Passaram-se algumas semanas. A relação de Harry e Draco renovara-se, pareciam dois tontinhos apaixonados. Fizeram o seu próprio Natal, trocando presentes e promessas que haviam ficado suspensas.

A expulso de Hermione estava já praticamente esquecida em Hogwarts. Estava tudo de volta ao normal. Apesar de tudo Ron sentia saudades da amiga, daquela que Hermione fora durante tanto tempo. O ruivo chorava muito, mal dormia, mal comia; perdera praticamente a razão de viver. Harry e Draco ainda tentavam distrai-lo e animá-lo, mas por mais que tentasse negar também Harry sentia a falta da morena. Ainda não percebia o porquê de tanta maldade. Mas tinha que seguir em frente.

Potter continuava a ter aulas particulares com Dumbledore, que o preparava para o confronto com Voldemort. O que nenhum dos dois esperava era que acontecesse tão rápido…

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Draco e Harry estavam no quarto do Slytherin, os dois riam de alguma coisa estúpida, quando de repente começaram a ouvir gritos. Sobressaltaram-se correndo para fora do quarto.

- Pansy! Pansy! – a rapariga estava no chão ferida, prestes a desmaiar – Oh meu Deus Pansy!, o que se passa? Temos que a levar—

- Dra-co…ahh, ele entrou na escola – a rapariga gemia de dor –eles conseguiram...ahhn…foge.- nisto, a rapariga desfaleceu.

- Harry ajuda-me! Vamos levá-la.

Correram para a enfermaria onde já estavam vários alunos.

- Madame Pomfrey, o que se passa aqui?

- Oh meu Deus crianças! Ponham-na aqui – disse apontando para uma cama vazia – O-quem-nós-sabemos entrou em Hogwarts!

Os dois rapazes entreolharam-se. Tiveram a confirmação sólida daquilo que acontecia. Harry saiu disparado da sala.

- Tome conta dela. Harry! espera!

- Draco tenho que ir – Harry respondeu sem parar de correr.

Draco parou, e ao vê-lo o moreno foi na direcção dele. Draco tinha a cabeça baixa.

-Eii, loiro. Vai correr tudo bem sim?

- Só não morras está bem? Volta para mim vivo…

- Prometo-te. – Trocaram um beijo intenso, como se fosse o último. – Eu volto. Draco agora faz uma coisa. Reúne os alunos que conseguires e luta ou foge meu amor. Mas não morras.

Sorriram e abraçaram-se com força – Prometo.

Harry correu para o Salão, e logo localizou Ron.

- Ron! – disse abraçando o amigo –Estás bem?

-Sim, sim eu estou bem. E tu? O Malfoy está bem?

- Sim, sim, sim, estamos os dois bem. Como é que isto aconteceu?

-Harry, Hogwarts é praticamente impenetrável…só alguém que a conhece bem… -Ron não conseguiu dizer mais nada, apenas olhou para o amigo com um olhar expressivo, como que lhe dizendo o que os dois já desconfiavam .

-Não Ron. Não pode ser… NÃO! Ela não chegaria a tanto…não…

Os rapazes estavam em choque e com lágrimas nos olhos quando no seu campo de visão entrou Hermione com um sorriso sádico no rosto, atacando alunos com maldições, confirmando os receios dos jovens. Sabiam que não podiam fazer nada para falar com Herminone, não havia tempo para tentar mais uma vez chamá-la à razão. Separaram-se, tentando abater o máximo de devoradores da morte que conseguissem.

Harry corria pelo castelo, tentando achar Voldemort, para acabar com toda aquela palhaçada. Já havia feito demasiados estragos. No que dependesse de Harry ninguém mais iria morrer naquela noite. Na sua corrida o moreno viu Draco guiar os alunos com as varinhas em punho, iriam lutar. OMG ele é tão sexy…Harry controla-te não é hora de pensar nisso! Entreolharam-se sorrindo e continuaram os seus caminhos. Não sabiam se se iriam voltar a ver, tinham missões diferentes, em lugares diferentes, mas nunca iriam sair da cabeça um do outro.

Harry procurou por todo o lado aquele que desde há muito fazia a sua vida miserável e encontrou-o como que à sua espera na Torre de Astronomia. Ele estava acompanhado por duas figuras loiras e aristocráticas – os pais de Draco.

-Harry Potter! Vieste a mim! Pensava que ia ter de esperar a noite inteira. É muito rude da tua parte deixares-me á espera tanto tempo.

-Cala-te Tom! És um louco ridículo! O que ganhas com isto? Imortalidade? Claro que sim! Mas digo-te mais Ridlle, a uncica coisa que ganhavas com a tua imortalidade era uma eternidade miserável, sem nada para além da desgraça que te mantenha aqui. Eu tenho pena de ti Tom Riddle por seres um triste louco sem amor próprio e sem amor de alguém!

- Como ousas Harry Potter, faltar-me ao respeito dessa forma! Acaso ainda não viste os tantos seguidores que trago comigo?

- Seguem-te por medo, não por devoção.

Lord Voldemort estava petrificado com a afronta de um rapaz de 16 anos. Os Malfoy que assistiam à cena toda chocados não sabiam como agir.

- Então Tom? Vamos acabar com isto?

De repente uma cabeça loira entra pela Torre.

- Draco meu filho! – Narcissa abraçou o filho, e logo Lucius se juntou a eles.

- Draco… sai daqui, vai-te embora…

Os pais do loiro não entendiam o que se passava, mas nada os preparara para o que estava para vir.

- Não Harry! Eu vou ficar aqui e lutar ao teu lado – e caminhou para o moreno colando os seus lábios por um segundo, entrelaçando as suas mãos.

- ahahaha, que lindo! O amor… ahahaha, ridículo. Draco Malfoy, tu um puro sangue! Ahaha, metido com este mestiço! És a desonra da tua família—

-Cale-se! Nós temos muito orgulho no nosso filho! E se foi Harry Potter que ele escolheu nós vamos apoiá-lo até ao fim. – o queixo de Narcissa caiu com as palavras do marido. Nunca em sonhos pensou que Lucius se pudesse voltar assim contra o seu mestre. Mas com certeza ela apoiava a atitude do marido. Harry olhava o "sogro" incrédulo, e também Draco estava em choque. Pior que todos eles, estava Voldemort, apenas em 10 minutos tinha sido afrontado duas vezes, e ainda por cima por o seu mais fiel seguidor.

- Lucius Malfoy do lado do amor… isto hoje é só surpresas!

Aconteceu tudo muito rápido. Voldemort começara a atacar, lançando maldições para todo o lado, e ao mesmo tempo foi atacado por quatro varinhas em simultâneo com feitiços diferentes. Voldemort viu-se no meio de uma espécie de redoma mágica, um fenómeno raro que acontecia quando pelo menos duas pessoas estavam em sintonia num mesmo objectivo, neste caso: derrotar Voldemort. O Lorde das Trevas foi drenado até à última fagulha da sua magia e depois implodiu, restando dele apenas cinza e pó.

- Acabou. Acabou tudo Draco. – Abraçaram-se emocionados.

- Sr. e Sra. Malfoy, obrigada por…por isto.

- Não tens de que Potter. Já não suportava este lunático a controlar as nossas vidas. – confirmou Lucius.

- Humm, quanto a mim e ao Draco—

- Falamos disso depois. Não se preocupem. Há coisas importante que ainda temos que fazer esta noite.

Dito isto os quatro lembraram-se que em todo o castelo ainda se lutava uma batalha inútil e desceram.

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-Voldemort morreu – todo o Salão parou com o som elevado da voz de Potter. –Voldemort caiu. Acabou tudo.

As lutas pararam, os Devoradores da Morte que já haviam notado algo diferente, pararam de atacar, uns porque já não havia motivo, outros porque sabiam que não iriam sair impunes de toda aquela matança.

- Eu ainda tenho uma missão a cumprir aqui. – uma voz feminina encoou. – Eu só vim com o objectivo de matar uma pessoa, e ainda vai ser cumprido! – Hermione rapidamente se virou para Draco, que estava perto de Harry – Avada Kedavra!

- NÃOO! – Harry gritou empurrando o loiro para o lado, salvando-o da maldição, e salvando-se a si próprio por um milímetro. – Sua cabra! Vais pagá-las!

Harry mal disse as palavras já Hermione estava no chão, atingida por um feitiço lançado por um raivoso Ron!

- Nunca mais voltas a atacar nenhum dos meus amigos sua cabra nojenta – Ron estava fora de si.

Aurores prenderam Hermione, que seria inevitavelmente levada para Azkaban.

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Com a ajuda de todos Hogwats foi reparada, e reaberta duas semanas depois da batalha. Tudo tendia a voltar ao normal, contudo com muitas perdas a contar e muitos traumas. Pansy recuperara e ficara fora de si ao saber o que se tinha passado com aquela-maldita-sangue-de-lama!.

Durante o pequeno almoço, o ambiente estava um pouco sombrio na mesa dos Gryffindor, onde Harry estava com Ron e Ginny. Eles estavam devastados com a traição da amiga.

Uma coruja imponente, facilmente reconhecida como a coruja dos Mafloy, sobrevoou a mesa vermelha e dourada, depositando um envelope elegante, com o símbolo dos Malfoy, em frente a Harrry Potter.

Harry sabia que a carta não era de Draco, aquela não era a sua coruja. Abriu a carta a medo.

Caro Sr. Potter,

É com prazer que o convidamos para um jantar informal, no próximo fim-de-semana na nossa Mansão. Será tudo tratado com o Director para que o Sr. e o Draco possam vir passar o fim de semana a casa. Será recebido com muito gosto na nossa nobre casa. Espero que aceite, e compareça.

Cordialmente,

Lucius & Narcissa Malfoy

O coração de Harry batia descompassadamente. O moreno olhou para o namorado, que lhe sorriu travesso, Ah! Sabias de tudo e não me dizias nada!

Harry apesar de estar prestes a ter um colapso nervoso, sabia que tudo iria correr bem.

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Peço muita muita muita desculpa por não ter publicado antes! Já devia estar há dois dias! Mas foi mesmo impossível! :D

Bem, mais um capítulo, o penúltimo! Pensei que este seria o último mas surgiu-me uma ideia nova. Espero que gostem e deixem REVIEWS!