Antes de tudo, gostaria de falar uma coisa: "Cibele, que bom que você ta gostando! Pensei que você ia me matar por causa do capítulo anterior ' que bom que você num fez isso..."
E a resposta de um review que eu recebi, antes que eu esqueça de responder... De novo -.-'
Lhyl: Oh, que bom que está gostando! E que honra! Minha fic está na sua lista de favoritos? Que lindo! Obrigada! Olha, tentei colocar esse capítulo o mais rápido que consegui... Que foi? Pq você ta xingando o Kurama? Relaxe... XDD Oh, que bom que você ta achando fofo os dois juntos! XD
Capítulo 7
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Sakuya olhou para a cama novamente, onde Kurama estava dormindo. Ela estava sentada no parapeito da janela, olhando para o ruivo. Ouviu um barulho de panelas vindo da cozinha e acabou se distraindo e olhou para a porta. Quando olhou novamente para ele, viu que estava acordando. Ela o observou sentar-se na cama. Ficou em pé novamente e ajeitou seu vestido chinês azul. Andou até a cama e sentou-se ao lado dele.
-Dormiu bem, raposa? –Ele perguntou primeiro.
-Sim. E você? –Ela perguntou antes de beijá-lo.
-O mesmo. Eu vou tomar um banho.
-Ok. Eu vou estar lá na cozinha. -Ela se levantou e abriu a porta. –Encoste a porta quando sair, ok? –Ela olhou para ele com um sorriso. –Até depois. –E saiu.
-Ela nunca foi muito romântica. Seus gestos e palavras dizem isso. Mas seus olhos falam o contrário. É... Ela não mudou.
-o-o-o-o-o-o-
-Bom dia. –Sakuya cumprimentou assim que entrou na cozinha. –Quer ajuda, Cibele?
-Bom dia. Se quiser ajudar eu agradeço.
-Okay. –Sakuya andou até a pia, ficando ao lado de Cibele. Começou a ajudá-la á fazer uma massa para biscoitos de chocolate.
-Nada de novo?
Sakuya parou por um momento e olhou para Cibele.
-Ãhn? Cibele, a gente se viu ontem, lembra?
-Não precisa escondeeer –Ela cantou –Agora, falando sério, eu sei o que houve ontem!
Sakuya ainda não entendia. Franziu levemente sua testa e olhou para Cibele com um olhar curioso.
-Você... –A loirinha começou. –Dormiu com o Kurama. –Ela riu. Sakuya arregalou levemente os olhos.
-Relaxa! 1: Eu apenas dormi com ele. Por sono. 2: como você sabe?
-Eu senti a sua energia junto com a dele ontem á noite, quando eu tinha vindo pra cozinha. Ah... Então, você não dormiu com ele naquele sentido?
-Não, sua maliciosa.
-Eu não sou maliciosa!
-Cibele, você é maliciosa sim.
-Não sou... Eu adoro cair, mas eu não sou maliciosa!
-E o que isso tem á ver? Minha filha, o que tem á ver se você gosta de cair ou não?
-Foi um exemplo!
-Tanto faz, tanto faz... –Ambas retornam aos seus afazeres, ficando em completo silêncio. Depois de uns dois minutos... –Maliciosa.
-EU NÃO SOU MALICIOSA, CARAMBA! (N/a: XD Cibele é sim!)
Sakuya começou a rir enquanto Cibele gritava coisas sem sentido.
-Que isso?
Ambas olharam para a porta e Sakuya riu ainda mais. Tanto que teve que se segurar na pia para não cair.
-David! –Sakuya exclamou, enquanto apontava para David, que estava para em frente á porta da cozinha. –Você ta um caco!
David estava com o cabelo todo bagunçado, sua camiseta branca e sua bermuda verde estavam amassadas e seu rosto ainda mostrava que estava com sono.
-Nossa, eu também te amo muito, Sakuya! –ele respondeu com sarcasmo. Cibele começou a rir também.
-Ah... Eu adoro ver esses caras pela manhã. –Sakuya disse, enquanto secava as lágrimas em seus olhos, causadas pelo o riso.
David senta-se em uma cadeira vaga enquanto as duas garotas voltam á fazer seus afazeres.
-Querem ajuda? –Ele pergunta.
-Não precisa. Ta tudo sobre controle aqui, maninho. –Sakuya respondeu enquanto pegava uma fôrma retangular e média, enquanto Cibele começava a fazer os biscoitos tomarem forma.
-Bom dia. –Os três olharam para a porta. Sakuya e Cibele começaram a rir novamente e dessa vez, as duas seguraram-se uma na outra para não caírem. Yusuke estava em frente á porta, olhando a cena com um ponto de interrogação no olhar. Ele estava com uma camisa regata branca, uma bermuda azul marinha completamente desarrumada no corpo e seu cabelo estava mais bagunçado que o do David, e sua cara demonstrava que ainda estava com sono.
-Caramba! –Exclamou Sakuya. –Você ta pior que o David!
-Você também é linda! –Yusuke respondeu com sarcasmo.
-Eu sei, meu amor, eu sei!
Depois de um tempo, Cibele e Sakuya pararam de rir. Cinco minutos depois, as meninas acordaram e Kurama já estava na cozinha. Após as meninas entrarem na cozinha, sentaram-se nas cadeiras e todos ali começaram a conversar.
-Pessoal, o que vocês acham de irmos á bar-lanchonete hoje á noite? –Sakuya sugeriu. Todos concordaram.
-Nossa, lembra como era a bar-lanchonete quando a gente ia pra lá? –Cibele olhou para Sakuya, com um sorriso surgindo em sua face.
-Claro que lembro! Como eu posso esquecer? Toda a vez que a gente ia pra lá, você caía em algum lugar!
-Ah, eu adoro cair! –Ela, Sakuya e David riram.
-O pior foi no colégio! –Sakuya comentou entre os risos.
-Que história é essa? –Kurama perguntou, olhando-os com curiosidade.
-Bem, é que eu estava conversando com uma amiga enquanto o professor não vinha. –Sakuya começou. –E a minha amiga estava sentada na última carteira da última fileira. E tinha um espaço entre a carteira da minha amiga e a cadeira que estava na frente dela. E esse espaço tinha o tamanho de um pé e meio. Daqui a pouco, a Cibele foi tentar passar nesse espaço...
-Por que eu fui fazer isso! –Cibele exclamou. –Eu sem querer enrosquei as minhas duas pernas; uma na carteira da menina e a outra na cadeira! Mas eu não caí. (N/a: Autora chorando de rir XD)
-Não caiu, mas arrastou a cadeira e a carteira! –Sakuya riu, assim como os outros.
-Mas eu não caí!
-Eu sei que não, mas foi hilário!
-Eu não tive culpa.
-Teve sim! Você viu o espacinho que tinha e ainda foi tentar passar! –Todos riram mais ainda. –Mas foi muita sorte sua que apenas eu e a minha amiga vimos.
-Viu como tudo tem um lado bom?
-Quase tudo, Cibele, quase tudo... –Sakuya acrescentou enquanto colocava as fôrmas com os biscoitos para assarem. –Agora é só esperar mais ou menos meia hora! Eu vou lá no jardim, qualquer coisa, NÃO me chamem!
-Sim, senhora! –Cibele brincou.
Sakuya sorriu e saiu da cozinha.
-o-o-o-o-o-o-
Sakuya se sentou em um dos bancos do jardim, em baixo de uma árvore e ficou olhando fixamente para a fonte que tinha no meio do jardim. Ficou assim durante um tempo. Até que se levantou e andou até a fonte e parou em frente á ela. Ergueu suas mãos até a altura de seu rosto e virou-as para ficarem com as palmas viradas para a fonte e ela esticou um pouco seus braços. Fechou seus olhos. Alguns segundos depois, a água da fonte começou a mudar seu rumo, com dois fios d'água não muito finos tomando forma e se juntando. Logo, esses dois fios formaram um coração. Sakuya abriu os olhos e sorriu. Voltou suas mãos para o lado de seu corpo e ficou observando sua obra.
Voltou a erguer apenas sua mão esquerda e apontou para o lado direito do coração. Logo, a água tomou a forma de uma rosa.
-Vejo que continua bom nisso. –Disse uma voz conhecida atrás de si. Ela se assustou e acabou perdendo a concentração, e a rosa se desmanchou. Sakuya virou-se para trás e sorriu.
-Oi Kurama. –Ela andou até ele e ele a abraçou. Ela correspondeu ao abraço e ficaram assim por um tempo. –Como eu senti sua falta... –Ela murmurou.
-Eu também... Nunca pensei que ia te encontrar de novo... Quero dizer, eu tinha esperanças, mas nunca pensei que eu realmente iria te encontrar.
-Kurama... –Ela o chamou.
-Hum? –Ele se afastou um pouco para poder olhá-la nos olhos.
-Eu te amo. –Ela trouxe a cabeça dele para poder beijá-lo. Suas mãos mergulharam no cabelo ruivo dele, enquanto ele a abraçou fortemente pela cintura. Apenas pararam o beijo para respirarem. Abraçaram-se novamente. –Por favor... Quero que você apareça hoje no meu quarto á noite.
-Ta. Eu irei.
Ambos sentiram uma energia se aproximar rapidamente, olharam para a floresta. Ambos viram uma bola de energia negra vir em direção aos dois. Quando Sakuya se preparava para fazer uma barreira, Kurama entrou em sua frente e a abraçou. Foi aí que ela percebeu que não tinha tempo para criar uma barreira ou desviarem. Kurama foi atingido em suas costas e acabou gritando.
-Kurama! –Sakuya gritou, enquanto ambos se ajoelharam. –Baka! Por que fez isso!
-Não ia dar tempo... De você fazer uma barreira...
-Droga! Quem foi o filho da mãe! –Sakuya olhou para a floresta á sua frente e conseguiu ver quatro vultos negros desaparecem. Voltou a olhar para Kurama, que fechava os olhos com força, tentando conter um grito. Sakuya fechou os olhos e ambos começaram a brilhar. Logo, Kurama estava curado. –Você está bem?
-Estou... Mas o que você fez?
-Eu apenas usei as minhas ondas espirituais. Não é difícil. –Ela sorriu. –Kurama, nunca mais faça isso por mim! –Ela o abraçou e começou a lamber seu rosto. Ele riu e a afastou um pouco.
-Beijo de raposa, é? –Ele riu mais um pouco. –Sakuya, é claro que eu faria isso por você. Se for preciso eu farei de novo.
-Não faça! Não quero que se arrisque por mim!
-Sakuya, cala a boca e me escuta: eu me arrisco por você porque eu te amo. Nunca iria te deixar morrer de novo!
-Não vale a pena, Kurama...
-Claro que vale. –Ele se levantou e a ajudou a se levantar. –Vamos voltar pro acampamento.
-... Ok.
Os dois começaram a andar em direção ao acampamento. Quando faltavam apenas cinco metros para chegarem à porta, sentiram quatro energias atrás deles. Olharam para trás e havia quatro pessoas paradas ali.
-Quem são vocês? –Sakuya perguntou, enquanto seu rosto ficava sério. A porta da casa se abriu. David, Cibele, Yusuke, Kuwabara e Hiei saíram de dentro da casa e ficaram ao lado de Kurama e Sakuya.
-O que quê ta pegando? –Yusuke.
-São eles... –David e Cibele murmuraram.
-Foram vocês que nos atacaram, certo? –Kurama olhava fixamente para as quatro pessoas.
-Sim, fomos nós. Meu nome é Yola, muito prazer. –Disse uma garota de cabelos lisos prateados, presos em uma trança alta que chegava até a altura de seus ombros, e de olhos azuis violeta e pele branca. Vestia um vestido chinês branco com detalhes em azul marinho claro. E tinha a altura de Cibele. Seu rosto e seu olhar transmitiam certa tristeza e frieza. –Eu controlo a água e o gelo.
-Então foi você que... –Sakuya olhou para Yola, com um olhar interrogativo.
-Isso mesmo. Fui eu quem fez cair neve e chuva ontem. Eu apenas não te fiz desmaiar porque senti um pouco de pena de você... –Ela sorriu de um jeito maldoso e sarcástico.
-Então aquela forte energia também é dela...? –Sakuya pensou enquanto cruzava os braços.
-Olá! Meu nome é Jéssica! –Disse alegremente uma garota de cabelos castanho-avermelhados e estavam soltos, chegando até a altura de sua cintura, e de olhos castanhos escuros. Vestia um quimono japonês vermelho, com detalhes em vinho e em amarelo, e era um pouco mais baixa que Yola. –Eu controlo o fogo.
-Eu sou Rafael. –Disse um garoto de cabelos castanhos escuros e com algumas mechas castanhas claras e olhos azuis escuros. Usava uma camiseta preta e uma calça jeans simples igualmente preta e tinha a altura de Kurama. Sakuya olhou fixamente para Rafael e depois congelou. –Eu controlo a terra e consigo controlar poderes de energia negra.
-Eu sou Vanessa. –Disse uma garota de cabelos azuis cacheados e olhos azuis esverdeados claros. Vestia um quimono japonês branco com detalhes em azul esverdeado e tinha algumas flores desenhas em verde água escuro nas mangas e na barra. –Eu controlo o vento e a eletricidade.
-E eu sou Milena, a líder desse grupo. –Uma garota surgiu da floresta e parou em frente ás quatro pessoas. Ela tinha cabelos verdes escuros e ondulados presos em um rabo-de-cavalo alto e iam até a metade de suas costas, e olhos violeta. Vestia um vestido azul escuro que chegava até a metade de suas coxas e um short azul marinho que chegava em seus joelhos. –Eu controlo a eletricidade, a terra e o fogo.
-Rafael! –Sakuya o chamou. –O que você... Está fazendo com elas?
-Você o conhece? Yusuke olhou para sua meia-irmã.
-Conheço. Ele era o meu melhor amigo... Foi ele quem me deu aquele broche em forma de rosa, antes de partir para a Inglaterra, em intercâmbio.
-É exatamente isso. –Rafael concordou. –Que bom que você se lembra de mim, Sakuya... Ou devo te chamar de Ayame?
Ela deixou seus olhos entreabertos, franzindo levemente sua testa.
-Como é que você sabe disso?
-Quando eu estava na Inglaterra, conheci Milena. E acabei descobrindo que ela tem poderes sobrenaturais... Assim como eu. Ela me contou sobre seu passado, desde a época em que ela pertencia ao grupo de Kurama Youko até hoje.
-A mãe de quem! Você estava naquele grupo? –Sakuya olhou para Milena.
-Sim, estava. Não se lembra? Eu, Jéssica e Vanessa pertencíamos á esse grupo. Será que nem você e nem Kurama se lembram... Das pessoas que mataram vocês dois?
Sakuya fechou suas mãos, tentando conter sua raiva e franziu sua testa.
-Sua filha da mãe! Cobra! Por que fez aquilo, afinal! –Sakuya explodiu.
-Simples... –Milena sorriu. –Se eu te matasse, teria pelo menos uma chance de ficar com Kurama e conseguir mais respeito e poder. Mas como ele realmente te amava, eu tive que matá-lo também. Foi um grande erro meu pensar que ele só estava com você por pura diversão.
-Sua vadia... –Sakuya fechou os olhos com força, tentando conter seu ódio. –Pensa que eu sou igual á você? Que só dorme com os outros por causa de poder? Eu nunca tive inveja de ninguém. Claro que minha alma e mente não são puras, mas pelo menos eu não durmo com qualquer um! Vaca!
Sakuya teria atacado se Kurama não tivesse a segurado.
-Kurama, me larga agora!
-Tenha calma, Sakuya. –Ele disse, tentando acalmá-la.
-Ãhn? Kurama? É você? –Milena olhou para o ruivo. –Então você também se fundiu com um feto humano?
-Foi isso mesmo. –Ele respondeu friamente.
-Imaginei. –Ela andou lentamente até ele, com a cabeça baixa e com os olhos fechados. –Sabe... Eu chego á ter pena de você. Se você tivesse me escolhido para ser sua companheira ao invés da Ayame, você ainda estaria vivo como Youko. Foi uma péssima escolha.
-Ora sua...! –Sakuya foi segurada novamente por Kurama.
-É realmente uma pena. –Milena se afastou. –Ayame... Nós nos encontraremos de novo. –E com isso, Milena e seu grupo desapareceram.
-Aquela filha da...! (1) Ai, que raiva! –Sakuya esbravejou. Os outros se entreolharam.
-Sakuya, se acalma. –Yusuke pediu. –Explica isso aí pra gente. –Ela respirou fundo e olhou para os outros.
-Ok. Acho que vocês merecem uma explicação. –Ela começou a andar para dentro da casa e parou em frente á porta. –Vamos entrar e eu explico tudo á vocês.
Assim que ela se virou para entrar, todos sentiram uma forte energia e olharam para trás. Sakuya soltou um grito e todos voltaram a olhar para ela, que estava com ambas as mãos na cabeça e com os olhos fechados com força.
-Sakuya! –Kurama exclamou e correu até ela, assim como os outros.
-Aquela desgraçada... –Sakuya murmurou enquanto sentava-se em cima de suas próprias pernas. Olhou para cima, seus olhos sem foco e com sua respiração ofegante. –A Yola... Ela está fazendo isso... –Sakuya olhou para frente e apontou para a neve que caía lentamente. Abaixou seu braço e sua respiração começou a ficar ofegante novamente. Fechou os olhos e começou a cair para trás, sendo amparada por Kurama, que olhou preocupado para os outros e para a neve que ainda caía.
-o-o-o-o-o-o-
Noite de lua cheia. Vento gelado soprando, balançando algumas árvores que cercavam o campo não muito grande. Ayame olhou para os lados, certificando-se de que não havia nenhum youkai por perto. Prendeu seu cabelo longo e negro em um rabo-de-cavalo alto, deixando suas duas mechas prateadas contornarem seu rosto, uma de cada lado. Seu cabelo agora chegava em sua cintura. Ajoelhou-se no chão, sem se importar em sujar seu quimono japonês branco com detalhes em prata. Olhou pra o pequeno embrulho negro em suas mãos. Olhou novamente para os lados.
-Nunca pensei que a noite no Makai pudesse ser tão tranqüila. –Ela murmurou enquanto retirava um pergaminho não muito grande de um de seus bolsos do quimono. Abriu-o e pegou um pincel fino e um potinho de tinta preta que havia ganhado de sua mãe. Suspirou e começou a escrever:
"Desculpe, pai... Desculpe por eu ter escolhido o caminho mais covarde para me livrar dessa vida, mas o que mamãe fez comigo, realmente, foi como um chute no traseiro. Aquilo me machucou muito... E acho que nada nem ninguém, inclusive o senhor, poderá curar essa ferida em meu coração. Sinto muito, mas você terá que arranjar outra herdeira ou herdeiro para seu trono. Vou me encontrar com minha mão para acertarmos umas contas. Acho que sentirei falta do Makai. Mas com certeza sentirei sua falta. Nos encontraremos em breve.
Adeus pai,
Ayame."
Ela fechou o pergaminho e o colocou no chão ao seu lado, pegando o embrulho preto novamente. Abriu o embrulho negro em suas mãos, revelando uma adaga, que refletiu seu rosto. Estava com lágrimas em seus olhos prateados meio amarelados. Fechou os olhos e posicionou sua adaga com suas duas mãos, com ambos os braços esticados para cima, para que ficasse com a ponta apontando para seu pescoço. Quando ela ia se matar, alguém segurou seus braços e a puxou para que se levantasse. Nisso ela abriu rapidamente os olhos, pensando que fosse seu pai ou um de seus aliados. Por sorte, não era.
-Hey! –Ela gritou com raiva. Olhou a criatura á sua frente; olhos dourados, roupas brancas, rabo, cabelo e orelhas de raposa igualmente prateados. Realmente, não o conhecia. –Me... Larga.
-Não. Por que quer cometer suicídio?
-Isso não é da sua conta! –Ela puxou seus braços para se livras dos dele, fazendo com que sua adaga caísse. Deu um pulo para trás, ficando em posição de luta. Seu rabo de raposa negro balançou lentamente de um lado para o outro, mostrando que estava mesmo montando um ataque. –E por que está tentando me impedir?
-Acha mesmo que eu vou iria deixar uma mulher cometer suicídio na minha frente?
-Vire o rosto, oras!
-Tentei, mas não consegui. Não dá pra deixar uma mulher linda como você morrer assim.
-Baka. Essa foi uma das piores cantadas que já me mandaram.
-Não é uma cantada. Eu apenas disse a verdade.
Ela bufou e voltou á sua posição normal.
-Tanto faz. –Ela andou e se abaixou para pegar sua adaga, mas ele foi mais rápido e a pegou primeiro. –De-vol-va! –Ela disse em um tom assassino.
-Não.
-Por favor.
-Não. Pelo menos me conte o que está havendo.
-Não! Quer saber, pode ficar com ela. Não acho que minha mãe gostaria de ver sua filha se matando com a própria adaga que deu á ela. E aliás, existem várias formas de se cometer suicídio. Te vejo no inferno. –Ela se virou para ir embora.
-Espera. –Ela se virou para ficar frente á gente com ele. –Você não é a filha de Raizen?
Ela encolheu um pouco os ombros.
-Sim, sou... Meu nome é Ayame. –E com isso, ela se virou novamente para ir embora. Mas assim que deu um passo, ele a segurou pelo o braço direito.
-Ouvi dizer que você é muito forte. Quer se juntar ao meu grupo?
-Você é Youko Kurama, certo?
-Sim.
-Já ouvi falar de você. Agora que eu te reconheci. Havia ouvido um grupo de youkais comentar sobre você e acabei sabendo que você tinha cabelos prateados e olhos dourados e que tinha um grupo muito forte. Mas eu não sei se devo me... –Ambos se olharam nos olhos. Ficaram congelados por um momento, em silêncio.
-Por favor, junte-se ao meu grupo. –Ele quebrou o silêncio entre os dois.
-Por que quer tanto assim?
-Se eu te falasse, ia achar idiotice. –Ele sorriu.
-Diga se não eu não irei aceitar.
-É que eu gostei de você.
Ela sentiu seu rosto arder levemente e abaixou a cabeça.
-Agora isso... Foi uma cantada... –Ela murmurou.
-Eu sei. –Ele riu um pouco. –Você vem ou não?
-Espera. –Ela olhou para seu pergaminho que estava no chão. Esticou um pouco seu braço em direção á ele e logo, o pergaminho pegou fogo. –Agora sim. Vamos.
-Ok.
-o-o-o-o-o-o-
Sakuya abriu os olhos lentamente. Olhou para o lado. David, Kurama, Cibele, Keiko, Kuwabara e Botan estavam ali.
-Por quanto tempo dormi? –Ela perguntou enquanto sentava-se na cama.
-Por mais ou menos duas ou três horas. –David respondeu.
-Você está bem? –Kurama perguntou preocupado.
-Sim, estou. Kurama, podemos conversar á sós?
Ela olhou para os outros e logo eles saíram. Kurama fechou a porta e sentou-se ao lado dela. Sakuya olhou para ele com um olhar triste.
-Kurama... Eu sonhei com o dia em que a gente se conheceu... E agora, não sei por que, não consigo parar de me lembrar da minha mãe... –Ela abaixou sua cabeça e algumas lágrimas começaram a molhar seu vestido chinês.
-Sakuya-chan... Se acalme... Você disse que já tinha superado.
-Eu menti. Eu ainda não superei. Pensei que tinha, mas não superei. –Ela suspirou e se levantou da cama, parando no meio do quarto, olhando fixamente para a parede, tentando se acalmar. Ela sentiu ele lhe abraçar por trás e pousar seus lábios em seu pescoço.
-Tudo vai ficar bem... –Ele murmurou suavemente.
-Eu sou uma fraca, não é? Anos depois e eu ainda nem consegui superar uma coisa dessas.
-Ser fraco é uma coisa. Ser sensível é outra. Você é sensível. E se você ainda chora pelo o ocorrido, é por que você ainda ama sua mãe e isso é nobre.
Ele a virou para poder encará-la. Secou as lágrimas dela suavemente.
-Eu vou te ajudar a superar tudo isso.
-Uhum... –Ela balançou positivamente sua cabeça e ele a beijou. –Hey... –Ela sussurrou. –Pena que esses tipos de momentos sempre são atrapalhados.
-É mesmo uma pena...
-Espera aí... –Ela andou silenciosamente até a porta e contou até três em pensamento, abrindo a porta rapidamente logo depois. Cibele, Keiko, Yusuke, Botan e Kuwabara caíram nessa ordem. Sakuya e Kurama bufaram, com uma gota em suas cabeças, e todos se levantaram rapidamente em menos de um segundo.
-Sakuya! –Cibele começou. –Ãhn... Sabe o que é? É que a gente tava só esperando vocês terminarem pra falar com você só que daí... –Sakuya continuou com um olhar sério e arqueou uma sobrancelha. –Ta bom! A gente tava escutando a conversa...
-Traidora! –David apontou para Cibele. –Na próxima vez, eu tento arranjar uma desculpa! Você é péssima nisso!
-Foi mal! –a loirinha tentou se defender.
-Mas... –Botan começou. –O que você –Ela apontou para Kurama –Disse pra ela... –Ela apontou para Sakuya. –Foi lindo!
O casal corou.
-Por que você não é como o Kurama? –Keiko deu uma cotovelada fraca em Yusuke, que fingiu não ouvir nem sentir nada.
-Se deu bem, hein, Sakuya! –Cibele riu.
-Cale a boca! –Sakuya corou mais ainda. –Querem saber? Vão se arrumar. Daqui a pouco a gente vai pra cidade. E como vocês demoram, até terminarem, já ta na hora da gente ir.
-Tudo bem! 'Bora pessoal! –Cibele chamou. Os outros começaram a sair. –Ah, e Sakuya...
-Hum?
-Sei que já faz dois anos, mas... SAFADINHA!
Cibele saiu correndo antes que um sapato a acertasse. Kurama riu e pegou o sapato que caíra no corredor e entrou no quarto novamente. O pessoal da sala estava rindo alto por causa do grito de Cibele e Sakuya corou de raiva e vergonha.
-OMAE O KOROSU, CIBELE IGARASHI! –A morena explodiu e o pessoal da sala riu mais ainda. –Eu realmente ainda vou matar ela.
-Calma. –Kurama parou de rir. –Olha, eu vou lá tomar um banho. Nos vemos depois.
-Ok.
Eles se beijaram e ele saiu logo depois, enquanto ela foi escolher o que ia usar. Mas antes, olhou para o relógio do quarto. 15h56min.
-o-o-o-o-o-o-
18h50min...
-Meus amores! Andem logo! –Sakuya gritou da sala, enquanto colocava sua pulseira preta fina em seu pulso direito. –Nem todo mundo é mulher por aqui! Eu fui uma das últimas á tomar banho e já tô pronta! Andem! –Ela terminou de colocar sua última pulseira, uma azul escura.
-Nossa! Que gritaria! –David reclamou ao entrar na sala.
-Eu sei! Mas se eu não gritar ninguém me ouve aqui! –Sakuya gritou mais uma vez e depois riu. –Foi mal. Mas É QUE NINGUÉM AQUI SE APRESSA!
-Calma.
-Eu vou tentar. A propósito, bela calça.
David usava uma camiseta branca, uma jaqueta azul escura e uma calça jeans azul escura não muito larga.
-Valeu. –Ele agradeceu.
-E o que você acha? –Sakuya deu uma volta. Ela usava uma saia jeans preta que ia até os joelhos e uma camiseta justa igualmente preta, e seu cabelo estava preso em uma trança alta. Em ambos os pulsos, havia algumas pulseiras pretas, azuis escuras e vinho, dez em cada pulso. E usava um colar prata com um pingente em forma de águia e estava usando um batom bem claro. Bem na hora em que ela acabava de dar sua única volta, Kurama e Yusuke entraram na sala, cobrindo-a com elogios e a deixando vermelha.
-Muito obrigada vocês dois. –Ela agradeceu meio sem jeito. Kurama estava usando uma camiseta preta grudada ao corpo, uma jaqueta preta, uma calça jeans azul escura e seus cabelos estavam soltos e meio molhados. Yusuke usava uma calça jeans azul escura e uma camiseta preta com detalhes em vermelho.
Logo, Keiko aparece com um vestido vermelho que ia até os joelhos, e Botan, usando uma saia de seda azul clara, uma blusinha branca de alças finas bem justa e seus cabelos estavam presos em um rabo-de-cavalo alto.
Depois, Kuwabara apareceu usando uma camiseta branca e uma calça jeans azul clara simples. Yukina veio logo depois, com seus cabelos soltos e com um quimono japonês verde água claro. Shizuka se juntou aos outros na sala, usando uma calça jeans preta e uma camiseta azul bem escura.
-Deixa eu ver... –Sakuya murmurou. –O Hiei ta lá fora... Falta a Cibele. Loira! Só falta você!
-Calma aí! –Cibele respondeu do quarto. Um minuto depois, ela aparece na sala, usando um vestido preto que ia até os tornozelos, com alças finas e com um decote quadrado decente. Seu cabelo estava solto. E ela tentava colocar suas sandálias pretas e tirava seu cabelo da frente de seu rosto, que insistia em atrapalhá-la. –Afê! –Exclamou ela quando quase caiu ao colocar sua perna direita no chão. –A gravidade me odeia... Vamos indo gente?
-Ok. –Sakuya abriu a porta.
-o-o-o-o-o-o-
-Quanto tempo eu não visito esse lugar! –Cibele comentou sorridente.
-Você não é a única! –Sakuya observou. –Cara, que saudades desse lugar!
-Eu acho que o pessoal que trabalha aí dentro sentiram falta das duas. –David.
-Por quê? –Ambas perguntaram ao mesmo tempo.
-Por que sempre que vínhamos trabalhar aqui, uma das duas pagava algum mico.
-Cala a boca! –As duas mandaram ao mesmo tempo. –Vamos logo. –E todos entraram.
Todos olharam bem o lugar. Havia várias mesas e cadeiras, quase todas ocupadas. Alguns garçons e garçonetes passando por ali e aqui, uma banda tocando no palco que ficava em frente ás mesas, encostado na parede e havia um balcão com algumas cadeiras em frente e uma prateleira cheia de bebidas atrás, onde um barman estava limpando um copo e havia algumas pessoas sentadas conversando e bebendo sentados em frente ao balcão.
-Ai gente! –Cibele exclamou. –Que muito meigo! Mudou tanto por aqui!
-Menos, Cibele, menos... –Sakuya pediu, notando que algumas pessoas olhavam o escândalo da amiga. Rapidamente, ela achou duas mesas vagas no fundo do grande salão e levou todos até lá. Durante o caminho, ela, David e Cibele foram achando velhos amigos, alguns clientes e outros, funcionários. Chegaram nas mesas e as juntaram. Sentaram-se e David pediu as bebidas. –Hehe... Cibele?
-Oi...?
-Lembra da penúltima vez que viemos aqui? –Ela, Cibele e David caíram na risada.
-O que aconteceu? –Yusuke perguntou olhando para os três.
-É que a gente tinha vindo aqui nas férias, como sempre. –Cibele começou. –E a gente sempre trabalhava aqui tocando na nossa banda e tal. Só que, daquela vez, a Sakuya e o David iam fazer um dueto. Normal. Depois que a gente terminou... –Ela começou a rir.
-A gente ia sair e tal... –Sakuya continuou. –Só que a Cibele conseguiu a proeza de tropeçar num fio, cair em cima do David e ainda me puxar junto pro chão! –Todos começaram a rir. –A platéia se segurando pra não rir e a gente ali começando a cascar o bico! Depois que o pessoal viu que a gente tava bem e se levantando rindo, o pessoal começou a rir também!
-Eu quase matei essa loira depois. –David olhou para Cibele e riu.
-Quando eu falo que a gravidade me odeia... –Cibele. –Ela realmente me odeia, cara!
-Sakuya? Cibele? E David! –Uma voz masculina soou atrás deles. Olharam. Era um garçom trazendo as bebidas. Tinha cabelos loiros lisos que iam até os ombros e tinha olhos azuis escuros profundos.
-Meu Deus! Marcos! –Sakuya sorriu. Os três se levantaram e cumprimentaram Marcos. Ele colocou as bebidas em cima da mesa e abraçou Sakuya, Cibele e deu apertou a mão direita de David.
-Uau! Que saudades de vocês três!
-Digo o mesmo! –Eles disseram ao mesmo tempo.
-Ah! Espera aí. –Ele saiu, com um pouco de pressa. Em menos de trinta segundos, voltou com mais três pessoas; duas mulheres e um homem. A primeira moça, tinha cabelos castanhos lisos e longos, olhos verdes, parecia ter vinte anos e usava um uniforme de garçonete. A outra, tinha cabelos negros ondulados, olhos azuis, aparentava ter dezoito anos e também usava um uniforme de garçonete. O homem tinha cabelos curtos negros, olhos castanhos escuros, aparentava ter uns trinta anos e vestia um terno cinza escuro com uma gravata igualmente escura.
-Aline! –Sakuya abraçou a menina de cabelos castanhos. –Olá, Viviane! –Sakuya abraçou a de cabelos negros e apertou a mão direita do garoto. –Como vai, Takeshi?
-Oi pra vocês! Quanto tempo! –Aline abraçou Cibele e David, assim como Viviane. –Oh... São seus amigos? –Ela olhou para os outros que estavam sentados.
-Sim... –Sakuya respondeu e os apresentou logo depois.
-Olá pra vocês! Eu sou a Aline, ele é o senhor Takeshi, dono daqui, e ela é a Viviane. Qualquer coisa, chamem uma de nós duas ou chamem o Marcos. Espero que estejam gostando do lugar! –Ela se inclinou levemente para frente. –Agora, eu tenho que ir. Com licença. Até logo!
-Com licença. –Viviane pediu e ela e Aline saíram.
-Bem... –Takeshi começou. –O que acham de tocar alguma música depois? –Ele olhou para Sakuya, David e Cibele.
-To fora. –David disse e se sentou.
-Eu aceito. Vamos Cibele? –Sakuya olhou para a amiga.
-Ehhh... Não.
-Vão vocês duas! –Takeshi insistiu. –Vai ser um prazer vê-las cantando aqui de novo!
-Espera... Eu vou ter que ir sozinha?
-Já disse que to fora. –Cibele voltou a se sentar.
-Traíra!
-Calma, Sakuya... Há um garoto por aqui que sabe cantar; ele canta aqui já faz um ano e meio. Ele irá cantar hoje. Se quiser, vocês fazem um dueto.
-É uma boa idéia. –Sakuya sorriu. Takeshi pediu licença e saiu com um grande sorriso em seu rosto. –Eu vou matar vocês dois. –Sakuya disse simplesmente, voltando a se sentar e lançando um olhar discreto e mortal para David e Cibele. –Sorte suas que eu não vou sozinha.
-Voltei. –Takeshi apareceu atrás de Sakuya, que olhou para ele. –Ele aceitou. Vamos lá?
-Hai. –Sakuya se levantou. –Já volto.
Mal chegaram perto do palco e Takeshi lhe estendeu uma pequena lista de músicas que haviam no karaokê que eram duplas que cantavam. Ela escolheu uma –"Number one, versão Sandy e Júnior" (N/a: XP desculpem... Num pensei em mais nenhum... Mas a música até que é bonitinha...) e, segundo Takeshi, a segunda seria escolhida pelo o garoto.
-Eu vou buscá-lo. –Já volto. –E com isso, Takeshi saiu.
-Eu ainda mato a Cibele... –Sakuya pensou, suspirando. Não muito tempo depois, Takeshi voltou trazendo o tal garoto.
-Sakuya... –Ele começou. –Esse é Rafael.
Sakuya, que até agora olhava para o chão, olhou imediatamente para o garoto para ver se era o mesmo Rafael que conhecia. E era. Ambos se encararam em silêncio por um tempo.
-O que faz aqui? –Ela perguntou á Rafael por telepatia.
-Sempre vim aqui depois que voltei da Inglaterra. É apenas um lugar que eu gosto de visitar. –
-Ai de você se armar alguma coisa... –
-Não se preocupe, não irei; minha missão não é essa. Só espero que cante bem. -
-Você sabe que eu canto. –
Takeshi estendeu á ele a mesma lista que havia mostrado á Sakuya. Ele escolheu uma música – "Come what may – Nicole Kidman e Edward McGragor." (N/a: sim, é do filme 'Moulin Rouge'... E acho que é assim mesmo que escreve os nomes deles XD).
-Pediu logo uma música romântica? –Sakuya debochou dele.
-Você não pode falar nada, infelizmente. Eu apenas pedi aquela música porque gosto dela. –
-Eu digo o mesmo. –
A voz de Takeshi os fez olhar para o palco. Takeshi estava em cima do palco.
-Boa noite á todos. Hoje eu trago á vocês dois cantores magníficos: Sakuya e Rafael. Subam, por favor! –Ambos subiram, meio olhando para o chão. –Quem aqui se lembra dela, batam palmas! –Praticamente todos ali bateram palmas, assoviaram – principalmente seus amigos – e alguns caras até a elogiou, gritando coisas que variavam de "fica comigo!" até "gostosa!" –Agora, esse aqui todos conhecem mesmo –Takeshi continuou. –Rafael! Palmas pra ele! –O público voltou a se animar e o grupo de Sakuya olhou meio desconfiado e com raiva para Rafael. Ambos estavam muito vermelhos em cima do palco.
Rafael simplesmente não era muito acostumado quando Takeshi decidia agitar o público e Sakuya já havia perdido o costume dessas coisas acontecerem. Sakuya olhava para o chão, envergonhada, quando uma rosa caiu em sua frente. Ela se abaixou e pegou a rosa vermelha, sorrindo. Olhou para Kurama, que estava de pé não muito longe do palco e sorria para ela. Ela colocou a rosa em seu cabelo, em cima de sua orelha direita, sem sequer se preocupar com os espinhos e com Takeshi falando que ela havia sido 'fisgada', pelo o visto.
Takeshi entregou um microfone aos dois e, assim que saiu do palco, a música que Sakuya pediu começou a tocar. Os dois cantaram, olhando um para o outro e interpretando, sorrindo, assim como Takeshi falou para fazerem, o que não agradou muito aos dois. Depois, a música que Rafael havia pedido começou a tocar e eles cantaram melhor ainda do que a primeira música, como se fosse possível. Quando a música acabou, agradeceram e saíram do palco.
-Isso foi incrível! –Elogiou Takeshi. –O público está até pedindo bis!
-Depois, ok? –Sakuya sorriu.
-Ótimo! Depois eu te chamo e você poderá cantar sozinha. Rafael, você também quer?
-Se eu puder, tudo bem. –Ele respondeu educadamente.
-Ok. Depois eu os chamarei. Licença. –Takeshi saiu.
Rafael e Sakuya ainda não se olhavam.
-Rafael... –Sakuya o chamou e olhou para ele.
-Diga. –Ele a encarou.
-Você canta muito bem. Sinto-me honrada em ter cantado ao seu lado. –Ela sorriu.
-Eu digo o mesmo. –Ele também sorriu.
-Poxa, Rafa... Por que você se juntou ao grupo da Milena? A gente era tão amigo... –Ela disse meio triste, mas sem desfazer o sorriso.
-Não, não éramos... Amigo não compartilha segredos? Mesmo os mais profundos! –Ele acabou gritando a última parte.
-Existem limites! –Ela também gritou. Por sorte, uma música alta e agitada tocava e ninguém, apenas eles, ouviam um ao outro. –Você era meu melhor amigo! E não meu namorado!
-Mas poderia ter sido! Eu te amava! E se eu ficasse sabendo do seu passado e que você ainda ama o Kurama, eu não teria me machucado tanto! –Ele percebeu o que havia falado e ambos ficaram em silêncio. Ele virou o rosto e ela estava um pouco surpresa.
-Você... Me amava? –Ela perguntou mais para ela do que para ele.
-Quem não iria se apaixonar por você, Sakuya? –Ele olhou para ela e sorriu meio triste. –Você é perfeita. É gentil, e inteligente, é engraçada, é linda, é sensível... Foi por esse amor não correspondido... Que eu aceitei ter viajado em intercâmbio...
-Rafael... Sinto muito... Eu não sabia... E eu não poderia ter te contado... Quer dizer, poderia, mas eu não... Não eu não podia... Eu não sei! –Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos castanhos amarelados e ela abaixou a cabeça. –E-eu não sei o que dizer á você... Rafael, me desculpe! Eu não queria ter feito você sofrer! Desculpe...
-Tudo bem, você não sabia. Mas isso não quer dizer... Que eu vá deixar o grupo da Milena.
Sakuya ergueu seu rosto novamente.
-Não...? Rafael! Por favor, não faz isso! Junte-se á mim! O pessoal é meio estranho, mas depois você vai ver que eles são incríveis!
-Você... Ainda me quer como amigo? –Eles se olharam nos olhos. Ela sorriu e balançou a cabeça positivamente, secando seu rosto logo depois.
-Claro que sim. Grandes amizades não morrem assim.
-E nem um amor perdido. –Ela desfez o sorriso. –Eu não sei se devo aceitar... Os outros vão querer me matar...
-Não vão! Eu converso com eles agora e amanhã você aparece no acampamento! Por favor, Rafa!
Ele pensou por um momento.
-Bem... Não custa tentar.
-Que bom! Aparece lá amanhã, então!
-Tudo bem. Nos vemos por aí.
-Certo.
Ele saiu e ela ficou parada, olhando ele sair do salão com um sorriso.
-Hey. –Uma voz desconhecida a chamou. Ela se virou para ver quem era. Era um cara alto, de cabelos castanhos, olhos azuis claros e vestia roupa escura. –Tem um minuto?
-Sim. –Ela sorriu.
-Olha... Você mandou muito bem lá no palco.
-Ah... Obrigada.
-E você é ainda mais bonita de perto.
-Eu tenho namorado e luto kung fu.
-Até mais.
Ela riu o vendo voltar para dentro da multidão e voltou ao seu lugar junto ao seu grupo.
-E então?
-O que ele fez?
-Cadê ele?
-Você fez o que?
-Calma! –Sakuya gritou. –Eu explico! Calem a boca! –Ela respirou fundo e todos se calaram. –Ele não é nosso inimigo...
-Como assim não? –Yusuke indagou. –Ele apareceu junto com a tal da Milena!
-Cala a boca! Eu ainda não terminei! Continuando... Ele não é nosso inimigo. Ele apenas ficou chateado comigo por não ter contado meu passado á ele e contado que eu ainda amo o Kurama. Ele me amava, por isso ele queria que eu tivesse contado, assim ele saberia e não teria se machucado tanto. Eu o convidei para se juntar ao nosso grupo. Ele não é inimigo e vi que ele só estava falando a verdade.
Todos ficaram quietos por um minuto, pensando na situação. Kurama se levantou nervoso da cadeira e saiu.
-Kurama? Kurama! –Sakuya tentou pará-lo, mas ele sumiu dentro da multidão. –Gente, já volto! Ah! E o Rafael não é inimigo, apenas deixem ele se juntar á nós! Não vão se arrepender! Kurama! –Ela correu atrás do ruivo.
-Devemos arriscar? –Hiei olhou para o resto.
-Acho que sim. Mantenha seus inimigos mais perto que seus amigos. –Kuwabara respondeu.
-O Kuwabara ta certo. E se o Rafael tentar alguma gracinha, nós acabamos com ele. –David comentou.
-É isso aí. –Yusuke o apoiou. –Esse tal Rafael é apenas um e nós somos mais que um!
-o-o-o-o-o-o-
-Kurama! Pára, por favor! –Sakuya gritou de novo quando viu Kurama andando na rua, em direção ao morro do acampamento. –Espera, por favor! Eu te amo e você vai me deixar sozinha de novo! –Ele parou. Isso! Psicologia sempre funciona! Ela o alcançou e ele olhou para ele.
-Você me ama? E quanto ao Rafael? –Ele perguntou sarcástico.
-Não tem nada á ver. Ele me amava. Verbo no passado. Eu só quero que ele vire meu amigo de novo. Não tem mais nada nisso. E seria bom porque ele nos contaria onde Milena está e o quão forte ela é. –Ela o beijou, e ele acabou correspondendo contra sua vontade. –Por favor, Kurama... Não fica brigado comigo... Eu não gosto quando discutimos... –Ela falou tristemente. –Vamos voltar... –Ela pegou o braço direito dele para puxá-lo, mas ele se adiantou e desviou. Virou-se de costas para ir embora novamente, mas dessa vez ela o segurou pelo o braço.
E ele não protestou.
-Kurama... –Ela murmurou. –Se você tivesse me deixado ir naquele dia que a gente se conheceu... Imagine a vida sem mim.
Ele pareceu pensar um pouco. Abaixou sua cabeça e ela o abraçou por trás, apoiando sua testa nas costas dele.
-É impossível me ver sem você... –Ele sussurrou.
-Então... Kurama... Vamos voltar...
Ele se virou e ambos voltaram para dentro do bar-lanchonete. Pararam em frente á entrada e ele a beijou.
-Perdoe-me Sakuya...
-Sim... Eu te perdôo. Sempre vou te perdoar enquanto nos amarmos.
Sorriram, entraram e se dirigiram para a mesa onde seus amigos estavam.
-Voltamos. –Sakuya sorriu e sentou-se em seu lugar.
-Sakuya... –Cibele a chamou. –Resolvemos aceitar o Rafael no nosso grupo.
-Ótimo! Amanhã ele irá lá no acampamento.
-Bem... Agora que está tudo resolvido... –Shizuka começou calmamente. –Você cantou muito bem, Sakuya.
A morena corou e abaixou a cabeça, murmurando um tímido "obrigada".
-Ela ta certa! –Keiko concordou. –Você esteve ótima no palco e sabe interpretar as músicas muito bem!
-Você ainda não viu nada. –Cibele começou. –Você tem que ver ela cantando "the ghost of you" ou "helena" do 'My Chemical Romance'. Caramba! Ela interpreta a música de uma maneira... Parece que ela ta possuída!
-É verdade! –concordou David. –Uau! Você faz com que a letra e as batidas façam sentido!
-Ela chega a arranhar seus próprios braços para mostrar a revolta e a depressão que a letra da música trás! É incrível!
-Lembra-se no show regional que fizemos e ela cantou essa música?
-Claro! Como posso me esquecer! Ela foi incrível! Ela chegou a socar o chão e a chorar! Foi simplesmente perfeito!
Á essa altura, Sakuya estava parecendo um tomate ambulante, com a cabeça abaixada.
-Não é tanto assim...! –Sakuya murmurou, voltando a olhar para os dois, ainda corada.
-O que! Claro que é! Você devia ser cantora e atriz! –Cibele continuou.
-Mas eu gosto de biologia!
-Faça isso também! Você é jovem! Tem que aproveitar a vida! Tem tempo pra fazer muitas coisas!
-Ãhn... Vamos mudar de assunto? -Eles riram e ela corou mais ainda.
-Ok! Já que você pediu, vamos conversar sobre outra coisa então... -Cibele começou.
-Tipo... Conversar sobre como a Sakuya e o Kurama se conheceram. -Yusuke interrompeu Cibele. todos olharam para ele e depois para o casal em questão.
Sakuya suspirou.
-Sei lá... -Ela começou e olhou para Kurama. Sussurrou algo no ouvido dele e depois voltou a olhar para o pessoal. -Pode ser... Um dia vocês iriam saber da história detalhadamente mesmo... Depois da última visão que eu tive, me lembrei da história toda. Foi o seguinte...
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Notas:
(1) Não, ela não falou palavrão e eu num censurei... Ela realmente num falou...
Outra coisa é esse lance dos nomes: Jéssica e Vanessa são duas amigas minhas - são irmãs - e eu pedi a permissão delas para usar o nome delas em minha fic. Milena é a minha ex-professora do curso de inglês e eu ainda num sei porque coloquei o nome dela aqui... Acho que é porque eu acho bonito sei lá... Rafael é um antigo colega meu... Perdemos contato faz uns anos XD
Acabou esse capítulo por aqui XD Sim, vai haver várias explicações no capítulo seguinte XD Veremos, meus amigos, veremos...
kissus e deixem reviews! o/
