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Vocês vão odiar o Edward, eu também fiquei muito irada com ele quando li o livro. Mas esses tipos de romance sempre tem que ter algo para separar o casal, seja ciumes ou outros tipos de coisa, para no final terem o seu feliz para sempre.
Ainda vai demorar para chegar na parte onde tudo vai ser esclarecido e vocês saberem de como tudo aconteceu.
Eu concordo com você manucs ele não é um vilão mas não faz nada para aliviar o lado da Bella como nesse capitulo.
E Ana Beatriz eu vou postar todos os dias, preferiencialmente as noites, mas como agora quando eu tenho um tempinho eu vou postar as 13;30. Se eu tiver dez comentários eu adianto o capitulo de amanhã
Ps: tenten ler as entrelinhas :D
CAPITULO VI
Quando Bella apareceu para o almoço, Edward já estava esperando por ela na mesa. Bella colocara uma ligeira túnica, que deixava seus braços e pernas à mostra.
Depois de Bree ter servido um consomê gelado, Edward perguntou, lentamente:
— Então você não acha que seria inteligente se passássemos mais tempo juntos?
— O que você quer dizer, exatamente? — perguntou ela olhando diretamente nos olhos escuros dele.
— Bem, isto não tem nada a ver com sexo, se é disto que tem medo — respondeu Edward com uma careta.
— É o que você deseja? — perguntou Bella.
— Sim. Eu não vejo razão para que não possamos ser... amigos, ao menos.
— Como posso ser sua amiga?
— E como poderá ser minha inimiga? — retorquiu, ele, e continuou. — Bella, tenho sido muito paciente com você, mais pa ciente do que você poderia esperar de mim. Por que você quer lutar por cada centímetro de terreno? A sua vida aqui é tão miserável as sim? O modo de vida que escolhi para você é assim tão difícil?
— Essas perguntas não são justas — respondeu Bella, pousando a colher.
— Pois não concordo. Você está aqui, não está? E é minha esposa. Quantas vezes preciso lembrar você disto?
— Não preciso que ninguém me lembre — respondeu, enquanto afastava uma mecha de cabelo que caía no seu rosto. E desprezando-se por fazer isto, acrescentou:
— Ah, muito agradecida!
Edward voltou a seu lugar, com expressão irônica, e, com uma ponta de remorso, ela concordou afinal:
— Muito bem, muito bem! Vamos tentar. Passar mais tempo jun tos, quero dizer.
— É um novo truque? — perguntou Edward desconfiado.
— Não — falou Bella sorrindo. — Não, estou falando sério. Você poderia me mostrar a ilha. Eu realmente gostaria de conhecer tudo.
Durante os dias seguintes, Bella abafou seu problema de cons ciência e se permitiu gozar a companhia de Edward. E ele era uma boa companhia. Ele conhecia cada canto daquela ilha, de olhos fecha dos, desde os penhascos escarpados do norte, até as enseadas ensolaradas perto da casa. Os penhascos escarpados faziam da ilha uma fortaleza inexpugnável, e não foi surpresa para ela quando ele lhe contou que seu pai a tinha comprado por esta razão. Sua morte subseqüente nas mãos dos bandos de terroristas provava sua vulnerabilidade, e Bella começou a pensar nos perigos que Edward corria quando deixava a ilha. Ele tinha guarda-costas, naturalmente, mas do que adiantariam contra as balas de uma metralhadora?
Era em momentos assim que ela achava quase impossível ter um sentimento de antagonismo em relação a ele.
Enquanto mostrava a ilha, Edward conversava com ela. Conhecia as Cidades como apalma de sua mão, seu povo, sua produção, suas lendas. Bella achou as lendas particularmente fascinantes. Ela sempre tinha adorado a magia que havia nos mitos e nos contos de fada, e quando descobriu acidentalmente, com Gianna, que Lidros também tinha sua lenda, ficou muito curiosa de conhecê-la.
Mas neste ponto Edward era muito reticente, e ela teve que procurar sozinha entre os livros da biblioteca até que encontrou o que estivera procurando. Estava aconchegada em uma poltrona, uma noite, de pois do jantar, estudando um livro muito grosso que tratava de mitos e lendas sobre a ilha, que tinha acabado de tirar da prateleira, quando Edward entrou.
— O que está lendo? — perguntou, ao ver o volume que estava sobre os joelhos dela — Mitos e Lendas?
— Estou procurando alguma coisa sobre a lenda de Lidros — respondeu ela, levantando os olhos. — Você não faz objeções, faz?
— Para ser franco, faço — respondeu Edward, tomando-lhe o livro das mãos.
— Oh, não leve embora — respondeu Bella. — Tinha acabado de encontrá-lo!
— Por que você está tão curiosa sobre nossa lenda? — perguntou Edward, fechando o livro.
— E por que não estaria? — protestou ela.
— Muito bem — disse afinal. — Se está tão decidida a saber da história, vou contar para você. É realmente muito simples. Lidros. Este era o nome de Deus, naturalmente, salvou uma linda donzela de um naufrágio bem perto da costa. — Parou por um momento e depois prosseguiu: — Lidros apaixonou-se por ela, mas ela o achava muito feio e velho. Lidros lhe causava muito medo. Mas ele a fez viver na ilha e aos poucos ela o conheceu melhor e começou a gostar dele. Ele não sabia disto até o dia em que teve pena dela e ofereceu-lhe a liberdade, mas ela se recusou a ir embora. E só isto.
— Mas eu gostei muito — comentou Bella, que tinha escuta do atentamente e agora inclinava-se para frente, o queixo apoiado nas mãos. — Mas só que o pai da moça não estava envolvido, não é?
Oh!
Bella virou-se para ele, a testa franzida. Agora entendia por que ele não queria que ela lesse a história. Havia muitas coincidências com a situação dos dois. Mas ele não era nem velho nem feio. . . E ela não tinha mais medo dele!
— Bem. Já acabou a leitura esta noite? — disse Edward, e colocando um disco na vitrola, convidou-a a dançar.
— Oh, está bem — falou ela, não muita satisfeita.
Bella já havia visto antes os gregos dançando na televisão, mas não estava preparada para a realidade. O braço de Edward sobre seus ombros a trazia muito perto dele, e seu peso não a deixava con centrar-se no que ele tentava ensinar-lhe. Seus braços rodeavam a cintura dele, e ela estava cônscia de que apenas o tecido fino de seu vestido separava seu corpo do dele.
Mesmo assim, tentou se concentrar no que ele dizia, seguindo os movimentos laterais sem muita dificuldade e os passos cruzados: três vezes, duas vezes, uma vez. A música tornava-se gradualmente mais rápida, e os passos também, em função do ritmo mais acelera do. Bella esqueceu-se de sua perturbação pela proximidade do marido e concentrou toda sua atenção na música e na dança. Sua respiração acelerou-se e ela soltava exclamações de alegria cada vez que conseguia dar um passo sem errar. Ela estava rindo para ele confiante na própria capacidade, quando falseou o passo e deu um grito de dor. Os sapatos de Edward pisaram seus pés descalços. Ela desembaraçou-se dele e sentou no chão para tentar tratar do pé dolorido. Edward também abaixou-se a seu lado muito contrariado.
— Meu Deus, sinto muito — falou, tirando a mão dela e tomando nas suas o pé machucado. — Está doendo muito?
— Bem. — disse ela, gracejando — Você não é nenhum peso-pena.
— Parece que não há nada quebrado — falou ele mais calmo. — Você pode se levantar ou quer que eu a carregue?
— Eu me ajeito — falou Bella, um pouco ressentida pelo ar excessivamente paternal dele. Ficou de pé, recusando ajuda. — A dor já está passando e eu não sou nenhuma criança que precisa ir para o colo quando se machuca!
— Mas eu nunca pensei que você fosse! — protestou Edward.
— Não, mas você sempre pensa em mim como uma criança, não é?
— E como você quer que eu a trate? Como uma mulher? Como minha esposa?
— Eu. . . Eu quero ser tratada como adulta, é só isto! —respondeu Bella.
— Esta conversa é muito tola! — comentou Edward, impaciente e virando o rosto. — Afinal, eu me casei com você, não foi?
— Algumas vezes fico imaginando por quê! — falou, sem pensar no que dizia. E Edward voltou-se para ela muito zangado:
— Ah, Bella, não me provoque. Nós estávamos começando a ter uma espécie de camaradagem. Não pense que alguma coisa mudou!
— Oh, estou entendendo. — E os seios dela arfavam de indignação. — Então estes últimos dias foram só fingimento, não é?
— Não! — Edward pôs as mãos nos quadris. — Não. Foram dias... Normais, agradáveis, quando nós gozamos um da companhia do outro. Ou pelo menos eu apreciei sua companhia. Você pode não ter apreciado, e se for assim, não posso fazer mais nada.
Na verdade, tinham sido dias ótimos, e ela estava a ponto de es tragar tudo. Então murmurou, muito infeliz e hesitante;
— Eu... Eu gostei muito da sua companhia. Oh, Edward, sinto mui to. Eu fui simplesmente... Horrível!
— Bem, vamos esquecer tudo, está bem? — comentou ele, depois de dar um fundo suspiro.
— Edward, não fique mais zangado comigo. Eu sei que digo as coisas erradas... Faço as coisas erradas. Mas eu não gosto quando você me trata como criancinha, como um tutor.
— Como um tutor? — ele levantou os olhos para o céu. — Mas não é nada disso, Bella. Oh, pelo amor de Deus! — e ele colocou sua mão livre sobre a dela, segurando-a contra o seu braço. O pulso de Bella acelerou-se alarmantemente. Os olhos dele prenderam os dela e havia uma carícia tão grande neles que suas pernas ficaram trêmulas. — Bella, acredite em mim, não olho para você como se fosse uma criança. Deus me perdoe, talvez eu devesse, mas não é assim!
— Eu... Eu... Eu... Está muito tarde e eu estou cansada — falou
Bella com dificuldade. Ela tentou separar-se dele e, para seu alívio, ele deixou-a afastar-se. — Boa noite, Edward.
No quarto, ela olhou-se no espelho, muito perturbada. Suas faces estavam febris, e seus olhos excessivamente brilhantes. A respiração ofegante não era resultado de sua caminhada do salão até o quarto.
Mas uma vez na cama, entre lençóis de cetim, era mais difícil controlar seus pensamentos, e ela sentiu desprezo por si mesma pela maneira como tinha procedido. Ela seria tão vulnerável a ponto de apenas duas semanas passadas com Edward poderem fazê-la esquecer-se das verdadeiras razões de sua presença naquela casa? Seria sua personalidade tão fraca que não conseguia controlar seus sentimentos? Poderia perdoar tão facilmente a determinação dele de fazê-la honrar a dívida de seu pai? Recusava-se a aceitar tais coisas e desesperada afundou a cabeça no travesseiro.
Acordou sob a pálida luz da madrugada, percebendo que havia alguém sentado a seu lado, sacudindo-a gentilmente. Abriu os olhos com relutância, mas logo os arregalou ao reconhecer a silhueta de Edward.
— O que você quer? — perguntou Bella.
— Eu vou ter que partir — falou ele com calma —, daqui a uma hora. Recebi notícias dos Estados Unidos de que está havendo uma série de problemas. Ben está esperando no salão; se tivermos um pouco de sorte, chegaremos em Nova Iorque hoje à tarde, no horário de lá.
Bella ouviu tudo isto sobressaltada. Levantou-se, sem se preocupar com os lençóis que tinham caído para o lado, revelando a fina camisola de rendas, e olhou para ele ansiosamente.
— Mas Ben não pode resolver isso sozinho? — protestou. — Bem, porque parece que esta é nossa lua-de-mel.
— Eu sei — falou ele, resignadamente. — Como Ben disse, deve ser muito importante, ou eles não me chamariam.
— Mas se você não estivesse à mão, teriam que resolver sem você!
— Mas estou à mão — disse com firmeza, passando a mão pelo peito. — Doçura, sinto muito.
— Edward, Edward, eu não quero que você vá! — Bella se aproximara de Edward, agarrando-o.
— E você acha que eu quero deixar você? — respondeu com voz rouca.
— Oh, Edward — falou, enquanto seus dedos vagarosamente chegavam até o queixo dele e, num momento de emoção, segurara-lhe o rosto. — Oh, Edward, existem homens que provavelmente o odeiam tanto quanto odiavam seu pai!
— Eu não penso em coisas desse tipo — falou ele, enquanto beijava a palma da mão de Bella.
— Mas deveria — implorou, subitamente consciente de sua vulnerabilidade a tudo o que dizia respeito a ele. — Edward, não vá!
— Eu tenho de ir! Não tenho escolha!
— Então deixe que eu vá com você!
— Não.
Sua recusa não comportava discussão, e os lábios de Bella começaram a tremer. Com uma exclamação de impaciência, a mão dele escorregou pelo braço nu de Bella até o ombro, afastando a alça da camisola, a fim de que pudesse inclinar a cabeça e tocar a pele macia com os lábios acariciantes. A pele macia, que o decote generoso da camisola deixava de fora, em contato com o peito de Edward era agradável. A respiração de Bella estava ofegante e irregular, mas quando a boca dele subiu pelo seu pescoço e encontrou a dela, ela deu um suspiro involuntário de satisfação. Seus braços escorregavam pelo peito de Edward, por baixo da fazenda da camisa, e com a urgência que também estava tomando conta dela, Edward tirou a camisa, sem afastar sua boca da de Bella. Então ele a tomou inteiramente nos braços, mergulhou seu rosto em seus cabelos sedo sos.
— Suas roupas. . . — ela protestou, desesperadamente querendo continuar senhora de si. — Vão ficar amassadas.
— Para o inferno com elas — ele murmurou, com a boca perto do pescoço de Bella e mais uma vez beijando-a na boca.
Qualquer que tenha sido a vida que Edward havia levado até então, ele não era um noviço em matéria de fazer amor. Bella reconheceu isto, com uma pequena parte de consciência que lhe restara, enquanto a fome devastadora de beijos tirou dela qualquer vontade de resistência. Seus lábios mergulharam nos dele, apaixonadamente, fazendo com que se desse conta de que ele estava deitado na cama, a seu lado, seu corpo firme e pesado sobre o dela.
Com um gemido de impaciência, ele atirou as cobertas para o lado, ao mesmo tempo em que se desfazia das suas roupas. Agora, somente a sua camisola separava o casal.
Foi então que Bella começou a entrar em pânico. Começou com um vago aperto no estômago, que gradualmente se espalhou e a envolveu num profundo sentimento de pavor. Ela moveu-se desesperadamente embaixo dele, soltando sua boca e virando o rosto de lado:
— Não! Não! Não, você não pode, não pode!
Ele agarrou um punhado de cabelos de Bella, imobilizando sua cabeça.
— Eu não quero ser bruto com você, Bella, mas acho que não posso mais evitar. Oh. Deus, como eu a desejo!
A resistência de Bella de nada adiantou. Ela tinha levado Edward ao ponto onde não havia retorno, e soluçou contra seu peito, quando ele arrancou sua camisola. Os dois corpos estavam nus, jun tos. Foi uma experiência dolorosa, para Bella tendo Edward sobre ela, silenciara, quando finalmente ele a possuiu. Então, tudo terminou, e ele levantou-se da cama, enquanto Bella enterrava o rosto no travesseiro.
Ela o ouviu andando pelo quarto, provavelmente se vestindo, mas recusou-se a olhar para ele. Sentia-se ferida e humilhada e não podia suportar o olhar satisfeito de Edward. Como podia alguém sofrer indignidades por prazer? perguntava-se desesperada. Senhor Deus, o que ela tinha feito?
— Eu tenho que ir, agora. — A voz dele era rude, naquele silêncio, mas ela não se voltou. — Bella, pelo amor de Deus, o que quer que eu diga?
— Nada! — ela murmurou, ainda enfiada no travesseiro, e assustou-se quando ele agarrou seus braços e a virou de frente. Com os dedos tremendo, ela cobriu-se, enquanto a olhava friamente.
— Não pode ao menos dizer adeus a seu marido?
— Sim, sim, mas, por favor, vá embora!
— Bella, você era virgem! Não havia jeito de tornar isto fácil para você!
— Eu não quero falar sobre isto. Se isto é tudo, não quero nem pensar mais nisto.
— Bella, se eu tivesse tempo, poderia mostrar a você como poderia ser muito melhor... — falou, frustrado.
— Não, não poderia — respondeu desesperada —, e não ouse me tocar outra vez!
— Oh Deus! — exclamou, passando a mão pelos cabelos. — É uma ótima despedida de viagem, não?
— Não pode me culpar por isso! E por que você não vai logo? Vá! Ben deve estar impaciente. Vá e diga o que fez!
— Bella, eu quero te avisar... — parou no meio da frase, muito irritado. — Muito bem, muito bem, estou indo. Vamos con versar quando eu voltar.
— Não se preocupe com isso! — gritou Bella, enterrando mais uma vez o rosto no travesseiro e começou a chorar.
NA: parece que a regua foi por água a baixo.
Se eu tiver dez comentários eu posto rápidinho.
Beijos e até logo.
