Capítulo Cinco - Ad Libitum - À Escolha

Onde eu estou?

Helena olhou em volta, com certa dificuldade por conta da latejante dor de cabeça que surgira assim que ela abrira os olhos. O quarto era imaculadamente branco, previsivelmente limpo e irritantemente cheio de aparelhos eletrônicos que, por acaso, estavam ligados a seu corpo.

"Hospital", a palavra veio nos pensamentos desgostosos. Não gostava de hospitais. Fora em um deles que acordara pela primeira vez que lembrava, sem nenhuma lembrança ou indicação de quem fosse. Sentiu-se arrepiar ao ouvir a porta abrindo, pensando que logo veria um médico irritante querendo fazer "os exames de praxe".

Mas não foi um médico que entrou no quarto, e sim um homem comum. Usava jeans velhos e uma camiseta negra que, em contraste com a pele branca coberta de pêlos escuros, causava um certo charme. Os cabelos castanho-claros, quase loiros, caíam-lhe displicentemente pela testa, como se ele não houvesse tido tempo de penteá-los, ou talvez apenas fossem realmente rebeldes.

Os magníficos olhos, de um castanho dourado, fixaram-se nela.

- Ah, finalmente você acordou!

"Bem, ele pode até não ser médico, mas fala como um.", ela decidiu.

- Boa tarde. – ele continuou a falar, sorrindo. – Meu nome é Remus Lupin. Mas pode me chamar de Remus. É um prazer conhecê-la, tenente.

- Não sei se posso dizer o mesmo, senhor Lupin. É um oficial? Não me lembro de haver alguma missão minha envolvida com o senhor.

- Não, não sou oficial. Na verdade, nem sou americano.

- Nota-se pelo sotaque. – ela respondeu. – O que o traz a mim, então?

- O ataque que aconteceu à sua casa hoje pela madrugada.

As lembranças do que havia acontecido de repente voltaram como um vendaval. Ela sentou-se na cama com uma pressa tal que fez sua cabeça duplicar a pressão que sofria, aumentando a dor. Levou a mão à testa, sem parar para pensar enquanto tentava levantar da cama.

- Amy, Henry, Lizzie...

- Acalme-se. – Remus a segurou e fez com que voltasse à posição inicial, deitada, para então servir-lhe um copo d'água. – Sua filha está na ala pediátrica do hospital. Sofreu leves escoriações, e está lá apenas por observação. Já seu marido e sua sogra... Sinto muito que seja eu a dar-lhe as más notícias, tenente, mas eles não se encontram mais entre nós. Que Merlin os guarde.

Helena sentiu seu coração descer e atravessar o concreto, indo em direção ao centro da terra. "Mortos? Não pode ser! Não, por favor, isso tem que ser mentira!", pensou. Mas em seu íntimo sabia que o homem não se havia enganado. Seu coração já lhe havia confirmado aquilo há muito. Estava sozinha novamente. Sacudiu a cabeça, afastando o pensamento. "Sozinha, não. Tenho Amy."

- Não se preocupe, tenente. Nós estamos aqui para ajudá-la.

- Nós? – ela estranhou o uso do pronome. Foi só então que lembrou de algo que ele dissera. – Hei, você falou Merlin?

- Sim. Sou bruxo, como já deve ter percebido.

- Mas então onde eu estou? Em um hospital bruxo? – olhou em volta. Parecia muito um hospital normal.

- Não, estamos num hospital trouxa. Sua família estranharia muito se vocês duas sumissem depois de um ataque de vândalos. Aliás, tem um parente seu querendo vê-la. Aguarde um instante, por favor.

Ele saiu, e segundos depois um louro muito conhecido dela entrou.

- Willy.

- Helena. – ele saudou com um sorriso. – Minhas condolências.

- Obrigada. Pra você também. Afinal, Lizzie era sua mãe.

- Oh, você sabe que eu não pensava nela desse jeito.

Sim, ela sabia que Willy desprezava a própria família. Tanto que havia passado anos numa corporação adversária, até que, quando Joseph Fowl, o pai dele e de Henry, faleceu, os laços de sangue falaram mais alto, e ambos os filhos voltaram ao seio da família.

- O que você quer?

- Hum, direto ao ponto, hein?

- Exatamente.

- Só gostaria de saber como você está. Passei para ver Amy na ala pediátrica. Ela me pareceu muito bem.

- Sério? – ela arregalou os olhos, ansiosa por qualquer notícia da filha.

- Sim. Não se preocupe. Vim oferecer-lhe meus préstimos e encarregar-me de preparar o funeral.

- Oh, eu apreciaria muito. Suspeito que vou estar bastante ocupada assim que pôr os pés pra fora desse quarto.

- Vai, mesmo. Seu chefe, o comandante Higew, está louco pra saber o que aconteceu. Você sabe, ele quer pegar os vândalos que invadiram a cara e assassinaram Henry e Lizzie.

- Imaginei isso.

- Espero que esteja em condições de depor, Hel. Ele não parece disposto a esperar você se recuperar.

- Não se preocupe com isso. – respondeu ela, retornando ao modo de ser da tenente Fowl.

- Então eu vou deixar você descansando. Aliás, Hel, você sabe quem são esses homens que estão tomando conta de você?

- Eu os conheço, sim. – disse, sem entender porquê defendia Remus Lupin e os outros que faziam parte do "nós" que ele falara. Pelo que sabia, ele podia muito bem ser um dos tais Comensais que entraram na mansão. Mas algo lhe dizia que não.

- Então eu fico mais tranqüilo. – ele ergueu-se da cadeira onde sentara e beijou-lhe a testa. – Até logo. Melhoras.

- Até, Willy.

A relação dela com o cunhado e subordinado direto de seu marido era estranha. Willy a desejava, e sempre deixara aquilo claro, mas nunca avançara o sinal, embora sempre oferecesse situações em que Helena poderia dar algum tipo de sinal sobre um relacionamento. Mas, em situações como aquela, em que algum ente querido que ela conhecera naqueles últimos quinze anos aparecia morto, Willy era um dos primeiros a apoiá-la. O louro ainda era uma bela peça de xadrez à qual ela não sabia como adorar ou detestar.


Amy chegou algumas horas depois, acompanhada de um outro homem, que tinha nariz adunco, cabelos oleosos e expressão pouco amigável. Helena sentiu algum toque de reconhecimento nele, pois os olhos negros brilharam de surpresa, mas ele logo recuperou o autocontrole e voltou à postura fria.

- Severus Snape. – respondeu à pergunta silenciosa de Helena, sem no entanto estender a mão para cumprimentá-la. – Você já conheceu o Sr. Lupin.

- Sim. – disse, com uma cautela estranha na voz. – Você é um dos amigos dele?

Ele hesitou em usar o termo amigo, mas, por fim, respondeu:

- Sim, senhora. Estou aqui para alertá-la sobre alguns fatos. Mas, antes, o Sr. Lupin me pediu que conduzisse sua filha até aqui para vê-la.

Amy, que estava estranhamente retraída e quieta, pulou sobre a mãe, abraçando-a.

- Esse homem me dá medo! – sussurrou.

- Não se preocupe. – Helena abraçou a filha e fechou os olhos, sentindo o calor que emanava dela. "Céus, como é bom saber que ela está bem!" – Como está, querida?

- Bem.

Amy relatou a forma como acordara e a estranha moça de cabelos cor-de-rosa que encontrara ao seu lado. "Tonks", como ela se intitulara, dissera que a menina logo veria sua mãe, e as duas conversaram bastante. Porém, teve de sair quando o médico começou a examinar a garotinha, e acabou não voltando mais. Quem chegara logo após o exame fora Severus.

- Quando o médico saiu, esse... Moço... – ela olhou desconfiada para Severus. – chegou e disse que iria me trazer pra te ver e que você estava bem. Então eu vim com ele.

Helena tinha um sermão sobre "O que eu disse sobre não confiar em estranhos?" na ponta da língua, mas sabia que aquele não era o momento, portanto, apenas esqueceu a situação. Conversaram por mais alguns minutos sem que o homem – parado ao lado da porta e evidentemente incomodado de ter que escutar tudo. – interferisse. Mas, por fim, ele pareceu perder a paciência.

- Desculpem-me por incomodar, mas nós temos assuntos sérios a conversar, senhora Fowl.

- Oh, está bem... – ela suspirou. – Até mais, querida. Nos veremos de novo em breve.

- Eu sei que sim, mãe. – Amy sorriu e saiu pela porta, sendo recebida por Tonks do outro lado.

Helena observou um pouco a mulher antes que a porta se fechasse.

- E então, Snape?

- Então?

- Você me fez parar de falar com minha filha por alguma razão, eu suponho. – ela ergueu uma sobrancelha, sarcástica.

"Muito parecida com aquela vagabunda no jeito... Embora a aparência seja totalmente diferente do que eu esperava.", pensou ele. Em seguida pigarreou e dirigiu-se à porta.

- Lupin, Tonks, Quinn... E os senhores também.

Helena ficou curiosa sobre quem seriam os "senhores" a quem Snape referia-se, mas logo teve sua curiosidade satisfeita: o comandante Jasper, seu superior, e o secretário de estado, senhor Madison.

- Comandante. – ela bateu continência, a qual foi respondida por ele. – Secretário Madison. – cumprimentou respeitosamente.

- Bom vê-la inteira, tenente. – o comandante comentou. – Temos algo sério a discutir.

- É, eu percebi. – disse ela, circunspeta. – Vocês se conhecem? – apontou o grupo de bruxos e depois a dupla de federais, cada um de um lado da sua cama.

- É lógico que sim, Helena. – Jasper respondeu, ficando mais sério ainda. – Temos monitorado os bruxos em todo o país há muitos anos e até então conseguimos manter relações agradáveis graças ao Ministro da Magia, o chefe de estado deles.

- Então vocês sabiam que eles iam atacar a minha casa e não fizeram NADA pra impedir? – ela arregalou os olhos.

- Não, isso nós não sabíamos. – o secretário de estado respondeu. – O pessoal da NSA não sabia que haveriam ataques a territórios de não-bruxos. – admitiu.

- Mas nós fomos avisados alguns segundos antes. – Quinn adicionou, chamando a atenção de todos. – O Lorde das Trevas avisou o departamento de Aurores da Inglaterra sobre sua pretensão. E avisou Dumbledore. Tivemos pouco tempo para acionar os Aurores daqui e tentar um transporte de chave-de-portal para cá. Não chegamos a tempo de salvar sua sogra e seu marido, entretanto.

Helena baixou os olhos, não querendo lembrar daquilo.

- Eu lamento, tenente. – comandante Jasper pronunciou-se. – Henry fará falta para muita gente.

- Já está fazendo... – ela respondeu, com um sorriso fraco. – Mas prossigam.

- Você sabe o que significou aquele ataque, tenente?

- Não faço a mínima idéia do porquê disso. – ela respondeu, mas depois falou rápido. – Lembro de Lizzie dizer algo sobre eles estarem atrás de mim...

Fuja, querida. Antes que tenha de enfrentar o passado sem saber quem ele é. Eles estão atrás de você.

As palavras ecoaram em sua mente, provocando dor. Mas teve de sair do seu próprio mundinho pelas perguntas dos visitantes.

- Então ela te deixou avisada.

- Mais ou menos. – respondeu a ruiva. – Ela só disse isso. Não explicou o porquê.

Você é o que o Lorde das Trevas tinha, e agora ele quer de volta.

Ela preferiu ocultar esta pequena frase. Algo lhe dizia que não era bom expor certas coisas ainda.

- Talvez seja melhor assim, por enquanto. – Tonks falou. – Você e a sua filha, que é muito adorável por sinal, estão correndo grande perigo.

- Isso eu já notei. – respondeu Helena, um tanto quanto sarcástica.

- Nós, - começou Jasper. – eu e o secretário, andamos conversando muito sobre seu futuro, tenente. E achamos que não é mais seguro para você continuar como está.

- O QUÊ??? – Helena enfureceu-se, ficando da cor dos cabelos. – Quem disse que vocês têm o direito de decidir o que é melhor pra mim?

- Helena, você viu que nem na mansão Fowl você está segura. E trabalhando para a polícia, pior ainda.

- Além de ser alvo constante da mídia trouxa. – acrescentou Lupin, com um sorriso amigável. – Descobri muito sobre você em artigos de jornal. Parece-me ser uma grande oficial.

- Elogios depois, Lupin. Explicações são bem-vindas agora.

Jasper observou enquanto ela, mesmo deitada numa cama de hospital e usando roupas de paciente, cruzava os braços e dardejava todos com o olhar. Helena sempre fora uma de suas melhores policiais. Tanto que havia alcançado a patente de tenente rapidamente. Mas, ao casar-se com Henry Fowl, deixara claro que não iria passar daquilo, para não comprometer sua vida particular.

Quando Amy nasceu, então, fora um auê. Helena tirara meses de férias, deixando as investigações em andamento para outros policiais. Mas vez ou outra tinha que se meter de novo no departamento de polícia onde trabalhava, pois as coisas pareciam simplesmente parar se ela não aparecesse. Henry havia ligado para ele várias vezes ameaçando ir bater na porta dele e contar a Rosie, sua mulher, o que estava acontecendo se ele não desse um jeito de manter Helena em casa por mais tempo.

Jasper conseguira contornar as coisas, mas foi nessa época que apareceu o caso que lançaria sua amiga ruiva ao estrelato policial e, ao mesmo tempo, em uma crise matrimonial. Por sorte, quando tudo acabou, ela estava de volta às boas com Henry e, de quebra, virara manchete de jornal.

- Hel, acalme-se. – ele pediu, colocando uma mão em seu ombro.

Ela virou-se para ele, e o comandante detectou aquela fragilidade que a acompanhava no começo da carreira. Aparecera nos Estados Unidos sem família e sem passado, e agora estava passando por situação semelhante.

- Você não pode continuar. Estará pondo a sua vida e a de Amy em risco, e você sabe disso.

- É meio tarde pra dar o aviso, não, comandante?

Ele a encarou com força.

- Escute, ao menos. Temos coisas importantes a lhe falar.

Ela suspirou.

- Está bem.

O secretário tomou a palavra.

- O Ministério da Magia, órgão que rege o governo bruxo, nos deixou avisados sobre uma possível facção de bruxos querendo tomar o poder. Entretanto, como o líder deles, Voldemort, não havia ainda colocado os pés nos Estados Unidos, nós não havíamos nos preocupado com isso.

- Entretanto, mesmo nós, que monitoramos a atividade dos bruxos da trevas na Inglaterra, não havíamos previsto um ataque para cá. Ele sequer reviveu seu partido lá. Pensamos que ele só viria atrás de você quando tivesse reagrupado seus antigos seguidores.

- Hei! – Jasper engrossou a voz. – Quer dizer que vocês sabiam que eles pretendiam vir atrás dela, mais cedo ou mais tarde?

- É claro que sim! – Tonks falou. – Nós não somos vocês, que só descobrem as coisas depois que elas aconteceram.

- Tonks! – Quinn a repreendeu. – Lembre-se que desta vez nem nós sabíamos.

- Mas, Quinn, nós os avisamos, não foi?

- Porque o Lorde das Trevas nos avisou antes. – Severus se manifestou. – Se não, poderíamos nunca ter chegado a tempo.

- Mas chegamos! – Tonks insistiu. – E eles?

- TONKS! – Quinn falou pela segunda vez.

A moça de cabelo cor-de-rosa mordeu a língua e fez que sim com a cabeça.

- Continuando... – o secretário Madison reassumiu sua pose, não sem antes lançar um olhar de desagrado ao grupo bruxo. – Nós não estávamos de sobreaviso para um ataque. E, ao que me parece, ele foi especialmente dirigido para você.

- Você tem algo que Voldemort quer. – resumiu Lupin, sem querer dar mais detalhes. – E que se ele obtiver, poderá concretizar nossos piores pesadelos.

- Portanto, pretendemos manter você e sua filha sobre nossa proteção. – completou Quinn.

- O que isso significa? – argüiu Helena.

- Que você vai passar uns tempos na Inglaterra com os nossos amigos aí. – respondeu Jasper.

- E você vai permitir, capitão? Nós nem sabemos quem eles são!

- Você estará segura, Sra. Fowl. – assegurou Madison. – Eu conheço Amos Diggory, o atual Ministro da Magia inglês. Ele é uma pessoa da mais alta dignidade e confiança, e eu posso garantir a você que se ele confia nestas pessoas, é porquê eles são realmente bons e honestos.

- Amos não é nada perto de Dumbledore. Ele nos dá apoio também.

- Ouvi falar de Dumbledore. Ele não é o diretor da escola para onde Amy vai? – perguntou Helena.

- Albus Dumbledore é muito mais do que um diretor de escola, Fowl. – respondeu Severus, com um respeito que convenceu Helena.

- Mas eu não posso abandonar o trabalho assim!

- Mas você não vai abandonar o trabalho. – Madison continuou. – Nós pensamos bem sobre isso, e já que seria melhor pra você ir para lá, pensamos em torná-la nossa embaixadora no mundo bruxo.

- EMBAIXADORA? – Helena praticamente gritou.

- Sim. – Madison confirmou. – Você obviamente tem alguma ligação com eles, senhora Fowl. E, de qualquer forma, tendo alguém lá para observar e nos manter atualizados, estaremos mais aptos a combater novos ataques do homem chamado Voldemort, se por acaso ele insistir na ofensiva. E poderemos entender melhor as pessoas bruxas. Você poderá estar por perto para proteger sua filha, e de quebra será a representante da parte não-bruxa dos Estados Unidos.

- Quem sabe assim possamos trabalhar para unir os dois "mundos". – acrescentou o comandante.

Helena suspeitava que a maior parte dos políticos dos Estados Unidos não pensaria daquela forma, mas agiria de uma dessas duas: ou quereria acabar com os bruxos ou arranjaria algum jeito de se aproveitar deles. Ela conhecia o complexo megalomaníaco dos governantes daquela terra. Mas o secretário parecia sincero.

- Terá todo o apoio da embaixada americana na parte não-bruxa da Inglaterra, senhora. Aliás, irá morar nos arredores da embaixada, como o embaixador da parte não-bruxa.

- Pense em Amy, Hel. – Jasper pediu. – E pense que isso pode ser melhor para vocês, agora que vocês não têm mais Henry ou Lizzie.

- Eu espero que aceite, senhora. Jasper me garantiu que você é a pessoa certa para o cargo. – o secretário comentou. Ele e o comandante eram amigos de longa data.

- Eu tenho escolha? – perguntou ela, sabendo que alguma coisa ruim acabaria surgindo daquilo tudo, mas também percebendo que não havia mais como adiar uma volta ao passado.

- Não. – Jasper sorriu. – A única escolha que você tem é se prefere comer carneiro ou peru hoje lá em casa. Rosie está nos aguardando.

Ela riu.

- Não sei se vou conseguir engolir algo hoje.

- Nós os deixaremos descansar agora. O avião parte amanhã às nove da manhã. – avisou Lupin.

- Está bem, ela estará lá. – garantiu Jasper.

Os bruxos e o secretário saíram, despedindo-se com pressa. O comandante esperou-a do lado de fora enquanto trocava de roupa, depois de o médico confirmar que ela poderia sair. Ela e Amy juntaram-se ao comandante em pouco tempo.

Você é o que o Lorde das Trevas tinha, e agora ele quer de volta.

Ela não queria mais pensar naquilo. Precisava cuidar da proteção de Amy. E se preparar para encarar seu passado, se assim fosse necessário.