Gente é o seguinte

Gente é o seguinte... eu preciso mesmo que me digam algo sobre o que estão lendo! Agradeço aos reviews da Deh! Obrigada!

Cap 7 – Porque tinha que ser assim?

"Como pode um peixe vivo viver fora da água fria... Como poderei viveeer como poderei viveeer sem a sua, sem a sua, sem a sua companhia!" cantarolava o menino Minato conseguindo irritar Jiraiya.

"Minato! Já chega!" reclamou Jiraiya.

"A gente já chegou?" perguntou aquele moleque levado.

"Não!"

"Meu limão, meu limoeiro, meu pé, meu pé de jacarandá..." recomeçou ele a cantoria "uma vez tindolelê, outra vez tindolalá."

Realmente Jiraiya não tinha vocação para babá, e aquele moleque tinha que calar a boca de alguma maneira, Jiraiya o levava para o local que iria treiná-lo enquanto pensava em algo que fizesse o menino se calar, quando do nada a musica parou. Jiraiya olhou e viu que Minato olhava para uma mulher da vida que passava por ali.

"O que foi Minato?"

"Sensei, o que que é aquilo!?" disse apontando para a mulher.

"Uma fruta que você ainda não pode provar!" respondeu Jiraiya. "Anda vamos logo!"

Minato parou de cantar para encher Jiraiya de perguntas.

"Você já provou aquela fruta?"

"Não aquela"

"Então qual?"

"Uma parecida!"

"Tem o mesmo gosto?"

"Não!"

"Como sabe?"

"Não sei!"

Minato coçou a cabeça.

"Então que fruta você prova?"

"Uma rara!"

"Eu posso provar também?"

"Nunca!" Jiraiya parou o menino e o encarou. "Qual o seu problema?"

"Sarutobi sensei disse que é o mesmo que o seu!" disse o loirinho sorrindo.

"Mulheres?"

"Isso mesmo!"

"Mas você é muito novo..." disse Jiraiya sorrindo. "Sensei... você nos deu garotos como nos mesmos não?" essa ultima frase foi apenas um sussurro algo que minato não pode ouvir.

Jiraiya estava começando a entender o que o Sensei quis dizer quando disse que eles eram prodígios de Konoha, na verdade queria dizer que eram miniaturas deles! Jiraiya chegou ao local do suposto treinamento, eles estavam no campo de treinamento onde quando criança Jiraiya fora preso em um dos três troncos lá fincados e Tsunade ficara zombando dele com um guizo na mão.

"É aqui sensei?"

"Sim..." disse Jiraiya procurando algo e quando voltou a olhar para Minato, este já estava perto de Shizune, a suposta pupilo de Tsunade.

"Olá, eu me chamo Namikaze Minato, seu futuro marido, te mando rosas depois Ok?"

Jiraiya riu do garoto lembrando se de si próprio. Ele procurou pela sensei da garota, mas não a viu. Ele se encaminhou até os dois e puxou Minato para trás de si.

"Shizune certo? Onde está Tsunade?"

"Tsunade-sama está vindo..." disse ela pouco envergonhada.

Tsunade chegou com montes de livros de medicina sobre o braço Jiraiya foi para ajuda-lá porem Minato foi mais rápido! Ele prostrou-se em frente de Tsunade e ficou a fita-la.

"Olá" disse Tsunade séria.

"Oi, Quando te vi entendi..." Começou Minato "Porque infernos vim parar aqui..." ele olhava Tsunade nos olhos "Era para contemplar..."

Ele não pode terminar Tsunade o empurrou

"Cala a boca menino!" Tsunade foi em direção a Jiraiya. "Vai ficar ai olhando ou vai ajudar?"

Jiraiya pegou os livros das mãos de Tsunade.

"Sensei, não corta o meu barato!" disse Minato bravo.

"Como que é?" perguntou Jiraiya.

"Ela tava toda derretidinha por mim..."

Tsunade olhou os com raiva no olhar.

"Cala a boca Minato! Ela..." disse apontando para Tsunade. "Não é para seu bico!"

"E é pra quem então?"

"Pra mim!" disse Jiraiya cheio de si.

Tsunade tinha uma veia pulsando em sua tempora e os punho serrados, sem pestanejar enfiou um soco nas costelas de Jiraiya que urrou de dor ao virar-se para ela e a indagar.

"Tsuyu?"

"Isso é pra você aprender a não ser tão pretensioso!"

"Então essa é a fruta que você provou?"

Jiraiya tentou inutilmente fazer com que Minato não falasse aquilo, mas era tarde, menino impossível!

"FRUTA?" gritou Tsunade.

"Calma amor..." Jiraiya tentava acalmá-la.

"Calma é o cacete! Então eu sou uma Fruta que você provou?"

"Tsunade, não passa de um mal entendido!"

"E espera que eu acredite?" Ela pegou os livros das mãos de Jiraiya. "Vem Shizune!"

Tsunade saiu deixando Jiraiya e Minato para trás. Jiraiya olhou Tsunade ir se afastando até sumir de sua vista. Porém ele conhecia a mulher, se fosse atrás dela, iria piorar as coisas, deu de ombros e foi tentar treinar e ensinar algo sobre mulheres aquele menino hiperativo. Tsunade levou Shizune para um parque, onde tinham muitas árvores e algumas mesinhas, ela começou indagar Shizune sobre o que ela sabia sobre ninjutsu médico.

"Reconstituições de células a partir de um chakra doador..." começou Tsunade. "Ando estudando isso, como soube se é sigiloso?"

"O Sarutobi me deixa ter acesso a biblioteca médica, e sem querer achei algumas anotações suas e li!" disse Shizune para a sensei. "Desculpe-me."

Tsunade ficou impressionada com a quantidade de coisas que aquele menina sabia sobre ninjutsu médico. Ela começou a ensinar Shizune o avançado método de extração de veneno. Mas a cabeça dela estava em outro lugar.

"Então eu sou uma fruta não é?" pensava Tsunade enquanto Shizune lia um grosso livro.

Tsunade levantou-se e olhou para Shizune.

"Leia este livro, quando terminar me procure para discutirmos sobre o que você tem duvidas!"

Os olhos de Shizune brilhavam, ela admirava muito Tsunade, tanto pela força descomunal, quanto pela inteligência e capacidade médica. Ela era o modelo de mulher para a pequena Shinobi.

Jiraiya já havia dispensado Minato, andava pela Vila procurando Tsunade, passava pelos locais que a loira costumava freqüentar e se assustou ao vê-la sentada em uma mesa de um barzinho. Ela tomava sakê, havia adquirido o gosto pela bebida.

"Tsunade?" chamou ele receoso.

"Quero mesmo falar com você!" disse ela em resposta.

Ele sentou-se e ela lhe ofereceu sakê, os dois tomaram sem nem sequer trocar olhares. Tsunade ergueu a cabeça e encarou Jiraiya.

"Acabou!" disse ela alarmando Jiraiya.

"Como disse?"

"Acabou, pra falar a verdade eu nem sei porque começou..." disse Tsunade tentando manter o tom da sua voz sempre firme.

"Tsunade, não faça brincadeiras em momentos inoportunos..." disse ele pegando a mão de Tsunade.

"Acho melhor conversarmos em um local mais reservado." Disse ela puxando a mão e deixando sobre a mesa o dinheiro do sakê.

Jiraiya a seguiu, eles andaram muito, começando a escurecer. Tsunade parou sobre a cachoeira que demarcava o inicio da vila da folha, Harashima e Madara se encaravam um de frente para o outro. Tsunade encarou o primeiro, a escultura na pedra era exatamente como ela lembrava de seu avô, um homem sério, com planos e sonhos. E foi olhando para ele que ela se decidiu por qual caminho seguir, uma escolha sem voltas, sabia ela, poderia até arrepender-se do que estava prestes a fazer, mas com certeza o faria, Ela pensava em como daria a noticia a seu amado de forma que ele pudesse aceitar e entender. Ela chegou a uma conclusão, para mantê-lo longe e afastado só teria um jeito, o pior jeito. Magoá-lo. Tsunade deixou algumas lágrimas lhe escaparem os olhos, Respirou fundo enquanto as secava, Jiraiya estava a poucos metros atrás dela, mas não queria atrapalhá-la seja lá no que ela estivesse fazendo. Ela virou-se o encarando, bem profundamente nos olhos, Jiraiya não gostava da forma de o rosto dela antes tão sublime fora reorganizado, ficando agora com feições duras e frias como a pedra que estava atrás dela. Ela encheu o pulmão e abriu a boca, ele não queria ouvir fosse lá o que ela tinha a dizer então a beijou. Tsunade, não resistiu, o beijou, o mais ardente que pode. Seria este segundo seus planos o ultimo beijo do casal, depois de alguns segundos ela o empurrou, ainda mantinha aquelas feições sérias. Jiraiya apenas afastou-se, ele não conseguira mudar os pensamentos da mulher amada. Ela iria falar, de qualquer forma, ele só esperava que ela fosse sincera, que dissesse ao menos eu te amo. Os dois se encararam e Tsunade tomou fôlego, agora para dizer o que nem ela acreditava que fosse dizer os sonhos de ambos... Iriam se destruir...

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Estamos chegando a mais um fim...

"Porque tinha que ser assim? Não estava bom do jeito que era? Ao menos pra mim era!" – Jiraiya.

O fim dessa fic era no mínimo previsível, mesmo que eu deseje ao contrario... quero seguir o ritmo... o mangá... como se isso fosse apenas algo que aconteceu a tão remoto passado que nem lembravam direito.

Obrigado por todos que leram, e por todos que gostaram... por aqueles que mandaram Reviews, obrigada Nina por ler... Ítalo por não me criticar e dizer que estava realmente boa a fic... acabei acreditando em você!