Capitulo VII - A decisão

Algumas horas depois amanheceu. Anouk rolou varias vezes na cama e por fim abriu os olhos. Ao acordar Anouk viu a sua mãe na porta do seu quarto.

- como é que eu vim para aqui? – perguntou o menino ensonado.

- o Jiraya trouxe-te – explicou a mãe sentando-se na cama do filho.

A criança fez um enorme sorriso e deu um salto para fora da cama.

- Fixe! Afinal não foi um sonho ele está mesmo cá! – gritou Anouk trocando de roupa à pressa.

-wow.. onde é que vais com tanta pressa? – perguntou Tsunade levantando-se.

- vou ter com o Jiraya… - respondeu o rapaz calçando-se

- olha lá o que é que vez de tão espectacular no Jiraya? – perguntou Tsunade a ficar zangada.

- ele é espectacular mãe… é divertido é um génio e é muito amigo gostei muito dele. – respondeu o filho descendo as escadas de casa.

- Bom dia Anouk – disse Shizune que acabava de por manteiga numas torradas.

- Bom dia Shizune – retribuiu o menino enfiando uma torrada na boca.

- Vais já sair? – perguntou a mãe

- sim… volto a hora do almoço mãe.. beijos – disse o menino saindo de casa a correr.

- RAIOS! – gritou Tsunade dado um murro na parede.

- o que foi? Perguntou Shizune assustada

- Mas o que é que o Jiraya tem de tão fascinante para o Anouk estar assim? – gritou Tsunade furiosa.

-humm não sei se calhar é o instinto familiar. – disse Shizune picando a amiga.

- o que? – perguntou a Sanin

- sim olha… o Anouk sempre adorou ninjas e nunca teve com o pai… agora aparece um ninja que preenche os requisitos dele e que para cumulo é pai dele… digamos que é que ironia do destino. – explicou Shizune. Tsunade não respondeu, limitou-se a lançar-lhe um olhar furioso. Era impressionante como Shizune estava atrevida nos últimos tempos.

Anouk correu novamente pela cidade em busca de Jiraya e rapidamente conseguiu sentir o seu chakra, o sanin encontrava-se na floresta. O jovem correu para lá e rapidamente o encontrou, naquele momento Jiraya treinava Naruto.

- Bom dia! – desejou Anouk aos dois ninjas.

- Bom dia ! – retribuíram os ninjas.

- o que estão a fazer? – perguntou o rapaz sentando-se ao lado de Jiraya.

- estou a treinar o Naruto… - explicou Jiraya

- Treinas-me a mim também? – pediu Anouk entusiasmado.

- não sei se é uma boa ideia… - tentou explicar Jiraya mas foi em vão, pois Anouk já se tinha posto a sua frente em posição de combate. No inicio o Sanin pensou em rejeitar o combate, mas pensou melhor no assunto e assim tinha a possibilidade de ver em que nível o seu filho se encontrava .

- Muito bem.. – respondeu Jiraya pondo-se em posição de ataque – vou fazer-te um diagnóstico, vamos lutar… tenta apanhar-me seja de que maneira for – disse Jiraya.

Anouk debruçou-se e apanhou uma pedra do chão.

- pronto? – perguntou o menino

- mais que pron.. – começou mas a sua resposta foi interrompida a meio, quando a pedra voou na sua direcção, rapidamente Jiraya agarrou-a antes que esta lhe toca-se, deu uma pequena olhada a pedra.

- hei não sejas tão precipitado… - disse ele, mas quando olhou para o filho Anouk já não lá estava.

O sanin concentrou-se e conseguiu desviar-se a tempo antes de ser agredido pelo forte pontapé do filho. Os dois lutaram quase durante 1 hora e por fim Anouk conseguiu agarrar o pai.

- Apanhei-te! – gritou o menino triunfante quando conseguiu apanhar o sanin.

- ohh, foste muito bom! – elogiou o sanin. Na verdade tinha ficado surpreendido com a agilidade e perspicácia do filho, sem duvida Anouk era muito dotado.

Os dois ficaram a conversar e a treinar durante algumas horas juntamente com Naruto.

- hoo tenho de ir almoçar! – queixou-se Anouk aborrecido.

- não te queixes!! Vá anda! Eu acompanho-te a casa! – disse Jiraya começando a andar. Anouk seguiu-o, os dois caminharam ate a casa. Na verdade Jiraya queria levar Anouk a casa também para ter um pretexto para falar com Tsunade.

- Cheguei! – Gritou o menino quando entrou em casa.

- Anouk o almoço ainda não está feito. – gritou Tsunade da cozinha

- entra…-disse o menino para Jiraya.

- Estas com quem? – perguntou Tsunade ao ouvir o convite do filho

- Com o Jiraya mãe! – anunciou

Jiraya ficou com um pouco de medo quando o filho disse a mãe que ele estava ali. Tsunade aproximou-se do Hall de entrada a enxugar as mãos numa toalha.

- Anouk, vai ajudar a Shizune na cozinha! Eu e o Jiraya temos que falar… - ordenou Tsunade com uma certa raiva na voz. O filho obedeceu à mãe e Tsunade fez um sinal a Jiraya para subir as escadas atrás dela. Pela segunda vez os dois sanins encontravam-se sozinhos no escritório de Tsunade, ela sentada na parte de dentro da secretaria e ele fora.

- pensei seriamente na proposta que tu fizeste! – começou Tsunade quebrando o silencio.

- sim…. –

- e cheguei a decisão de que não vou para Konoha – disse ela friamente.

Jiraya ficou roxo com a resposta de Tsunade.

- na…não… não vais? – gaguejou ele

- sim! Não vou… o meu filho precisa de mim e esta muito mais seguro aqui! Tu sabes que se ele abandonar este lugar vai ficar desprotegido… e não pode ser selado outra vez. Por isso eu fico aqui! – concluiu ela enlaçando as mãos a frente da cara.

- mas em konoha eu vou estar ao pe dele! Nada lhe vai acontecer! Por favor… - pediu o sanin mas foi interrompido por Tsunade.

- não vale a pena insistires! Já decidi. – respondeu ela.

Jiraya baixou a cabeça.

- professores e alunos foram gravemente feridos… só tu os podes curar… a tua vila precisa de ti! Vais desistir? – perguntou Jiraya encarando-a. Desistir era uma palavra que não havia no dicionário de Tsunade e quando alguém dizia que ela ia desistir essa pessoa acabava espancada. A Sanin não disse nada.

- eu… não sei o que fazer…- confessou ela encostando-se na cadeira e desviando o olhar.

- pensa mais um dia Tsunade é tudo o que peço, sabes que em Konoha o Anouk fica bem… ate podes pedir para os ANBU's andarem com ele… por favor pensa so mais uma vez… - pediu ele desesperado

Tsunade concordou acenando com a cabeça.

Desta vez quem tomou a iniciativa de sair foi Jiraya, este não queria abusar da paciência que a sanin estava a ter o que não era norma nela.

Há hora de almoço ninguém falava, Anouk comia rapidamente o que estava a irritar bastante a mãe.

- para que tanta pressa? – perguntou ela nervosa.

- quero ir continuar a treinar com o Jiraya… - respondeu o filho normalmente.

- então é bom que te despeças dele!! – respondeu a mãe friamente.

- porque? – perguntou o menino muito admirado.

- porque ele vai voltar para Konoha! – respondeu Tsunade.

Anouk ficou sem cor, parou de comer e encostou-se a cadeira sem falar. Tsunade não reconheceu aquela expressão no filho porque ele nunca a tinha tido… ele estava diferente, naquele momento ele estava triste. Tsunade sentiu um forte aperto no coração e culpou-se pela maneira bruta de como tinha falado com o filho.

- Anouk, quero fazer-te uma pergunta… - disse Tsunade. O filho levantou a cabeça. – o que é que dirias de eventualmente tu recebesses uma proposta para ir para Konoha? – perguntou ela. Shizune saltava com os olhos de um para o outro presenciando este dialogo. Anouk baixou novamente a cabeça e serrou os dentes, apertou as calças com força. Shizune ficou curiosa.

- Filho era so uma pergunta não precisas de ficar triste…- começou Tsunade mas foi surpreendida pelo grito do filho.

- YYYEEEEIIIII!!!!!!!!! – comemorou ele

- o que é que foi isso? – perguntou Shizune com o coração aos saltos devido ao susto.

- VAMOS PARA KONOHA ACERIO????? – gritou o menino aos pulos

- Eu não disse isso Anouk! Mas gostavas de ir? – disse Tsunade

- Claro, Konoha deve de ser espectacular, e posso ir para a academia ninja e tudo!!! E posso ver o Jiraya todos os dias!!! Por favor mãe anda….. – pediu o filho estético.

- mas porque tanta agitação? Não te esqueças que não vais voltar a ver os teus amigos daqui! – alertou Shizune.

- aahh mas eu não tenho amigos… so alguns conhecidos… mas lá vai ser diferente e alem disso nunca mudei de casa… deve de ser bem fixe… e assim o Jiraya pode treinar-me… - respondeu o menino começando a comer novamente.

- Raios! Mas porque é que o Jiraya tem de ser chamado para a conversa! – Gritou Tsunade por cima da euforia do filho.

- não sei ele é especial mãe… ele faz-me sentir bem e seguro… não sei explicar…mas quando olho para ele, parece que o conheço desde que nasci… mas ele é muito amigo… para mim… ele é o pai que nunca tive.. – respondeu Anouk feliz novamente.

Tsunade sentiu uma forte martelada no coração as coisas estavam a ficar fora de controlo, apesar de se sentir mais aliviada por ver o seu filho feliz novamente, não gostava muito era do motivo que o deixava feliz, a situação estava a ficar grave senão fora de controlo ao ponto de Anouk já considerar Jiraya como um pai.

A criança acabou de comer quando foi surpreendido pelo chamar da mãe.

- Anouk! –

- sim??? – perguntou ele

- Vai a cidade ter com o Jiraya e traz-mo cá a casa imediatamente! – ordenou a mãe. O sorriso que estava estampado no rosto do filho era tão grande que Tsunade por momentos pensou que eles ião sangrar devido a estarem tão esticados.

A criança obedeceu e saiu de casa a correr, procurou Jiraya por todo o lado mas não o encontrava. Anouk começava a desesperar pois pensava que o seu amigo Jiraya já não se encontrava na cidade. Procurou por todo o lado ate que finalmente o encontrou. O ninja estava sentado a beira do riu a olhar seriamente para a agua.

Anouk aproximou-se e sentou-se a seu lado, o sanin não disse nada continuou simplesmente a olhar o riu "ele não esta a pensar… se calhar esta a meditar ou a por em pratica algum jutso… ou se calhar esta a testar as suas capacidades de reflexão" pensou o rapaz enquanto agarrava uma pedra " tenho a certeza que se lhe atirar esta pedra ele vai rapidamente apanha-la e destrui-la". E assim foi Anouk atirou a pedra ao sanin mas foi surpreendido ao ver que a pedra o atingia em cheio na cabeça.

- Ai!! O que é que te deu? Estas maluco? Lembra-te Anouk que eu não sou indestrutível! – queixou-se Jiraya com a mão na parte da cabeça em que foi atingido.

Anouk estava com os olhos brancos devido a situação.

- desculpa…! – pediu o menino arrependido

- já almoças-te? O que andas a fazer por aqui? – perguntou Jiraya voltando a fixar o riu.

Anouk ia responder a Jiraya mas estava-lhe a fazer confusão o facto do Sanin estar ali sentado somente a olhar para o riu.

- o que é que estas a fazer? – perguntou a criança

- já viste?... a vida é como o riu… ela passa e vai para um lugar muito longe… que é o nosso destino… e nunca mais volta atrás! – disse Jiraya não desviando o olhar.

- Jiraya estas bem? – perguntou o menino preocupado vendo que Jiraya não estava normal.

- não respondeste a minha pergunta! – disse o sanin desligando o pensamento do riu e concentrando-se no filho.

- eu vim dizer-te que a mãe quer falar contigo… ela mandou tu ires lá a casa! – disse Anouk. O coração de Jiraya deu um salto, pois já estava a imaginar o que era e qual seria a resposta para ela mandar o filho o ir buscar.

- sabes do que se trata? – perguntou o sanin fazendo-se de desentendido.

- eu não sei do que é que vocês tem estado a falar… mas acho que a mãe quer ir para Konoha… pelo menos foi o que me pareceu. – respondeu ele. Jiraya sorrio discretamente pois o seu palpite estava certo.

- e o que é que tu achas dessa ideia? – perguntou ele

- espectacular!! Lá faço amigos e sou um ninja de verdade… e alem disso… - o rapaz fez uma pausa e baixou o tom de voz – posso tentar saber algo mais sobre o meu pai… -

Jiraya estremeceu ao ver que agora era o filho que fintava o riu.

- escuta Anouk… se a tua mãe não fala sobre o teu pai é porque tem razoes para isso… mesmo que tu não as aceites… lembra-te que ela te criou sozinha e gosta muito de ti… e acho que a andares a atormentar com perguntas sobre o teu pai é uma maneira muito ingrata de lhe agradecer os sacrifícios que ela faz por ti! – disse Jiraya tentando fazer uma cara seria, mas na verdade estava a queimar-se por dentro por ter dito aquilo.

- Jiraya… tu sempre viveste com o teu pai… agora imagina-te na minha situação… que vivias só com a tua mãe e ela nunca te queria falar sobre o teu pai… o que é que farias? – perguntou Anouk com uma cara triste.

- provavelmente o mesmo que tu! – confessou o sanin não parando de fintar o filho, Anouk sorriu.

- sabes uma coisa Jiraya? –

- humm?-

- eu gostava de ter tido um pai como tu! – respondeu o menino dando-lhe um sorriso carinhoso.

Jiraya entrou em choque com aquela confissão, por momentos o seu coração falou nalgumas batidas, o sanin não conseguia falar.

- diz-me… és casado e tens filhos, ou és solteiro como a Shizune? – perguntou Anouk sem vergonhas.

- errr… tenho um filho pequeno…- respondeu ele com a voz a falhar-lhe.

- asseriu? E como é que ele é? –

- vocês são da mesma idade… ele é simpático como tu. – respondeu Jiraya com a voz a tremer.

- ele tem muita sorte… deves passar imenso tempo com ele a fazer um monte de coisas divertidas… - disse o jovem abraçando as pernas a frente do peito.

- Não.. estas enganado… eu mal o vi nos últimos 10 anos… - queixou-se Jiraya

- porque é que não vez o teu filho? Ele portou-se mal? – perguntou Anouk confuso.

- não… não foi culpa dele… sabes… nem sempre os pais se dão bem e eu e a mãe dele vivemos longe um do outro… - respondeu Jiraya sem mais pormenores.

- ele deve ter muitas saudades tuas! – disse Anouk. O coração de Jiraya falou novamente.

-não ele nem se lembra de mim…eu não sou digno de ser pai dele… na verdade… eu não sou digno de nada! – disse Jiraya com raiva na voz e levantando-se ao mesmo tempo que atirava uma pedra para o rio.

Anouk não disse nada, ficou simplesmente a olhar para o ninja que começava a andar.

- Vamos ver o que é que a tua mãe quer… - disse ele. Anouk seguiu-o ate a casa.

- Mãe chegamos! – anunciou o filho entrando a correr.

Os dois entraram na sala onde Shizune e Tsunade estavam.

- Sentem-se! – Ordenou ela. Os dois obedeceram

- Já tenho uma decisão! Eu aceito a tua proposta e vou para Konoha! – anunciou Tsunade. Jiraya sorriu alegremente com os olhos a brilhar.

- VIVA!!!!- gritou Anouk aos saltos

- mas as coisas vão ser feitas a minha maneira! Quero o Anouk bem protegido! – disse ela.

- Claro - Respondeu Jiraya

- Mãe! – queixou-se o menino

- Não discutas… se não são sais daqui! – ameaçou Tsunade. Anouk suspirou e trocou um olhar com Jiraya.

- Quando é que partimos? – perguntou o sanin

- quando quiseres! – respondeu ela

- HOJE? – perguntou o menino eufórico.

- Amanha de manha? – perguntou Jiraya.

- Esta bem.. amanha as 10 partimos!. – concordou Tsunade.

- VIVA!!!! Posso ir fazer a minha mala? - gritava a criança não conseguindo conter a energia que tinha no corpo.

- como queiras! – respondeu a mãe.

Nesse momento eles já não viam Anouk na sala pôs já tinha desaparecido com um pequeno rasto de fumo atrás dele.

- então vou avisar o Naruto que esta a treinar, até amanha meninas! – desejou Jiraya saindo de casa. Shizune também se despediu mas Tsunade ficou calada. No andar de cima ouvia-se Anouk a arrumar o seu quarto e a deixar cair coisas ao chão. Tsunade subiu.

- Hey porque é que demorarão tanto? – perguntou ela ajudando o filho a encher uma mala de roupa.

- porque o Jiraya estava meio esquisito –

- como assim? –

- não sei… estava a dizer que a vida é como o rio, que passa e não volta atrás – respondeu o menino. Tsunade ficou muda.

- e depois estivemos a falar sobre o filho dele… - disse. Tsunade ficou roxa.

- o que é que estiveram a falar sobre isso? – perguntou a mãe atrapalhada.

- ele não falou muito porque estava triste… disse só que tinha um filho com a minha idade, mas que não o via porque os pais estavam separados. Mas acho que ele tem muitas saudades do filho dele, porque ele estava muito triste – respondeu Anouk arrumando agora os seus livros.

Sem conseguir dizer mais nada Tsunade voltou para baixo.

Durante o resto da tarde os três habitantes daquela casa preparavam a sua partida do dia seguinte, já de noite a casa ficou vazia. Quando Tsunade subiu as escadas para dar um beijo de boa noite ao filho viu este a mexer no relógio grande.

- o que estas a fazer? – perguntou ela

- a por o despertador! –

- Anouk amanha espera-nos uma caminhada muito dura! Não quero que acordes cedo! - protestou Tsunade zangada arrancando o relógio das mãos do filho.

- mas mãe eu… - começou mas a mãe interrompeu-o

- Não há mas nem meio mas! Vou recolher todos os despertadores nesta casa! – disse saindo a porta.

Anouk ficou desesperado pois não tinha maneira de acordar, não conseguia arranjar nenhum despertador naquela altura, até que por fim teve uma ideia.

- já sei! – disse ele dirigindo-se a cozinha.

- Anouk onde vais? – perguntou Tsunade do seu quarto.

-Beber agua! – respondeu ele.

Quando chegou a cozinha Shizune ainda preparava merenda para a caminhada de amanha.

- queres alguma coisa? – perguntou Shizune amavelmente.

- não, venho só beber agua… - respondeu tirando um copo do armário e começou a encher e a beber. Shizune começou a preocupar-se ao ver que Anouk já tinha bebido 8 copos.

- que estas a fazer? – perguntou ela

- a preparar o meu relógio biológico! – disse ele a sorrir.

- o que? – perguntou ela.

- sim antes os índios faziam isto para se levantar cedo para irem para as guerras! Antes de se deitar bebiam 10 copos de agua assim ao fim de mais ou menos 8 horas a bexiga fica cheia e depois acordam. – justificou ele a Shizune.

- a tua mãe vai passar-se quando souber… - disse ela

- isso so vai ser se ele vier a saber não é – disse ele olhando para Shizune com olhos de mel.

- está bem eu não digo nada! – anunciou Shizune

- Boa! – disse Anouk voltando para o seu quarto para ir dormir.