Olá malta. Olhem, eu tenho os meus primos em minha casa por isso eu tenho de ser a Babysitter deles, por isso eu não vou ter muito tempo para escrever até ao final de Agosto mas eu vou tentar.


Eu não possou Saint Seiya Omega e muito menos Saint Seiya


A Fonte das Oliveiras

Catrine, Koga, Yuna e Soma iam em direção da cabana. A noite já caíra a muito tempo e os Cavaleiros ansiavam por se deitarem. Nem que fosse numa cama de pregos. Os sons dos animais noturnos rodeavam a floresta e as estrelas brilhavam alto no céu iluminado o aldeia.

- Aaaaa! Mal posso esperar por chegarmos a cabana. Tenho tanto sono que acho que só vou acordar daqui a 80 anos. – disse Koga com um bocejo.

Catrine riu-se. Aquele rapaz parecia-se cada vez mais com o seu irmão. Divertido, engraçado. Era como se fosse uma cópia dele mas não podia negar que tinha as suas diferenças. A Deusa virou para Yuna. Ela era uma excelente rapariga. Inteligente e corajosa mas ao mesmo tempo bondosa. Era assim que deviam ser todas as Amazona. Especialmente quanto a regra da máscara. Por causa dessa regra o seu irmão quase foi morto várias vezes. Ele tinha-lhe dito que se morre só seria as mãos de uma pessoa mas a verdade é que ele nunca lhe disse quem. Catrine olhou para Soma. Já tinha ouvido falar dele antes. O filho do falecido Cavaleiro de Prata Cruzeiro do Sul que depois da morte do seu pai foi para a Palestina, a escola de Cavaleiros que Saori tinha mando construir, para ser uma Cavaleiro e vingar o seu pai. Era uma história triste que a fazia relembrar o seu próprio passado.

- Não admira. Estiveste a cantar, depois puseste-te a correr atrás de lá sei quem e por fim estiveste a "conversar" com a Grace 2 horas seguidas. Pelo menos a tua língua deve estar cansada. – disse Yuna para o Cavaleiro de Pégaso.

- Hei! Primeiro, eu não estive a "conversar" com a Grace 2 horas. Falei com ela 1 horas e 48 minutos. E segundo, eu não estava "a correr atrás de lá sei quem". Pensei ter visto alguém. Não é nada de mais. – defendeu-se Koga andando lado a lado com o Cavaleiro de Leão Menor.

- Sim mas uma coisa que é de mais é ter-te visto a cantar á frente de centenas de pessoas. – gozou Soma pondo os braços em volta dos ombros do melhor amigo – Se alguém gravou aquilo, eu vou querer uma cópia.

- Vá lá, Soma. Podes parar de gozar com isso. Ok! Eu sei tocar viola e cantar um bocadinho. Pronto! Agora podes parar! – pediu o Cavaleiro quase a gritar.

- Ok! Eu parei! Menino de Coro. – sussurrou Soma começando a correr.

- Ok! Soma, quando eu te apanhar vais rezar que o Sr. Hewlett nunca te tivesse encontrado! – gritou Koga correndo atrás de Soma.

Catrine e Yuna começaram a rir quando os dois Cavaleiros começaram a correr colina a cima.

- Eles os dois são sempre assim? – perguntou Catrine ainda sorrindo. Yuna acenou que sim com a cabeça e Catrine soltou outra risada – Parece que recuei cerca de 24 anos para trás.

- A sério! O seu irmão e os outros também eram assim? – perguntou Yuna espantada.

- Se eram?! Cada vez que conheço melhor o Koga, ele se parece com o meu irmão. É verdade que ele é aquele herói que todos os livros falam mas ele e o Koga são a cara chapada dum do outro. – explicou a Deusa virando-se para o Koga que continuava a tentar apanhar o rapaz se cabelos cor de laranja – Achas que ele o apanha?

- Não. O Koga é rápido mas o Soma é mais ágil. – explicou a Amazona ando lado a lado com a Deusa.

- Não vás pelas aparências. – disse Catrine olhando para Yuna e depois novamente para Koga. Ele estava quase a apanhar Soma quando este se esquiva fazendo o rapaz de cabelos cor de vinho no chão – É melhor chama-los antes que se magoem.

- Boa sorte. Ninguém os consegue para quando eles ficam assim. – explicou a rapariga de 13 anos.

Catrine suspirou. Se não parava os dois então parava um.

- Koga pára. Se não, não te mostro o tal lugar. – disse Catrine chamando atenção do Cavaleiro de Pégaso.

Koga suspirou. Não iria perder aquela chance por nada daquele mundo. E muito menos por causa de uma piadita tola do Soma. Tinha esperado por aquilo a vida todo e agora estava quase lá. Ele levantou-se e desceu a colina deixando Soma confuso. Porquê que ele o tinha parado de perseguir por causa do tal lugar? E que lugar era? Segundos depois, o Cavaleiro de Leão Menor estava ao lado da hospedeira de Níce e dos seus companheiros. Catrine tinha lhe contado a sua história no café. Sabia o que ela sentia. Ver um dos nossos entes mais queridos morrer a nossa própria frente. Era bastante doloroso. Não admira que esteja feliz por ver o Koga novamente. De repente, a história do misterioso lugar veio-lhe de novo a cabeça. O que era? Seria alguma coisa secreta entre o Koga e a Catrine. Algo importante? Bem, valia a pena tentar.

- Desculpa, Catrine. Mas que lugar é esse que tu dizes-te? – perguntou o Cavaleiro de Leão Menor.

- Eu explico-vos amanhã depois de levar lá o Koga. – respondeu Catrine.

- Uau! Espera aí. Tu disseste que me levavas lá depois do Sarau do Sr. Hewlett. – disse Koga confuso.

- Não, eu disse que te dizia onde era depois do Sarau do Sr. Hewlett. – corrigiu a Deusa – Hoje já é muito tarde para irmos lá, Koga. E tu não disseste que mal podias esperar para ires para a cabana para só acordares daqui a 80 anos.

- Até posso dormir durante 100 anos só por ficar mais tempo acordado. Por favor, Catrine. Eu preciso de ir lá. – suplicou o Koga.

- Desculpem… outra vez mas porquê que esse lugar é tão importante? – perguntou Soma pondo-se a frente de Catrine impedindo que ela avança-se.

- É um lugar onde podes ver as tuas memórias. – explicou Catrine com um suspiro.

- Ver as minhas memórias! Como? – perguntou Yuna confusa.

- É um lugar mágico. Tudo do que precisas é de algo que mande um cosmo divino e pronto. As memórias que tu queres ver, mesmo que as estanhas esquecido, aparecem á tua frente. – explicou novamente a hospedeira.

Soma e Yuna ficaram de boca aberta. Um lugar onde as memórias aparecem mesmo aos nossos olhos e não na nossa cabeça! Agora estava explicado porquê que Koga queria ir lá. Queria ver as memórias do seu passado mas então porquê que ele não lhes contou? Será que não confia o suficiente neles? Discussões. Batalhas. Perdas. Eles passaram por aquilo tudo juntos então porquê que ele não lhes contou uma coisa que era muito importante para ele?

- Catrine, por favor. – pediu o Cavaleiro de Pégaso começando a ficar desesperado.

- Eu também gostava de lá ir. Ver o meu pai outra vez. Nem que seja mesmo uma memória. – disse Soma lembrando-se dos bons momentos que passou com o pai.

- Eu também gostava de lá ir. Ver um lugar divino protegido por uma Deusa. Pode ser uma oportunidade única. – disse a rapariga de olhos cintilantes.

- Vês, eles também querem ir. Por favor. – pediu Koga começando a fazer olhinhos.

- Oh não! Olhinhos de cachorrinho outra vez não! – disse Catrine pondo as mãos a frente da cara.

Mas já era tarde. Já os tinha visto. Grandes, brilhantes, triste. Como se estivesse a morrer de profunda triste. Não! Ela já tinha aguentado pior. Não iria a baixo por causa de um adolescente de 13 anos. De repente eram três pares de olhinhos de cachorro! Soma e Yuna tinham se juntado ao Koga na sua "penitência". Isto não estava a ficar fácil. Uns violetas brilhantes, outros castanhos reluzentes e por fim uns cor de chocolate que a fazia lembrar os do seu irmão.

- Agora seria uma boa altura para tu apareceres com os teus pergaminhos, Hermes. – pensou Catrine com um suspiro – Pronto! Eu levo-vos lá mas, então amanhã vocês vão ter de me ajudar a limpar a cabana. Os três.

Os Cavaleiros gritaram de alegria. Boa, eles iam… Onde é que eles iam afinal? E onde será? Catrine caminhou mas desta vez em direção da floresta. Os três Cavaleiros seguiram-na confusos. Eles andaram durante algum tempo. Estavam a ir para a zona mais densa da floresta mas quanto mais andavam para dentro dela mais um estranho silêncio os envolvia. Não havia sequer um barulho. Não se ouviam os animais nem mesmo os noturnos. Não se ouvia o riacho que passava perto da cabana. Não se ouvia… nada. Parecia que os elementos tivessem parado… a não ser que! Koga e Yuna inter-olharam-se. Catrine já tinha feito aquilo antes. Quando eles estavam na floresta de manhã com a cria de veado. Será que ela era assim tão poderosa? É verdade que ela é uma Deusa mas uma Deusa secundária. Se uma Deusa secundária conseguia fazer aquilo então quão poderoso será um dos Doze do Olimpo? Quão poderoso será o Grandioso Deus Zeus? Então algo chamou a atenção dos jovens Cavaleiros. Uma enorme cascata com vários metros de altura que deitava uma água muito cristalina que caía numa pequena lagoa que estava rodeada de amores-perfeitos amarelos. Catrine agachou-se ao lado da lagoa e bebeu um pouco da água. Koga, Soma e Yuna estavam boquiabertos. Nunca tinham visto um lugar tão bonito.

- É lindo, não é? – perguntou Catrine levantando-se – É uma das três fontes que não estão ligadas a Poseindon.

- Poseindon, o Deus dos Mares? – perguntou Koga olhando para a queda de água.

- Sim, um dos Três Grandes. O irmão mais velho de Zeus e Hades. O tio de Atena. – respondeu Yuna – Mas eu pensava que tudo que estava ligado ao elemento da Água estava ligado a Poseindon.

- Bem, parece que há uma exceção. – disse Soma tentando ficar o mais longe possível da lagoa – Segundo a mitologia Oceano, um dos 12 Titãs, era quem governou os mares e os seus filhos eram os rios que correm por todo o mundo mas quando houve a batalha entre os Deuses e os Titãs ele passou o trono a Poseindon que criou as restantes correntes de água. Então porquê que esta também não está ligada a ele?

- Porque não foi criada por ele nem por Oceano. – respondeu Catrine passando os dedos pela cascata – Foi criada pelo próprio Pégaso.

Os Cavaleiros olharam para Catrine espantados. Especialmente, Koga. Uma fonte criada por uma criatura mitológica e ainda por cima uma que era a constelação protetora de um deles. Pégaso, o grande cavalo com asas. Segundo a lenda, Pégaso nasceu depois de Perseu ter cortado a cabeça da horrível Medusa. Passando vários anos no mundo dos mortais o belo cavalo alado foi posto entre as estrelas por Zeus. Logo que o viu, Atena ficou espantada com a beleza do animal por isso deu a Pégaso uma sela de ouro. Quando os Deuses decidiram que os humanos deviam ser destruídos Pégaso juntamente com as outras 87 constelações lutaram com Atena para salvar a Terra. Foi o inicio dos Cavaleiros de Atena.

- Pégaso era filho de Poseindon e de Medusa quando ela ainda era humana. – disse Catrine olhando para a nascente da fonte depois soltou uma risada – Irónico. O meu irmão sempre odiou o hospedeiro de Poseindon. – a Deusa virou-se um pouco para Koga – Diz-me, Koga. O nome Julian Solo é te familiar?

- Sim. É um milionário qualquer que andava sempre devolva de Saori até que ela desfez o ramo que ligava as impressas. – disse o Cavaleiro de Pégaso com desdém.

- Koga, esse "milionário qualquer" era o hospedeiro do Poseindon. – disse a Amazona de Águia num tom de sermão – Por causa dele, Atena ficou pressa num enorme onde estavam sempre a deitar água sem parar.

- O quê?! Como é que a tiraram de lá? – perguntou Koga cheio de raiva.

- Os Cavaleiros de Bronze lançaram o Seiya de Pégaso contra o pilar e os cinco usaram o sétimo sentido para o destruir o "obstáculo" e tiraram-na de lá. – explicou o Cavaleiro de Leão Menor pondo a mão no ombro do amigo para o tentar acalmar.

- Eu vou matar aquele snobe. – gritou o rapaz de cabelos de vinho dando um murro numa das árvores.

Os pássaros que estavam na árvore voaram assustados quebrando o silêncio da natureza. Os outros animais começaram a fazer os seus sons, o vento começou a soprar e o pequeno riacho voltou a correr. Catrine ficou em silêncio até deu outra rizada deixando os três adolescentes confusos.

- Deja vu.

- Como assim, Catrine? – perguntou Soma com curiosidade.

- Resumindo a história vou dizer que depois da batalha contra Poseindon, o "menino rico" esqueceu-se de tudo sobre essa batalha e então 7 anos depois ele convidou a Saori para uma festa e ela levou-me a mim e aos Cavaleiros de Bronze. Então não é que ele a pediu em casamento e digamos que eu tive de aguentar dois touros enraivecidos. – explicou a Deusa.

- Pediu-a em que!? – gritaram os três Cavaleiros com espanto.

- Calma. Ela disse que não.

- Desculpa lá mas dois touros enraivecidos? Um eu ainda sei quem é um mas então quem é… – perguntou Yuna curiosa.

- Tatsumi. – responderam Catrine e Koga em uníssom.

Catrine olhou para as estrelas e tirou do bolso do vestido um colar dourado com a forma de uma coroa de folhas. De repente a luz de uma das estrelas iluminou o colar que começou a brilhar. Um fio de luz saiu do acessório e transformou-se num bastão! Bonito mas simples. Era um bastão de madeira e no cimo tinha o símbolo de Níce. Catrine arrumou o colar e pegou no báculo. A luz da estrela voltou para a sua dona enquanto a Senhora das Estrelas encara os três Cavaleiros. Soma e Yuna estavam paralisados enquanto Koga estava normal. A Deusa sorriu mas tinha de concentrar. Ela virou-se para a cascata. Aquilo iria pedir bastante do seu cosmo. Ela começou a girar o báculo e então algo de estranho aconteceu. As estrelas começaram a piscar, os animais começaram a ficar malucos e a cascata estava a deitar água muito mais depressa. Os Cavaleiros olharam confusos para o céu. O quê que estava a acontecer?! Catrine bateu com o báculo no chão. Ouviu-se um estrondo que abanou toda a floresta. Então os três adolescentes olharam para a cascata enquanto tentavam manter o equilíbrio. Um portal circular apareceu no centro da queda de água. Catrine caiu para o lado. Koga, Soma e Yuna foram a correr ajuda-la. A Deusa olhou para o portal e fez sinal para entrarem. Soma entrou na frente enquanto Koga e Yuna levavam Catrine pelos ombros.

Eles entram para um corretor. Era escuro. Tudo era iluminado por uma toca a entrada. Soma pegou nela e olhou para as paredes. Eram frias, lisas, de cores claras e parecia que tinha sido muito trabalhada. Eles começaram a andar seguindo o corredor. O chão de madeira rangia em cada passo. Ao fim de algum tempo, Catrine recuperou as forças e voltou a andar. Eles estavam quase a chegar mas será que ela estava a fazer o correto. Quer dizer era bom poder ajudar o Koga e os seus amigos mas, e depois? O que iria acontecer? Será que o Koga iria fazer mais perguntas? E a Yuna e o Soma? Será que também iriam fazer perguntas? Pelo amor de Atena. Ela era apenas uma! Não podia fazer tudo sozinha! Ela suspirou. Já tinha levado até ali agora era enfrentar as consequências. Os pensamentos de Catrine foram desviados com uma imagem familiar. Um portão cinzento liso. Sem maçaneta, sem desenhos. Nada. Os Cavaleiros inter-olharam-se confusos. Aquilo era o fim! Um beco sem saída! Catrine encostou o ouvido ao portão o que fez os três adolescentes ainda mais confusos. Então ela começou a bater no portão. Um em cima, um a direita e três no meio. De repente o portão começou a tremer. A Deusa afastou-se e então surgiu uma porta baixa no meio do portão. Koga, Yuna e Soma olharam para a mulher de cabelos castanhos. Então a porta abriu-se.

- Pelos mil raios de Zeus. Um Guardião já nem pode dormir uma sesta. – resmungou um anão que tinha saído da porta.

Yuna olhou para ele. Era baixo (obviamente), careca, tinha a pele cheia de rugas, era muito magro e usava uma armadura preta. Ele disse que ele era um Guardião? O que era isso? O Guardião virou-se para Catrine mas mal a viu ele fez uma vénia!

- Senhora Níce! Desculpe, eu não a tinha visto. – disse ele evitando olhar para a hospedeira.

- Não faz mal. Agora levanta-te. – pediu a Deusa sorrindo.

O Guardião levantou-se e olhou melhor para Catrine. O rosto dele ficou espantado. O rosto de uma rapariga de 17 anos estava-lhe na mente mas agora estava ali uma mulher de cerca de 31. Quanto tempo ele esteve a dormir?

- Passou muito tempo dês da última vez, não é? – perguntou o Guardião ainda espantado.

- 13 anos. – respondeu Catrine ainda sorrindo.

- Quem são eles? – perguntou o anão apontando para os três adolescentes.

- Olha bem e vê-se não recolhesses um deles. – sussurrou a Deusa.

O Guardião cerrou os olhos. Um rapaz médio, cabelos cor de laranja como o fogo de Hefesto e olhos castanhos como madeira. Nunca o tinha visto na vida. Uma rapariga média, cabelos beges como o tecido bordado por Atena e olhos violetas brilhantes como as flores de Demeter. Era bonita mas também não lhe era familiar. Então viu alguém que não lhe era estranho. Médio, cabelos da cor do vinho do copo de Dionísio e olhos castanhos chocolate. Voltas e voltas na cabeça mas nada. O Guardião tinha a certeza que conhecia aquele rapaz então a risada de uma criança vieram-lhe a cabeça.

- Tu! – disse o pequeno homem apontando para o Cavaleiro de Pégaso – Eu já te vi antes. – disse ando em direção do rapaz confuso – À 13 anos atrás. Na última vez que Atena e Níce vieram aqui. És o bebé que o Cavaleiro levava.

Koga arregalou os olhos. Ele já tinha lá estado antes! À 13 anos atrás ele era um bebé. Era normal não se lembrar mas porquê que eles tinham ido lá? Seria algum problema nele?

- É verdade, Guardião. Este é o Koga. Ele é agora o Cavaleiro Pégaso. – explicou Catrine.

- Já não se fazem Cavaleiros como antigamente. – sussurrou o homem olhando melhor para Koga.

- Aquela é a Yuna. – disse a Deusa apontando para a rapariga de olhos cintilantes.

- Pelas estrelas de Níce, eu juro que a bela Deusa Afrodite está mesmo a minha frente. – elogiou o Guardião beijando a mão da Amazona.

Yuna sorriu agradecendo o elogio. Koga lançou um olhar ao homem que sentiu um calafrio. Aquela sensação não lhe era estranha.

- Aaaa! Pois o antes dele. – pensou o homem virando-se para Catrine – Mais alguém não tem a sensação de que já viu isto antes?

- Bem-vindo ao meu mundo. – suspirou a Deusa cansada.

- E eu? Com quem me pareço? – perguntou Soma começando a se sentir esquecido.

- Se fosses moreno e tivesses umas sandálias voadoras podias ser o Hermes. – disse o Guardião.

Soma sentiu-se importante enquanto Catrine, Koga e Yuna tentavam conter uma risada. Então o Guardião voltou para ao pé de Catrine com uma cara séria.

- Porque que voltou a aqui, senhora. Está tudo bem se não ateríamos a informado.

- Eu… Eu quero mostra-lhes a Fonte das Oliveiras. – confessou Catrine sentido que tinha acabado de tirar um peso de cima dos ombros.

- O quê?! A senhora está maluca! – gritou o Guardião começando a ficar doido – Você conhece a regra.

- Sim, por isso é que os trouxe aqui. – respondeu a Deusa calmamente – Se não os Lendários Cavaleiros de Bronze também não sabiam deste local.

O Guardião cedeu e saiu pela porta por onde entrou deixando os Cavaleiros novamente confusos. Catrine sorriu-lhes e depois virou-se para Koga:

- Koga, lembras te que quando eu te estava a contar a minha história e tu dizes-te que neste local só faltava criaturas mitológicas? – perguntou a Deusa com um pequeno sorriso.

- Sim. – respondeu o Cavaleiro confuso.

- Então olha só. – disse Catrine virando-se para o portão.

Então o grande pedaço de pedra começou a mover… mais precisamente a subir. Quando o portão subiu completamente os três jovens Cavaleiros ficaram de espantados. Um enorme salão prateado com as paredes adornadas com diversos desenhos cheia de… criaturas mitológicas! Era impossível! Como?

Catrine riu das caras de espanto dos Cavaleiros. Ela fez um gesto com o báculo para eles a seguirem e entrou na sala. Koga e Yuna inter-olharam-se e depois seguiram a Deusa. Soma foi atrás dos amigos. Os Cavaleiros não conseguiam tirar os olhos das magníficas criaturas. Espantosos centauros, belíssimos unicórnios, magnificas fénixes… Parecia que todas as constelações estavam naquela sala. O Guardião foi para ao lado de Catrine que tinha um sorriso na cara.

- Eu disse que estava tudo bem. – disse o anão.

- Sim mas falta aqui alguma coisa. – disse a Deusa confusa.

- Hei! Onde está o Soma? – perguntou Koga notando a falta do melhor amigo.

Yuna virou-se e depois bateu no ombro do Cavaleiro de Pégaso. Koga virou-se para ver uma imagem familiar. O Soma a tentar conquistar uma rapariga. Esperem o que faz ali uma rapariga? O rapaz de olhos castanhos olhou em volta. Ao pé das criaturas estavam raparigas! Koga e Yuna inter-olharam e depois voltaram-se para Soma que levara uma estalada. O Cavaleiro juntou-se aos seus dois amigos e a hospedeira enquanto esfregava a boceja.

- Duas vezes num só dia. Novo recorde. – gozou a Amazona tentando conter uma risada.

- Sim, sim. Olha se fosses tu não estarias a rir. – ralhou Soma ofendido.

- Calem-se! A senhora Níce está a falar. – gritou o Guardião zangado - Continue senhora, o que acha que falta aqui?

- Onde estão os Pégasos? – perguntou Catrine preocupada.

O Guardião e as raparigas ficaram calados deixando a Deusa ainda mais preocupada. O anão suspirou pesadamente. Então uma rapariga loira chegou-se ao pé de Catrine.

- Um… Um dos Pégasos têm andado agitado nos últimos meses e desde então os outros preferem ficar quietos.

- Leva-me até ele. – ordenou Catrine sem hesitar.

A rapariga levou Catrine para outra sala. Era iluminada por alguns raios de sol que entravam por uma pequena janela, as paredes eram blocos de pedras em cima uns dos outros. No canto mais escuro da sala estava uma figura mas não se percebia o que era. Koga e Soma entraram na sala quando a rapariga tinha ido embora e esconderam-se atrás da porta. A Deusa avançou para perto da figura que se envolveu mais na escuridão.

- Tem calma. Sou apenas eu. – disse a mulher fazendo um gesto para a figura ir mais para a luz.

Ouviu-se um suspirou. Então a figura saiu das sombras. Era um enorme Pégaso branco com olhos castanhos. A Deusa sorriu para o cavalo que pareceu sorrir também.

- O quê que tu estás a fazer aqui? – perguntou a Deusa como se o cavalo respondeu-se - Eu pensava que estivesses lá fora.

O Pégaso relinchou em resposta desviando o olhar da mulher de cabelos castanhos.

- Ainda estás chateado com aquilo? – perguntou ela com um suspirou.

O cavalo começou a andar de um lado para o outro enquanto relinchava como se estivesses lamentar. Enquanto o Pégaso "lamentava", os dois Cavaleiros olharam para Catrine que começava a ficar com um rosto zangado.

- Ok, agora ouve-me. – gritou a Deusa cara a cara com o ser mitológico – Eles vão conseguir traze-la de volta, percebido. Tu só tens de ter mais confiança neles. Eles não vão deixar nada de mal acontecer com ela. Especialmente o Koga. Ok?

O Pégaso deu um relincho de concordância enquanto a Deusa dava um beijo na cabeça da criatura. Soma olhou para o melhor amigo incrédulo. Porque especialmente ele? Quem era essa ela? Do quê que Catrine estava a falar? Será que ela entendeu mesmo o que o Pégaso disse? Koga encostou-se mais na porta mas está esquivou-se por debaixo dele fazendo ele e Soma cair. Confusa, Catrine olhou para trás para ver os dois jovens Cavaleiros no chão, um em cima do outro. A Deusa deu uma risada enquanto os dois rapazes se levantavam envergonhados.

- Vocês os dois seguiram-me, não foi? – perguntou ela cruzando o braços. Os dois rapaz olharam para o chão e a abanaram a cabeça em sinal de afirmação. Catrine olhou para o Pégaso e depois para Koga. Depois estendeu a mão ao Cavaleiro que olhou para ela confuso – Anda cá. Ele não morde.

O rapaz pegou na mão da Deusa que depois a pôs na crina da criatura. Um sorriso cresceu no rosto do jovem Cavaleiro mal sentiu o pelo macio do animal. Este olhou para os olhos de Koga. Eram iguais! A mesma cor, o mesmo tom… Como era possível?

- Hei, rapazes! Venham ver isto. – gritou Yuna da parte de fora.

Catrine, Koga e Soma entraram de novo para a sala prateada e olharam para Yuna. Ela estava a segurar uma Águia! Mas como? E porque? Então a Águia voou para ao pé das outras enquanto a Amazona voltava param pé dos seus amigos que não estavam despertos. Soma tinha a boca aberta enquanto Koga tinha uma cara de espanto.

- Toca a acordar malta! – gritou a rapariga batendo palmas mesmo a frente das caras dos dois amigos fazendo-os acordar do "traje".

- Andem. Temos de nos despachar e vocês querem ir a Fonte das Oliveiras. – disse Catrine já começando a andar para fora da sala.

Koga, Soma e Yuna foram atrás dela. Eles andaram por entres a sala vendo as diferentes raparigas a cuidar das constelações. Quem seriam elas? Porquê que estavam aqui? Será que a Catrine sabe? Yuna foi para ao pé da mulher de cabelos castanhos.

- Desculpe Catrine mas, quem eram aquelas raparigas na sala? – perguntou a Amazona curiosa.

- Elas são Ninfas das Estrelas como a Esperanza. Existe uma para cada estrela. Elas cuidam das constelações quando eu não estou. – explicou a hospedeira sem olhar para Yuna.

Pouco depois eles chegaram ao pé de uma porta. Catrine estendeu a mão hesitantemente. Fazer ou não fazer? Seguir ou não seguir? Se abrir a porta ela estará a dar aceso há um dos segredos mais valiosos de todos. Um que nem o Grandioso Zeus conhecia. Para não falar das outras consequências que podiam acontecer. Mas, se não abrisse, Koga iria ficar desiludido e provavelmente iria perder toda a confiança que tinha nela. Não! Tinha sido ela que se pôs naquela situação agora iria lidar com as consequências. Com este pensamento na cabeça, a hospedeira de Níce abriu a porta. Os Cavaleiros de Bronze entraram a seguir a sua "guia". Eles já tinham visto aquele lugar antes. Uma enorme cascata com vários metros de altura que deitava uma água muito cristalina que caía numa pequena lagoa mas, que em vez de estar rodeada de amores-perfeitos, tinha algumas oliveiras em flor.

- Bem-vindos a Fonte das Oliveiras. – disse Catrine para os jovens Cavaleiros.

- Parece a fonte que usamos para entrar aqui. Esta também foi criada pelo Pégaso? – perguntou Yuna curioso.

- Sim, juntamente com Atena. – os Cavaleiros ficaram confusos com o que a Deusa da Vitória disse. Esta soltou uma risada – Segundo a lenda um dia enquanto Atena passeava com Pégaso, a Deusa ficou com sede. Como eles estavam numa zona árida não havia fontes nem mesmo nascentes onde a filha de Tétis pode-se saciar a sede então o Cavalo alado deu um pontapé na montanha que começou a brotar a água mais límpida do Universo. Digna dos lábios de uma Deusa. Em agradecimento, Atena fez com que está terra se torna-se muito fértil e que nascessem aqui oliveiras. A sua árvore.

A hospedeira de Níce encostou-se a maior oliveira e posou o báculo ao seu lado. Koga, Yuna e Soma foram ter com ela. Catrine pediu-lhes que se virassem e assim o fizeram então ela pôs a mão no ombro de Soma. Os olhos deles ficaram mais claros. De repente as oliveiras que estavam a sua frente desapareceram! Então um homem apareceu. Era alto, musculado, de cabelos cor de laranja, com olhos castanhos e parecia que tinha a barba por fazer. Um pequeno rapaz apareceu ao lado dele que era muito parecido com ele. Eles estavam a conversar e a rir. Como se tivessem todo o tempo do mundo. Era ele e o seu pai. Alguns dia antes de o seu pai ter morrido. Catrine sorriu. Sabia o quão importante e emocional pode ser uma pequena memória.

A Deusa tirou a sua mão e o Cavaleiro sorriu para ela. Ela virou-se para Yuna e pôs-lhe a mão no ombro. Os olhos da Amazona ficaram como os do Cavaleiro de Leão Menor. Soma olhou para Koga que encolheu os ombros. O rapaz de cabelos cor de laranja olhou para as oliveiras. Elas ainda estavam ali! Segundos depois, a hospedeira de Níce tirou a mão da rapariga e olhou para a Amazona de Águia. Ela parecia um pouco envergonhada.

Catrine sussurrou-lhe algo ao ouvido e depois andou para Koga. Este suspirou. Era agora. Sem mais nada a ficar entre ele e o seu passado. Catrine deu-lhe um sorriso tranquilizador e pôs-lhe também a mão no ombro. Olhos de Koga também ficaram mais claros. Pouco depois, um sorriso apareceu no rosto do Cavaleiro. Yuna e Soma inter-olharam-se. A Deusa olhou para os outros dois adolescentes e fez-lhes um sinal para eles irem para ao pé dela. Assim o fizeram e ambos puseram a mão no ombro de Koga. Os olhos voltaram a ficar claros. As oliveiras voltaram a desaparecer e então uma mulher de cabelos violetas com um bebé apareceu afrente deles.

- É ela? – perguntou Yuna sorrindo.

Koga acenou que sim com a cabeça sem tirar os olhos de Saori. O bebé Koga tentava sumir para ombros da "mãe" mas acabava sempre por cair fazendo-a rir. Então algo dourado passou por entre as árvores que por detrás deles e aproximou-se deles. O bebé escondeu-se por detrás das suas mãos enquanto soltava algumas gargalhadas deixando a rapariga confusa. Ela olhou por detrás dela mas não viu nada então…

- Bo! – gritou Seiya fazendo Saori gritar de susto.

A Deusa deu um murro no braço do Cavaleiro enquanto os três se riam. Koga sentiu as lágrimas a escorrerem pelo seu rosto. Eles pareciam tão felizes. Como se nada de mal iria acontecer. Como se eles pudessem ficar ali horas a fio sem que alguma coisa os perturbasse. Como… Como uma família. Catrine apoiou o queixo na cabeça do Cavaleiro. Ela estava na escola naquela altura. No seu último dia, precisamente. A Saori tinha-lhe contado aquele pequeno "susto". Ela tinha-lhe acho mais uma partida do que um susto mas é decisão é dela.

- Eles adoravam-te e ainda te adoram. – sussurrou Catrine para o rapaz de cabelos cor de vinho.

Koga olhou para Catrine e depois para a memória. Ele não podia trazer Seiya de volta mas podia salvar Saori e era isso que ele iria fazer.


Espero que tenham gostado e por favor comentem.