Disclaimer: Os personagens e lugares citados não me pertencem, eles pertencem ao Kishimoto-sensei. Se me pertencessem Gaara seria o personagem principal e Naruto sua raposa de estimação.

Sumário: Temari e Kankurou procuram uma noiva para Gaara, vêem em Hinata a chance perfeita para fazer o Kazekage se apaixonar. Em meio à tristeza que atualmente vive Hinata aceita passar férias em Suna sem desconfiar das verdadeiras intenções do convite dos irmãos Sabaku.

Rate: M, - por palavreado chulo ou considerado impróprio além das cenas picantes. Sendo mais direta... DA PUTARIA.


Esse fanfic é dedicado a Pandora Potter-jm que acompanhou todos os meus fics anteriores sempre me alegrando em todos os capítulos com suas reviews


Legenda:

-Acho que o Gaara é gay. – Fala normal

Em uma distância razoável estavam os outros dois irmãos Sabaku. -Narração

"Não seja problemático Gaara. Beba logo a porcaria do saquê." – Citação de uma fala.

"Maldita hora que me tornei Kage!"-Pensamento.

Sinto falta das árvores de cerejeiras e de todos meus amigos. - Carta

OoOoOoOoOo - Mudança de tempo e espaço


Flor do Deserto

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Pink Ringo

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Capítulo sete – A flor e o Rei

Hinata-chan!

Se você não usar a camisola que eu te mandei será uma infâmia. Vai por mim amiga usar uma camisola sexy dessa leva qualquer homem a loucura. Mas mudando de assunto, eu ouvi a Hokage conversando com seu pai – juro que não ouvi por querer, eu estava passando no corredor quando não pude deixar de me interessar ao ouvir a palavra casamento e seu nome de brinde – que está havendo muita discórdia para saber o local do casamento. Parece que o Kazekage está marcando uma visita a Konoha para conversar pessoalmente com seu pai e Tsunade-sama. Porém tenho que te dizer querida o importante não é o local ou a cerimônia de casamento, embora eu saiba o quanto esses detalhes são importantes para alguém romântica como você, o interessante e gostoso Hinata-chan é a LUA DE MEL.

Imagine seu Kazekague mui sexy nu para seu bel prazer. Agora visualize você com a camisola super sexy que te dei. Juntando os dois o resultado será uma noite hiper quente do mais alucinante prazer.

Espero que você venha junto com seu noivo à vila, sinto sua falta e temos que colocar a conversa em dia.

Beijos de sua sempre melhor amiga Tenten-chan.

O tempo não disseminou a tensão entre os visitantes de Konoha e o Kazekage. Não era somente com Neji – e a insistência dele em querer chamar a atenção de Hinata de todas as formas, ou formar circunstâncias que ficasse a sós com a prima - mas também o fato de que Shikamaru estava fazendo Temari ficar falada na cidade com seus amassos constantes em público. Os anciões já haviam reclamado sete vezes ao Kage de que uma moça de família e acima de tudo irmã do soberano Shinobi da vila não podia se dar ao luxo de transparecer igual às estrangeiras vulgares. De início Gaara ignorou os comentários, até o dia em que pegou a irmã quase nua nos corredores de casa com o Nara. – que naquele momento não parecia nem um pouco preguiçoso. - Após o ocorrido foi que Gaara decidiu chamar Temari e o cunhado para uma conversa particular, que não seria agradável para nenhum dos lados.

A irmã e o cunhado estavam sentados em frente à Gaara que os olhava sério e intimidador mostrando o quanto a conversa que teriam era séria. O Nara estava desconfortável e suava, enquanto Temari tentava não encarar o irmão diretamente nos olhos. – embora o Kage não fosse mais sanguinário como antigamente, uma parte de si ainda era agressiva o suficiente quando aborrecido, e era visível que Gaara estava irritado.

-Não vou fazer um discurso moralista, creio que vocês saibam muito bem a forma que se comportaram em um local pouco apropriado. – mantinha a pose irredutível e a voz ríspida – Vou ser direto: Estão proibidos de se tocarem em Suna.

-Ridículo! Está me proibindo de beijar meu namorado? – perguntou Temari incrédula.

-Acho que fui bem obvio! – o sarcasmo na voz do Kage era notável.

-Ahh você é tão hipócrita! – a mais velha bateu a mão na mesa com fúria esquecendo por completo que desafiar o irmão não era a atitude mais inteligente, além do fato de que ele era o Kage e a ordens dele não deveriam ser desobedecidas por mais que não tivessem qualquer conexão com o trabalho e sim com a vida pessoal dela. – Me proibido de agarrar o Shika enquanto você tenta arranjar alguma forma de ter a lua-de-mel com a Hinata antes do casamento. Muito conveniente irmãozinho!

Gaara não teve como rebater ao comentário da irmã, as situações em que ele e a noiva foram surpreendidos – na maioria das vezes por Kankurou que se mostrava cada vez mais boçal e inconveniente – não eram inocentes, pelo contrário, acusatórias. Suspirou aborrecido estreitando os olhos para Temari que sorriu triunfante. Shikamaru permanecia em total silencio, olhando a discussão com ligeiro sono, embora o real motivo para não entrar na discussão além da preguiça era o bom senso de não aborrecer o Kazekage ainda mais do que ele parecia estar. – opinião que a namorada não parecia compartilhar.

Não queria ter que recorrer a um acordo, entretando era a opção racional que deveria escolher para que não houvesse um confronto com os anciões – que a cada menos dia demonstravam animosidade contra os nativos de Konoha, que segundo o parlamento vieram para corromper o pudor das figuras mais ilustres de Suna. – Problemas com o parlamento do país era o que já tinha em excesso outro para coleção o deixaria a beira de um colapso.

- Faremos um trato. Eu e você não tocaremos nossos respectivos conjugues até meu casamento. – arqueando uma sobrancelha Temari não pareceu disposta a aceitar, antes que ela recusasse o Kage completou – Assim faremos à vontade dos anciões, a população irá parar de comentar que estamos sendo desviado do bom caminho pelos estrangeiros. Sabe que na verdade o povo está apenas sendo manipulado com essas idéias pelo parlamento.

-E você ainda quer fazer esse acordo estúpido comigo sabendo que é um golpe daqueles velos creti...

-Respeito Temari! – o tom imperativo que Gaara usou calou a irmã. – Por mais que as idéias deles seja aborrecedores e ultrapassadas nós ainda temos que respeita-los, eles representam nossa tradição que não deve ser ignorada.

Exclamando um palavrão baixinho Temari refletiu as palavras do irmão. Fechou os olhos com força e levantando abrupta da cadeira olhou para Shikamaru com fúria.Ríspida disse como se o namorado fosse o culpado da situação.

-Não apareça na minha frente molenga até que eu possa te agarrar de novo. – antes de sair da sala com o rosto vermelho de raiva Temari chutou a cadeira que o namorado estava sentado.

-Ah? Que mulher mais problemática. – disse olhando na direção que a namorada havia entediado e então voltou a atenção para o Kage. – Aproveitando que estamos sozinhos, por ordens de Tsunade preciso alerta-lo da situação conturbada que será esse casamento. Os Hyuuga e a própria Hokage não aceitaram uma recusa de haver uma cerimônia em Konoha.

- Estão fazendo muitas exigências. - os olhos verdes olhavam o Nara de lado, a expressão indiferente do Kage se mostrava austera. – Quem deveria decidir o local do casamento sou eu e minha noiva.

Embora gostasse de Konoha e o cenário sem duvida para o casamento fosse mais atraente na vila da folha tinha que concordar com os anciões que não havia nexo a cerimônia principal não ser em Suna, local de nascença do Kazekage. O modo que Konoha tratava o casamento dele com Hinata fazia parecer um favor, isso começava a irritá-lo e ferir seu orgulho como Kage de Suna.

- Isso se o casamento de vocês fosse pelo motivo amoroso, contudo o Kazekage-sama sabe que esse matrimonia é muito mais um firmamento de aliança entre Konoha e Suna do que a união de duas pessoas que se amam.l

-Não pode afirmar o que não sabe. – grunhiu Gaara. Aquele comentário o incomodou.

-Não? – sorrindo entendedor da situação Shikamaru perguntou deixando as formalidades de lado. – Está apaixonado por Hinata?

O Kage não respondeu. Recompôs o semblante apático e passou a analisar os próprios setimentos. Sabia que Hinata estava apaixonado por ele – embora ainda não entendesse o que a fazia gostar dele, alguém como a herdeira Hyuuga podia encontrar um homem melhor para amar. Gaara ainda não entendia que os sentimentos não é algo que se possa controlar. – entretanto ainda não sabia o que sentia por ela, desconfiava que era algo forte, talvez uma paixão momentânea ou amor, todavia não afirmaria nada sem ter total certeza. Não iludiria a noiva com sentimentalismo, antes disso precisava diferenciar empolgação de momento com sentimentos mais profundos e complexos.

- O assunto está encerrado. Pode se retirar. – ordenou o Kage.

- Com todo o respeito Kazekage-sama, talvez para os noivos o casamento não seja apenas diplomático, no entanto não se esqueça que as duas Vilas vêem esse matrimonio como um modo de não entrarem em guerra o que estava muito perto de acontecer antes do anuncio do casório. – o Nara levantou-se e olhou significativamente para Gaara – Não magoe a Hinata, saiba que fará isso sem ter a certeza de seus sentimentos. Ela está casando com você e com isso irá abdicar de muitas coisas, como estar ao lado das pessoas de quem gosta e que gostam dela. Assim como terá que suportar cada um dos que a odeiam em Suna.

Era impossível negar que o coração de Hinata era como porcelana, facilmente quebrável. Ao toque mais brusco espatifava-se em milhões de pedacinhos.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

-Acha que conseguimos segura-lo na vila por mais quanto tempo? – perguntou Hanabi para Shino enquanto os dois olhavam para Kiba do outro lado da rua se embebedando. Ele estava na barraquinha de sakê gastando todo o salário do mês desde a hora que acordou naquela manhã.

-Hum...espero que até que Hinata volte a Konoha. – comentou Shino mantendo o tom reprovador na voz.

A caçula dos Hyuuga olhava para um dos melhores amigos da irmã com um ar sonhador de adolescente apaixonada que não combinava nem um pouco com Hanabi. Não admitia, e tentava esconder a todo custo os sentimentos que nutria pelo Inuzuka. – principalmente por saber que ele sempre foi apaixonado por sua irmã. Era nessas horas que Hanabi invejava Hinata e desejava que ela ficasse em Suna para sempre, quem sabe assim Kiba reparasse nela.

Não soube ao certo quando começou a se interessar por Kiba, seu amor de infância havia sido o primo Neji – que por sinal acabou se apaixonando por Hinata – e com o tempo, à medida que foi crescendo deixou para trás a paixonite pelo gênio do clã. Talvez o interesse inicial pelo Inuzuka tenha surgido durante o festival de inverno na qual se sentiu estúpida ao usar um Kimono com enfeites e estampas em excesso. Lembrava-se como se tivesse acontecido ontem. Kiba se aproximou por suas costas e sem ela perceber lhe sussurrou no ouvido com o ligeiro tom brincalhão: "Você está linda Hanabi, nem parece aquela menininha emburrada. Se você não fosse tão nova e a irmã da minha melhor amiga eu te convidava para sair." Aquela tinha sido a primeira cantada que a caçula dos Hyuuga receberá. Não é que os rapazes não se interessassem, pelo contrário, eles até a achavam atraente, contudo a maioria tinha medo de se aproximar e ser rejeitados ou levar um soco em resposta.

-Quando que o Kazekage chega com a minha irmã? – perguntou Hanabi automaticamente com uma expressão emburrada.

Era difícil esconder que o descontentamento com a volta de Hinata. Amava muito a irmã, mas isso não mudava o fato de que a presença dela impossibilitava qualquer aproximação que quisesse com Kiba. Hanabi estava decidida a conquistar o Inuzuka, ele era o rapaz que ela queria chamar de namorado e quando queria alguma coisa lutava para conseguir.

- Em uma semana estarão aqui.

-Então temos que mantê-lo sem fazer uma idiotisse só no período de uma semana. – disse Hanabi firme.

-Não! Temos que mantê-lo sem fazer qualquer idiotisse até Hinata se casar. A situação ficará ainda pior quando o Kazekage chegar. – Shino imaginou diversas situações na qual Gaara matava Kiba. Era bem capaz de acontecer isso se não controlassem o Inuzuka e sua enorme boca cheia de ofensas e palavrões.

-Deixe isso por minha conta! – Exclamou a caçula dos Hyuuga. Hanabi jogou os cabelos para trás e andou até o Inuzuka deixando um Shino para trás.

O Aburame não ficou surpreso com a reação de Hanabi, já desconfiava que ela gostasse de Kiba. Apesar de achá-la nova de mais para o amigo não se intrometeria, até mesmo por que aquela garota não era do tipo que desistia do que quer, principalmente do que lhe trazia desafio.

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O Kazekage anunciou que em uma semana viajaria para Konoha, a visita seria de negócios trataria exclusivamente do casamento entre os shinobis das duas vilas e a aliança que se estabeleceria com o matrimonio. Foi impossível esconder a ansiedade com a notícia de que retornaria para a própria vila em breve. Sentia falta de Konoha, das flores de cerejeiras, de ir ao Ichikaru lámen com os amigos, da família e principalmente do circulo de amigos que tinha desde criança. Por mais que de início tivesse gostado de Suna a vila da areia no momento beirava o insuportável, todos estavam insatisfeitos da estrangeira ter se tornado noiva da figura mais importante de Suna. A hostilidade não cessaria até o casamento ser concretizado. Estava apaixonada por Gaara e dessa vez não permitiria que nada nem ninguém estragasse sua chance de viver um grande amor.

Aproveitando a presença do primo Hinata decidiu fazer algumas compras em Suna para levar de presente aos amigos. Mesmo o constrangimento do beijo ainda estar presente entre os dois Hyuuga eles fingiam que nada havia acontecido – pelo menos Hinata já que Neji parecia querer conversar a respeito do ocorrido, a prima que não lhe dava oportunidade. – Neji carregava as sacolas, na mão direita três na esquerda duas. Entraram em uma loja de roupas típicas, Hinata tentava escolher algo para Tenten e Hanabi, apesar de desconfiar que a irmã não gostaria de nada que tivesse muito brilho ou fosse espalhafatoso.

- Acha que Tenten irá gostar desse vestido de dança? – nas mãos segurava um lindo vestido vermelho com o modelito semelhante ao de uma odalisca, a diferença é que não era um par de top e saia.

-Hum... Não pense em levar algo desse tipo para Hanabi. – disse Neji olhando a roupa de lado. Era algo muito sensual e que combinava com Tenten já que Lee fazia questão de narrar, mesmo o Hyuuga não querendo, as noites de fogo ardente com a namorada.

Hinata riu se divertindo. Realmente levar algo daquele gênero para Hanabi além de fazer Hiashi sofrer de infarto era capaz de a irmã lhe matar, podia até mesmo ouvir a Hanabi comentando: "Acha mesmo que vou vestir um troço desse? O sol de Suna deve ter afetado sua cabeça!".

-Vamos levar só para Tenten. – disse Hinata levando a roupa ao balcão para pagar.

Os dois Hyuuga continuaram a entrar e sair das lojas cada vez mais carregados de sacolas. Os moradores olhavam-nos desconfiados – e também admirados com a beleza exótica dos estrangeiros de pele pálida e olhos sem cor – a aproximação, os risos e a conversa natural dos primos para os conservadores eram o mesmo que uma ofensa ao Kage. As jovens moças tentavam controlar os suspiros por Neji, era impossível negar que ele era um homem atraente, seu olhar frio lembrava muito o de Gaara, o único detalhe que os diferenciava era a cor. Nenhum habitante também negava que a noiva do Kazekage era belíssima o problema daquela mulher era não ser conterrâneo o que aflorava o preconceito dos moradores.

- Quer mesmo casar com Gaara? – a pergunta súbita de Neji fez com que Hinata parasse de andar e o olhasse com pesar.

-Neji...

-Olhe só para essas pessoas, elas te detestam é possível notar isso a kilômetros de distancia. O amor não sobrevive em um lugar como esse. – O aborrecimento na voz de Neji era carregado de preocupação. Não queria que Hinata sofresse novamente. – Você nem sabe se seu noivo gosta realmente de você ou se só está te usando como pretexto para firmar um acordo com Konoha.

- Por mais infértil que a terra seja, mesmo que só haja areia ainda é possível se achar flores no deserto. – Neji abriu a boca para contestar, Hinata o parou com um movimento de mão e sorriu - Essa é minha chance de ser feliz embora você não veja dessa forma.

-Você está se iludindo... novamente.

- Eu sei que dessa vez estou amando a pessoa certa. - olhando em direção a construção onde se localizava o escritório do Kage completou. – Pela primeira vez eu amo alguém que realmente precisa do meu amor.

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Faltava poucos dias para que viajassem para Konoha, a visita seria unicamente para tratar do casamento do Kazekage de Suna com a kunoichi do clã mais renomado de Konoha. O parlamento de anciões decidiu que Abu fosse junto com o Kage para certificar-se de que a tradição e a festa fossem de acordo com os detalhes exigidos e que a vila da folha não ficasse com o monopólio da cerimônia. Todas as discussões e preparativos para a partida estavam deixando Gaara nervoso que não podia parar para respirar um segundo sem alguém vim lhe informar que algo dera de errado, ou que o parlamento exigia tal coisa, ou que os estrangeiros estavam fazendo isso ou aquilo e a população estava ultrajada.

Gaara a ponto de explodir diante de tamanha pressão, não foi para casa após o anoitecer, saiu do escritório decidido a passar um momento sozinho para colocar seus sentimentos em ordem. Nunca teve tantas sensações confusas, antes de Hinata aparecer não precisava se preocupar tanto com sentimentos. Shikamaru estava certo, precisava saber o que nutria pela Hyuuga ou acabaria magoando-a e isso era a última coisa que queria.

Estava sentado no alto daquela pedra a mais de duas horas admirando o brilho da lua – que naquela noite estava cheia – refletindo sobre a areia do deserto - quando a voz suave feminina lhe chamou com carinho roubando sua atenção.

-Gaara! – Hinata sentou-se ao lado dele e abraçou as próprias pernas apoiando a cabeça nos joelhos. – O que faz aqui sozinho? Fiquei preocupada!

Ele não respondeu, permaneceu em silencio olhando a imensidão do deserto apreciando a vista e a voz de Hinata próxima de si. Imaginou por um momento como seria seus dias sem ela por perto. Era estranho notar que antes podia viver sem a presença da Hyuuga e agora a simples menção desse fato o fazia respirar de forma agonizante como e viver já não fosse tão interessante como antes. Assim aos poucos Gaara aprendia que viver sem amar não tinha sentido. A vida era feita desses sentimentos que a tornava mais colorida a cada instante em que amava. Todos os pensamentos se dissiparam quando se surpreendeu com a iniciativa de Hinata em se aconchegar perto dele repousando a cabeça em seu ombro ficando próxima o suficiente para que a vontade de nunca se separar dela se apoderasse novamente de si.

- Essa vista é linda! – suspirou ela romanticamente fungando o cheiro gostoso e masculino que o Kage possuía.

- Gosta de Suna? - perguntou Gaara desviando a atenção da paisagem para olhar a mulher encostada em si. – Passaria o resto da vida aqui sendo feliz?Você ainda pode desistir desse casamento!

- Por que me pergunta tão de repente, algo o perturba?

-Eu não quero que abdique de tudo que lhe trás felicidade para embarcar nesse casamento. – disse sincero. Não levaria o matrimônio adiante se isso fosse custar à felicidade de Hinata.

-Gaara – chamou a Hyuuga levando uma das mãos sobre a face do ruivo. Acariciou-o com os dedos carinhosamente vendo-o fechar os olhos involuntariamente com a caricia. - Ninguém vive cem por cento feliz, a vida não é feita só de alegrias às tristezas, os momentos de dificuldades também fazem parte, mas são os momentos difíceis que fortalecem as pessoas principalmente os casais. Eu sei que minha vida não vai ser fácil em Suna, contudo se você estiver ao meu lado isso basta. Me de carinho, cumplicidade, amizade, força e amor, assim eu garanto que a maior parte da minha vida daqui por diante será feliz.

-Só isso lhe basta?- abriu os olhos e a fitou com intensidade, queria ter certeza de que ela não mentiria embora mentiras não combinassem com a Hyuuga.

Para ele que pouco conhecia a felicidade era difícil de acreditar que apenas a presença dele e alguns sentimentos pudessem trazer a felicidade a Hinata. Era difícil que tão pouco – no pensamento dele – fosse o suficiente para uma vida feliz. Tinha muito ainda que aprender!

-Mesmo uma flor no deserto sobrevive com um pouco que seja de água. – firme respondeu com um sorriso gentil. - Seja minha água que me matem viva, e não o deserto que me mata aos poucos. Se for assim eu não me importarei de deixar Konoha e viver em Suna.

Hinata tinha o dom de tocar o coração das pessoas e Gaara não era imune as palavras e olhos doces daquela mulher. Ela o fascinava tudo nela o atraia desde a personalidade até fisicamente. Talvez finalmente tivesse encontrado a pessoa certa para amar, não era sábio desperdiçar a oportunidade.

Gaara aproximou-se lentamente e lhe beijou. Não os beijos sôfregos e desesperadores como de costume repleto de paixão e desejo. Esse era cálido e terno como o reconhecimento da boca amada. Ficaram minutos na carícia que demonstrava muito mais do que palavras até que a respirar começou a ser difícil e tiveram que se separar em busca de ar. As testas unidas, os lábios próximos e os olhos fechados apenas sentindo o cheiro um do outro.

-Acho que estou mesmo gostando de você. – revelou Gaara sem ter certeza que era realmente o que deveria dizer.

-Eu tenho certeza que estou gostando de você. – foi à resposta dela pelo comentário antes de novamente se beijarem.

O restante da noite foi unicamente deles. Não foi repleta apenas de beijos, abraços e carícias, mas também de confidencias. Aproveitaram que estavam a sós para se conhecerem a fundo, pois estavam preste a selar uma união para a vida toda.

Eles queriam se casar, por mais que todos dissessem que seria um matrimonio unicamente focado em negócios entre as duas vilas, os noivos sabiam da verdade: Estavam apaixonados!

Tenten-chan!

A cada dia que passa eu estou mais apaixonada. Nunca imaginei que encontraria alguém que precisasse do meu amor tão longe, é estranho notar que eu precisei ir para outro país para que amor pudesse fazer parte da minha vida.

Eu não sei se terei coragem de usar a camisola que me deu, contudo admito que em algumas vezes eu fiquei tentada a invadir o quarto do Gaara usando aquela roupa profana só para saber se eu conseguiria ficar tão desejável como a maioria das mulheres usando algo sensual. Deixarei para lua de mel!

Estou empolgada em voltar a Konoha, sinto falta das flores de cerejeiras e da brisa fresca, acima de tudo de minha melhor amiga. Esse é um momento que preciso muito de sua ajuda, não quero perder meu noivo, mas estou com dificuldades em lidar com o parlamento de Suna e com a população do país que apenas me vê como uma estrangeira aproveitadora e vulgar. Sinto que poso perdê-lo a qualquer momento simplesmente por não pertencer ao mesmo país que ele nasceu.

Chego em breve, de sua amiga Hinata!

Continua...


N/A: Yoooooooooo desculpem o atraso, eu sei que demorei, mas foi a correria de final de ano e também as aulas da auto escola, mas finalmente estou habilitada. – e colocando as ruas em perigo hahahaha

O capítulo foi curtinho e fraquinho, mas isso é por causa da transição de cenário. Novamente a história vai voltar para Konoha e dessa vez o enredo ficará tenso e deixará o clichê romântico. O que eu quero dizer é que o Gaara e a Hinata terão a primeira briga, o Kiba vai expor todos os sentimentos que escondeu, o Neji vai tentar se aproveitar da briga entre o Gaara e a Hinata e claro ainda terá um pouquinho de outros casais que fazem parte dessa fic. (SACARAM? EU QUERO FAZER SHINO E INO!) O próximo capítulo já está sendo digitado, para que eu não demore tanto assim a postar, ele promete ser longo por isso PACIÊNCIA ao ler galera.

Bom obrigada a todos que leram. ( se eu deixei de responder alguma review que se pronuncie os esquecidos. JURO, NÃO FOI POR MAL!) Vocês fizeram a sua autora feliz!

Eri-chan, como você não me respondeu se betaria "Flor do Deserto" ou não eu resolvi postar.

Beijos a todos e espero REVIEWS de incentivo. ( por mais fracoooooo que esse capítulo tenha sido buáaaa)