A Guarda-Costas

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Naobi Chan que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Edward Cullen, o presidente de uma importante companhia, está ameaçacado de morte, contacta uma empresa de segurança e eles lhe enviam sua melhor guarda-costas: A agente Bella Black.


Capitulo 7 – Complicações

— Emmett, você deve ir – repetiu Bella pela milionésima vez.

— Você sabe que eu não vou fazer isso, então não insista – ele repetiu também

Depois de chegar da festa de noivado e deixar Edward em sua cama depois de tomar uma tília, Bella e Emmett se trancaram na biblioteca para discutir o óbvio…

— Emmett...

— Não! – ele a interrompeu – Porra Bella, estamos falando de Aro Volturi, que para piorar as coisas é o "tio" do Cullen, você não vai ficar sozinha nisso.

— Posso e vou fazer, pela manhã vou ligar para Garrett e te obrigara a ir – ela ameaçou.

— Quando Garrett souber da razão pela qual quero ficar, vai me suplicar que o faça, acredite em mim.

Bella negou com a cabeça e deu a volta escondendo as lágrimas.

— Bella… — Emmett a chamou, mas não obteve resposta – Bella… — tentou de novo.

— Estou bem – disse ela com a voz abafada.

Emmett se aproximou dela e a rodeou em seus braços.

— O que foi pequena? – perguntou em um sussurro.

— Não quero que esteja aqui… se algo falhar… não poderei suportar… se você… alem disso não poderei com isso – murmurou.

— Estou dizendo, mas não me escuta – disse Emmett escondendo um sorriso.

— Não falo da parte física, sabe que poderia chutar a bunda do Aro com os olhos fechados. – se defendeu.

— Então? Não estou entendendo.

Bella levantou a mão esquerda e mostrou para Emmett.

— Isso é o que eu chamo de boa pedra… – sussurrou – é isso está incomodando você?

— Cullen me deu – ela sussurrou.

— E? Não vejo o ponto… sei que sou meio bruto, assim que me explique. – Emmett pediu.

— É um anel de compromisso.

— Isso eu sei… sou tonto, mas meus neurônios chegaram até esse limite – se queixou.

— Me sinto mal usando – disse com a voz rouca – Sinto que estou sendo infiel.

— Bella… — murmurou Emmett abraçando-a.

Ela chorou em seus braços, como fizera tantas vezes. Após alguns minutos, pareceu relaxar um pouco, precisava desabafar, sentiu um ombro amigo para consolá-la.

— Quando tempo já se passou? – Emmett sabia a resposta, mas queria que ela respondesse.

— Dezessete meses…

— Ainda dói?

— Muito...

— Não foi sua culpa.

— Cale-se Emmett! Não tente negar-me o evidente, foi minha culpa – Bella gritou.

— Está bem… vamos deixar que nós pensamos de maneira diferente sobre o que aconteceu, mas eu queria chegar em outro ponto – disse Emmett abraço-a novamente. – Conhecia Jake perfeitamente, era meu melhor amigo desde que eu tenho memória, e ele não estaria de acordo que fosse mortificado desta maneira. Eu já lhe disse mil vezes e nunca me escuta.

— Não posso...

— Pode e o fará… quem sabe não hoje nem amanhã, mas conhecerá um homem que saberá curar suas férias.

— Emmett… não acho que possa fazê-lo. O único homem que podia fazer está morto – Bella soluçou.

Emmett suspirou e a apertou um pouco em seus braços.

— Quer que eu durma com você? – perguntou no seu ouvido.

— Por favor – suplicou.

Sem dizer outra palavra, levantaram-se e foram para o quarto ocupado por Bella, deitaram na cama e em seguida, cairam nos braços de Morfeu.

...

Na manhã seguinte Edward, acordou com um tipo de ansiedade no peito. Durante toda a noite mal tinha dormido, os acontecimentos da noite passada não deixavam de repetir em sua mente.

Nesse momento agradecia que Bella estivesse ao seu lado, tinha sido muito eficiente, dois dias por tê-la trabalhando para ele já tinha interceptado um possível ataque a sua irmã. E não se arrependia de tê-la por perto, ela era exatamente o que eu precisava, eficiência e discrição.

Levantou-se depois de um banho e desceu para encontrar Bella e Emmett sentados no sofá grande sala de estar discutindo em voz baixa, não poderia estar certo, mas ele pensou que ouviu o nome de seu tio Aro entre murmúrios, parecia absurdo, então ele foi tomar café da manhã depois de dar-lhes um bom dia.

Bella repreendeu para Emmett por não ter mais cuidado. Edward parecia adorar o seu tio-avô Aro, se ouvi-los dizendo que era o provável autor do pesadelo que envolvia todos os Cullen seriam demitidos, e nada como eles poderia acabar com esse assunto antes do possível. A metade dos detetives do pais não sabiam fazer seu trabalho, e a outra metade estavam comprados pelo próprio Aro, inclusive a policia poderia estar metida nesse embrulho. Eram eles uns dos poucos que poderiam acabar com isso, alem de poder ter uma estreita colaboração com o FBI, graças ao passado de Bella nessa organização.

Era sábado, então Edward decidiu tirar o dia de folga, a noite anterior tinha tido muitos acontecimentos, a sua mente precisava de uma pausa, então ele se trancou em seu escritório para pensar… era muito cedo, mas não conseguia lidar com a necessidade de usar um copo e tentando planejar algo para acabar com tudo logo.

Segundo as palavras de Bella na noite passada, o FBI estava começando a meter o nariz nisso. Não lhe dava boa sensação, que significava que era muito mais complicado do que inicialmente se temia em um primeiro momento.

Alguém queria fazer dano, esse tal "vampiro" do que falavam Emmett e Bella, não sabia quem era nem o que buscava, mas estava certo de que tanto ele como sua família eram um obstáculo para ele e não pensaria muito antes de os tirar do meio do caminho.

Esse pensamento fez que se estremecesse, lembrou que o tal Stivens tinha fotos de Alice, a havia seguido durante toda a semana para saber que fim… isso os deixava arrepiado, havia sido tão egoísta em contratar um guarda-costas para ele, e deixar de lado sua família… isso não estava bem. Tinha que pensar um pouco deles. Seus pais e suas irmãs eram inocentes em tudo isso, só era apenas a isca com a qual jogavam para que Edward pegasse e expunha o que eles desejavam...

Uma batida na porta o fez dar um pulo e o conteúdo do copo cair no chão, amaldiçoou baixinho e resmungou um "passe", que soou quase como um latido. Bella entrou no escritório e olhou em volta, a primeira vez que ela esteve lá, não teve oportunidade de olhar com atenção ao seu redor.

Era uma grande sala com várias prateleiras que revestiam as paredes cheias de livros e algumas outra comemoração, também tinha um par de imagens com padrões abstratos que para Bella soaram fria e impessoal. As paredes de uma cor acinzentada deram toda a aparência de sobriedade. O tapete vermelho sangue era a única nota de cor, tanto como as prateleiras como a mesa principal eram de uma cor de mogno muito escuro.

Mesa onde Edward estava sentado limpando suas calças com um guardanapo e cara de poucos amigos. Quando a viu deixou que seu gesto se suavizasse, mas ainda tinha a mandíbula ligeiramente apertada as mãos em punhos.

A Bella não lhe custou imaginar o tormento que estaria passando, sua família foi ameaçada e ele não podia fazer nada. O sentimento de impotência devia ser devastadora.

— Falei com Garrett a uns minutos – sussurrou Bella sentando-se em frente a ele.

— Tem alguma novidade? – perguntou Edward em tom sério.

— Sim… Stivens contou tudo – disse ela com um sorriso.

— Algo relevante? – Edward voltou a perguntar.

— Você ficaria surpreso se eu contasse… mas isso é algo que não te convém saber, já está muito envolvido nisso. É melhor que continue na ignorância.

Edward rosnou e olhou para Bella com os olhos quase saindo de suas órbitas.

— Minha família está envolvida nisso e é minha culpa, o mínimo que mereço é saber o por que – quase gritou.

— Concordo, mas será em seu tempo – o tom de Bella era frio e cortante, podia compreender as preocupações de Edward, mas ela sabia que uma palavra e tudo poderia estar perdido. – É melhor se acalmar, só queria dar-lhe um susto com fotos de Alice, realmente não ia lhe fazer dano.

— Tem certeza disso? – Edward perguntou aliviado.

— Sim… além disso, o FBI começara a colaborar conosco, o caso também é seu. Vão nos enviar agentes encobertos.

— Espero que saibam fazer seu trabalho – Edward grunhiu.

— Saberiam, os conheço e sei que são os melhores – tentou tranqüilizar Bella – Não há nada especial para hoje? – perguntou ela. Edward negou com a cabeça. – Nesse caso, eu vou conversar com Emmett, que insiste em ficar – disse rodando os olhos.

Bella se pôs de pé e avança até a porta.

— Esse tipo… o "vampiro" do que falava a noite com Emmett… é tão mal assim? – Edward perguntou.

Bella suspirou e virou para encará-lo.

— Não é que seja mal em si, tem dinheiro, muito dinheiro e está acostumado a obter sempre que quer – explicou Bella – é ambicioso, pelo o que suspeito que quer sua empresa, é seu obstáculo e quer te tirar do meio. Mas são somente suspeitas… não posso garantir nada.

— Conhece seu nome real? – ele perguntou de novo.

— Sim – respondeu Bella.

— Quero saber quem é.

— O que vai fazer Edward? Denuncia-lo? – ela gritou – É um homem que tem atrás dele mais de vinte advogados, inclusive pode chegar a comprar o juiz.

— Eu também tenho dinheiro e advogados – Edward resmungou.

— Não duvido, seus advogados seriam muito eficientes – espetou Bella – mas não valerá de nada quando defenderem a ele, estou apostando que serão os mesmos.

— Meus advogados estão apenas a meu serviço, só trabalham para a empresa – Edward disse, franzindo a testa.

— Por isso não duvido.

— Você está me dizendo que esse "Vampiro" – disse seu nome com o ódio – é alguém de dentro da empresa?

— Sim – Bella assegurou com convicção.

Edward se levantou em um salto e chegou a ficar na frente de Bella com dois passos largos.

— Exijo que você me diga quem é! – Ele gritou.

Bella riu.

— Você não tem direito de exigir nada… — cuspiu – e não posso dizer. É confidencial.

— Um guarda-costas com assuntos confidenciais? – Edward perguntou com sarcasmo – Por favor! Você trabalha para mim e tem a obrigação de me dizer.

— Eu não trabalho para você – sussurrou Bella.

— O que você quer dizer? Eu não rescindi qualquer contrato – disse Edward confuso.

— Tão pouco eu assinei – Bella concluiu. – Seguirei no caso, mas agora como agente especial… eu não serei somente sua guarda-costas. Senhor Cullen.

Bella deu um aceno e saiu da sala que de repente começou a parecer muito pequena. Não sabia porque eu tinha aceitado o pedido de Harry para voltar ao corpo, não sabia porque tinha decidido voltar a fazer o que tinha lhe feito tanto dano. Mas algo dentro lhe disse que estava fazendo a coisa certa. Agora voltar a ser uma agente do FBI, agora estava enfrentando seus medos, seus piores medos. Estava enfrentando a morte de seu marido. Uma morte que sentia extremamente culpada.

Caminhou hesitante em direção ao exterior da casa e sentou-se nos degraus da entrada principal. Sua respiração era irregular e seu coração bater descontrolado. Encolheu os joelhos ao peito e respirou profundamente alguns minutos. Precisava de ar fresco, precisava esquecer tudo o que tinha acontecido à um ano e meio atrás.

Ela ouviu um barulho e olhou para cima assustada, na frente dela tinha um entregador com um pacote nas mãos.

— Edward Cullen mora aqui? – perguntou com voz trêmula.

— Sim – disse Bella friamente.

— Tenho uma entrega para ele… poderia assinar? – disse estendendo uma caneta e uma pasta.

Bella assinou o recibo e olhou para o menino com os olhos semi-cerrados. Algo que nele não era normal, estava muito nervoso, suando apesar do frio de Chicago no outono e tão pouco era capaz de segurar seu olhar. Ele olhou sobre o ombro do rapaz a caminhonete e era uma van branca simples, sem logotipo… isso a fez franzir a testa.

Ela pegou o pacote e inspecionou do lado de fora…

— Não tem remetente… quem mandou? – perguntou com cautela.

— Dês… desculpe, eu não… Eu não tenho nenhuma in… informação – o menino gaguejou.

— Está bem – Bella grunhiu.

O menino virou-se e foi quase correndo para seu carro, Bella não perdeu qualquer detalhe de cada um dos seus movimentos, até mesmo memorizado o número da placa apenas no caso de que fosse necessário. Quando a van se perdeu rua abaixo pegou seu telefone e discou o número de Emmett.

— Saia agora, é trabalho – disse simplesmente antes de desligar.

Emmett estava ao seu lado em segundos e olhou para o pacote de Bella intermitentemente com sua testa franzida.

— O acabam de trazer… sem remetente – disse ela deixando o pacote no chão com cuidado.

— Você acha que isso é…? – Emmett deixou a frase inacabada.

— … Uma bomba? Eu não sei – deu de ombros – Eu vou ligar para o Harry para ver o que ele pensa… vou dizer-lhe para que envie o Whitlock.

Emmett levantou uma sobrancelha interrogativamente, mas Bella não continuou falando, e ligou para Harry de olhos quase fechados…

.

Vinte minutos depois, um sedã preto estacionou em frente da casa de Edward, um rapaz loiro, vestido informalmente e usando óculos escuros, aproximou-se deles, andando devagar. Um sorriso emoldurava seu rosto e ao ficar de frente para Bella sorriu para o lado.

— Quando me disseram que tinha voltado, não pude acreditar – disse o garoto sem perder o sorriso.

— Só por um tempo… não se acostume – disse Bella golpeando seu estomago de brincadeira.

— Precisa de mim para que? – perguntou passando um braço por seus ombros.

— Esse pacote… acabou de chegar e não tem remetente – apontou o pacote a dois metros deles ainda no chão.

— Irei buscar meus equipamentos – beijou a testa de Bella e logo foi para seu carro.

Edward saiu nesse momento de sua casa e olhou para Bella e o menino no carro com uma verdadeira confusão.

— O que está acontecendo? — perguntou surpreso ao ver que o cara que colocava um colete que parecia extremamente pesado.

— Emmett, explique-lhe por favor… irei ajudar Jasper – disse Bella movendo-se para o pacote, quando ela estava apenas dois passos Emmett puxou-a e a fez voltar para sua antiga posição.

— Se há uma bomba no pacote, não quero você perto dele – ele rosnou em seu rosto.

— Uma bomba? – perguntou Edward ficando branco.

— Emmett ajude Edward… eu irei com Jasper – sem dar opção de resposta Bella foi para onde Jasper estava se preparando para o trabalho.

Emmett levou Edward até as escadas e ajudou-o a sentar. Ele estava aos poucos ficando louco… "Uma bomba?", perguntou-se mentalmente, era tudo um pesadelo terrível… um pesadelo que estava desejando acordar.

Jasper voltou acompanhado de Bella e ambos se ajoelharam diante do pacote de… Emmett grunhiu e Edward olhava surpreso a coragem ou a estupidez desta pequena mulher, que era capaz de ficar na frente de uma bomba, sem pestanejar e sem que o seu pulso tremesse… era tão incomum e estranho ao mesmo tempo.

Mas é que Bella sentia que não tinha nada a perder… e não havia nada que importava na vida, só Emmett, era seu único pilar, mas eventualmente a sua vida seguiria um caminho diferente da sua e também se afastaria dela. Então não se importava de ficar na frente de uma bomba, ter que enfrentar a todos os homens de Aro Volturi ou interceptar uma bala para salvar Edward. Era seu trabalho, e morreria orgulhosa fazendo-o.

— Tem um mecanismo interior… Bella vá. Entre os três enquanto eu desativo – disse Jasper.

— Não penso em ir… faz o que tenha que fazer, eu te ajudo – respondeu Bella com tranquilidade.

Jasper a olhou atônico.

— Não preciso da sua ajuda, e não estou pedido, estou mandando como seu superior. Bella entra nessa casa de uma maldita vez! – disse Jasper com um pouco mais de energia.

Bella bufou e levantou-se, foi com Edward e Emmett e com um sinal de sua mão disse para entrarem em casa. Ela estava perto da janela, observando Jasper trabalhar e, ocasionalmente, lhe dando um olhar interrogativo.

Bella estava de mau humor… Ninguém parecia entender que ela precisava de ação, ficar parada e observar o trabalho dos outros não era para ela. Essa foi também a razão pela qual aceitou a proposta de devolver de Harry de voltar a corporação, estava cansada de ver tudo do lado de fora, de não ser parte da ação. Ainda que isso trouxesse más e muitas dolorosas memórias.

Jasper se levantou e mostrou o polegar indicando que a bomba foi desativada. Bella suspirou e caminhou para fora da casa, seguida pelos dois rapazes. Os quatro estavam ao redor da caixa que tinha a bomba.

— Era uma bomba caseira muito fraca, não teria causado mais do que um susto – explicou Jasper.

Bella balançou a cabeça e olhou para o loiro em tom acusador.

— Tinha isso na caixa – disse Jasper extendendo algumas fotos para Bella.

Bella olhou para as fotos e o sangue gelou em suas veias. Em elas estavam Rosalie, irmã gêmea de Edward, deixando o trabalho no hospital, no shopping com Alice, tomando café com outras duas meninas… fazendo coisas cotidianas. E em cada fotografia o rosto estava marcado com uma cruz vermelha.


Tenso... agora o Edward entra em parafuso :s

Bem, posto outro daqui uns dias, e deixem reviews por favor.

Beijos