BPOV

9 de Maio de 2007

- Me diga uma coisa Bella, se você pudesse mudar alguma coisa na sua vida até agora o que mudaria ? – Edward me pergunta naquela tarde no parque

- Sinceramente, nada. Por que eu sinto que por mais que tenha sofrido ou aproveitado foram esses momentos que me tornaram o que sou. Agora é minha vez !! Me diz seu segredo mais cabeludo !

- Ah isso é injusto, você já começa logo com as perguntas mais difíceis – ele refuta

- Na-na-ni-na-não. Não adianta, a brincadeira é assim e você vai ter que responder.

- Eu acho que o meu maior medo é de não ser bom o suficiente. Po-

BIP BIP BIP

Inferno ! Que merda de despertador !

7:23 A.M.

Eu estava louca ou o quê de botar meu despertador às sete horas da manhã num DOMINGO ?! Cara , só eu mereço isso mesmo, depois desse sonho que me recordou daquela tarde em Londres ter que acordar nessa realidade quente de Manhattan

- Bom dia flor do dia !! – Alice entra saltitando no meu quarto

- Alice você está maluca ou o quê ? Pensei que era só meu despertador que estava em crise, mas agora vejo que o mundo está conspirando contra mim.

- Ohn, minha rainha do drama. Não me diz que você esqueceu ? – Alice diz parecendo se divertir com minha sonolência

- Me esqueci do que, ó minha sábia Alice ?

- Bobinha, em que mês estamos ?

- Maio ...

- Exato ! E o que nossas mães nos obrigam a fazer todo mês de Maio ?

AH NÃO ! Por favor me arrumem uma passagem só de ida para Tijuana. Eu havia me esquecido completamente dessa infernal tradição que a sociedade "perfeita" de Nova Jersey passa de mãe pra filha. Na realidade, só aquelas que não tinham mais nada pra fazer ainda apoiavam esse costume, estou falando do maldito Mês das Noivas.

Como se não bastasse ter que ir à reuniões nas quais todas as matronas vinham dizer como você cresceu e perguntar se já havia alguém "especial" na nossa vida, ainda tínhamos que ajudar a organizar os casamentos que ocorriam nesse mês, dando uma de melhores amigas das noivas. O problema é que essas eram ainda piores que as mães por que além de fazer as perguntas inadequadas ainda jogavam na cara que tinham um marido no braço. Como se fosse grande coisa ...

- Alice você sabe que eu não tenho me sentido muito bem nesses dias, é só juntar o útil ao agradável e dizer que eu não pude ir . Faz esse favor pra mim Alice, eu te imploro !

- É eu notei... Aliás, a senhorita vai comigo amanhã ao médico, essas suas idas ao banheiro estão muito estranhas. – ela disse como se soubesse algo que eu ainda não havia percebido – Mas desculpe cortar seu barato, a senhorita irá conosco e adivinha só ! Tenho um conjuntinho MARA para você vestir.

É, se eu achava que o dia havia começado da pior maneira possível, mal sabia eu que ainda ia ficar muito pior.


- Rose eu não agüento mais !!!

- Calma Bella, finge que está interessada e fica lembrando o que você tem que fazer amanhã na Editora que o chá vai passar rápido

Eu me sentia tão inútil e vazia só de ficar sentada por horas escutando a importantíssima discussão vigente nesse salão, tomando chá e comendo biscoitinhos amanteigados. Tirando o fato de eu estar morrendo de fome e cheia de trabalho da Editora que eu podia estar fazendo agora não fosse essa estúpida reunião.

- Isabella qual é a sua opinião ? – minha mãe, Renne me perguntara

Minha mãe já estava quase na fase dos cinqüenta, mas isso era algo estritamente proibido de se dizer. Por mais conservada que ela estivesse era simplesmente ridículo o que ela fazia para se passar por mais nova, e o pior de tudo que não é só ela que faz isso, mas todas as mulheres daqui dessa idade que conheço. Minha mãe sempre estava impecável, com a roupa da moda, o cabelo feito e as unhas polidas. Para ela imagino que ter uma filha que nem eu deve ser uma desgraça e só com seu olhar ela deixava isso bem claro. Outra coisa que sempre me irritou foi o fato dela sempre me chamar de Isabella, por mais que eu odiasse.

- Ah desculpa mamãe, do que estávamos falando mesmo ?

- Sobre a cor dos guardanapos do casamento de Lucy com Philip. O que você acha rosa rosè ou beje arroseado ? – ela me pergunta por que sabia que pra mim os dois eram a mesma coisa. Que mundo é esse que a mãe quer ver a filha passar vergonha ?

- Bem segundo as cores desta estação eu diria o rosa rosè – respondi deixando todas boquiabertas, se eu não sabia pelo menos podia fingir né ?

Por mais que eu odiasse ser o centro das atenções dessa vez foi bom, muito bom pelo gostinho de satisfação, pois sabia que naquela sala de interesseiras os únicos sorrisos sinceros despejados à minha resposta foram o da Alice e da Rose.


- Ah meninas, tipo, vocês não sabem como tipo, isso é bom ! Poder ter a certeza que você não vai acabar sozinha num apartamentozinho de segunda – Lauren fazia seu discurso olhando na parte final para nós três que estávamos sentadas mais ao fundo do atelier. É, fomos obrigadas a vir, junto com as "damas" da nossa idade, ao atelier ver aquela insuportável ficar provando seu vestido de noiva. Nem é inveja não, é que ela realmente é enojante – E Stevie e eu não vemos a hora de formar uma família, ter vários filhinhos correndo pela cerca branca da nossa nova casa.

Blá, blá, blá. Novidade, o sonho de toda menina de boa família de Nova Jersey, ter filhos. Claro, ter filhos deve ser uma benção mas pra que essa necessidade, não é como se nosso relógio biológico fosse parar a qualquer momento, ainda somos jovens. À cada mês só menos uma chance é desperdiçada, mas não adianta nada trazer ao mundo uma criança que vá crescer num ambiente como o que eu cresci por exemplo. Ma-

PUTA QUE PARIU !

Ai meu Deus, minha Nossa Senhora, todos os santos , não pode ser. Não, não, não, não ! Eu não posso ter sido idiota o suficiente de ter feito isso, não pode ser. Nós usamos proteção, não ?

Ah inferno ao quadrado ! Nunca mais vou beber em boates, isso que dá ! Depois não se lembra do que aconteceu, mas se bem que durante o dia não usamos ... Ah que merda ! E o pior, eu não estava na pílula, já fazia tanto tempo que eu não achava mais necessário, quando fosse casos isolados como foi com o Edward era só usar proteção.

Tudo faz sentido, o enjôo, o cansaço, o stress. Eu não posso estar grávida, ainda mais de um cara que eu só vi um dia na minha vida.

- Rose, Alice a gente precisa sair daqui agora !

- O que foi Bella ? – Rose perguntou

- Eu acho que eu sei o que eu tenho, mas antes precisamos passar numa farmácia para eu ter certeza

- Eu já suspeitava, é o que eu to pensando ? – Alice me pergunta

- O quê gente ?? Tô boiando ... – Rose diz

- Meninas, eu acho que posso estar grávida.

Muito suco de laranja, sete testes depois estava eu, sentada no banheiro do clube das damas com Rose e Alice do meu lado, esperando os malditos cinco minutos passar.

Tudo na minha vida podia mudar daqui a cinco minutos. Eram 3000 segundos que me separariam de ser uma mãe solteira ou continuar vivendo minha vida normalmente, Mas o que eu vou fazer ? Não é como se o pai do bebê morasse na esquina, ele mora na Inglaterra !! E o que pensaria de mim ? Com aquele apartamento chique deve ser rico, vai me achar uma interesseira que deu um golpe da barriga.

Tantas perguntas ...

Agora, se eu estiver mesmo será que eu vou querer continuar com essa gravidez ? A opção lógica seria fazer o aborto, com minha carreira profissional estourando e na idade da curtição, mas será que essa realmente é uma escolha ou uma certeza ?

- Bella, tá na hora – Rose me lembra

- É agora ... – eu disse

Quando estava pra pegar o primeiro dos testes Alice me interrompeu

- ESPERA ! Antes de você ver, não importa o resultado estaremos aqui pra você !

- É, muito obrigada, mas vamos ver.

Seis ; seis de sete sinais positivos estavam a minha frente.

Depois de um silêncio no qual nenhuma palavra cabia ser dita minha transe foi interrompida.

- Querida, sobre o médico amanhã, acho melhor irmos a uma obstetra – Alice disse.

Mas a partir daquele momento eu estava em estado automático, como se fosse robô nem percebendo a mudança de cenários ao meu redor, até chegar à casa e desabafar toda a angústia que estava me comendo por dentro. Chorei pela minha relação hostil com minha família, chorei pelos meus arrependimentos no passado, mas acima de tudo chorei por que estava grávida aos 22 anos e eu não fazia a mínima idéia como encontrar o pai do meu bebê. Como foi que a minha vida se tornou tão complicada ?


Depois de uma noite pouco dormida pela cabeça repleta de pensamentos decidi ligar para o meu trabalho e avisar que tiraria o dia de folga, por problemas médicos. Marquei uma consulta na minha ginecologista para o mesmo dia e Alice me acompanhou na consulta.

Com o telefone nas mãos agora já em casa repassava toda a conversa que tinha tido com minha médica.

- Parabéns Isabella ! Parece que você está realmente grávida de 10 semanas !

Ao invés de sorrir como eu imagino que a maioria das mulheres numa situação como a minha fazem eu comecei a chorar, mais uma vez, compulsivamente.

- Doutora ! Eu não sei como fui deixar isso acontecer ! Sempre tomei tanta precaução nesse sentido.

- Entendo, vejo que essa gravidez não foi planejada. Olha Bella, eu posso te afirmar que de muitos casos como o seu a mãe decidiu ficar com a criança e foi a melhor escolha já feita por vive atualmente feliz com o filho ou filha. Mas é claro, como sua médica preciso lhe oferecer a opção de interromper a gravidez, o procedimento é indolor mas precisa ser feito logo se a escolha foi certa.

No caminho de casa ficava passando e repassando as palavras na minha cabeça, por mais que não tivesse sido planejada o pai tinha que saber. Não importa o que pensariam se mim. Isso não é algo que posso escolher sozinha.

Tomei então a decisão de fazer algo que há muito tempo Emmet me importunava sempre que nos encontrávamos.

- Bella, eu sei que você tem sua cabeça feita sobre o assunto do Edward mas se mudar de idéia aqui está o telefone dele. Não contarei nada a ele, mas se você decidir ligar eu tenho certeza que ele te esperará com braços abertos. – Emmet disse

Com esse papel já muita vezes dobrado e aberto estava fazia os últimos 40 minutos tentando tomar coragem para avisar a ele a notícia que havia descoberto. Não tinha mais como evitar, em seis meses nossas vidas mudariam e se eu esperasse um dia a mais ou a menos para contar não faria diferença nenhuma.

Com esse embalo disquei os números e esperei com o coração na boca alguém atender no outro lado da linha.

- Alô ?


Olá meus adoráveis leitores !!

Desculpe pela demora, semana de prova de vestibular é complicado, mas eu amei escrever esse capítulo, espero que gostem.

Muito obrigado pelos comentários e desculpe pelo fim dramático, é pra criar uma tensãozinha.

Mensagem URGENTE : Edward Cullen, meu ídolo, feliz 108 anos comemorados ontem !! hahahaah tinha que falar isso !

É isso ! Até o próximo capítulo e COMENTEM !!