Aviso: Twilight não me pertence. Esta é mais uma fanfiction com os personagens. A história é completamente minha e então, por favor, não copie.
Autora: Mariana Cardoso.
Betas: Leiliane Santos e Luciana Cavalcanti.
NOTA DA AUTORA: Dica, este capítulo foi escrito ao som de Wanted - Hunter Hays na versão acústica do Boyce Avenue. Procure no youtube e se liguem na letra.
Capítulo 6 - Desejada.
- Tchau meninas! Até amanhã! - sorri acenando para o último grupo de meninas que estavam a espera de seus pais no corredor. Bom, não exatamente pais. Eram poucas as crianças que tinham seus pais de verdade esperando-os do lado de fora, a maioria vinham e voltavam com babás, seguranças e motoristas.
Essa era minha segunda semana dando aulas a essas pequenas gostosuras. Perninhas ainda gordinhas, com dobras e bracinhos desengonçados tentando fazer todos os passos me deixam a beira da melancolia de tamanha fofura. Era difícil demais ser dura com os passos deles, mas essa instituição é rígida e pelo menos quando estava sendo observada tentava ser rigorosa. Pelas costas sorria e deixava que brincassem um pouco de bagunçar a aula. São apenas crianças, meninas, pra ser exata. Ela querem se divertir e soltar gargalhadas gostosas que enchiam o ambiente de alegria.
Fechei a porta da minha sala para poder guardar todas as minhas coisas e os equipamentos de som no grande armário. Eu fiquei contente em receber um espaço com a plaquinha "Mrs. Swan" na porta. Todos os outros professores tinham o mesmo e apesar de não ter muito contato, hoje, a maioria são gentis comigo e sempre me convidam para um café ou uma bebida depois da aula. Coisa que até hoje não fui capaz de aceitar, devido a agenda super apertada de Esme. Para a publicidade, era bom que a acompanhasse em eventos junto com Alice e Rosalie.
Assim que terminei, fechei a sala e apaguei as luzes. O corredor estava vazio e eu detestava ser a última a encerrar as atividades, mas toda sexta-feira, por ser a novata, minha última turma ficava até as 18horas. Muito em cima da hora do jantar, mas tudo bem. Edward já tinha ido embora para casa há horas atrás e como definitivamente não posso andar sozinha, um motorista dos Cullen sempre me aguarda na porta do prédio com Liam. Não tive notícias de James pelos últimos dias, Jacob assegurou-me que ele é o menor peixe do caso e que não devo me preocupar com ele e que isso poderia demorar muito além do planejado. É normal.
Entrei no carro depois de cumprimentar Liam e ele me informou que estava sendo esperada na residência dos Cullen. Edward tinha mandando uma mensagem meia hora atrás insistindo que instalasse um aplicativo de conversa instantânea. Ele também avisou que estava se arrumando para ir lá, para o jantar informal, apenas em família. Ao que parece, Esme tinha um comunicado a fazer que não podia esperar o grande dia de Domingo. Se bem que domingo passado, Edward teve uma conferência com alguns outros colegas do seu Doutorado para resolver parte da pesquisa deles e então passei a tarde com Victória e Tanya fazendo as unhas e os cabelos uma da outra. Era mais divertido assim do que ser boneca de Alice.
Assim que cheguei, percebi que todos já estavam a mesa. Pendurei meu casaco no armário e deixei minha bolsa junto. Assim que sai de dentro dele fui envolvida em um abraço realmente gostoso. Edward não parava com as demostrações públicas de afeto mesmo quando não precisávamos. Na casa dele, nem tanto, mas ele sempre me beijava - nos lábios ou na bochecha - e me abraçava quando chegava ou saia. A noite sempre conversávamos muito, ele cozinhava o jantar e eu lavava a louça. Depois ficamos na sala bebendo vinho ou café, conversando sobre minha leitura de Emma, também da Jane Austin. Como professor, ele ensinava muitas coisas as quais ficava extremamente confuso pra mim devido a linguagem.
Às vezes os amigos dele chegavam do nada, outras vezes eu ia dormir mais cedo por estar cansada de toda maratona com Esme para todo lado. Não posso negar que ela tem me ensinado muito, de forma gentil, como sentar a mesa, a ser graciosa, os garfos e facas já memorizei quase todos, assim como as taças. Ensinou-me a cumprimentar apenas com a cabeça e nunca expor minhas mãos para apertar a de quem não quero. Não que isso tenha mudado sua postura dura como aço pra cima de mim. Eu estava me comportando ao redor dela durante esses dias porque senti sua intenção de bom coração. Longe de Jasper, ela podia ser outra.
- Que história é essa de aplicativo? - perguntei retribuindo seu abraço e ele calou minha pergunta com um beijo delicado. - Uhn…
- Estão todos te aguardando para o jantar. - respondeu e sorriu docemente.
Eu odiava o poder que esse sorriso tinha sobre as minhas pernas e calcinha. Balancei a cabeça e fui ao lavabo lavar minhas mãos e braços e então, caminhei até a sala de jantar.
- Boa noite. Desculpe o atraso… - respondi e vi Elizabeth a mesa. Bom, estamos encenando então.
- Está tudo bem, querida. Como foi sua aula? - Carlisle perguntou educadamente.
- As meninas são adoráveis. Elas ficam lindas tentando falar Pirouette, mas geralmente sai pirolete e coisas do tipo. - respondi sentando em meu lugar ao lado de Edward e sorri para Emmett com a pequena Lily em sua cadeirinha de bebê.
Uma coisa que pedi ajuda a Edward era como pronunciar as palavras corretamente. Eu as sabia, o nome de todos os passos e posições, sempre soube. Porém, ocorreu-me que fui criada dentro de um centro comunitário com uma professora de Ballet aposentada. Precisava ter certeza que minha pronúncia era correta. Irina observou minhas primeiras aulas, com aquele olhar de fogo e falcão, mas não acrescentou nada e sequer fui chamada atenção. Toda segunda-feira pela manhã, os professores eram seus alunos por duas horas exaustivas de muita dança e suor. Abracei-me internamente no final da primeira aula quando vi que consegui acompanhar o ritmo de todos eles e os passos sem enrolação.
Esme me deu um aceno tranquilo em relação ao meu atraso e então chamou Ashley para o jantar ser servido. Notei a ausência de Alice e Jasper, perguntei por eles e Rosalie respondeu que estavam viajando por conta de uma marca de cosmésticos que os dois fazem o comercial nas redes sociais.
Batatas assadas, com molho picante, bife suculento e salada de feijão verde. O jantar estava delicioso e até então a conversa era bastante tranquila. Carlisle puxava assunto com Edward e ele respondia da forma mais curta ou grosseira que podia. Esme e Elizabeth fofocavam sobre a vida de qualquer pessoa sem realmente se importar com a troca dos dois e enquanto Emmett lutava para convencer Lily a comer algo além das "batatinhas", Rosalie e eu trocamos algumas casualidades.
- Você está bem? - Edward perguntou me servindo um pouco de suco.
- Apenas cansada. E você?
- Uhn, que pena. Demetri nos chamou para o clube hoje. Não vamos tocar, mas…
- Ah, meu cansaço foi embora. - retruquei com uma risadinha.
Ir ao clube era tudo que eu realmente poderia apreciar hoje. Quente e divertido, com bebidas e gargalhadas na certa.
- Nós todos fomos convidados para o jantar beneficente na Casa Branca. - Esme disse chamando a atenção da mesa - Preciso que limpem a agenda de vocês. Antes disso, passaremos um final de semana muito divertido em Miami. Carlisle tirará alguns dias de folga. Apreciaria que todos vocês fizessem o mesmo.
- Quantos dias? - Rosalie perguntou com um olhar preocupado para seu marido.
Eu sabia que Rosalie e Emmett eram donos de uma grande rede de lojas de roupas femininas, com várias marcas. Eles estavam trabalhando atualmente em uma linha de roupas exclusivas e isso era o grande foco do casal.
- Dez dias. - Esme respondeu dando um olhar profundo a Rosalie - Pelo menos você e minha princesinha. - completou desfazendo completamente da companhia de Emmett. Ele era tão gentil com ela. Bruxa.
- No jantar na Casa Branca nós poderemos ir. - Emmett disse pegando a mão da sua esposa, que estava em um gigante conflito - Agradecemos o convite para a viagem, Senhora Cullen, mas nós não poderemos nos ausentar por tanto tempo no momento. Temos compromissos inadiáveis.
A mesa caiu em um silêncio desconfortável. Esme estava ficando a cada segundo mais vermelha. Carlisle tinha um olhar compreensivo para Emmett e acenou com a cabeça por um momento bem breve.
- Alice e Jasper também não poderão ir, está tudo bem. - Carlisle disse olhando para Esme, que por sinal, olhava diretamente para Edward.
- O quê? - Edward estava distraído brincando com seu guardanapo. - Eu sou um professor, mãe. - disse tentando não ser óbvio - É claro que eu não posso simplesmente arrumar as malas e sair. Ainda estou reorganizando as aulas que perdi por conta de Paris.
- Você também não poderá ir? - Esme disse e pareceu triste - Viu o que disse, Carl? Essas férias agora…
- Esme, é o único tempo que tenho até o ano que vem. - Carlisle sussurrou e segurou o rosto - Não será tão ruim só eu e você.
- Eca. - Edward resmungou de brincadeira para aliviar o clima.
Esme não estava convencida em não ter seus três filhos em sua pequena viagem de férias. E consternada por não poder ir tão longe, como um lugar exótico e paradisíaco, talvez as Ilhas Maldivas, quem sabe? Fui convocada a esse jantar porque era suposto a presença da namorada de Edward já que Elizabeth vivia questionando nosso avanço tão rápido em morarmos juntos. Saímos de lá logo após a sobremesa.
Edward ligou confirmando que iriamos ao clube, então corri para me vestir. Como dentro do clube era quente, coloquei uma blusa mais justa de alça fina, com jeans e botas. Meu casaco creme estava perto da minha bolsa no andar debaixo e só precisaria trocar por uma bolsa menor. Eu estava cansada, mas queria sair e me divertir. Nunca seria demais estar com eles, rindo até desmaiar - hoje isso pode acontecer. Literalmente. De sono.
Como costume, fomos a pé. De braços dados. Edward estava quieto e mantive assim, perdida nos meus pensamentos até o momento que entramos no clube. Depois que colocamos nossas pulseiras vermelhas e tiramos nossos casacos, encontramos Tanya de pé discutindo com uma garçonete. Victória estava ao seu lado para apoiá-la. Não sabia o que tinha acontecido, mas me bateu o sentimento que também estaria ali, não importava quem estivesse errado.
- Oi vocês! Sempre atrasados. - Victória abraçou-me brevemente e então bateu na nuca de Edward - Hoje estamos dispostos a beber até cair. - disse animadamente e concordei.
- Bella pode cair a qualquer momento, de todo jeito. - Edward brincou sentando-se e sentei no seu colo por falta de lugar. Semana passada aconteceu a mesma coisa. - Por quê Tanya está dando um tempo difícil a pobre garçonete?
- Ela deu em cima de Demetri. Tanya está meio bêbada. - Victória respondeu indiferente. - Os meninos foram buscar… Te-qui-la!
- Parece que não é só Tanya que está meio bêbada. - provoquei percebendo que ela já estava suada e com as bochechas vermelhas.
Félix e Demetri voltaram com pequenos copos, uma garrafa de tequila, limão e sal.
- Você já bebeu isso antes?
- Tequila? Nunca. - respondi honestamente. - É bom?
- Não e sim. Você vai ter que experimentar. - respondeu com um sorriso travesso. - Primeiro sal. - disse colocando um pouco na sua mão. Ele iria virar na minha, mas como queria começar a atentar seu juízo apenas porque era divertido, chupei diretamente da sua mão. - Merda. - murmurou e então me deu um copinho - De uma vez só.
Virei o copinho sentindo não só minha garganta queimar, mas meus olhos lacrimejarem e meu corpo parecer incendiado. Edward me deu o limão e chupei. Ok. Nada mal.
- Quero de novo. - sorri quando toda aquela avalanche de sensação passou.
Nós bebemos três doses cada um. Ninguém estava caindo ainda.
- Vamos dançar! - Tanya pulou do colo de Demetri e saiu me rebocando e eu quase cai com a força dela.
Nós passamos meia hora dançando, na pista apertada e quente. Eu estava suada e completamente solta, pronta para beber mais tequilas. Quando retornamos a mesa, Edward estava com os primeiros botões da sua blusa abertos, cabelos bagunçados e bochechas vermelhas. Félix e Demetri estavam virando mais uma dose e ele virou a sua depois. Depois que tomei mais uma, pedi pra sentar e ele ofereceu seu colo, mas não mais na sua perna e sim que sentasse bem mais próxima.
- Você está bem? - perguntei baixinho.
- Estou. E você?
Não respondi. Não sei porquê. Simplesmente encostei meus lábios nos dele. Foi a primeira vez que tomei a iniciativa de beijá-lo. E isso pareceu certo porque estava com uma vontade gigantesca de fazer isso por mim mesma a dias. O que eu realmente não esperava era que ele abrisse os lábios e permitisse que o beijo fosse além de um selinho. Meu corpo inteiro se arrepiou ao sentir sua língua encostando na minha. Suas mãos me puxaram para perto, para sentar onde ele ostentava algo muito bom e duro.
- Isso foi muito bom. - suspirei encostando minha testa contra sua e ele sorriu maliciosamente - O que foi?
- Vamos dançar. - disse e levantei para descer à pista de dança, mas ele fez que não e me levou para outro lugar, no segundo andar, que tinha várias mesas - onde sentamos na primeira vez que viemos. Estava igualmente cheio como todo o lugar, mas aqui era muito mais escuro.
- Eu não sabia que você dançava.
- Posso fazer uma coisa ou outra. - brincou me puxando para seus braços e movimentando meu corpo junto com o seu - Uma coisa ou outra muito boa. - sussurrou no meu ouvido e engoli o gemido. Eu realmente posso imaginar muitas coisas boas que ele pode fazer comigo. - Te vi dançando com as meninas e quis também. - murmurou salpicando beijos pelo pescoço.
- Eu prometo uma dança no colo. - sussurrei contra seus lábios - Outra hora. - disse e ele sorriu abertamente antes me beijar profundamente. Suas mãos não estavam mais na minha cintura, elas desceram para minha bunda e apertaram um pouco mais rudemente do que ele fazia de brincadeira, para me irritar, ou irritar a mãe dele. Aquele aperto era puramente sexual.
Meu corpo estava leve pela bebida e incendiado pelos beijos dele. Não me fiz de tímida, se ele estava aproveitando o momento eu também aproveitaria. Era o que meu corpo pedia. Era o que ele queria também. Não sei quanto tempo ficamos nos agarrando, mais isso não morreu quando retornamos a mesa e voltamos a beber com nossos companheiros. Saímos do clube direto para casa. Dentro do táxi realmente não me importei em montar nele e continuar o que paramos lá dentro.
Entramos em casa aos tropeços, sem tirar as mãos e lábios um do outro, caindo no sofá e continuando nos amassando como adolescentes. Então, quando as coisas acalmaram um pouco, quer dizer, reduzimos o ritmo porque poderíamos ir longe demais, olhamos um para o outro e caímos na gargalhada.
- Eu vou dormir com o maior caso de bolas azuis que esse país já ouviu falar. - Edward resmungou quando nos ajeitamos para dormir no sofá. Porque não fomos para cama, não sei, mas ali mesmo, com as pernas emboladas, amassados e bêbados adormecemos sem demora.
Acordei com algum barulho insistente perturbando meu sono. Rolei de onde estava e cai no chão. Abri os olhos surpresa e me deparei com Edward do alto, rindo de mim. Meu estômago roncou. O dele também.
- Acho que é hora do café da manhã. - disse com um sorriso sonolento e olhou para seu relógio - Você continua acordando com as galinhas.
- Alguma coisa me acordou. - respondi e ouvi o barulho novamente - Foi isso. - respondi e ele tirou o telefone do bolso avisando que estava acabando a bateria. - Você pode fazer aquelas tiras de bacon?
- Claro que sim.
- Vou tomar banho.
Edward e eu subimos, ele para seu quarto e eu para o meu. O banho dele foi muito mais rápido que o meu porque quando desci já estava com o bancon frito e fazendo panquecas. Ajudei passando um pouco de laranja na sua potente máquina - o que aconteceu com aqueles espremedores de ferro? - e logo tínhamos suco pronto e fresquinho. Em pensar em fresco, tudo que aconteceu na noite de ontem. Ele não estava estranho nem nada. Parecia bem. Até demais.
- Resolveu seu problema de bolas azuis? - perguntei antes de comer e ele riu.
- Resolvido no chuveiro, mas esse pijama não está ajudando muito.
- É o mais descente que Alice comprou. Ela jogou tudo que tinha de comportado fora.
- Não estou reclamando, acredite em mim. - piscou e me serviu com umas tiras de bacon. Mordi um pedaço e gemi. Tem como algo ser mais gostoso que isso? Impossível.
Tomamos café em silêncio, devoramos tudo que tinha sobre a mesa, inclusive o suco.
- Acho que preciso dormir de novo. - Edward disse empurrando seu prato completamente limpo.
- Também vou.
Nós limpamos a mesa juntos e colocamos a louça na pia esperando uma vontade de lavá-la surgir em algum lugar. Subimos juntos e quando virei para entrar no meu quarto, ele me puxou em direção o seu e sem dizer uma palavra, me jogou na sua cama. Debaixo do seu edredom gostoso, com um travesseiro que cheirava exclusivamente a ele, comecei a entrar em pânico sobre que diabos estava acontecendo entre nós dois, mas depois que ele beijou meu ombro e me abraçou me senti em paz. Parecia tão certo que meu coração estava bem.
Ele dormiu, mas não consegui. A cama era muito confortável, demorei séculos procurando uma posição que por fim, antes de acordá-lo acabei desmaiando de sono mesmo. Todo peso das atividades da semana, de dar aulas, de ter aulas e acompanhar Esme por todo lado de repente caiu sobre meu corpo e me senti muito mole. Não havia ritmo de dança em um pole dance que poderia aguentar aquela maratona de eventos sociais que sempre acabavam muito tarde e no dia seguinte acordar pra trabalhar.
Sonhei com tequilas voando dentro de sapatilhas de Ballet. Acordei sentindo a cama mover-se e então abri os olhos preguiçosamente para encontrar Edward falando no celular baixinho. Ele não queria me perturbar e entre as palavras ouvi xingar sua irmã Alice e depois encerrou a ligação, voltando a me abraçar e logo cair no sono. Ele dorme feito um morto, principalmente com exaustão.
Minha mente ficou derivando por um tempo, entre tirar um cochilo e cair em pensamentos de como chegamos a essa situação de ter amassos quentes no sofá e no dia seguinte agir como se nada tivesse acontecido ou como se fosse, sei lá, natural. O pior de tudo era me perguntar: Por que não seria natural? Somos adultos, bonitos, excitados e sentimos tesão pelo outro. Então, por que não?
A outra pergunta que não queria calar era: Como conseguir frear essa situação?
Eu o queria. Ele era bonito, inteligente, sensual, carinhoso e sexy. Ele me fazia sentir bem, mimada, desejada e estranhamente abençoada por tudo que me ensinava. O fim disso seria trágico… Apenas para parte mais fraca que iria sofrer. E eu sabia, sempre soube e sempre será assim, que a corda arrebenta para o meu lado.
