A Intensidade do Amor à Primeira Vez
Segundo a cultura humana, é na calada da noite, em sua parte sombria, onde tudo acontece. Os mistérios surgem, enigmas são decifrados como também a grande maioria dos mitos e lendas com os quais a humanidade tem seus temores são gerados. É um período onde a magia surge e amores acontecem.
Principalmente o ato de amor.
Sesshoumaru apenas tocava meus lábios docemente, e acariciava meu rosto com a ponta dos dedos. Depois fitou-me enlevado* para o meu rosto, sorrindo.
- Eu quero que esta noite seja especial para você, Rin. Vou torná-la inesquecível para que toda vez que pensar em mim, recorde-se desse momento em que estivemos juntos.
Agora o beijo era com lascívia*, ousado, com a invasão da língua dele exigindo urgência e suas mãos, passando pela lateral do meu corpo, indo até as minhas coxas e voltando, terminando por espalmar em meus seios. Eu não aguento a sensação provocada pelo seu toque e gemo alto e Sesshoumaru sorri.
- Eu vou te preparar para mim.
O que acontece a seguir quase que literalmente me mata, quase morro de tanto prazer que senti. E isso só pelo fato dele me tocar. Sensações que eu estava sentindo pela primeira vez na vida. Então ele começou a me estimular massageando meus seios, beijando meu pescoço e depois sussurrando palavras provocantes em meu ouvido. O poder da sua voz me seduz, me enfeitiça, me enlouquece. Fecho os olhos e seguro com força os lençóis e movimento meu corpo com força, querendo levantar-me, pois é como se eu estivesse recebendo uma descarga elétrica, só que essa é de prazer. Sesshoumaru me prende com o peso do seu corpo sobre o meu, respiro ofegante. Não tenho forças para lutar com ele.
Nem quero.
Então ele continua a tortura. Me provoca passando passa a língua no lóbulo da minha orelha e volta a beijar meu pescoço, depois beija os cantos da minha boca e captura meus lábios e me dá calorosos e longos beijos de língua. Ele acaricia meus seios e eu volto a gemer seu nome quase sem voz alguma, pois é tanto o prazer que percorre meu em todo o meu ser, sinto que passei da linha da sanidade e a loucura agora é o meu normal.
- Sesshoumaru...
- Rin... meu corpo incendeia quando toco o seu...
Num ímpeto, tento afastá-lo de mim pondo minhas mãos em seus ombros, mas ele segura meus pulsos firmemente e sorri com malícia. Por que eu fiz isso? Então ele me castiga da melhor maneira que existe. Ele me estimula apertando meus seios suavemente, levanto minha cabeça para vê-lo acariciando-os e beijando-os inteiros. Então ele leva os lábios para o meu mamilo do seio direito, usa os dentes e de leve, esfrega em volta dele e puxa bem devagar. Jogo minha para trás e grito de prazer. Ele para o que está fazendo para contemplar a minha reação, gosta do que vê e volta a fazer isso com o outro seio, depois repete a ação e vice e versa, interminavelmente.
Enquanto faz isso, meu corpo reage de forma abrupta, me contorço debaixo dele e suplico em vão, pedido por favor que pare, mas ele me ignora por completo. Sorri enquanto suga os mamilos, sabendo o que seu toque está causando em todo o meu corpo e gosta do domínio que está exercendo sobre mim. Começo a ofegar e ele pega os meus seios e os aperta levemente em suas mãos e comece a passar a língua, com vontade, me excitando, pondo pressão neles e chupando devagar, depois o mais forte que pôde. Sesshoumaru escuta os meus gemidos, que são como o som de uma suave melodia para os seus ouvidos. Sinto que estou prestes a gozar e passar por essa experiência inicial com ele, era como um sonho erótico realizado. Imaginei, se sendo esta a minha primeira vez com ele, se já assim no começo é tão intenso só nas preliminares, como seria então todas as inúmeras outras vezes que viriam?
Difícil de processar.
E não parou por aí. Por um tempo dedicou a chupar meus seios e as suas mãos me segurando para não fugir dele. Ah, impossível! Não fugiria daquela boca que me devorava, me saboreava, me levando para além dos limites da loucura. Sesshoumaru era um verdadeiro mestre na arte da sedução e da conquista. Sabia dar prazer como ninguém com sua vasta experiência na arte sexual. Abandonou meus seios e capturou meus lábios com mais beijos. Até que parou.
- Rin, abra os olhos... – eu obedeço e o vejo me olhar com doçura - ... eu vou tocá-la de forma mais intensa... inspire...e respire... se puder... – e volto a fechar os olhos.
Sesshoumaru me vira, segurando minha cintura, percorre as mãos pelas costas até meus ombros e beija minha nuca. Sinto cada centímetro da minha pele queimar com o seu toque lascivo*. Massageia minhas costas de leve e relaxo meus músculos. Desce as mãos até a minha cintura e segura minhas nádegas, e abre minhas pernas, revelando meu sexo para ele. Afundo o rosto no travesseiro, meus gemidos saem abafados e aperto com mais força os lençóis, quando ele passa a ponta dos dedos da sua mão direita que agora tinham uma missão: tocar fundo minha intimidade. Ele inicia os movimentos que me excitam e me levam para o clímax, criando uma estimulação persistente, rítmica, sutil e tão agradável que me fez ter um orgasmo alucinante, gemo e gozo ali, entre os seus dedos.
Sesshoumaru tem dedos hábeis, fortes, e indiscutivelmente, uma ferramenta sexual incrível.
Volto a sentir as pontas de seus dedos novamente me invadindo, em movimentos suaves e macios, e eu estou incrivelmente sensível e receptiva aos toques que executa, e ele muda o ritmo e brinca habilmente com os lábios vaginais, com meu clitóris, e toda a pele do meu sexo fica deliciosamente sensível. Seu dedilhado, ao fazer o movimento certo, me leva a um segundo orgasmo quando fricciona com vontade em torno do meu clitóris, fazendo eu gozar mais facilmente e de forma mais intensa, e da melhor maneira possível. Focou os movimentos diferentes com os dedos no meu sexo de forma sábia, e me deu o máximo de prazer, usando meu lubrificante natural e tornou o toque mais suave e permitindo que as pontas dos seus dedos deslizassem e me acariciassem gentilmente. Eu posso dizer que ele me tocou inteiramente e sabia como me provocar. E fez sem pressa, no meu tempo, e de forma carinhosa. Ele parou, me virou de frente e me aninhou em seus braços, me acalmando. Ao deitar sobre o seu peito, pude sentir as batidas de seu coração e como estava ofegante.
- Você é perfeita, Rin...
Acaricia meus cabelos e depois comigo mais calma, volta as carícias. Ele fica de joelhos na cama e me fez ficar sentada, fitando-me nos olhos por um tempo, e vi quando ele mesmo segurou seu membro endurecido e o colocou na minha mão direita. Segurando-a, a fez deslizar sobre o falo*. Enquanto ficamos olhos no olho, e ofegantes, pude sentir sua ereção, que latejava sobre a pele da minha mão. Sesshoumaru me fez senti-lo desde a cabeça da glande, toda a extensão até o final. Ele era dotado, bem-dotado. Engulo em seco quando começa a friccionar a ponta do falo no centro da minha mão, e depois voltou a passear meus dedos de novo sobre o membro que parecia mais duro com o meu toque. Sesshoumaru estava visivelmente excitado. Seus olhos brilham e parece um lobo faminto pronto para devorar sua presa. Então ele coloca um travesseiro atrás de mim e conduz-me à posição deitada de barriga para cima. Inclina-se sobre mim e fez um caminho de beijos parndo na minha feminilidade. Arqueei o corpo quando senti o toque da sua língua e ofeguei profundamente. Agora eu não parava de gemer, pois ele começou a trabalhar a língua no meu sexo. Fazia com força e vontade, tinha pressa e fome. Beijou minha a vagina, a virilha, a parte interna das coxas, explorando delicadamente a região, passando a língua suavemente por toda a extensão, por cima, sem meter a língua por dentro ainda e, então, começou a sugar toda a área, fazendo círculos com a ponta da língua suavemente. Ele me penetrou e eu pude sentir sua língua extensa dentro de mim. Sesshoumaru ia fundo, bem fundo dentro de mim, e tentava sair de seu domínio, mas era impossível, pois ele me prende segurando minhas coxas com os braços. Arranquei os lençóis da cama e gemia, arqueando o corpo. Um desejo incontrolável, uma tortura infinita. Ele estava me torturando de prazer.
- Por favor! Aaah!
Comecei a me mexer e me esticar, arrancando os lençóis da cama, querendo mais da língua dele dentro de mim, ao mesmo tempo fazendo movimentos de repulsa, tentado me afastar. Eu queria mais prazer, queria implorar para que ele me explorasse ainda mais. Como se tivesse lido a minha mente, ele continuou o processo,não só com a língua, mas também com os lábios, sugando tudo quando gozei na sua boca, de forma gentil e suave. Satisfeito, continuou com movimentos suaves e ritmados. Tocou meu clitóris delicadamente, lambendo-o devagar e foi aumentado a pressão e a velocidade de forma progressiva. Eu mal pude pronunciar seu nome.
- ...Ses...sshe... Sesshou...ma..ru...
Sesshoumaru abriu os olhos e observou a minha reação e com as mãos, afastou delicadamente as bordas dos grandes lábios da minha vagina com os dedos, e aumentou a velocidade das chupadas e a pressão sobre o clitóris, alternando sempre entre um ritmo mais lento ou um mais rápido. Meu cérebro deu um curto, pois eu não raciocinava mais. Eu já não estava ali, fui arrebatada de corpo e alma para a terra dos prazeres.
Seria este o pecado proibido o qual eu não poderia praticar?
Foda-se.
Continuei movimentando meu quadril para frente e para cima e, claro, os meus gemidos e minha respiração se intensificaram. Sesshoumaru brincou bastante, me fazendo implorar por mais, mostrando que estava gostando de me saborear com seus lábios, movimentando a língua de forma delicada, molhada e macia. Então aos poucos, foi cessando os movimentos, diminuindo o ritmo e a pressão até parar e finalizar com um beijo delicado.
Então sem demora, ele abre minhas pernas, se encaixa sobre mim, coloca seu membro duro na minha entrada e me penetra. Sinto-o entrar, me invadir, e parecia interminável aquela extensão dentro de mim. Grito quando ele enfia tudo, entrando bem fundo dentro, tirando a minha virgindade. Arqueio o meu corpo, e jogo a cabeça para trás e cravo as minhas unhas em suas costas arranhando-o, e depois me segurando em seus braços que ele se apoia sobre a cama. Com a penetração, eu sinto dor. Sesshoumaru me acalma, pressionando de leve seus lábios sobre os meus, até eu me acostumar com o seu tamanho, então recomeça o processo e se movimentar bem devagar, entrando e saindo, e volto a sentir ondas de prazer que percorrem todo o meu ser. Ele ofega e me olha, e me beija, sua língua quente, selvagem, ainda me penetrando e as estocadas se tornam incessantes, com movimentos sutis e que me ajudam a sentir de forma intensa o momento. Se dedica a me penetrar, e o calor de seu corpo aquece o meu. Ele colocou minhas pernas trançadas em sua cintura, contraindo firmemente. Meu coração bate descompassado, acho que eu nem respiro mais. Sesshoumaru controla a penetração enquanto me olha, adorando ver a expressão do meu rosto enquanto me penetra. Começa um movimento de vai e vem cadenciado*, controlando suas ações, aproveitando ao máximo a sensação que sentia. Acelerou os movimentos, deixando claro que estava gostando de me preencher com vigor, e minhas mãos apertam suas costas. Recomeça o ato forte, rápido e profundo, e este momento dura uma eternidade. Eu arfo e gemo alto. Suas estocadas são rápidas e agora é ele que geme, e eu sinto seu hálito quente em meu ombro e escuto o impacto de nossos corpos. O prazer que emana neste momento, o cheiro de sexo no ar é inebriante*, até que sinto o meu corpo estremecer, antecedendo o inevitável. Sesshoumaru explode quando chega ao ápice da excitação sexual, liberando seu orgasmo ao nível máximo, tendo o seu prazer pessoal. Numa última estocada, ele chega ao clímax, e goza forte dentro de mim, se derramando todo. Me entrego a onda de prazer que percorre o meu corpo, num grito longo, ao senti-lo gozar dentro de mim, e arqueio meu corpo e cravo minhas unhas em suas costas novamente, sentindo ser preenchida completamente por dentro. Sesshoumaru também se entrega a onda de prazer, até tombar em cima de mim, exausto. Ainda dentro de mim, sinto seu membro pulsar, então ele tira e acaricia meu rosto. Estou de olhos fechados, ainda sentindo o impacto do prazer que não ouso descrever. Ele beija minha testa, deita do lado e me puxa para ele, me abraçando, me aninhando em seus braços. Acaricia minhas costas. Meu corpo está dolorido, mas nada comparado ao prazer que ainda percorre, pedindo por mais. Mas ele não me daria uma segunda vez, não tão já. Pois a primeira foi intensa, forte. Fecho meus olhos e uma lágrima teimosa cai em seu peito. Então Sesshoumaru acaricia minha nuca. E me aperta mais ainda no abraço. Não diz nada. Não precisou dizer nada. Eu estava feliz, realizada, completa. Eu me tornei mulher nos braços dele, e ali para ele, eu era única, exclusiva que tinha o amor dele só para mim. Era um momento que fiz questão de registrar tudo em minha mente. O tempo parou, não existia mundo lá fora. Só nos dois aqui, enquanto o tempo permitisse este momento durar. E foi marcante.
Marcante, afinal foi a primeira vez num ritual de amor com o homem que eu amo, e que ali, eu prometi a mim mesma que o amaria até o último dos meus dias.
[xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx]
Ainda era madrugada quando despertei e não vi Sesshoumaru na cama. O desespero tomou de mim e o procurei, pensando que tinha ido embora e me abandonado.
- Estou aqui.
Olho, e o vejo em pé de costas para mim, as mãos ocupadas, mexendo em algo. Está sem camisa vestindo sua calça de dormir. Então me levanto e levo o maior dos sustos quando vejo suas costas.
- Sesshoumaru... o que é aconteceu com você?!
O estranho tinha Em suas costas, marcas vermelhas e compridas, que iam do pescoço até abaixo de sua cintura e em toda extensão de suas costas. Quase não se via um centímetro de pele sem as tenebrosas marcas. Longas marcas de chicotadas, cicatrizes horríveis em tons arroxeados e inúmeras, que foram dadas em todos as direções de suas costas. Entrei em pânico ao ver aquilo. Ele deixa o que tinha nas mãos na mesa e vem a mim.
- Calma! – segura meus ombros – Está tudo bem!
- Quem fez isso a você? O que são estas marcas? – me desespero.
- Rin! Preciso que fique calma.
- Como quer que fique calma?! Olha isso! – aponto para suas costas - Quem te machucou?
- Rin! – me dá uma sacudida – Pare! – olhando dentro dos meus olhos, minha boca estremece e ele acaricia meu rosto. - Eu vou te contar. - ele me abraça e me faz vestir sua camisa social, pois eu estou nua. – Sente-se. – sento na beira da cama, ele fica sentado na cabeceira – Tudo bem?
- Aham... - eu respiro fundo, e afirmo - sim...
- Essas... cicatrizes... – ele aponta para as próprias costas - ...faz tempo que as tenho.
- Quanto tempo?
- Dez anos.
-... dez... mas... por que não foi a um médico tratá-las, remover com alguma cirurgia...?
- Por que... – ele suspira e olha para cima, e volta a me olhar – Rin, para você entender eu vou contar desde o início.
O que Sesshomaru me relata não era nada comparado aos contos de fadas ou as histórias de amor que eu já tenha ouvido. Era vida real.
A sua vida real.
- Eu nasci no sul da Califórnia, cidade de Los Angeles. Sou filho único, e não tenho os meus pais vivos. Eles foram assassinados na minha frente quando eu tinha quatro anos. Fui levado para um abrigo infantil e quando tinha doze, o governo americano, como eu posso dizer, me adotou. - Sesshoumaru faz aspas com as mãos - Me colocaram num programa para jovens aprendizes. Só que não era desses que você aprende uma profissão e depois sai de lá com um emprego.
- E era para o quê...? – me olha sério.
- Era para se tornar um agente do FBI*. Fui treinado com artes marciais, aprendi a atirar e tenho um alto conhecimento, de quase tudo neste mundo. Falo fluentemente mais de quinze idiomas e dialetos, dependendo do lugar no planeta. Também fui...
- Qual era o objetivo do seu treinamento? E seja direto. – eu segurava a vontade de chorar mas as minhas lágrimas tinham vida própria. Perguntei diretamente, queria saber o mais rápido possível de tudo da vida dele.
- Quando completei dezoito anos me enviaram para o fronte, na Alemanha. Era o último ano da guerra e minha missão era matar o Führer*. Fazia parte do grupo doa Aliados Ocidentais e fui inserido no grupo que preparava a comida do líder nazista. Entrei disfarçado como auxiliar de cozinha
- E...?
- Eu fracassei na minha missão... – Sesshoumaru baixa o olhar, entristecido.
- Porque, o que aconteceu?
- Fui descoberto pelos soldados alemães , o que faziam a segurança de Hitler... me prenderam e fui torturado. Me levaram para o sótão da casa e fui chicoteado por horas, dias... semanas...
Eu não aguento e me levanto para chorar, indo até a mesa, mas seguro o choro, respiro fundo, enxugo as lágrimas e volto a me sentar do lado dele.
- Continue!
- Rin... você não está...
- Por favor! – eu grito.
- Fui descoberto em janeiro daquele ano. E... todo dia... era questionado a falar, a entregar os aliados. Fui treinado para suportar a dor, mas confesso que por alguns momentos, lá ... – ele suspira profundamente – e me olha, eu seguro seu rosto e seco as lágrimas que caem dos seus olhos - ... quase que sucumbo*, que entrego tudo e todos por que... eu não estava mais suportando tanta tortura...e fico imaginando como os sobrevivente da guerra suportaram quase seis anos e eu quase morri em quatro meses... tenho vergonha da minha fraqueza...
- Não se sinta assim. Você é forte e merece o mérito tanto quanto eles.
- Eu era chicoteado todo santo dia...era única punição que o Fuhrer designou para mim, nada mais...
Sesshoumaru deita em meu colo e envolve seus braços em minha cintura. Me inclino e beijo seus cabelos e o acarinho*, deslizando meus dedos em seus fios platinados e sedoso. Choramos juntos. Permiti que ficasse assim pelo tempo que desejasse. Até que ele volta a posição inicial.
- Fui resgatado um dia depois da de sua morte. Hitler se suicidou por que temia ser capturado. Voltei para a América após o fim da guerra e continuei trabalhando para o FBI, até o dia em que vim parar aqui.
- Você sofreu tanto, Sesshoumaru... – choro e ele me abraça.
- Eu estou bem agora.
- Mas estas cicatrizes?
- Elas doem, mas só de vez em quando.
- Quando... – olho para a cama, corada – estávamos...
- Estávamos?
- Er... fazendo amor... eu arranhei suas costas... eu te machuquei... me perdoe...
- Como podia saber? – beija meus lábios – e pode ficar tranquila que você não me machucou, pode ter marcas de unhas, mas nada sério.
- Papai disse que foi atacado quando veio para cá. O que aconteceu?
- O FBI descobriu um segredo do atual governo americano. É o segredo do envelope. Tem fotos que mostram um senador da Casa Branca suspeito de ser o informante dos russos. Então me perseguiram, até perto dos muros, lutei com eles, e fui ferido gravemente na cabeça.
De repente, algo estranho acontece. Como ele foi treinado para ser um agente e também lutou na guerra, resolvo questioná-lo para tirar uma dúvida que surgiu e que poderia mudar tudo.
- Você os matou? - o indago, mas no fundo sabia a reposta.
- É. – sinto que ele hesita em responder, mas afirma – Sim...
- O que fez com eles?
- Queimei os corpos para não deixar vestígios no fundo da floresta.
Ele responde a minha pergunta sem pestanejar. Perplexa, escuto aquilo e um calafrio percorre minha espinha. Eu estou diante de um assassino e pior, tinha acabado de me entregar a ele. O encaro, mas logo desvio o olhar quando mais lágrimas descem sobre meu rosto.
- Então você já matou muita gente?
- Rin... não...
- Responde!
- Ficar sabendo o que fiz ou o que deixei de fazer...
- Responde! Droga!
- Sim! Muitos! Incontáveis vezes! Satisfeita?!
- Quantos anos tinha quando matou pela primeira vez?
- Deus do céu! O que...inferno! Tinha... eu tinha doze anos! Por favor pare de fazer essas perguntas...
Sentei-me em silêncio na cadeira afastada dele, processando aquele monte de informação. Eu fiz sexo com um assassino. Minha cabeça dava nós.
- Rin...
- O que pretende fazer agora?
- Resolver o caso do seu irmão, impedir que se case com o idiota do Voodgard...
- E depois?
- Depois eu vou embora daqui. - ele se aproxima e segura meus ombros olhando firme para mim - ... e você vem comigo, como eu lhe disse.
- Mas eu não vou mais com você! – lhe respondo de modo frio.
Ele fica estarrecido com a minha confissão e não acredita nas palavras ditas por mim.
- Por que está dizendo isso?!
- Eu... não sou qualificada para ficar com você...
- Céus! - ele anda de um lado para o outro, passa a mão nos cabelos como que para aclarar as ideias – Não tem sentido o que diz!
- Você faz coisas importantes para o país. E eu só vou te atrapalhar...
Sesshoumaru se ajoelha diante de mim, suplicante.
- E se eu te disser que esta é a minha última missão? Hã? Que é só eu entregar este maldito envelope para os meus superiores e que estou o deixando o FBI? Que vou ficar livre para viver em paz com você em qualquer lugar do mundo! Acredita em mim?!
- E eles vão deixar você sair vivo? – me levanto da cadeira - Sabe de muita coisa...
- Eu cuido disso. Só quero saber se acredita em mim?
- Não sei... parece muito relativo...não é tão faci deixar esse tipo de vida... mas ... - eu o abraço - ... acredito em você! Desculpe, Sesshoumaru!
Ele me abraça protetoramente.
- Não tem do que se desculpar! Ah! Rin. Pensei que tivesse desistido de mim após contar quem sou! Vamos resolver tudo em pouco tempo e vamos embora daqui.
- Mas os meus pais? A Sango? Não posso deixá-los aqui...
- Conversarei com eles. – segura meu rosto e me beija docemente – Agiremos de forma correta, não se preocupe. Sairemos todos juntos daqui.
Abraçada ao homem que amo sinto uma paz tão grande envolver meu coração. Ele me contou de sua dor, falou de sua vida, partilhou os seus segredos, e me confessou o seu amor. Agora era só resolvermos os empecilhos do caminho para estarmos juntos. Só que nada é como nos contos de fada e m que se tem um final feliz. Teríamos que enfrentar grandes problemas pela frente para termos o nosso feliz para sempre. E não seria nada fácil vencer a fúria dos inimigos. Mas em meu coração eu tinha toda a fé do mundo que ao lado dele o triunfo era certo. Tinha a plena certeza que aquele estranho surgiu em minha vida para mudá-la.
E que essa mudança já estava acontecendo.
Mesmo que agora tudo pareça ao contrário, mesmo que os obstáculos sejam mais fortes, eu ainda seria muito feliz com Sesshoumaru.
