Capítulo 3 – Ônibus.

Para o seu horror Soraia foi forçada pelos seus pais a entrar no colégio como veio ao mundo. Eles ligaram para a escola avisando do castigo e ela foi conivente. Os meninos, e algumas meninas, a olhavam de um jeito guloso. Soraia era uma menina muito bonita.

O pior mesmo foi na sala de aula. Jonathan, que também estava nu devido ao castigo permanude, fez questão de sentar ao seu lado. O tesão que o garoto sentia por ela estava evidente em sua sintura para baixo.

- Olha só como o mundo dá voltas. - Disse Jonathan. - Somos os únicos permanudes do colégio.

- Sim? O que isso tem demais?

- Podemos fazer algo juntos, que tal?

- Se está esperando que eu... com você pode esquecer.

Para piorar, o dia tinha educação física, logo os alunos se viam obrigados a praticar esportes. A aula dos meninos vinha antes, depois as meninas. Os movimentos que Soraia fazia que fazia seu bumbum e seios balançarem deixavam qualquer um que era atraído pelo sexo feminino maluco. Até o professor da matéria precisou respirar fundo e evitar olhar para ela. Soraia estava toda suada, uma tentação. Em alguns exercícios ela ficava quase de quatro e levantava um peso em uma perna.

Jonathan estava liberado para ir pra casa, mas fez questão de assistir aquela aula. Em um lugar que ninguém pudesse vê-lo ele começou a alisar sua masculinidade para se excitar e chegar ao prazer. No final ele sujou um pedaço de parede.

- Meu pai vem me pegar você quer carona? - Jonathan acabou descobrindo, não se sabe como, que Soraia não iria receber carona dos seus pais. Como parte do castigo ela deveria pegar ônibus nua. Aceitando aquela carona ela seria poupada de muita exposição, mas também iria dar ousadia aquele rapaz.

- Prefiro pegar ônibus.

- Você que sabe. Bem, ouvi dizer que seu ônibus demora de chegar e ainda vem lotado.

Seria uma praga que Jonathan havia soltado? Soraia estava em um ponto de ônibus lotado atraindo olhares ao ponto de se sentir bem mais incomodada do que na escola. Não se sabe quem ou de onde alguém apertou seu bumbum fazendo-a dar um gritinho e um palavrão.

- Menina, o que você fez para receber o permanude? - Perguntou uma mulher moradora de rua.

- Irritei os meus pais. Pervertidos é isso que são.

- Você tem quantos anos? Parece velha demais para estar sob tutela.

- Ainda tenho dezessete.

- Calma, eles só podem fazer isso com você por mais um ano.

O ônibus que Soraia esperava chegou e ele estava cheio. Seu coração batia acelerado com medo que algum tarado ficasse com brincadeira escrota em cima dela. Seus medos então se confirmaram. O tarado apareceu, um conhecido.

- Jonathan?! Você não ia com seus pais?

- De última hora eles avisaram que não podiam me buscar. Que azar o meu não é? Vou acabar tendo que pegar ônibus que nem você. - "A apertada na bunda? Será que foi ele?" Se perguntou Soraia.

Dentro do ônibus Soraia procurava ir para frente na tentativa de fugir de Jonathan. Ele a seguia como um predador. Ficando ao seu lado. O garoto usava o pretexto do ônibus lotado para ficar perto dela e ter um contato lateral pele com pele. Soraia tinha medo que ele ficasse atrás dela e tentasse fazer o pior.

- Dá para se afastar? - Perguntou Soraia.

- O ônibus está cheio, não percebeu não?

Os dois começaram a brigar e ficaram um na frente do outro. A aproximação fez com que ambos se excitassem o que foi percebido pelos demais. - Meu Deus, se querem fazer isso que vão para um motel!

Que humilhação! O ônibus parou e Soraia e Jonathan foram convidados a sair. Foram deixados em uma rua desconhecida de ambos.

- E agora? Como vamos voltar para casa? - Perguntou Soraia.

- Você ainda tem dinheiro?

- Não.

- Nem eu. Só ando com dinheiro contado.

É. Pelo visto Soraia e Jonathan vão ter que fazer um grande passeio forçado.