Capitulo 7 – Reencontro.


Albus não parava de correr os olhos por toda a estação. Sua concentração em achar seu melhor amigo era tão grande, que nem ligava para as baboseiras que seu irmão falava ao seu lado, tentando irrita-lo. Seus ombros caíram ao ouvir o último apito de partida do trem, sentiu seu pai tocar-lhe o ombro. Olhou-o nos olhos sorrindo.

_ Sentiremos saudades Al. E não se esqueça de me escrever se algo te aborrecer na escola, caso seu irmão fique no seu pé, sabe que pode recorrer a Lily para dar-lhe uns puxões de orelha, não sabe? – Ambos riram se abraçando.

Os olhos verdes caíram no lago puramente azul que eram os olhos de Lily.

_ Promete que dessa vez vai realmente me escrever? – pediu ela já pendurada em seu pescoço.

_ Todos os dias.

_ Mentiroso, mas estarei esperando mesmo assim.

As mãos de nosso pai a afastou de seu abraço. Sorriu para ambos e subiu no trem sem desviar dos olhos de sua maninha. Fechou a porta e se pendurou na janela. A Maria fumaça logo começou a se mover e todos no trem e fora dele começaram a acenar.

Al percorreu todo o trem e averiguou cada cabine atrás de Scorpius, estava louco para contar tudo que passara nas férias de natal, mas no fundo queria era saber se seu amigo estava bem, pois Scorpius mesmo lhe prometendo escrever, não lhe enviou uma carta sequer.

Albus só o foi encontrar na última cabine do trem, sozinho e olhando como sempre a paisagem que se desenhava por trás daquela janela. Sorrindo, sem nem ao menos perceber, entrou na cabine. E quando os olhos mercúrio de seu melhor amigo encontraram os seus, Al sentiu o mesmo frio na barriga que sempre sentia quando esses olhos de lua cheia o miravam. Mas nada poderia explicar era sua fascinação pelos sorrisos de Scorp, que não demorou em lhe presentear com o mais bonito de todos, aquele que tomava cada canto do rosto fino de seu amigo, o fazendo brilhar como um diamante a luz do luar.

_ Al. – Scorp o cumprimentou sorrindo.

_ Scorp. – acenou jogando se no assento em frente ao de Scorpius. – E aí como foi o seu feriado? – perguntou de maneira gentil e com um sorriso doce brincando em seus lábios.

Scorpius deu de ombros.

Albus jamais entendeu essa mania que Scorpius tinha de se manter inabalável.

_ Bom, um jantar de natal com meus avós. – disse ele indiferente. – E não é como se eu pudesse aproveitar minha nova casa com esse frio horroroso. – disse o loirinho lançando um olhar atravessado para a paisagem que se desenhava completamente branca por trás da janela embaçada.

Albus riu.

_ Mas você gostou da sua nova casa? – perguntou Al, sabendo que amigo gostaria de ouvir aquela pergunta já que passou o último mês inteiro falando da casa que o Sr. Malfoy havia comprado unicamente e exclusivamente por causa dele. E foi com imenso prazer infantil que viu seu amigo sorrindo de maneira quase arrogante.

_ Aposto dez galeões que é mil vezes melhor que a sua Al.

Albus girou os olhos.

_ Impossível. – disse em um tom ainda mais superior.

_ Altamente provável. Mas sabe, um dia gostaria que fosse passar as férias lá para que possa conhecer meu riacho.

Os olhos de Al se arregalaram e foi então que Scorpius realmente sorriu presunçoso.

_ Um riacho? – perguntou.

_ O mais lindo de todos. – disse ele estufando o peito. Al deu-lhe um chute na canela. – Ei! Porque fez isso? – indignou-se o loiro.

_ Como nunca me falou que em sua casa tinha um riacho? – perguntou ultrajado ao amigo.

_ Por que... Sei lá Al, mas precisava me agredir? Madame Pomfrey vai ter que amputar minha perna depois disso... – choramingou seu amigo, fazendo Al girar os olhos perante o exagero de suas palavras.

_ Não exagera Corp.

_ Já falei para não me chamar assim. – avisou o loirinho ficando irritado.

Albus sorriu, dando de ombros.

_ Eu gosto. Não sei quão bizarro pode ser o nome Corp? – perguntou sorrindo afetado.

_ Pois meu nome é Scorpius. Mas quem sou eu para pedir que você entenda! ? – Emburrou-se o loirinho.

_ Não vai me perguntar como foram as minhas férias? – pediu Al sorrindo.

Scorpius bufou resignado, mostrando que ainda permanecia com raiva.

_ Não estou falando com você no momento, afinal não falo com pessoas que tentam amputar minha perna em uma agressão deliberada. – disse o loiro raivoso e muito ressentido.

Albus respirou fundo e se sentou ao lado do amigo, amolecendo as próprias feições.

_ Desculpe, não foi minha intenção te machucar. Você me perdoa Corp? – disse Al com sua voz doce e olhos pidões. Ele sabia que Scorpius não permanecia indiferente aos seus olhos de cachorro abandonado, tanto que ele não demorou muito a suspirar.

_ Como foram suas férias de natal? – disse num tom que ainda permanecia indiferente e seus olhos se recusavam em olha-lo.

Al sorriu.

_ Um desastre, como você mesmo me disse que seria. – disse voltando ao seu lugar, sentindo os olhos de Scorpius o acompanhar. – Da família de minha mãe são raros os que ainda olham na minha cara, mas eu nem ligo. – disse dando de ombros. Mas ambos ali sabiam o quanto Al ligava para aquilo.

_ E o que houve? – perguntou Scorpius ainda com um pouco de indiferença e ofendido pelo roxo que com certeza ganharia na perna.

_ Eu briguei com todos em plena ceia de natal. – disse dando de ombros. – Quer dizer, com a com a maioria pelo menos.

_ E sua avó? – Scorpius escondia sua preocupação com o tom de curiosidade, quase de indiferença.

_ Não me importo. – e esse era o sinal de Al para dizer que não entrar em detalhes neste assunto. Assim como o de Scorpius era quando falasse "Eu não ligo"

_ Aposto que James estava no meio. – disse Scorpius sem esconder seu desagrado pelo seu irmão.

Al sorriu dando de ombros.

_ Mais ou menos, mas o melhor de tudo Corp é que James agora está do meu lado.

E com o sorriso que Albus despejou pela cabine Scorpius soube o quanto somente por aquilo seu amigo se sentia melhor. Mesmo que Albus não dissesse ao loiro, este sabia o quanto o moreninho sentia falta do irmão e do que os irmãos faziam, mesmo não tendo a mínima ideia do que fosse.

Mas mesmo se acalentando com o sorriso de Albus, mesmo assim ele desviou o olhar para o manto branco da paisagem lá fora, tentando ignorar uma contração em seu estomago, sinalizando que algo naquelas palavras não o agradou.

Albus olhou o amigo se recolher de repente e mesmo sem perguntar já sabia do se tratava.

_ Eu contei a ele que você é meu melhor amigo. – as cotas cinza o encararam surpresas. – disse a ele que se quisesse meu perdão teria que aceita-lo também, afinal você é muito importante para mim Corp. – disse Al em um tom carinhoso e com um sorriso doce nos lábios.

Albus viu quando as bochechas de Scorpius se coloriram de rosa e naquele momento percebeu como seu amigo era bonito, mas não comentaria isso com o Scorpius, afinal sabia que esse comentário neste momento só o aborreceria.

_ A volta este ano para Hogwarts será realmente empolgante!

Scorpius assentiu perante a animação do amigo.

oOo

Harry tinha acabado de sair furioso do gabinete do Ministro, acreditava que nem esse adjetivo poderia explicar o quão irado estava com aquele homem. Era nesses momentos que pensava se realmente não seria melhor somente ficar em casa com Lily, não era como se precisasse trabalhar, só o fazia para manter a mente ocupada.

Mas o Ministro só podia ser insano para praticamente obriga-lo a fazer algo assim. Ele duvidava que o homem tivesse algum bom senso, pois era de conhecimento público que sua rivalidade com Malfoy, mesmo ainda em Hogwarts, era algo que dificilmente um dos dois pudesse ignorar tão facilmente.

_ Sr. Potter isso é só uma rixa meramente infantil... Blá, blá, blá... – disse Harry em uma imitação da voz rouca do Ministro. Bufou irritado. – Diga isso então a Malfoy e a sua varinha. – resmungou ele para o vazio dos corredores.

Entrou no departamento de aurores bufando e soltando fogo pelas ventas. Pelo canto dos olhos viu os olhares apreensivos de todos os seus subordinados, mas os ignorou enfaticamente ao bater a porta de sua sala com força.

Jogou-se em sua cadeira e puxou os cabelos com força. Fazendo assim a dor em sua cabeça piorar ainda mais. Mas para Harry naquele momento isso era muito bem vindo, era a distração que precisava para não sair dali e correr até o departamento de inomináveis e quebrar a cara daquele loiro maldito.

_ Malfoy, Malfoy em uma... Malfoy em uma missão... – riu com amargura. – Insanos... Todos estão insanos só pode... – se lamuriou ainda mais irritado.

Dois toques em sua porta o obrigaram a respirar profundamente. Afinal não tinha nada com o que se preocupar pelo menos não dali até o final de julho. Suspirou pesadamente antes de mandar seja lá quem for entrar. Algo lhe dizia que sua vida estava preste a mudar, e se envolvia Malfoy, para melhor é que não era.

_ Entra.

oOo

_ Albus, eu não estou acreditando nisso! – Scorpius cruzou os braços, irritado com o amigo que ainda estava deitado na cama. Scorpius às vezes desconfiava se o chapéu não tinha pirado na hora de colocar Al na sonserina. – Está se comportando como um Lufa, anda, levanta.

_ Não. E para sua informação os Lufa-Lufas são bem legais.

Scorpius com puxão só, retirou o coberto que cobria o corpo do amigo.

_ SCORPIUS!

_ É isso que ganha por falar merda, anda logo Albus não me faça azara-lo para te colocar embaixo de um chuveiro de água fria, não vou mais chegar a nenhuma aula atrasado por sua culpa. – disse o loirinho bravo e ignorando o bico de dengo e ressentimento de seu amigo.

_ Eu não te pedi para ficar e me esperar. – disse outro com manha, fazendo Scorpius revirar os olhos.

Às vezes Scorpius também se perguntava por que ele ainda era amigo de Albus.

A diferença tanto física quanto psicológica era visível à milhas de distância, mas lá estava ele se sentando na cama ao lado do amigo e sorrindo. Ele não sorria nem para acalmar seu pai. Sua sanidade se perdia em algum ponto entre Albus e a sua força de vontade.

_ Albus, o que aconteceu?

O moreno deu de ombros.

_ Nada importante, eu só não quero descer Corp.

Ignorou mais uma vez o apelido horroroso, se aproximou mais do amigo que olhava para as próprias mãos, nervoso.

_ Ontem à noite você chegou estranho e agora não quer descer, por acaso não confia em mim? – perguntou de maneira sentida, pois sabia que Al se resignaria e acabaria por contar-lhe a verdade.

_ Claro que confio, mas que coisa para você dizer. – disse o moreno cruzando os braços, irritado.

_ Pois eu acho que não é tão absurdo assim, pois é como você está se comportando. – disse Scorpius se fazendo de ofendido e se pôs de pé, mas não se afastou, ficando ainda ao alcance do amigo. – Mas tudo bem, se não quer me falar eu vou descer, arrumarei uma desculpa para justificar sua ausência aos professores...

Tirou os olhos do rosto agora corado e deu as costas a Albus, quando fez o primeiro movimento para se afastar, uma mão segurou seu braço em um aperto fragilizado, fazendo um sorriso brotar em seus lábios.

_ Não vai, é que... – choramingou o amigo, fazendo Scorpius se virar com a face séria e encarar o alto da cabeleira preta desgrenhada.

Colocou uma mão em cima da que ainda segurava seu braço. Olhos verdes o encararam com gratidão.

Sorriu.

_ Somos amigos Al, não podemos esconder nada um do outro, não foi isso que você me disse uma vez? – o moreno assentiu corando.

_ Promete não ri? – disse Albus, fazendo-o erguer uma sobrancelha. – Prometa, se não eu não conto. – disse o menor emburrando-se.

A coisa poderia ser séria, pensou Scorpius, assentiu e voltou a se sentar de frente para o amigo, cortando o contato de suas mãos.

_ Prometo.

Al assentiu.

_ Sabe aquela menina do segundo ano, a Lívia? – Scorpius assentiu, sabendo de quem se tratava e começando a sentir arrependido por ter insistido no assunto, quando a imagem do seu melhor amigo sentado com a rapariga morena veio a sua mente.

Todos poderiam chamar isso de ciúmes, mas Scorpius não se incomodava com a definição do que estava sentindo. Afinal estava acostumado a ter tudo somente para si. Albus escolheu ser seu amigo, então Scorpius não era obrigado a dividi-lo com aquela rapariga morena e de sorriso fácil. Tudo bem que era uma sonserina, mas e daí? Ele não ia com a cara dela e pronto.

Scorpius foi arrancado de seus pensamentos ao sentir a cama se movimentar. Seus olhos acompanharam Albus se levantar e começar a andar no quarto de uma maneira que ele só fazia quando estava terrivelmente nervoso.

Franziu o cenho, confuso e desconfiado.

_ Albus se você não falar, eu não vou conseguir adivinhar... – disse parando a caminhada nervosa do amigo ao colocar as mãos nos ombros do menor. – O que ela te fez?

O tom de repúdio era claro em sua voz. Albus sorriu agradecido. Agradecido?

_ Albus... – Scorpius o chamou desconfiado.

Albus corou.

_ Ela me agarrou ontem.

_ Como? Ela te bateu? Você apanhou de uma mulher Albus? – disse Scorpius o largando e franzindo o cenho ao ver o amigo cruzar os braços, irritado.

_ Claro que não. – Albus voltou a corar. – É que elamebeijou...

_ Como?

Os olhos verdes o fuzilaram.

_ Fale direito senão eu não te entendo. – disse, começando a se irritar.

_ Ela me beijou...

Albus agora estava totalmente vermelho.

Scorpius arregalou os olhos surpreso. E uma vontade de gargalhar tomou conta de Scorpius, mas ele se segurou.

_ Mas por quê? – perguntou e poderia ri com a cara de pavor do amigo.

_ Eu sei lá, estávamos nós dois lá embaixo, sentados no sofá conversando como sempre. Aí aquela doida sem mais nem menos foi e me beijou.

_ E você? – tentando esconder seu divertimento da história.

_ O que tem eu?

Scorpius riu fracamente.

_ Albus, o que você fez?

_ Sai correndo, o que mais eu poderia ter feito? – Scorpius viu o amigo voltar a se sentar na cama e brincar com as mãos, nervoso. – Acha que eu fiz mal?

Scorpius poderia ter sorrido, pois se perguntava também como alguém tão inocente assim poderia ter vindo para na sonserina?

Sentou ao lado do menor e bateu no ombro dele, em uma camaradagem particular.

Albus sorriu ainda constrangido.

_ Eu acho que se fosse comigo, eu também fugiria. – confessou sincero.

Olhos verdes o encararam grato. Poderia ter corado se já não tivesse se acostumado com eles.

_ Promete não falar disso com os outros dois, Paul e Rian? – pediu Albus.

Scorpius sorriu.

_ Prometo, mas por quê? Acha que eles tirariam sarro da sua cara? – perguntou o loiro sorrindo.

Albus deu-lhe um empurrão irritado.

_ Sabe que sim, lembra que semana passada os dois estavam se gabando por terem beijado aquelas meninas da Corvinal. – Scorpius assentiu fingindo seriedade.

Albus se levantou irritado.

_ Idiota, vai, ria de mim... – disse ele se emburrando, fazendo bico.

_ Al, eu acabei de confessar que também faria o mesmo que você, eu só estou tentando não te deixar sem jeito. – disse Scorpius começando a ficar irritado. – Anda logo e se arruma, prometo que mantenho aquela menina bem longe de você.

E sem precisar de resposta, Scorpius saiu para sala comunal.

oOo

Albus entrou no Salão como todos os dias, rodeado por sonserinos. Não porque todos ali eram seus amigos, ou que gostava de sua companhia, muito pelo contrario sua conversação e amizade na sonserina se resumia aos dois colegas de dormitório, três meninas do segundo ano e claro seu melhor amigo. As outras pessoas que acabava por rodeá-lo nada mais eram do que uma norma da sua casa, pois mesmo a maioria não o aceitando no meio deles, não permitiria que os membros das outras casas soubessem dessa informação para tirarem aproveito.

Sonserinos eram reis na arte da dissimulação. E Albus aprendeu essa lição mais rápido que a matéria de transfiguração.

Observar seu melhor amigo também ajudava.

O Salão estava lotado como sempre e como sempre desde que retornou das férias, se sentava no meio entre Scorpius e Paul e sorria para seu irmão. James estava voltando a ser o irmão que sempre fora, brincalhão e super protetor. Mas mesmo com James lhe protegendo da maneira dele, sem colocar nem a reputação dele e nem a pouca que Albus tinha em risco. Afinal sonserina e grifinoria ainda eram as casas mais rivais naquele castelo.

Nem James, nem Albus queria colocar seus pescoços à prova para mudar a conduta de todos. Então a relação deles naqueles meses que se seguiram, foram de sorrisos no café da manha, almoço e jantar; e poucas conversas na beira do lago, o mais afastado possível do castelo.

O correio logo tomou conta do Salão, as corujas adentraram com força total. Albus logo viu com o semblante meio curioso, meio preocupado a coruja preta salpicada de branca do seu pai, adentrar o salão e depositar uma carta no prato de Jamy e depois vir ao seu encontro, pousando quase em cima de seu prato e estendo a pata onde uma carta estava amarrada.

Albus desamarrou a fita vermelha que seu pai costuma usar e pegou a carta nas mãos a abrindo com cuidado, enquanto a coruja beliscava seu pão e levantava voo em seguida.

_ Recebi uma carta do meu pai. – disse Albus a Scorpius que também mostrou que recebeu uma de seu pai.

_ Lê primeiro Al, depois você pensa o pior. – aconselhou Scorpius com seu tom arrastado. Albus assentiu, finalmente lendo a carta, em vez de somente ficar encarando-a.

Oi Filho, Tudo bem por ai?

Espero que James esteja cumprindo o que lhe prometeu se não, avisa James que mandarei Lily para ele. (Al sorriu)

Sei que deve estar pensando em mil coisas para o que me levou a escrevê-lo, não se preocupe eu e Lily estamos bem, sobrevivendo piamente à comida de Monstro.

Al o que me levou a escrever talvez também não te agrade, mas é que surgiram uns imprevistos. E como sei que falta menos de dois meses para que as aulas se encerrem, terei que pedi para que fique na escola.

Tenho um caso complicado em mãos e não sei quanto tempo levarei para soluciona-lo. Como sei que esta em seus sonhos mais distante passar as férias na casa de sua avó, eu quero que mostre essa carta a Diretora McGonagall, como minha autorização para que permaneça ai nas férias.

Sinto muito Al. Lily esta inconformada que não possa ir passar as férias com você em Hogwarts, mas ela vai superar então não se esqueça de escrever a ela durante esses tempos.

Talvez te agrade em saber que pode ocorrer de Scorpius Malfoy ficar com você por ai também, o pai dele esta no caso comigo. (Mesmo não me contando abertamente que ele é seu amigo, não me impediu de descobrir, depois conversamos sobre isso.).

Pedi a James para escolher aonde quer passar as férias, mas acredito que ele volte para a casa de sua avó. Então se cuida Al.

Qualquer coisa me escreva não importa o momento e se precisar eu volto correndo.

Diga ao pequeno Malfoy que lhe faça companhia, pois me corta o coração em saber que você corre o risco de ficar em Hogwarts sozinho. (Eu sei que você não se importa, mas é horrível não ter um amigo para conversar.).

Mandarei roupas extras em breve pela lareira da direção. McGonagall deve entrega-la a você.

Já sabe qualquer coisa, eu disse qualquer coisa, me escreva, sua coruja é esperta ele me achara.

Beijos e abraços com amor.

Papai.

oOo

Al ainda leu a carta duas vezes, antes de a voz de Scorpius chegar ao seu entendimento.

_ Papai vai trabalhar nas férias.

Albus olhou o amigo. Scorpius ainda encarava a carta que estava segura firmemente em seus dedos.

_ O meu também, papai comentou que vai viajar com o seu. Estão nesse caso juntos. – informou Al, a voz fraca deixando somente Scorpius ouvi-lo.

Olhos cinza o miraram com uma sombra de tristeza e raiva. Albus sabia o por que. Scorpius não o deixara esquecer que viajaria aquele ano para a Bahamas, a primeira viagem dele com o Sr. Malfoy, somente. Scorpius estava eufórico com a viagem, contava os dias para as férias.

E foi com pesar, que os olhos verdes viram o melhor amigo sair do salão como furacão albino.


Nota: Tenho até vergonha de aparecer aqui depois de tanto tempo *-*

E como presente de natal atrasado ¬¬ e para iniciar um ano mais feliz - uhuhuhuuUUUuuuuUuu

ai esta mais um capitulo fofys de U.L

Tambem esta vindo por ai um capitulo fresquinho de Diario de um Vampiro... ^^

Mas tambem tenho uma noticia ruim, não sei quando o proximo capitulo vem, pois vou tentar adiatar o serviço. Quando eu tiver pelo menos uns bons capitulos adiantados eu volto a postar.

Ultrapassado Limites travou em minha mente, estou com uma baixa de criatividade nessa fic e para nao estraga-la vou mante-la em hiatus até segunda instancia... =(

Mas prometo tentar nao demorar e quem sabe nao vem fic novinha por ai como Alem da Razao... =)

Um beijo lindo para minha beta linda linda

E um super abraço a todos vcs meus anjinhos e bom 2012, pois tenho certeza que o natal de vcs foi maravilhoso... ^^

;* se cuidem e comentem mesmo querendo me matarem com a demora, mas lembrem-se EU AMO VCS... kkk =)