Draco andava meio estranho naqueles dias que finalizavam o inverno, parecia inquieto, ansioso com algo. Harry não sabia se deveria perguntar ou não, o loiro ficava aéreo por longos períodos, totalmente alheio ao mundo. Outra coisa que Harry pode perceber é que ele andava meio calado, mais fechado, inventando desculpas para ficar sozinho.
Harry teve a certeza que havia algo errado quando Draco começou a evitá-lo, a fugir de seus beijos e de seu toques porem Harry não conseguia se frear. Estava ficando mais apegado ao loiro do que queria e deveria e a ideia de ficar sem a presença do outro o assustava.
Foi numa tarde em baixo de uma arvore que Harry resolveu perguntar.
- Draco o que você tem?
- Nada – o loiro apenas franziu o cenho e o olhou pelo canto do olho – Por quê?
- Você anda estranho - afirmou enquanto acariciava os cabelos loiros- me conta o que há?
- Nada- repetiu em um rosnado, afastando a mão do moreno de sua cabeça.
- Draco – falou em um tom de advertência.
O veela se levantou bruscamente, o vento brincando com seus cabelos soltos, seu rosto vermelho de raiva, tinha um ar selvagem, visivelmente tentando controlar a raiva.
- POTTER ME DEIXA EM PAZ – bufou antes de sair quase correndo de volta para o castelo.
Harry sentiu a boca secar. Aquela imagem de Draco mexeu com ele mais do que deveria. O ar selvagem e descontrolado ao mesmo tempo doce e inocente o incendiou por dentro e Harry enfiou as unhas na palma da mão com força para tentar conter a onda de desejo que o invadia.
Porem em sua mente as imagens corriam solta, sua imaginação estava lhe traindo, formando imagens de Draco nu, arfando e gemendo de prazer, chamando por ele.
" Harry eu quero tanto você."
Harry apertou os olhos, a voz de Draco ecoando em sua mente, lhe estimulando.
" Eu quero você..."
Balançou a cabeça tentando espantar a alucinação, sua respiração arfante e seu desejo quase fora do controle
" Harry.."
A voz de Draco gemendo seu nome foi à gota d'água.
Harry levantou e a passos firmes seguiu em direção ao dormitório de Draco, ouviu Ron e Thomas lhe chamarem porem não prestou atenção, ele tinha que encontrar Draco.
Não se importou quando abriu a porta do dormitório quase com violência e encontrou Draco sentado no parapeito da janela. Harry percebeu que ele não estava em uma situação muito diferente da sua, ambos estavam ofegantes e excitados.
Harry se aproximou e eles se encaram por um tempo. O desejo era tão grande que os deixava tremendo.
Draco estava assustado nunca havia sentido aquilo antes mas tinha certeza que Harry sentia o mesmo. Queria tanto...mas..
- Draco - Harry gemeu e se aproximou puxando a mão do loiro o obrigando a descer da janela e ficar de frente pra ele.
- Harry...eu..
Porem Draco não terminou a frase pois Harry colou os lábios nos deles com força e o veela se deixou levar gemendo de satisfação e o abraçando quase com desespero. Não era um beijo muito delicado, nem calmo. As línguas se exploravam ávidas e intensas procurando ao maximo explorar a boca do outro. As mãos se exploravam, procurando qualquer pedaço de pele a mostra, desesperadas por mais contato.
As mãos de Harry penetraram a camisa do uniforme do outro e as mãos de Draco fizeram o mesmo e o aumento do contato fez ambos gemerem. Para s surpresa de Harry, Draco tirou sua camisa e o abraçou empurrando ambos para o sofá, fazendo Harry cair deitado e ele por cima do moreno.
As carias e intensificavam rapidamente, apertos, arranhões, mordidas, beijos, lambidas. Draco novamente brilhava só que dessa fez mais intensamente, os estalos de magia já eram audíveis e o encanto veela cantava nos ouvidos de ambos, os envolvendo.
Harry trocou de posição, porem o pouco espaço do sofá os fez cair no chão. Harry ofegou no ouvido de Draco e se afastou temendo que seu peso o machuca-se, mas Draco não lhe deu tempo, capturando novamente seus lábios.
Quase rasgou a camisa branca de Draco enquanto a tirava e contemplou por um momento o corpo do outro. A pele clara, imaculada, um pouco avermelhada pela intensidade de suas mãos, os mamilos rosados e o peito arfante.
Seus olhos encontraram os cinzas que o encararam com amor e desejo. Sem perder contato visual Harry foi descendo lentamente, rosando seus lábios nos do outro, então ambos se beijaram, gemendo de prazer e satisfação. Harry passava as mãos pelo corpo de Draco, usando as pontas dos dedos, começou a estimular os mamilos, arrancando gemidos do loiro. Harry começou a beijar, lamber e morder sua orelha e pescoço, fazendo Draco gemer mais alto e se contorcer deliciosamente abaixo de si.
Deslizou a boca pelo pescoço até chegar a um dos mamilos, os lambendo, fazendo o biquinho endurecer o mordendo levemente e Draco quase gritou de prazer.
Harry deixou um mamilo e começou a estimular o outro, suas mãos viajando pelo corpo de Draco, foi descendo lentamente, tendo a atenção nas emoções de Draco, o anel permitia que ele não ficasse cego pela beleza veela embora Harry quase estivesse. Draco gemia e tinha os olhos fechados concentrados no prazer, porem quando as mãos de Harry começaram a abrir seu cinto Draco pareceu acordar de seu estupor e se afastar rapidamente.
Se encostou na parede, ofegante e tentando se cobrir com a camisa que havia sido tirada as pressas. Ele encarou Harry, que estava de pé ali parado as marcas do que haviam acabo de fazer era evidente em seu peito, onde haviam marcas de mordidas e arranhões, o volume em suas calças não escondia o desejo que ele ainda sentia e os olhos verdes brilhavam em um misto de desejo e preocupação.
Draco levou a mão ao rosto. Merlin, o que havia acabado de fazer? Havia se controlado tanto para que aquilo não acontecesse, Blaise, Pansy até mesmo Severus o haviam avisado que aquilo podia acorrer com aquela aproximação. Ele era um tolo.
- Draco..- sussurrou. O loiro parecia tão perdido, envergonhado e até mesmo...culpado. O que ele havia feito para deixar o loiro assim?
- Não Harry - Draco parecia prestes a chorar - Acho..acho melhor você ir embora agora...depois..nos conversamos.
Então Draco andou rapidamente até o quarto e se trancou lá.
Harry respirou fundo, seu peito se contraindo por algum sentimento que ele não soube identificar, mas que doía, e doía ainda mais pela ausência de Draco, por isso apenas se vestiu e saiu do aposento.
o.o.o
Harry estava sentado nas arquibancadas observando o campo de quadribol vazio, havia voado por horas só assim conseguia colocar os pensamentos em ordem. Há três dias ele não via e não conversava com Draco, assim como Pansy. Blaise e Hermione não lhe contavam nada. Foram inúmeras as vezes que pegou a capa de seu pai e ficou parado na frente do quadro da Princesa de Merlin, inúmeras vezes balbuciou a senha bem baixinho mas sempre voltava para o dormitório com o coração apertado.
-Podemos conversar Harry?
A voz de Hermione o tirou de seus devaneios e ele prestou atenão na amiga que estava acompanha de Blaise e Pansy. Suas expresoes indicavam que a conversa era sobre Draco e não era algo bom, nada bom. Pansy se sentou e após um curto silencio foi a primeira a se manifestar.
- Você e Draco devem se afastar Potter, você sabe por quê?
o.o.o
Blaise observava Harry ter a mesmas reações que ele quando soube. Primeiro o choque, depois a negação, a raiva, a indignação, o medo. Blaise sabia que era difícil ouvir aquilo, até hoje tinha calafrios quando pensava naquilo.
- Entende agora Potter?
Harry não ouvia mais nada. Ficou mais difícil de respirar, seu estomago estava embrulhado. Levantou e saiu correndo, não parou quando lhe chamaram. Correu, correu com todas as suas forças, seus olhos embaçados, não sabia se pela chuva que agora caia torrencialmente ou se pelas lagrimas. Chegou à parte mais afastada do castelo, encostou-se em uma arvore, tentando recuperar o fôlego escorregou para o chão.
Era tão injusto. Voldemort tirou seus pais, seu padrinho, um amigo, tirou sua juventude e sua tranqüilidade e agora isso?
Não soube por quanto tempo ficou ali, sabia que era muito tarde quando Rony veio buscá-lo. Não falaram nada enquanto voltavam para o castelo, muito menos quando tomaram banho e quando foram dormir, Rony apenas olhou para ele com pesar.
" Eles estavam correndo a muito tempo, os cabelos loiros sujos e as vestes rasgadas não eram suficiente para aplacar a beleza de Draco.
Um clarão. Harry sentiu suas pernas fraquejarem e seu corpo cair no chão, Draco falava alguma coisa, tinha um sorriso maldoso nos lábios.
Um vulto negro se aproximou, estendendo a mão para Draco que aceitou.
Harry assistia horrorizado Voldemort enlaçar a cintura de Draco e lhe beijar os lábios, que sorria feliz, como se lá fosse o seu lugar e se aconchegar mais no abraço.
O casal se aproximou e Harry sentia sua cicatriz em chamas.
- Desgraçado- conseguiu dizer.
O homem-cobra riu sendo seguido por Draco, falou alguma coisa no ouvido do loiro e se aproximou.
- Ora Potter achou mesmo que tiraria Draco de mim? Ledo engano. Draco me pertence - se afastou deixando o loiro tomar seu lugar.
- Harry.,.você achou mesmo que eu te amava? Tolo. Agora eu vou deixar que você morra – o loiro parou e sorriu pegando a varinha – Não melhor..,.eu mesmo vou matá-lo...Avada......"
Harry pulou na cama, olhou para o relógio 3:45, não voltaria a dormir aquela noite.
" Eu não me importo. Draco não é tão importante assim .Eu não me importo. Nos afastamos, pronto, problema resolvido. Eu não me importo". A frase foi repetida em sua mente até amanhecer.
Agradeceu por ser sábado. Não foi para Hogsmeade, não queria ver Draco, não saberia o que fazer se o visse. Se fosse culpa apenas da primavera entenderia, mas aquilo era de mais.
" Eu não me importo" repetiu, não se importaria os problemas estariam resolvidos, se afastando do loiro não teriam mais problema mesmo que isso causasse um aperto em seu coração.
Aquele dia estava mais quente que o normal, a primavera chegava com força total, a grama estava brilhante pelos restos de neve derretida, resolveu caminhar até uma fonte numa parte mais escondida do jardim, as arvores altas deixavam o lugar bem iluminado, mas não maltratado pelo sol, a fonte era funda feita de mármore com um anjo no centro segurando um jarro da onde saia uma água cristalina.
Quando se aproximou viu sapatos, meias e um livro jogado perto da ponte. Engoliu em seco, perto do livro estava a caixinha verde brilhando sob o sol.
Um barulho de água se movimentando, duas mãos pálidas na borda de mármore, o corpo surgindo de dentro da água, ficando em pé na borda. O cabelo loiro mais escuro por estar molhado, o peito arfante, as roupas molhadas, a camisa branca agora transparente colando no corpo. Na mão direita a corrente de ouro branco era segurada firmemente, o sol o iluminando suavemente, era uma bela visão.
Seus olhos se encontraram, por um breve momento, quando Harry deu por si o loiro já havia catado suas coisas e passado por ele, mas ouviu o loiro parar e suspirar.
- Desculpa por não ter te contado Harry, eu tive tanta vergonha e...- respirou fundo mais uma vez - Eu espero que um dia nos possamos ser amigos novamente.
Ele se foi e Harry desejou ter recusado a amizade dele como no 1° ano, desejou nunca ter se apegado ele, desejou nunca...nunca ter beijado aqueles lábios quentes, nem tocado aquele corpo, não queria sentir aquilo, não podia permitir, tinha que parar de sentir.
Com raiva correu ao corujal e rabiscou em um pedaço de papel " Helena, mesmo lugar AGORA, Leo"
Durante a noite enquanto penetrava cada vez mais no corpo da mulher, seu coração lhe avisava que aquele não era seu lugar, que ela não era a pessoa que ele...que ele...Merlin! Ele se importava tanto.
N/A
Muita gente fico feliz com o pega pega antecipado do Draco e do Harry né?
Mas muita coisa ainda vai rola ^^
Comentários plz
Bjs
