Capítulo VII
Brooke acordou e sentiu braços ao redor de si. Ela ergueu os olhos e sorriu ao ver o rosto de Lucas. Gradualmente, a lembrança da noite anterior retornou a ela, e seu sorriso ficou maior quando ela lembrou o que tinha acontecido.
Ela esticou a mão e tocou de leve o rosto dele, enfrentando o desejo de beijá-lo, ao mesmo tempo ficando radiante à idéia de poder beijá-lo na hora que quisesse. Ela não queria que ele acordasse, contudo, e assim se acomodou no abraço dele, suspirando contente quando colocava a cabeça no peito dele.
Lucas acordou e ficou imediatamente consciente de Brooke deitada junto a ele. Ela abriu os olhos quando sentiu-o movendo-se de leve. Um sorriso lento se espalhou no rosto dele, e Brooke sentiu o coração disparar; ele era muito perfeito.
Ele abaixou a cabeça e a beijou, apertando o abraço que estava ao redor dela. Brooke o empurrou com gentileza, de modo que ele ficou de costas, levando-a consigo, sendo que ela ficou deitada sobre ele. Ela deslizou uma mão para a face dele e aprofundou o beijo. Quando eles se afastaram, ela pousou a cabeça nas mãos, com seu peso todo sobre ele, e seus rostos a poucos centímetros de distância.
"Bom dia", ele disse, e ela deu uma risadinha.
"Bom dia".
"Como está se sentindo?"
"Hummm... Muito, muito bem".
Ele riu. "Eu quis dizer sobre a sua cabeça, depois de ontem à noite".
"Na verdade, não muito mal".
"Bom. Ahn... a gente precisa... falar sobre alguma coisa?"
"Está perguntando se eu queria mesmo dizer o que disse ontem?" Ela sorriu. "Eu não teria deixado que você me beijasse assim se não quisesse!"
"Acho que você tem razão", ele concordou, rindo. "Então a gente... a gente tá namorando?"
Brooke sorriu, e moveu-se pra frente de modo que seus lábios quase tocaram os deles. "Sim", ela sussurrou, "estamos namorando". Ela inclinou-se para frente e o beijou, seus lábios ficando ali por alguns segundos, antes que ela se afastasse. Lucas massageou suas costas, deslizando uma de suas mãos sob a camiseta dela. Brooke pôs a cabeça contra o ombro dele, aninhando-se em seu pescoço.
"Você acha que temos que ir a algum lugar hoje?" Lucas perguntou.
"A gente podia fugir dos esquis de manhã", Brooke retrucou.
"Você quer?"
"Não existe o que me faça me mexer por, pelo menos, umas duas horas!" Brooke riu.
Eles passaram a metade da manhã na cama, conversando. Nenhum dos dois tinha energia o suficiente para fazer algo mais, e, apesar de se beijarem um pouco, ambos achavam que ainda não era o momento de transarem.
Eventualmente, eles se levantaram, e reviraram o chalé atrás de alguma comida que podiam transformar num café da manhã improvisado. Serviram-se de um pacote de sucrilhos e umas duas barras de chocolate, e se atiraram no sofá para comê-los. Não era uma refeição muito satisfatória, contanto; então, quando deu a hora do almoço, eles decidiram ir para o restaurante.
"Oi!" Haley os cumprimentou quando eles se aproximaram da mesa, onde os outros almoçavam. Todos os outros ergueram os olhos e os viram; alguns se entreolharam.
"Boa tarde, gente", Peyton disse com um sorriso cúmplice em seu rosto. "Aonde vocês se meteram?"
"Só... vagabundeamos", Brooke disse.
"Dormiram muito tarde?" Peyton ergueu as sobrancelhas.
Nathan percebeu que a mão de Lucas pousou no ombro de Brooke antes de ele se sentar. Houve um silêncio momentâneo quando todos os olharam em expectativa.
"Bom?" Theresa perguntou.
"Bom o quê?" Brooke perguntou, confusa.
Theresa revirou os olhos. "Vocês não vão nos contar?"
Lucas sorriu maliciosamente, sabendo o que eles queriam saber. Ele se ergueu de novo, e disse, "Eu vou me servir, você quer vir?" Ele acrescentou para Brooke.
Ela se ergueu, e eles se dirigiram para a mesa do bufê.
"A gente precisa contar pra eles?" Brooke perguntou.
"É, por que não?"
"E vamos dizer o quê?"
"Precisamos dizer alguma coisa?" A isso, Brooke olhou para Lucas, um pouco confusa. "Vem cá", ele pôs uma mão no rosto dela e a beijou.
Quando ele se afastou, Brooke estava sorrindo para ele. "Boa solução".
Eles se serviram e voltaram para a mesa, onde todos os observavam.
"O quê?" Brooke perguntou inocentemente ao se sentar.
Peyton sacudiu a cabeça, sorrindo, e olhou para Haley, que também estava sorrindo. "Tá legal, gente, vamos pagando", Haley estendeu a mão, e alguns outros deram dinheiro a ela, de mau humor.
Brooke e Lucas os olharam, chocados.
"A gente era aposta?" Brooke disse. Todos pareceram um pouco culpados, mas Nathan interrompeu:
"Espera aí, Hales, a gente não sabe de tudo!"
Os outros se entreolharam. "Bom, quando vocês descobrirem, podem levar o dinheiro se estiverem certos", Haley disse.
"Do que vocês estão falando?" Lucas perguntou.
"Haviam outras... condições para a aposta", Peyton disse, tentando engolir uma risada.
"Que se dane", Tim disse, rindo. "Vamos perguntar". Ele se virou para Brooke e Lucas. "Vocês dois já transaram?"
"O quê?!" Brooke exclamou. "Meu Deus, eu não posso acreditar nisso! Faz uma noite só!"
"E uma manhã toda", Jake disse. "Vocês não podem esperar, a sério, que a gente acredite que vocês só dormiram".
"Bom, não que seja da sua conta, mas a gente dormiu... e, sabe, nos beijamos e tal", Brooke riu.
"Você não precisava dizer isso", Lucas riu.
"Eu falei!" Haley disse, sorrindo vitoriosamente para Nathan.
Ele deu de ombros. "Lucas, eu admiro sua força de vontade, cara".
Brooke só sacudiu a cabeça, de queixo caído.
Eles almoçaram, conversando mais um pouco sobre o novo relacionamento em seu grupo, e também sobre a noite na boate. Brooke estava perguntando que horas os outros tinham saído do clube, quando seu telefone tocou. Ela o fitou e não atendeu a ligação, deixando-o de novo de lado.
Lucas a fitou. "Quem era?" Ele perguntou.
"Só o Felix. Ele tem tentado falar comigo", ela resmungou.
Lucas franziu o rosto. "Você falou com ele?"
"Não, não tenho nada a dizer a ele, e não tem nada que ele possa me dizer que eu queira ouvir".
"Quer que eu fale com ele?"
"Não, tá tudo bem. Eu vou ignorá-lo. Uma hora ele vai entender o recado".
Lucas acenou e tomou sua mão, apertando-a de leve.
Depois do almoço, todos foram para as montanhas de novo. Brooke e Theresa levaram Peyton e Haley para o alto da colina, e ficaram impressionadas com as habilidades em melhoria das outras meninas. Os rapazes todos continuaram no snowboard; Nathan estava decidido a ensinar os outros a fazerem acrobacias até o fim da semana.
As meninas tinham descido um pouco, quando encontraram uma minúscula vila ao lado da montanha.
"Nossa, é tão fofa!" Theresa exclamou.
"Imaginem viver aqui... deve ser tão isolado!" Peyton disse.
Brooke avistou um minúsculo café na esquina de uma rua. "Alguém quer chocolate quente?"
As quatro se enfiaram no café. Outros esquiadores estavam dentro do café, bebericando bebidas quentes em uma das mesas. Elas pediram quatro chocolates quentes, e se acomodaram.
"E aí?" Haley disse, olhando para Brooke. "Conte!"
"Contar o quê?!"
"Como vocês voltaram! O que aconteceu?"
Brooke virou os olhos. "A gente só... voltou. Eu não sei, em um minuto estávamos só conversando e aí começamos... a nos beijar!"
Haley riu. "Então ele se declarou pra você? Foi tudo profundo e romântico?"
"Ahn... na verdade, eu me declarei pra ele... em um discurso meio embriagado..."
Peyton desatou a rir a isto. "Ai, meu Deus! E o que ele disse?"
"Bom, eu achei que ele não ia falar nada, então comecei a retirar tudo, e aí ele me beijou".
As meninas ficaram caladas, todas com expressões como se tivessem visto um cachorrinho ou um bebê recém-nascido.
"E aí?" Haley perguntou.
"Bom, aí ele... disse umas coisas fofas, e a gente dormiu". Brooke sorriu, e Haley e Peyton trocaram um olhar de 'ai, que fofo!'.
"Então vocês ainda não transaram mesmo?" Theresa perguntou.
"Não! A gente voltou há menos de 24 horas!"
"Então não vão fazer hoje à noite?"
"Eu nunca disse isso", Brooke riu. "Quero dizer, eu quero que seja especial, mas a gente é humano, não vou esperar pra sempre!"
"Quanto tempo você levou para transar com o Jake?" Haley perguntou a Peyton.
"Ahn... um tempinho. Foi muito difícil por causa da Jenny. Eu devo dizer, essa semana tem sido maravilhosa por causa disso. Quero dizer, eu amo tanto a Jenny, mas às vezes é difícil quando se quer apenas ser... sabe, um adolescente!"
Brooke riu, e Haley acenou. "É, não posso me imaginar vivendo com um bebê".
"Bom, seria diferente pra vocês dois, porque vocês dois moram juntos. Não é como se eu fosse a mãe da Jenny".
"Mas é como se fosse!" Brooke interferiu. "Quero dizer, você vai estar na maioria das lembranças de infância dela, como uma figura materna. Claro, a mãe do Jake também, mas, quando ela for mais velha, ela vai se lembrar de você namorando o pai dela".
"Eu sei, isso meio que me assusta às vezes. Não é mais como se eu fosse a babá dela, eu sinto meio como se tivesse uma responsabilidade verdadeira em relação a ela".
"E eu aposto que é justamente isso que o Jake deseja!" Brooke disse. "Quero dizer, ele te adora, e eu sei que não existe mais ninguém que ele quer que influencie a filha dele!"
Peyton sorriu, sem dizer a Brooke o quanto suas palavras importavam para ela. Ela ficava freqüentemente preocupada com Jenny, e que tipo de influência ela tinha sobre a vida da menina.
"Ei, Brooke! Acabei de pensar se você não está encanada com a reação do Felix a você e o Lucas?" Theresa perguntou. "Quero dizer, ele vai saber que vocês voltaram logo depois de vocês dois terem rompido".
"Bom, já que ele já acha que eu estava traindo-o com o Lucas, não vai importar. E não dou a mínima, francamente, para o que ele pensa".
Haley deu um aceno firme a ela. "Boa atitude! Você é mais feliz sem ele, e sabe que não o traiu. E a opinião dele não importa, porque ele provou que é um babaca!"
Depois de um momento, Lucas e Nathan decidiram tirar um tempinho. Jake e Tim quiseram continuar com o snowboard, mas os outros dois tinham praticados pulos, e estavam molhados pelas quedas; então, decidiram ir se esquentar em algum canto, e disseram que voltariam mais tarde. Nathan tentou falar com Haley para que as meninas pudessem encontrar-se com eles, mas seu celular estava fora de área.
"Eu devia tentar no da Brooke?"
"Pode tentar", Lucas disse. "Ela o levou consigo".
Nathan discou o número e esperou. "Está chamando".
Eles esperaram em expectativa, e aí Lucas notou que o fone estava de fato tocando... em seu bolso.
Ele o tirou dali e cancelou o telefonema. "Opa... Acho que ela nãoo levou consigo".
"Ótimo. Bom, acho que agora somos só nós dois"
Os irmãos trocaram um sorriso e dirigiram-se para a lanchonete ao lado da locadora, pedindo bebidas.
"E aí, maninho?" Lucas disse. "Como vai a vida?"
Nathan o fuzilou com o olhar. "Só porque estamos sozinhos, isso não quer dizer que você tem que bancar o irmão chato".
Lucas riu. "Tá. Desculpa. Nate, como vai a vida?"
Nathan sorriu. "Ela está muito boa".
Eles conversaram por algum tempo, ambos adorando a chance que tinham de conversar a sós.
E foram interrompidos pelo toque de um celular.
"Não é o meu", Nathan disse.
"Ai, droga, é o da Brooke", Lucas disse, repentinamente percebendo isto. Ele olhou para o fone. "É o Felix". Ele parecia tentado a atender, mas Nathan interrompeu.
"Posso atender?" Lucas hesitou, mas passou o fone a ele. "Fala, Felix".
"Quem é esse? É o Lucas?"
"Não. É o Nathan. Só estou atendendo pra te dizer pra deixar a Brooke em paz. Ela não quer falar contigo, e não tem nada que você possa dizer que vai fazer com que ela queira ficar contigo de novo. Acredite em mim".
"Escuta, eu só queria me desculpar..."
"Você não pode se desculpar pelo que você fez. E, de qualquer jeito, ela não quer ouvir, nem precisa ouvir. Mas fique bem longe dela se você sabe o que te faz bem".
Lucas parecia perplexo, quando Nathan desligou o telefone.
"Você não precisava fazer isso", ele disse. "Eu posso defender a minha própria namorada".
"Pode, mas se você fizesse isso, teria deixado-o mais certo de que você e a Brooke estavam juntos antes, e isso teria tornado as coisas piores para ela".
Lucas acenou de leve. "Acho que sim".
"Falando sério, cara, quanto menos você falar com ele, melhor, especialmente para a Brooke".
"Tem razão. Valeu, cara".
"Sem problemas. Além disso, eu aparentemente consegui assustar todos os interessados na Haley desde aquele babaca do Chris, então é bom ser capaz de manter minhas habilidades em intimidação em forma", ele gracejou, e Lucas riu.
"É verdade, vocês dois não têm problemas há meses"
"É", Nathan sorriu contente. "Sinto que saímos da má fase. Não sei... quero dizer, eu antes pensava, às vezes, que tínhamos nos casado muito depressa; que não estávamos prontos. Mas aí eu percebi que todos os relacionamentos têm problemas, e os nossos não eram causados porque nós nos casamentos. E a verdade é que eu quero ficar para sempre com ela, e quero que todos saibam disso".
Lucas acenou. "Que ótimo, cara. Espero que dê tudo certo".
"Valeu, cara", Nathan sorriu.
Todos se encontraram para o jantar no restaurante. As meninas estavam muito orgulhosas de terem descido por toda a montanha, e cumprimentaram seus namorados animadamente quando os viram se aproximando no exterior.
"Oi!" Brooke atirou os braços ao redor do pescoço de Lucas e o beijou. "Sentiu saudade?" Ela perguntou, recuando um pouco.
"Mas claro. Nós tentamos falar com vocês antes, mas aí percebemos que eu estava com o seu celular", ele riu, tirando-o.
"Ah, que bom. Eu estava me perguntando o que tinha feito com ele", ela o apanhou e o colocou no bolso.
"Ah, por falar nisso", Nathan disse de onde Haley estava explicando exatamente como tinha sido cada passo daquela descida. "O Felix ligou".
"Ai", o rosto de Brooke murchou. "Você falou com ele?" Ela perguntou a Lucas.
"Não", ele disse, "mas..."
"Bom", ela disse, "porque eu acho que seria melhor se você ficasse um pouco longe dele".
"Mas o Nathan falou", Lucas continuou.
"Ah", Brooke pareceu surpresa, e virou-se para Nathan. "E o que você disse?"
"Exatamente o que o Lucas teria dito se você não quisesse que ele não falasse com o Felix". Nathan sorriu para Lucas. "Basicamente, que ele ficasse bem longe de você".
Brooke sorriu. "Valeu, Nate", ela se virou para Lucas. "E obrigada por ser bem controlado, amor", ela sussurrou. "Eu sei que você adoraria surrá-lo até que ele fosse uma massa sanguinolenta, e eu sei que você bateria", ela acrescentou sorridente, "mas isso apenas pioraria as coisas".
Lucas acenou. "Tudo bem. Enquanto ele te deixar em paz, eu o deixarei em paz".
Eles jantaram, e então todos voltaram para seus chalés. Brooke e Lucas perambularam por sua porta, de mãos dadas. Lucas apoiou-se no encosto do sofá, puxando Brooke em sua direção e pondo as mãos nos quadris dela.
"Quer ver um filme ou coisa assim?" Ele perguntou.
Brooke refletiu. "Tudo bem, contanto que você prometa que não vai dormir", ela disse.
"Por quê? Você planejou alguma coisa pra mais tarde?" Ele ergueu uma sobrancelha.
"Talvez", ela disse maliciosamente. "Acho que você terá que esperar para ver".
"Ou a gente podia deixar o filme pra lá, e você podia me mostrar agora", Lucas sugeriu.
Brooke riu. "Nada disso. Eu estou com vontade de ver um filme. Que azar, Menino Pensativo. Talvez não devesse ter sugerido isto".
"Bom, talvez pudéssemos fingir que eu não sugeri". As mãos dele se moveram de modo que estavam fazendo leves cócegas na barriga dela.
Brooke ergueu as sobrancelhas. "Talvez. Mas, se você teimar em me fazer cócegas, não vai ter sorte esta noite".
Lucas fez cócegas mais intensas. "Ah, é?" Ele disse, rindo.
"Luke, você não ouse!" Ela deu um gritinho, e fez cócegas nele.
Ele riu enquanto ela lutava e o atirava no chão, enfim sentando sobre ele quando ele desistiu.
"Menininho Pensativo malvado", ela deu dois tapinhas no peito dele, acentuando suas frases.
Ele riu. "Desculpa, amor".
"Deve pedir mesmo. Agora, falando sério, eu deveria te punir por isso. Mas você parece fofo e indefeso agora, então vamosfingir que eu puni, ok?"
Ele sorriu e ela se abaixou e o beijou. O cabelo dela caiu ao redor deles, e ela atirou-o por cima do ombro, continuando a beijá-lo, sentindo uma das mãos dele deslizando sob sua camiseta.
"Qual é, vocês dois não agüentaram esperar até chegarem no quarto?" A voz de Haley encheu o chalé, e Lucas sentou-se, forçando Brooke a sentar também, apesar de ela ainda estar montada no colo dele.
"Ahn... A gente não estava esperando companhia", Brooke riu. "O que foi, gente?"
"Bom, a gente queria ver se vocês queriam ver um filme, já que ainda tem por aqui um monte daqueles do outro dia", Peyton explicou. "Mas podemos ver que vocês estão muito ocupados, então apenas iremos embora".
"Não, tudo bem", Brooke se levantou, puxando Lucas consigo. "Nós estávamos pensando em ver um filme também".
"Antes ou depois do sexo?" Nathan brincou, e Brooke virou os olhos para ele.
Os outros todos entraram no chalé, e Brooke agarrou a mão de Lucas, sentando no colo dele em um canto do sofá.
Haley e Peyton escolheram uma fita, o que demorou um pouco porque Peyton queria ver Escola de Rock por causa de Jack Black, e Haley queria ver Gilbert Grape, Aprendiz de Sonhador, por causa de Johnny Depp.
Obviamente, ambos foram vetados por Nathan e Jake, e a escolha deles, Segundas Intenções, também foi vetada, porque Brooke disse que ela sempre chorava quando via o filme, e Lucas achava que Sarah Michelle Gellar era linda.
Eles enfim escolheram Eu, Robô, coisa de que os meninos se arrependeram assim que chegaram nas cenas de Will Smith tomando banho.
"Caraca, ele malhou muito desde Um Maluco no Pedaço!" Peyton disse, recebendo um olhar assassino de Jake. "Ah, qual é, você tem que admitir que ele está bonito"
"Ah, não, não tenho não", Jake disse rindo.
"Que seja. Meninas, vocês concordam comigo, certo?" Ela olhou ao redor do quarto escuro e avistou Brooke e Lucas se agarrando em seu canto do sofá. Ela virou os olhos. "Aparentemente a Brooke não", ela brincou.
Haley olhou para aquele lado e riu, e Brooke, que tinha erguido os olhos ao som de seu nome, deu-lhes um olhar assassino e se acomodou nos braços de Lucas. "Tá, a gente assiste", ela disse.
"Tudo bem, talvez steja na hora da gente ir", Peyton disse se levantando. "E dar um pouco de privacidade aos dois pombinhos", ela sorriu para Brooke, que virou os olhos.
"Noite, gente", todos disseram, e saíram.
"Cuidem-se", Haley disse de brincadeira.
"É, usem camisinha!"
"Lembrem-se que acidentes pode acontecer", Jake disse, enfiando a cabeça numa brecha da porta. "Se vocês não se sentem maduros o bastante para terem um bebê, então não deviam estar transando!" Peyton arrastou-o para longe, e fechou a porta.
Brooke sacudiu a cabeça quando o som das risadas do grupo se afastou. "Isso, estraguem o clima, gente", ela resmungou, divertindo-se.
Ela virou-se de volta para Lucas. Ele hesitou. "Isso não fez você não querer transar, né?" Ele perguntou um pouco preocupado.
Brooke riu e se virou de modo que estava montada no colo dele. "Acho que seria necessário um pouco mais que isso", ela disse e o beijou apaixonadamente.
"Que bom ouvir isso", ele disse. Ela o beijou de novo, e ele a ergueu no colo e a levou para seu quarto.
Suas camisetas se perderam em algum ponto do caminho, e Brooke correu as mãos em apreciação no abdômen de Lucas. "Está malhando, Menino Pensativo?" Ela perguntou sorrindo.
"Um pouco", Lucas sorriu modestamente. Ele beijou seu pescoço e sua omoplata, reacostumando-se com os seios dela.
Brooke deu uma puxadinha no cinto dele, afrouxando-o. Lucas abaixou o zíper dos jeans dela, revelando a lingerie negra com um pequeno coração cor-de-rosa na frente.
"Eu me lembro dessa", ele disse, e Brooke riu. Ele sorriu para ela, e então a beijou de novo, carregando-a para a cama com as pernas dela enroscadas ao redor dele. Ele a deitou, com os lábios ainda nos dela, em um longo e apaixonado beijo que a deixou sem fôlego.
Mais tarde, Brooke repousava em seus braços, observando-o dormir. Ela estendeu a mão e delineou o queixo dele com um dedo, acarinhando seus cabelos, que cresciam mais e mais a cada dia. Sorriu suavemente.
Ele abriu os olhos lentamente. "Estou acordado", ele sussurrou.
"Oi, gato", ela disse.
Ele puxou-a para perto de si, beijando o topo de sua cabeça. "Eu te amo tanto", ele disse.
Brooke recuou, olhando em seus olhos, surpresa por suas palavras.
"Você não precisa retribuir se for cedo demais", ele disse, "mas eu queria te dizer".
Ela ainda estava olhando para ele, como se não tivesse ouvido-o. "Eu também te amo", ela disse.
"É sério?"
"É! É claro que eu amo".
Ele sorriu e a beijou. Ela retribuiu o sorriso, e eles apenas se olharam por alguns segundos, antes de Lucas beijá-la de novo, e então ele fechou os olhos, pousando a cabeça na dela.
Brooke continuou a observá-lo; não podia tirar o sorriso do rosto. Ela mordeu o lábio, engolindo a vontade de gritar de felicidade. Finalmente, ela se aninhou junto dele, e fechou seus olhos, caindo em um sono tranqüilo.
