Capitulo 7: Dias em Izumo

Simplesmente, estava furiosa... Não podia acreditar! E apesar disso, tratava ser tranqüila como sempre, mas era algo muito difícil quando estava sentindo que o sangue fervia em suas veias. E não era para menos, pois na sua frente, duas mulheres flertavam descaradamente com Yamato e se isso não acabasse logo não sabia o que seria capaz de fazer.

Tudo começou quando havia chegado em Izumo. Sora se retirou alguns minutos para ir ao banheiro enquanto seu amigo recolhia as malas, tempo suficiente para que duas atraentes mulheres se aproximassem dele, com o pretexto de pedir informações para encontrar algum lugar, pois estavam visitando a cidade; Sora, que havia voltado, guardou uma distância conveniente supondo que Yamato não demoraria muito, pois conhecia muito bem aquele lugar.

Mas logo viu que apesar das claras indicações que proporcionava, as garotas pareciam não entender... Ou melhor, fingiam não entender. E os intensos olhares que dirigiam a Yamato, acompanhados de escandalosos risinhos e cantadas baratas, não deixavam lugar a dúvidas para saber que estavam mais que fascinadas com o atraente produtor de música.

E o que Yamato fazia?

Não sabia se era porque gostava de alguma delas ou porque era muito atento, continuava lhe explicando pacientemente a simples rota que deviam seguir.

"Aaaaai, é que parece muito complicado..."- dizia a garota de cabelo negro com voz fingida de preocupação.

"E como não conhecemos o lugar, poderíamos nos perder!- lhe seguia a outra garota de cabelo castanho...

"Nesse caso poderiam pedir um táxi que as deixaram no hotel, mas como já lhes disse, só precisam caminhar uma rua e duas quadras saindo do aeroporto..."- Yamato, que já estava farto dessas mulheres, tratou de lhes dar uma solução definitiva, além do mais, já tinha percebido a presença de Sora a alguns metros dele, mas as jovens não o soltariam tão facilmente.

"Escuta... poderia nos acompanhar? Nos sentiríamos mais seguras se um homem como você for com nós... e... saberemos te agradecer muito, mas muito bem..."- o tom sensual que havia usado uma delas fazia que a petição tivesse um objetivo claro, queriam seduzir Yamato e essa foi a gota d'água.

Sora chegou a eles com passo seguro e firme, desconcertando as garotas que olharam com fúria a intrusa que havia se atrevido a interrompê-las, sobre tudo quando inesperadamente e com um grande sorriso, a ruiva abraçou o atraente loiro. "Querido... será melhor irmos agora, ainda falta muito para percorrer e ficará tarde se continuarmos aqui..."- a atitude de Sora era tão carinhosa que Yamato não pode evitar em ruborizar-se e deixar-se conduzir docilmente pela mão, deixando duas incrédulas e furiosas garotas para trás sem nenhuma explicação para pegar um táxi.

Enquanto se dirigiam a casa dos Ishida em Izumo, Sora havia notado que Yamato a olhava de lado enquanto um pequeno sorriso se desenhava em seus lábios. "O que foi?"- perguntou intrigada por saber o significado daqueles gestos.

"Nada... só que foi agradável te ver com ciúme... estava realmente furiosa querida"

"Ciúme? Eu? Delas! Por favor, Yamato. De jeito nenhum... estava apenas te salvando, não ia permitir que duas harpias como essas te enganassem com suas artimanhas baratas."

"E a isso não se chama estar com ciúme?"- o sorriso seguro do loiro fez com que Sora ficasse nervosa e desviasse o olhar para a paisagem fora do táxi.

"Claro que NÃO!"- tratou de negar, mas no fundo sabia que essa não era a resposta. "Bom, talvez... Mas só um pouco." - tinha que admitir, teve ciúme e não lhe agradou essa sensação. Jamais em sua vida havia sentido isso! Mas quando viu Yamato rodeado de mulheres, nossa. Yamato sorriu satisfeito por aquela resposta, por isso puxou Sora, que havia se refugiado na janela do táxi para não vê-lo, e a rodeou entre seus braços acariciando seu cabelo e não dizendo nada era sua forma de expressar Obrigado por se importar.... Sora desfrutou aquele calor se refugiando neles.

Ainda não tinham entrado na casa e Sora já estava encantada com o lugar, pois se encontrava à beira do bosque fora da cidade, e o ambiente era sumamente agradável e fresco. A casa tinha esse toque tradicional que dificilmente se podia ver na cidade, mas em Izumo, que tinha muitos lugares culturais e de recreação ideais para férias.

"Gostou?"- perguntou Yamato ao ver a cara ansiosa da ruiva por entrar e explorar a casa.

"ADOREI! Yamato, esse lugar é lindíssimo..."

"Me alegra escutar isso, sabia que gostaria. Anda, vamos entrar."- Yamato sorriu satisfeito com a impressão que havia causado o lugar a sua amiga, sabendo muito bem que ela adorava os espaços abertos que oferecia o campo. Assim que abriu a porta, antes que Sora pudesse entrar, a deteve carregando-a nos braços sem que ela pudesse fazer nada para evitar.

"No ocidente é tradição que o homem entre com sua esposa nos braços ao que será seu lar, sabia?"- respondeu diante do rosto surpreso e questionador, além de ruborizado de Sora por sua ação.

"Mas, Yamato, aqui não é o ocidente e nós não estamos casados." - respondeu já mais tranqüila enquanto se segurava no pescoço dele.

"Vamos, Sora. Não tire o romantismo do assunto com um detalhe sem importância. Além do mais, sabe o que me perguntou o taxista enquanto pegava as malas?"

"O quê?"

"Se estávamos casados, porque formávamos um lindo casal."

Sério?...Mas você lhe esclareceu que somos apenas bons amigos tirando uns dias de folga, certo?"-Yamato depositou Sora suavemente no sofá da sala principal.

"De fato... lhe disse que viemos a Izumo passar um apaixonada lua-de-mel..."- respondeu enquanto acurralava Sora entre o móvel e ele, enquanto em sua mente esperava que ela lhe chamasse a atenção. Mas no lugar disso, sentiu como seu pescoço era rodeado pelos finos braços de Sora o atraindo lentamente a ela até que seus lábios se fundiram em um apaixonado e profundo beijo.

"Bem vindo, jovem Ishida... fizeram uma boa viagem?"- a inoportuna voz fez com que ambos se separassem levantando-se tão rápido como puderam para descobrir uma pequena mulher com a idade já avançada.

"Eh... Sim, Sra. Mazuya... Obrigado por nos receber."

"Espero não interromper nada..."- comentou a mulher com um sorriso que apesar dos anos, se mostrava travesso.

"Eh... não... claro que não..."- respondeu Yamato sentindo-se como uma criança surpreendido por um familiar a ponto de fazer uma travessura.

Então Sora conheceu a senhora Ryoko Mazuya, encarregada de limpar a casa uma vez por semana, e nesta ocasião, por pedido de Yamato, abastecê-los com tudo o que precisariam durante sua estância em Izumo. Apesar da obvia e inoportuna interrupção, a mulher não comentou nada enquanto lhes explicava como havia disposto as coisas na cozinha e nos quartos que usariam se comportando em todo momento muito amável, os tratando com especial cordialidade... Mas Sora notou que a senil mulher os observava discretamente em todo momento como se estivesse os analisando para chegar a uma conclusão. Umas horas depois a mulher se dispunha a se retirar sendo acompanhada por Yamato e Sora, enquanto esperavam o transporte que a conduziria para sua casa. Foi então que a mulher, dando um profundo suspiro, para em frente à eles, vendo em especial a Sora.

"A senhora Kaoru, a avó de Yamato, teria gostado muito de te conhecer, é uma jovenzinha encantadora..."

"Muito obrigado senhora, também gostaria muito de ter a conhecido. Yamato e Takeru me falam dela com muito respeito e carinho."

"E ela os adorava mais que tudo, a faziam muito feliz quando vinham visitá-la..."- o olhar da mulher ficou ausente por alguns momentos, como acontece quando a mente viaja por alguns segundos ao passado e volta acompanhado por um suspiro. "Lhe alegraria ver que seu pequeno lobo solitário enfim encontrou uma companheira que esteja ao seu lado... O queira muito e cuide muito bem dele, por favor senhorita Takenouchi. Será uma honra lhe servir quando se converter na senhora desta casa."

Sora não entendeu a que se referiam estas últimas palavras, mas assentiu confortando a mulher, sem deixar de notar que Yamato tinha ficado nervoso com aquele comentário. O transporte não demorou a chegar e ambos se despediram dela, que lhes desejou a melhor das sortes. E depois de se afastar o suficiente, Yamato tratou de alegar-se discretamente mas Sora o deteve...

"Yamato... O que ela quis dizer com isso de Será uma honra lhe servir quando se converter na senhora desta casa?"

"Isso... bom... é que simplesmente interpretou mal as coisa... isso é tudo... Quer limonada? Está fazendo muito calor, não acha?"

"YAMATO!"

"Está bem... É que ontem quando falei com ela por telefone... lhe disse que... viria com minha noiva. E antes que fale alguma coisa me deixe te explicar!"- Sora respirou profundamente e concedeu aquele petição. "O que acontece é que aqui em Izumo, o povo é muito conservador, e dois amigos completamente a sós é muito mal visto... Porém, se acham que há algo formal e sério entre nós, nos deixaram em paz nos dando os privilégios de um compromisso nos deixando a sós sem problemas..."- e foi então que Yamato compreendeu a seriedade de suas palavras, pois isso significaria que teriam que fingir que estavam comprometidos. E essas eram palavras sérias, pois uma coisa era brincar com um taxista que talvez nunca mais voltasse a ver e outro muito diferente era mentir a mulher a que tinha um grande respeito... E talvez, Sora não gostasse da idéia, pois isso criaria uma situação ainda mais comprometedora da que já existia entre eles e ficar sozinhos em Izumo era uma tentação tremenda... Com isso, o que poderia acontecer? Sim, claro... Só seriam três dias, mas seriam três dias completamente a sós com uma mulher que o atraia. Levantou a vista esperando encontrar com um olhar de reprovação por parte de Sora, mas no lugar disso descobriu uns olhos divertidos que o viam com um grande sorriso. "Não está irritada?"- perguntou com uma expressão que parecia a de uma criança preocupada em saber se seria ou não castigada. E como tal, Sora o abraçou lhe dando um beijo no rosto e remexendo seu cabelo.

"Será melhor arrumar as coisas... Há muitos lugares para ver e muito pouco tempo."- a ruiva caminhou sorridente até o quarto que lhe haviam indicado que seria o seu deixando para trás um Yamato confuso. Era sua imaginação... Ou... Sora desfrutava da situação?... Suspirou pensando que teria três dias para descobrir.

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Era meio dia quando caminhavam pelo bosque que se expandia por toda a prefeitura de Tachikue, onde havia uma grande quantidade de árvores de sakura, que por suas pétalas rosas contrastavam maravilhosamente com o resto da folhagem verde do lugar.

Estavam caminhando cerca de uma hora pelo denso bosque e Yamato sentia que não podia deixar de olhá-la. Sora irradiava tanta frescura e energia que lhe fazia pensar que sem dúvida estava em seu lugar... Livre na natureza.

Via tudo e perguntava por tudo curiosa, às vezes se adiantando a seu passo e outras mais ficando pra trás para observar mais algo que havia chamado sua atenção, e então, não podia mais que sorrir ao vê-la, e respondia cada pergunta que ela lhe fazia esperando satisfazer sua curiosidade sobre a flora e fauna do lugar... Estava seguro que nesses momentos Sora, igual a ele, sentia que haviam deixado de ser uns responsáveis adultos de 28 anos, para se converter naqueles meninos curiosos pela vida que eram a seus onze anos. Esse era um dos tantos efeitos que ela tinha sobre ele, com apenas sua presença podia mudar até o animo mais cinzento que pudesse sentir para convertê-lo em um sorriso. Se ela simplesmente estava li seja para acompanhá-lo ou escutá-lo, com ela não tinha nada que esconder.

Parou numa árvore encostando-se a ela enquanto respirava profundamente para esclarecer os sentimentos que estavam nascendo por aquela ruiva que havia crescido junto com ele, quando escutou o grito de Sora, fazendo-o virar-se rapidamente para onde havia a visto pela última vez, e pôde ver como Sora rodava encosta abaixo.

"SORA!"- gritou aterrorizado enquanto corria em sua direção, por sorte a queda não foi muito alta e parou antes de cair ao rio que atravessava o bosque, mas não por isso deixava de se preocupar. "Está bem?"- perguntou visivelmente preocupado enquanto descia a encosta.

Ela levantou o olhar, algo perturbada e confusa pela queda, vendo a silhueta de Yamato com o sol em suas costas."Sim, tudo bem... Estou bem."- respondeu com um sorriso sem graça pela situação enquanto agitava sua mão sem poder evitar que seu pulso se acelerasse ao se dar conta que ele descia para resgatá-la.

Ao chegar a ela, Yamato a inspecionou rapidamente para se assegurar que não estava ferida, terminando por abraçá-la se sentindo aliviado. "Graça a Deus está bem."- dizia enquanto a envolvia em seus braços querendo assegurar que não aconteceria mais nada.

Sora ainda se sentia perturbada pela queda, mas também feliz por aquela sensação de proteção que Yamato lhe transmitia ao lhe demonstrar o muito que havia se preocupado. E apesar de seus sentidos estarem confusos, só podia perceber com claridade o aroma de sua pele e a dureza dos músculos peitorais de Yamato...Para finalmente sentir aquela fria sensação de abandono ao ser afastada daqueles braços.

"O que aconteceu?... Me distrai uns segundos e quando me viro te vejo rodando pela costa, quase me mata de susto! Sorte sua não ter caído no rio!"

"Desculpa, foi uma idiotice. Fui ver não sei o que, e sem me dar conta estava na beirada... perdi o equilíbrio e PAW! Caí rodando..."- não gostava de preocupar ninguém, mas tinha que admitir que havia gostado de vê-lo preocupado por ela... Yamato era terno, amável, sincero, sexy...E... Estava rindo dela!! "O que te parece tão divertido?"- Sora exigiu saber olhando-o nos olhos.

"Você, meu Cielo..."

"Não sou seu Cielo, Yamato... E pára de rir!"

"Vamos, Sora. Deveria se ver...Tem um monte de folhas no cabelo e barro no rosto..."

"Queeeeeê?!"- Sora correu ao rio e ao ver seu reflexo comprovou que seu amigo tinha razão e também teve que rir de seu aspecto. "Sou um desastre!"- disse enquanto se limpava com a ajuda da água.

"Um completo desastre.."- comentou o loiro entre risos ao se aproximar ficando atrás dela. Sora respondeu jogando-lhe água. Yamato fez o mesmo iniciando dessa forma um jogo na beira do rio.

"CHEGA! CHEGA! ME RENDO!"- gritava Sora entre risos depois que Yamato a pegou e ameaçou jogá-la na água como vingança por deixá-lo todo molhado. "ME SOLTA, YAMATO!"

"Tem certeza?"- perguntou divertido fazendo-a ver que estava praticamente sobre a água e se a soltasse cairia nela.

"Mas não aqui!"- Sora se agarrou ao pescoço dele enquanto ele se afastava do rio para soltá-la, mesmo que apesar disso Sora não o soltava, assim com ele se negava a deixá-la ir.

"Se deu conta que estamos no meio do bosque completamente sós e poderíamos fazer o que tivermos vontade?"- Yamato sussurrou aquelas palavras em seu ouvido com uma voz tão suave e sensual que Sora se arrepiou totalmente.

"Ah, sim?... Como o quê?"- perguntou fingindo ingenuidade em seu tom, mas seu olhar rubi destilava malícia.

"Não imagina?"- Yamato deslizou seus lábios pelo pescoço lhe dando ligeiras mordidas no lóbulo de seu ouvido; Sora só pôde agradecer estar se segurando em Yamato, pois se ele continuasse com isso tinha certeza que a força de suas pernas a abandonariam completamente a qualquer momento.

O calor do corpo de Yamato e o brilho de seus olhos azuis contrastavam com o frescor do bosque e a fraca luz que passava entre as árvores, fazendo com que Sora se sentisse numa atmosfera que a absorvia e que não podia e nem desejava resistir por muito tempo.

Yamato deteve seus inquietos lábios para observar um momento o rosto doce de Sora que era realçado pelo âmbar de seus olhos e o rubor de suas faces. Ela apenas lhe chegava um pouco acima do ombro e sua delicada figura o fazia se sentir forte e varonil, capaz de protegê-la de qualquer coisa que a ameaçasse. Então Yamato se deu conta que ela também o observava, e pouco seu olhar sobre aqueles lábios que necessitava saborear de novo e então abaixou sua cabeça para tomar posse deles novamente, provocando que Sora se desmanchasse em seus braços, como se aquele sempre tive sido seu lugar, se segurando com força em seus ombros para não perder o equilíbrio.

Suaves gemidos começaram a surgir incitando ao desejo mais ainda e fazendo inconcebível a idéia de se afastarem...

Pouco a pouco seus corpos foram cedendo a gravidade, se deixando levar pelas sensações que estavam experimentando e iam deitando sobre a escassa grama que tinham como leito. As experimentadas mãos de Yamato começaram a se deslizar por baixo de suas roupas recorrendo vagarosamente a aveludada pele de Sora, apossando-se do calor que emanava daquele corpo para ir mesclando com o seu próprio. Enquanto que as inquietas mãos dela exploravam gradualmente a amplitude de suas costas por cima daquelas roupas que começavam a ser irritantes...

"Eeeeei... Há alguém ai em baixo?... Precisa de ajuda?"

Escutaram uma voz no alto da costa tirando-os bruscamente da libido em que se encontravam, olhando-se temerosos diante da possibilidade de serem descobertos. Yamato se repreendeu mentalmente por ter deixado a pequena mochila com alimentos tirada no caminho ao descer precipitadamente após a queda de Sora, já que seguramente essa havia sido a razão pela qual alguém havia percebido a presença de alguém costa abaixo.

Sua respiração era tão agitada que não podiam responder, esperando assim que aquele impertinente fosse embora e pudesse continuar com ser amorío.

"Se encontra bem?"- seguia gritando o homem.

"Muito bem, antes que você viesse nos interromper, idiota!"- Yamato escutou Sora murmurar tão irritada como ele estava, mas aquelas palavras só puderam o fazer sorrir contendo-se para não rir.

Acariciou suavemente o rosto de sua amante ruiva fazendo-a se sobressaltar, mas conseguindo sua silenciosa atenção. "Te juro que da próxima vez nada evitará que te faça minha."- sussurrou enquanto passava a ponta de seus dedos por aqueles lábios que o faziam perder a razão.

"Nem eu permitirei..."- sussurrou Sora com um ligeiro sorriso que foi apagado com um beijo. Yamato se incorporou para ir fazer com aquele homem e dar tempo para Sora arrumar a roupa.

"Olá!"- insistiu novamente a estranha voz indicando-lhes por sua força que estava se aproximando. Então Yamato se deu conta que era um guia de turismo, pois atrás dele, o esperando sobre a costa, havia um pequeno grupo de crianças.

"Precisa de ajuda?"- perguntou o homem ao ver que Yamato se aproximava.

"Não, senhor. Obrigado. É que minha noiva caiu pela costa e..."

"Está ferida? Tem que levá-la ao hospital..."

"Não, não é necessário, felizmente foram apenas pequenos arranhões e esta um pouco aturdida com isso, mas está descasando... Isso é tudo."

"Podemos levá-los a algum centro de reunião para turistas se quiserem, nosso transporte não está muito longe daqui."

"Não é necessário, já estou bem, obrigado."- acrescentou Sora se aproximando deles.

"Hei, precisam de ajuda?"- perguntou outra voz do alto da costa.

"Não, está tudo sob controle, já vamos subir."- respondeu o homem que havia interrompido justo quando as coisas começavam a ficar interessantes.

Yamato e Sora suspiraram, se perguntando onde teriam chegado se aquele estranho não tivesse aparecido, mas já não havia caso lamentar. Subiram a encosta para se reunir com os demais e assim continuar seu próprio caminho. Passaram o resto do dia caminhando tranqüilamente pelo bosque Tachikue e visitando as ruínas do castelo Tobigazu que havia sido construído em 1562, mas sempre se abraçando e com um brilho muito especial nos olhos, fazendo com que qualquer um que os visse, não duvidasse que eram um casal apaixonado, mesmo que eles mesmos não soubesse o que deixavam transpassar e muito menos o que já sentiam.