Olá, meus queridos leitores!

Primeiramente, DESCULPEM PELO ATRASO DE +- 1 ANO PARA ATUALIZAÇÃO.

Passei por vários shippers, como: AAML, Bwen, Robstar, Kataang. Mas nada se comparou a H/Hr.

H/Hr é uma coisa única e que eu sinto muito bem em escrever.

Não consegui mais escrever, porque o sétimo livro realmente me desapontou com aquele epílogo. (u.u) E aí, não consegui escrever mais nada depois disso.

Agora sim, a inspiração voltou e PROMETO não abandonar essa fic que eu amo tanto.

Só me dêem uma chance. Não sei se conseguirei atualizar com tanta freqüência, mas darei o meu máximo. (A escola realmente me drena).

Desculpem qualquer erro!

E agora com a história!

Harry Potter e o

Enigma do Cristal

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Todos os outros subiram, só Ron e Luna ficaram para trás.

-Luna... Preciso conversar com você...

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Capitulo 6 – Voltando ao Passado!

Havia passado um dia desde o jogo entre os ex-alunos de Hogwarts, era de manhã e estava tudo muito calmo. Apenas um deles estava olhando o Sol nascer e era uma morena de olhos castanhos; estava sentada na cadeira feita de madeira na parte de fora da sacada do andar.

—Ouvi dizer que aqui encontraria uma morena pensativa olhando a aurora, sabe onde ela está? — perguntou um homem de olhos verdes brilhantes, encostado no batente da porta, sorrindo.

—Sim, caro senhor... Acho que talvez a encontre aqui. Mas pensativa talvez não esteja. — respondeu ela, sorrindo de leve.

O moreno veio ao seu lado e sentou-se em outra cadeira; admirando também o momento. Olhou tudo ao redor e ficou abobado que nunca tinha dado uma boa olhada para a cidade que morava, era linda a visão.

—Você nunca tinha olhado, não é? — questionou Hermione, não tirando os olhos do horizonte e após a resposta negativa dele, continuou. — Eu venho aqui todas as manhãs, desde que mudamos para cá e nunca me canso.

—Não tem como não se cansar, cada dia deve acontecer algo diferente. — Harry disse olhando para sua amada, vendo-a levantar e ir até o beiral, fazendo um gesto para segui-la.

Cumpriu a ordem sem demoras, levantou-se e ficou do lado dela, fazendo-a sorrir e apontar para uma pequena casa vermelha, humilde. Possuía duas cadeiras de balanço na calçada e um homem estava sentado nela.

—Está vendo aquele homem? Ele mora ali e sua esposa morreu faz pouco tempo. Todos os dias vai à floricultura comprar flores e colocar na cadeira de balanço dela. — parou por alguns instantes o olhando, pensando se sentia falta de sua companheira. — Acho que isso o faz lembrar-se dela, sabe... Para nunca esquecer que ela já esteve ali.

O escolhido sorriu, a abraçando. Sentia a emoção com que a morena havia falado a última parte... Começou a pensar também que aquele senhor realmente sentisse falta de sua esposa com quem provavelmente viveu vários anos de sua vida. Desejou saber se ele e Hermione teriam uma vida longa juntos, vendo seus filhos crescerem e envelhecerem juntos.

—Eu te amo, Mione e isso nunca vai mudar. — murmurou suavemente, colocando a cabeça dela em seu ombro.

—Harry. Prometa-me que não fará nada de heróico, por favor... Eu não agüentarei te perder. — sussurrou com lágrimas nos olhos, o puxando mais para si.

—Eu prometo. Eu não vou te abandonar e você não vai me perder. — disse, pegando seu rosto com as mãos. Tirou uma mecha de cabelo de sua testa e a beijou carinhosamente.

Inconscientemente, Hermione colocou os braços ao redor do pescoço de seu amado e ele em sua cintura. Ficaram assim por um minuto, quando se separaram, um frio intenso tomou conta do lugar que estavam.

A mulher de olhos castanhos encolheu-se em seu casaco de verniz preto, tentando manter-se aquecida do tempo estranhamente gelado.

—Isso é estranho, ficou frio de repente. — comentou a morena, levando as mãos perto da boca, tentando aquecê-las. Ela nem suspeitava o que estaria para acontecer...

—Mione... Acho melhor irmos para dentro... — disse, com um sentimento estranho na voz. Como de... Medo?

—Por que Harr — antes que pudesse continuar a frase, o moreno a pegou pelo braço, levou-a para dentro fechando a janela e as cortinas. —Harry! O que está acontecendo? — perguntou, mas sentiu os dedos dele em seus lábios, calando-a.

A puxou até a parede do lado contrário e ficou a segurando como se pudessem levá-la dele. Tudo pareceu congelar em segundos, até as respirações ofegantes dos dois jovens; foi ai que Hermione entendeu o que estava acontecendo. Dementadores... O principal 'sintoma' era o congelamento de tudo e isso estava acontecendo. Estava sendo igual o terceiro ano em Hogwarts...

FLASHBACK:

—O que está acontecendo? — uma menina amiga de dois meninos perguntou, enquanto tudo congelava. Trocou olhares rápidos com Harry, que também a olhou. Suas respirações estavam descompensadas, buscaram as mãos.

—Tudo está... congelando...? — o ruivo disse, olhando a garrafa congelar e uma mão macabra na porta da cabine do vagão deles.

—Harry! — Hermione sussurrou e apertou forte sua mão.

A mão abriu a porta, entrando no recinto. A morena apenas olhou o seu Harry desfalecendo com algo que aquela criatura horrenda estava chupando.

FIM FLASHBACK.

Aninhou-se mais em Harry e sentiu seu corpo todo tremer ao lembrar-se do ocorrido. Ele por sua vez a abraçou como se isso fosse a manter em segurança, poderia realmente conjurar um feitiço que os mandasse para outro planeta. E conseguiria? O importante era proteger a pessoa que mais amava.

Subitamente, três figuras pretas apareceram perante as cortinas, abrindo a porta. A mulher não sabia quanto tempo mais poderia agüentar a pressão, seus batimentos deveriam estar muito elevados. Os Dementadores abriam a porta tão lentamente que a cada segundo, o ritmo ia acelerando.

O moreno preparou sua varinha e sussurrou bem baixinho para que Hermione ficasse atrás dele para protegê-la; estava muito agitada para fazer alguma coisa, principalmente um feitiço.

Em um piscar de olhos, os dementadores entraram na sala do apartamento e foram direto em suas presas. O primeiro avançou em Harry que tentou lançar o feitiço, mas não houve tempo suficiente; estava caído no chão. Os outros dois foram encima da bruxa que estava com a varinha presa na cintura do casaco.

—Hermione... — murmurou bem fraco, sentindo sua força vital ser sugada. Falhou no intento de proteger a morena, falhou consigo mesmo.

Ele ouviu um grito, igual tinha ouvido da última vez quando um Dementador quase o deu o 'Beijo'. Só que dessa vez, não era o grito de sua mãe... Era muito mais familiar a voz... Foi então que percebeu que era de Hermione. Era a lembrança do quinto ano, quando ela foi atingida por um comensal.

A morena apesar de ter dois dementadores sugando sua energia, conseguiu pegar a varinha com dificuldade. Uma memória horrível veio a sua mente: quando Harry 'morreu' após uma maldição imperdoável, Avada Kedavra.

FLASHBACK:

—NÃO! — gritou a menina de olhos castanhos, olhando o seu amado cair no chão em frente ao seu maior inimigo: Voldemort. Não conteve as lágrimas que caíram. Sentiu raiva ao olhar para aquele que não pode ser nomeado.

Mas, as Relíquias da Morte haviam salvo sua vida. Ele era o último horcruxe, e assim que morreu, o Lord das Trevas tinha sido derrotado. O garoto-que-sobreviveu conseguiu sobreviver a mais um Avada Kedavra.

Foi o pior dia da vida de Hermione, pensando que o menino estava morto.

FIM FLASHBACK.

Apertou mais a varinha na sua mão e pensou que não iria morrer ali, naquela hora. Iria ter uma vida com o homem que amava.

—EXPECTRO PATRONUM! — gritou com a força restante e todas as três criaturas foram jogadas longe com a forte memória que teve do seu primeiro beijo com Harry.

Correu até o homem que amava quando viu que aquelas coisas horrendas não estavam mais lá. Sentou-se no chão e colocou a cabeça dele em seu colo, murmurando palavras que tudo ia ficar bem.

—Mione... — sussurrou o rapaz, abrindo os olhos e notou lágrimas nos dela. — Eu estou bem, não se preocupe. — deu conta que ele que deveria estar preocupado.

Levantou rapidamente e a abraçou fortemente.

—Mione, você está bem? Foram dois atrás de você. Eu deveria ter impedido. Não queria vê-la sofrendo, deveria ter te protegido. — balbuciou mais algumas palavras que a morena não ouviu, eram como palavras no vento. Sentiu um enorme cansaço e dormiu ali, nos braços do seu amado.

Ao notar a mulher dormindo em seus braços, não pode evitar sorrir e olhá-la bem. Era bem forte, mas não no sentido de músculos e sim de força de espírito; mesmo com dois dementadores, conseguiu livrar-se e ainda salvar a sua vida. Não era a toa que tinha a fama de ser a bruxa mais inteligente do século.

Pensou que os outros logo acordariam e resolveu colocá-la na cama. Andou até o quarto da morena e a colocou deitada.

—Durma bem, princesa. — beijou-lhe a testa.

E com isso, sentiu medo... Muito medo de perder a coisa mais preciosa para ele nesse mundo, o seu maior amor. Olhou-a e prometeu a si mesmo que se tornaria mais forte para ela.

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Umas duas horas haviam passado desde o incidente na sala, todos já estavam acordados e tomando café da manhã. Até a bruxinha de olhos castanhos estava sorrindo com os amigos. Ela e Harry decidiram não falar nada com os amigos, para que mais preocupações?

Depois disso, tudo correu bem naquele dia. Tudo estava bom, pelo menos por enquanto...

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—Mi Lorde. Os dementadores não conseguiram.

—Deixe para lá, façamo-los virem até nós... — riu maleficamente.

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