Capítulo 7 – Filch Segue A Trilha.
Filch pensava no que podia fazer para provar que aqueles alunos estavam enganando a todos e ele era o único sensato do colégio. Já havia tentado falar com todos os professores, contudo nenhum lhe dava crédito.
- Todos me acham gagá e que pego demais no pé dos estudantes.
Madame Nora ronronava e esfregava-se em suas pernas.
- Vou deixar você cuidando das coisas para mim aqui, tudo bem queridinha? Acho que preciso dar uma saída. – dirigiu-se ao hall de entrada do Castelo e respirou o ar. – Sinto cheiro de crianças matando aula. Quando eu os pegar, vão ver que não sou louco, me darão razão e finalmente vão me permitir usar meus métodos de tortura. – sorriu.
Chegou ao portão gradeado e seguiu a estrada que dava para Hogsmeade.
Precisava decidir com cuidado aonde ir, afinal não era um bruxo e achar alunos de 17 anos, que já era permitido usar magia e aparatar, seria um trabalho extremamente árduo.
- Se eu fosse um bruxo, o que infelizmente não sou, - segurou uma lágrima. – e tivesse dezessete anos, o que também não tenho há anos... – a lágrima caiu. – e fosse um desmiolado e bagunceiro, para onde iria?
Chegou à porta de entrada do vilarejo e sorriu. Já tinha uma boa pista. Ou assim ele achava.
Snape saiu da aula de poções com aquele professor patético e se dirigiu para o escritório de Dumbledore.
Era injusto o fato de que Potter, Black, Lupin e Evans pudessem matar aula sem problema algum, enquanto ele tinha que assistir a cada segundo irritante daquele velho comedor de frutas açucaradas que nem ao menos notava seu brilhantismo.
E se ele tentasse matar alguma aula sequer, era imediatamente descoberto e levava detenções.
Parou diante da gárgula pensativo. Não sabia a senha.
- E nem adiantaria saber. – a gárgula disse como se tivesse lido sua mente.
- E posso saber por quê? – falou de forma áspera.
- Porque o diretor Dumbledore não está no Colégio.
- E onde ele está?
- Saiu para cuidar de assuntos particulares.
- E que assuntos são esses? – perguntou com ferocidade.
- "Particulares" significa que garotinhos sebosos como você não devem meter o enorme nariz onde não lhe diz respeito.
- O que você disse? – Snape levantou a varinha. Essa foi uma típica resposta à la Potter e Black.
- Uhhh que medinho. Eu, uma gárgula de pedra que não sente dor nenhuma, estou morrendo de medo de um bruxinho imbecil e inútil como você, que não deve nem mesmo saber soltar fogos de artifício com esse seu pedaço de madeira.
- Ora seu...você vai pagar por isso! – virou irritado e ouviu a gárgula resmungar "sujeitinho mal criado".
Andou pelos corredores a procura de alguém que lhe desse razão. Talvez McGonagall. Ela era uma pessoa justa que não se importava de punir alunos de sua própria casa.
Bateu na porta onde a professora ensinava estudantes do quinto ano.
A mulher abriu e mostrou surpresa ao se deparar com Snape.
- O que está fazendo aqui Senhor Snape?
- Preciso falar com a senhora. – ela ajeitou os óculos e fechou a porta atrás de si.
- Pois bem, o que é? Espero que seja importante.
- Potter, Black, Lupin e Evans fugiram da escola e acho que alguém deveria tomar uma atitude quanto a isso.
O rosto da professora ficou púrpura e seus lábios praticamente sumiram.
- Ora, mas o que está dizendo? Os três primeiros que citou estão doentes. Inclusive, Lupin pode ser encontrado na enfermaria. Já a senhorita Evans, lamento dizer, foi ao enterro da avó.
- E a senhora não acha muito conveniente que os três palermas tenham ficado doente e uma avó tenha morrido no mesmo dia? – gritou.
- O senhor abaixe esse tom de voz! Acha que está falando com quem, rapazinho? E você? Qual sua desculpa para não estar em aula?
- Estou lhe prestando um serviço. E acho que deveria ser recompensado.
- Você acha muitas coisas. Está na hora de começar a tomar conta de sua própria vida. Volte para sua sala já ou vai ficar em detenção!
Snape bufou e se virou irritado. Lembrou-se de uma última pessoa e salvação.
- Professora McGonagall?
- O que é? – perguntou entre os dentes.
- Onde está o zelador Argus Filch?
- Não sei. Me parece que saiu sem avisar a ninguém. Outro que merece um puxão de orelha. – estreitou os olhos finalizando a conversa.
"Ótimo!" pensou "Se ninguém vai me ajudar, então eu vou agir por conta própria!"
Tomou cuidado para não ser visto e saiu pelo mesmo lugar por onde Filch passara minutos antes.
Filch entrou pela loja Zonko's de logros e brincadeiras.
Se havia um lugar que os alunos adoravam estar, principalmente os irritantes Marotos, era aquele.
Entrou olhando em volta sorrindo com seu rápido pensamento e astúcia.
Bombas de bosta, pó de mico, gás hilariantemente torturante, pântano pantanoso...
Então aquela era a tão sagrada terra que trazia sofrimento para sua asma, quando tinha que correr atrás dos autores dos crimes.
"Maldita loja!" pensou.
E então uma cabeleira ruiva lhe chamou a atenção. A cabeleira era seguida por um corpo esguio e coberto por vestes negras como o uniforme de Hogwarts.
- Touché! – murmurou Filch que se aproximou sorrateiramente. E então pôs a mão sobre o ombro da pessoa e gritou: - TE PEGUEI SUA PESTE! Vou aplicar um castigo que nunca vai esquecer.
Um menino com o rosto revoltado virou-se para Filch.
- Quem é você?
- Ah...eu...desculpe. Pensei que fosse uma aluna.
- E ainda me chama de mulher? MÃE!
Uma mulher quase do tamanho de Hagrid saiu dos fundos da loja e veio até o menino.
- O que foi meu filho? – a voz era grave e ameaçadora.
- Esse idiota veio me ameaçando e ainda me chamou de mulherzinha.
- Eu não fiz isso! – os olhos do zelador estavam esbugalhados e a bruxa estalou os nós dos dedos.
- Ora, é mesmo? Não vou precisar de varinha para cuidar desse aqui.
Sem comentários algum hoje U.U
Vou me recolher a minha insignificância por não ter recebido nenhum review .
