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Lucius estava sentado em sua poltrona preferida e segurava nas mãos um copo de firewisky enquanto se lembrava da cena ocorrida fazia poucos minutos.

Depois de ouvirem as crianças gritando e não encontrá-las em lugar algum Astória correu em busca do marido...

Fechou os olhos suspirando enquanto negava a acreditar no que ocorreu em seguida.

Quando a nora abriu a porta, todos sem exceção, viram como Harry Potter estava estranhamente abraçado seu filho pela cintura e Draco não fazia nada ao respeito.

- O que... – Astória avançou em direção ao moreno, os punhos fechados e o ciúmes em seu rosto – Fique longe dele!

Antes que chegasse a encostar um dedo em Potter, ela foi atingida por uma magia que a repeliu para trás a derrubando no chão.

- Harry! – Ginny deu um passo à frente, mas parou quando o marido a olhou de canto.

Havia sido uma mirada perigosa que não somente paralisou a pequena Weasley, como também o ruivo e sua mulher.

Draco o empurrou para poder se levantar. – O que acha que está fazendo Potter?! – estava furioso – Nunca mais machuque minha esposa! Faça algo contra ela e eu te mato!

Harry segurou ao pulso de Malfoy. – Não sei o motivo, mas sei que tenho que deixar todos que te ferem longe de você... E eu sinto que ela te faz sofrer...

- Está louco? – Draco puxou o braço – Ela é minha esposa, mãe do meu filho. Enquanto todos me viraram as costas ela quem me estendeu a mão e me deu uma oportunidade.

- Draco... – Harry franziu o cenho e tentou segurar-lhe o braço novamente.

- Não!

Enquanto Draco ajudava Astória a se levantar, Ginny ia tomar satisfação com o marido e os amigos simplesmente tentavam acalmá-la, mas Lucius via perfeitamente como Potter estava incomodado com sua nora, como se realmente ela fosse fazer algo...

O patriarca ergueu os olhos de seu copo e focou Astória, que estava aninhada contra o peito de Draco.

Rose e Hugo estavam sentados juntos num dos sofás. Eles não desapareceram porque estavam com os pais quando aconteceu.

- A mansão é enorme, eles podem ter sido levados para algum canto, por alguma coisa. Deve ter de tudo nas masmorras dessa casa – Ron frisou as palavras, olhando nada satisfeito para os moradores dali.

- Precisa nos dizer tudo Malfoy – Hermione confortava Ginny que chorava desolada pela perda dos filhos – O por quê daquele vampiro ter te atacado e depois ido em busca do Harry.

Lucius olhou para Potter que estava num canto mais afastado e camuflado pelas sombras. Ele ainda mirava Astória, os lábios frisados e o rosto inexpressivo.

- Acha que se eu soubesse onde estão seus filhos eu já não teria dito? – Draco a fulminou com a mirada – Eu já teria achado o meu filho e não estaria aqui passando por isso! – desviou a mirada quando seus olhos encheram de lágrimas – Droga... Faz dias que meu filho sumiu...

Harry apertou os punhos e evitou manter os olhos sobre o loiro detestando vê-lo sofrer, mas se concentrou em Astória.

- Mentirosa...

Harry estreitou os olhos e tentou se concentrar melhor, mas ninguém ali queria colaborar.

- Faça algo – Ginny o olhava – Harry faça algo! Agora você é essa coisa, então deve sentir, ou ao menos saber o que se passou naquele quarto!

Harry vagou os olhos pelas pessoas, Ron o mirava seriamente e sabia que concordava com a irmã. Hermione não o fitava, mas sentia que ela estava tensa sem saber o que fazer. Astória o fulminava com os olhos como se fosse sua culpa as crianças terem sumido enquanto o patriarca o vigiava silenciosamente sem expressão alguma... E Draco...

Apertou os lábios e desviou novamente os olhos do loiro. Não conseguia ver essa expressão de derrota em seu olhar...

Fechou os olhos tentando se lembrar de algo... Alguma coisa que sentiu naquele quarto...

Sua percepção era confusa demais para distinguir. E se odiava cada vez mais por não saber controlar seus sentidos. As imagens se confundiam com o cheiro e a audição. E sua cabeça parecia um tambor de tantas informações mal processadas.

Havia entrado no quarto e olhado ao redor sentindo a vibração da magia de cada um deles. Sentia a magia pura de Lily, como se fosse uma brisa, como se fosse algo da natureza. E sentia a vibrante magia de Albus, com aquela sede de aprender e se expandir...

E sentia a magia de James, limpa e elevada, assim como as emoções do filho, exposta para o mundo, juntamente com a magia suave e ao mesmo tempo resistente de Dominique, contendo uma elevação mais selvagem como se tratasse de um vento desbravador. O mesmo tipo de magia que sentia vinda dos dois Malfoys naquela sala, mas a do patriarca era mais fechada e sutil enquanto a de Draco era mais intensa e palpável... Julgou essa quebra de harmonia que voltava o poder para o lado selvagem provir das criaturas mágicas...

Então abriu os olhos quando se lembrou que, ao agachar para recolher do chão o livro de Lily para colocá-lo sobre a mesinha ao lado da cama, havia sentido outra magia e que não a conhecia. Era uma magia semelhante a de Draco, mas com suavidade e delicadeza como a de Albus e Lily...

Como a magia das crianças...

Não se lembrava daquele livro pertencer a qualquer um de seus filhos...

Desencostou da parede e focou com determinação a Malfoy. Essa magia que sentiu só podia provir do filho dele sem duvida.

Então alguém bateu na porta antes que pudesse dizer qualquer coisa.

Todos ficaram atentos, com receio de serem do Ministério. Apenas Harry sorriu atravessando a sala e indo abrir a porta. Podia sentir a magia de quem estava do outro lado.

- Não sabemos quem é – Hermione estava preocupada, pois o amigo andava agindo de forma estranha.

- Eu sei quem é... – Harry abriu a porta desvendando a um rapaz de quinze anos coberto de neve.

Quando o rapaz o viu, abriu um amplo sorriso lhe abraçando apertado. – Tio Harry!

- Teddy, como veio até aqui e sozinho? – estava surpreso.

- Não vim sozinho...

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Na manhã deste dia, Andrômeda estava sentada para o café da manhã quando recebeu o exemplar do Profeta. Não precisou sequer abrir o jornal, pois na capa já dizia o inevitável.

A Lei contra as criaturas mágicas ou os que possuíam genes de criaturas fora aceita pelo Ministério.

Arthur Weasley havia mandado uma carta avisando o ocorrido e se caso algo viesse a acontecer, cuidar de Teddy. Ele também dizia que Harry e a família haviam ido.

Ergueu os olhos para a janela da cozinha e viu como aurores já cercavam a casa. Não esperaram o convite para entrar, assim como não esperaram sua reação para vasculhar a casa inteira.

- Sinto muito senhora Tonks, temos ordens expressas de levar todos que possuem genes de criatura.

Andrômeda apenas sorriu com desgosto. – E pensar que um dia minha filha e meu genro se orgulharam em serem aurores e trabalhar no Ministério assim como Harry Potter se orgulha de ser auror...

- Falando nele... – Shacklebolt abriu caminho entre os colegas de trabalho – Está sendo procurado, pois passamos na casa dos Weasley e ele e sua família, assim como a família de Bill Weasley não estava lá e nem em suas residências...

- Que absurdo eu suponho... – Andrômeda ergueu o queixo e fez questão de soar sarcástica – Eles deveriam entregar a família para o Ministério matá-los, inclusive as crianças não é?

- Escute senhora Tonks. Eu não aprovo isso e respeito sua filha, seu genro, a família Weasley e a família Potter por serem nossos companheiros memoráveis e acima de tudo pelo apreço e gratidão a tudo que eles fizeram... – fez uma pausa, olhando ao redor – Mas o governo mudou... E esse Ministro não é como Fudge e seus sucessores... Ele consegue ser querido e aprovado pelo povo eu queira ou não. E somos a minoria nessa história.

- O que quer dizer?

- O novo Ministro mandou os aurores escoltarem os mestiços de criaturas mágicas e reportarem os fugitivos e nada mais. A parte grave nisso tudo está nas mãos de outras pessoas que nem mesmo nós temos conhecimento de quem são... Eu gostaria que soubesse que não cabe a nós aurores descobrir o paradeiro deles e tomar as devidas providencias...

Andrômeda ficou muda, vendo como o auror a sua frente parecia realmente preocupado com a situação.

- Ele não está aqui – ouviu-se a voz de alguém no andar superior – Ele fugiu.

- Seu nome será reportado – disse uma segunda voz enquanto todos se retiravam.

Shacklebolt se despediu com a cabeça. – Avise os Weasley se achar conveniente... E que seu neto saiba para onde ir...

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Teddy colocava a mochila no ombro quando notou pela janela de seu quarto que vários aurores aparatavam ao redor da moradia. Não teve tempo de se despedir da avó quando ouviu as portas da sala e da cozinha serem arrombadas e passos tomarem a escada.

Apanhou sua varinha e a pena que servia de chave de portal desaparecendo bem quando seu quarto era invadido.

Foi aparecer numa estreita travessa entre dois velhos prédios no Beco Diagonal.

Olhando ao redor para se precaver de que estava seguro, tratou de caminhar até a via principal, quando notou que aurores tomavam as ruas. Alguns entravam nos estabelecimentos e outros ficavam observando os passantes.

- Droga... – resmungou. Estava mais complicado do que imaginou.

Sentiu uma certa tristeza ao notar que as pessoas ajudavam o Ministério, indicando os lugares e apontando em qual estabelecimento procurar.

Então o estrondo de uma porta se chocando contra a parede logo atrás de si o fez saltar por um velho amontoado de caixotes de bebidas e lixeiras enferrujadas.

A porta lateral do prédio onde estava escorado havia sido escancarada e dois aurores saiam dali arrastando um menino de no máximo dez anos de idade.

A mãe do garoto se agarrava ao filho implorando que não o levasse, mas um dos aurores tratou de empurrá-la a derrubando no chão.

Outras duas pessoas, funcionários da loja, observavam a cena passivamente e cochichavam entre si, sem erguer um dedo para ajudar.

- Não sabia que o filho dela era um animal... Aliás, eu nem sabia que ela tinha um filho!

- Ela o teve de um lobisomem que felizmente foi morto na guerra. Disseram que ele a estuprava até que acabou grávida.

- Que horror! Como ela não abortou esse ser e deixou que ele crescesse em seu útero e viesse ao mundo?

Isso bastou para que Teddy apertasse os punhos sentindo raiva. Também era filho de um homem-lobo e se orgulhava disso. Orgulhava dos pais e de ser um lupino metamorfomago.

Então o auror que havia derrubado a mulher foi surpreendido por um velho que se lançou sobre si. – Deixe meu neto!

O outro auror teve que segurar o garoto apenas com um braço para empunhar a varinha e apontar para o homem que atacava seu parceiro.

- Largue-o velho, ou terei que usar um feitiço de atordoamento em você.

Apesar de tudo, os aurores cuidavam para não ferir as demais pessoas.

Teddy aproveitou esse momento para nocauteá-lo com um caixote que lhe lançou pelas costas.

- Por favor, tire meu pequeno Gary daqui! – a mulher lhe implorou em pranto.

- Venha – agarrou o braço do garoto e o puxou para correrem dali. O menino resistiu querendo voltar para junto da mãe, mas não podia deixar ou seria tudo em vão, pois sabia que acabariam levando-o de todas as formas – Não temos tempo.

Então um feitiço quase o atingiu. O outro auror havia acabado de se livrar do velhote e vinha atrás deles.

Apanhou a pena e desapareceram antes que algum outro feitiço os atingisse.

Foram cair secamente contra a neve. O vento revolvia seu cabelo e isso parecia assustar o menino que apavorado se debateu para ser solto e tentou sair correndo. Só não foi longe porque a neve afundava impedindo que caminhasse.

- Tudo bem! Está tudo bem agora, não tem mais ninguém querendo te pegar – Teddy tentou acalmá-lo, mas o menino parecia apavorado olhando ao redor. – Não esperava que aqui tivesse essa nevasca.

Retirou de dentro da mochila um casaco que tratou de colocar à força no outro, pois ele se via apenas com uma camisa fina, calça de linho e velhas sandálias. Aproveitou para colocar-lhe um cachecol também.

- Venha, é por este lado – o puxou por uma trilha quase totalmente encoberta pela neve – Sei que quer ir com sua mãe, mas não pode. Ela estará bem porque eles queriam você e não ela.

Andaram cerca de uma hora até avistarem a moradia. O garoto tinha parado de tentar escapar por causa do frio e do cansaço.

Teddy se animou ao ver a Mansão. Não teve outro lugar para ir além dali e esperava que a sua tia avó os recebesse. Também estava preocupado com seu padrinho e da forma que eles tiveram que desaparecer da Toca. Segundo o senhor Weasley, Harry havia ido diretamente para onde estava prestes a chegar.

Quando enfim estavam na soleira da imperiosa porta, não tardou em bater desesperadamente. Sabia que cedo ou tarde os aurores começariam a aparecer por ali também.

- Vamos... Tem que estarem aí... – olhou para as janelas notando que tudo estava às escuras e silencioso – Não tenho mais para onde ir...

Então alguém abriu a porta. E lhe sorriu amplamente...

- Tio Harry! – se abraçou ao padrinho sentindo alívio. Agora percebia como estava apavorado, fazendo tudo por impulso.

- Teddy, como veio até aqui e sozinho?

O pequeno Lupin se afastou do padrinho e segurando as lágrimas lhe respondeu. – Não vim sozinho...

Como dito, Harry notou o outro garoto. – Ele deve estar congelando de frio. Precisamos de roupas secar e de algo quente para ele beber.

Mas quando Harry foi tentar se aproximar do menino, este se afastou torpemente acabando por cair sentado. Seus olhos apesar de turvos pelo excesso de frio demonstravam medo.

- Melhor não se aproximar dele tio Harry – Teddy o deteve – Ele deve estar apavorado por causa do que aconteceu e do seu cheiro...

Draco passou por eles e carregou o menino mesmo contra sua vontade e o levou para dentro.

- Tome, leve-o até o quarto para trocá-lo – o loiro ordenou à Hermione entregando o menino a seus cuidados – Irei com Astória até a cozinha buscar algo para eles comerem e beberem.

- O que há com meu cheiro? – Harry inquiriu o sobrinho, sem entender.

- Somos lupinos e nosso olfato é sensível. Senti desde que abriu a porta que seu cheiro está diferente. Cheira a rosas e cemitério... E isso me arrepia e incomoda um pouco – Teddy o olhava nos olhos – Está diferente fisicamente também... O que aconteceu?

- Não sou mais humano... – Harry sorriu com amargura indo se sentar num dos sofás junto do afilhado – Sou um vampiro agora...

- Oh não padrinho... – o rapaz o abraçou apertado – Talvez possamos fazer algo...

- Não tem cura... – Harry sussurrou, logo mudando de assunto – Mas temos outros problemas mais graves.

Teddy olhou ao redor. – Onde está James? – seus olhos pousaram sobre Rose e Hugo, encolhidos ao redor do pai e com muito medo – Onde estão seus filhos?

- É esse o problema...

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A conversa com o pequeno Lupin foi longa e ao mesmo tempo aliciadora.

Sentia-se culpado de ter deixado que os meninos desaparecessem e se culpava pior ao não conseguir fazer nada para achá-los. Tentou procurar pela casa, mas algo lá no fundo lhe dizia que não estava fora daquele quarto e sim ali dentro, em algum lugar ali dentro.

Ginny não havia se aproximado de si e sentia que ela lhe cobrava alguma ação de sua parte, para encontrar os filhos. Era como se estivesse sendo jogado contra a parede e confrontado por acusações.

Quando seus olhos buscavam a Malfoy, este não o olhava, pendente unicamente à esposa. Então baixava os olhos e tentava distinguir o tormento que ficou seu corpo, sua mente e sua magia.

Outro fato que não conseguia controlar e que não disse nada a ninguém era sua magia...

Ela estava descontrolada. Sentia suas mãos tremerem e por vezes, fechava os olhos e tentava repreender seu poder quando sentia que este ia se exteriorizar.

Agora que estava ali conversando com Teddy e ele lhe dando força se sentia mais calmo.

- O que acha tio Harry?

- Não sei Teddy... Acho que está ali, mas não sei onde...

- Posso dar uma olhada no quarto? Talvez eu sinta algo – levou a ponta do dedo indicador a encostar na ponta do nariz – Não tenho muita percepção, mas tenho alguns dotes.

Harry sorriu e lhe esfregou a cabeça. – Sei disso, mas não quero que você também desapareça.

- Eu estou no quinto ano e sei fazer muitos feitiços.

- Isso não diminui o fato de eu não querer que você também desapareça.

- Mas...

- Já disse que não.

Teddy apertou os lábios, contrariado. – Ta bem – deu por assunto encerrado indo se sentar à mesa de jantar junto com Ron, Hermione, Rose e Hugo que comiam bolo e bebiam chá quente.

Lucius observava o garoto que o filho de Lupin havia trazido se segurando para não se queixar. Sua casa estava parecendo um albergue, um orfanato, até uma instituição de caridade. Tudo menos uma casa de família tradicional.

O menino já trocado estava encolhido no tapete perto da lareira e parecia um animalzinho assustado.

Então reparou que o menino tinha o cabelo negro e que os olhos azuis não eram tão grandes. Era um tanto familiar...

- De onde você tirou esse moleque? – perguntou de repente atraindo a atenção de todos.

Teddy olhou surpreso ao redor, sem acreditar que o patriarca estava falando consigo. – Hum... No Beco Diagonal... – respondeu reticente.

- Em que parte exatamente? – rolou os olhos.

- De uma loja ou armazém, não cheguei a ver o nome. Haviam caixas de bebidas e embalagens de comida no beco ao lado do prédio.

- Por isso me pareceu familiar esse moleque... – Lucius desviou os olhos do assustado menino.

- Do que está falando? – Draco perguntou, visto que seu pai não parecia nada satisfeito com a descoberta.

- Houve uma vez que tivemos que entrar nesse muquifo imundo e como não era de se surpreender, Greyback se interessou muito pela mulher que servia as mesas. Quando já tínhamos cumprido nossa reunião, McNair e eu fomos embora, mas acho que Fenrir não fez o mesmo...

- Está dizendo que ele é filho de Greyback? – Hermione estava surpresa.

- As feições não são tão diferentes apesar desse menino ter puxado boa parte da mãe o que é uma benção.

- Não pode ser, se fosse, ele teria quanto? Treze ou catorze anos? – Hermione ficou muda, observando como o menino parecia muito maltratado.

- A mãe dele deve tê-lo escondido durante todo esse tempo, para que as pessoas não soubessem de sua existência. Por isso nunca entrou em Hogwarts – Lucius ponderou em voz alta. Já era de se esperar, sendo filho de um monstro, a pobre mulher teve medo de expor o garoto para ser maltratado e insultado.

- Isso é desumano... – Hermione ficou comovida. Aproximou-se do menino e lhe sorriu confortante – Venha, deve estar com fome não? Qual é o seu nome?

O garoto não respondeu se afastando assustado.

- Gary... - Teddy disse solene – A mãe dele disse que ele se chama Gary.

Draco observava em silencio. Então notou que o garoto olhava ao redor e a todos como se isso incomodava. Os gestos, os movimentos, o tumulto que todos faziam. Ele não prestava atenção no que diziam, mas nos movimentos que faziam.

- Ele não ouve... – a voz de Potter atraiu sua atenção e a de todos ali – Ele não ouve, por isso não fala...

- Como sabe? – Ginny o olhava suspicaz.

- Não é pelo que me tornei se é isso que está dizendo – Harry se ergueu bruscamente e caminhou em direção da sala ao lado. Queria ficar sozinho – Eu me lembro de ter visto uma vez durante a guerra a Greyback maltratando uma moça no Beco Diagonal e infelizmente não tive como ajudá-la, pois precisava estar em outro lugar e a salvo. E ela estava grávida de alguns poucos meses. Também não me pareceu que aquela fosse a primeira vez que ele a agredia.

- Harry, eu não quis dizer isso! – Ginny tentou ir atrás dele, mas foi detida por Hermione.

- Deixe-o sozinho por um tempo. Ele ainda não aceita o que é e nós somente o atormentamos mais com nossas perguntas.

Enquanto os adultos discutiam entre si e seus problemas, Teddy suspirou vendo como Gary estava confuso e apavorado em meio a pessoas estranhas. Deveria estar passando por um tormento interno, visto que nenhum ali sabia se comunicar em sinais ou algo parecido.

Então se aproximou do menino lhe mostrando uma xícara de chá e um pedaço de bolo. Aproveitou para lhe dedicar um sorriso quando finalmente conseguiu a atenção desses olhos azuis extremamente claro. Enquanto seus olhos eram de um dourado líquido os dele eram como cubos de gelo.

Quando Gary pegava o bolo e o levava à boca mostrando o quanto estava faminto, sorriu um pouco mais.

- Acho que nossos olhos puxam ao membro da família com gene lupino. Eu tenho os olhos do meu pai e certamente você não puxou esses olhos de sua mãe. São exóticos demais para ser totalmente humano assim como os meus. - Gary não o olhou entretido com a comida. Seu cabelo ia até os ombros e deslizavam para frente do rosto encobrindo suas feições – Acho que teremos que cuidar de você, pois voltar para sua família não é a melhor opção no momento.

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Continua...

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N/A: desculpa o sumiço, mas não tinha Internet e quando finalmente podia entrar online não tive tempo para responder os reviews e atualizar. Mas nesse tempo que fiquei desaparecida andei escrevendo as continuações.

Resp. Reviews:

Black Blusher – olá, obrigada por dedicar um tempinho para comentar! Acho que seria mais interessante com a tal da dependência e como é uma fic de vampiros, achei interessante fazer ele demorar um pouco para conciliar seus poderes e para isso terá que ter uma ajudinha do mestre né ;) Bjs.

...Makie... – olá, obrigada pelo enorme comentário! Que bom que está gostando dessa dependência toda do Harry, e vai demorar um pouquinho o fogo rolar entre eles, mas garanto que alguns amassos eu vou tratar de escrever enquanto eles não se envolvem de vez XD Acho que a Astória está sendo uma personagem despresível como a Ginny hehehehe XD E gostei de saber que você gostou da forma que o Harry vê o mundo. Essa parte eu escrevi para deixar mais claro como é que os vampiros nessa fic vivem e interagem com o mundo. Achei algo fundamental dizer. Bjim e até o próximo cap!

Lis Martin – olá, obrigada por comentar! Nem sei como dizer o quanto fiquei feliz e emocionada que esta fic esteja em seus favoritos! Nossa, cada pessoa que a lista entre suas fics favoritas me enche de alegria! Quanto ao Harry e sua dependência, acho que o Drake vai ter que aturá-lo muito! XD Se é que ele está achando essa dependência toda algo ruim hehehe XDD Bjks.

Inu - olá, tudo bom?? Fico feliz que esteja me acompanhando em mais uma fic! E saber que você gostou de Caminho do Coração melhor ainda! Bjs e até o próximo cap.

Angelina Corelli – olá, obrigada pelo review! E respondendo a sua pergunta, a Astória tem um motivo, mas não o fato do Draco já ter gostado do Harry antes. Nessa fic eu não quis fazer como se um deles já gostasse do outro no passado, mas não posso dizer mais que isso ou estraga o mistério XD. Bjs e até o próximo cap.

Dark Wolf 03 – olá, obrigada por comentar! Bem, não poderei responder as suas perguntas para não estragar a fic, mas espero que acompanhe sempre! Bjim.

Dark Ladie – olá, obrigada pelo review! Me alegra saber que mesmo não comentando com freqüência você continua lendo! :) Que bom que gostou do Domi, eu achei interessante colocá-lo na fic pra dar mais tempero na vida do James já que o Albus tem o Scorp XD Bjk e até o próximo cap!

Thanatos – olá! Sim, a temática vampírica do Harry é bem velha e surrada, talvez seja por isso que só agora tomei coragem de escrever sobre o gênero. Se eu dei uma nova roupagem ao tema eu não sei não, mas o que importa é que você se interessou e até aqui estou agradando! Viva! Hehehe :) Obrigada por comentar e até o próximo cap. bjus

Carol – olá, tudo bom?? Nossa nem tenho palavras para agradecer suas palavras maravilhosas! Se continuar assim vou ficar gorda de tanto inflar meu ego! Hehehe XP. Que bom que está gostando da fic, e sobre a relação do HarryxDraco pesso um pouquinho mais de paciência, pois logo logo eles vão se achegando e rolando algo mais caliente. Fico feliz que esteja acompanhando não somente esta fic, mas todas as outras! Obrigada e até o próximo cap! Bjs.