In a Different Light
Capítulo 7: Proteção
Por: TheMaven
Tradução por: Shampoo
Embora Jaken odiasse admitir, com o passar do tempo ele tinha se apegado mais àquela desagradável filhotinha humana conhecida como Rin. No começo a achava cansativa e irritante, sempre pegando no pé. Se ela não estava cantando ou pulando por aí, estava fazendo aquelas irritantes coroas de florzinhas, tentando fazer com que ele e o mestre as usassem. O lorde era sempre "lindo", e a garota dizia que ela poderia dar a dele para ele. Então, em lugar de usar uma ridícula coroa, Jaken sempre tinha duas.
O sapo zombou ao relembrar aquilo durante a patrulha de fronteiras. Um demônio da idade e envergadura dele andando por aí com a cabeça cheia de flores.
Como sempre, Lorde Sesshoumaru liderava o caminho, seguido de perto pelo fiel servo que segurava as rédeas de Ah-Un, que no momento carregava todos os suprimentos e uma mimada filhote humana... Embora, sob uma cuidadosa inspeção e em todas as justiças, ele percebesse que certamente não poderia mais chamá-la de filhote. Ela era uma adulta pelos padrões humanos e a pretendente do mestre dele. E supôs... pelos padrões humanos... ela poderia ser considerada um pouco atraente. Ele mesmo nunca se interessou muito por mulheres, mas o lorde dele tinha um olhar para a beleza. Somente aquele que olhasse para o castelo e as terras dele imediatamente perceberia isso ao redor.
O lorde tinha uma pura apreciação por selvas impecáveis e florestas virgens – as montanhas acidentadas, as majestosas árvores; as límpidas e boas águas dos lagos, rios e córregos; os tranquilos vales e as colinas levemente onduladas; o barulho e beleza das quedas d'águas, o efeito tranquilizante de uma cascata. E o interior da casa não era diferente. Finos chãos de madeira resistente; cortinas de seda e linho; os mais detalhados estofados e brocados nas almofadas das cadeiras; mármore na casa de banho, granito na cozinha e argila nos corredores. Nas paredes havia os mais conhecidos trabalhos dos mais estimados calígrafos e os mais treinados tecedores – deslumbrantes retratos dos veneráveis demônios ancestrais de Lorde Sesshoumaru e brilhantes aquarelas das fronteiras dos territórios do Oeste e algumas batalhas que o lorde e o pai do lorde participaram; e tapetes e tecidos que eram indiscutivelmente as melhores de qualquer parte do Oriente. As mesas, as cadeiras e as camas foram confeccionadas com as mais fortes e antigas madeiras e pelos mais respeitáveis artesões. E, claro, somente a mais cara porcelana enfeitava a mesa, e até recentemente o lorde tinha uma grande coleção de vasos de louça... Uma coleção que diminuiu um pouco em número desde a chegada daquela indisciplinada Rin... Embora admitisse que ela não tinha quebrado uma única peça em três anos ou mais.
Jaken suspirou e olhou para a futura senhora. Sim, ele achava que a fase complicada dela já passara, e agora o lorde a considerava como a mais valiosa parte da coleção dele. E Jaken, como protetor de todas as coleções, era mais responsável por ela agora que tinha sido no passado. Se algum mal acontecesse a ela enquanto estivesse sob o cuidado dele...
Encolheu-se com aquele pensamento. As coisas que o lorde o fizera passar toda vez que a criança fugia, ou quando ele perdia o rastro dela de alguma forma... Os espancamentos, os sermões, as pedras na cabeça... Mas não era inteiramente culpa dele. Rin era tão travessa, e encrenca parecia acompanhá-la de perto... E agora que era ela a pretendente do lorde, tinha que ser mais consciente das ações dela. Se deixasse algo acontecer com aquela criatura frágil e fraca...
Olhou os dois – o lorde em frente a ele e a futura senhora atrás de Jaken – e balançou a cabeça com tristeza. Oh, como as coisas haviam decaído... Primeiro Lorde Inutaisho, depois aquele mestiço descerebrado, e agora o mais honorável lorde... Por que ele não percebeu que isso aconteceria?
"Jaken, eu escutei alguma coisa."
Jaken zombou e ignorou as suaves palavras de Rin. Eles haviam deixado o acampamento há horas e agora faziam caminho junto ao monte Kashima, e uma pequena área florestada projetava-se ao lado esquerdo deles. Se mantivessem o atual passo e não tivessem imprevistas dificuldades, chegariam em casa em menos de duas semanas.
"Jaken", Rin repetiu.
"Quieta, garota. Se tivesse algo para ouvir, não acha que nosso lorde ouviria?". Ele a olhou enquanto ela continuava a olhar para os cumes acima deles e depois para as árvores.
"Jaken". O lorde parou em frente a ele e lançou-lhe um olhar pelo canto dos olhos.
Primeiramente, o demônio ficou tenso, pensando que o lorde iria repreendê-lo por não usar o recém-adquirido título de Rin e por ter dito para que se calasse... Mas depois ele também ouviu.
Alguma coisa em algum lugar estava se movendo... Em direção deles.
Sesshoumaru saiu da frente do grupo e foi para o lado deles, parando entre os companheiros e a floresta, que estava a poucos metros à frente.
Um ruído grave ressonou no ar. O vento soprou forte e as árvores começaram a tremer. Também pareceu que o chão em que estavam tremeu em antecipação à chegada do intruso invisível.
Rin escorregou da sela de Ah-Un e ficou ao lado dele, preparando-se para o que vinha do lado da montanha. "O que é isso?", ela perguntou.
O lorde não respondeu. Em lugar disso, ele sacou Tokijin e saltou no ar, exatamente no momento em que um verme monstruoso surgiu, vindo do chão. A coisa ficou em pé e ultrapassou em tamanho as árvores mais altas, a pele translúcida dando-lhe um estranho brilho vermelho entre os acúmulos de rocha e sujeira, incrustados entre os pequenos remos – como protrusões do corpo. Cheirava a terra, morte, sangue e lodo. E quando a criatura abriu a boca cavernosa e rosnou ao mestre, expôs fileira sobre fileira de dentes caninos, trilhando a passagem negra ao interior dela.
"Abaixe-se, Rin!", Jaken comandou. Viu-a abaixar-se atrás de Ah-Un antes de correr para auxiliar o mestre, que apenas mandou duas rajadas de Tokijin em direção do corpo da fera. Apesar da aparência frágil, a pele do verme parecia ser muito resistente, refletindo cada rajada que Lorde Sesshoumaru mandou-lhe. "Estou indo, meu lorde!". Ele brandiu o Bastão de Duas Cabeças acima dele, depois deixou escapar um uma rajada de fogo.
Aquilo pareceu machucar. A fera recuou, derrubando as poucas fileiras de árvores durante o rastro.
"Muito bem, Jaken", Rin vibrou.
Jaken acenou com a cabeça em reconhecimento, depois correu com as pequenas pernas cegamente ao desfiladeiro. Agora a batalha estava seguramente longe da pretendente do lorde, e o verme e o mestre adentravam na floresta quase dezoito metros da base da montanha. Embora estivessem visíveis, Sesshoumaru jogava rajadas pelo alto e a torre monstruosa tinha doze metros em pé. O lorde embainhou Tokijin e lutava com a fera com o Chicote de Luz. Os berros do monstro preenchiam o ar, e a ferocidade da luta fazia o chão tremer.
"Jaken!", Rin gritou.
Jaken virou-se a tempo para ver outro verme surgindo do mesmo lugar que o ocupante anterior. E não estava indo em direção dela, estava indo em direção dele.
"Ah-Un!"
A fera de duas cabeças deixou reluzir uma bola branca ao comando da nova senhora.
Aquilo teve o mesmo efeito que o Bastão de Duas Cabeças. O monstro recuou, dando ao sapo tempo suficiente para se recuperar e lançar uma rajada da própria arma.
Rin deu tapinhas na cabeça deles. "Muito bem, Ah-Un."
Mas o segundo verme não estava morto. Jaken viu com horror quando ele fungou ao passar pelo sapo e ir diretamente em direção de Rin e da fiel montaria.
"Rin!", Jaken gritou.
A garota tomou as rédeas, pulou nas costas de Ah-Un e foi para o alto antes mesmo da fera alcançá-los. Em lugar disso, ele chocou-se com uma montanha, criando um pequeno deslizamento.
"Fique aí", Jaken ordenou quando percebeu que os dois desceriam.
"Mas, Jaken..."
Jaken saiu do caminho quando uma rocha particularmente grande despencou. Viu daquela distância quando o segundo verme tremeu e retorceu-se sob a investida das rochas. O primeiro desaparecera de vista, morto por Sesshoumaru, Jaken concluiu. Quando o deslizamento diminuiu e o verme parou de estremecer, ele sorriu satisfeito e atingiu-o com uma forte chama do Bastão de Duas Cabeças. "Achava que ia me pegar, né?"
O deslizamento parara e Ah-Un e Rin aterrissaram a poucos metros dele. "Parece que fogo é a única coisa que funciona contra eles", Rin declarou quando caminhou até Jaken e ao monstro sem vida.
"Realmente parece isso", ele replicou.
"Onde está Sesshoumaru?", ela perguntou.
Quando os dois voltaram as atenções ao alto, o primeiro verme reapareceu, ensanguentado e ferido, abrindo caminho por um novo ponto do chão.
"Pelos deuses", Jaken murmurou.
"Jaken!"
A cabeça do verme estava vindo diretamente para cima dele.
Então é isso, Jaken pensou. Terminarei meus dias virando comida de um verme.
"Jaken!"
Alguma coisa o acertou, jogando-o no chão, afastando Jaken e Rin para longe do perigo. Sesshoumaru apareceu acima deles e atingiu a fera com um golpe de Tokijin, e, de novo, ficou em pé entre os seguidores e a ameaça iminente.
"R-Rin?", Jaken gaguejou.
Rin limpou a sujeira e o suor do rosto. "Você precisa ter mais cuidado, Jaken. Podia ter sido morto."
"Jaken", o lorde lançou-lhe um olhar estando de costas. "O que está esperando?"
"Sim, meu lorde". O sapo ficou em pé e atingiu o repelente verme com uma forte chama do Bastão.
Rin ficou em pé e viu quando o verme rugiu por último e era reduzido a uma pilha de carne queimada e osso. Ela sorriu e vibrou, batendo palmas em sinal de aprovação. "Muito bem, Jaken".
Jaken virou-se e curvou-se quando Rin continuou a agraciá-lo com elogios.
O único que não estava sorrindo era Sesshoumaru.
"Não foi ótimo?", Rin perguntou. "Foi absolutamente a melhor luta que já vi de Jaken".
Sesshoumaru retornou Tokijin à faixa da cintura e ergueu uma sobrancelha a ela. "Oh?, ele virou-se para encará-los; as feições calmas, o olhar frio e suave. "Foi a melhor luta dele e ainda assim ele precisou da sua ajuda?"
Rin ficou em silêncio, um pequeno rubor formando-se no rosto. Bem, ela aparentemente salvou Jaken, mas...
"Que tolice". Ele girou nos calcanhares e continuou a fazer o caminho junto a montanha, o mesmo caminho que percorriam antes dos vermes aparecerem.
Rin reverenciou a figura do lorde ao longe, depois virou-se ao servo. "O que foi isso?", ela perguntou. "Ele está zangado conosco?"
"O que você acha?". Ele franziu ligeiramente a testa, apertando o Bastão de Duas Cabeças em mãos.
"Mas o que nós fize..."
"Venham", Sesshoumaru os chamou.
"Sim, meu lorde", Jaken apressou o passo atrás dele, a cabeça dele baixa e a postura um tanto quanto caída.
Rin caminhava atrás com Ah-Un, segurando as rédeas dele enquanto seguia ao lorde e ao capetinha verde. Analisou as distantes figuras deles – a impecável silhueta prateada e branca do lorde dela e o servo verde e sujo de lama. Nenhum deles parecia machucado pela aparência, e ela mesma, salvo por pequenos arranhões e um pouco de sujeira, estava perfeitamente bem.
Então, por que ele se aborreceu tanto?, ela se perguntava.
"Não se atrase, Rin".
"Desculpe, Sesshoumaru", ela correu para alcançá-los.
Que tolice, o lorde dissera. Do que era que ele falava? Dela? De Jaken? Os vermes? Quem?
E o que era tão tolo?
As perguntas de Rin permaneceram não respondidas enquanto eles continuavam a caminhar. O dia tornou-se tarde e a tarde virou noite, o sol baixando no oeste, tingindo o céu em nuances de vermelho, laranja e dourado; as longas sombras deles movendo-se pelas folhas secas atrás deles. Deixaram a base da montanha horas atrás e começaram a subir um aclive. Estavam novamente na floresta, e os sons de animais noturnos preenchiam os ouvidos – o cricrilar dos grilos, o coaxar dos sapos, água correndo, galhos tremulando e folhas balançando. Rin viu alguns vaga-lumes, provavelmente no último giro antes do inverno chegar, quando era frio demais para saírem.
Mas quando eles iam parar? Ela pensou. Quando iriam acampar? Quando iam comer? E quem seria o primeiro a falar?
Já estava quieto demais desde que o verme atacou.
"Acampem aqui", Sesshoumaru comandou quando alcançaram o centro de uma outra clareira com algumas árvores. "Eu irei caminhar. Jaken, cuide de Rin."
Jaken curvou-se. "Sim, meu lorde".
"Sesshoumaru...", ela ia perguntar se poderia ir também, mas logo ele desapareceu. "Jaken?", ela caminhou até ele, que puxava uma das sacolas de Ah-Un.
"O que é?", ele foi ríspido.
Rin o ajudou a descarregar o dragão, depois removeram a sela. "Vai comer", ela bateu gentilmente nas costas deles.
Ah-Un fungou docemente, depois deixou a clareira.
"O que há de errado com ele?", ela perguntou a Jaken.
"Ah-Un?", ele perguntou.
Rin cruzou os braços e o olhou irritada. "Nosso lorde", ela replicou zangada. "Ele nos ignorou a maior parte do dia, e agora que paramos, ele nos deixou".
Jaken resmungou ao puxar um pano de uma das sacolas e estendê-la no chão. "Ele está obviamente bravo, menina idiota."
"Bem, eu sei disso", ela falou ríspida. "Não só olhando para ele, claro, mas... O que fizemos de errado? Eu estou bem, você está bem, ele está bem, Ah-Un está bem. Todos estão bem. Qual é o problema?"
"Mas", Jaken começou, "se um de nós não estivesse bem..."
"Mas nós estamos bem", ela argumentou.
"Não escutou nosso mestre?", ele perguntou. "'Jaken, cuide de Rin'".
"Eu escutei", ela falou. "Ele sempre diz isso".
"Não naquele tom", ele replicou.
Rin sentou-se no pano e alisou as dobras no quimono. "Do que está falando?"
"Ele está bravo, certo". Ele tirou uma caixa de madeira da sacola e abriu-a, tirando de lá uma chaleira e três copos. "Comigo, como sempre".
"Por que ele estaria bravo como você?", ela perguntou. "Você foi brilhante hoje".
"Não o escutou?", ele fez uma carranca. '"Foi a melhor luta dele e ainda assim ele precisou da sua ajuda?"'
Rin moveu as mãos em frente ao corpo, já um pouco corada. "Não foi nada", ela disse. "Eu faria o mesmo por qualquer um".
O sapo zangou-se. "Não foi um elogio, sua burra. Ele insinuou que fui uma vergonha."
Rin deu uma risada. "Não seja bobo, Jaken. Você foi muito valente".
"Eu quase deixei você ser morta", ele retorquiu.
"Mas não faz sentido", ela disse. "Você me disse para me esconder atrás de Ah-Un, depois você lutou com o verme e..."
"Ele foi atrás de você", ele continuou.
Rin moveu as mãos de novo. "E eu o vi chegando, e escutei o seu aviso, então me movi. Depois o monstro bateu naquela montanha e teve um pequeno deslizamento. Eu ia fazer Ah-Un descer, mas você insistiu para que eu ficasse lá no alto até que você o matasse e o deslizamento parasse."
"Depois eu baixei minha guarda, e o primeiro verme reapareceu... E eu ia virar comida de verme", ele suspirou desanimado.
Rin zombou. "Como se eu fosse ficar parada e ver aquilo acontecer".
"Esse era o seu dever", ele rebateu. "Eu deveria proteger você. Não o outro modo".
"Mas isso é ridículo", ela disse. "Como podia ficar parada e deixar alguém ser morto quando eu posso evitar?"
"Você podia ter se machucado", Jaken retorquiu. "Ter sido morta".
"Mas eu não fui", ela replicou calmamente. "Você não morreu; eu não morri. Todo mundo está bem."
A carranca do sapo se esvaiu e ele assumiu um ar mais sombrio e melancólico. "Mas poderia ter sido", ele falou suavemente. "E o lorde me faria responsável. E com razão, devo dizer... Foi tolice arriscar sua vida para salvar este desprezível Jaken."
Então era ela a idiota a quem o lorde se referiu. "Apesar de tudo, Jaken, tolice ou não, você é da família. E eu prefiro não deixar ninguém machucar você ou meu lorde... Vocês dois são os únicos que tenho no mundo. E Ah-Un também, claro."
Jaken balançou a cabeça tristemente, devagar para a esquerda e direita. "Este Jaken é nada mais que um servo. E não é tarefa da senhora dele ficar em perigo por ele... Se você se machucasse por minha causa..."
Rin zombou. "Como se eu fosse deixá-lo descer a mão em você se eu me machucasse, só porque eu estava tentando te salvar".
"Pode até ser", ele falou. "Mas o que poderia fazer para me tirar do perigo?"
"Jaken...", ela esticou a mão e tocou no braço dele.
Jaken resmungou baixinho e cruzou os braços, prendendo o Bastão de Duas Cabeças debaixo do braço esquerdo. "Acho que já estou devagar para minha idade."
Rin deu uma risada.
"Engraçadinha", ele murmurou.
Rin sorriu para ele. "Mas o que podemos fazer para não deixá-lo assim, zangado? Digo, depois de tudo que foi dito e feito, ele não está realmente furioso, ele está só... preocupado, eu acho. Ele ficou preocupado se poderíamos nos ferir."
"Preocupado se você poderia ter se ferido", ele a corrigiu.
"Jaken...", ela suspirou.
"Eu sou só um servo. Você é a pretendente dele."
"Tenho certeza de que ele vê você mais que um servo, Jaken. Você o auxiliou por mais de um século, tenho certeza que ele é meio apegado a você."
O servo murmurou algo inteligível.
"E ele reviveu você quando Kaijinbo cortou você em dois, certo?"
"Verdade", ele concordou com a cabeça.
"E ele sempre leva você para onde vai... Mesmo nos lugares que eu não vou. Como naquela vez que você me contou... Com aqueles gatos."
"O Hyenkouzoku", ele concordou com um sorriso satisfeito. "Sim, eu fui a mão direita dele naquela batalha. Outros ofereceram ajuda ao nosso poderoso lorde naquela dia, mas ele disse que eu era o único aliado que precisava."
"Bem, está aí", Rin sorriu radiante. "E um aliado é como um amigo... De fato, você deve ser o único amigo que ele tem."
O sapo deu um sorriso, aparentemente recuperando o formado senso da própria importância.
"Então me diga, amigo Jaken... O que podemos fazer para deixar nosso lorde mais tranquilo? Eu não quero que ele passe o resto da noite zangado conosco... ou preocupado, ou seja lá o que ele esteja sentindo."
"Não há nada que nós podemos fazer", ele disse. "Você, por outro lado..."
Rin franziu a testa. "Eu não estou gostando desse seu olhar. Devo pegar outra pedra?"
"Não mesmo", o sapo falou. "O que vou sugerir é um comportamento perfeitamente apropriado para um casal em namoro."
"Oh?", ela ergueu uma sobrancelha.
"Vá cuidar dele."
"Cuidar dele?", ela repetiu. "E o que isso significa?"
