Hellow, sweets! Olha eu aqui!

Como prometido, mais um capitulo das minhas 3 adaptações de presente de páscoa!

Amanhã eu não vou poder postar, então vai começar a valer o cronograma que está no meu profile, tá?

Bem, respondendo as reviews:

Auriana cullen: que bom! Feliz páscoa e o capitulo é para você!

Bem, feliz páscoa a todos e até semana que vem!

CAPITULO 6

-EU NAO sou uma morta-viva – protestei.

Mas, e claro, ninguém prestou atenção. Meus pais estavam muito concentrados no pé ferido de Edward Volturi.

-Edward, se sente – disse minha mãe a ele, não muito contente com nenhum de nós dois.

-Prefiro ficar de pé – respondeu Edward.

Mamãe sinalou com firmeza o circulo de cadeiras que estavam ao redor da mesa da cozinha.

-Se sente. Agora.

Nosso visitante ferido vacilou, como se fosse desobedecer, então, enquanto dizia algo entre dentes, pegou uma cadeira. Mamãe tirou de uma vez a bota que tinha uma marca bem visível de um dente do forcado, enquanto meu pai andava pela cozinha, procurando a caixa de primeiros socorros. Ele se meteu debaixo da geladeira enquanto esperava que o chá de ervas se aprontasse.

-E só uma equimose – anunciou mamãe.

-Ah, bom. – Papai se arrastou, saindo debaixo da geladeira. – De qualquer forma não encontrei a caixa de remédios. Mas ainda podemos tomar um chá.

O auto-proclamado sanguessuga impostor que tinha tomado minha cadeira da mesa da cozinha me encarou.

-Você tem muita sorte que meu sapateiro só use os melhores tipos de couro. Isso podia ter atravessado. E você não quer empalar um vampiro. Mas e assim que e a sua forma de saudar seu futuro marido – ou qualquer outro convidado, de qualquer forma? Com um forcado?

-Edward – minha mãe interrompeu. – Você pegou Bella de baixa guarda. Como expliquei a você antes, o pai dela e eu queríamos falar com ela primeiro.

-Sim, bom, certamente vocês se atrasaram em sua proposição – uns dezessete anos. Alguém tinha que fazer. – Edward retirou seu pé dos braços da minha mãe e se pôs de pé, coxeando ao redor da cozinha sobre sua única bota, como um rei inquieto em seu castelo. Ele pegou o recipiente de camomila, cheirou o conteúdo, e franziu a testa. – Vocês bebem isso?

-Você vai gostar – prometeu papai. Serviu quatro xícaras. – Tem um efeito calmante, sobre tudo em momentos de tensão como este.

-Chega de chá. Me digam o que esta acontecendo – pedi, me sentando e reclamando na minha cadeira que Edward estava. Nem sequer estava tão quente. Quase como se ninguém tivesse estado sentado nela ha um instante. – Alguém. Por favor. Me coloquem a par disso.

-Cederei esse dever a seus pais, tal e como e o desejo deles – concedeu Edward.

Ele levantou sua úmida xícara a aproximando dos seus lábios, deu um pequeno gole, e estremeceu. – Deus, isto e asqueroso.

Ignorando Edward, mamãe compartilhou um olhar com papai, como se guardassem um segredo. – Charlie... O que você acha?

Parecia que tinha entendido o que ela estava insinuando, porque papai assentiu e disse:

-Vou pegar a manuscrito – então saiu da cozinha.

-Manuscrito? – Manuscritos. Pactos. Esposas. Por que todo mundo falava em código?– Que manuscrito?

-Oh querida. – Mamãe sentou na cadeira junto a minha e pegou minhas mãos. – E que seus pais biológicos foram assassinados em um conflito.

-Assassinados por camponeses – disse Edward com o cenho franzido. – Um povo supersticioso, influenciados pela multidão sem piedade. – Destampou a manteiga orgânica de milho do papai, passou um dedo e a provou, e depois limpou o dedo em sua calca, que eram pretas e abraçavam suas pernas como calcas de montaria.

– Por favor, me diga que ha algo saboroso nesta casa.

Mamãe girou para se dirigir a Edward.

-Peço a você permaneça quieto durante alguns minutos enquanto conto a historia.

Edward se inclinou ligeiramente, seu brilhante cabelo bronze brilhava sob a luz da cozinha. – E claro, continue.

Mamãe centrou sua atenção em mim.

-Mas não lhe contamos toda a historia, porque o tema parecia deixar você muito alterada.

-Agora pode ser um bom momento – sugeri. – Não acho que eu possa me alterar mais do que já isto.

Mamãe tomou um gole e já e suspirou.

-Sim, bom, a verdade e que seus pais foram destruídos por uma multidão furiosa que tentava livrar a cidade dos vampiros.

-Vampiros? – Com certeza, ela estava brincando.

-Sim – confirmou. – Vampiros. Seus pais estavam entre os vampiros que eu estava estudando na época.

Bem, vejamos, não raro escutar palavras como fada ou espíritos na terra ou mesmo troll na minha casa. Quero dizer, a cultura popular e as lendas eram as investigações que interessavam minha mãe, e meu pai era conhecido como o apresentador "anjo da comunicação" em seu seminário de estudo sobre a yoga.

Mas e claro que meus estranhos pais não acreditavam nos monstros dos filmes de Hollywood. Sinceramente não conseguia acreditar que meus pais biológicos se transformavam em morcegos, ou se dissolviam a luz do sol, ou que suas presas cresciam. Eles poderiam?

-Você me disse que esteve estudando algum tipo de culto – respondi. – Uma subcultura que tinha alguns rituais incomuns... Mas nunca me disse nada sobre vampiros.

-Você sempre foi muito lógica, Bella – disse minha mãe. – Você nunca gostou das coisas que não possam ser explicadas pela matemática ou pela ciência. Seu pai e eu temíamos que a verdade sobre seus pais biológicos a alterasse profundamente. Então guardamos... Algumas coisas.

-Esta dizendo que meus pais pensavam realmente que eram vampiros? – disse em uma espécie de grito.

Mamãe assentiu.

-Bom... Sim.

-Eles não só pensavam que eram vampiros – se queixou Edward. Que tinha recuperado sua bota e saltava sob um pé, tentando colocá-la. – Eles eram vampiros.

Enquanto eu olhava boquiaberta e cheia de incredulidade para nosso convidado, o pensamento mais repugnante do mundo cruzou a minha mente. Aqueles rituais que minha mãe tinha aludido, que estavam relacionados com meus pais... – Eles não - na realidade não bebiam sangue...

A expressão que inundou o rosto da minha mãe disse tudo, e pensei que estava a ponto de desmaiar. Meus pais biológicos; desequilibrados, perturbados, bebedores de sangue.

-Saboroso, saborosas coisas – comentou Edward. – Você não teria, por acaso, algo por aqui, no lugar deste chá.

Mamãe lhe deu um olhar.

Edward franziu o cenho.

-Não. Suponho que não.

-Pessoas não bebem sangue – insisti, subindo o tom de voz. – E os vampiros não existem!

Edward cruzou os braços, franzindo o cenho.

-Com licença. Eu estou aqui.

-Edward, por favor – disse mamãe em tom serio, mas tranqüilo, que usava com estudantes difíceis de controlar. – De um tempo para Bella poder processar. Ela tem uma inclinação analítica que a faz resistir ao paranormal.

-Sou resistente ao impossível – gritei. – Ao irreal.

Nesse ponto, papai voltou com um manuscrito mofado nas suas mãos.

-Historicamente, muitas pessoas resistem à idéia de mortos-vivos. – Observei papai colocar cuidadosamente o documento sobre a mesa. – Os últimos da década de 80 foram muito maus aos vampiros na Romênia. Havia grandes expurgos a cada poucos meses. Muitos vampiros agradáveis foram eliminados.

-Seus pais biológicos – que eram muito poderosos dentro de sua subcultura – se deram conta de que provavelmente fossem marcados para a destruição e nos encomendaram seus cuidados antes que fossem assassinados, com a esperança de que pudéssemos mante-la a salvo nos Estados Unidos – acrescentou mamãe.

-As pessoas não bebem sangue – repeti. – Eles não bebem. Vocês não viram meus pais agirem como vampiros, não e? – desafiei. – Nunca os viram crescendo as presas e mordendo pescoços? Sei que não viram. Porque isso não e acontece.

-Não – mamãe admitiu, pegando de novo minhas mãos. – Eles não se permitiam esse tipo de acesso.

-Porque isso não acontece – repeti.

-Não – interpôs Edward. – Porque morder e algo muito privado, muito intenso.

Você não convida pessoas para assistir. Os vampiros são uma raça muito sensual, mas não são uns exibicionistas. Somos discretos.

-Entretanto não temos razoes para acreditar que alguém mentiu para nos sobre beber sangue – acrescentou mamãe. – E não e nada que você deveria se preocupar, Bella. E bastante normal para eles. Se tivesse crescido na Romênia, nessa subcultura, também seria normal para você.

De um golpe, separei nossas mãos.

-Realmente não.

Com um profundo suspiro, Edward resumiu a historia.

-Honestamente, eu não posso suportar mais esse vai e vem. A historia é bastante simples. Você, Antanasia, e a ultima de uma grande linhagem de poderosos vampiros, Os Cullen. Da Realeza dos Vampiros.

Isso me fez rir, um guincho, um riso histérico.

-Da Realeza dos Vampiros. Claro.

-Sim. Realeza. E esta e a ultima parte da historia, a que seus pais ainda parecem relutantes a contar. – Edward se inclinou sobre a mesa em frente aos meus braços cruzados, me fazendo baixar os olhos. – Você e uma princesa vampira – a herdeira da liderança dos Cullen. Eu sou um príncipe vampiro. O herdeiro de um poderoso clã dos Volturis. Mais poderoso, na minha opinião, mas esse não e o ponto. Fomos prometidos um ao outro em uma cerimônia de compromisso pouco depois dos nossos nascimentos.

Olhei para minha mãe procurando ajuda, mas tudo o que ela disse foi:

-A cerimônia foi muito linda, muito elaborada.

-Em uma enorme caverna nos Carpatos – continuou papai. – Com velas por todas as partes. – Olhou fixamente para minha mãe com carinho e admiração. – Nenhum outro forasteiro tinha tido esse privilegio.

Eu olhei para eles.

-Estavam lá? Nessa cerimônia?

-Oh, nos conhecemos um monte de vampiros nessa viajem e vi tantos interessantes eventos culturais – mamãe sorriu um pouco ao recordar isso. – Você deveria ler o resumo da investigação no Diário da Cultura Popular da Europa Oriental. E mais um trabalho histórico de uma pessoa com informações privilegiadas, se você entende o que eu quero dizer.

-Me deixe terminar, por favor – resmungou Edward.

-Tranqüilo – o repreendeu papai, suavemente. – Nesta pequena democracia todos temos a oportunidade de falar.

Devido ao olhar de desdém com a que Edward olhou meu pai, eu podia dizer que ele não se importava muito com a democracia. O delirante aspirante a Drácula, continuou.

-A cerimônia de noivado selou nosso destino, Antanasia. Nos casaremos logo depois que tenha maior idade. Com a união de nossas linhagens, se consolidara a força de nossos clãs e terão fim os anos de rivalidade e guerra. – Seus olhos negros brilharam, seu olhar observava o nada. – Quando ascendermos ao poder será um

Momento glorioso em nossa historia. Cinco milhões de vampiros, sua família e a minha unidas, todos sob nosso reinado. – Meu suposto prometido voltou à realidade, me olhou e respirou profundamente. – E claro que eu farei todo o "trabalho pesado", governando sabiamente.

-Vocês estão todos loucos – declarei, olhando de um para o outro. – Isso e uma loucura.

Se aproximando de mim, Edward se agachou para que ficássemos cara a cara.

Pela primeira vez, vi curiosidade, não desprezo ou brincadeira ou puro e bruto poder, em seus olhos escuros.

-Realmente seria tão repugnante, Antanasia? Estar comigo?

Eu não tinha certeza do que ele queria dizer, mas pense que ele estava falando de... Nos dois juntos, não em algo político, mas sim de uma maneira romântica.

Eu não disse nada. Edward Volturi realmente achava que eu me apaixonaria por ele, somente porque ele tinha um rosto lindo? Um corpo de matar? Eu não tinha nada a ver que ele tivesse que usar a mais sexy e picante colônia que eu já tinha cheirado...

-Mostre a ela o manuscrito – interrompeu papai, rompendo o momento.

-Sim, este e o momento – mamãe esteve de acordo.

Quase tinha esquecido o papel mofado, mas meu pai se sentou e o desenrolou cuidadosamente sobre a mesa da cozinha. O frágil papel crepitava enquanto ele alisava cuidadosamente com os dedos. As palavras "romano", presumivelmente, eram ininteligíveis para mim, mas parecia que era algum tipo de documento legal, com muitas assinaturas na parte inferior. Afastei os olhos, me negando a olhar mais de perto esse monte de besteiras.

-Eu traduzo – Edward se ofereceu, se colocando de pé. – A menos que, e claro, Antanasia tenha estudado romano?

-Será o próximo da minha lista de tarefas – disse, apertando os dentes. Poliglota idiota.

-Seria sensato se você começasse a aprender, minha futura esposa – respondeu Edward, dando a volta ao redor de mim e se apoiando sobre meus ombros para ler.

Podia sentir seu hálito em minha bochecha. Era muito fresco e doce. Contra o meu julgamento, também inalei sua incomum colônia o mais fundo que meus pulmões conseguiram. Edward estava tão perto, que meu cabelo castanho encaracolado roçava em sua mandíbula, e ele distraidamente afastou as mechas soltas, a parte de trás de seus dedos roçando minha bochecha. Seu toque me sobressaltou. A sensação golpeou meu estomago.

Se Edward tinha sentido o mesmo, não demonstrou e prestou muita atenção no documento. A colônia tinha me enjoado? Estou imaginando coisas?

Mudei um pouco minha posição na cadeira, tentando não tocá-lo de novo, enquanto nosso arrogante visitante passava o dedo abaixo da linha do manuscrito.

-Isto declara que Antanasia Cullen, esta prometido em casamento comigo, Edward Volturi, logo depois que atinja a maioridade, com dezoito anos, e com todas as testemunhas das partes estão de acordo com este pacto. Com o casamento, nossos clãs se unirão e alcançarão a paz. – Ele se ergueu de novo. – Como eu disse, na verdade, e bastante simples. E olhe a assinatura do seu pai adotivo. E a da sua mãe.

Eu não pude resistir a dar uma olhada quando ele disse isso, e é claro, os rabiscos da assinatura da minha mãe e do meu pai estavam no documento em meio a dúzias de nomes romanos desconhecidos. Traidores. Empurrei para longe o manuscrito, cruzei os braços e olhei para meus pais.

-Como puderam me prometer... Como se eu fosse... Uma vaca?

-Não prometemos, Bella – tentou me acalmar minha mãe. – Nesse momento você não era nossa filha. Estávamos ali só para presenciar um singular ritual como parte da investigação. Isso foi semanas antes da purga, semanas antes de nós a adotarmos. Ninguém tinha idéia do futuro que tinha sido preparado.

-Alem do mais, ninguém promete vacas – zombou Edward. – Quem prometeria gado? Você e uma princesa vampira. Seu destino não depende disso.

Princesa... Ele acha mesmo que sou uma princesa vampira. A estanha, quase agradável, a sensação que tinha sentido quando ele tinha roçado minha bochecha tinha sido esquecida quando a realidade me golpeou de novo. Edward Volturi era um lunático.

-Se eu fosse uma vampira, eu iria querer morder alguém. E estaria sedenta de sangue – disse, em uma desesperada ultima tentativa de colocar razão em uma discussão que tinha caído no absurdo.

-Você alcançará sua verdadeira natureza – prometeu Edward. – Esta a ponto de atingir a idade certa. E quando eu morder você pela primeira vez, então será uma vampira. Trouxe um livro – um guia para ser mais exato – que explicara tudo...

Me levantei da cadeira tão rápido que cai no chão.

-Ele não vai me morder – interrompi, apontando um dedo instável para Edward. – E eu não vou para a Romênia e não vou me casar com ele! Não me importa que tipo de "cerimônia de noivado" tenham feito!

-Você tem que honrar o pacto – grunhiu Edward. – Não e uma sugestão.

-Não seja ditatorial conosco, Edward – urgiu papai, empurrando para trás a cadeira e acariciando sua barba. – Já disse a você. Esta e uma democracia, e agora todos nos vamos respirar profundamente. Como disse Gandhi, devemos ser a mudança que queremos ver.

Edward claramente nunca tinha lidado com um mestre da resistência passiva, já que estava encolhido, desprevenido pela firmeza de meu pai, que estava sossegado e avaliando a situação.

-O que isso significa? – perguntou finalmente.

-Que hoje ninguém tomara nenhuma decisão – traduziu mamãe. – E tarde, e estamos todos cansados e um pouco aborrecidos. Alem do mais, Edward, Bella não esta disposta a considerar a possibilidade de casamento. Pelo amor de Deus, ela nem sequer beijou um garoto ainda.

Edward sorriu com satisfação, levantando uma sobrancelha.

-Serio? Nenhum pretendente? Que escandaloso. Eu pensei que suas habilidades com o forcado eram atraentes para certos solteiros nesse pais de granjas.

Eu queria morrer. Agora mesmo. Eu quis correr para a gaveta de facas, agarrar a maior que eu pudesse encontrar, e afundá-lo em meu coração. Que contassem a alguém que eu nunca tinha beijado – era quase pior que ser uma princesa vampira. Vampiros era uma ridícula fantasia, mas minha total falta de experiência – era real.

-Mamãe! Isto e muito embaraçoso! Tinha que contar isso?

-Bom, Bella, e a verdade. Eu não quero que Edward pense que você e algum tipo de mulher jovem com experiência, preparada para o casamento.

-Eu não vou me aproveitar dela – prometeu Edward com seriedade. – E, e claro, não posso forçá-la a se casar comigo. Estamos em um novo século. Infelizmente. Entretanto, temo que me vejo obrigado a cortejá-la ate que Antanasia se de conta de que seu lugar e ao meu lado. E ela percebera.

-Eu não perceberei.

Edward passou totalmente do que disse.

-A união de nossos clãs foi encomendada por membros mais velhos, mais poderosos: os Anciões das famílias Volturi e Cullen. E os anciãos sempre conseguem o que propõe.

Mamãe se levantou.

-Será decisão da Bella, Edward.

-E claro – mas o condescendente meio sorriso no rosto de Edward dizia outra coisa. – Bom, onde eu vou ficar?

-Ficar? – meu pai perguntou, confuso.

-Sim. Dormir – explicou Edward. – Tive uma longa viagem, tive que agüentar meu primeiro sufocante dia na chamada escola publica daqui, e estou cansado.

-Não vai voltar à escola – me opôs, presa ao pânico. Eu tinha esquecido a escola. – Simplesmente não pode!

-E claro que eu vou à escola – respondeu Edward.

-Como você se matriculou? – perguntei minha mãe.

-Estou aqui no que chamam de "visto de estudante" – explicou Edward. – Os Anciãos acharam que seria difícil explicar minha presença a longo prazo de outra maneira. Os vampiros não gostam de levantar suspeitas, como pode imaginar. Nos gostamos de nos harmonizar.

Harmonizar? Usando veludo no verão? No condado de Lebanon, Pensilvânia? No conservador coração do condado das granjas, onde as pessoas robustas de descendência germânica ainda acham orelhas furadas é coisa de radicais e, possivelmente, portais do inferno?

-E realmente um estudante estrangeiro de intercambio? –perguntou papai franzindo o cenho.

-Sim. Seu estudante estrangeiro de intercambio, para ser exato – explicou Edward.

Mamãe levantou uma mão em advertência.

-Nunca estivemos de acordo com isso.

-Sim – acrescentou papai. – Não tínhamos que assinar algo? Não ha uma papelada?

Edward riu.

-Ah, a papelada. Um pequeno detalhe resolvido na Romênia. Ninguém com senso comum recusa um pedido do clã Volturi. E só uma má forma. E as conseqüências de recusar um favor... Bom, vamos dizer que as pessoas têm que oferecer seus pescoços.

-Edward, deveria ter nos consultado primeiro – se opôs mamãe,

Os ombros de Edward baixaram, mas só ligeiramente.

-Sim. Bom, talvez tenhamos passado do limite. Entretanto, você deve admitir, que sua honra obriga a me dar boas-vindas. Vocês sabiam que este dia – e eu – chegaria.

Papai limpou sua garganta e olhou para mamãe.

-Prometemos aos Cullen ha anos que quando chegasse o momento-

-Oh, Charlie, eu sei! Você tem que considerar os sentimentos de Bella...

-Fizeram um juramento a minha família – recordou Edward de novo. – Alem do mais, não tenho outro lugar para ir. Não voltarei à pousada de campo no centro, onde dormi ontem à noite. Pelo amor de Deus, o quarto tinha uma temática de porco. Papel de parede de porco e miniaturas de porco por todas as partes. E um Volturi não dorme com os porcos.

Mamãe suspirou, colocando as mãos sobre meus ombros de forma tranqüilizadora.

-Suponho que dessa forma, Edward pode ficar no apartamento de hospedes sob a garagem, enquanto resolvemos isso. Ok, Bella? Será algo temporário, tenho certeza.

-Hey, esta fazenda e sua – murmurei, sabendo que tinha sido derrotada. Meus pais sempre deixavam para os vadios. Gatos repugnantes, cachorros ativos... Se fosse um sem-teto, podia viver em nossa fazenda, mesmo se este ameaçasse morder.

E assim e que um adolescente que dizia ser um vampiro veio a morar na nossa garagem no inicio do meu ultimo e único ano escolar. E não qualquer vampiro.

Meu arrogante e dominante prometido vampiro. A ultima pessoa no inferno – ou do inferno – com a que queria compartilhar um passeio na escola, para não falar de estar obrigada a passar toda a eternidade.

Fiquei sem conseguir dormir metade da noite pensando em minha arruinada vida. Meus pais biológicos; um culto de membros que juravam que bebiam sangue, - algo que eu não faria nunca, nem sequer pensaria. Não havia nada que eu pudesse fazer a respeito agora, a não ser mantê-lo fora da minha mente. Sua historia podia

– e permaneceria – escondida no passado.

Mas o futuro... Tudo o que eu sempre quis era uma oportunidade para sair com Jake Black, um garoto normal, e em seu lugar chegou um namorado caprichoso, diretamente na minha garagem. Como se todos na escola não achassem que minha família não era o suficiente estranha, com a yoga do meu pai e sua improdutiva, orgânica, e anti-carne fazendo, e minha mãe que era a cabeça da família, e estudava o imaginário mumbo jumbo.e como os americanos chamam coisas inacreditáveis Agora... agora seria uma paria. Uma garota da escola secundaria que estava prometida a um ghoul.

E que ghoul.

Na cama, não podia deixar de lembrar-se do cheiro da colônia de Edward, enquanto se inclinava perto de mim. O poder que tinha derrotado quando caminhava pela aula de literatura inglesa. O toque de seus dedos contra minha bochecha. Sua afirmação de que um dia, afundaria seus dentes em mim.

Deus, que psicopata.

Me afastando dos lençóis, me sentei e afastei a cortina, olhando para janela da garagem. Ainda havia uma luz no segundo andar. Edward estava acordado. O que ele estaria fazendo?

Respirando com forca, me deixei cair sobre a almofada e com os lençóis, cobri energicamente meu pescoço - meu delicado, vulnerável, e ainda não beijado pescoço – meio desejando e meio temendo o amanha.