Depois de tomar uma xícara de café, voltei para a sala, à vadia ruiva já havia ido embora, avistei Edward e Elizabeth conversando, ou melhor, discutindo, ele deveria estar reclamando com a irmã pela mesma ter trazido à puta dele junto, eu não estava nem ai, esperava que realmente estivessem brigando, da mesma forma que Lizzie me odeia estou começando a odia-la também.
A noite se arrastava eu estava cada vez pior, o que escutei hoje mais cedo foi cruel, aquilo martelava na minha cabeça, ele iria me deixar por ela, eu chorava a dor da perda da minha prima, a dor da perda do meu marido de quantas formas um coração apanha e continua batendo? Ela não era uma qualquer, eu sabia que era diferente, ela tinha o apoio da irmã dele, não era uma simples vadia que ele comia ocasionalmente, era ainda por cima secretaria dele. Deveria transar com ela em todos os lugares que nós já fizemos no escritório, isso era o pior, saber que ele faz com ela o que já fez comigo, a memória da nossa ultima vez, a vez em que ele trocou nossos nomes veio como uma avalanche.
Flashback:
Eram 2h: 30min da manhã como vem acontecendo nos últimos tempos meu marido ainda não havia chegado, eu estava cansada dessa vida, desde que perdi nosso bebê com três meses de gravidez há dois anos tudo mudou, o marido carinhoso e fiel, deu lugar a um homem frio e infiel. Eu sabia que ele já tinha saído do trabalho às 19h: 00min, como eu sabia? Os maridos da minha cunhada e minha melhor amiga já haviam chegado há muito tempo, e o meu deve estar na farra se esfregando em alguma vadia.
Ouvi barulhos na garagem, ele deveria ter chegado, as lagrimas já ameaçavam voltar, eu não poderia chorar na frente dele, precisa me manter forte, continuei olhando para a TV sem realmente prestar atenção no que passava, ele adentrou a sala cambaleante.
— Ooooiiieee – Edward falou alto e arrastado, andando com dificuldade, estava visivelmente bêbado.
— Era só o que me faltava. - Falei levantando do sofá o olhando.
— Amooorr tava cooom sauuudadiii, me da um ablaço. - Falou esticando os braços fazendo-me rir por causa dessa voz arrastada.
— Para de graça Edward, quero ver você subir essas escadas. - Falei imaginando que eu teria que o ajudar a subir.
— Amoorr voche não vai me ablaça? - Perguntou triste, eu sorri.
— Vamos para o quarto. - Falei pegando um dos braços dele e passando em volta do meu pescoço.
— Humm safadinha, quer me levaar pro quarto usar meu corpoo. - Respondeu fazendo uma cara de safado e rindo da própria idiotice.
— Deixa de ser besta e colabora se não deixou você dormir no sofá. Começamos a andar, eu o apoiava, mas no canal que estava sintonizado que nem lembro qual era começou a tocar a música "Arrebita" do Roberto Leal, Edward começou a dançar porem cantava a versão dos Mamonas Assassinas o "Vira-Vira".
— "Fui convidado pra uma tal de suruba, não pude ir Maria foi no meu lugar..."
Eu ria, e ele pulava e fazia o vira, imitando um falso sotaque português.
— O refrão agora vamo lá... "Roda, roda e vira, solta a roda e vem, me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém..." – Eu chorava de rir e ele lá todo animado dançando.
Seguimos para as escadas foi uma luta consegui fazer Edward subi os degraus, em um momento pensei que nós dois cairíamos escada a baixo. Chegamos ao quarto logo o levei ao banheiro e ele não parava de cantar eu tentava me manter séria, mas era difícil, comecei tirar a roupa dele.
— Bella safadinha, vochê me quer nu, né. - Edward estava muito bêbado e falava muita besteira e tudo enrolado.
— Você esta muito bêbado, ou será que esta drogado? Da ultima vez que ti vi assim foi em Las Vegas e eu também não estava nas melhores condições, onde nós aprontamos pra caralho. - Falei lembrando da nossa viagem de formatura do ensino médio, o tempo bom que não volta mais. Empurrei-o para dentro do boxe e liguei o chuveiro na água fria.
— Aiiii ta friaaa Bellaaa. - Falou fazendo bico e me puxando para debaixo do chuveiro junto com ele, com roupa e tudo.
— Edward porra! - Exclamei.
— Euuu sei que vochê gossstou da minha canção, mas vochê gosta maiiiis dessa aqui. "Minaaa, seus cabelo é da hora, seu corpão violão, meu docinho de coco, tá me deixando louco, Você é meu chuchuzinho. Pois você, minha pitchula me deixou legalzão..." - Ele cantava alto e na sequencia errada, eu esta rindo demais dessa cena.
— Chega Edward, você sempre ria do Emmett quando ele cantava essas musicas. Falei recordando que Emmett era muito fã dessa banda brasileira e eu também, apesar de ser quase um bebê na época de sucesso deles, que infelizmente tiveram um fim trágico e cedo demais.
— Pitchula, essas cancõoesss são poesiaaa, eu sempre gostei.
— Emmett iria adorar ver você assumindo isso. - Falei rindo, imaginando os dois cantando essas músicas.
— Euuu seeeeii, meu Brow iaaa amar, vamos fazer um "cover flor" deles. - Falou rindo.
— Ai caramba! - Ri ainda mais.
— Como voche é linda meu chuchu. - Edward começou a me olhar intensamente, começou a se aproximar e quando percebi estávamos em um beijo, no inicio lento, depois se tornou selvagem. Era muito intenso, talvez pelo tempo que não nos beijávamos, que deveria ser a quase um ano, sem um toque um carinho, eu estava subindo pelas paredes e aquele beijo sem pudor algum não estava ajudando em nada. Ele estava bêbado, não iria aguentar nada, depois eu iria ter que acabar com isso sozinha, eu tinha que afasta-lo, mas porem minha deusa interior pensava diferente, os lábios dele eram uma verdadeira cadeia e eu iria adorar ser presa.
Em um determinado momento eu estava encurralada entre a parede azulejada do banheiro e entre o corpo quase nú de Edward, ele esfregava-se em mim, eu estava ficando louca de desejo por ele.
— Humm que delicia. Falou beijando-me mais uma vez.
Senti suas mãos me apalpando e colocando a mão por debaixo da saia da minha camisola, afastou a calcinha e acariciou-me intimamente.
— Humm acho que aqui também esta uma delicia quente e molhadinha. - Falou enquanto me penetrava com um dedo que logo foi acompanhado por um segundo, eu estremeci ao sentir o vai e vem dos dedos dele em mim.
— Gosta disso pitchula? - Perguntou enquanto ainda bombeava seus dedos em mim e com o polegar agora esfregava o meu ponto de prazer, eu revirava os olhos.
— Ahhh! Gemi agarrando-me em seus ombros fortes, Edward não parecia mais bêbado.
— Gosta assim? – Perguntou eu não conseguia responder, então só balancei a cabeça afirmativamente. Pegando-me de surpresa ele ajoelhou-se, rasgou minha calcinha minúscula, colocou uma de minhas pernas no seu ombro e chupou-me com vontade.
— Ohhhh! - Gemi, eu estava no céu, há quanto tempo eu esperava por isso?
— Acho que isso serve como um sim. Vamos ver se prefere isso aqui. - Riu, olhando-me enquanto passava a língua no meu clitóris, eu estava sem fala então fiquei o encarando, guardando cada momento na minha memória, porque eu sabia que outra vez iria demorar muito. Ele brincava com minha intimidade, aquilo era incrível, eu estava no paraíso, senti o clímax alcançando-me, não demoraria muito e seria intenso. Ele percebendo que eu estava chegando ao orgasmo segurou-me com força, apoiando-me, eu coloquei as mãos em sua cabeça para ter algum apoio.
Então encostada na parede dentro do Box do banheiro tudo se apagou ao meu redor, eu era só sensações, meu corpo tremia eu gemia loucamente e ele não parava seus movimentos na minha intimidade, era tudo muito intenso, tudo muito bom. Eu estava me perdendo, deixando-me levar e quando tudo aquilo acabasse eu estaria ferrada. Eu era uma fraca, mas o que eu poderia fazer se eu o amava mais do que a mim mesma.
Perdida nos meus devaneios nem percebo quando ele se levanta, surpreendendo ao beijar-me. Saímos do banheiro sem desgrudar nossas bocas com ele me segurando, esbarrávamos em algumas coisas no nosso percurso mais não nos importamos no momento, era só eu e ele, sem casamento fracassado, sem aborto, sem brigas, sem sofrimento. Eu iria aproveitar o momento, pois na vida não sabemos quando será o último.
Edward tirou o restante da minha roupa e me jogou na cama fazendo-me quicar um pouco no colchão, vindo logo para cima de mim, atacando minha boca, foi tudo rápido quando percebi, ele já me penetrava com seu membro grande e grosso, que me causou um desconforto no inicio, mas logo foi esquecido depois dos movimentos lentos que ele fazia, que logo tornaram-se frenéticos.
Estávamos em uma dança erótica, estava perfeito, era mágico, pelo menos do meu ponto de vista, eu amava esse homem, não era só sexo, eu estava fazendo amor.
— Que delicia apertadinha. - Edward gemeu, depois de mais algumas estocadas, deitou-se.
— Vem por cima. - Pediu e eu o atendi imediatamente, montei nele e comecei a cavalgar gostoso.
Estava uma loucura total, nós gemíamos alto, sem pudor algum, nossos corpos matavam a saudade de tanto tempo separados, eu estava quase lá e senti que Edward também. Decidi intensificar os movimentos, Edward fechou os olhos e gemeu rouco, eu também fechei os meus, enterrei minha cabeça no pescoço dele, foi quando eu escutei e congelei.
— Victoria! - Edward falou assustado e empurrou-me delicadamente, eu arregalei meus olhos, eu estava em cima dele, com ele dentro de mim, toda a excitação havia acabado, foi como um balde de água fria e meu pobre coração que só apanha levou outra punhalada. Sai de cima dele chocada demais, eu preferia ter levado um tapa a isso, ele chamou por outra enquanto estávamos em nosso momento único, as lagrimas ameaçaram vir e eu não consegui controlar.
— Beeellaa. - Edward falou arrastado novamente, tentando pegar minha mão, vesti o robe da minha camisola e fui em direção ao banheiro, tranquei-me lá dentro, escorreguei pela porta até atingir o chão, e permiti chorar toda a minha desgraça e humilhação, por que Deus? Por que, isso aconteceu?
Eu era uma idiota por ter cedido tão facilmente, mas que culpa tenho eu se o amo mais do que a mim mesma? Eu aceitava de cabeça baixa essas migalhas que ele oferecia-me, isso tinha que acabar só de pensar em acabar meu estúpido coração doía. Depois do que pareceu uma eternidade, levantei do chão, olhei-me no espelho, minha imagem estava péssima, cara de uma derrotada que era isso que eu realmente era. Joguei uma água fria na cara, tentando assim lavar a vergonha que eu sentia de mim mesma, decidi tomar coragem e sai do banheiro precisava encarar essa situação, recolhendo os meus cacos abri a porta e estava tudo silencioso, Edward estava na cama e percebi que o mesmo já dormia.
Fiquei aliviada, torcia agora para que ele não se lembrasse de nada dessa noite, não iria suportar mais humilhação. Eu iria fingir que essa noite nunca existiu fingir era o que eu sabia fazer de melhor, para a minha família, para a sociedade, não queria a pena de ninguém, preferia sofrer calada, guardar essa dor para mim, ela é minha, não tenho que a dividir com ninguém, não tinha o direito de preocupar ninguém.
Desci para a sala, desliguei a TV que tinha deixado ligada, rumei até ao bar da sala peguei uísque e coloquei em um copo, eu iria beber quem sabe assim eu não esquecia a vida humilhante que levo. Já estava no segundo copo de uísque quando começo a olhar nossas fotos espalhadas pela casa, que traziam saudade do tempo dos velhos momentos, eu era tão feliz e juro eu não sabia, nossos rostos tinham, tanta felicidade, tanto amor...
Amor.
Por parte dele já acabou, eu não conseguia pensar na minha vida sem ele, antes era tudo tão vazio, tão cinza, era uma noite sem lua, havia algumas estrelas, mas ai ele apareceu, como um meteoro. De repente, tudo estava pegando fogo, havia brilho, havia beleza. Mas o meteoro esta caindo no horizonte, tudo esta voltando a ficar cinza, uma questão de tempo para a escuridão voltar muito pior do que antes.
Depois de virar o terceiro copo e me sentir um pouco bêbada e jovem de novo, decidi voltar para o quarto, tropecei nas escadas diversas vezes, até que cheguei ao meu destino, não conseguia fazer mais nada, então cai na cama, Edward estava virado para o outro lado eu decidi virar para o lado oposto e assim fomos dormir um de costas para o outro.
Flashback off:
Chorei um pouco ao lembrar-me daquela noite, agora tudo faz sentido, ele gosta dela ao ponto de se lembrar dela mesmo estando comigo, eu a invejava, ela o tinha, tinha os carinhos dele e até os pensamentos, eu tinha uma aliança na mão esquerda, o sobrenome dele e uma cama vazia toda noite. Edward veio para perto de mim, eu o ignorei e fui até onde estavam minha mãe e Ana.
— O clima esta pesado aqui. - Ana falou, quando eu me aproximei.
— É um velório Ana, não era para estar diferente. - Respondi monótona.
— Você entendeu, Edward e aquela irmã nojenta dele pareciam que estavam brigando. - Minha mãe falou.
— Eu nem reparei. - Desconversei, elas não sabiam da desgraça de vida que levo.
— É muito estranho isso, Elizabeth é a mimada da família e a queridinha do Edward. Para eles brigarem algo sério deve ter acontecido. E aquela ruiva biscate que veio junto com ela? A piriga sumiu. - Minha irmã comentou.
— Deve ter algum compromisso e não pode ficar muito. Respondi fingindo indiferença. - Mudamos de assunto, a noite deu lugar a uma madrugada fria, assim como nossos corações.
Já eram 9h20min da manhã o enterro estava agendado para as 10h30min, nos reunimos para a missa antes do enterro o padre fez as exéquias encomendando o corpo para a vida eterna e palavras de conforto para os familiares que estavam abraçados, isso demorou em torno de 40min. Logo após a missa chegava o pior momento, a hora do enterro, o caixão iria ser fechado, aproximei-me e depositei-lhe um beijo na testa, peguei sua mão fria não era mais a Bree ali, cheia de vida antes, agora era só um corpo sem nada mais, depositei-lhe uma rosa vermelha a qual era a sua preferida e que contrastava perfeitamente com o vestido branco que eu comprei mais cedo para ela, parecia um anjo, pálido e frio. Após isso, foi feito o cortejo, meu pai, meu tio, Seth e Edward seguiram carregando o caixão, o resto dos familiares seguiam atrás com buques de flores.
Quando chegamos à cova onde seria a nova morada da minha prima, destamparam um pedaço do caixão que tinha um vidro e eu pude ver o seu rosto pela última vez, dando-me conta de que o rosto dela nunca iria envelhecer, os choros começaram ao redor, o caixão foi sendo abaixado e a cada cm um pedaço dos nossos corações eram enterrados juntos.
Chegou o momento em que seria jogado o primeiro punhado de terra, tio Harry e tia Sue pegaram um punhado em suas mãos olharam-se como se estivessem falando algo muito importante e então em sincronia falaram e jogaram os primeiros punhados de terra.
— Das cinzas as cinzas, do pó ao pó. Falaram em uníssono.
Sendo seguidos por Seth, depois eu e o resto da família, jogamos também algumas rosas enquanto os coveiros iam jogando o restante de terra. Tia Sue não suportou por muito tempo e desmaiou Carlisle e Esme seguiram com ela de volta a sala. O resto permaneceu lá, até que o caixão ser totalmente coberto pela terra e chegar ao fim a cerimônia fúnebre.
Um a um, foram se retirando, permanecendo somente os mais próximos.
— Vamos meu irmão. Papai falou.
— Podem ir, irei ficar mais um pouco. Tio Harry falou olhando agora para o tumulo coberto por flores e uma foto na lápide.
— Tio, tia Sue precisa do senhor ao lado dela. - Tentei argumentar.
— Sei querida e é por isso que ficarei mais um pouco aqui, para ganhar forças para apoiar minha esposa.
— Okay, iremos esperar o senhor no estacionamento. - Respondi, abraçando meu pai pela cintura nos retiramos para dar mais privacidade para meu tio.
Depois de quase 20min tio Harry permanecia lá no tumulo ajoelhado e chorando, eu não suportei aquilo, iria começar a chover tia Sue chorava muito, decidi ir até ele, para apoiá-lo. Nesse meio tempo começou a chover sorte que eu estava com o guarda chuva em mãos que peguei da minha irmã, cheguei próxima ao meu tio e o amparei com o guarda chuva, o mesmo ao perceber que não estava se molhando olhou para cima e encontrou-me.
— Tio, eu não suporto ver o senhor assim, é muito difícil o que esta acontecendo com a nossa família, todos estão apoiando a Sue, acho que chegou a hora de alguém apoiar o senhor. Ajoelhei-me ao seu lado, ficamos assim por uns minutos sem nenhuma palavra a ser dita.
— Obrigado Bella. Tio Harry falou quebrando o silencio.
— Não existem motivos para o senhor me agradecer. Respondi.
— Obrigado pelo apoio, por estar aqui do meu lado quando todos se foram, obrigado por ter cuidado de tudo. Obrigado por existir. Meu tio falou chorando e eu estava muito emocionada também.
— Eu faço isso porque amo vocês, eu amo a Bree, amo o senhor, a Sue, o Seth, vocês são minha família, nós sempre cuidamos da família.
— Minha filha não existe mais.
— Não existe fisicamente, mas ela sempre vai existir nos nossos corações e nas nossas lembranças. O amor que sentimos por ela sempre vai existir, só vai morrer quando nós morrermos.
— Tem razão, eu amo a minha filha, para mim ela sempre estará viva. Vamos querida, precisamos descansar um pouco. Seguimos para a saída do cemitério encontrando com os outros, cada um seguiu seu destino para o carro que viemos, segui em direção ao volvo de Edward que já esperava-me junto de Kate, Garret e Anne, estranhei pois quem veio conosco foi Tanya, talvez ela tenha entendido meu recado, mas eu não ligava, Tanya era o menor dos meus problemas.
Chegamos em nossa casa eu estava exalta, Edward me guiava para o nosso quarto, aquela historia de Victoria martelava em minha mente, flashes da conversa que ouvi me rondavam.
— Acha que eu acredito nisso? Você veio aqui para me irritar e provocar a minha esposa. Edward respondeu
— Acredite no que quiser você foi um dos motivos sim, poxa eu estou com saudades das nossas loucuras. Respondeu a vagabunda, eu queria chorar, mas não iria sair dali tão cedo.
— Cala a boca Victoria, alguém pode ouvir. Meu marido respondeu.
— Ah que escute mesmo, já passou da hora de você deixar ela e me assumir, não serei a amante a vida toda.
— Já chega, cala essa porra e saia daqui, você não tem nada para fazer aqui Edward falou.
Fui em direção ao banheiro tomei uma ducha, e as memórias das ultimas horas me assombravam, eu tive fortes emoções, sai do banho enrolada em um roupão preto, encontrei Edward sentado na nossa cama com uma caneca na mão.
— Trouxe chocolate quente para você. Falou apontando para o criado mudo, onde tinha uma caneca igual à dele.
Eu somente maneei com a cabeça.
— Bella... Sussurrou. – Precisamos conversar.
— Claro, vai pedir-me o divorcio para ficar com aquela lambisgoia ruiva? Okay. Peço que aguarde minha família ir embora para tratarmos disso. - Respondi.
— Não vamos nos separar. - Falou apressado.
— Eu sei que é isso que você quer, eu lhe darei a sua liberdade. Na verdade darei a minha liberdade, pois você nunca esteve preso a mim. - Lagrimas já caiam dos meus olhos, eu precisava liberta-me, e liberta-lo também eu o amava.
— Não quero o divórcio, não é conveniente essa separação, vamos parar com isso. Vamos dormir. - Falou levantando e dirigindo-se ao banheiro. Eu chorava muito, ele não me queria mais também não me deixava. E eu o amava tanto que aceitava essa situação.
Edward saiu do banheiro, eu estava enrolada nos lençóis e chorando, ele veio para o lado dele na cama, deitou-se e me abraçou, fazendo com que deitasse minha cabeça em seu peito, e que peito, definido, másculo, eu não nego, o amo demais, e tudo isso faria falta, eu sou masoquista preferia sofrer e tê-lo ao meu lado, do que ter liberdade e não o ter ao meu lado. Ele fazia um cafuné gostoso, quanto tempo eu não tinha isso? Muito tempo, desde que aconteceu aquilo.
Eu ainda chorava baixinho, Edward ainda fazia o cafuné em meus cabelos, até que em determinado momento ele se levantou e me levou junto nos fazendo ficarmos sentados na cama.
— Isabella para de chorar, as coisas não acontecem como queremos se fosse tudo como planejado, Bree estaria viva, nós teríamos um pequeno ser correndo pelo apartamento nos chamando de papai e mamãe. Mas nada é como queremos que fosse então aprenda a conviver com isso.
— Não precisa ser estúpido assim, eu estou de luto pela morte da minha prima e pela perda do meu bebê, não vai ser algo que eu vá superar fácil, duas perdas em tão pouco tempo, e ainda tem o fracasso do nosso casamento. Aquilo que escutei ontem ainda martela na minha cabeça.
— Bella eu não vou trocar você por ela, já falei para parar com isso.
Não respondi nada, quando percebi ele já estava próximo, muito próximo do meu rosto e então beijou-me, como sempre acontecia quando eu o beijava o mundo ao meu redor parava eu como a boba apaixonada que era, entregava-me dando tudo de mim.
