Disclaimer: Os personagens da Saga pertecem a Stephenie Meyer.
Esta é uma tradução autorizada da fic original em espanhol- Silent Love da Lanenisita, que proíbe qualquer reprodução total ou parcial sem autorização
O Silêncio do Anjo
Música do capítulo: I'm Your Angel – Celine Dion
"Há poucas coisas tão ensurdecedoras como o silêncio"
Mario Benedetti
Silêncio...
Aquela palavra vinda do latim, cujo significado no dicionário era abster-se de fala ou ausência completa de ruído, para o jovem Edward Cullen significava beleza e perfeição, mas naquele momento inesperadamente se transformou em seu carrasco mais perverso.
Silêncio...
Aquela palavra, a única que Isabella Swan perfeitamente conhecia seu significado por ter aprendido a conviver com ela se transformou rapidamente em algo detestável, tenso e escuro. E mesmo já tendo aceitado essa convivência silenciosa e a lidar com suas nuances nunca tinha se sentindo tão chateada como agora.
Silêncio...
Era a única coisa que existia na volta pela trilha da casa dos Cullen. Ninguém disse nada, ninguém sequer mencionou sobre o ocorrido. Havia dois diferentes cenários na cabeça dos jovens amigos que antes tinham dividido seu primeiro beijo; um beijo de chocolate e inocência que talvez tenha mudado suas vidas pra sempre.
- Por que ele fez isso? – era a pergunta que rodava na cabeça de Bella enquanto ela pedalava lentamente seguindo seu amigo – Por que me beijou? – Por que eu? – se perguntava em silêncio enquanto tocava os lábios dissimuladamente sentindo as cosquinhas que tinham provocado os lábios de Edward – Será que ele...? – Será que ele se enganou?
E enquanto na cabecinha de Isabella um monte de "dúvidas" navegavam em um mar de "incertezas", seu amigo enfrentava uma épica batalha monstruosa chamada "reprovação".
- Tolo...!Idiota... Burro!- sussurrava Edward enquanto sua amiga levava sua bicicleta com gestos temerosos e vacilantes um pouco mais atrás dele – O que raios eu fiz? – rosnou quando viu Bella tocando sua boca. Aquela boca que ele tinha dado seu primeiro beijo, que tinha tornado realidade seu presente de aniversário.
Tanto que tinha sonhado com esse beijo, em como seria sentir os lábios de sua pequena borboleta, tocar seu rosto e lhe dizer o quanto gostava dela. Pra no fim o silêncio se meter entre eles como um assassino cruel, destruindo seus sonhos e desejos. Não teve remédio a não ser aceitar e ficar calado.
- Covarde! – outra vez se repreendeu. Ele tinha sido seu super-herói durante todos esses anos. Onde estava sua coragem e ousadia pra dizer o que sentia? Por que não conseguiu sinalizar o que seu coração gritava em batidas desesperadas?
Levantou a cabeça e olhou pra trás vendo sua tartaruga pedalando devagar como se não quisesse chegar em casa.
- Será que estava chateada pelo que aconteceu? – devia ser assim que se sentia, como se um ladrão, silencioso e ardiloso tivesse roubando de seus lábios esse beijo, como ele fez. Ela não pediu e nem esperava. Era lógico que estava chateada... Em que raios estava pensando? Era tão estúpido em arriscar 12 anos de amizade por um beijo? Sim, ele era!
- Você se enganou Edward. Ela nunca te verá da maneira que você a vê. Aceite! Para ela você é só seu... Amigo – sussurrou derrotado.
Quando viu a casa dos Cullen a distância, Bella olhou para Edward novamente como fez durante toda a viajem de volta. Ele estava cabisbaixo e resmungava alguma coisa como se falasse com alguém. O barco chamado "dúvida" ainda não tinha achado um porto pra atracar.
- Está arrependido do beijo Bella... Aceite, ele nunca vai te olhar como você olha pra ele – repetia tentando se convencer que o que tinha acontecido na clareira foi coisa da sua cabeça, do enorme desejo que a perseguia todas as noites quando sonhava com ele, quando sonhava com seu primeiro beijo.
Minutos depois chegaram em casa e o silêncio continuava do mesmo jeito. Alguém devia dizer alguma coisa. Viu seu amigo descer da bicicleta e andar receoso até ela para lhe ajudar a sair e entrarem em casa. Esse gesto incerto era a confirmação certa que ele estava arrependido, que o beijo foi um erro.
- É melhor eu ir pra casa – o deteve sinalizando – Esta ficando tarde e não quero que papai se preocupe.
- Bells... Está tudo bem? – perguntou Edward franzindo a testa – Podemos ligar pro chefe Swan e dizer que você esta aqui em casa – Isabella negou devagar aumentando o medo que Edward sentia – Tem certeza que está tudo bem? – insistiu na pergunta Edward.
- Se está tudo bem? Não, não esta! O que foi esse beijo Edward? Por que me beijou? Por que hoje? – foram as perguntas que golpearam a cabeça de Bella. Ela queria muito perguntar, mais não tinha força pra fazê-lo.
- Eu estou bem – respondeu com um tímido sorriso. Edward apertou um pouco os olhos e inclinou sua cabeça – Estou bem, é sério. Só quero ir pra casa – lhe disse antes de pegar e manobrar o guidão da bicicleta.
- Bella... O que aconteceu na clareira, eu... – gaguejou Edward enquanto mexia as mãos tentando se desculpar pelo ato impensado. Ela o deteve enquanto negava e se perdia em seu olhar.
Mesmo o verde sendo sua cor favorita e sabendo todas as suas variações, Isabella nunca tinha visto um tom como aquele que estava refletido no olhar de Edward. Era estranho sem dúvidas, um verde mais opaco que uma jade e com os cantos dourados. Era um olhar diferente, nunca antes visto em Edward. Mas... Por que tinha esse olhar agora? Perguntou-se sabendo que não teria essa resposta.
- Eu já vou – disse Bella depois de quebrar o contato visual. E Edward afirmou com um rápido movimento de cabeça. Pegando sua bicicleta e saindo pelo caminho que dava pra rodovia se arrumou pra partir, até que Edward segurando sua mão perguntou:
- Bells... Nada vai mudar entre nós não é? Você continua sendo minha borboleta, certo? – a menina sorriu timidamente e com um simples sinal disse: Sempre serei...
Ele soltou sua mão e viu ela se distanciando devagar de volta pra sua casa. Entrando em casa sem dizer nenhuma palavra pra sua mãe que o esperava na sala subiu pra seu quarto e ali ficou até ver a noite cair pela sua janela.
- Amor, está tudo bem? – perguntou sua mãe perto das 8 da noite enquanto Edward olhava o desenho que sua amiga tinha feito quando tinha 4 anos sem lhe responder e escutou quando a maçaneta da porta fez barulho e viu sua mãe se aproximando com cuidado e sentando na cama perto dele.
- Acho que estraguei tudo mãe – confessou quando tocava o desenho algumas vezes.
- O que aconteceu meu anjo? Você estava tão feliz quando Bella chegou... – encorajou sua mãe que acariciava seus cabelos.
- Na clareira... Ela... Eu... Eu beijei Bella mãe. E eu acabei com tudo... – sussurrou enquanto levantava o olhar pra ela.
- Oh meu amor... Por que está dizendo isso? – Esme perguntou segurando as mãos dele lhe tirando o desenho e o deixando em cima da cama.
- Porque pra ela eu sempre serei seu melhor amigo mãe, ela não me olha da mesma forma que eu olho pra ela – murmurou triste.
- E como é essa maneira que você vê Bella filho? – questionou sua mãe – Amor... Você está...?- o silêncio do seu filho confirmou o que as palavras não foram capazes de fazer. A amizade de muitos anos aos poucos foi se transformando até chegar na mais pura amostra de amor que ela jamais tinha visto. Seu filho estava apaixonado por sua Bella.
E sem dizer mais nenhuma palavra Esme abraçou fortemente seu filho balançando-o.
- Como você sabe que ela não te vê como você deseja Edward?- lhe perguntou devagar. Ele se separou dela lhe olhando.
- Porque pra ela eu sou apenas sua tartaruga, seu amigo pra sempre... Ela nunca me verá como algo a mais. Tenho certeza disso. – respondeu Edward olhando o desenho outra vez.
- Filho, uma vez meu pai me disse que as coisas mais importantes e bonitas na vida são as que mais nos custam dizer e isso é verdade... Quanto nos custa dizer desculpa e eu te amo?
- Mãe, mas do que adiantaria eu dizer pra Bella que eu a quero mais que uma amiga se ela não me quiser da mesma maneira?
- Edward ela te disse isso? – o jovem negou cabisbaixo – E então amor? Por que acha que é assim? – Edward levantou o olhar de volta pra sua mãe e ela lhe deu um sorriso – Quem sabe ela também goste assim de você e isso você nem imagine.
- Isso é complicado mãe – comentou distraído Edward enquanto acariciava o desenho na cama – Sempre achei que sou bom em ler as pessoas, entendendo suas reações e até antecipando elas, seria como se eu pudesse saber o que pensam. Mas com a Bella é diferente. É tão frustrante porque se ela não me sinaliza o que esta pensando eu me sinto perdido mãe. E se ela me quiser da mesma maneira eu só vou saber quando ela me disser, é muito complicado - voltou a dizer.
- Meu anjo... - disse sua mãe segurando suas mãos novamente e o obrigando a olhá-la. – Bella te ama e isso eu sei muito bem, eu já vi em seu olhar. Talvez ela não seja corajosa pra te dizer agora, mas ela gosta muitíssimo de você, pode até ser mais que você...
- Isso é possível? – perguntou Edward.
- Vamos dizer que seja empate – Esme disse com um sorriso, antes de abraçá-lo novamente – Sei que você tem medo de estragar tudo amor, e se acha que o melhor por hora é não dizer nada eu te compreendo, mas não poderá viver com esse amor escondido por toda vida, em algum momento terá que dizer que a ama.
- Você não acha que é uma fantasia passageira ou algo do tipo? – ela negou – Por que não acha isso?
- Porque desde o jardim da infância, naquela manhã quando eu te vi dizendo que gostava muito dela, nesse dia eu soube que Isabella seria seu grande amor... E – fez uma pausa sorrindo – Sabe de uma coisa? Não me enganei – Edward sorriu e logo se agarrou a ela em um abraço que durou o resto da noite.
As coisas tinham ficado claras pra Edward, amaria Bella em silêncio até que chegasse o momento certo pra ele se declarar, até que ele mesmo se convencesse de que sua alegre borboleta também o amasse com a mesma intensidade. E com esses pensamentos Edward fechou os olhos e antes de cair na inconsciência do sono deixou escapar um sussurro quando lembrou do beijo na clareira...
Te amo Isabella
Em outra cama, há poucos quilômetros da casa dos Cullen, a jovem borboleta dava mil remexidas tentando dormir em vão. Tomou leite morno, contou mais de 8 rebanhos de carneirinhos completos e nada servia. Derrotada pela falha tentativa pegou um dos livros da sua pequena e improvisada biblioteca e acendeu seu abajur ao lado da cama. Abriu ao léu uma página do livro de poesias que Edward tinha lhe dado de presente no natal do ano passado e começou a ler.
"Eu te amarei em silêncio... como algo inacessível, como um sonho que nunca conseguirei realizar e o longínquo perfume de meu amor impossível roçará teus cabelos… e jamais o saberás."
- Ótimo! – pensou ela. Abençoado destino que nessa mesma noite a fez ler essa passagem de José Ángel Buesa. Amar em silêncio era algo que ela já sabia. Já amava em silêncio sua tartaruga com toda sua alma, de uns tempos pra cá deixou de ver o menino com quem brincava na campina se tornando um homem que tinha roubado seu coração com sorrisos, olhares. Amava em silêncio Edward Cullen e seria assim por muito tempo e ela sabia que ele nunca se apaixonaria por ela... Quem se apaixonaria por alguém que o mundo considerava inútil? Não seria justo com ele, não seria justo com ninguém.
E pensando assim, ela decidiu amá-lo em silêncio, em sua pequena bolha onde sonharia que era feliz em um mundo sem julgamentos ou olhares estranhos por ela ser diferente. Em um mundo onde sua surdez fosse aceita.
O verão passava rapidamente. As coisas foram voltando à normalidade com os passeios de bicicleta, partidas de xadrez, noites de bolo aos sábados, tardes de sorvete aos domingos. Nenhum dos dois voltou a tocar no assunto do beijo, ninguém queria causar mais danos alimentando uma ilusão que ambos acreditavam ser impossível. Voltaram a ser tartaruga e borboleta... Os dois melhores amigos que se amavam em silêncio.
Amor que nesse verão se alimentou de olhares sinceros, sorrisos inquietos, gestos ternos, carinhos inocentes. E passando as semanas descobriram que o amor que sentiam um pelo outro também trazia junto um convidado especial: o desejo.
Não demoraram em conhecê-lo e em sofrerem por causa dele; em passar outro momento difícil por sua culpa. Como naquela tarde quando Edward sofreu uma vergonhosa situação por causa de um biquíni vermelho...
- Bella! Se eu tivesse o seu corpo não o esconderia com toneladas de roupa! – comentou sinalizando Alice que nessa tarde estava com eles.
- Alice, esse biquíni está muito pequeno!- respondeu Bella sinalizando enquanto tentava se cobrir um pouco com uma camisa enorme. Alice tinha lhe dado de presente um novo biquíni hoje, era vermelho e mesmo Bella dizendo que era pequeno demais era grande o suficiente para cobrir o que precisava.
- Está ótimo em você Bella. Deixa de vergonha! – foram as palavras de Alice antes de correr até o rio e se jogar com tudo para molhar Bella que a olhava com um sorriso.
- Pronta pra darmos um mergulho? – perguntou Edward. Ela assentiu com dúvida e sorriu. – Tem que tirar a camisa Bells... – disse Edward ao vê-la tímida retorcendo uma das mangas da camisa.
- Estou usando um novo biquíni e é muito estranho. – lhe explicou completamente corada.
- Não acho que esteja ruim, além de que você sabe que eu nunca riria de você. Assim que tire a camisa e entre na água. – disse Edward imitando o gesto de Alice correndo até o rio.
- É só um biquíni, é só um biquíni... – repetia pra si mesma. Lentamente retirou a camisa deixando-a em cima de uma pedra e caminhou até a beira do rio.
Edward que estava nadando não percebeu quando Bella retirou a camisa até escutar Alice falando
- Está ótimo... – em seguida Edward virou procurando sua amiga. O que viu o deixou sem reação, sua linda borboleta estava deslumbrante com aquele biquíni vermelho. O pecado em forma de tecido se moldava a cada curva do corpo dela, mostrando-a majestosamente perfeita. Seu coração guinava aos saltos em várias batidas quando viu Bella lhe sorrir entrando na água, só que ele não foi a única parte que registrou emoção ao olhar Bella...
Uma involuntária ereção que em segundos estava quase fora de controle pegou Edward de surpresa. E sua sunga o denunciava por completo e sua cara vermelha não fazia nada pra melhorar a situação.
- Droga! O que eu faço? O que faço agora?- murmurou com raiva olhando pra baixo olhando sua ereção insistente.
- Edward!Edward! – chamou Alice – Vem aqui fazer uma competição com Bella – ele negou rapidamente e volto dois passos.
- O que acham de vocês nadarem e eu ser o juiz? – sugeriu ele sinalizando pra Bella. Ela assentiu confusa sem entender por que Edward não queria participar já que ele adorava uma competição. Alice também o olhou estranhando, mas terminou aceitando e Edward respirou aliviado que aquela distração lhe daria alguns minutos para que seu "problema" diminuísse.
Pensou na Sra. Cope preparando biscoitos, em seu professor de piano usando um ridículo chapéu com penas e até na partida que os Mariners tinham pedido há dois dias, mas nada fez sua ereção baixar. Condenava Alice que veio com seu presente deixar sua testosterona descontrolada.
Olhou novamente pra baixo e vendo que o problema ainda persistia tomou uma decisão e saindo da água pegou sua bicicleta e foi pra casa. Ele tinha ouvido aquela palavra na escola secundária e nas aulas de biologia já tinham falado também, mas não esperava que tão rapidamente ele tivesse que praticá-la: masturbação.
Pedalando desesperado até em casa correu pra o banheiro pra se livrar de uma vez por todas do seu problema, mas quando fechou a porta e desceu a calça viu que no trajeto a situação se normalizou.
- Maravilha! – bufou chateado enquanto sentava no vaso sanitário – Bem-vindo a adolescência Edward Cullen!
Aquela foi a primeira vez que Edward desejou Isabella, mas não seria a única já que sua irmã mesmo sendo tão pequena e jovem pra essas coisas se empenhou em mudar o jeito de se vestir de Bella, mostrando aos poucos uma Bella bonita e sexy... Uma Isabella completamente desejável.
As férias de verão acabaram com um abrir e fechar de olhos. Era a primeira semana de Setembro e o pessoal estava pronto pra voltar pra secundária. Esse ano, o segundo ali na escola, não parecia que seria mais fácil e assim notaram desde o primeiro dia quando os professores fizeram suas reapresentações. Alguns, pra não dizer quase todos, conheciam a situação de Isabella e foram compreensíveis e colaboraram. Mas ao dizer quase todos é porque uma era exceção... A professora Josefine Mallory.
A mulher de estatura mediana e que pra má sorte do esquadrão era a mãe de Lauren, estreou esse ano como professora da secundária de Forks como professora de literatura. Com o tom bastante tirânico e pouco gentil estabeleceu suas regras desde o primeiro dia deixando claro que o progresso nas suas aulas não dependeria da compreensão com uma única aluna, indiretamente referenciou Bella. Se isso lhe era ou não agradável, não seria seu problema.
- Vou perder a matéria Edward! – disse em uma tarde Bella quando saiam da aula enquanto caminhavam em direção ao carro que Edward já usava indo pra escola.
- Não vai não Bella. Eu vou ter ajudar e você ama litertura e arte, não será difícil. – ela olhou pra ele sem ter muita certeza, sua tartaruga sempre acreditava em sua capacidade, mas ela estava começando a ter dúvidas de si mesma. A cada ano a escola se tornava mais difícil e por muitas vezes ela pensou em desistir e só não fazia porque seu pai e seu amigo estavam com ela, apoiando-a e incentivando-a em seguir.
- Vamos, me dá um sorriso Bella... Adoro vê-la sorrir. E também temos motivo pra estarmos felizes, amanhã será seu aniversário e isso é definitivamente um motivo pra comemorar.
- Seria aniversário de casamento dos meus pais, não acho que tenha algo a se comemorar nessa data. – disse ao encostar na porta do passageiro do Volvo enquanto seus olhos enchiam de lágrimas lembrando do quanto Charlie ficava calado e distante nesse dia.
- Bella... Olha! – chamou sua atenção Edward – O milagre da vida sempre será algo para se celebrar. Por sua mãe ter partido antes do tempo nessa data não significa que não devemos nos alegrar por você está aqui entre nós. Você é um milagre Bella e não sei de você, mas eu pretendo celebrar – a jovem lhe sorriu negando devagar e logo dando um abraço em seu amigo.
- Você é tão teimoso Edward, sempre consegue me fazer sorrir com suas loucuras – sinalizou comentando. "E não imaginas o quanto te amo por isso" pensou. Seu amigo acariciou seu rosto e ela fechou os olhos por um segundo, aproveitando a sensação do contato de sua pele com a de Edward.
- Vamos pra casa. Temos que planejar sua festa de amanhã – disse Edward minutos depois que ela abriu os olhos. Ela assentiu e subiu em sua bicicleta para ir pra casa dos Cullen com seu amigo.
Aquele momento tão íntimo que Bella e Edward dividiram no estacionamento não passou despercebido para uma jovem que os olhava a distância. Lauren Mallory, que com Rosalie e Gianna outra de suas companheiras do último ano, saiam do prédio quando viram o que fazia o irmãozinho de Rose e sua amiga surda...
- Você devia lhe dizer que parasse de andar pra cima e pra baixo com essa menina. Isso trás uma péssima imagem pro seu irmão Rosalie.
- Eu já tentei dizer isso, mas Edward é muito teimoso quando quer, então eu decidi não me meter mais.
- Grave erro querida, você devia fazer seu irmão se separar disso, ou, por acaso você quer que Edward viva sua vida com um peso desses? – Rosalie negou enquanto caminhava para seu carro – Se quiser eu posso te ajudar a separá-los...
- Não acho que seja boa idéia Lauren. Meu irmão adora Bella e qualquer coisa que seja contra ela o machucaria e isso não é certo.
- O certo seria que Edward tenha liberdade e não que esteja amarrado a alguém que não pode ouvir e fazer alguma coisa sozinha – Rosalie a olhou confusa enquanto entrava no carro – Se mudar de opinião é só me avisar, eu também quero o bem do seu irmãozinho e sei que ele merece algo melhor.
Aquelas palavras repassavam na cabeça de Rosalie. Sem dúvida que Edward merecia algo mais, algo melhor... Separá-lo de Bella não era então uma idéia ruim, mas quais seriam as conseqüências disso?
Quando chegou em casa viu que Bella e Edward estavam na sala conversando com Esme que dava idéias pra festa de amanhã, então subiu pra o seu quarto e ficou por lá. Escutou que falavam do aniversário dela e mesmo que Esme e Alice pudessem dar uma festa digna de 16 anos como pedia a tradição, Bella se negava, pelo visto não querendo nada exagerado na comemoração, só pizza com os amigos em sua casa.
No dia seguinte Bella acordou muito cedo, colocando sua correntinha com o pingente de tartaruga e usando jeans azul e uma blusa branca desceu pra tomar seu café.
- Feliz dia meu anjo – disse seu pai sinalizando e lhe dando seu presente de aniversário – É meu e de todos os rapazes da delegacia. – a jovem borboleta abriu a caixa rapidamente e encontrou dois presentes, uma câmera fotográfica e lápis especiais para desenhar também coloridos para usar em um caderno que se via no fundo da caixa.
- Obrigada, obrigada, obrigada – repetia emocionada sinalizando. Seu pai tinha medo que com a força que ela usava batendo no queixo agradecendo terminasse por se machucar.
- Os rapazes pensam que seria uma boa idéia você tirar fotos e depois se você gostar de alguma poderia desenhar no caderno – explicou seu pai. Ela sorriu e assentiu com força se jogando nos braços dele.
- Te amo tanto filha. Você é a melhor lembrança que tenho da minha Renée – sussurrou com voz quebrada acariciando os cabelos do seu anjo.
- Te amo pai – disse com três sinais. Podiam ser os sinais mais básicos de toda a linguagem que sua filha usava para se comunicar, mas mesmo sendo os mais simples, eram para ele os mais importantes. Sua filha o amava e isso era tudo o que ele precisava para sobreviver a sua vida tão complicada.
O barulho do carro de Edward foi ouvido a distância dando o aviso a Charlie que o seu melhor amigo estava chegando pra levá-la a escola. Charlie avisou a Bella que Edward estava chegando e ela pegando seus livros saiu pra recebê-lo. Teve uma surpresa quando viu em cima do carro, no teto, uma bicicleta com um laço vermelho.
- Feliz aniversário minha linda borboleta – disse antes de abraçá-la com força levantando-a. Ela soltou um risinho enquanto girava com seu amigo. – Esse é o meu presente, de Alice e dos meus pais.
- Mas eu já tenho uma bicicleta Edward – explicou Bella.
- Sim, mas essa é especial Bella. Te avisa com uma luz quando alguém buzinar perto de você e o freios são mais confiáveis do que a da sua.
- Não deviam ter se incomodado Edward – confessou se desculpando. Era muito o que ela recebia da família Cullen, tanto que às vezes ela se sentia envergonhada por não poder retribuir, por não ter tantas condições.
- Você sabe que fazem isso porque te adoram – respondeu antes de pegar suas mãos lhe levando pra mais perto do carro pra ela ver melhor seu presente - Vamos de deixá-la aqui hoje já que a princesa deve vir comigo de carro – Bella sorriu quando viu seu amigo fazer o sinal de princesa desenhando uma tiara imaginaria na sua cabeça.
- Vamos tartaruga senão chegaremos atrasados na escola – disse depois de descer e guardar a bicicleta. Despediu-se de seu pai e entrou no carro indo pra aula com seu amigo.
Na escola foram poucos os que lhe cumprimentaram, Kate passou por lá na hora do almoço e lhe deu um livro que ela vinha a meses tentando comprar: o livro dos sinais de Romeu e Julieta. Esse livro de sinais era um vídeo que narrava em libras toda à história fazendo que a leitura fosse mais fácil para pessoas como Bella.
Combinou com seus amigos que todos iriam pra sua casa quando acabassem os exercícios pra comerem pizzas e bolo até caírem em coma alimentício no sofá de sua casa e se sobrasse tempo poderiam jogar no twister* que Ângela lhe deu de presente de manhã. Com todos de acordo Edward e Bella voltaram apressados pra casa dela pra começar os preparativos.
NT: Twister é jogado em umtapetedeplástico. Esse tapete é como umjogo de tabuleiro. Ele tem quatro linhas de grandes círculos coloridos sobre a mesma com uma cor diferente em cada linha: vermelho, amarelo, azul e verde. Umspinneré anexado a um tabuleiro quadrado e serve como ummoldepara o jogo. O spinner é dividido em quatro seções rotuladas: pé direito, mão esquerda, pé esquerdo e mão direita. Cada uma dessas quatro partes é dividida em quatro cores (vermelho, amarelo, azul e verde). Depois de girar, a combinação é chamada (por exemplo: amarelo da mão direita) e osjogadoresdevem mover a mão ou o pé correspondente a um ponto da cor correta. Em um jogo de dois jogadores, duas pessoas não podem ter uma mão ou de pé sobre o mesmo círculo. As regras são diferentes para mais pessoas. Devido à escassez de círculos coloridos, os jogadores vão muitas vezes ser obrigados a colocar-se em posições precárias, eventualmente fazendo alguém a cair. Uma pessoa é eliminada quando cai ou quando toca o cotovelo ou do joelho notatame. Não há limite de quantos podem jogar ao mesmo tempo, mas mais do que quatro é um ajuste apertado*.
Chegando em casa Bella preparou alguns aperitivos pra Edward enquanto faziam suas tarefas. Quando terminou sentou-se à mesa pronta pra ampliar sua mente e absorver o máximo possível já que não queria reprovar esse ano. E assim, entre exercícios de trigonometria e a redação de "Hamlet", as cestinhas de biscoitos de chocolate aos poucos foram acabando. A tarde começou a passar rapidamente e quando menos esperaram os ponteiros do relógio marcaram às 5 da tarde mostrando que o resto do esquadrão estava chegando a qualquer momento pra comemorar o aniversário dela.
Minutos depois da 17:30 a campainha soou na casa dos Swan. Há anos Charlie tinha instalado um mecanismo que permitia Bella saber quando tinha alguém na porta tocando a campainha; cada vez que alguém a tocava, uma luz vermelha acendia perto da cozinha. E ela quando viu a luz acender sorriu...
- Chegaram – disse sinalizando seu amigo recebendo outro sorriso. Ela assentiu e ficando em pé correu pra abrir a porta.
Assim como seu sorriso se formou rapidamente desapareceu quando viu em pé na sua porta uma pessoa que nunca viu. Era uma senhora de meia idade com um cabelo já meio branco. De olhos azuis profundos, mas com a feição tão ameaçadora que ela se viu voltando alguns passos.
- Não pode ser – sussurrou a mulher levando sua mão ao peito. Isabella a olhou confusa e inclinou a cabeça como resposta a reação da mulher – Você é igual a... Não pode ser... – voltou a sussurrar. Edward vendo que tinha algo estranho foi até a porta verificar o que acontecia.
- Estou procurando Charlie Swan – falou a mulher quando viu Edward – Ele vivia nessa casa há uns 16 anos.
- Sim senhora, Charlie ainda vive aqui, mas não se encontra no momento.
- Você, você é alguma coisa dele? – perguntou temerosa. Edward negou.
- Não, mas Bella é sua filha. A senhora é alguma coisa dele? – a senhora assentiu e querendo segurar as lágrimas disse em um sussurro...
- Sou a mãe de Renée... – Bella levou a mão à boca assombrada. A senhora tinha falado tão lentamente que ela pode entender muito bem o que disse. A mãe de Renée, sua avó estava ali em pé na frente da sua casa no dia do seu aniversário. O que fazia ali a mulher que tinha machucado sua mãe segundo o que seu pai tinha lhe contado quando ela tinha 5 anos e perguntou sobre seus avós? Pra que tinha voltado à mulher que renegou sua mãe por ela ter escolhido ser feliz?
- Tem seu mesmo rosto, é... É igual a minha filha. Quando eu fui embora Renée não estava grávida de nenhum filho desse homem. Como foi possível que ela estivesse grávida e eu não estive sabendo? Como Charlie foi capaz de me esconder que eu tinha uma neta? – disse enquanto estendia a mão para tocar o rosto de Bella que percebendo sua intenção voltou dois passos – Meu amor, não tenha medo de mim, sou sua avó... Fale comigo, diga alguma coisa – Edward olhou à senhora estranhando que ela pedisse que Bella falasse. Ela não sabia que sua neta não ouvia?
- Senhora... Ela não... – a mãe de Renée negou enquanto se aproximava de Bella outra vez e ela saia de seu alcance.
- Como puderam te esconder de mim tanto tempo? – sussurrou a senhora.
- Porque foi a melhor maneira de proteger minha filha do mal que você poderia causar como fez com minha Renée Sra. Higginbontham – respondeu Charlie que chegava nesse momento.
-Você!- murmurou aborrecida Marie Higginbotham – Como foi capaz de me esconder a existência dessa menina? É minha neta Santo Céu! A filha de minha filha que você matou! – gritou a mulher. Bella assutada pedia a Edward que, por favor, ele lhe interpretasse o que estava acontecendo.
- Estamos falando de Renée? A mesma jovem que você renegou na minha casa? A mesma que você se negou em aparecer no seu casamento? Estamos falando da sua filha que você não viu o dia do seu enterro? – disse Charlie com voz pesada – Porque se estivermos falando da mesma pessoa devo lhe dizer que eu não a matei. Como eu mataria o amor da minha vida? Ela era um anjo e voltou de onde veio. Talvez se você tivesse vindo ao seu funeral soubesse que ela tinha me dado uma filha que adoro como minha vida e que nunca lhe causou mal. Sim, você foi sofrimento pra Renée. O que posso esperar que você faça a minha filha?
- Eu, eu... – gaguejou nervosa a mulher – Seu pai era muito rigoroso e eu só obedecia – se defendeu – Ele estava muito magoado pelo que Renée fez, eu tentei convence-lo, mas foi em vão. Agora ele morreu e eu só quis...
- Sra. Higginbotham, peço que saia de minha casa. Não me interessa suas antigas desculpas e minha filha não merece isso logo hoje e eu muito menos aprecio sua desagradável presença.
- Eu, eu vim visitar a sepultura de Renée, hoje é seu aniversário de morte e eu queria saber... – Charlie se aproximou da porta e abraçou sua filha que olhava assustada.
- Está no cemitério, quando entrar siga pelo lado direito. Chegando lá pergunte pelo jazigo da família Swan. Verá sua filha, depois de 16 anos em uma tumba fria – terminou de falar com ela e apertando um pouco mais sua filha perguntou sinalizando se ela estava bem.
- Por que fala com minha neta com sinais Charlie? – ela voltou a perguntar antes de sair.
- Porque se você tivesse estado aqui com ela saberia que minha filha sofre de surdez congênita. – resmungou aborrecido Charlie antes de se voltar e abraçar sua filha. Os olhos da Sra. Higginbotham se arregalaram e ela levou as mãos ao peito perturbada.
- Minha neta é surda? – choramingou a mulher. Charlie assentiu com o olhar cheio de raiva, ele detestava quando se referiam a Bella como surda, preferia ouvir que dissessem não ouvinte ou especial, não surda - Agora vejo que foi melhor que Renée morresse, isso seria um inferno pra ela. Seu marido um policial de quinta categoria com uma filha surda, pobre de minha filha... – disse enquanto se afastava.
- Sra. Higginbontham – falou Charlie fazendo ela se voltar – Devo lhe esclarecer. Não somos um policial de quinta e uma menina surda. Somos sobreviventes de uma sociedade cheia de gente como você. Somos também um homem e uma menina que sua filha amou até o dia em que morreu. Somos Bella e eu... E você quem é?
- Eu sou uma mulher que cometeu um erro – disse com tristeza antes de seguir adiante. Charlie sentiu o corpo de Bella tremer por causa do choro.
- Meu anjinho o que aconteceu? O que você tem? – lhe perguntou sinalizando desesperado se afastando um pouco dela.
- Ela não gosta de mim porque sou surda – disse chorando.
- Bells essa senhora não gosta de ninguém. Ela não gostava da mamãe nem do papai... Ela só gosta de si mesma. Por você não ouvir minha pequena não quer dizer que é menos que os outros. Você é muito melhor que ela, você é minha lutadora... Minha menina.
- Eu não quero que ela volte em nossas vidas papai. Me dá medo que ela queira me afastar de... Vocês – disse olhando seu amigo que via tudo atormentado por vê-la sofrer.
- Ninguém vai me afastar de você minha menina, isso pode apostar – disse antes de abraçá-la novamente.
Por causa desse acontecimento a comemoração do aniversário de Bella teve que ser adiada. O esquadrão foi avisado por Edward que telefonou contando o que tinha acontecido e combinaram outro dia de encontro, ele também avisou em casa que chegaria mais tarde depois de ter a certeza de que Bella estivesse mais tranqüila e Esme lhe disse que se fosse necessário ele podia dormir nos Swan essa noite.
Os soluços de Bella eram incontroláveis, o desprezo de sua avó tinha lhe afetado tão profundamente que ela não era capaz de se acalmar. Ela se via como um monstro, um ser detestável, indigna de amor familiar e de nenhuma outra forma de amor... E se sua avó não gostava dela que esperanças ela tinha de que sua tartaruga o fizesse?
A noite foi passando com Bella abraçada a Edward no sofá da sala. Ele a balançava e acariciava seus cabelos tentando diminuir um pouco de sua dor. Ela não merecia isso, sua borboleta não merecia esse desprezo, não merecia.
Sem perceberem as horas passaram e os jovens amigos dormiram no sofá abraçados. Por alguns momentos Edward acordava escutando os baixos soluços de Bella, e acariciava seu cabelo beijando sua cabeça e sussurrando devagar.
- Eu te amo Isabella... Como queria que me ouvisse dizer o quanto eu te amo – Talvez nessa noite Bella não soubesse da declaração de Edward, mas Charlie ouviu-a sem querer. Ele estava na cozinha pegando água no escuro e ouviu o jovem Edward falar com seu pequeno anjo. Sorriu quando percebeu que o amor jovem que sentiu por Renée agora se repetia com Edward e sua filha. Ele sabia que seria algo natural que eles se apaixonassem pela relação que tinham desde crianças, e com a diferença dos outros pais zelosos e neuróticos que queriam afastar suas filhas de todo o contato masculino, ele não podia estar mais feliz que fosse Edward o rapaz a se apaixonar por sua filha, e desejou secretamente que ela sentisse o mesmo pelo jovem Cullen. Que nascesse entre eles o mais mágico amor que ninguém tenha visto, o amor em silêncio...
No dia seguinte Edward saiu bem cedo pra sua casa para se trocar e voltar pra pegar Bella e irem pra escola. Ela estava muito melhor do que na noite passada e a não ser por suas olheiras, não se notava nada do inferno que ela viveu na noite do seu aniversário.
Ele tentou de todas as maneiras fazê-la rir nesse dia. Comprou-lhe sorvete, à tarde a levou a clareira e contou algumas piadas que tinha recebido por email, mas nada funcionou.
- Bells... – sinalizou seu apelido imitando um sino soar por ser parecido em inglês com seu nome – Pare de pensar no que aconteceu ontem.
- Edward minha avó não gosta de mim. Sou uma aberração pra ela... – disse chorando novamente.
- Isabella Swan – olhou pra ela aborrecido sinalizando seu nome – Não vou deixar que você fale assim de você mesma, entendeu? Essa mulher não sabe nada sobre você, e é melhor que esqueça ela. Ela só veio te machucar e é melhor que você já não pense mais nisso.
- Você acha que um dia alguém irá gostar de mim? – perguntou antes de secar suas lágrimas. Edward a olhou e sorriu. Antes de responder lembrou que uma vez Kate disse que na língua dos sinais pode-se usar um sinal pra expressar duas coisas diferentes. A dos braços no peito era uma desses sinais, significava gostar e amar...
- Eu te amo Bella, nem imagina o quanto – lhe disse Edward. A jovem assentiu entendendo que seu amigo gostava muito dela e se jogou em seus braços. – Eu te amo minha pequena borboleta – lhe sussurrou antes de beijar seus cabelos e sorrir. De certa forma Edward declarou seu amor pra ela nessa tarde na clareira, e com isso se sentia muito feliz.
O incidente da visita da avó de Bella foi deixado de lado com o passar das semanas. A cabeça de Bella tinha coisas mais importantes como estudar e ser feliz com sua tartaruga. Desses objetivos o mais difícil era o primeiro já que a professora Mallory não estava facilitando as coisas. Em uma manhã, antes de começar as férias de Natal pediu aos alunos que fizesse uma redação sobre os sentimentos que provocavam essa época festiva. Bella escreveu uma redação comovente onde ela descrevia como seu pai tinha aprendido a fazer uma ceia de Natal sozinho, embrulhar os presentes, e até como uma vez ele se fantasiou de Papai Noel para lhe entregar seu presente quer era um pijama e meias. A redação foi mostrada para a sala e todos a escolheram como a vencedora, coisa que não agradou a professora Josefine.
- Muito bem Isabella... Então como a sua redação foi a vencedora você irá nos ler em voz alta. – disse com um sorriso. Jessica que dividia essa aula com Bella ficou em pé intervindo.
- Professora Mallory, eu posso ler a redação de Bella – disse enquanto sinalizava o que acontecia pra Bella que olhava curiosa.
- Muito obrigada por sua boa vontade Srta. Stanley, mas eu disse que quero que Isabella o faça. Sente-se e não interfira até ser chamada.
- Professora idiota... – murmurou com raiva Jessica ao se sentar – Como pede que ela leia em voz alta quando sabe que ela não pode fazer isso?
- Muito bem Isabella, estamos esperando – falou lentamente pra que ela pudesse ler seus lábios. Ela negou devagar e olhou pra Jessica com medo – Está se negando a fazer algo que estou pedindo? Pois bem Srta. Swan é melhor que pense duas vezes antes de negar algo a sua professora na sala de aula. Você irá pra detenção até o fim do dia – falou rapidamente deixando Bella sem entender.
- Ela quer que você vá pra detenção, velha louca... – lhe sinalizou Jessica. Bella assentiu recolhendo seus livros pra sair. Antes dela cruzar a porta sentiu que alguém segurava sua mão e sorriu ao ver que era Jessica .
- Na maioria das vezes essa aula é um saco – foi sua resposta. A professora Mallory bufou histérica pela saída de Jessica da sala. O que essa menina insolente pensa?
Chegando a detenção Bella sentou e pegou uma maçã de sua bolsa e a comia vendo Jessica escrever uma mensagem em seu celular.
Alerta, Bella e eu estamos na detenção. Alguém do esquadrão que ser unir a nós?
Jess
Não demorando muito apareceram Ângela e Mike que dividiam a aula de física, usando a desculpa de irem ao banheiro pra professora. Bem chegou correndo da aula de educação física dizendo que não tinha melhor coisa do que escapar do treinador Clapp e suas ridículas partidas de badminton. Edward chegou por último já que estava fazendo prova de trigonometria.
- O que aconteceu?- perguntou a Jessica antes de se aproximar de Bella e beijar sua testa.
- A professora Mallory está totalmente louca. Pediu que Bella lesse sua redação na frente de toda a turma. E como Bella se negou fazer ela lhe mandou pra detenção. Eu não ia ficar ali participando dessa injustiça e vim com ela.
- Você fez bem neném – disse Mike a Jessica com um sorriso. Há poucas semanas estavam se tratando de forma carinhosa levantando suspeitas no esquadrão de que talvez eles estivessem se apaixonando.
- Tudo bem? – perguntou Edward sinalizando pra Bella que assentiu e o convidou pra sentar.
- Vocês deveriam está na sala. A detenção foi minha e não de vocês – Edward negou com um sorriso.
- Não seriamos um esquadrão se todos não nos metermos em uma confusão juntos, certo? – Bella sorriu com a resposta do seu amigo.
- Vocês são uns loucos – disse pra todos. Eles assentiram antes de soltarem algumas sonoras gargalhadas.
E ali passaram o resto do dia dividindo com sua amiga o injusto castigo. Os demais professores souberam do ocorrido e repreenderam a atitude da professora Mallory, mas nada podiam fazer pra mudar sua maneira autoritária e grosseira.
Atitude que sua filha Lauren Mallory dividia com ela. Por ser estudante do último ano e uma das mais populares alunas da escola, se achava no direito de humilhar quem bem entendesse e quando tivesse vontade, não escapando nem suas amigas como Gianna, que foi tratada mal por querer aprender libras pra poder falar com Bella.
- Pode abaixar as mãos Gianna? Não vê como está ridícula fazendo isso – a menina abaixou as mãos e alisou sua saia. – Se quer tanto aprender deveria sentar com os marginalizados onde infelizmente se encontra o irmãozinho de Rose – Rosalie abaixou a cabeça penalizada e se levantou levando sua bandeja da mesa.
A mais velha dos Cullen estava no limite da paciência. Não suportava mais as piadas que sua amiga Lauren fazia e ver Bella o tempo todo grudada em seu irmão não ajudava em nada a diminuir seu aborrecimento. Estava cansada disso, de ser humilhada por uma coisa que não tinha culpa, e por várias vezes quase aceitou a proposta de Lauren, mas por amor ao irmão não fazia. Não queria lhe fazer sofrer, mas algo tinha que ser feito... E ponto final.
A situação voltou a ficar insuportável quando em uma tarde Rosalie encontrou Edward tocando no piano uma melodia nova. Era linda sem dúvida, tinha todo o jeito de uma composição de seu irmão. Edward saiu pra atender ao telefone e a pausa foi aproveitada pra ela se aproximar do piano e olhar o caderno de composições de Edward. Levou as mãos ao peito quando leu o título da música.
Para Bella... Meu amor em silêncio
- Aceito sua proposta. Tem que ter algo que os separem não importa – disse Rosalie a Lauren minutos depois por telefone. Ouviu-se uma risada do outro lado e um plano nascia naquela tarde.
Separar uma borboleta de uma tartaruga de qualquer maneira.
Os dois sofrendo com dúvidas (angústia)
Ed animadinho no rio (^. ^) e Alice já impossível de ser contida (imagina quando crescer... um pouco)
Olha a velha mal amada da mãe da Renée ¬¬
Charlie ganhou o Oscar com o melhor tapa sem mão (Esse é o homem!)
Ed se declarando no escurinho do sofá e Charlie shippando (fiquei 10 min. visualizando a cena)
A escrota mamãe Mallory - quase escrevi os xingos.
E sua filha venenosa eihn... (criaturadomal) (QUERIA O IRMÃO USO AI PRA DESCER A BIFA NELA)
Rosalie não sabe mais ter personalidade, uma pena = (
O que elas irão aprontar?
Obrigada as novas leitoras que chegaram, as que já são de casa por continuarem acompanhando e pelas reviews adoráveis. Escrevam a vontade. É com muito prazer que traduzo pra vocês e é muito importante saber o que vocês estão achando.
