Disclaimer: nem TWILIGHT, nem a música RUMOR HAS IT me pertencem, mas esta fanfic sim! Então, por favor, respeitem!


RUMOR HAS IT
capítulo 7

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Nova Iorque, Nova Iorque, Estados Unidos da América, 06 de setembro de 2011.

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Isabella se sentia cansada. Não só fisicamente e mentalmente, como também emocionalmente; nem mesmo as quase 10 horas de sono foram suficientes para que ela relaxasse, descansasse e conseguisse afastar o turbilhão de sensações estrangeiras que a dominava de uma maneira paralisante. Ela estava se sentindo como um castelo de areia, que vai ruindo ao toque de uma pequena brisa, e que seu desmoronamento completo vem quando uma onda ou a tempestade o atropela. Edward era a brisa suave. Seus sentimentos, a tempestade.

Seus instintos, a sua autopreservação estava lhe censurando incessantemente, como um aviso de neon e sonoro do erro que havia cometido. Não era que ela se arrependia de tudo o que havia acontecido com Edward, desde quando o conhecera em Ibiza. Não. Ela não podia sequer considerar qualquer coisa relacionada a arrependimento quando se recordava dos momentos maravilhosos que havia compartilhado com o estudante de medicina.

Todavia, o seu pesar estava embutido mais em sua ingenuidade diante os acontecidos, do que em qualquer ato ou ação que havia partilhado na companhia de Edward. Ela havia evitado, fugido, fechado os seus olhos para o que estava estampado em sua cara durante o fim de semana inteiro, e que somente depois do choque que tivera na noite anterior, somada com a noite inquieta de sono, que ela finalmente concluiu o que havia acontecido.

Ela havia se apaixonado.

Apaixonado. Como e quando exatamente havia acontecido isso?

Será que fora assim que seus olhos pousaram em Edward quando ela chegou na companhia de Alice aos Hamptons, e viu o seu deus do sexo outra vez? Porque diante de toda a situação, Isabella não podia mais negar que desde que passara a noite com Edward em Ibiza ela não havia esquecido dele. Ela pensava nele com tanta intensidade, relembrando a noite que tiveram naquele bangalô que se pedisse ela conseguiria descrever cada pequeno detalhe; desde uma irregularidade no piso, até mesmo um filete de poeira em algum móvel; o calor, sem contar todas as sensações que aquele viril homem havia despertado em seu corpo.

Ou talvez fora quando o ruivo insistentemente tentava seduzi-la, com o seu charme peculiar? Ou ainda, quando ela finalmente cedeu as suas investidas, e deixou que toda a euforia, a excitação da conquista, do desejo carnal, do interesse de uma mulher para um homem, sobrepusesse o que a sua racionalidade por tantos dias lutou para ignorar?

Ela não conseguia sequer pensar em uma resposta a estas perguntas, bem como qualquer outra que viesse em decorrência desta; e exatamente por isso ela se sentia esgotada, confusa e completamente frustrada consigo mesma. Tudo o que ela queria esse ano era não se envolver com ninguém para poder focar-se 100% em seus estudos, e conseguir a titulação almejada. Seu plano estava tão claro e óbvio diante de seus olhos, que nada podia atrapalhá-la. Mas como um furacão, um terremoto, um tsumani, Edward Cullen surgiu em sua vida revirando todos os seus planos, bagunçando todo o seu esquema, deixando-a completamente a mercê sabe-se lá do que.

Isabella se sentia miserável. Fatigada.

A palidez nauseante do teto de seu quarto, que era precariamente iluminado pelo dia que se levantava por trás de suas persianas, era uma afronta a sua pessoa. Aquele brilho meio perolado, meio avermelhado era semelhante demais ao tom de pele de Edward.

Edward.

Ela suspirou pesadamente, muito similar a uma garotinha apaixonada pelo garoto popular da escola, que mal sabia que ela existia.

Tão rápido quanto o suspiro enamorado que deu, com a lembrança do sorriso e dos encantadores olhos verdes de Edward, Isabella bufou. Ela não podia, não queria ficar suspirando como uma tola apaixonada. Isso simplesmente não era ela. Ela nunca havia se apaixonado antes. Bella teve sim a sua cota de namoradinhos durante o High School e depois na faculdade, bem como diversos 'divertimentos' – como Carmen chamava os inúmeros garotos que ela havia saído durante a época que estava 'solteira'. Entretanto, este sentimento, que só de pensar no nome dele faz seu coração palpitar, suas mãos ficarem trêmulas, o suor brotar de sua têmpora, seu estômago se revirar, e o seu centro contrair-se era algo tão diferente e assustador para ela que a morena se sentia amedrontada com todas estas reações físicas de seu corpo.

Mas como podia ter tanta certeza de que isso era amor?

Amor... será que era isso mesmo?

Isabella já havia lido sobre este sentimento diversas vezes, de diversas maneiras, inúmeras formas, e mesmo que cada autor que ela leu abordou o tema de uma forma, todos descreviam com a mesma exatidão do que ela estava sentido, que aquilo era amor.

Amor.

- Agrr! Não! - exclamou para o quarto vazio, puxando um de seus travesseiros e o colocando sobre o rosto para abafar o grito angustiado e confuso que saiu por seus lábios.

A morena permaneceu com o rosto enterrado na macia superfície até que o ar começou a se fazer mais do que necessário em seu organismo.

Com seus pulmões repletos de ar puro, Bella rolou por sua cama, percebendo pela primeira vez como era ridículo ela ter uma daquele tamanho se não tinha ninguém que pudesse dividir esporadicamente. De repente sentiu frio, não só dos lençóis frios do lado da cama que ela não havia usado, como também o frio siberiano que o seu coração estava envolto.

Ela queria o cheiro dele impregnado em seus lençóis, em sua pele. Ela queria seus braços fortes, mas esguios e masculinos a apertando contra o seu peito definido, enquanto o seu rosto estivesse enterrado entre a cortina mogno de seus cabelos espalhados sobre a fronha alva. Ela queria sentir o corpo quente e nu dele, contra o dela, indicando todos os vestígios do que haviam feito na noite anterior – o prazer sem limites que partilharam.

Bella queria tanto tudo isso, que uma nova torrente de lágrimas começou a escorrer de seus olhos, quando a verdade, a realidade da situação e dos fatos brilhou em sua mente. Ela odiava se sentir vulnerável desta maneira, a mercê de alguém.

Apaixonada.

Ela ainda não conseguia assimilar esta palavra em seu vocabulário sem lhe causar um arrepio.

Foram inúmeros exercícios de respiração para que ela se acalmasse e não tivesse um colapso.

Quando finalmente percebeu que estava mais calma, com suas emoções sob controle, a morena levantou-se de sua cama, decidida a superar esse sentimento atordoante e errado que crescia como uma erva daninha em seu peito. Determinada, Bella seguiu rumo ao banheiro, planejando todos os lugares que visitaria naquele dia, para que assim pudesse ocupar a sua mente e não deixá-la vagar em direção a um certo futuro pediatra de belos olhos esmeraldinos e bagunçados cabelos bronzes.

O único problema é que seria mais complicado do que ela estava supondo deixar de pensar nele.

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Southampton, Condado de Suffolk, Nova Iorque, Estados Unidos da América, 06 de setembro de 2011.

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Edward estava parecendo um morto vivo jogado em sua cama. Por mais que estivesse deitado, seu corpo não estava relaxado. Sua mente estava um turbilhão inexplicável de sentimentos e arrependimentos. Seus olhos estavam vermelhos e vidrados, enquanto estudava com um interesse anormal o adorno em dourado envelhecido, quase bronze, perfeitamente moldado do lustre do quarto. O perfume de Bella – morango, frésias e limão – ainda estava embebido nos seus lençóis. Edward havia passado mais de 12 horas chafurdando-se em seu pesar.

Ele não conseguia se perdoar pela idiotice que fizera, mas quase como um contrapeso de seu arrependimento, sua mente insistia em trazer o fato de que tudo só acontecera porque Bella havia sido indiferente ao que passaram e ao que estavam sentindo. E por mais que Edward gostaria de odiar a morena, o seu rancor durava breves segundos. Ele era incapaz de odiá-la, seja por um minuto sequer.

O que havia acontecido com ele para agir daquela maneira estúpida? Por que ele estava tão embebido em seu próprio pesar, como se fosse um adolescente que havia sido jogado para escanteio por sua namorada, para que ela pudesse sair com o cara mais popular da escola, provavelmente o capitão do time de football?

Por quê?

Por quê?

Por quê?

Edward se perguntava incessantemente. O que era essa angústia, esse sufocamento que alastrava por seu corpo, como veneno, corroendo algo tão puro e especial, que fazia com que ele se sentisse perdendo o sentido de algo de extrema importância em sua vida, mas não tendo a mínima ideia do que poderia ser. Tal asfixia só abrandava, quando fechava seus olhos e imagens aleatórias e vívidas de Bella surgia por trás de suas pálpebras.

O seu sorriso tímido. O rubor de suas bochechas. Sua gargalhada escandalosa. O timbre de soprano de sua voz. A suavidade de sua pele alva. O brilho de seus olhos achocolatados. A maciez de seus longos cabelos castanhos. Seus lábios suaves e quentes. Seu corpo esguio e feminino, com curvas bem delineadas e acentuadas. O calor de sua pele. O toque sereno de suas delicadas mãos.

Cada detalhe dela que ele considerava uma imagem daquilo, fazendo jus às recordações que surgia diante de seus olhos, era como se estivesse assistindo a um filme vívido, susceptível ao toque. Seu corpo inteiro vibrava com a emoção indistinta que sentia por conta daquelas lembranças. Era um sentimento tão poderoso que Edward sentia-se incomodado, mas ao mesmo tempo confortável com sabe-se lá o que ele estava sentido.

Tão confuso.

Tão atordoante.

Tão aterrorizante.

O que poderia ser? Desejo? Não, muito simples e vago. Tesão? Muito vulgar. Saudades? Talvez, mas ainda não suficiente. Paixão? É... provavelmente, mas ainda muito fugaz. Talvez... amor? Sim. Era isso, amor.

Edward sentou-se sobressaltado em sua cama, absorvendo a resolução que havia chegado, e ainda completamente atordoado com ela. Amor. Ele havia se apaixonado por Bella.

Inacreditável, pensou consigo mesmo.

Quando o puro desejo, o tesão primitivo, a paixão aterradora fora substituído por amor?

Ele não podia deixar de concordar que desde que passara a noite maravilhosa com ela em Ibiza nunca a esquecera, mas naquele momento – onde ele nunca imaginava reencontrá-la, ainda mais e uma situação tão peculiar como a que se sucedeu o encontro de ambos, conseguindo fazer a conexão que tanto ansiava intimamente reencontrar com o que mais desejava em seu imo.

Sim. Era exatamente isso. A soma de todos os seus desejos, anseios, paixões, pensamentos e amores convergidos, postos em uma só pessoa. Só ela. Sua inesquecível e bela Marie. Bella.

Cerrou seus olhos mais uma vez, deixando que imagens distintas e magnânimas de sua deusa rolassem por seus olhos, com uma recordação do que havia vivido por tão breve período de tempo. Quando as imagens começaram a ficar turvas em sua memória, Edward enterrou seu rosto no travesseiro que Bella havia usado na noite anterior, onde um resquício mínimo de seu perfume ainda estava presente. Aspirou com fervor aquele perfume, mas o seu cheiro natural havia mascarado totalmente o perfume angelical dela.

- Agrrrr! – grunhiu irritado consigo mesmo.

Como ele podia ser tão babaca. Tão idiota. Tão inconsequente.

Quase como uma resposta do grande comediante que era Deus, diante do destino que havia tramado para ele e Isabella, os passos pesados e arrastados de Emmett preencheram os ouvidos do ruivo quando este entrou no quarto de Edward.

- Ainda de TPM? – inquiriu divertido para o primo, deixando de lado toda e qualquer sensibilidade do que ele estava sofrendo.

- Me deixa em paz, Emmett! – exclamou Edward completamente irritado.

- Ohhh... – gemeu descontraído Emmett, propositalmente para irritar seu primo. – Ele ainda está todo nervosinho. Precisando de um remedinho para a irritação? Só tenho que te lembrar de que não existe remédio para TPM. – provocou o moreno, se jogando na imensa cama ao lado de Edward, não se importando com o grito de recusa deste.

- Por que você não vai se foder, Emm? – vociferou encolerizado o futuro pediatra.

- Porque não preciso priminho, já fodi demais uma espetacular loira por aí! – replicou despreocupadamente, posicionando suas grandes mãos atrás de sua cabeça.

Edward resolveu ignorá-lo, cruzando fortemente seus braços no peito e fazendo um bico enorme em irritação. Parecia um garotinho que acabou de ser repreendido pela mãe a fazer bagunça em uma igreja, ou então que não ganhou o carrinho de controle remoto que ansiava em seu aniversário.

Emmett riu deliciado da reação infantil do primo, que tentou ignorá-lo, mas falhando miseravelmente ao fechar mais ainda a sua cara em irritação.

Como para brindar ainda mais o seu desespero, dois novos passos – um pesado e um leve – entraram na sala. O toque-toque do salto do sapato feminino era angustiante, mas tentando não focar-se nele, Edward cerrou outra vez seus olhos verdes evitando encarar os recém-chegados que haviam parado diante dele e de Emmett na frente da cama.

Alice e Jasper, concluiu o filho de Carlisle e Esme Cullen.

Jasper, que era conhecido por sua postura tranquila, apaziguante, incorrompível e calmante, encarou seu amigo de longa data – mesmo que este se escondia atrás de seus olhos fechados. Edward nunca olhara tão miserável como fazia naquele momento. Uma imensa olheira roxa e profunda marcava sob seus olhos. Sua pele pálida estava translúcida, parecendo um pergaminho envelhecido. Sua aparência não era de um jovem de 25 anos, mas sim de um velho que batalhou muito em sua vida.

Alice, em contrapartida ao namorado, estava com seus braços finos cruzados fortemente em seu peito. Sua alegria, olhar gentil e simpatizante, e energia inesgotável estavam ausentes naquele momento. Ela estava irritada, indignada, atordoada, querendo matar um com o seu olhar homicida, e de preferência que este 'um' fosse o babaca na sua frente de cabelos acobreados. Alice estava puta da cara com o que Edward havia feito a sua amiga. A humilhando, fazendo-a passar por otária na frente de todos. Fora uma benção que ela não tenha sofrido nenhum acidente enquanto dirigia sobre a chuva torrencial da noite anterior em direção à Nova Iorque.

Ela enterrou suas unhas bem feitas e compridas na pele branca de seus braços, sentindo suas garras magenta penetrando a sua pele. Se fosse possível ela gostaria de matar o ruivo a sua frente com suas próprias unhas.

Alice bufou irritada.

- Você está se sentido melhor? – inquiriu Jasper, querendo soar como se estivesse perguntando sobre a bebedeira do amigo na noite anterior, mas perguntando realmente como estava se sentindo após os eventos da noite anterior.

Edward deu de ombros.

- Indo. – respondeu com sinceridade, ainda sem abrir seus olhos.

Alice bufou mais irritada ainda, fazendo que a sua impaciência ressoa-se por todo o quarto. Intrigado com o som, Edward abriu seus olhos e procurou a origem do ruído, e quando encontrou o olhar assassino da namorada de seu melhor amigo, sabia com toda a certeza do universo que ela era a responsável pelo intrigante som. Não conseguindo conter sua curiosidade o ruivo inquiriu:

- O quê? – ele não queria ter soado impertinente, mas suas palavras saíram extremamente altas e incomodas até mesmo para os seus ouvidos. Alice fechou seus olhos em fendas analisando com repugnância Edward.

- Você é um idiota! – cuspiu com fervor em direção ao futuro pediatra. – Você merece chafurdar-se em sua própria desgraça, seu babaca! Você não merece que uma lágrima sequer seja derramada em seu nome, você merece ficar sozinho, morrer sozinho, sem amigos, sem família, sem nada! – declamou com ódio.

O ruivo encarou atordoado a pequena mulher.

- O que eu te fiz? – perguntou confuso, com a voz mínima.

- Você magoou a minha amiga! – exclamou estridente. – Ela saiu enlouquecida dessa merda de casa, e foi por Deus que a abençoou que nada de ruim aconteceu a ela, se tivesse acontecido qualquer coisa com ela, eu juro, eu te mataria com as minhas próprias mãos, sem espaço para arrependimento. – gritou soltando seus braços que estavam cruzados e inclinando-se em direção a Edward para se impor diante de suas palavras ásperas.

O futuro pediatra estava de boca aberta diante da explosão de Alice, completamente sem palavras; entretanto, a estudante de moda não havia finalizado suas acusações e ameaças a Edward.

- Juro que se você sonhar, pensar, chegar perto de Bella outra vez, pode dar adeus a essa merda que você carrega entre suas pernas, porque eu prometo que irei arrancar tudo, deixá-lo uma moça, para que você não faça isso outra vez com ela! – ameaçou venenosamente. – Entendido seu babaca? – replicou com suas mãos em sua cintura fina e encarando com aversão o médico.

Antes que Edward pudesse replicar as acusações e ameaças de Alice, esta deixou o quarto batendo o salto de seus sapatos ruidosamente pelo piso linóleo.

- Estarei esperando-o no carro Jazz. – informou com suavidade ao namorado, deixando o ambiente batendo a porta ao passar.

Os três homens que estavam na sala encaram o lugar que Alice estivera segundos atrás completamente aturdidos. A pequenina mulher era um furacão, e não no bom sentido, pelo menos para Edward no momento.

- Uau! – exclamou Emmett minutos depois quando o silêncio no quarto passou a ser extremamente sufocante. – Quem é que tem um pau nessa relação, hein Jazz? – divertiu-se do loiro.

Jasper rolou seus olhos ignorando as palavras de Emmett.

- O que você irá fazer? – perguntou a Edward com tranquilidade. O ruivo franziu seu cenho em confusão.

- Fazer o quê, posso saber? – replicou soando mais irritadiço do que queria.

- Sobre a Bella. – falou como se fosse óbvio.

- Hum... nada. – respondeu Edward. – Você não acabou de ouvir a sua namorada dizendo que se eu sequer pensar na Bella ela irá me matar? E mesmo se a mestre dos Magos não fizesse nada, duvido que a Bella gostaria de falar comigo. – deu de ombros, suspirando pesadamente.

- Qual é Edward? – desdenhou Jasper. – Eu te conheço a minha vida toda, já te vi fazendo as piores merdas do universo, e você sempre deu o seu jeito de consertar. Por que agora será diferente? Cadê aquele cara que diz que gosta de fazer a sua própria sorte, seu próprio destino, hum? – lembrou o amigo de sua filosofia de vida.

- A partir do momento que o destino resolveu colocar Bella outra vez na minha vida, percebi que eu nunca o tive em minhas mãos. – replicou com azedume.

Jasper rolou os olhos, enquanto Emmett ria debochado.

- Vai virar celibatário, é? Seminarista? – divertiu-se Emmett, que foi prontamente ignorado por seu primo.

- Você que sabe; se prefere ficar aí como um idiota chafurdando-se em arrependimento, fique. Mas lembre-se que tudo depende de você, o destino só faz com que as coisas saiam da maneira que deve ser, ok? – profetizou Jasper. – Nos vemos na próxima semana. – despediu-se dos amigos, deixando propositalmente um pedaço de papel dobrado sobre o criado mudo ao lado da cama de Edward, que assim como Emmett não notou o pequeno bilhete.

Um prolongado e aterrador silêncio recaíram sobre os dois primos. Cada um estava perdido em seus próprios pensamentos, avaliando as palavras de Jasper, como também a explosão de Alice.

- Eu fodi tudo mesmo, certo? – inquiriu Edward como se buscasse certeza em sua pergunta.

- Yeap! – concordou Emmett, estalando seus lábios no 'p'. – No bom e no mal sentido. – completou com uma gargalhada. Edward encarou o primo em um sinal de alerta que sua piada não tinha graça nenhuma.

- Será que você irá me contar exatamente tudo o que aconteceu ontem? – perguntou com a voz miúda o futuro pediatra.

Emmett deu de ombros, mas sentou-se confortavelmente na cama, apoiando suas costas na cabeceira da cama.

- Você quer a versão resumida ou a com todos os fatos? – perguntou com um sorriso enviesado.

- Despeje tudo, Emmett, não precisa ser gentil. – falou com um suspiro pesado.

- Bem, você e Bella simplesmente sumiram do clube que nós fomos, e óbvio que vocês tinham vindo para casa juntos. Os gemidos dela estavam ecoando por toda a casa. A propósito, parabéns primo. – congratulou o jogador de basquete dando um soco nada gentil no braço do primo. – De qualquer maneira você descobriu que ela era a sua deusa espanhola, ela te deu um fora, e você literalmente perdeu o rumo. – recordou Emmett.

"Bebeu durante o dia inteiro. Uísque, vodca, cerveja, licor, o que colocavam na sua frente você estava bebendo, e quando eu ou Jazz falávamos para você comer alguma coisa, mandava a gente se foder." – ponderou com indignação. – "Ah... sim... durante o dia todo, conforme você bebia como um alcoólatra descontrolado, falava sobre a conversa com Bella, e que ela o havia enganado, assim como todo mundo. Óbvio que você também debateu por longos minutos sobre a anatomia dela, dizendo formato de seios, bunda, como a buceta dela é, como você sente-se dentro dela. Como a boca dela fica em torno do seu pau... bem... você foi bem detalhista."

- Sério? – perguntou incerto querendo só confirmar que ele realmente fora um babaca. Emmett confirmou com um aceno de cabeça. – Merda! – exclamou enterrando seu rosto em suas mãos.

- Quando você finalmente resolveu que era hora de comer alguma coisa, e seguimos para a sala onde estava todo mundo e os japoneses estavam preparando o jantar, você a viu, e novamente fodeu tudo. Agiu como um bêbado descontrolado bebendo tudo o que podia e não podia, até que em determinado momento você a viu encarando você, e como um perfeito idiota você agarrou Tanya e por muito pouco não a fodeu ali, na frente de todo mundo. – contou com desprezo.

"Juro Edward, não consigo entender o que você vê em Tanya, ainda mais para fazer o que estava disposto a fazer ali, somente para provocar Bella." – repreendeu Emmett. – "De qualquer forma, foi nesse ponto que a Bella fugiu, todo mundo achou que ela tinha ido para a varanda tomar um ar, como eu a encontrei um tempo antes, mas quando depois de uma meia hora não tinha nenhum sinal dela, notamos que o carro da Alice tinha ido, junto com as coisas da Bella e ela, obviamente." – deu de ombros.

- Vocês não tentaram ir atrás dela? – questionou Edward atordoado.

- Já estou chegando neste ponto. – respondeu Emmett com indiferença. – Enquanto Alice procurava Bella como uma louca, Tanya começou a te xingar, dizendo que você era um idiota, aproveitador e tudo mais, e o Paul, todo sentido pelo que você estava fazendo com a putinha da Tanya, partiu pra cima de você. Acredite Edward, esse seu supercílio cortado é só o que o mala fez em você, antes que você caísse de tão bêbado que estava. – o moreno deu um olhar divertido para o primo, que dizia algo como 'foi pouco por tudo o que você fez'.

"De qualquer maneira, estávamos em um impasse. Não sabíamos se cuidávamos de você, que estava desacordado e completamente bêbado, com o risco de ter uma concussão, ou íamos atrás de Bella." – deu de ombros. – "Decidimos ir atrás de Bella. Porém a porra da chuva que deu ontem, ocasionada por um ciclone tropical ou algo do gênero, não deixou irmos muito longe em nossa busca, já que a Guarda Costeira e a Polícia Rodoviária interditaram todas as interestaduais." – explicou.

"Como não tínhamos o que fazer, optamos por voltar para casa e te socorrer, enquanto tentávamos falar com Bella por celular, e saber se ela estava bem. Em algum momento da noite ela mandou uma mensagem para Alice dizendo que estava em casa e que gostaria de ficar sozinha, e você depois que conseguimos acordá-lo e informar que tinha fodido tudo entrou em estado catatônico, voltando a dormir." – falou sem emoção.

- Mas ela está bem? – questionou Edward, realmente preocupado com o bem estar de Isabella.

- Acredito que dentro dos conformes sim. Ela pediu para que Alice a deixasse sozinha no apartamento em que dividem durante esta semana para que ela pudesse avaliar toda a merda que aconteceu, ou algo assim. – deu de ombros, não muito certo dos detalhes.

- E o que aconteceu com Tanya e todo o resto? – inquiriu temeroso Edward.

- A 'Putanya' depois do peep show que quase protagonizou com você se mandou junto com o Paul. Pelo que Rose disse, eles ficaram em um motel vagabundo para poder passar a noite e o mala pegasse as suas sobras como sempre. – divertiu-se Emmett dando uma escandalosa gargalhada em seguida.

- Que faça bom proveito daquela coisa. – desdenhou Edward com repugnância.

- De qualquer maneira como não tinha mais nada que poderíamos fazer, Bella já estava sã e salva em seu apartamento em NYC, você desmaiado em sua cama, a maioria estava dormindo e se preparando para se mandar nas primeiras horas da manhã. Não tinha nada o que poderíamos fazer, desta forma eu, Jasper, Alice e Rosalie ficamos na piscina conversando. – explanou com um sorriso sonhador.

- Calma aí! – exclamou Edward atordoado. – Rosalie, conversando com você, Jasper e Alice? O que foi a noite passada? A noite da insanidade? – interpelou perplexo.

- Qual é Edward? Dê um pouco de crédito para Rosalie, ela é gente boa, só um pouco determinada demais. – sorriu enviesado o jogador de basquete com a memória da loira. – De qualquer forma ela percebeu que Alice e Jasper são perfeitos juntos, e depois disso... bem... ela veio para a cama com o teddy bear aqui! – vangloriou-se Emmett.

- Não brinca! – exclamou Edward realmente surpreso por sua amiga ter ido para a cama com o seu primo.

- Por que eu iria mentir sobre isso, cara? – replicou Emmett. – Eu beijei aquele corpo todinho, aquela boca pequenininha, quentinha esteve em torno do meu pau, e depois eu meti gostoso nela. Estou viciado naquela mulher, Edward. Ela é uma delícia. – salivou perdido nas lembranças da noite e da manhã em que passou na companhia de Rosalie nua.

- Uau! – exclamou Edward realmente surpreso que Rosalie cedeu às investidas do primo.

- É... sim... e você o que você irá fazer? – replicou Emmett, voltando o assunto para a história do primo com a sua caliente espanhola, não tão espanhola assim.

- Nada. Não tem nada que eu possa fazer, Emmett. – replicou mal humorado o ruivo, bufando exacerbado por ninguém compreender que não havia nada que ele pudesse fazer.

Inesperadamente novos passos femininos foram ouvidos pelos dois rapazes que estavam dentro do quarto. Edward encarou Emmett aturdido, o moreno só deu de ombros, focando seus olhos para a porta em que Rosalie em toda a sua glória loira e seu corpo escultural entrou esbanjando sensualidade, entretanto sua fisionomia da qual mantinha um sorriso brilhante, rapidamente foi substituído por uma carranca ao ver a situação de seu colega de classe.

- Sério Edward? – exclamou a loira, levando suas mãos na cintura e encarando com um olhar reprovador o amigo. – Emmett! Não era suposto você arrastá-lo para o chuveiro e depois dar uma injeção de animo? – replicou voltando o seu olhar reprovador para o homem que a havia levado ao céu dos orgasmos em apenas uma noite.

- E ele escuta alguém? – defendeu-se o grandalhão com um ligeiro bico.

Rosalie encarou os dois em descrédito.

- Edward, banheiro, imediatamente! – exclamou autoritária. Edward não conseguiu ser desobediente diante da ordem da amiga, e com uma rapidez surpreendente levantou-se de sua cama e correu para o seu banheiro.

Quando se admirou no espelho o futuro pediatra viu o lixo que estava, finalmente compreendendo a preocupação dos amigos diante de sua aparência. Olheiras arroxeadas e enormes sob seus olhos, que estavam avermelhados e vidrados. Sua pele estava rançosa e pálida, uma mistura bizarra de pergaminho envelhecido e papiro novo. Seus ombros estavam curvados e sua postura estava vergonhosamente deformada.

Com um suspiro resignado, Edward tentou se aprumar, esticando sua postura, sentindo seus ossos e músculos protestando ao ficarem na forma correta, depois de ficarem por tanto tempo tortos. Jogou uma água gelada em seu rosto, escovou seus dentes retirando o bafo de onça que estava – devido a todo o álcool que ingeriu no dia anterior. Com as mãos úmidas deslizou-as por seus cabelos bagunçados tentando reorganizá-los, enquanto se dava mais uma longa olhada no espelho.

Ele sentia-se um pouco melhor, mas sentindo-se sujo como nunca esteve antes. Rapidamente despiu suas roupas e entrou debaixo do chuveiro, mal se incomodando com a água gelada que descia por ele no início. Assim como fora desde que soube que Bella tinha partido na noite anterior na neblina de sua bebedeira, Edward se pôs a pensar na belíssima morena que partilhara os momentos mais inesquecíveis de sua vida.

Edward a queria. Isto era tão claro quanto cristal. Todavia ele havia pisado na bola com Bella, havia agido como um idiota quando ela completamente confusa tentou negar a ligação, a conexão que tinham. Ele deveria ter sido paciente, como fora durante todo o final de semana, em algum ponto ela cairia em si e poderiam ter resolvido toda a situação sem sofrimento. Mas não. Ele teve que agir como um adolescente inconsequente, focado somente em fazer ciúmes à ex-namorada que o esnobou. Agora como ele consertaria toda essa situação fodida, e conseguiria o perdão de Bella e consequentemente provar a ela que iriam fazer isso que tinham entre eles funcionar, ele não fazia a mínima ideia, mas tinha consciência que precisava fazer. Custe o que custar.

Quando novamente a água o chuveiro tornou-se fria, o ruivo finalizou seu banho cobrindo-se com um roupão e voltando ao seu quarto para encontrar seu primo Emmett e Rosalie, sentados em sua cama esperando-o, sabe-se lá para quê.

- Ótimo, agora você olha apresentável. – falou satisfeita Rosalie. – Vista-se adequadamente para conquistar a mulher da sua vida. – demandou com autoridade.

- Só tem um pequeno detalhe. – começou Edward encarando ressabido seus amigos. – Eu não faço a mínima ideia de onde Bella vive em Manhatan, e tentar encontrá-la sem ter um rumo é complexo, se vocês me entendem. – falou fazendo o seu ponto.

- Bom... ela disse que vivia em Tribeca, certo? – pontuou Emmett. – É um começo, não?

- Mas mesmo assim, até encontrá-la levaria dias. – suspirou derrotado o futuro pediatra, que rapidamente foi feito coro com seu primo.

- Vocês têm uma ervilha no lugar de um cérebro, é isso? Não acredito que ambos estão quase se formando médicos! – vociferou a loira.

- Você sabe onde ela mora? – inquiriu incrédulo Edward.

- Não, mas talvez isso ajude. – disse com suavidade, erguendo um pedaço de papel preso em seu dedo indicador e médio.

Rapidamente Edward pegou o pequeno papel entre os dedos da amiga, o abrindo com avidez, percebendo a letra elegante de Jasper rabiscada em um endereço em Nova Iorque.

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Greenwich St., 822, apto. 3C
Tribeca – NYC

Ps.: Faça acontecer o seu destino.
~ Jasper

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Um sorriso enviesado e vitorioso brotou nos lábios de Edward. Jasper indo contra as palavras de sua namorada, pondo em risco seu relacionamento deixou o endereço das duas para que ele chegasse a Bella, e ele faria. Ele iria pôr o trem de volta nos trilhos, tomar as rédeas de sua vida e ir atrás da garota que ele queria. Aquela que fora feita para ele, como todos estavam dizendo por aí.

Ao perceber o plano se formando em sua mente, Edward percebeu que tinha um pequeno problema.

- Como chegarei a NY? Estou sem carro e ônibus agora aqui só à noite. – externou sua preocupação.

Emmett sorriu largamente tirando a chave de seu Jeep do bolso e atirando para o primo, que com seus reflexos perfeitos por conta do baseball que fizera quando criança agarrou a chave. Edward encarou confuso o primo.

- Você vai com meu carro para NYC, e eu vou com Rose de volta para Princeton. – declarou com um sorriso brilhante.

- Ótimo! – exclamou Rosalie levantando da cama. – Problemas resolvidos. Agora agiliza Edward! Você tem que pensar em um bom discurso de desculpas e uma excelente confissão de que está apaixonado por ela – sorriu enviesado para o amigo. –, eu sei que você consegue os dois.

E com uma piscadela em direção a Emmett, a bela loira deixou o quarto, que desde a sua entrada fora tomado por uma aura de esperança.

- Cara! – exclamou o futuro cirurgião plástico. – Eu vou casar com essa mulher!

Edward riu da declaração do primo, balançando sua cabeça enquanto seguia para pegar suas coisas e vestir-se. Como não sabia como se desenrolaria as coisas com Bella, o ruivo optou por arrumar todas as suas coisas e levá-las a NYC, torcendo para que não tivesse que ficar em um quarto de hotel sozinho enquanto tentava mostrar a mestranda de literatura o que sentia por ela.

Comendo algumas pop-tarts, um hot-pocket e um kit-kat, junto com um copo gigante de leite puro, Edward sentia-se satisfeito para ir atrás de sua garota. Despedindo-se de Emmett e Rosalie, que eram os únicos que ainda estavam na enorme casa, o futuro pediatra a fechou e seguiu pela interestadual rumo a Big Apple.

Acelerando a toda velocidade no imenso Jeep, Edward fez em um pouco menos de 1 hora e 20 minutos o percurso de Southamptom a Nova Iorque. Quando estava nos domínios municipais da ilha, Edward digitou no GPS de seu celular o endereço de Bella, o aparelho lhe instruiu qual a melhor rota, onde o ruivo guiou com maestria pelas ruas até o local.

Ao contrário do que imaginava, Edward não achou difícil localizar o endereço. O prédio em que Alice e Bella viviam, era um típico edifício nova-iorquino da década de 20. De tijolos aparentes e vermelhos, janelas de metal pintadas de verde escuro, e porta de madeira de lei com adornos de bronze e pequenas janelas em vidro. Tomando uma respiração profunda, Edward, que havia conseguido estacionar o imenso Jeep em frente ao prédio, desceu e tocou o interfone, no apartamento que foi indicado como o das senhoritas Brandon e Swan.

Previsivelmente, ninguém atendeu. Edward tentou mais algum tempo, esperando que Bella atendesse o interfone, mas nada. Provavelmente ela não estava em casa. Sem assumir a sua derrota, Edward chamou o apartamento de um vizinho – Sra. Stanley – mas essa, que parecia ser uma velha fofoqueira, informou que Bella havia saído pela manhã para curtir a vida cultural da cidade.

Com um sorriso enorme em seu rosto, Edward agradeceu a mulher e encostou-se no Jeep de Emmett para esperar Bella, todavia, minutos, horas se passaram e nem sinal da morena. Morrendo de fome, mas determinado a não sair dali, Edward ligou para o delivery do McDonald's e ordenou alguns lanches, batatas fritas, nuggets, refrigerante e milk-shake, dando o endereço de Bella, mas sem fornecer o apartamento, ele iria interpelar o entregador antes que este notasse que o endereço que foi fornecido estava ausente de um complemento.

Quarenta e cinco minutos foi o tempo para que seu pedido de fast-food chegasse ao endereço de Bella e Alice. Dando o pagamento – acrescido de uma grande gorjeta – Edward se acomodou no banco do passageiro do imenso Jeep e começou a devorar os alimentos como um esfomeado.

Era depois do anoitecer, Edward saboreava calmamente seu milk-shake de chocolate lamentando-se por não ter algumas bolachas Oreo para acompanhar quando viu Bella, virando a esquina de sua casa, carregada de sacolas de mercado, com óculos escuros sobre sua cabeça e os cabelos presos em um coque desleixado. Uma camiseta branca com a inscrição "Dark Angel" estava com as mangas dobradas e para evitar o tamanho que parecia ser enorme, amarrada com um pequeno nó. Calças jeans negras com as barras dobradas e all stars brancos.

Ela estava concentrada em pegar algo em sua bolsa de tecido preta para evitar que suas compras caíssem no chão. Edward sorriu apaixonadamente para a forma que ela olhava. Mesmo sem preocupação em vestir-se com roupas curtas ou apertadas para evidenciar o seu corpo curvilíneo, Bella estava sexy. Gritando sexo. Pelo menos para ele.

Deliberadamente Bella parou sua busca em sua bolsa. Uma sensação de que alguém estava a observando dominou seu íntimo. Instantaneamente ela entrou em pânico, relembrando todos os golpes de defesa pessoal que seu pai havia lhe ensinado antes de mudar-se para a Espanha. Sabendo que era mais desajeitada do que poderia ser uma pessoa normal, Bella respirou profundamente, agarrando o spray de pimenta que estava em sua bolsa, decidida a atacar o seu atacante com a arma de efeito moral, para que assim pudesse entrar em seu apartamento.

Contudo, quando a mestranda em Literatura levantou seus olhos à procura de quem a observava, seu coração falhou uma batida. Ela não conseguia acreditar no que seus olhos viam. Ali parado diante a entrada de seu prédio ao lado do imenso Jeep de Emmett, usando seus tênis negros inseparáveis, calça jeans escura, camiseta branca com decote em V sob uma camisa aberta xadrez de tons predominantemente cinzas, estava Edward. Com seus incríveis e brilhantes olhos esmeraldinos, e seus cabelos acobreados bagunçados. Um sorriso enviesado perfeitamente posto em seu rosto.

Bella não pôde deixar de se admirar: Edward exalava sexo. E ela queria exalar sexo com ele.

Tão rápido quanto o pensamento que surgiu Bella se censurou. Ela poderia estar apaixonada por ele, mas nunca seria o resto de alguém, a segunda opção de alguém, seja ele quem for. Edward ou até mesmo Johnny Deep. Ela não seria a segunda opção de ninguém, ela merecia ser a primeira, e por conta disso, sabendo muitíssimo bem que na noite anterior o ruivo estivera intimamente com Tanya, ela não daria nem sequer um segundo pensamento em ter sexo com Edward.

- O que você está fazendo aqui? – interpelou Bella com grosseria.

Edward engoliu em seco. Ela estava mais brava do que ele supunha, talvez suas desculpas e confissões não fossem suficientes. Ele tentou controlar o mal estar que estava na boca de seu estômago quando a perspectiva de retornar a Southampton sozinho brilhou em sua mente.

- Bella – começou com a voz tremida o ruivo. – eu sei que não tenho moral nenhuma para vir até a sua porta e esperar o perdão eterno, mas eu queria pedir-lhe pessoalmente desculpas por tudo. – falou com sinceridade.

A morena fechou seus olhos em fendas, completamente desconfiada das apologias do futuro pediatra.

- Você não precisava vir até aqui. – replicou com asco. – De qualquer maneira, já disse suas desculpas. Pode voltar para a sua namorada. – completou, virando de costas para Edward e pegando sua chave dentro da bolsa.

- Namorada? – repetiu Edward soando como uma pergunta confusa.

O que ela estava falando? Questionou mentalmente.

- Será que você fodeu a pobre Tanya e a dispensou como faz com todas as outras? – refutou com acidez. A boca de Edward se abriu para protestar as palavras de Bella, mas nenhum som saiu dela. – Hum. Típico. – desdenhou Bella, virando-se outra vez de costas para o ruivo e procurando sua chave.

- Não aconteceu nada comigo e Tanya na noite passada. – confessou Edward quando Bella abriu a porta de seu edifício e começava a entrar. Imediatamente ela parou seus movimentos, mas ainda não encarando o futuro pediatra.

Ela fechou seus olhos e ponderou as palavras de Edward, mas antes que pudesse dizer alguma coisa o ruivo falou.

- Bella, eu me arrependo de tudo o que aconteceu. Eu deveria ter percebido que a nossa situação era confusa e tudo mais, que você assim como eu tinha outros planos para esse ano, e o que aconteceu entre nós não era um destes planos. – ele tomou uma respiração profunda antes de continuar o seu discurso. – De qualquer maneira não deveria ter te pressionado, deveria ter esperado o seu tempo. Mas não, eu fui um babaca idiota que se embebedou e fez merda durante todo o dia e que quando percebeu seus belíssimos olhos castanhos me encarando quis infligir o mesmo tipo de dor estúpida que estava sentindo. Eu queria que você sentisse ciúmes de mim, sabe-se lá por que. – confessou dando de ombros.

Bella fechou seus olhos e deixou se perder em cada palavra que Edward que dizia.

- Desde Ibiza, quando ainda éramos dois desconhecidos que usaram nomes aleatórios eu sabia que você era única. Eu não fiquei sonhando acordado com você desde então à toa. Era uma forma de o meu subconsciente me dizer que você era a garota certa, e mesmo depois quando a reencontrei, apesar de não ter sabido desde o inicio quem você era, algo dentro de mim berrava sinalizando que você era quem eu queria. – ele tornou a respirar fundo.

"Bella, eu estou totalmente apaixonado por você." – confessou com uma certeza, uma paixão aterradora. – "E esse sentimento está me assustando completamente, eu nunca me senti assim antes por ninguém, e tenho certeza que nunca irei sentir isso outra vez. Você é a garota certa para mim. A que foi destinada a ficar comigo para o resto dos meus dias."

Isabella sentiu seus olhos encherem de lágrimas emocionadas e apaixonadas pelo discurso de Edward. Ela poderia nunca ter acreditado em contos de fadas, mas sempre sonhou em ouvir aquelas palavras de dedicação que Edward havia lhe dito, mesmo que até poucos segundos atrás ela não fazia ideia que queria isso com tanto fervor.

Seu coração batia velozmente, ecoando o sentimento de amor que inundava o seu imo por todo o seu corpo. De repente todos os seus músculos doíam por querer abraçar Edward, reivindicá-lo para si, mostrar a ele que ela também estava sentindo o mesmo, por mais que tudo a assustasse de uma maneira que ela não conseguisse articular; todavia, palavras não eram suficientes, gestos eram ridículos diante do calor acalentador e apaziguante que dominava todo o seu corpo.

As lágrimas escorriam por sua face, mas não eram lágrimas de tristeza, mas de felicidade. Felicidade por enfim estar completa. O destino – o responsável por toda essa situação, desde o princípio – havia feito o seu trabalho com maestria e o desfecho perfeito se desenrolava para ela.

Ela gostaria de se virar e encarar as duas esmeraldas brilhantes que eram os olhos de Edward, todavia temia que se o encarasse naquele momento não conseguiria conter seus instintos e provavelmente faria coisas que seus vizinhos não estavam dispostos a ver, violando assim a privacidade deles. Por conta disso, ela abriu totalmente a porta de madeira, bronze e vidro, fazendo com que esta ficasse completamente aberta e começou a caminhar em direção as escadas que a levaria ao seu apartamento.

Edward que ainda estava parado em seu lugar encarou a cena estático, certo de que ela estava mandando-o se foder, e afirmando que não queria absolutamente nada com alguém tão fodido como ele. O ruivo estava disposto a chamá-la, quando Bella virou o seu rosto do pé da escada em direção a ele.

- Você não vem? – ronronou sensualmente. – Temos muitos assuntos a resolver antes que você vá para Princeton, e de preferência esses assuntos devem ser tratados com nós... nus. – explanou com a voz cheia de luxúria a Edward, que arregalou seus olhos surpreso, enquanto um sorriso largo começava a crescer em seu rosto.

Eu amo essa mulher. Pensou consigo mesmo, pressionando o alarme do Jeep de Emmett para fechá-lo e caminhar a largas passadas para a escadaria onde Bella subia lentamente decidida a rebolar seus quadris o máximo que podia.

Edward gemeu deliciado com a cena, quando chegou próximo da morena agarrando sua cintura com força e literalmente a levando para o seu apartamento onde ávidos de desejo, os dois jovens rapidamente arrancaram a roupa um do outro e deixaram-se consumir pelo desejo primitivo e apaixonado que estavam sentindo, finalmente confirmando que haviam sido feitos um para o outro.

Para todo o sempre, como dizem por aí.

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N/A: Hey amores! Que parto foi sair esse capítulo. Meu Deus do céu, mas antes tarde do que nunca eu finalmente terminei. Aleluia.

Quem lê principalmente TEENAGE DREAM sabe que estes últimos meses foram uma completa loucura para mim. Entre provas de vestibular, uma doença genética descoberta, computador roubado (que inclusive estava este último capítulo praticamente pronto) e toda a complexidade por ser fim de ano, eis a minha demora.

Bom, como disse acima, esse capítulo estava 90% pronto no meu computador, só que ele foi roubado e a idiota aqui não tinha backup, então tive que começar do zero escrevendo este aqui. E o pior de tudo, estava tão bom lá, que esse aqui não chega aos pés do que havia feito, tanto que estava relutante em escrever esse final, mas como prometido antes de iniciar o próximo ano, eis o capítulo final.

Desde já quero pedir desculpas pela mediocridade desse capítulo. Normalmente eu odeio colocar sequências seguidas de diálogos, mas sendo sincera eu só queria finalizar e tirar esse peso dos meus ombros. Me perdoem por ser assim, pelo menos por aqui.

Quero agradecer a todo mundo que acompanhou essa short-fic, mandou reviews, comentou, recomendou, indicou e deu palpites. Não foi uma das minhas melhores, mas a intenção dela era apaziguar o meu espírito diante de coisas que saíram meu controle esse ano. Obrigada também a todos que compreenderam a minha situação e todas as eventualidades que aconteceram, eu tentei fazer o meu melhor. Como sempre tento. Patti assim como todo mundo, obrigada pela ajuda imensa que você me deu por aqui e em tudo mais. Termino esse ano com um saldo devedor gigante para com você! *KKKKKKKKKKKKKKKKKK*

Obrigada novamente a todos. E que 2012 todo mundo encontre um caliente affair por alguma praia perdida, já que Ibiza parece ser difícil de acontecer! LOL

Amo muito todos vocês!

Besos con mucho cariño y estimo, siempre.

Carol.

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N/B: Antes de falar sobre o capítulo, preciso fazer um imenso agradecimento a Carol pela oportunidade que me foi concebida, pela segunda vez. Desde INEXPLICAVELMENTE AMOR que sempre admirei o trabalho surpreendente que ela fez lá, pela criatividade, escrita impecável, pela dedicação, pela coragem de escrever o que o coração comanda, mesmo que isso venha fazer centenas de leitoras sofrerem, por ter nos presenteado com histórias incríveis. Sem dúvida, e ela já sabe disso, a Carol é a minha autora brasileira número 1 de fanfics, e quando recebi o convite para betar TEENAGE DREAM, assim como RUMOR HAS IT, não hesitei e aceitei na hora! Betar as fanfics da Carol nunca seria um trabalho, é uma honra. Obrigada pela oportunidade, autora, é com uma imensa satisfação que concluímos esta aqui.

E é com tristeza e uma saudade apertada que me despeço desta sensual, voluptuosa, envolvente e caliente história. Que, claro, não podia terminar de uma forma diferente que não fosse com nossa Marie-Bella/Tony-Edward deixando-se consumir pela atração e paixão inegável, uma clara mensagem de que não importa quais os seus atos ou os seus planos, o destino é quem dá a última palavra.

Obrigada a todas as leitoras que acompanharam, por lerem, por deixarem reviews. Vocês são incríveis! Nos vemos em TEENAGE DREAM!

Um super beijo,

Patti.

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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!