Bem, quero só agradecer às pessoas que mandaram reviews no capítulo passado e também às pessoas que se deram ao trabalho de ler e que estão gostando :D

Espero que a falta de romance não esteja decepcionando alguns por aqui, hahahaha, mas é que bem, não esperem coisas como "se conheceram ontem, se beijaram hoje, estão namorando amanhã e depois se casaram" por aqui ;P

Prelúdio Para o Amor

CAPITOLO SETTIMO

― Filho, você pode me passar àquelas batatas? ― perguntou Chouza, apontando a colher para a bancada.

― Hn... Posso sim... ― Chouji não estava se sentindo muito bem, parecia que seu estômago ia pular para fora de sua boca a qualquer instante, podia sentir as gotas de suor escorrer por seu pescoço, pegou as batatas, só de sentir o cheiro ficou com vontade de vomitar, definitivamente não estava bem.

― Você esta se sentindo bem filho? ― Chouza parou o que estava fazendo, deixou o pano ao lado do fogão e se dirigiu ao filho.

― A-Acho ― ele se apoiou na mesa, seu pai logo em seguida passou o braço pelo filho, dando suporte ― que não ― já não via mais nada.

― Chieko! ― gritou Chouza, a mulher logo apareceu correndo na cozinha.

― Meu santo Deus! ― exclamou ― o que aconteceu Chouza?!

― Não sei, chama uma ambulância, rápido!


I could be Brown, I could be blue, I could be Violet-Sky!

― Oi?

― Ino-chan?!

― Tia Chie! ― exclamou Ino surpresa, abaixando o volume da TV ― tudo bom?

― Ai querida, quem dera! Mas não há tempo para formalidades, preciso que você venha até o hospital de Sapporo! ― ela parecia desesperada, o que preocupou Ino na hora.

― Aconteceu alguma coisa? ― já estava desligando a TV e indo pegar o casaco e as chaves.

― É o Chouji! Não tenho muito tempo pra explicar, conversamos direito quando você chegar. Tenho que assinar umas coisas aqui.

― Não tem problema, já to indo.

Ino foi correndo até a estação de metrô e em menos de sete minutos já estava no hospital, pediu informações na recepção e uma enfermeira a levou até o quarto do paciente.

― Ino-chan! ― Chieko exclamou, correndo para a menina e a abraçando.

― C-Chouji? ― ela perguntou meio sem fôlego.

― Ele foi fazer uns exames agora, mas o médico disse que logo-logo ele volta...

― Ah... Tia... ― a menina sorriu simpaticamente para a tia, pegou um lencinho e limpou as lágrimas da mulher ― vai ficar tudo bem, você vai ver ― dando tapinhas em suas costas ela sentou as duas no sofá do quarto.

― Vou pegar alguma coisa pra gente beber, ok?

Chieko não respondeu, apenas concordou com a cabeça.


Assina. Carimba. Assina. Carimba. Assina. Carimba. Lixo. Rasga. Assina. Carimba.

O mantra repetia-se continuamente, sinceramente, como ele não ficava maluco? Nem ele mesmo entendia; talvez tivesse uma paciência mais surpreendente do que imaginava, ou muita força de vontade, ou não.

Rasga. Assina. Carimba. Carimba. Lixo. Lixo. Lixo. Rasga. Queima.

Gaara suspirou e massageou os templos com os dedos, maldita dor de cabeça, daqui a pouco até no oculista ele teria que ir.

― Sabaku-san, seu celular está tocando ― sua mão meio que tremeu.

Caralho que susto.

Virou a cadeira, o estagiário desse mês parado ao lado da porta, como é que ele entrou aqui em primeiro lugar? Não se lembrava de tê-lo visto entrar.

― Ah ― olhou para o telefone, estava realmente tocando, pegou, não identificou o número, mas atendeu mesmo assim.

― Alô.

Boa tarde, Sabaku no Kankuro-san?

― Não... Aqui é o irmão dele, Gaara.

Ah! Gaara-san, boa tarde, aqui é a médica do Kankuro-san, Dra. Tsunade, é que minha equipe conseguiu criar o medicamento para o tratamento do seu irmão.

― Tratamento? ― não lembrava de nenhum tratamento.

Hn, estou falando com pessoa certa mesmo? Kankuro-san que faz parte de anônimos viciados em sexo ― ele podia imaginar a mulher sorrindo com vontade de rir, não que não fosse cômico, mas profissionalismo era importante ― que estava fazendo alguns exames no hospital de Sapporo...

― Ah, claro ― quem cuidava dos assuntos médicos do seu irmão era Temari ― certo, remédio?

Sim, é um medicamento que serviria da mesma maneira que um calmante, mas no caso para os hormônios do seu irmão, que estão em um nível mais elevado, será bastante útil e conveniente, eu acredito.

― Certo ― o que ela queria que ele fizesse agora? Falasse pro irmão?

Verdade, já mandei o motoboy entregar o remédio no prédio das empresas Sabaku há dez minutos, é capaz que já esteja chegando, se ainda não chegou ― respondeu, como se ele tivesse realmente perguntando.

― Hn, vou perguntar então...

Seu irmão não está por aí, está?

― Não... ― Kankuro provavelmente estaria fazendo hora em algum bar.

Enfim, o remédio é pra ser tomado diariamente, durante um período de três meses e tem que ser sempre por volta da mesma hora, aconselho depois do jantar, não pode ser tomado quando o paciente estiver de barriga vazia, só isso, obrigada pelo seu tempo Gaara-san.

― Tenha um bom dia ― desligou o telefone.

E realmente, em menos de cinco minutos o estagiário já havia voltado com um pacote em mãos, Gaara, um pouco perturbado com o fato de não ter percebido o estagiário deixar a sala, pegou o pacote e colocou-o sobre sua mesa.

O remédio já estava pronto, os exames já haviam sido feitos, a médica já tinha passado a receita, só faltava contar para seu irmão.

Difícil seria fazê-lo querer tomar o remédio. Devia mesmo contar do remédio? Tinha certeza que ele ia ser contra, cabeça dura do jeito que era...

Suspirou, que pé no saco.


― Mas eu não acredito, não acredito! ― apertou mais cinco botões no elevador, o quinto andar não seria o suficiente, precisavam de mais andares para conversar.

― Eu sei! Fiquei super chocada quando o Gaara me contou! ― a menina colocou a mão no rosto, fazendo uma expressão de choque. A mais velha arregalou os olhos.

― E como funciona isso de viciado em sexo? ― nunca tinha ouvido falar em doença mais estranha!

― Como vou saber? Mesmo estudando medicina ― lembrou-se do seriado House que era sobre doenças estranhas ― nunca ouvi falar, tentei pesquisar alguma coisa na biblioteca da faculdade, parece que tem algo a ver com a alta de hormônios ou algo assim.

― Quando a gente acha que já viu de tudo nesse mundo... ― passou seu pano no canto do espelho, sinceramente, essas pessoas que ficam apoiando as mãos no espelho.

― Mudando de assunto, fui correr com a Ino no parque esse fim de semana, sabe quem eu vi? E não é a primeira vez que os dois parecem estar juntos.

― A moradora do 5A e o Kiba-san? ― chutou, tinha visto os dois juntos um dia que voltava de compras.

― Blah, você já sabe então... ― assoprou suas unhas, tirando uma poeira inexistente.

― Eles estão namorando?

― Sei lá, talvez, quem sabe ― não tinha visto os dois de mãos-dadas, pensando agora ― acho que não, eles tavam tipo, que nem amigos, sem dar as mãos e tal.

― Mas você acha que...? ― disse num tom meio sugestivo.

― Que os dois tão tipo, super afim um do outro, posso namorar um cara que precisa de um óculos, mas enxergo bem pra caramba, e os dois pareciam mais dois semáforos ambulantes, não o tempo todo né ― disse antes que a mulher a interrompesse ― parecia uma cena daquelas produções de filme adolescente, sabe?

― Ai que amorzinho...

Nem ein, como é que você vai namorar o cara se nem direito você consegue olhar pra ele sem ficar vermelha?

― É, é...

― Sabe o que? Sabe o que? ― lembrou-se Sakura.

― Eu tava passando outro dia...


― Você nos deu um baita susto meu filho ― Chouza agora conseguia respirar, quase teve uma taquicardia por causa do incidente com o filho.

― Realmente Chouji, infecção intestinal, você quer é matar sua família de preocupação ― ele fez uma careta, Ino podia ser menos agressiva, sabe, ele tinha acabado de ser tratado e tudo...

― Vive comendo porcarias! ― exclamou mama Akimichi ― eu disse que essa coisa dele morar sozinho só daria problemas, assim eu não posso nem ver como o menino tem se alimentado, acho que ele devia voltar pra casa...

Chouji fez uma cara horrorizada.

― Não! Peraí, nem vem mãe, eu não vou sair do meu apartamento... ― e não ia mesmo, agora que tinha sua casinha, ninguém o tirava de lá.

― Então precisamos fazer algo a respeito da sua alimentação ― concluiu Chouza.

Houve um momento de silêncio, Ino resolveu falar.

― Bem, eu curso nutricionismo, se vocês quiserem, sabe, posso dar um jeito na alimentação do Chouji, vocês são quase minha segunda família, sabe como é...

Chouza e Chieko se entreolharam, Chouji gelou.

― É mesmo! ― exclamou a tia ― Ino-chan, você escreveu aquele livro best-seller baseado na sua dieta, não foi?!

― Foi sim ― ela riu um pouquinho, aquele livro foi um acaso que acabou se tornando bastante polêmico.

A verdade é que Ino nunca tivera a intenção de escrever um livro, o que acontecia era que ela tendia a ser uma pessoa um tanto obsessiva, e por isso, quando colocava sua cabeça em alguma coisa, essa coisa virava sua grande obsessão, o que aconteceu com sua dieta. E ela acabou escrevendo um diário da dieta, falando o que ela comia, os exercícios que fazia e essas coisas, e um dia ela estava dando umas dicas para umas amigas em um café por aí e um editor escutou quando ela recitava algo do diário, o cara ficou super interessado e pediu que ela publicasse para sua editora, no começo recusou a idéia, tipo, quem iria querer comprar um livro de dieta dela? Obvio que no fim acabou cedendo, e não é que o livro virou um best-seller?

― Perfeito ― Chieko bateu palmas, Chouji suspirou pelo comportamento infantil da mãe, não que ele tivesse nada contra, mas sua mãe podia ser meio extrema às vezes ― a partir de amanhã Ino-chan será sua personal trainer querido!

Ele mal podia esperar por amanhã... Claro, claro.


Ai, desculpa Kuro, mas hoje nem rola, to super ocupada, desculpa querido.

Kankuro se despediu da menina e desligou a ligação, voltou para a lista de endereços, pela décima vez, e clicou no próximo número que aparecesse.

Kuro! ― disse a voz do outro lado da linha, aquela voz de lindos olhos esverdeados e pernas bronzeadas que encaixavam-se perfeitamente em sua cintura, que delícia!

Ah, oi... ― e que ele sempre esquecia o nome.

Que posso fazer por você amor?

― Rola de você vir aqui hoje? ― diz que sim, pelo amor de Deus, ele estava começando a ficar desesperado.

Ai, desculpa Kuro ― ele estava tendo deja-vus demais hoje, ou as pessoas pareciam estar repetindo a mesma coisa ― hoje eu tenho que sair com meu namorado, prometi pra ele, o cara não larga mais do meu pé se eu não for! Mas a gente pode combinar de se encontrar na quinta! Ai! Ele chegou, tenho que desligar amor, beijos!

É isso, definitivamente, o mundo não estava pra ele, hoje.

Desesperado, sentindo-se traído (como se não fosse ele que traísse os outros com as namoradas deles), rejeitado e extremamente necessitado, foi desabafar.

Saiu de casa e pegou o elevador, chegou ao seu destino, tocou a campainha.

― Kankuro?

― Shino! ― desabafar com Shino.

― O que...? ― nem mesmo conseguiu terminar a frase, Kankuro já havia entrado no apartamento e se jogado no sofá.

― Shino! Nenhuma delas quer vir! ― ele disse com voz de sofrimento.

― Oi? ― que porcaria estava acontecendo?

― Elas não entendem que eu preciso transar com elas! Alguém me macumbou hoje! É incrível! Sabe, tudo o que eu queria era uma orgiazinha, sabe, só uma e nem mesmo uma menina eu consigo, todo mundo diz que ta ocupado, bando de filhas da puta, quando elas pedem pra me ver, eu vou lá e faço tudo, daí quando eu peço, há ― ele riu sarcasticamente ― elas tão sempre "muito ocupadas" ou "tem que sair com o namorado porque prometeu", namorado meu cú! Elas vão ver o que vão ganhar quando quiserem eu aqui.

Shino não respondeu. O que ele responderia de qualquer maneira? Porque Kankuro estava aqui no primeiro lugar?

― Uffa ― ele suspirou aliviado ― obrigada pela ajuda, sabe, foi muito bom desabafar com você, brigadão mesmo ― e da mesma maneira ligeira como entrou, saiu.

Oi?


Soujiro tinha que estudar para a semana de provas, Nana estava ocupada demais com seu mais novo namorado, Hayako não podia dar-lhe atenção, pois estava preparando o banquete do dia seguinte, Hiashi estava ocupado demais assinando seus documentos e Neji não estava por perto, provavelmente na faculdade fazendo trabalho extra, aquele nerd.

Hanabi estava entediada, todo mundo parecia estar ocupado demais pra ela.

Resolveu pegar um taxi e ir até a casa de sua irmã, quem sabe ela teria tempo pra sua irmãzinha favorita.

Pagou o taxi e sorridente foi até o portão, passou seu cartão, que havia ganhado da irmã, assim se caso Hinata não estivesse, Hanabi não ficaria pra fora do portão, e cantarolando foi até o hall.

Parou.

― Oh... ― admirou, quando é que tinham pintado o hall? Estava tão legal, pensou, mesmo não entendendo muito de arte, sabia que o que via era uma pintura muito bonita, era meio abstrata, acho que era assim que se chamava, não tinha certeza, mas tinham riscos azuis escuros, pretos, madrepérola, talvez fosse essa a cor, vermelho e branco.

Ela deve ter ficado um bom tempo observando o hall, porque nem percebeu a figura que se aproximava, curiosa.

― Hanabi? ― perguntou, fazendo-a virar-se num estalo, era daquelas que se assustava muito facilmente.

― Ah! ― gritou, apontando um dedo acusador ― você!

A pessoa riu.

― Sim, eu ― ele colocou as mãos nos bolsos das calças jeans escuras.

― Como você sabe meu nome? ― perguntou desconfiada, colocando as mãos na cintura e batendo o pé.

― Tenho minhas fontes ― respondeu, não agradando muito a menina.

― E posso saber qual é o seu nome?

― Deidara.

― Hn... ― ela ficou encarando-o, ele apenas a observava, ela parecia bastante brava, ele estava achando a maior graça na situação, ninguém falou nada, apenas podia-se ouvir o bater do pé dela ― você vai ficar ai o resto do dia? ― perguntou em um tom não muito amigável.

― Não sei, preciso ir a algum lugar? ― aquele tom de descaso deixando Hanabi cada vez com menos paciência.

― Eu que sei?

― Você não teria que ir a algum lugar? ― ergueu uma sobrancelha.

― Quem disse que eu tenho que ir pra algum lugar? ― seus braços agora cruzados frente a si.

― Ninguém, só perguntei por curiosidade ― mexeu os ombros com indiferença. Podia ver que ela estava começando a perder a paciência, a velocidade com a qual seu pé batia no mármore aumentava a cada palavra que ele falava e ela já estava começando a ficar vermelha, resolveu terminar seu joguinho.

― Sabe, queria pedir desculpas pelo outro dia ― soltou de repente. Tão de repente que deixou Hanabi sem reação, fazendo sua raiva desinflar, que nem um balão.

― Ahn? ― foi o que conseguiu dizer.

― Pelo outro dia, que eu sujei seu vestido, foi sem querer mesmo, daí eu queria pedir desculpas, se você quiser eu posso te pagar um novo ― sugeriu.

― Ah, não precisa... ― o piloto automático tomando as respostas dela, um pedido de desculpas não era bem o que ela estava esperando.

― Un, eu ainda acho que te devo umas desculpas ― ele pareceu pensar por uns segundos, sorriu, sabia o que fazer ― que tal eu te pagar um sorvete invés de ficarmos parados aqui o dia todo apreciando minhas loucuras? ― uma expressão um tanto cômica tomava conta de seu rosto enquanto dava uma olhada no hall, lembrando das loucuras que se passavam em sua cabeça enquanto pintava.

― Pode ser ― peraí ― suas loucuras? ― ela olhou para o homem e para o hall, para o hall e de volta para o ser tão peculiar que estava com as mãos no bolso, o cabelo em um rabo de cavalo, a camiseta cinza suja de tinta e os vans manchados ― você que pintou isso?

― É, é, algo assim ― ele piscou ― vamos? To com uma vontade enorme de comer sorvete de morango ― ele riu.


Por quê?

Por quê?

Por que as pessoas tinham que ser tão estranhas?

― E sabe, eu acho que eu amo ela! Acho que sempre amei, tipo, é uma coisa tão estranha, e eu sempre achei que ela talvez gostasse de mim também, mulheres são tão complicadas, sabe, ela me chamava pra experimentar os chás dela, e dizia que minha opinião era importante, e ela trazia na minha casa! Achei que ela gostava de mim também, tipo, quando encontrava com ela na casa do Shikamaru, eu, cara, eu sou um puta idiota... Eu achava que ela ia lá porque era uma fanática secreta de GO, mas caralho, nem era isso porra, era porque ela queria ficar vendo o Shikamaru! Puta merda, eu sô um retardado, só pode... ― Naruto pegou uma almofada do sofá, colocou na cara e gritou, fazendo Shino que estava sentado na poltrona pular.

― Hn... ― sério, ele tinha algum anúncio de psicologia na porta da casa dele? Será que as pessoas confundiam biologia com psicologia? Por que diabos as pessoas estavam vindo atrás dele pra desabafar?!

― Shino... O que eu faço? ― ele perguntou tirando a almofada da cara e olhando para o teto, suspirando miseravelmente.

Como é que ele ia saber?

― Naruto, ― tentou falar no tom mais amigável que conseguiu ― por que você está aqui?

O loiro sentou-se no sofá, franziu o cenho e encarou o biólogo com um olhar meio indignado, como se o fato de ele estar ali fosse à coisa mais óbvia do mundo.

― Ué, você não é o síndico? A Chiyo mandou uma carta pros apartamentos falando das tarefas do síndico e ela disse que você resolvia qualquer tipo de problema ― suspirou, como se explicasse a uma criança que um mais um é igual a dois ― hm... De qualquer jeito, brigada, foi até que legal desabafar com você, sabe, o Sasuke não tava em casa e o Gaara, bem, ele ta trancado naquela loucura que é o escritório dele, daí foi legal da sua parte me escutar, vou indo então.

Shino escutou a porta fechar, ajeitou seus óculos, o que, exatamente, havia acontecido?


Como ele tinha acabado de secretário substitutivo? Ele não tinha a menor idéia, ou talvez tivesse.

Quando Temari ligou e pediu para que fosse conversar com seu primo, Sasori ficou um tanto receoso, o que diria? Não era muito bom com essas coisas, e fez questão de dizer isso duas vezes no telefone, mas Temari não ia escutar. A mulher só escutava o que queria, então lá foi Sasori, com toda a boa vontade do mundo, até o apartamento de seu priminho ver se conseguia ajudá-lo.

O que o surpreendeu foi que encontrou Gaara assistindo TV e não atrás de sua montanha de papéis, perguntou se havia alguma coisa errada, ele respondeu que não. Ah, Sasori conhecia aquele tom de voz, conhecia muito bem, o tom de voz que seu priminho usava quando estava puto da vida, não era um tom alto, tampouco um tom baixo, era um tom mediano, grave, que dava calafrios nos estagiários das empresas Sabaku, a maneira como ele fala com você, mas não olhando você, olha em sua direção, mas não para você em particular, é uma coisa meio bizarra de se entender, mas enfim, Gaara estava muito bravo com alguma coisa.

O primo arriscou e perguntou se ele estava com problemas com Sakura, o outro ruivo respondeu que não, não estava com problemas com sua "namorada".

Tentou perguntar se Kiba tinha aprontado mais alguma com ele, Gaara não respondeu, mas fez que não com a cabeça.

Perguntou se Kankuro tinha feito alguma coisa.

O ritmo da respiração de Gaara acelerou-se, Sasori pode ver as unhas do primo quase penetrando a carne do seu braço, seus olhos ficando um tom mais escuro.

Touché.

― Você quer conversar sobre isso? Sua irmã parecia preocupada quando me ligou, disse que você parecia meio perturbado, não sei se posso ajudar muito, mas posso tentar... ― tentou.

Gaara olhou seu primo, analisando de cima a baixo, como se calculasse algo. Viu a pressão feita sobre o braço do primo diminuir, a respiração voltando a um ritmo normal. Sasori meio que se sentiu aliviado.

― Na verdade, você pode.

E foi assim que as coisas acabaram do jeito que estava, Sasori perdendo um lindo dia de domingo, preso dentro de um escritório por causa da incompetência de Kankuro em contratar um assistente decente para Gaara. Suspirou derrotado, ah, Kankuro ia ver, Sasori teria sua vingança, ah se teria.


Gente, meus personagens estão muito vingativos esses dias. iheaioheiehheoa. o/

Enfim, mais um capítulo, próximo capítulo, hohohohoho, aguardem, apenas aguardem caros leitores! :O

Ah, não esqueçam de mandar reviews (com suas opiniões/críticas/sugestões/encorajamentos/etc) oks?