Clãs: A Descrença da Criação.
Capítulo Quinto: A dor dos laços.
When she's all alone it feels like its all coming down
She won't turn around
The shadows grow long and she fears
If she cries that first tear, the tears will not stop raining down
She won't make a sound, alone in this fight with herself and the fears;
Stand in the rain (Superchick)
-Konobanwa(1). – A loira entrou e sentou-se em seu lugar, atrás da grande mesa de seu pai, observando seu tio e seus primos, a encarar-lhe. Sentiu uma grande, aliás, imensa vontade de pegar uma caneta daquelas, metodicamente arrumada pela mesa, e furar seu primo mais velho. Mas apenas lhe lançou um olhar mortal. – Desculpem a demora, como eu treinei com o Kaworo-san, eu fui tomar um banho e logo mais vim para cá.
-Eu imaginei, você não é de atrasar. É igual ao teu pai. – Doku falou, com seriedade, para depois encarar o filho e sua sobrinha, ambos queriam se matar, sentia isso. – Mas porque me chamou aqui Yuki?
-Primeiramente, porque devido a atitudes de seu filho, tio Doku, eu estou cancelando nosso casamento.
-O que? – Doku se levantou revoltado, observando-a – Tínhamos um trato, você tomava o poder e se casaria com Yume.
-Oras, antes de me contrariar, lembre-se que sou sua líder, além do mais, já pensou na possibilidade de perguntar ao seu filho o que ele fez? – Falou, sem nem se alterar, ainda sentada em seu lugar, a ler alguns papéis.
Doku cerrou ambas as mãos com força, encarando o filho, fez um sinal de cabeça para ele e saiu da sala, sendo seguido. Yami se aproximou da prima, a encarando. – O que houve nee-chan?
-Bom, resumindo drasticamente, seu primo cometeu um grande erro. Um erro gigante. De resolver que eu sou seu brinquedinho particular.
-Como assim? – Yami colocou a mão sobre a de Yuki, que retirou a sua com muita rapidez, segurando-a, depois, junto ao peito.
A porta foi abrindo, revelando Doku e Yume, que encaravam a soukiniana com severidade. Yume foi à frente da mesa, empurrando Yami, e se apoiou, encarando a prima, com os rostos a centímetros de distância. Yuki afastou o rosto na mesma hora, como se tomasse um choque. Levantou-se.
-Quem te deu a permissão de chegar tão perto de mim Yume? – Falou, brava, alterando o tom. O coração bateu um pouco mais rápido. Se Yuki nunca havia sentido medo, essa era a primeira vez. Sentiu as mãos gelarem, apesar de não demonstrar medo, sentiu a voz falhar. – Se afaste de mim.
-Yume me contou o que houve Yuki. – Doku falou com seu típico tom venenoso. – Quer dizer que a poderosa e inalcançável Namida Yuki foi enganada e submetida a algo que não queria com simples remédios?
-Cala a boca! – Yuki mandou num tom severo, sua voz saindo um pouco mais fina e alta que o normal, graças ao medo. Encarou o tio com o sorriso de escárnio e o primo mais velho com um olhar libidinoso. Pouco depois observou seu primo mais novo vir abraçá-la, sentiu seu corpo inteiro se contrair, mesmo que involuntariamente. – Por favor, Yami... Me solta.
-O que fizeram a ela seus monstros? – O Ruivinho falou, a soltando, ainda que ficasse na sua frente, como se quisesse protegê-la. – Esqueça, acho que se eu ouvir, vou ficar com mais nojo do que já estou de vocês. Principalmente você, Yume. Sempre te considerei muito.
Yami voltou a ajudar a prima a se sentar em sua cadeira, enquanto sentava-se na mesa, ao lado dela, mantendo os morenos longe da loirinha.
-Não importa o que foi feito, o que importa é o que irá acontecer. Agora, você sabe tão bem quanto eu que Yuki está carregando a consangüínea perfeita dentro de seu corpo. Conseguimos o que queríamos. E o principal, como regra dos Namidas, uma Namida desvirginada, deve se casar com o seu primeiro homem. Aquele que a fez mulher.
-Es-Espera! – Falou gaguejando levemente – Quando foi instituído isso?
-Foi instituído por seu pai, pequena tola. Antes de o próprio morrer, ele instituiu isso, e, infelizmente, para você, é irrevogável.
Yuki cerrou os dentes, olhando para seus dois parentes com ódio, apesar de que sua mão tremia levemente. – Ok, então tenho outras mudanças a fazer. – Se levantou e olhou para Yami, séria – Poderia, por favor, buscar um dos sábios para mim Yami?
-Você vai ficar bem sozinha com esses dois nee-chan?
-Vou sim, pode ir.
Yami saiu receoso da sala, esperando voltar o mais cedo possível. Yume encarou a prima, a puxando pela mão para um abraço, que lhe foi negado. – O que foi Yuki? Não se esqueça, és minha noiva. E o filho que carrega aí dentro – passou a mão pelo ventre dela – é meu também. – Ambos se encararam e Yume a puxou novamente para o abraço, que ela não teve como evitar. Sentiu os braços dele ao redor de seu corpo, o perfume. Tudo. Isso a fazia tremer. E ele estava percebendo isso.
Abaixou os olhos, triste. Não queria que ela tivesse medo de si. Apesar de tudo, não podia se enganar, estava a amando. Doku observou os olhos caídos do filho e, na sua mente, alguma coisa apitou. Isso não podia ser bom. Yume estava se deixando encantar pelas madeixas douradas.
A porta se abriu num baque surdo e Yami entrou, seguido por um senhor, que trazia um pergaminho em mãos. Yuki se separou do moreno, sentindo seu corpo inteiro tremer, não tinha certeza se conseguiria dar um ou dois passos.
-Tudo o que ver aqui, sábio, não sairá daqui, de acordo? – Doku se pronunciou, e encarou-o, que confirmou com a cabeça.
-B-bom... Vamos começar. – Yuki fraquejou levemente e se sentou em sua cadeira, sob olhares atentos de todos na sala. – Sábio, gostaria de mudar uma pequena lei. – Ele a encarou, fixando os olhos acinzentados nela. – Sobre a lei do casamento, que quando o líder e seu companheiro ou companheira se casam, o homem que governa.
-O que tem de errado nisso, Namida-sama?
-Quero mudar para que o souke sempre lidere, independente se é homem, ou mulher. – Disse, observando seu tio, que fechava a expressão – Afinal, quero garantir meu posto e meu lugar.
-Sim, sim. Como quiser Namida-sama. – Disse, se preparando para retirar-se da sala.
-Ah, mais uma coisa. – Disse, percebendo que estava parando de tremer. – Quero nomear minha dama de companhia (2).
-Ah, sim, qual é?
-Namida Yume.
-
Yoru se levantou, sonolenta. Amanhecia o dia e logo ela teria que treinar com Sakura-senpai. Tinha adotado essa rotina fazia uma semana já, desde que havia chegado a cede. Esfregou os olhos e encarou o espelho, notando os cabelos desgrenhados na trança mal feita. – Nhn, eu tenho que aprender a fazer tranças corretamente – Disse de mau-humor, enquanto escovava os dentes e penteava os cabelos, deixando-os soltos. Não que ela quisesse, mas foram ordens de Kolta, que lhe disse que uma mulher deveria andar sempre de cabelos soltos ou com penteados duplos. Tipo Maria-chiquinha.
Vestiu o longo vestido azul, com a saia meio bufante e o espartilho por cima. Como àqueles vestidos antigos. Suspirou e soltou o cabelo ondulado sobre os ombros e costas, notando que na base, faziam leves cachinhos, como o de Milena. Sorriu triste e limpou o resquício de lágrimas que tinha em seus olhos.
Saiu de seu quarto, descendo as escadas e andando até o salão de desjejum. Dentro da casa estava com uma temperatura ideal, por isso andava descalça e sem o casaco. Chegou no local e observou a mesa apenas com Kolta comendo e Myomoto sentada a sua esquerda.
-Ohayo minna-san(3). – Cumprimentou e sentou-se em seu lugar. Observou a expressão carregada de seu líder e mordeu o lábio, pensando no que poderia ser. – Algum problema Kolta-san?
-Bom, hoje teremos uma conferência entre clãs. Todos eles. Namidas, Kooris, Bis, Hanas, Waruis e outros. E Temos um grave problema, sempre que há essas conferencias anuais que todos são obrigados a comparecer, temos rivalidades, brigas, discussões, panelinhas e vários outros problemas. Somos aliados dos Waruis, que estão em guerra com os Namidas, que tem como apoio os Bis. Porém, os Hanas que são outra grande potência em poderio bélico continuam em cima do muro.
Yoru engoliu tudo aquilo como se fosse uma pedra grande e áspera, que travava no meio da garganta – E, bom, por que está tão preocupado?
-Já que a conferência será hoje, nós iremos... Porém, teremos que garantir que os Hanas permaneçam em cima do muro ou venha para o nosso lado. Porque, se se aliarem aos Namidas, a guerra já era. – Kolta parou por um instante, pensando – E, como você está em treinamento para a líder, eu falei com os sábios anteontem, e Sakura foi retirada de cargo de dama de companhia, para que você entrasse em seu lugar. Ou seja, a partir de agora, você irá aonde eu for. E Myomoto será, apenas, sua professora de lutas.
Sakura sorriu, ainda que falsamente, sentindo que era colocada, cada vez mais de lado, Yoru assentiu e sentiu um pouco de pena da mulher, que dedicou sua vida inteira àquele homem e, agora, simplesmente era posta de lado como se fosse apenas um brinquedo torto.
-Não sei se quero comparecer a essa conferência e... – Foi impedida de continuar pela outra mulher da mesa, que a olhou carinhosa.
-Sei que seus familiares estarão lá, hime, mas você precisa ser forte.
-Estou cansada que me mandem ser forte o tempo todo... Cansada. Eu sou forte! – Disse, colocando as mãos espalmadas sobre a mesa – Já bastava a minha irmã arrogante, agora, vocês?
Yoru abaixou a cabeça, limpando as gotículas. Estava com um ódio tremendo da irmã... Como ela poderia estar em guerra com o clã de sua própria mãe e irmã? Mas ficou quieta. Não queria colocar isso para fora. Queria engolir o choro, queria enfrentar a irmã... De cabeça erguida. Ser tão ou mais forte que ela.
-
Yuki fazia uma leve massagem nas têmporas, fazia tempo que não tinha tempo para fazer isso. Estava sentada em sua sala, fazia exata uma semana que havia descoberto que seria obrigada a casar-se com o primo. Ou melhor, sua dama de companhia. Só de lembrar disso, quase sentia uma vontade agonizante de rir. Quase.
Observou a carta de aviso que a conferência seria hoje, teria que encarar frente a frente o líder dos Warui e o líder dos Kooris. – Achava, sinceramente, que esse clã havia sido aniquilado. – Suspirou e voltou os olhos para os papeis, vendo a data de seu temível casamento. – Argh.
Suspirou, amassando o papel e o jogando na lixeira, enquanto abaixava a cabeça entediada, não que estivesse realmente entediada, tinha muito o que fazer, mas seu corpo pedia um mínimo necessário de descanso, coisa que não tinha conseguido até esses seus poucos segundos de calma.
Poucos, sabia ela.
O barulho de batidas na porta foi ouvido e a Namida se recompôs, observando a madeira escura. – Entre. – A porta foi aberta para dar passagem a uma jovem morena, cabelos negros como a noite. Ela sorriu tímida e ajeitou os cabelos lisos.
-Ahn, konowicha wa Namida-sama. – Cumprimentou – Sou Onna, e... Como eu queria pedir-lhe um favor, mandaram-me até aqui, falar pessoalmente com a senhora.
Yuki se ajeitou em sua cadeira, não era sempre que via pessoas de olhos rubros que não fossem de seu clã. Aliás, ela nunca vira outra pessoa além do Kamus. – Pode falar Onna, o que deseja?
-Bom, eu perdi meus pais muito cedo, e... Gostaria de saber se, por um acaso, eu poderia fazer um exame de DNA.
-Por que?
-Algumas pessoas me disseram que eu era uma Namida, e... Eu gostaria de confirmar, sabe?
Yuki permaneceu em silêncio por alguns minutos – Posso ver se consigo alguma coisa para você Onna... Por enquanto, vou disponibilizar um quarto para você aqui na cede, me parece que você não tem motivos para mentir... Muito menos me enganar. Além do fato que os olhos vermelhos não mentem... Não são muito comuns.
Ela sorriu, encabulada. Yuki a fitou demoradamente e se levantou, andando até a porta e chamando por um servo, lhe explicou a situação e o mandou acompanhar a bela moça até seus aposentos. Assim que Onna saiu do escritório da poderosa Namida, retirou o sorriso tímido de seu rosto, trocando por um macabro.
Estava infiltrada no clã.
-
Entardecia rápido, num local afastado das cedes dos clãs, várias pessoas importantes se reuniam, logo o local era entupido de seguranças. Tudo o que menos queriam é que os líderes dos mais influentes clãs e os não tão influentes fossem mortos... Não que eles se importassem se eles se matassem lá dentro ou não... Mas ninguém de fora poderia matá-los.
Yuki saltou do carro preto, junto com seu primo, Yuki vestia o sobretudo do clã, afirmando que ela era a líder. Yume só não usava uma saia porque ninguém havia conseguido obrigá-lo a vestir uma. Aproximaram-se dos seguranças.
-Identificação.
-Namida Yuki, líder do clã Namida. E Namida Yume, como dama de companhia. – Ambos os seguranças se encararam, logo depois fitando o Namida, que virava o rosto encabulado, apesar de ouvir os risos abafados e o 'pi pi pi' do analisador de digitais.
-Podem passar. – Yume os encarou brevemente e entrou atrás da prima. Apesar de amar aquela mulher, a humilhação que estava passando era quase descomunal. Sentia seu orgulho completamente massacrado... Mas ele sabia que merecia.
Ao entrar na sala longa, com uma bela mesa mogno no centro, observou os outros líderes e suas damas. Ele era, realmente, o único 'damo'. Yuki o fitou, dando de ombros, ele merecia aquilo tudo, em seguida olhou ao redor, vendo Kamus e Marin num dos lados da mesa, assim como Yoru e alguém que não conhecia, mas que presumia ser o líder do clã Koori.
Yuki franziu o cenho, o que sua irmã estava fazendo ali? Era para estar com Milena, em casa! Só o que faltava era a Yoru ser a dama do clã Koori. Fez uma leve massagem nas têmporas.
-Esta preocupada com sua irmã, né?
Yuki o fitou, indecisa se respondia ou não. Suspirou. – Estou sim. Gostaria de saber o que Yoru faz com àquele homem.
-Àquele homem é Koori Kolta, o único sobrevivente dos Kooris além da sua irmã, que descobriram recentemente que é a hime do clã, ela vem sendo treinada lá.
-Como sabe disso?
-Ao contrário de você, às vezes até gosto de pagar a alguém para que me dêem informações.
-Deveria ter passado isso diretamente para mim.
-O que eu ganharia com isso? Foi bem melhor ver a sua cara aqui, agora. – Sorriu de canto, com um toque de sarcasmo.
No outro canto da mesa, Kamus fitava suas duas filhas, com um aperto no coração. Marin chamou sua atenção.
-Kamus, quem é aquele de 'damo' de companhia da Yuki?
-Seu primo mais velho, Yume. Eu só não sei porque ele é o 'damo' dela. Aliás, até onde eu sabia, ela o odiava.
-Nhn. Reparou que Yoru está aqui também? De dama de companhia daquele Kolta metido.
-Vamos ver no que isso tudo dará.
Kamus fechou os olhos, recostando-se na cadeira, assim como Yuki, vestia um sobretudo, marcado com o emblema do clã em suas costas. No outro lado da mesa, Yoru parecia abstraída ao olhar a quantidade de pessoas, os clãs mais diversos... Até seus olhos se fixarem na loira, tão conhecida.
Ela sabia que Yuki apareceria, mas não estava pronta para encarar os olhos rubros assim, com a força que estava decidida a usar. Suspirou e observou o homem ao seu lado, que parecia fitar, fixamente um outro, de cabelos roxos e olhos quase brancos. Ele era o líder do clã Warui.
A Reunião havia começado.
- (acho que não vale a pena descrever a reunião, então vamos pular para o intervalo.)
Yuki foi a primeira a se levantar, seguida por Yoru e Kamus. Não que eles pretendessem se encontrar, estavam em lados opostos, mas todos precisavam, realmente, falar uns com os outros. Yuki aproximou-se do bebedouro, pegando um copo descartável e levando água a boca. Tinha que manter a serenidade.
-Namida Yuki! – Ouviu a voz familiar e virou-se se deparando com a outra loira, um tanto mais baixa. Fitou os olhos translúcidos e sentiu um aperto em seu coração.
-Olá Koori, Hana. – Disse, cumprimentando também o ruivo que vinha um pouco mais atrás no corredor. Yoru se virou brevemente para encará-lo e ficou branca de pavor. Encarar Kamus seria difícil. – A que devo a presença de vocês? Sejam breves, onegai.
-Yuki, não me trate dessa maneira!
-De que maneira devo tratar uma inimiga?
Yoru arregalou os olhos, mas, em seguida, os fechou. Ela estava certa. Kamus apenas fitava as duas.
-Yuki, Yoru... Saiba que estou decepcionado com as duas. – Falou, severo – Tanto pelo tratamento, uma da outra, quanto pela guerra... Abnegaram suas famílias para que pudessem servir melhor a meros clãs.
O Hana simplesmente as olhou, virando-se para seguir seu caminho. Yoru achava que ganharia um belo sermão ou até mesmo um abraço, mas apenas palavras frias lhe foram dirigidas. Olhou para a irmã de canto, que fitava um ponto mais ao longe, fazendo uma breve careta.
-Yuki, temos que ir. – Yume se aproximou, passando reto pela outra loirinha – ligaram lá do clã, disse que um tal de Nicásio quer falar urgentemente com você e o tio Doku disse que tem uma informação importante.
-Hn. – Simplesmente bufou e colocou as mãos nos bolsos do sobretudo, sendo seguida por Yume que apenas fitou os olhos azuis e sorriu, falso. Yoru os olhava, com curiosidade. Até onde sabia, só podia entrar damas de companhia, sua irmã era mesmo a 'tal'. Tinha um 'damo' de companhia. Começou a rir, sem controle, observando-os.
Era realmente hilário.
-
-Vai ter volta Yuki! Até sua irmã bastarda estava rindo de mim, até ela!
-Venhamos e convenhamos, a cena era, realmente, hilária.
-Eu te odeio.
-O Sentimento é recíproco.
Yuki sorriu de canto, dando fim na discussão, ambos já se encontravam no carro, indo para a cede, estava ansiosa, ou melhor, nervosa. Teria que falar abertamente com Nicásio, coisa que doeria mais que tudo nessa vida.
Suspirou pesadamente, olhando pelo vidro do carro a cede Namida se aproximar e esperou o carro parar, para que pudesse sair e ir andando pelo caminho de pedras até a mínima escada e a porta da cede. Entrou pelo saguão, sendo seguida por Shina, que lhe explicava que não tinham conseguido deter que ele entrasse, ele realmente parecia muito decidido.
Yuki entrou em sua sala, fitando o loiro de olhos azuis. Olhou para Shina. – Nos deixe só, sim? – Ela confirmou com a cabeça e saiu, fechando a porta, Yuki sentiu-se abraçada por Nicásio e sentiu o corpo tremer, afastando-se.
-Nicásio, que bom que veio, precisamos conversar.
-Yu, que frieza toda é essa comigo? – Falou, magoado. Observou a loira, ela parecia traumatizada com toques, ficou imaginando o que teria acontecido para que ela estivesse tão angustiada.
-Nicásio, eu quero terminar o namoro.
Continue ?
Aprendendo línguas com a titia Insane:
(1) – Konobanwa: Boa Noite.
(2) - Entendam que a vingança está aí, só eram aceitas MULHERES para esse cargo, então, o que a Yuki quis fazer é envergonhar o primo frente a todos os outros clãs.
(3) - Minna-san: Pessoal.
(4) – Konowicha wa – Boa Tarde.
Notas da Autora: Konobanwa minna. Mais um capítulo de Clãs. Deu trabalho para sair esse, aliás... Desenvolver... Pode até parecer que ficou um pouco corrido, mas eu já tinha tudo idealizado na minha mente e só em uma noite eu digitei tudo... Isso deve explicar bastante, não?
Enfim, vou tentar atualizar com mais freqüência, apesar de ter certeza que não vou conseguir xD
Beijos
Renard l'Fay.
