O SEGREDO DOS ANJOS – PARTE III

ASCENSÃO

Dama 9 e Hana-Lis

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Nota:

Os personagens de Saint Seiya não nos pertencem, pertencem a Masami Kurumada, Toei Animation e empresas licenciadas.

Apenas Diana e Aisty são personagens criadas única e exclusivamente por nós para essa trilogia.

Este é um trabalho de fã para fã sem fins lucrativos.

Uma boa leitura a todos!

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Importante!!!

Dama 9, Hana-Lis e amigos incentivam a criatividade e liberdade de expressão, mas não gostamos de COPY CATS. Então, participe dessa causa. Ao ver alguma história ou qualquer outra coisa feita por fã, ser plagiada ou utilizada de forma indevida sem os devidos créditos, Denuncie!

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Capitulo 7: A Viagem.

.I.

Havia se cansado de esperar. Pensou em esperar por Kamus e Milo para subirem juntos, mas como Kamus previra, acordar Milo de Escorpião não era tarefa fácil. Sem pressa Aiolos subia as escadarias rumo ao templo de Athena e já estava no meio dela quando algo o deteve.

Como não os vira passar? –Indagou-se enquanto observava a cena em frente à entrada do templo

-o-o-o-o-

-Eu tenho que entrar...;

-Eu sei.

-Então me solta; a amazona sorriu sentindo os braços do cavaleiro se prenderem ainda mais em sua cintura.

-Posso te ver depois? Ou melhor, o que acha de almoçar comigo hoje? –Indagou Shura e diante do silencio da jovem argumentou. –Acredite ou não, cozinho muito bem, modéstia a parte sabia?

-Você? –Diana arqueou a sobrancelha.

-Não acredita? –Sorriu Shura. –Bom, aceite o meu convite e comprove.

-Ta certo, aceito o seu convite, mas agora tenho mesmo que entrar e...; respondeu Diana tentando se afastar, porém parecia ser inútil. –Não vai me soltar, não é? –Sorriu divertida.

-Só depois que se despedir; ele falou.

-Como?

-Quero beijo...; Ele disse cravando os orbes sobre a face rósea da jovem. –Caso contrário não te solto; sorriu apertando ainda mais os braços em torno da cintura da amazona.

Diana sorriu sentindo a face se incendiar e sem jeito aproximou os lábios dos dele, um toque suave antes de se afastar.

-Pronto.

-Ainda não...; Respondeu Shura entrelaçando os dedos entre as melenas escuras da amazona e antes que pudesse contestar, uniu seus lábios aos dela num "beijo de verdade".

Moveu os lábios de forma sedutora, arrancando um tímido gemido de surpresa dos lábios da jovem que se segurou em seus ombros, sem pressa como se aquele momento fosse o ultimo. E somente quando ambos sentiram o ar faltar é que separaram.

-Pronto, agora sim, pode ir; sorriu afastando-se parcialmente.

-Que bom; a jovem sorriu sem jeito enquanto recuperava o fôlego. –A gente se vê depois; ela disse antes de se afastar.

-Ta certo; Respondeu Shura colocando ambas as mãos nos bolsos enquanto observava a jovem entrar no templo, sem conseguir conter o sorriso bobo nos lábios.

Agora era só descer, tomar um banho e talvez ir até o mercado do vilarejo comprar alguma coisa. Há tempos que não cozinhava nada especial e principalmente, para alguém especial; pensou enquanto voltava-se para trás, porem estancou.

Sentiu o chão sumir sob seus pés.

-Aiolos? –indagou ao ver o amigo aos pés da escadaria. Como não sentira a sua presença?

Aiolos nada disse apenas continuou a caminhar e assim que ficaram frente a frente, Shura voltou a falar. Devia explicações a ele; pensou.

-Aioros... Ahn, bem, eu... O que está fazendo aqui? –indagou por fim, se recriminando mentalmente por ter dito aquilo, certamente que havia mil coisas melhores pra dizer do que isso; pensou Shura, mas o que estava feito, não podia ser mudado.

-Reunião no templo de Athena; respondeu Aiolos indicando com o olhar o templo logo à frente. –Todos devem estar presentes, inclusive você;

-É, bem, claro, mas... Sobre Diana e...; Shura começou sem saber ao certo se dessa vez tinha acertado com as palavras, no entanto o que não podia era deixar de dar alguma explicação ao amigo.

-Não precisa se explicar; respondeu Aioros antes que o amigo continuasse. –Se a felicidade da Diana é ao seu lado, irei respeitar a sua decisão, como já havia lhe dito antes.;

-Mas Aioros, eu...; Balbuciou Shura, mas o sagitariano nada mais disse apenas continuou a caminhar até adentrar o templo.

Sensação terrível era aquela, a de se sentir um "traidor", de trair a amizade que tinham, era assim que se sentia nesse momento. O olhar frio do amigo...; Suspirou levando ambas as mãos a cabeça, mas no seguinte momento havia coisas mais importantes a resolver.

Reunião no templo de Athena só significava uma coisa, que mais problemas estavam por vir. Correu os degraus a abaixo até o templo de capricórnio o mais rápido possível. Tomaria um banho rápido e subiria de volta para saber o que estava reservado para a União Dourada dessa vez.

.II.

-Acho que já estão todos aqui, com a exceção de...;

-Estou aqui, me desculpe o atraso; Disse Diana, interrompendo a observação de Saori.

-Certo, então acho que podemos começar; disse a Deusa acompanhando o trajeto feito pela amazona que se dirigiu até o único lugar vago entre Shura e Milo.

Diferente do que era de costume, Aioros sentara-se no lado oposto junto de Afrodite e Shaka, mas de frente para a amazona e o amigo. A tensão era palpável entre o trio e o clima estranho não passou desapercebido pelos presentes, porém mantiveram-se indiferentes.

-É, bem...; começou Milo remexendo-se incomodado em seu lugar. Sabia que aquele olhar gelado do sagitariano, do lado oposto da mesa não era pra si, mas sentia a sua intensidade perturbadora. Frio e indiferente. Aquele não era o Aioros que conhecia. –E sobre o que se trata essa reunião Senhorita?

-Aisty e Saga descobriram algo muito importante e bem, acho melhor que vocês mesmos expliquem a todos; Disse a Deusa voltando-se para o geminiano e a amazona, ao seu lado esquerdo.

-Se assim deseja Senhorita; respondeu Saga, sem notar o olhar no mínimo estranho da amazona ao seu lado em direção a Deusa.

-Obrigada Saga; Saori sorriu com doçura.

Talvez fosse um bom momento para voltar a procurar aquela velha adaga, não? –pensou Aisty diante do sorriso um tanto quanto "exagerado" da Deusa para com o geminiano.

Como se lesse os pensamentos da jovem, Saori voltou a sua postura inicial, enquanto Saga permanecia com a mesma postura devotada de servo fiel a sua Deusa e bla, bla, bla...

-Homens...; Aisty não conteve um murmúrio contrariado e quase inaudível. Jamais se "curvaria" a qualquer que fosse a divindade dessa forma.

-Algum problema Aisty? –Saga voltou-se para a jovem.

-Não, nenhum; respondeu a jovem numa falsa amabilidade e um sorriso forçado, fazendo uma gotinha de suor frio, rolar da testa dos presentes.

-Bom, então acho que podemos ir direto ao assunto; Disse Saga que de fato havia sido o único a não notar o tom da amazona.

A uma distancia considerável de quatro cadeiras do casal, Mascara da Morte murmurou baixinho:

-Que bom, mesmo porque, se somarmos a troca de olhares "amistosos" do seu irmão com o Shura, a falta de tato do Saga,com relação a interpretar o mundo oculto do universo feminino por detrás de um simples olhar... Esse santuário vai pro espaço.

-O que? –indagou Aiolia confuso.

-Só falta acender o pavio...; Completou o canceriano.

-Deu pra filosofar agora Mascara da Morte? –Indagou Kanon sem conseguir conter o sorriso jocoso. –Universo feminino? Acho que tem andado muito com o Afrodite ultimamente, não?

-Mascara da Morte, Aiolia, Kanon; a voz do Grande Mestre sentado ao lado de Saori interrompeu a conversa nada amistosa que o canceriano estava prestes a ter com Kanon.

O italiano que estava a um passo de mandar o amigo pro Yomotsu, se conteve, limitando-se a lançar um olhar envenenado para o mesmo que só dizia uma coisa: "Te pego depois...".

-Pode continuar Saga; Disse Shion lançado um olhar reprovador para o trio.

-Então, como estava dizendo, Aisty e eu encontramos o caminho para Atlântida e...; Continuou Saga, porem foi interrompido mais uma vez.

-Atlântida? –Afrodite arqueou a sobrancelha meio descrente. –O continente perdido e...

-Submerso e tudo mais o que já ouviu sobre ela; completou Aisty. –As armaduras estão em Atlântida, as visões que eu e Diana tivemos, nos levaram a essa conclusão.

-E por que elas estariam lá? Ou melhor, quem as guardaria lá?

-A resposta é óbvia; respondeu Diana voltando-se para Milo. –Para que Apolo não as encontrasse. Nenhum Deus ou homem jamais chegou a Atlântida, com a exceção de Posseidon que foi quem criou a ilha. Acredite, não deve ser muito fácil passar pelo jardim das Hesperídes tendo um dragão como guardião. E quanto a quem as guardou lá...; A amazona ponderou. –Você sabe somar dois mais dois, não é?

-Ártemis e Selene; murmurou Shura.

-Exato; respondeu Aisty. –Ártemis e Selene provavelmente pediram permissão a Posseidon para guardarem as armaduras em Atlântida, onde saberiam estar seguras até que chegasse o momento de usá-las.

-Um dragão? –Indagou Milo balançando a cabeça para ambos os lados ainda custando a acreditar no que ouvira.

-Ham-ham; Saori pigarreou chamando a atenção. – É esse o motivo dessa reunião, Saga e Aisty irão partir até o Estreito de Gibraltar, no norte da Espanha para investigarem se essa informação procede, porém...

-Eu vou; Diana interpelou a Deusa. –É claro que pode contar comigo.

-Eu também posso ir; respondeu Kamus.

-Certo. Mais alguém? –indagou a Deusa correndo os olhos sobre a mesa e vendo Mascara da Morte levantar a mão.

-Pode contar comigo; ele disse.

-Também vou; disse Shura, sentindo o olhar do amigo do outro lado da mesa sobre si e a amazona tensa ao seu lado, porém nenhum nem o outro se manifestou. Desde o inicio da reunião a sentia distante, assim como Aioros, no entanto, era melhor tentar não pensar nisso agora.

-Mais alguém? –Indagou Shion correndo os olhos sobre a mesa. –Acho melhor que mais alguém vá, afinal não sabemos o que pode acontecer e...

-Eu poderia acompanha-los Senhor, mas talvez seja melhor ficar e continuar as buscas pelo paradeiro de Apolo e Hipólita; Aioros se manifestou pela primeira vez na reunião.

-Eu vou com Aioros; Afrodite avisou. –Como Mascara da Morte já vai acompanhá-los, serei mais útil aqui. Nós poderíamos continuar as buscas que iniciamos há três meses, acredito que estamos perto de alcançar algo concreto;

-Bem... ; o Grande Mestre começou, mas foi interrompido mais uma vez.

-Eu vou com Aisty e Diana, não se preocupem; Milo falou, que mais uma vez sentia a tensão pairar ao seu lado. Notara a troca de olhares entre o trio. Aioros, Diana e Shura. Era melhor cortar aquele clima; pensou. –Acreditem sempre foi o meu sonho conhecer um dragão pessoalmente...

-Bom, então já temos um grupo formado; disse Shion. –Aisty, Saga, Diana, Kamus, Mascara da Morte, Shura e Milo. Os demais poderão ajudar Afrodite e Aioros se isso lhes for possível; ele completou e todos assentiram.

-É, acho que a reunião está terminada; Saori falou. –Estão dispensados e quanto a vocês que vão partir, já lhes preparei tudo o que precisarem para a partida, transporte e tudo mais o que precisarem, independente de quando decidirem partir.

-Partiremos hoje mesmo se possível; disse Aisty levantando-se da mesa.

-Tem razão, é melhor partirmos o quanto antes; completou Diana.

-Como quiserem; disse a Deusa, enquanto via os cavaleiros aos poucos esvaziarem a sala.

-Com a sua licença Senhorita; Aioros murmurou polidamente ao passar pela deusa que assentiu com um menear de cabeça, passando pelos demais sem se despedir.

Diante do acontecido Diana se levantou de imediato, sentindo Shura a segurar pelo pulso.

-Depois; ela murmurou antes de se voltar para a Aisty, Saga e Kamus que discutiam a respeito da viagem com o grande mestre e a Deusa. –Aisty, por favor, assim que resolverem a que horas partiremos, me avise. Tenho que resolver umas coisas e...;

-Não se preocupe; Respondeu Aisty. –Vá e não se preocupe com isso, não vamos partir sem você.

Diana assentiu e saiu da sala silenciosamente, sendo seguida pelos orbes castanhos do espanhol que continuou sentado.

-Um dragão... Dragão? Isso vai ser demais e... Se anima Shura, você vai fazer uma visita a sua terra natal; Disse Milo dando um tapa nas costas do amigo que parecia longe, enquanto os amigos discutiam sobre a viagem.

O sorriso morreu nos lábios do Escorpião, ao ver o espanhol não esboçar reação alguma. Seria mais difícil do que pensava reanimá-lo.

-O que acha de partirmos daqui há umas três horas mais ou menos? –Indagou Saga voltando-se para Milo e Shura.

-Por mim tudo bem; respondeu Milo.

-Shura? –indagou Kamus e o amigo apenas assentiu com a cabeça.

-Tudo certo então; Disse Aisty e parecia animada como se fosse há um parque de diversões. E na verdade o era, afinal poder finalmente dar fim a Apolo era algo que há tempos almejava. –Dentro de algumas horas encontraremos a cidade perdida...;

.II.

Ouviram um som de hélices girando furiosamente, ergueram rapidamente as cabeças, vendo um grande helicóptero preto blindado pousar a dez metros de onde estavam próximo ao porto de Atenas.

A tenção era palpável entre todos ainda mais após a reunião. Com passos precisos as duas tomaram a frente do grupo, vendo o co-piloto descer correndo do helicóptero vindo até elas.

-Boa tarde senhoritas, sou o Comandante Santiago e lhes levarei até Cartagena; ele falou, numa respeitável reverencia.

-Obrigada; as duas responderam. Pelo menos Athena tendo seus contatos, conseguira com a marinha espanhola uma forma de colocá-los o mais próximo do Estreito sem terem de passar por aeroportos e coisas que chamassem a atenção.

-Por favor, me acompanhem; ele pediu quase gritando, devido ao barulho das turbinas, acenando para que abaixassem a cabeça e seguissem.

Os cavaleiros logo se aproximaram, recebendo as últimas recomendações do Grande Mestre, entraram no avião, cada cavaleiro portando a urna de sua respectiva armadura. Apenas Aisty havia optado por não levar a sua, já que iriam para buscar as outras.

-Como vão? –o piloto perguntou, deixando a cabine.

-...; todos assentiram.

-Coloquem os cintos, já vamos decolar; ele avisou.

Momentos depois, viram Atenas sumir diante de seus olhos, sendo encoberta pelas nuvens brancas e céu azulado.

Sentiu uma mão quente pousar sobre a sua e ergueu os olhos, deparando-se com os orbes verdes do geminiano. Ele assentiu como se soubesse o que estava pensando.

-Assim que chegarmos em Cartagena, teremos que parar para reabastecer, então um helicóptero os levara ao Intrépido; Ruan, um comissário de bordo avisou.

-Intrépido? –Aisty perguntou, voltando-se para ele, confusa.

-Intrépido é atualmente o maior porta-aviões da marinha espanhola. No inicio do século 20 o encouraçado Intrépido foi o marco da evolução de armas de guerra, principalmente desenvolvidas pela Inglaterra e pela URSS. Como os encouraçados agora estão meio fora de linha. Foi criado o Novo Intrépido, o porta-aviões da marinha espanhola capaz de comportar até quinze aeronaves F15, torpedos de propulsão entre outros brinquedinhos; Shura respondeu com um sorriso orgulhoso da terra natal.

-O Intrépido esta localizado a 5 milhas do Estreito em posição de ataque, como ele protegemos nossas fronteiras que estão divididas entre Atlântico e Mediterrâneo; Ruan explicou.

-Bem aonde queremos; Diana comentou, manifestando-se pela primeira vez, após a reunião.

-...; todos assentiram.

-Então, acomodem-se que ainda temos mais algumas horas de vôo; Ruan avisou.

.III.

-O que foi? –Saga perguntou num sussurro, vendo que alguns pareciam dormir, esperando o termino da viajem.

-No que vamos encontrar quando chegarmos lá; Aisty respondeu, apoiando a cabeça sobre o ombro dele, dando um baixo suspiro.

-Não se preocupe com isso agora; ele respondeu, tocando-lhe a face suavemente. –Descanse um pouco, ficar agitada não vai ajudar em nada; ele completou.

-...; a jovem assentiu, fechando os olhos por um momento, tentando acalmar-se, pelo menos até chegarem.

-o-o-o-o-

Fitou as imagens distorcidas fora da janela com um olhar vago. Sabia que tinha de concentrar-se mais do que nunca agora, mas sentia que parte de seus pensamentos haviam ficado. Não devia pensar assim, era egoísmo demais, só que não conseguia deixar de se preocupar com o amigo.

-Lembrança-

A reunião acabara. Cada um seguiu para seus templos, enquanto aqueles que sairiam em missão foram preparar-se. Aisty fora para seu quarto. Saga e Kamus para seus respectivos templos seguidos dos outros.

Esquivou-se do capricorniano, precisava conversar com o amigo e adiar isso só tornaria as coisas mais difíceis. Vira o olhar gélido, o ar impassível e indiferente com que ele se apresentara na reunião. E sabia qual era a causa disso.

Aproximou-se da porta, pronta para bater, mas ouviu a voz dele vinda de dentro lhe mandando entrar. Suspirou pesadamente, mordendo levemente o canto dos lábios, não podia recuar agora, devia isso a ele.

Entrou no templo, sentindo as pernas por um momento fraquejarem, fazendo-a se perguntar onde estava a velha Diana, corajosa e destemida, que agora tremia diante da possibilidade de ter uma conversa com seu melhor amigo.

Encontrou-o na sala, sentando num sofá lendo um jornal, mas que deixou-o sobre a mesa de centro, esperando-a se aproximar.

-Aioros; ela chamou num sussurro.

-Sente-se, por favor; ele falou, polidamente.

-...; Assentiu, dando a volta da mesa de centro e sentando-se em frente a ele.

-Então, queria falar comigo? –o sagitariano perguntou casualmente.

-Aioros, sobre o S-...; ela parou, vendo-o erguer a mão, pedindo que parasse.

-Não precisa explicar nada Diana; ele falou, respirando pesadamente.

-Mas...;

-Você fez sua escolha e respeito isso, não há porque se explicar; Aioros respondeu, tentando manter-se indiferente ao olhar triste da jovem, mas era preciso, precisava se desprender daquilo que sentia de uma vez, se não, só continuaria se ferindo.

-Mas somos amigos, eu pensei q-...;

-Por isso mesmo Diana; ele a cortou, com um ar mais pacifico. –Existem coisas que talvez nós nunca mais saibamos, mas agora eu realmente preciso de um tempo só pra mim; ele falou, dando um baixo suspiro, passando a mão nervosamente pelos cabelos.

-Entendo; ela murmurou, abaixando a cabeça.

-Mas isso não quer dizer que não somos mais amigos; o cavaleiro completou, vendo-a erguer a cabeça em sua direção.

-Aioros; ela falou surpresa.

-Ahn! Acho melhor você ir, ainda tem de arrumar as coisas para ir, não? –ele falou, casualmente.

-...; Diana assentiu, levantando-se. –É, acho melhor eu ir; ela balbuciou.

-Eu te acompanho; Aioros falou, indicando-lhe a saída.

Seguiram silenciosamente pelos corredores. Abriu a porta passando.

-Boa sorte; Aioros falou, quando ela saiu.

-Obrigada, e-...; parou, voltou-se para trás, porém ele já não estava mais lá.

-Fim da Lembrança-

-Diana; Shura chamou, fitando-a com um olhar preocupado.

-Uhn? O que foi? –ela perguntou, voltando-se para ele.

-Você parecia longe, algum problema? –o cavaleiro perguntou, embora intimamente soubesse o motivo.

-...; Ela negou com um aceno, virando-se para o lado e acomodando-se melhor no acento, dando a entender que não estava bem para tocar no assunto.

Suspirou pesadamente, as coisas estavam acontecendo tão rápido que mal tivera tempo de ir falar com o amigo, fechou os olhos por um momento serrando os punhos.

Agora sabia qual era a sensação de ser considerado um traidor por um amigo. Não que Aioros tivesse lhe classificado dessa forma, mas era assim que se sentia. Um traidor, alguém que de alguma forma desrespeitou aquela amizade, aquele companheirismo e acima de tudo aquela confiança que tinham.

Só esperava que quando tudo aquilo acabasse, pudesse finalmente conversar com ele. Não queria perder sua amizade, por mais que achasse não mais merecê-la.

-Senhores. Senhoritas. Apertem os cintos que vamos descer; a voz de Santiago sou vinda dos auto-falantes, fazendo todos despertarem.

Olharam pela janela, vendo o belo mar Mediterrâneo na baixa de Cartagena. Estavam a um passo de retornar ao lugar que durante anos foi fonte da obsessão de muitas divindades.

Se a situação fosse outra estaria dando pulos de dois metros ao saber que estavam indo para Atlântida; Aisty pensou, enquanto apertava o cinto e arrumava o de Saga que parecia apanhar do negocio, sem conseguir fechá-lo.

Continua...