Olá pessoal tudo bom? Espero que sim!
Olha antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que dedico esse cap. a minha querida amiga Dama 9, que me ajudou demais com esse cap. e o revisou pra mim!
Obrigado, miga, pois sem tua ajuda, acho que esse cap. num saia tão cedo... Bom demorou, mas ia demorar mais sem a sua ajuda... rs
Espero que gostem! .
Ah e Cristy (The Blue Memory) num fica brava, que o "Flechinha" ainda é seu, ta! rsrsrs
Boa leitura e perdão pela demora em postar!
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Capítulo 7: Aishiteru
Encarou a penumbra do templo por alguns instantes, antes de adentrar a sua enegrecida solidão. O templo escuro era como uma espécie de reflexo de como se encontrava o seu intimo nesse momento. Sentia-se vazio, só, como aquelas frias paredes de pedra. Sentia falta dela...Da sua presença para dar vida a aquele lugar.Caminhou até a sala escura, onde via alguns filetes de luz prateada atravessarem a janela, repousando logo atrás do sofá. O sofá, tudo, ali o fazia lembrar-se dela, deles. Talvez fosse por isso, que passava tanto tempo fora de casa, afinal, as coisas não voltariam a ser como antes.
Repousou a mão com suavidade sobre o encosto do sofá, com um olhar perdido, como se relembrasse algo bom.
Quantas vezes se entregaram às delícias do amor, ali, no sofá, no tapete? Não se recordava, só se lembrava da sintonia que tinham nos braços um do outro, desde a primeira vez que se tocaram, que se amaram, e o sofá, havia sido o começo de tudo. Sentia falta. Falta de suas mãos, seu cheiro, de seu sorriso, que era o bastante para dar um sopro de alegria, de vida ao seu coração. Daria tudo, para receber um sorriso seu...
-Até que enfim! Puxa vida, onde se meteu o dia todo?
-O que? Ahm, KANON? –Exasperou Saga, assustando-se com a repentina aparição do irmão, do meio das sombras e derrubando com estardalhaço o vaso que estava ao lado do sofá. –Quer me matar de susto, é isso? –Indagou, sentindo que o coração parecia querer saltar para fora do peito.
-É, eu estava certo... –Disse Kanon, aproximando-se da parede e acendendo a luz. –Acho que você prefere ter uma conversinha com Hades a me ver... Puxa vida irmãozinho, isso é jeito de me recepcionar? De recepcionar o seu querido irmão? –Indagou, com o costumeiro sorriso jocoso a brincar nos lábios.
-Hahaha! Muito engraçado irmãozinho! –Zombou Saga, que ainda mantinha uma das mãos sobre o peito, se recuperando do susto. –Mas, você tem razão... Acho que seria bem mais agradável ter uma conversinha com Hades, ou quem sabe ter o Seiya como irmão! Estou indo tomar um banho e depois vou dormir, apague a luz quando sair! –Disse dando as costas para o irmão.
-Até quando vai fugir dela?
-O que? –Indagou Saga, voltando-se para o irmão, que havia voltado a se sentar na poltrona atrás de si.
-Isso mesmo que você ouviu. Até quando vai fugir da Marin? Do sentimento que diz ter por ela, mas que não é o suficiente para que você lute pelo seu amor? Acredite, ela não vai te esperar a vida toda...
-Ora seu... –Exasperou Saga aproximando-se perigosamente do irmão, que sorriu meio que de esguelha ao vê-lo tão alterado.
-Ela, ainda gosta de você... –Disse Kanon, mas agora sério e se levantando do sofá. –Se a ama, lute por ela! Ela só está magoada, e cabe a você, somente a você, desfazer esse desentendimento. Pense bem Saga, eu disse e repito, ela não vai te esperar a vida toda...
Dito isso, Kanon repousou a mão no ombro do irmão num gesto solidário e depois se afastou. Dessa vez, Saga o ouvira, e isso já era um bom sinal, um sinal de que poucas palavras haviam surtido efeito. Não era necessário, ficar mais tempo ali. Não, correndo o risco real de ter uma conversinha com o Senhor do Submundo pelas mãos do irmão... Adorava irritá-lo, não negaria isso, mas Saga irritado era um perigo. Não estava nem um pouco afim, de ser mandado para Outra Dimensão...
-Obrigado. –Disse Saga, sem se voltar para trás.
-Disponha. –Respondeu Kanon, saindo do templo.
É, talvez as coisas tomassem um novo rumo daqui pra frente.
Não muito longe dali...
-Tem certeza que isso vai dar certo Afrodite, ou melhor... Tem certeza que ela vai gostar disso?
-Mas é claro que vai querido! Quem não gostaria de um mimo desses? Deixe-me terminar de fazer esse laço e estará perfeito! Pronto! Olha só que coisa mais linda? –Indagou Afrodite com os olhos brilhando, ao terminar de dar o laço na caixa de presente, como se houvesse terminado uma obra de arte. –Mas estaria melhor com um laço rosa e...
-Afrodite, eu gosto de vermelho e... Está bom assim, é apenas uma caixa, o importante é que ela goste do conteúdo...
-Tem razão querido, mas não se preocupe, acredite, ela vai adorar! Bom, agora é com você, a minha parte nisso tudo acaba aqui. –Disse Afrodite se levantando do tapete e indo em direção a porta. –Só não se esqueça de levar isso aqui, ou melhor, colocar isso aqui dentro da caixa, afinal deu um trabalho e tanto pra gente conseguir alcançar esse resultado...
-Claro pode deixar! –Respondeu Aiolos olhando para um amontoado de papel no sofá. –Valeu, Afrodite! De verdade, obrigado por tudo!
-De nada querido! –Sorriu Afrodite. –Agora vê se toma um banho e se arruma pra ela, que te garanto, ela simplesmente não vai conseguir resistir...
-Ta certo... –Sorriu Aiolos, observando o amigo desaparecer na porta de entrada do templo. –Que Zeus me ajude...
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Parou em frente à janela e fitou o céu noturno durante alguns instantes, os orbes esmeraldas fixos no brilho prateado da lua. Noite linda, pensou, pena que não estivesse muito animada para contemplá-la...
Não fora muito cortês de sua parte subir correndo para o quarto e ali se trancar, sem nem ao menos explicar para a prima a causa dos olhos vermelhos e a face marcada. Saory viera atrás de si, indagara sobre o que havia acontecido, mas nesse momento não queria ver ninguém e muito menos conversar. Estava decepcionada, magoada e não queria mais chorar, mas se tentasse explicar o ocorrido sabia da certeza em ter o rosto marcado novamente.
"Gostava tanto dele... Será que não percebia o quanto? Como pudera ter desconfiado dela, do que sentia por ele?".
Mais uma vez, tudo, acabava em nada. Estava tão confiante que pela primeira vez, tudo parecia tomar um rumo diferente, e agora isso? Estava acostumada a perder, perder quem gostava, mas não o queria perder...
No entanto, não daria certo, não se ele pensasse daquela forma.
"Ciúmes de Milo? E por quê? É verdade gostava dele, mas não da forma que ele pensava, e isso fora o que mais lhe magoara. Como é que não percebia a diferença entre o que sentia por Milo e por ele? Aiolos... O que sentia por ele era mais forte do que podia imaginar...".
Suspirou fechando a cortina. A noite estava fresca, agradável, sentiria aquela brisa fresca atravessar a janela aberta e roçar em seu corpo, acariciar-lhe, até que conseguisse pegar no sono. Quem sabe nos braços do vento conseguiria esquecer suas mágoas...
Trocou o roupão por um pijama curto de seda e levou as mãos até a nuca, enrolando habilmente os longos cabelos num coque, atando-os com um pequeno palito, depois sentou-se sobre a cama e abraçou as pernas de encontro ao corpo emitindo um suspiro cansado. Por mais que tentasse, sabia que não conseguiria dormir tão cedo...
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-Aiolos, mas... O que é isso? Você...
-Senhorita, me desculpe ter entrado assim, dessa forma, mas... Preciso falar com Lina. Onde ela está? –Indagou Aiolos, ao quase se chocar com a Deusa num dos corredores do templo. Com dificuldade o rapaz tentava "conter" a caixa que quase havia caído de seus braços.
-Bem, ela está no quarto e... Aconteceu alguma coisa, quero dizer, vocês...
-É bem, nós tivemos um desentendimento e... Posso falar com ela?
-Claro fique a vontade! Siga esse corredor, o quarto dela é o último. Boa sorte! –Disse a Deusa num sorriso amigável, vendo o rapaz se afastar
"O que será que ele tem naquela caixa?". Pensou, arqueando a sobrancelha, os olhos azuis fixos na caixa como se com isso pudessem ver através do papel.
Aiolos caminhou ansioso, não se lembrava de ter estado assim nem mesmo diante do mais temível inimigo. Aquela sensação de incerteza, incerteza quanto ao futuro fazia com que se sentisse atravessando o corredor da morte. Temia ter feito mais do que ferir seu coração. Temia ter matado o que sentia por ele por conta de uma bobagem, e que ali no fim daquele corredor recebesse a punição por seu crime. Que ela não aceitasse o seu pedido de desculpas e que tudo estivesse acabado.
Suspirou como que tomando forças e por fim bateu na porta.
-Saory, me desculpe, mas não quero conversar... Me perdoe e...
-Não é a Saory. –Respondeu Aiolos do lado de fora. –Sou eu Lina, por favor, abra, precisamos conversar...
Levantou-se de súbito da cama. "Ele... Estava ali?". Aproximou-se da porta a passos leves, encostando a mão com sutileza sobre a superfície lisa e depois a cabeça. Com os ouvidos atentos esperou que sua voz do rapaz se manifestasse novamente.
-Lina, sou eu, Aiolos, por favor, abra a porta! Precisamos conversar, eu...
-Não temos nada pra conversar! –Respondeu por fim, sentindo seu coração acelerar descontroladamente ao ouvir a voz do rapaz novamente.
-Temos sim, me perdoe, eu fui um idiota e... Eu gosto de você...
-Gosta? Mas acha que eu gosto do Milo, não é? Que estou apaixonada pelo Milo...
-Me perdoe pelo que eu disse. Eu estava com a cabeça quente e... Ai...
-O que foi? –Indagou preocupada, apertando-se mais contra a porta a fim de tentar entender o que significara aquele gemido.
-Seu presente...
-Presente?
-Sim. –Respondeu Aiolos, enquanto tentava segurar melhor a caixa que quase havia derrubado nos braços. –Te trouxe algo...
-O que acha que eu sou? Acha que isso muda alguma coisa?
-Perdão e não entenda mal, é que... Eu não sei o que fazer pra você me perdoar!
-Acredite, com presente é que não vai ser...
-Por favor, abra essa porta... Eu quero conversar com você!
-Vá embora, por favor... –Pediu a jovem, escorregando pela superfície da porta até chegar ao chão. –Não vai conseguir comprar o que sinto por você...
-Lina, eu... –Sussurrou Aiolos. Fora pior do que havia imaginado e o pior? Agora ela achava que queria comprar o seu coração... Afrodite falhara e a tal "surpresa" só piorara a situação.
"O que faria com aquilo agora?". Indagou-se, olhando para a caixa. Bom, deixaria ali, afinal era para ela e Afrodite dissera que com certeza absoluta ela adoraria o presente. Quem sabe, estivesse certo, ao menos quanto a isso.
Colocou a caixa no chão e encostou a cabeça na porta a fim de ouvir algo mais vindo dela, mas nada. Suspirou desanimado e depois se afastou. Recebera a sua punição por não ter conseguido controlar o mostro dos olhos verdes dentro de si. Chegara ao fim do corredor da morte.
Longos minutos se passaram.
Do lado de dentro a jovem sentia o coração apertado. Sentia aquele nó subir pela garganta mais uma vez e aquela ardência já conhecida nos olhos aumentar aos poucos. Talvez tivesse sido dura demais com ele, afinal, ele estava arrependido.
Levantou-se levando a mão até a maçaneta e a girou devagar, abrindo a porta lentamente, mas... Com grande tristeza, os olhos verdes se depararam com a parede de mármore a sua frente e nada mais. Ele, já se fora. Foi então que voltando os olhos para o chão deparou-se com uma caixa de papelão branca, atada por um laço de seda vermelho. Um acabamento perfeito. Olhou para os lados e saiu até a metade do corredor, mas ele realmente não estava mais ali. Voltou até a caixa e a pegou sentindo-a um tanto pesada, levando-a para dentro do quarto.
Sentou-se sobre a cama e com curiosidade mirou a caixa, imaginando o que poderia ter ali dentro, foi então que algo estranho aconteceu... A caixa se movera sobre a cama. Sem mais demoras, a jovem desatou o laço retirando a tampa da caixa e seus olhos imediatamente cintilaram diante da descoberta. Um par de orbes dourados a mirava. Sorriu, retirando de dentro da caixa a pequena bola felpuda num tom marfim.
-Que orelhas enormes você tem, Louis! –Disse a jovem, sorrido para filhote de coelho entre as mãos. –Louis... Vou te chamar de Louis, como o meu professor de francês que tinha os olhos como os seus!
Aproximou o pequeno Louis do rosto, apreciando o contato de sua pele com o pêlo bem cuidado e perfumado do coelho. Colocou-o sobre a cama e voltou os olhos esmeraldas para o interior da caixa. Havia mais? Afastou o papel de seda também vermelho, misturado a pétalas de rosas igualmente vermelhas tateando as cegas até encontrar algo em seu interior...
"Tsuru?".
No fundo da caixa havia um pequeno pássaro, com uma das asas levemente roídas. Voltou os olhos para o coelho e sorriu, antes de voltar às atenções para o pássaro de papel novamente.
"Abra-me".
Leu, a mensagem escrita nas asas e atendeu a ordem, ali indicada.
"O amor é como uma flor rara que nasce na beira de um abismo, mas somente os corajosos se atrevem a correrem o risco de irem até lá colhê-la.".
"PS: Espero que você me dê a oportunidade de ir buscá-la pra você hoje a noite, no templo de Sagitário...".
"Ass: Aiolos.".
"Aiolos...". –Suspirou a jovem, os orbes verdes com um brilho intenso. Estava encantada, jamais lhe haviam feito algo assim. E ela o havia mandado embora...
Lançou um olhar para o coelho sobre a cama, a caixa, e depois para o papel em suas mãos. Sem hesitar lançou-se porta a fora, sem nem mesmo se preocupar em como estava vestida. Tinha que falar com ele. Correu pelos corredores do templo, até que se deparou com Saory, que tinha uma expressão atônita no rosto:
-Lina? Você... O que houve? Aiolos e...
-Depois eu explico, perdão Saory...
-Espera... –Como vai sair desse jeito? –Sussurrou a Deusa, ao ver a jovem só de pijama e pantufas correr escada a baixo. Mas já era tarde... –Espero que se entendam...
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"Droga!". Suspirou deslizando ambas as mãos pelos cabelos. Como queria poder voltar atrás... Ainda poderia tê-la ao seu lado, senti-la, sentir o sabor de seus lábios. Fizera tudo errado, mas... Quem sabe, quem sabe depois... Depois? O plano de Afrodite contava com isso, com a sua paciência, no entanto, não agüentaria esperar. Lembrou-se, do pequeno bilhete, mas... Simplesmente não conseguiria conter aquela ânsia, a ânsia em ter uma resposta.
"Lina...".
Levantou-se de súbito da cama e correu até a porta do quarto abrindo-a com brusquidão. Falaria com ela essa noite, a veria nem que para isso tivesse que arrombar a porta de seu quarto. Mas tão rápido quanto correra até a porta também se estancou diante dela...
-Lina? –Indagou num sussurro quase inaudível ao quase se chocar com a jovem em frente à porta do quarto.
Ali estava ela, linda, fresca, os cabelos alaranjados e revoltos a deslizarem sobre os ombros nus. Um leve rubor tomava conta de ambas as faces a deixando ainda mais encantadora, enquanto o fitava com os grandes orbes esmeraldas no mais completo silêncio. Os lábios entreabertos e a respiração um tanto pesada como se tivesse corrido até ali.
Estaria sonhando? Certamente que sim, pensou Aiolos, e esse sem dúvidas seria o melhor devaneio que tivera em toda sua vida...
Como a mulher magoada com quem trocara poucas palavras através da madeira, poderia estar ali, na sua frente, trajando apenas um ínfimo pijama de seda? Aquilo era surreal demais para ser verdade...
-Lina, eu... –Sussurrou após alguns instantes de silêncio, perdendo-se nos olhos da moça.
-Chio... –Cortou a jovem, mantendo os olhos fixos nos dele enquanto repousava o indicador sobre os lábios do rapaz num pedido de silêncio.
Fechou a porta atrás de si e deslizou ambas as mãos sobre o peito do rapaz, agarrando-se ao tecido de sua camisa. Empurrou-o lentamente, de forma que somente o barulho de seus passos chegavam aos seus ouvidos, até pararem próximos ao leito alvo. Talvez fosse um bom momento para conversarem, exporem seus sentimentos, definirem o que realmente sentiam, mas para isso não era necessário que proferissem uma palavra sequer...
Aproximou os lábios dos dele. Um toque sutil no canto esquerdo de seus lábios, gesto repetido aleatoriamente na curva de seu pescoço entre o maxilar e a orelha e por fim, sobre a pálpebra esquerda.
Seus olhos voltaram a se fitar numa confissão silenciosa, atentos, compartilhando do mesmo sentimento. Um instante de silêncio em que compartilharam apenas o doce ressoar de suas respirações. Se fechassem os olhos poderiam sentir, ouvir, seus corações baterem descompassados mutuamente.
Um sorriso quase imperceptível tomou conta dos lábios do cavaleiro, quando a viu timidamente repousar o indicador no canto direito dos próprios lábios. O estava guiando e com igual doçura, Aiolos, repetiu o gesto feito por ela. Lábios, pescoço e pálpebra, no sentido contrário e fechando o ciclo.
Viram-se refletidos nas pupilas um do outro. Ali naquele momento, só havia eles dois e a ânsia de se sentirem unidos. E tudo fora esquecido, sucumbido no instante em que seus lábios por fim se tocaram.
Uma das mãos do cavaleiro prenderam-se entre as madeixas alaranjadas de forma possessiva, ao mesmo tempo em que deixava que até o mais ínfimo suspiro demonstrasse tudo que sentia. Era um beijo avassalador e apaixonado, que de imediato a surpreendera. Aiolos sempre parecera contido, ainda mais por ser ela a tomar a iniciativa com ele, porem agora demonstrava total controle da situação.
Entreabriu os lábios, sentindo-o aprofundar o beijo. Enlaçando-a pela cintura e colando seus corpos. A língua do cavaleiro acariciava-lhe de forma provocante, sentindo-a estremecer entre seus braços, arrancando-lhe um tímido gemido. Um beijo que selava aquele momento e dizia tudo e ainda algo mais, que tolas palavras não tiveram o dom de fazer...
Buscaram o calor um do outro. Lábios e línguas movendo-se de forma lasciva, exigente e urgente, naquela troca tão intima de sentimentos. Aiolos emitiu um gemido de protesto ao senti-la aos poucos cessar o beijo. Deslizou ambas as mãos sobre o rosto da jovem numa tentativa de tentar mantê-la junto de si, mas a mesma afastou-se lentamente, deixando-o entorpecido, ainda sentindo o gosto de morango entre os lábios.
Da janela aberta o manto de prata se espalhava, cobria os alvos lençóis. Lina aproximou-se do leito ficando de costas para o rapaz. Não havia porque hesitar. Sabia o que queria...
Os orbes verdes do cavaleiro cintilaram ao vê-la delicadamente abraçar os ombros, deixando que as pontas dos dedos afastassem as alças da camisola a única barreira que se interpunha entre eles. O tecido de seda deslizou pelo corpo da jovem, indo parar esquecido e ignorado no chão, agora, ele era o que menos importava. As longas melenas alaranjadas caíram parcialmente pelos ombros ocultando algo bem peculiar, impedindo a completa visão que agora o cavaleiro tinha diante de si.
A luz prateada invadia a janela, iluminando parcialmente a pele alva da jovem, que até agora, parecia-lhe uma miragem. Uma bela e irresistível miragem de um paraíso no meio do deserto.
Aiolos aproximou-se da jovem com um olhar extasiado, que depois da ousadia que tivera abraçava-se, num gesto tímido.
Sorriu. Menina, mulher que aos poucos se revelava em toda a sua essência.
Com a ponta dos dedos, afastou-lhe algumas mexas que caiam sobre o ombro, encontrando os orbes da jovem a lhe fitar. Aproximou os lábios do ouvido da jovem, mas a única coisa que fez, fora aspirar longamente, sentindo a essência de morangos novamente invadir-lhe as narinas. Deixou os lábios tocarem a pele alva de forma casta. Ombros, pescoço, sentindo-a estremecer, no momento que enlaçara-lhe pela cintura e trouxera-a para mais perto de si, envolvendo-a entre o calor de seus braços.
Um tímido gemido escapou dos lábios da jovem, mantendo uma das mãos cobrindo-lhe o corpo, enquanto o outro, fora parar com suavidade sobre a face do cavaleiro.
Os dedos vagaram sutilmente sobre as costas nuas, indo parar na pequena preciosidade, a borboleta colorida tatuada logo acima do quadril. Lina sentiu um arrepio gostoso e involuntário atravessar-lhe o corpo com o gesto.
Sentiu-o se afastar momentaneamente, apenas para retirar a camisa e logo sentiu seu corpo quente contra o seu mais uma vez. A ponta dos dedos do cavaleiro deslizaram novamente de forma suave e delicada pelas costas da jovem, puxando-a lentamente para mais próximo de si. Lina gemeu ao sentir o contato direto com a pele bronzeada e bem talhada do cavaleiro, seu corpo másculo que transpirava desejo. Lânguida entre seus braços sentia os lábios do cavaleiro contra sua pele, torturando-a, brincando. Mordiscou-lhe o lóbulo da orelha, sorrindo satisfeito ao ouvir o longo gemido arrancado dos lábios da jovem.
Aiolos fitou-lhe intensamente nos olhos, estava atento a todos os suspiros e gemidos da jovem, não queria perder detalhe algum daquela noite, que só pelo fato de tê-la tão perto de si, tornara-se a mais especial.
Tocou-lhe o braço que ainda mantinha-se entre eles, com suavidade, deixando os dedos correrem para baixo e para cima, como se lhe pedisse permissão para continuar. Sem que palavra alguma fosse dita, ela abaixou o braço, revelando-se completamente a ele, quando a ultima mexa que jazia sobre seu ombro, fora retirada pelos dedos trêmulos do cavaleiro.
-Nem Afrodite és tão bela; ele falou, com os orbes verdes enegrecidos. Fitando-lhe com um olhar devastador.
Acariciou-lhe as bochechas rosadas e envolveu-a em seus braços, como se quisesse apenas sentir o seu calor e nada mais. Que sentisse o toque de sua pele... Sentiu-a aos poucos se aconchegar em seus braços, se deliciando com o contato dos seios rijos pressionados contra o seu corpo, os quais desejava ardentemente tocar, sentir, saborear... Mas não tinha pressa.
Sentiu os braços fortes a retirarem do chão e não ofereceu resistência. Seu corpo roçou o dele de forma irresistível, enquanto rumavam até a cama. Realmente não necessitavam de palavras, a linguagem de seus corpos era a mais perfeita e completa que qualquer forma de expressão... Mãos e lábios, vagando, buscando mais e mais.
A jovem arqueou de prazer, ao senti-lo tocar-lhe o seio esquerdo que parecia ter sido feito perfeitamente para que suas mãos o tocassem; ele pensou.
Lina sentiu-se entorpecida e inebriada no momento que os lábios úmidos e quentes do cavaleiro partiram da curva do pescoço numa trilha ardente, como se esse simples toque a pudesse queimar, indo tocar-lhe o seio de forma ousada, não demorando-se muito ali, distribuindo as mesmas atenções ao outro. Aiolos deslizou a língua sobre aquela área sensível, percorrendo toda a extensão daquela tez suave com os lábios entreabertos, ouvindo com satisfação os gemidos de prazer da jovem, que agora de olhos fechados, agarrava-se fortemente aos lençóis imersa em tantas sensações recém descobertas.
Desceu até o ventre liso. A tez pálida e perfumada da jovem era irresistível. Sentiam ambos os corpos em brasas e nem perceberam quando ficaram completamente livres das roupas.
Continuou a explorar cada centímetro do seu corpo. Aquele corpo macio de mulher roçando sob o seu. Embora não demonstrasse abertamente, tentava-lhe todos os sentidos.
Seus gemidos, seu cheiro, suas mãos delicadas a vagarem por seu corpo, suas costas, contornando-lhe os músculos o estavam deixando louco de desejo. Seu auto controle estava sendo minado aos poucos e de forma devastadora, ao senti-la arquear-se, roçando-lhe o ventre.
Sentiu-a se enrijecer, porem acalmou-a com beijos sutis dispersados pela sua bochecha, pescoço e por fim lábios, os quais arrebatou com avassaladora paixão. Uma forma silenciosa de pedir-lhe permissão, passagem, até que por fim sentiu-a ceder, abrir-se à espera dele.
Investiu de forma suave contra o seu corpo macio, afagando-lhe uma das coxas de forma carinhosa. Ouviu-a gemer numa expressão de dor e uma lágrima solitária rolar dos orbes da jovem, marcando levemente a pele alva.
Aiolos estancou... Por que não lhe contara?
Porém antes que dissesse algo, viu os orbes esmeraldas se abrirem fitando-o com absoluta certeza do que queria. Beijou-lhe os lábios, sentindo-a agarrar-se aos seus ombros e investiu novamente sentindo por fim romper a barreira de sua inocência. Esperou-a acostumar-se com a invasão e começou a se mover lentamente. Não demorou para que ambos os corpos se movessem de forma lasciva.
As investidas aumentaram dando vazão a uma sensação diferente da inicial e ela o acompanhava naquele ritmo primitivo, que aos poucos inundava seus corpos numa indescritível onda de prazer e adrenalina que os impulsionava a cada vez mais clamarem um pelo outro.
Gemidos, palavras desconexas murmuradas enquanto amavam-se, o calor de seus corpos parecia fundi-los em um único ser. Agarrou-se a ele, arranhou-lhe as costas diante do êxtase que alcançavam, ouvindo-o gemer.
Os corpos molhados movimentavam-se cada vez mais urgentes até que juntos, alcançaram o ápice, clamando um pelo outro entre um longo gemido rouco.
Não havia nada melhor que aquilo, pensou Lina. Ainda se sentia unida a ele enquanto aos poucos seus corpos relaxavam, movidos por um torpor, mantendo-se aquecidos pelo calor um do outro. Sentiu aos poucos a respiração descompassada do cavaleiro contra o seu pescoço se acalmar. O calor emanado por ele era algo maravilhoso de se sentir, as madeixas douradas e levemente úmidas as quais afagou até senti-lo exausto repousar a cabeça em seu peito.
Tudo era maravilhoso naquele instante. Envolveu-o entre seus braços carinhosamente, deixando os dedos brincarem com as melenas douradas. Um suspiro extasiado escapou de ambos os lábios.
Aos poucos sentiam os olhos pesarem. Aiolos fez menção de se afastar, mas ela o deteve. Queria dormir sentindo-o, sentindo o seu calor e sentindo-o em si.
Acomodou-se entre os braços da jovem, ouvindo seu coração bater calmamente, sentindo-se entorpecido. Deixou-se sucumbir, caindo no sono.
-Aish... Aishiteru! –Sussurrou, repousando um beijo sutil no alto da cabeça do cavaleiro, também se entregando ao merecido sono.
Nunca mais... Nunca mais dormiria nos braços do vento...
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NA: E aí pessoal curtiram esse cap? Espero que sim... rs. Agora gostaria de lhes dizer algumas coisinhas... Primeiro esse hentai só saiu com a tremenda ajuda que a Dama 9 me deu (Obrigado de novo miga! )
Ah, e bem, pra quem não sabe "Aishiteru" significa "Eu te amo" em japonês.
Bom, acho que é só... Mas antes de ir...
Momento propaganda... rs
Eu falei tanto da Dama 9, bom tenho certeza que vocês que apreciam uma boa leitura devem conhecer o trabalho dela, pois bem, mas se ainda não conhecem que tal darem uma passadinha na Toca do Baco? Isso mesmo, Toca do Baco, um ambiente extremamente agradável, onde ninguém mais ninguém menos que Dionísio é o anfitrião.
"Crônicas de amor e Confusão" pequenas histórias contadas pelo querido Dionísio, muita confusão, romance e... Dourados de Athena!
Querem motivo maior que esse para lerem? rsrsrsrsrs
Bem o recado está dado, quem quiser uma boa diversão e uma boa leitura, já sabem, leiam as crônicas e se me permitem uma sugestão... Leiam a Crônica VI...
Quem gosta do Saga, levanta a mão?
Nossa tudo isso? rsrsrs
Então, Saga é Saga e ele também tem a sua história contada na Toca do Baco. Confiram!.
Momento propaganda 2: Aos fãs do Sagitariano... A vocês que acabaram de ler essa fic, bem, querem ver mais um pouco de Aiolos? Pois bem, Anybody seen my baby? Fic escrita pela Margarida, minha querida amiga, a única capaz de dividir um certo espanhol comigo... Vejam só se isso não é amizade? rsrsrs
Mas voltemos a fic... Sei que muitos já devem conhecer o seu trabalho, porem se querem uma boa leitura e principalmente uma boa fic tendo o Aiolos como protagonista, não deixem de conferir! .
Bjus e até a cont.!
PS: Se não for pedir muito, poderiam me deixar um coment, please? Podem me mandar um recadinho por e-mail também se quiserem, será um imenso prazer responder!
Desde já obrigada, obrigada por acompanharem essa história! .
