O "plano"

- Nada, Sean!

- Mas você estava rindo! - ele repetiu, ultrajado. A essa hora as estrelas já tinham voltado a suas devidas posições, o filme acabado, e a as pessoas já estavam se levantando para ir embora. - E eu quero saber o porquê!

- Pelo amor de Deus! Eu só lembrei de uma coisa engraçada e ri. – falei, sem tentar ficar vermelhar, ou ver o James fingir que amarrava os tênis enquanto tentava nos ouvir. - Não acontece com você?

- Não quando eu estou vendo um filme de terror. - ele me encarou, erguendo as sobrancelhas. Olhei de volta, cética.

- Ok, Sean, vai conferir se eu já cheguei em casa.

Terminei de dobrar a toalha, e fui andando de baixo do orvalho que começava a cair. Dan se colou ao meu lado, e James um pouco atrás de nós. O Sean apressou o passo e tentou segurar minha não. Fingi que não vi, e num movimento rápido cocei o topo da cabeça. Ouvi um riso contido do meu lado, vindo do Dan. O James segurava um sorriso no canto da boca, pude conferir quando dava um cutucão no Daniel.

Eu não podia ignorar o Sean; para todo o vilarejo eu ainda estava namorando, afinal de contas. Deixei que ele colocasse a mão na minha cintura e fosse assim até chegar em casa. O Dan foi contando do aniversário de sua mãe, que seria daqui a alguns dias. Descobri que foi por isso que o James veio para cá. Parece que a mãe do James foi muito amiga da mãe do Dan. Ah, eu estava convidada, claro.

Annn... Legal.

O Sean não. Daniel murmurou do meu lado.

HAHAHAHA! Segura essa, seu palhaço!

Chegamos em frente ao portão branco da minha casa, e o Dan me deu um beijo estalado na bochecha, ignorou o Sean, e começou a caminhar. O James fez exatamente a mesmíssima coisa, com a diferença que deu um apertãozinho no meu cotovelo quando beijou minha bochecha. Senti um arrepio que nada tinha a ver com a brisa que estava passando.

- Boa Noite! – berrei quando Sean segurava meu braço e me virava em direção a casa. Voltei pisando leve, ainda pensando em como um filme ruim pode ser proveitoso, e como as estrelas estavam brilhantes essa noite. O Sean ficou me encarando como um retardado.

- Que foi? – Perguntei, inocentemente, irritada.

- Você fica linda sobre a luz das estrelas...

Eu vi muuuitas intenções naquelas poucas palavras. Haha, se o James souber...

- Haha, e você mais ridículo que nunca! - rolei os olhos e fui pra dentro de casa. Larguei a tolha em cima da mesa da cozinha, catei meu boné, que estava no mesmo lugar que eu havia deixado, e entrei na sala, encontrando meus pais assistindo TV e Petúnia lendo um livro em um canto mais afastado.

Me joguei do lado do meu pai, deixando um pé pra fora do sofá. Sean entrou logo depois, e sentou todo empinado em uma poltrona ao meu lado.

- Então, como foi o filme? - Minha mãe perguntou na hora do comercial.

- Já vi melhores. - Sean falou.

- Muito bom! - respondi convicta. Ele abriu a boca pra responder, mas minha mãe já tinha voltado a atenção para a TV. Sorri, enfiando o boné na minha cabeça, e fui na cozinha beber água. Ele veio atrás de mim.

- Qual é Lílian?

- Hã? - Respondi entre um gole e outro. Inocente até que se prove o contrário.

- Eu estou me esforçando, mas você não dá brecha. Vou acabar pensando que você tem alguma coisa com... - com um baque coloquei o copo na pia. Ele se calou.

- Agora é tarde, a hora de se esforçar já passou e há muito tempo. Estou te dando esse crédito pra gente continuar a ser amigos, mas é você quem vai decidir se vai continuar assim. - ele me fitou, abriu a boca pra falar alguma besteira. - E pense o que quiser, você não é mais nada meu mesmo!

Dei as costas para o louro, dei boa noite para os meus pais e subi para o meu quarto. Ouvi seus passos no andar de baixo, e bater a porta. Me joguei na cama cansada. Fiquei o tempo suficiente assim para ouvir meus pais desligarem a TV, mandarem Petúnia subir e irem para o quarto do casal.

Ainda suspirando, levantei, tirei os sapatos, o casaco e joguei em uma poltrona ao pé da cama. Fiquei com a calça e uma blusa de malha. Fui no banheiro, anexo ao quarto, peguei um elástico de cabelo, no caminho de volta, catei o short do meu pijama que estava em cima da cômoda – a blusa sabe Merlin onde se encontra. Tirei o jeans, coloquei a parte de baixo do pijama e me senti um pouco mais feliz com a perspectiva de uma boa noite de sono.

Toc, toc.

Ouvi batidas, prendi o cabelo em um coque na nuca, sem elástico, que a essa hora eu já tinha esquecido onde havia colocado. Enfiei a cara no corredor, mas me deparei com uma completa escuridão. Roça é assim, dia claro, noite breu geral. Dei de ombros, e voltei para a cama em busca do elástico desaparecido.

Toc, toc.

Ergui a cabeça, se não era na porta só poderia ser na...

Nãããão...!

Abri a janela esperando encontrar uma coruja, ou um pica-pau perdido. Bem era muito maior do que uma coruja ou um pica-pau. Lá estava o James em uma vassoura, tirando a capa de invisibilidade e entrando no meu quarto com a maior intimidade, resmungando.

- Avisa para aquele estrupício não tocar mais em você, porque se não ele pode se considerar um homem morto... Desculpe, um projeto-de-homem morto... - eu ainda estava no "estrupício" e ele já estava com o braço na minha cintura e a mão na minha nuca, e, entre um resmungo e outro, colou os lábios nos meus, com impaciência, desejo e (meus Deus!) saudade. O gosto, agora familiar, me fez reparar no que estava acontecendo. Pra variar um pouco...

Ahh...

Ainda bem que existem os ombros másculos e braços fortes, pois senão eu estava no chão. Nessas horas minhas pernas não são coisas muito confiáveis. Ele me apertou contra seu tórax, e eu realmente pensei que iria derreter quando ele mordiscou meu lábio. Ele parou de me beijar, e eu pude, enfim, respirar – ou melhor, tentar.

- ... E avisa que a cintura é minha! - ele me olhou bravo. Rolei os olhos, suspirando, e fui até a porta trancá-la. Nãããããão pense besteira! Eu só não quero uma cena inconveniente por aqui.

- O que você está fazendo aqui?! – sussurrei, para que ninguém ouvisse. Quando minha mente parou para pensar, reparei bem na situação que me encontrava. A adrenalina começou a correr pelo meu corpo, e o sangue para as bochechas, ao lembrar da minha roupa. Espero que meu short esteja descente. Catei o elástico em cima da cama, embaixo do travesseiro (não me pergunte como ele foi parar lá) e prendi o cabelo.

Ele sorriu maroto.

- Você acha...

- Shhhh!

Ele falou mais baixo.

-... Que eu me contento com pouco, Srta. Evans? - Opa... Senti um arrepio na espinha.

- James... – alertei-o. Ele deu um passo, se aproximando de mim.

- Lil, agora que você finalmente cedeu, eu não vou perder um minuto sem te beijar!

Ah... Merda.

Maldita consciência.

Sorri para ele, e beijei seus lábios de leve. Ele passou a mão na minha cintura e colou nossos corpos.

- Ah, claro - ele comentou, com os lábios juntos dos meus. - Eu precisava falar com você sobre toda essa situação.

Ergui os olhos e o encarei. Ele se sentou na janela, lindo, sobre a luz do luar. Sentei na cama.

- Fala.

Ele coçou a cabeça, e ficou sem graça. Ouvi batidas, agora não podia ser a janela, pois estava aberta. James arregalou os olhos, e ficou estático.

- Já vai! - Falei apressada. Depois de muitos gestos e mímicas, coloquei-o ao lado da porta, de forma que quando eu a abrisse não poderiam vê-lo, pois estaria tapado por ela. Abri a porta.

- Sean? - murmurei alto, e percebi um movimento do James. - O que você está fazendo aqui?

- Eu vim... Vim pedir desculpas... - ele tentou dar um passo a frente, mas dei um olhar gelado e ele mudou de idéia. - ... Por hoje. Fui um pouco insensível.

Touchè!

- Ah, que bom! Boa noite então! - tentei dar meu sorriso mais simpático, e tentei fechar a porta, mas ele enfiou o pé no caminho e não deixou que meu desejo se concretizasse. Arregalei os olhos em desespero para James atrás da porta, ele segurava o riso com a mão na boca. Xinguei em pensamento, e voltei ao meu problema imediato.

- Lily, vamos... - chutei o nada, cansada. - ... Conversar?

Ergui os olhos sem acreditar. Ele quer conversar a essa hora? Eu vou matar alguém hoje. Mas tudo bem, vai ter troco.

- Ah, claaaaro! - falei animada e uns dois decibéis mais alto. James parou de rir, e me olhou, intrigado. Tomara que meu pai ouça, tomara que meu pai ouça... - Sabe, desde o final das aulas eu venho querendo falar com você sobre a prova de História da Magia, sabe a questão 37, quando perguntava sobre a revolta dos vampiros?

- Sim...? - ele respondeu, incerto, tentando esconder um bocejo. Tinha essa questão na prova? Ah é, eu não fiz prova de História da Magia.

- Então, estou com uma dúvida, acho que coloquei a data errada sobre a discussão dos vampiros-chefes, que desencadeou a revolta contra a comunidade bruxa... - de onde, por Merlin, eu estava tirando isso? – então, seria na primeira quinzena de junho ou julho?

Olhei inteiramente intrigada e interessada para o louro. Ele me olhou de volta, sem ter idéia do que responder, dava pra ver na confusão dos seus olhos.

- É... É... Não tenho certeza. O sono atrapalha o raciocínio, sabe? – disse, agarrando-se à primeira desculpa que surgiu na mente, pelo jeito. Segurei o riso, enquanto fazia cara de compreensiva. - Amanhã agente vê isso, ok?

- Claro, sem problemas. Boa noite! - ele se esgueirou pela escuridão e em poucos segundos ouvi seus passos pela escada.- Yes!

Fechei a porta sorrindo. Um plano mirabolante e extremamente sem solidariedade estava se formando na minha cabeça vermelha. Encarei o James, que ria, assustada, mas logo voltei ao normal. Por instantes de divagações em meu novo plano, havia me esquecido da presença do maroto. Ignorei o arrepio em pensar na nossa situação imediata, e sentei na janela, com os pés para fora de casa. Ele sentou do meu lado.

- Lily, você é cruel. - ele me olhou enviesado. Apoiei-me na janela, de modo que ficasse de frente para ele, com as pernas cruzadas. - Revolta de vampiros? Você nem fez prova de História da Magia!

Sorri, encantada pela memória do James.

- Besta, assim eu fico encabulada! - fingi ser modesta, fazendo um aceno com a mão. Ele riu, mas tapou a boca com a mão para não fazer barulho.

Eu estava encantada com aquilo tudo. Era incrível, mas era verdade. Em dois dias eu estava gostando de James Potter. Gostando muito. Parecia haver séculos desde o momento em que nos beijamos na cachoeira.

'Tá bom, os seis anos de convivência na escola ajudaram um pouquinho.

- Lil, a gente precisa resolver essa situação.

Ergui as sobrancelhas, saindo dos meus devaneios.

- Não estava resolvida? - respondi.

- Não! - ele fez uma careta, e se levantou, ficando na minha frente. – Lílian, eu não agüento mais pensar no Sean perto de você.

- James, ele não vai fazer nada. - pensei por um instante. - A não ser que queira morrer.

- Mas ele fica com a mão na sua cintura, cheio de conversa pra cima de você... E... E...

Ele estava inquieto e sem jeito, e eu achei linda a insegurança dele. Mordi o lábio, sorrindo. Ele rolou os olhos.

- Não é pra você ficar se achando, viu? - cruzou os braços emburrado. Ele lembrava muito o Daniel fazendo pirraça com a mãe dele.

- James, entre nós não tem nada certo... - comecei.

Ele me olhou horrorizado.

- Claro que tem! – disse, me mostrando o óbvio. Que pelo jeito eu não vi, e ele percebeu. – A gente 'tá namorando.

Ele sentenciou, como quem coloca fim na conversa. Haha, coitado.

- James... - contestei ameaçadoramente. - não inventa.

- Lílian! - ele se fez de ofendido. Ou estava ofendido, não sei, mas eu já estava enrolada e não queria mais confusão por meu lado.

- Narigudo!! - repliquei. – A gente 'tá junto há um dia. UM DIA, ok?

- 'Tá, mas... Mas... Eu... Nãoquero... Queissofiquesóaqui!

Hã?

- Hã? Desculpa, grego não está no meu vocabulário.

Ele coçou a cabeça, e, vejam bem, encabulado. Aham. Encabulado. Isso é chocante.

- James, não fique encabulado... - era uma oportunidade única na vida de qualquer um, deixar James Potter, o Maroto ban-ban-ban encabulado. Não pude resistir.

- Haha. - ele fingiu um riso forçado, bravo com o meu comentário inútil. – Porra, Lílian!

Ok, ok, ele não é uma flor de pessoa.

Fiz uma careta, ele rolou os olhos.

- Esquece, ok? - encarei ele sem ânimo. Suspirei, não adiantava insistir mesmo.

- Ok. - Dei um bocejo.

- Ok, agora vamos... Conversar.

Ri ao lembrar do Sean, e passei o braço no pescoço do moreno quando ele juntava os lábios nos meus. Ahá, agora eu estava preparada.

Ele passou a mão na minha cintura e colou minha barriga na dele. Mexi com as mechas revoltas de seu cabelo, e senti seu corpo se retesar. Sorri ao separar meus lábios dos dele, dando uma mordiscada.

- Vamos com calma, ok? O Sean vai ter o que merece. Ele vai pedir para ir embora... - Sorri marota no canto da boca.

- Calma? É, realmente, eu sou muuuito impaciente. - Desde que eu me entendo por uma garota saível (do verbo eu-já-posso-sair-com-um-garoto) ele me pede pra sair. Mais ou menos desde o quarto ano, eu acho. Ele é paciente. - Como assim ele vai pedir pra sair?

Ele me olhou intrigado, e eu o puxei para sentarmos na janela outra vez. Eu estava cansada, oras!

- Digamos assim... Que eu não vou facilitar as coisas. – sorri, imaginando como eu poderia atrapalhar a pacífica vida do Sean.

James sorriu cansado, e me deu um beijo.

Coloquei-o para fora do quarto, depois de muitas tentativas do contrário, e o vi sumir atrás das árvores. Suspirei ao pensar em como o dia havia sido longo.

Pensar que no momento em que ele me beijou na cachoeira havia criado muitas dúvidas na minha cabeça, quando pensava no Sean me fazia ficar culpada. Agora era o contrário, pensar no Sean me dava mais vontade ainda de ficar com o James. Ver como o James é, comparado ao Sean, me incentivava cada vez mais.

Pensar nele como mais que um inimigo, conhecido, amigo... Era uma coisa estranha, e diferente. Era inegável que eu sempre tive uma queda por ele, afinal ele é lindo, simpático e divertido. É impossível conhecê-lo e não ter esse sentimento por ele. Querer ficar perto dele é normal para qualquer pessoa. Mas daí a gostar como namorado? Definitivamente era estranho.

Realmente, Lily, você é tããão normal.

Você está parecendo a Petúnia.

Credo!

Suspirei enquanto deitava na cama - a camisa do pijama estava atrás do móvel - e me colocava embaixo dos lençóis. Fechei os olhos, relembrando das estrelas. Ele parecia gostar de mim. E com esse pensamento adormeci.

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Acordei tarde. Ainda morrendo de sono. Próxima visita do James eu não deixo entrar.

Aham, tá bom...

Verdade, tá?

Entrei no banho frio. Quase tive hipotermia, mas acordei. Escolhi uma blusa rosa, escrito na frente com letras garrafais em verde-limão "revolte-se". Passava bem a mensagem do meu estado. Short jeans, chinelos de plástico amarelo. Nada como ter estilo. O Sean odeia esse tipo de roupa.

Apesar de ter decidido não facilitar para o Sean, eu não tinha nada em mente. Nadica de nada. E estava revoltada por causa disso.

Ah, eu havia esquecido que meu aniversário é daqui a dois dias, lembrei agora, quando vi essa blusa, que ganhei da Alice no ano passado. Eu nunca tenho boa memória para isso, mas sempre lembro uma semana antes, ou coisa do tipo, e não três dias antes. Principalmente quando é seu aniversário de 17 anos.

Que merda.

Sentei na borda da cama, passando a toalha no cabelo, enquanto pensava em quando receberia uma carta da Alice, a melhor amiga mais desnaturada do mundo. A última vez que ela me mandou uma carta foi nas vésperas da chegada do James, coisa que parecia ter acontecido há anos. Ela estava no sul da Itália, e já havia encontrado com o Sirius e com o Franco.

Falando nisso, não fazia idéia de onde coloquei a carta, lembro dela antes do rato aparecer. O rato...!

Hun, legal, o rato.

Chutei a cama, fazendo máximo de barulho possível, dei um berro, e me joguei na cama. Em três segundos toda a casa apareceu na porta do meu quarto. Fingi dor enquanto segurava o tornozelo.

- Lílian! O que houve, minha filha?! – Mamãe, escandalosa como ela só, correu para examinar se eu não tinha nenhum dano permanente. Vi Sean espiar por cima da cabeça da Petúnia. Segurei o sorriso, que foi interpretado pela minha mãe como um sinal de dor. - Onde tá doendo?

- Meu pé... - resmunguei.

- Parece normal. – Petúnia falou da porta.

- Claro, torcer o pé não mostra sangue. - cortei. Piedade faz bem, de vez em quando, não!?

- Minha filha, você precisa ter mais cuidado, não ser tão distraída... - meu pai falou, enquanto se aproximava da cama.

- Com certeza, mas quando se vê um rato não tem como prestar atenção nesses detalhes.

O que ocorreu em seguida foi totalmente previsível. Mamãe deu um berro, a expressão do papai desabou e Petúnia subiu na cadeira. Sean torceu as sobrancelhas. Ele não conhece esse lado da família.

-x-x-x-x-x-x-x-x-

Dez minutos depois eu estava sentada no sofá, em baixo da árvore – é, aquela mesma - com o pé pra cima, e com um copo de suco de laranja.

Eu sei que meus pais não merecem isso, mas o Sean nunca mais vai esquecer o que é carregar o armário da sala, aquele bem pesado. Sozinho. Mamãe encomendou uns pratos prontos na padaria para o almoço. Comemos tranquilamente, e eu pensando que deveria fazer isso mais vezes, pois nem precisaria lavar os pratos. O Sean ficou encarregado dessa parte.

Meu pé ainda doía, mais tinha diminuído. Tentei convencer mamãe de que eu podia ajudar, mas ela negou veementemente.Tudo bem, né?

Acho que se eu repetir isso mais vezes, vou realmente sentir dor. Iria ser mais realista... Desculpe, ia ser realista. Li em uma revista uma vez que a dor era psicológica, e que se pensássemos em outra coisa a dor sumiria. O negócio é só fazer o inverso.

- Não, Sean, coloque mais à frente, aí vai ficar ruim para a passagem... Isso, um pouquinho mais... Aí! - gritei para o louro, que respondeu balançando a cabeça, enquanto carregava minha penteadeira, sem condições de falar, devido à falta de ar. Deve estar pesado.

Quando ele pensou em vir para o meu lado, meu pai o chamou para ajudar com o sofá. Suspirei, vendo sua camisa molhada.

Me ajeitei no sofá quando vi uma figura pequena entrar no quintal, sem sinal de estar acompanhado. Onde estaria o James? Daniel me deu um beijo na bochecha, e sentou do meu lado.

- Rato outra vez?

- Aham. E eu torci o pé! - falei contente com a novidade, levantando-o. Dan inclinou a cabeça para a analisá-lo.

- Não parece machucado.

... Legal.

- Obrigada pela delicadeza com a situação!

Amarrei a cara para ele, que deu de ombros e começou a cantarolar uma musica.

- Cadê o James? - perguntei. Ele me olhou por um momento me analisando. Espero não ter ficado vermelha.

- 'Tá vindo aí. A mãe dele estava brigando com ele. Alguma coisa como sair por aí de vassoura... - ele deu ombros, e ficou olhando minha mãe correr até a cozinha. Dei uma risadinha, imaginando a cara de sonso do James.

Ficamos comentando sobre quanta tralha a minha mãe guarda. Rimos muito quando vimos uma mala quadriculada. Agora ela reuniu sua tropa: papai, Petúnia e o Sean, e estava dando instruções. Eles deveriam vasculhar toda a casa em busca do rato, em cada canto, tapar buracos e colocar veneno.

Eles entraram na casa, sendo seguidos por um animado Daniel, e o James no quintal. Ele franziu o cenho quando viu os móveis, deu de ombros e sentou do meu lado, beijando minha bochecha, e colocando a mão na minha cintura. Deixei por alguns segundos, antes de tirá-la, sob protestos.

-Então era isso que você tinha em mente? - ele me perguntou, olhando a correria dentro de casa.

- Mais ou menos... - ele franziu, as sobrancelhas. - Mas o caminho é por aí.


N.A: Eu to com pressa, preciso ir para a academia, to com fome , tá frio e tá chovendo.Ah sim, to com pressa, já disse isso não? E esse é o tamanho do meu amor por vcs, afinalm eu podia estar dormindo. Aham, eu realmente amo vcs.

Esse capitulo ficou totalmente fora do objetivo inicial da fic, a visita do james ficou meio, hun, comprida. E tem outras coisas a mais ai que também não eram pra etar ai. Então se festiver ficando muito sem noção me avisem ok?

reviews sem cadastro:

Thaty - mentir? pra que? vingança é um prato que se come frio! hahaha! quem disse q a Lili é boa de mais!? brigada pela review!

LOLAAAAA!!! - ainda bem que você é insistente! - jura que você gostou?? brigada pelo apoio! espero sua review de novo!

kel - eu sei, mereço esse puxão de orelha, mais eu me esforço taaaaanto, juro! mais vcs são pessoas boas de coração e me perdooam sempre, graças a deus! brigada por esperar! e desculpa!/

Clarice - haushaushahu a Lili assassina da machadinha!? oO bem, é uma possibilidade.brigada pela review!

Como sempre brigada a todo mundo que mando a review. Acho que só quem já escreveu sabe como elas são importantes, pelo menos eu era assim. Afinal existe vida além do FF e nós (pelo menos eu ) precinamos ser lembrados dos nossos compromissos. E claro, incentivados!

Então, reviews, reviews!

Beijos! 8)

p.s: eu tava com pressa né?