N/A:Ola para todos ^^ Prontos para mais um capítulo?
Cklovewinter: Ah q bom ^^ Eu sei o que você quer dizer, eu também só leio em inglês ultimamente...
Lady Allana: Não feminista meu amor, só extremamente realista ;) hahaha
Gee Vitti: Hahaha Pode esperar muita brincadeira, eles são praticamente crianças no playground XD
Gabi F: O Sirius é mais do q foda ;]
XxX
Capítulo 5: Alguns Encontros
Frank andava despreocupado em direção a saída do Ministério. Era mais um dia que terminava. Depois da confusão do "sumiço" das paredes no dia anterior, muitas já haviam finalmente entendido que não havia nada que pudessem fazer para desbancar a nova chefe. Nem Sirius que era o melhor duelista entre eles conseguira... Mas isso também nunca fora uma preocupação para ele. Frank podia ser um auror pratico, mas respeitava os aurores teóricos e por isso mesmo era muito respeitado por eles.
Suspirou ao sair do elevador. Era hoje que Sirius tinha um "encontro" com Sabrina. E ele tinha uma leve impressão de que Amos estava mordido por causa disso. Não sabia qual era o problema do garoto em admitir que era louco por Sabrina, uma coisa que era mais do que óbvia.
Olhou ao redor e reconheceu Alice parada próxima ao elevador. Sentiu aquele frio na espinha que sempre sentia ao vê-la. Tinha que parar com isso. Sabia que eram e sempre seriam amigos apenas. Mas ela estava de fato linda. Os cabelos soltos como sempre (ela odiava prendê-los), usava uma bata verde-mar e uma calça jeans clara, que vestia bem o corpo dela, sem ser apertada.
-Alice. –ele chamou.
Ela olhou em volta procurando que a havia chamado e sorriu ao ver Frank.
-Oi Frank. –ela cumprimentou sorridente quando ele se aproximou –O que ainda faz por aqui?
-Eu estou saindo agora do esquadrão. Alguns problemas internos. Mas e você? O que está fazendo aqui?
-Eu? Ah… A Pandora esqueceu uma coisa e pediu para eu vir buscar. –Alice falou.
-Hum... –Frank olhou desconfiado para ela –Tudo bem então... Eu vou indo. Até mais, Alice.
-Até Frank. –ela falou mandando um beijo para ele, enquanto ele se afastava.
Odiava mentir para Frank, mas precisava fazer jus ao seu titulo. "A Inominável". Seu trabalho era secreto ali dentro. Dentre todas era a única que não podia contar de jeito maneira o que fazia, ou o que realmente a trazia ao Ministério à uma hora dessas.
XxX
-Bom, eu já vou indo. –Sirius falou colocando um paletó preto.
Ele estava vestido inteiramente em preto. Era uma cor que lhe caia muito bem. Dava um ar mais sedutor e misterioso. Ele usava uma calça preta, com uma camisa preta que tinha finíssimas listras brancas e o paletó para fechar. Não usava gravata, alias odiava gravatas.
-Não acredito que você vai se encontrar com a Sabrina... –Peter falou.
-Não é exatamente um encontro... –Sirius falou passando a mão pelos cabelos –É um favor pra chefinha.
-Sei. Pra mim tem alguém ai que ta querendo muito agradar a chefe. –James falou malicioso –Você não acha, Rabicho?
-Com certeza. –Peter concordou –Você não está com boas intenções, né Almofadinhas.
-Quando eu estou, Peter? –Sirius perguntou com um sorriso maroto.
-Essa é uma pergunta muito interessante. –Remus, que acabava de entrar no apartamento, comentou.
-E ai, Aluado? Como está o Amos? –Sirius perguntou divertido. Estava adorando deixar Amos irritado. Eles viviam competindo na época da escola, quando os dois eram jogadores dos times de quadribol das respectivas casas.
-Ele ta um saco. –Remus falou em meio a um suspiro –Por que você tinha que contar para ele que você ia sair com a Sabrina?
-Eu não sei qual o problema. Até onde eu sei eles não tem nem nunca tiveram nada. –Sirius falou com um sorriso de provocação.
-Não se faça de tonto, Sirius. Você sabe que o Amos tem no mínimo uma paixonite aguda pela Sabrina. Se é que é só isso...
-Eu não sei qual o problema de vocês. –Sirius bufou –Ficamos SETE anos sem ver essas meninas e quando vocês vêem de novo parece que continuam tão idiotas por elas quanto antes.
-Ei! Isso é com o Pontas e o Amos. –Peter falou.
-Ah, mas eu fiquei sabendo uma coisa... –James falou com um enorme sorriso.
-O que? –os outros três perguntaram curiosos.
-Um certo lobinho ficou todo vermelhinho quando reencontrou a Carter mais nova...
Remus corou na hora, se denunciando.
-Ah eu sabia Aluado! –Sirius comemorou –Essa história de ficar dando aula pra pirralho era só desculpa né?
-Sirius, por Merlin. Ela tinha onze anos quando eu dava aula para ela. –Remus tentou se justificar.
-Ah, sim. Isso no primeiro ano, né lobinho? Por que até onde eu me lembro você deu aula pra ela até os dezesseis anos da mesma. –Sirius provocou.
-Mesmo assim. –Remus falou corando mais que antes –Quem foi que falou uma besteira dessas pra você, James?
-A Lily contou pra Anna e a Anna contou pra mim.
-O Frank também ainda arrasta um bonde pela Alice? –Peter perguntou de repente, sem nem se preocupar se o outro assunto já tinha terminado.
-Pior que sim. Ele se encontrou com ela hoje por acaso. Voltou todo bobo para casa. –Remus contou.
-Eu nunca entendi porque o Frank não foi atrás da Alice. –James pensou alto –Tudo bem que eles eram amigos, mas eu sempre tive a impressão de que ela também era a fim dele...
-Bom, vocês manés românticos continuem com esse papo sem graça de vocês que eu estou indo me encontrar com uma loira maravilhosa. –Sirius falou com um sorriso bem cafajeste.
Ele dirigiu-se para uma ruinha que ficava ao lado do seu prédio e dali aparatou para frente do galpão onde as garotas moravam. Tão logo bateu na porta, ela se abriu, revelando Pandora.
-Pontual. –ela observou.
-Boa noite, chefinha. –Sirius falou com um sorriso charmoso.
-Estamos fora do escritório, Black, pode me chamar de Pandora. –ela falou dando as costas para ele e voltando para a cozinha –A Sabrina já vem.
Sirius entrou logo atrás de Pandora e aproveitou para reparar nela. Ela usava uma calça de moletom preto e uma regata rosa, estava descalça, com os cabelos presos num rabo de cavalo folgado. Ela mexia com alguma coisa no fogão.
-Não se preocupe. Eu não ligo de esperar. Eu sei que no fim vai valer a pena. –ele falou despreocupado caminhando até onde ela estava –E se vai me deixar te chamar de Pandora, me chame de Sirius. –ele pediu sentando-se num dos banquinhos que havia no balcão da cozinha.
-Sem chance, Black. –Pandora falou sem olhá-lo.
-Por que?
-Porque eu não gosto do seu tipo. –ela falou simplesmente, olhando-o nos olhos. Depois deu um sorrisinho e voltou a mexer na panela.
Sirius não pôde deixar de reparar em como ela era bonita. O pescoço longo, a pele morena, os cabelos negros. Ela tinha uma beleza diferente. Não aquela coisa convencional de loira de olhos claros. Ela tinha algo de exótico, algo que fazia dela uma mulher realmente sensual. Sirius adoraria ver aquela mulher forte usando um vestido de festa. Algo bonito e delicado, mas pelo pouco que conhecia dela já sabia que isso não ia acontecer. Ela não era esse tipo de mulher.
-O que você está fazendo? –ele perguntou curioso.
-Pudim de leite condensado. –ela respondeu –Quer provar a calda?
-Quero.
Ela pega um pouco da calda numa colher e assopra.
-Me dá a sua mão. –ela pediu.
-Ta querendo casar comigo, é? –Sirius provocou, estendendo a mão.
Pandora ignorou-o e colocou um pouco da calda na mão dele.
-Isso está muito bom. –ele falou depois de provar da calda âmbar –O que é? –ele perguntou.
-Açúcar derretido. –Pandora respondeu também provando um pouco da calda.
-Só isso? –Sirius perguntou espantado.
-Sim.
-Desculpa a demora.
Sirius virou-se na direção da voz e viu Sabrina olhando para os dois com uma expressão dividida entre curiosa e divertida. Ela estava linda. Usando um vestido pérola, de alças finas, soltinho, até o joelho, os cabelos estavam presos num coque que tinha um jeito meio folgado, mas charmoso, um par de sandálias com strass e salta alto.
-Você está linda, Papi. –Pandora falou.
-Obrigada, Pan. –Sabrina sorriu divertida –Alguma recomendação?
-Não aceite bebida, nem carona de estranhos, nada de drogas, sexo só com camisinha e esteja em casa antes do meio dia. –Pandora falou num fôlego só –Ah e divirta-se, mas não esqueça que você está lá a trabalho.
-Sim, senhora.
-E vão logo, antes que a Alice vejam vocês dois de sapato aqui dentro. –Pandora completou divertida –Cuide dela, Black.
-Pode deixar, chefinha. –ele falou dando uma piscadela para Pandora –Você está divina, senhorita Carter. –ele falou charmoso depois que os dois já haviam saído do galpão –Mas o que seria "Papi"?
-Apelido da época que a gente treinava. –Sabrina falou despreocupada –Alias você também está muito bem, Black.
-Obrigado, senhorita. Podemos aparatar?
-Certamente. –Sabrina respondeu com um sorriso charmoso.
Eles aparataram na porta principal da Mansão Malfoy. Vários bruxos chegavam aparatando ou mesmo em carros importados. Um clima de luxo e ostentação pairava pela mansão.
-O Malfoy continua o nojento de sempre? –Sabrina perguntou dando o braço para Sirius para que eles entrassem juntos na festa.
-Continua. Você soube da novidade? Ele vai casar com a minha priminha querida, a Narcisa. –Sirius falou meio debochado.
-Eu li em alguma coluna social... Bom, dessa mistura vai sair uma cobra loira e desagradável... –Sabrina falou despreocupada.
-Com certeza.
Os dois passaram pela recepção e entraram no salão onde pessoas vestidas de maneira glamurosa circulavam, com taças de champanhe e whisky de fogo. Muitos rostos conhecidos estavam por ali.
-Você quer que eu te apresente alguém especificamente? –Sirius perguntou ao ouvido de Sabrina.
-Por enquanto não. Apenas me mostre as pessoas importantes.
-Pode deixar. –ele olhou em volta –Aquele é Luccas Morrison, dono da maior industria de vassouras do mundo bruxo. –ele falou apontando para um homem de cabelos grisalhos e expressão jovial –Aquele é Paul Dane, presidente de uma das maiores firmas de advogados bruxos de Londres. –esse era um homem de cabelos negros, de uns quarenta anos e aparência aristocrática –Aquela é Angelina Oliver ela é...
E assim se passou uma hora. Sirius mostrando pessoas e mais pessoas para Sabrina e ela anotando mentalmente quem ela deveria conhecer pessoalmente depois. Um tempo depois os dois começaram a dançar juntos a musica suave que tocava.
-Eu odeio essas músicas lentas. –Sabrina falou suspirando.
-E o que a senhorita gosta de ouvir então?
-Alguma coisa com batida, para dançar e proibida para menores. –ela falou com um sorriso divertido.
Sirius riu.
-Você não mudou nada desde a época da escola. –ele falou.
-Olha quem fala, Sirius. –ela falou meio debochada –Me diz ai, em quem você ta de olho. Na Pandora ou na Anna? Eu aposto na Pandora.
Sirius olhou surpreso para Sabrina.
-Como você sabia que...
-Ah Sirius Black, eu te conheço. –ela falou com um sorriso vitorioso –Se minha teoria do "você não mudou nada nesses anos" estivesse certa era uma coisa óbvia de se acontecer. As duas são carne nova, mas a Pandora... –Sabrina suspirou dramática –A Pandora é pelo desafio né? Sua chefe cheia de poder, linda, sensual... Você não presta mesmo, Sirius. –ela concluiu rindo.
-Obrigado pelo elogio, Papi. –ele falou irônico, fazendo ela rodopiar graciosamente.
-Vamos beber algo? Daqui a pouco eu quero que você me apresente a algumas pessoas.
-Certo. Tudo o que a senhorita quiser. –Sirius falou charmoso.
Os dois saíram da pista e logo Sabrina começou a ser apresentada às pessoas. Donos de jornais e revistas importantes, negociantes, donos de fabricas. Por fim, estavam mais uma vez parados junto à mesa de bebidas, quando uma loira extremamente voluptuosa parou do lado deles.
-Ah Amos, só um pouquinho de champagne não mata. –ela falou com voz extremamente irritante e um pouco enrolada.
-Um pouco não mata mesmo. –Amos falou se aproximando da garota, sem notar Sirius e Sabrina ali –Mas oito taças tornam as pessoas extremamente desagradáveis. –ele falou um tanto grosso.
-Ah Aminhos... Por isso você ta na seca há tanto tempo. –Sirius falou debochado atraindo a atenção do loiro –Isso é jeito de tratar uma mulher tão linda? –ele completou lançando um sorriso sedutor para a acompanhante de Amos.
-Fique a vontade, Black. –Amos disse entediado, indicando a garota com a cabeça –Ora, Carter não tinha te visto.
-Seria pedir demais da sua boa educação né? –Sabrina falou irônica.
-Quando Black disse que vocês iam sair eu não esperava que ele te trouxesse nesse tipo de festa entediante. –Amos comentou.
-Pra você ver. Acho que o Sirius desaprendeu a agradar uma mulher. –Sabrina provocou.
-Muito engraçado, princesinha. –Sirius falou irônico –Quer que eu te mostre que eu ainda sei agradar? –ele provocou.
-Não queridinho. Guarde essa energia para seu alvo inatingível. –ela falou divertida.
-Nós vamos ver quanto inatingível é esse alvo, Sabrina. –Sirius piscou maroto para ela.
-Com licença.
Era Paul Dane, um dos advogados mais renomados do mundo bruxo, dono da maior firma de advocacia da Europa. Estava ali parado diante deles.
-Se o senhor Black não se importar, eu gostaria de tirar a adorável senhorita Carter para dançar. –ele pediu de um jeito extremamente galante.
-Claro que o senhor Black não se importa. –Sabrina se adiantou ao ver que Sirius abria a boca para falar algo não muito proveitoso –Adoraria dançar com o senhor, senhor Dane. –ela deu um sorriso elegante.
-Por aqui. –ele falou educadamente indicando a pista para ela.
-Eu não gosto desse cara. –Sirius falou.
-Você não é o único. –Amos falou –Qualquer mulher em sã consciência devia ficar longe dele.
-É, mas a Sabrina nunca foi sã. –Sirius comentou displicente.
-Você não se preocupa com a sua acompanhante não? –Amos perguntou sarcástico.
-A Sabrina sobreviveu a um treinamento no deserto da Austrália. Não acho que ela não saiba lidar com esse tipo de cara. –Sirius falou despreocupado.
-Como você pode ter tanta certeza, Black? –Amos perguntou impaciente.
-Vamos fazer assim: eu levo sua bela acompanhante para algum lugar mais interessante e você fica aqui cuidando da Sabrina, que tal? –Sirius propôs provocativo.
-Fechado. –Amos respondeu sem nem pensar –Eu não agüento mais essa garota mesmo.
-Você devia admitir logo que ama a loira ali. –Sirius falou indicando a pista com a cabeça –Vamos, senhorita. –ele falou oferecendo o braço para a acompanhante loira de Amos que nem hesitou em aceitar o convite e sair dali.
Sabrina dançava com Paul. Ele era um homem elegante e refinado. Não era cafajeste ou sedutor, mas tinha seu charme e um jeito meio perigoso. Sabrina conhecia esse jeito. Era o tipo de cara que estava fazendo alguma coisa errada. Ele não devia ser exatamente um bom rapaz...
-Então a senhorita é filha de Derick Carter? Quanta surpresa...
-Por favor, me chame de Sabrina. –ela pediu bem humorada.
-Como eu posso te chamar de Sabrina se você insiste em me chamar de Dane? –ele perguntou charmoso.
-Ok. Eu te chamo de Paul e você me chama de Sabrina, certo? –ela propôs de um jeito adorável.
-Perfeito. –ele sorriu –O que uma jovem faz perdida numa festa desse tipo? Você devia estar em algum lugar mais interessante.
-Se eu não tivesse vindo a essa festa eu não estaria agora dançando com você. –ela sugeriu elegante.
-Bem pensado... –ele deu um sorriso casual.
-Com licença. Eu poderia tirar a senhorita Carter de seus braços por um minuto? –Amos apareceu, saindo sabe-se lá de onde.
-Acho que... Não há problema. –Paul falou incerto, sem perceber a expressão furiosa de Sabrina.
Amos pegou Sabrina pela mão e tirou-a dali antes que ela pudesse reclamar.
-O que você pensa que está fazendo Diggory? –ela perguntou furiosa quando pararam em um outro ponto da pista de dança.
-Dançando com você. –ele falou se fazendo de desentendido. Então passou um dos braços pela cintura dela e a outra mão segurou a dela.
-Me solta Diggory! –Sabrina falou por entre os dentes.
-Não, Carter. –ele falou imitando o tom dela –Seu acompanhante foi embora com a minha companhia, então eu fiquei pra cuidar de você.
-Como se eu precisasse que você cuidasse de mim. –Sabrina falou irônica.
-Aparentemente precisa. Você tem noção de com quem você estava falando?
-Com um homem muito charmoso e elegante, ao contrario de você. –ela provocou.
-Esse cara é mais sujo que pau de corujal, Sabrina. –Amos falou ignorando o tom dela –Ele só não foi preso e devidamente investigado até hoje por ter as costas quentes. –ele falou sério.
-Obrigada pela informação, Diggory. –ela falou irônica –Mas eu sei muito bem o que eu estou fazendo. –ela falou fazendo menção de se afastar de Amos.
-Eu tenho minhas dúvidas. –ele falou apertando o abraço que dava a cintura dela, impedindo assim que ela saísse.
Sabrina sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ser apertada pelos braços de Amos, mas tratou de disfarçar bem. Estava lá a trabalho e não podia se esquecer disso.
-Escuta bem, Diggory, porque eu só vou explicar uma vez. –ela pediu respirando fundo.
XxX
Enquanto isso na casa das garotas Anna estava perseguindo Lily há meia hora pela sala.
-Anna pela milésima vez: ME DEIXA EM PAZ! –Lily gritou.
-Não até você me ouvir. –Anna falou sem medo –Por que você não da uma chance pro James? Ele parece gostar tanto de você...
-Ai Merlin meu! O que eu fiz pra merecer isso? –Lily falou impaciente –Já não me bastam os três anos que a Alice e a Lucilla ficaram na minha orelha na escola, agora eu tenho que agüentar você também?
-Você já pensou na possibilidade de que se todo mundo está no seu pé no mesmo assunto pode ser que elas estejam certas e você errada? –Pandora falou calmamente.
-Pandora, não ajuda! –Lily reclamou –Você mesma vive dizendo pra gente não se envolver com colegas de escritório.
-Ok, não está mais aqui quem falou. –Pandora falou rindo e levantando as mãos em sinal de rendição.
-Ah, mas eu não desisto! Pelo menos não até você falar porque não quer dar uma chance para o James. –Anna reafirmou.
-O que ta acontecendo? –perguntou Lucilla que acabava de descer as escadas e chegar à sala.
-A Anna quer convencer a Lily a dar uma chance para o Potter. –Pandora informou.
-Sério? –Lucilla perguntou, então correu até o é da escada e gritou –ALICE!
Alice desceu correndo.
-O que aconteceu? –a morena perguntou preocupada.
-Depois de anos ganhamos reforços. –Lucilla falou com um sorriso animado.
-Ãh? –Alice não entendeu.
-A Anna aderiu a nossa antiga luta! –Lucilla falou super animada –"Lily Evans deixe de ser chata e dê uma chance para James Potter".
Alice abriu um enorme sorriso.
-Sério, Anninha? Ah q tuuuuudo!!!
-Dá pra vocês três pararem com isso? –Lily perguntou irritada –Até a Pandora poderia aderir a essa "luta" e me mandar sair com o Potter e mesmo assim eu não iria. –Lily avisou.
-Tudo bem que eu não vou fazer isso... –Pandora começou cuidadosa –Mas posso saber por que toda essa revolta?
-Porque o Potter é um idiota, arrogante, galinha, metido e...
-Lily nós ficamos ANOS sem ver o James! Sete anos para ser mais precisa! –Alice falou impaciente –Você já pensou na possibilidade de ele não ser mais assim?
-Ele ainda é assim, sim. Porque é da natureza dele ser um babaca. –Lily falou dando as costas para as amigas e subindo as escadas, dando a discussão por encerrada.
-Ela era sempre assim na escola? –Pandora perguntou surpresa.
-A Lily sempre é tão equilibrada, racional. Eu nunca vi ela agir de um jeito tão infantil antes. –Anna falou.
-É porque você nunca falou do assunto James Potter com ela. –Alice explicou, dando um suspiro cansado.
XxX
Já era mais de três da manhã quando Sabrina foi embora da festa. Com Amos.
-Eu ainda não entendi porque é você quem está me levando pra casa. –ela falou emburrada.
-Já disse. O Black foi embora da festa com uma mulher e falou para eu te levar pra casa. –Amos explicou sem sequer olhar para ela.
-Eu não acredito! Eu mato o Sirius. –ela resmungou.
-Não seja tão mimada e irritante, Carter. Nem sempre as coisas são como você quer. –Amos debochou.
-As coisas sempre são como eu quero, Diggory. –ela provocou –Esse cartão é a prova disso. –ela passou um pequeno cartão branco bem diante dos olhos dele.
-Que cartão é esse? –ele falou tentando pegar o cartão, mas Sabrina rapidamente tirou de seu alcance.
-É o telefone do senhor Dane. –ela falou com exagerada pompa –Ele me adorou sabia? –ela provocou.
-É porque ele não te conhece direito. –Amos provocou de volta –Cuidado aonde você vai se enfiar, viu? Pode ser que não tenha ninguém lá pra te resgatar...
-Eu não preciso que me resgatem, Diggory. –ela falou debochada –É aqui. –ela avisou.
Amos parou o carro diante do galpão.
-Obrigada por tudo, Diggory. –Sabrina falou irônica saindo do carro.
Assim que ela bateu a porta do carro a porta do galpão se abriu e Pandora saiu lá fora, vestida do mesmo jeito que estava quando Sirius apareceu lá.
Ela trocou algumas palavras rápidas com Sabrina que entrou no galpão e depois foi na direção do carro de Amos, que ainda estava parado ali.
-Ola. –ela falou se debruçando na janela do carona –Eu sou Pandora Shepherd. –ela falou oferecendo a mão para um cumprimento.
-Amos Diggory. –ele falou aceitando o cumprimento –Então você é a famosa chefe...
-Creio que sim, mas nem quero saber por que... De onde você ouviu meu nome?
-Eu divido um apartamento com Lupin e Longbotton.
-Ah, meus bons meninos... –Pandora falou com um ar divertido.
Ela olhou para o belo carro que Amos dirigia. Um Lamborghini Gallardo Superleggera preto.
-Hum... Lamborghini... Bom gosto, senhor Diggory. –ela comentou.
-Mas... –Amos encorajou divertido.
-Prefiro minha Ferrari. –ela comentou com um sorriso provocativo.
-Deixa eu adivinhar. –Amos provocou –Ferrari vermelha?
-Qual a graça de ter uma Ferrari se ela não for vermelha? –Pandora perguntou como se fosse óbvio.
-Qual o modelo? –ele perguntou interessado.
-F430.
-Hum... Belo carro. Motor V8, todos aqueles 450 cavalos...
-Você quer dizer 490, né? –Pandora perguntou arqueando a sobrancelha.
-Eu tinha certeza que ia adorar conversar com você. –Amos riu, fazendo Pandora rir também.
E eles conversaram por mais um bom tempo...
XxX
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