– É ofensivo você se deixar levar por uma mulher casada, sabia? – |você| disse em tom de doce provocação, enquanto pousava a mão sobre os ombros de Kid, que se ocupava em deslizar os lábios por cada um dos |seus| seios de mamilos |cor dos seus|.

– Mesmo? Estou nem aí! – respondeu a provocação da sua típica maneira, juntando seus seios um no outro, apertando-os e chupando os mamilos. |Você| já podia sentir o membro dele novamente roçando pela parte inferior de suas coxas e ele fazia isso propositalmente.

– Tem coisas que eu não nunca fiz com o meu futuro marido...

– Sexo? – ele parou o que fazia com os |seus| seios, para lhe olhá-la cheio de malícia. Seria bom se ele estivesse entregando uma mulher feita para o tal noivo.

– Hum... não me referia a isso... mas falo de contato... ele não é tão intenso como você.

– Tem tempo de desistir.

– E você vai me acolher?

O ruivo sabia de sua vida e como seria difícil ter que cuidar de uma mulher. Embora fosse tentador mantê-la cativa ali e tirá-la dali só para levar para seu navio. E ela, ao parecer dele, parecia uma dessas mocinhas presas à sociedade e família, tendo que fazer tudo o que lhe decidem – vide o fato do noivo e família decidirem o noivado e casamento sem consulta-la antes. Ele abraçou o corpo |tipo do seu| e desceu com os beijos até |seu| ventre.

– Cada um de nós temos nossos motivos... por isso que esse momento é especial para os dois aqui, não acha, |seu nome|?

– Hmm... concordo. – |você| o acompanhava assistindo, enfiando seus dedos naquela cabeleira volumosa e penteada para cima.

E ele retornou com os beijos até seu pescoço, falando enquanto |te| beijava.

– Você tem um corpo lindo, uma pele maravilhosa. Esse seu noivo está certo em não querer te perder... apenas desejo te sentir totalmente como se fosse a última vez.

|Você| o abraçou, beijando na mesma região que ele |te| beijava. Com as pernas relaxadas, o rapaz separou |seus joelhos| mais uma vez. |Você| puxou sua bolsa para perto, apenas lembrando-o de vestir a "armadura do herói". Um instante depois, ele deitou-se sobre |ti|, com o membro ereto e coberto pela camisinha e, diante de sua abertura, deixou os rostos bem próximos. Encarando cheio de desejo, o ruivo segurou sua ansiedade apenas para direcionar-se ao seu centro. Vendo que |você| está pronta, penetrou-a empurrando devagar, não com o mesmo cuidado de antes, sentindo seu interior se expandir para alojar mais profundamente aos poucos.

Acomodando-se melhor, o corpo maior bem mais musculoso começou a mover em |seu| íntimo, sentindo cada centímetro daquela abertura aveludada e úmida. Aumentando intencionalmente o ritmo, fazia |você| morder os lábios, os quais eram beijados assim mesmo pelo pirata. |Você| abraçou-lhe o pescoço grosso e instintivamente, ele acelerou ainda mais a intensidade daquele delicioso ataque, absorvendo pelos ouvidos todos os |seus| gemidos que escapam de seu corpo febril e vibrante. Em |sua| repentina fantasia durante aquele momento, |você| se via como uma pobre vítima raptada por um cruel pirata o qual abusava dia e noite de |seu| corpo. |você| arqueou o corpo, quase encravando as unhas nas costas largas e levemente úmidas de suor do |seu| parceiro naquele momento. Ele se empolgava mais, tirando rapidamente o pênis dentro de |sua| vagina e a virando de bruços, cometendo o capricho de usar |seu| ânus para finalizar seu orgasmo. Mesmo assim, não houve medo e nem uma dor tão forte que |te| tirasse do transe em que estava. Por fim, |você| se entrega a um orgasmo quase que incontrolável, e logo depois disparou uma forte rajada de gozo dentro do seu ânus, que pareceu acolher aquele pedaço de carne com certa facilidade. |Você| estava em puro êxtase, mas não havia sossegado totalmente; pegando a mão dele, levou-a entre as coxas, fazendo-o deslizar por entre elas até chegar ao clitóris. Meio exausto, ele apenas virou a cabeça para te olhar com os olhos que denunciavam seu cansaço, sorrindo apetando o lábio inferior com os dentes.

– Fogosa mesmo... – ele sussurrou, fechando os olhos.

Atritando-se contra aquela mão de dedos grossos e levemente ásperos, |você| terminou de gozar na mão dele, deixando-lhe os dedos úmidos. Após isso, ambos caíram em um breve sono – os quais os corpos exigiam. Descansaram um tempinho antes de acordarem e se arrumarem. Tanto |você| como Kid não ficariam ali o resto do dia.

...

Descendo as escadas, |você| sentiu uma sensação de vazio dentro de |si|. Ter que voltar para realidade na qual se encontrava era muito chato. Breve, deixaria Sabaody para voltar para a |sua| cidade natal e casar com um homem que já não sentia mais aquela paixão... isso estava acabando com |você|.

Eustass Kid observou |você| da porta do esconderijo dele. |Você| saiu sem olhar para trás – e foi a melhor coisa que fez. Não queria sentir mais vazio que já sentia. Por |você|, abandonaria tudo para viver com ele. Mas como se tornaria uma pirata apenas por sentir-se atraída por um? E nem ele mesmo gostaria de conviver com uma mulher como se fosse sua única. E ele também sentiu certo vazio, já que havia encontrado em |você| não só uma garota atraente, mas uma companhia interessante para conversar, trocar ideias, passar o tempo simplesmente.

– Ah, se fosse como eu! – ele disse para si mesmo. Referia-se a vida de pirata que levava. Para ele, seria perfeito se |você| também fosse uma pirata e tivesse a mesma vida que a dele. Levaria para si sem piscar as pestanas. Vê-la distante, mas protegida, seria melhor para ele. Menos trabalho. Ter que cuidar de seus homens, seu navio, seus inimigos e mais |Seu nome| seria ainda mais desgastante. E no fundo não queria misturar sentimentos em sua rotina – embora já a amasse.

Vendo-a afastar seguramente, ele entrou e trancou a porta. Ligou para seu den den mushi.

– Killer? Já estou voltando. – avisou o ruivo.

Ao chegar em casa, |você| deparou-se com um aviso. |Seu| colega de quarto havia saído e voltaria apenas amanhã, de manhã. Respirando profundamente, |você| voltou a pensar nas horas em que esteve deleitando-se com o ruivo. Foi até o |seu| quarto para se trocar. Em sua roupa, havia um cheiro misto de bebida e um pouco de sexo. Sequer havia se banhado depois daquelas horas loucas. Tinha vestígios do sêmen dele pelo corpo. |Você| olhou para as marcas, acariciando-as com os dedos. Já sentia vontade de poder senti-lo tocar-|lhe| a pele, beijar |seus| lábios, |seu| corpo... mas aquilo nunca mais aconteceria. E isso |te| deixava mais triste, apenas isso. Não por ele que |você| estava triste, e sim por saber que, de agora em diante, só poderia se contatar com ele apenas por meios eletrônicos.

Mas nada |te| impediu de ter um sono muito bom, pesado, com direito a um despertar alegre. Depois de tomar seu café da manhã com |seu| companheiro de quarto, |você| teve uma ideia: resolveu dar uma desculpa ao |seu| noivo e pais pela internet mesmo que precisaria estender uns dias ali por causa do emprego. Loucura, mas queria fazer isso. Queria poder reencontrar Kid mais uma vez. Mas tarde demais: em sua caixa postal eletrônica, |seu| noivo avisava que chegaria a dois dias para busca-la. Sem consulta-la e sem perguntar ao menos como |você| estava. E de acordo com a data da mensagem, ele estaria chegando amanhã mesmo. Tudo o que restava era aceitar. Avisou Kid por chat, no mesmo horário em que costumavam ficar conversando pelo den den mushi em forma de computador.

– Minha ideia de reencontrá-la logo não foi à toa. – digitou ele.

– Você estava adivinhando, não é? – brincou |você|.

– Talvez sim. E aí... já está sentindo saudades dele?

– ...quer saber da minha sinceridade sobre isso? Nem um pouco satisfeita. Ele não é uma pessoa ruim, entendo o porquê dele fazer isso tudo tão rapidamente... mas ele ao menos devia me perguntar s eu estava de acordo com tudo isso.

– É... cada um tem a sua sorte.

– Kid... desejo-te boa sorte quando sair daqui...

– E eu desejo para você tb.

E |você| teve a ideia mais ousada ali mesmo. Começou a se despir em frente ao den den mushi, visto que ambos podiam se ver um ao outro. Kid sorriu maliciosamente, parando de mexer nas teclas. Revelando-se nua para ele mais uma vez, |você| cobriu |seu| seio com a sua mão, mas para estimulá-lo. O ruivo gostava do que via, e sentia seu membro endurecendo aos poucos dentro das calças. Logo ele põe para fora aquilo que incomodava preso dentro das roupas e, descaradamente, começava a se estimular vendo a mulher que desejava daquele jeito. E assim passaram o resto da noite antes de saírem da frente da tela, um se masturbando vendo a nudez do outro. Pelo menos assim, |você| pode ter mais uma vez com ele. E depois que voltasse par |sua| cidade e já casada, seria arriscado fazer até isso. Mas ali nada te impediu de realizar sua fantasia.

...

No porto mais movimentado de Sabaody, um homem chegava com duas malas e sorridente, à espera de reencontrar sua então noiva que não via há tempos. Ia busca-la para ir embora dali e finalmente se casar. Foram tantos planos que tiveram juntos... que parecia até sonho que ele se realizaria.

|Seu| noivo tinha o endereço do apartamento onde |você| estava de aluguel, o qual |você| tinha dado antes de conhecer Kid. |Você| estava muito animada na época, pois juntaria dinheiro para o sonhado casamento com o homem que |você| amava. Através de um dos meios de transportes mais comuns ali em Sabaody – uma bolha dirigível – ele chegou até o local destinado. |Você| não sentiu nenhuma emoção especial em relação ao reencontro, mas felicidade apenas por vê-lo bem. E muito bem. |Você| ainda estava chateada pelas decisões que ele e |sua| família haviam tomado em relação ao seu noivado e casamento sem seu consentimento. E não deixou passar isso em branco após se abraçarem e entrarem em casa.

– Por que tomou todas essas decisões sem falar comigo antes?

– E precisava? – perguntou ele, enxugando a testa com um lenço, pois suava e aquele dia estava quente – já sabia que você queria isso... era o que nós queríamos, não é? – vai até |você| e a beija nos lábios. Incrível como aquilo não |te| causou o fogo que |te| causava antes de ter conhecido Eustass Kid. Mas também procurou não demonstrar qualquer reação diferente do que costumava fazer, embora aquilo |te| fizesse mal. Não se sentia bem em enganá-lo assim. E ele era o mesmo de sempre, só |você| se sentia a única mudada.

– Claro... claro que eu queria isso, querido... – |você| concordou – e sinto muitas saudades dos meus pais!

– Logo estaremos com eles, |Seu nome|! Já está tudo pronto, é só chegarmos em |sua cidade| e já estaremos casados!

– Você pretende casar aqui mesmo?! – perguntou a mulher de cabelos |cor dos seus|, surpresa.

– Não, não foi isso que quis dizer... quis dizer que quando chegarmos em |sua cidade natal|, casaremos imediatamente!

– Mas, escuta... não acha que está correndo demais, não?

– |Seu nome|... o que há com você? Não parece tão feliz...

– Bem... feliz, estou... – |você| se afastou dele, andando até a janela – mas... é tudo tão corrido, e somos tão jovens...

– Que papo é esse, |Seu nome|? – ele foi até a janela também, posicionando-se atrás de |você| – |Seu nome|... era isso que planejamos tanto! Você está só assustada! Mas isso passa... passa logo, logo! – pôs as mãos em |seus| ombros, beijando sua nuca longamente. |Você| olhava as bolhas que pairavam na atmosfera de Sabaody. E só pensava nas poucas vezes em que se encontrou com Kid pessoalmente. |Você| se sentia confusa.

– ...esqueça. Só estou apenas confusa. – |você| disse, ainda olhando para a janela. Ele |te| virou e segurou-|te| pelo queixo, dando um terno beijo nos lábios.

– Meu bebê... você também deve estar com saudades de casa, não é? Mas amanhã mesmo vamos embora... eu quero conhecer a cidade e você vem me apresenta-la, não é?

– Bem... sim... mas eu estou meio cansada agora...

– Uhm... olhando assim, nem parece que está cansada! – observou |seu| noivo.

...

Chegando o dia de partir, |você| estava sentindo certo vazio por dentro. Até que ver a felicidade estampada no rosto do |seu| noivo deixava mais segura, como se aquilo fosse |sua| obrigação. Mas estando confusa, |você| estava insegura. No fundo, |você| sentia mal por estar, de fato, enganando |seu| noivo. Ao entrar no grande navio, |você| deu mais uma olhada para trás e voltou a seguir o feliz rapaz que |te| tinha ao lado.

– Eu vou conferir umas coisas lá na nossa cabine. Fica aí na beiradinha para ter visão desse lugar só mais uma vez. – pediu o rapaz, direcionando-se para dentro do hotel dentro do navio. |Você| ficou na cerca do navio, contemplando aquela vista curiosa e bela. Aquela atmosfera cheia de bolhas flutuantes.

|Seus olhos| piscaram seguidamente ou ver uma pessoa entre aquela multidão que entrava no navio e assistia àquela partida. Aquela pessoa... com roupas diferentes do que costumava ver. Calça marrom, casaco de couro de cor vermelha bem escura e bem profunda – aparentemente sem camisa, coturnos pretos que pareciam desgastados. Os mesmos óculos de aviador acima da testa. Aquela mesma pessoa de sempre.

– |Seu apelido|! – ele a chamou apenas para |você| olhar e acenar com a mão, mas uma ideia louca lhe veio à cabeça. Olhando para trás, |você| achou que |seu| noivo demoraria a chegar. Ao ouvir o som de sua voz, mesmo vacilante em seus passos, |você| sentiu que devia um abraço de despedida ali mesmo. Antes que ele saísse dali, |você| acenou para ele querendo que ele se aproximasse mais. Parecendo entender o que |você| queria, Kid se aproximou mais, quase empurrando as pessoas que estavam à sua frente. parando seu rastro apenas um pé na frente dele. Saindo dali de encontro ao Kid, |você| foi descendo as escadas – onde ele já estava parado à espera – e pulou em um abraço bem apertado, fazendo o outro sustentar-|te| nos braços. E começaram um diálogo breve ao pé do ouvido.

– Tenho que ser breve, Kid... mas queria tanto me despedir assim! – disse |você|.

– Nem sei por que ainda vim aqui para ver você partir...

– Talvez porque essa seja nossa última vez. – e voltou a olhar nos olhos de Kid – Só mais essa... – e o beijou bem discretamente, e brevemente. Quando o ruivo começou a se empolgar, |você| desgrudou os lábios. – agora tenho que ir logo!

E ele a soltou. |Você| se sentia um pouco melhor agora. E voltou correndo às escadas do navio levando uma bronca do capitão que estava quase partindo.

– Desculpa, era um velho amigo que precisava me despedir. – |você| disse na cara-de-pau.

E assim, voltou ao |seu| lugar, que em questão de segundos já havia sido tomado pela multidão que queria ficar na beirinha da cerca do navio. "E agora, como meu noivo vai me ver?", |você| pensou antes de ter a ideia de espera-lo na porta do hotel do navio, por onde ele entrou. |Você| torcia para ele não tivesse retornado em menos de 60 segundos. E por sorte, não havia retornado mesmo.

– Por que não me esperou lá?

– Aquela multidão estava me incomodando... – |você| deu uma desculpa esfarrapada – queria logo para o quarto nosso aqui.

– Então vamos agora mesmo! – disse ele, pondo a mão em seu ombro e entrando novamente.

Fora do navio, um pouco distante e ao lado da multidão que acenava ao navio que partia, Kid observava com um ar sorridente. Até que aqueles poucos dias foram interessantes.

Um aventureiro amor, ou melhor, uma paixão tórrida interessante naquele porto.