma pedra beeem grande em cima! Sesshoumaru, vem ser gostoso assim aqui em casa! Pelo visto todo mundo tá com um certo "medo" da Sara... Isso é bom... Tenham medo, muito medo... muahahahaha muahahahah.... ops! tenho que para de andar com o Naraku e o Orochimaru... Ah! seja benvinda, e não nos abandone, ok?
Letícia - EXATAMENTE! Foi do fato de ele estar namorando que ela não gostou... muito menos de ver o próprio irmão dizendo que sua "rival" era perfeita. A Rin às vezes me parece um cachorrinho: não rói o osso, mas rosna pra quem chegar perto dele... Tenho certeza de que, se tu estivesses no lugar da Rin, não terias perdido a oportunidade, né? rrsrsrs... Não posso te recriminar, pq eu estou no mesmo barco... No lugar dela, aquela toalha teria voado janela à fora...
Sango 7 Higurashi - Nossa... MUITO obrigada pelos teus elogios... Espero que a fic corresponda às tuas expectativas, pq me sinto com uma responsabilidade enorme! Não lê mais fics, e quando resolve voltar a ler alguma, lê justamente a minha... Kami-san! Qualquer coisa, grita... bjooo!
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Enfim, queridas... eu fico por aqui, reforçando que espero por reviews... bjos, e até o capítulo 6.
