Nota da autora: Oláááá, estou de volta. Sei que demorei um pouco para aparecer, embora eu tenha uma boa explicação que é esse capitulo. Eu o havia sonhado e foi um pouco difícil para capturar da mesma forma. Mas consegui!;
Para quem segui a fanfic, eu não a abandonarei. E devo dizer que fico extasiada a cada comentário de incentivo. Sem mais blá, blá...
Traga-me de volta a vida
Se encontrava sentada na grama úmida que lhe pinicava a pele e isso pouco lhe importava. Afinal, a neve havia derretido alguns dias enquanto os primeiros sinais da primavera desabrochavam em minúsculas flores do qual aquele lugar estava repleto. A lua cheia brilhava lindamente no horizonte onde banhava tudo com sua luz fria, sem contar dos vaga-lumes que dançavam no ar.
Maravilhada era pouco do que sentia ao observar aquela linda clareira, onde reinava uma grande paz em cada minúsculo grão que existia ali e por esta razão, todas as preocupações que um dia poderia ter tido desapareceu como mágica.
Deitou um sorriso fascinado pela aquela visão, apreciava a natureza que resolveu fazer um show tendo ela como seu público particular.
Não se lembrara como chegou ali, mas uma coisa em si lhe dizia que aquele lugar lhe pertencia.
- Miko.
Kagome sentou-se de uma vez procurando pelo o dono da voz, embora já soubesse de que se tratava de Sesshoumaru.
- Quer fazer me fazer companhia? – perguntou gentil enquanto o via sair da escuridão.
A garota havia aprendido a estimar sua companhia, apesar de parecer estar sempre de mal-humorado, embora naquela ocasião era como se estivesse algo de estranho nele.
- Venha, Miko. - disse do seu modo habitual eliminando qualquer dúvida que tivera por alguns segundos e virou-se para escuridão.
Considerou em ignorá-lo para ficar um pouco mais ali apreciando aquela clareira ao máximo, mas não podia negar a sua curiosidade que falava muito mais alto e naquele momento berrando para saber do que o grande Sesshoumaru queria lhe mostrar, ele mesmo odeia seres humanos, só Rin era uma exceção à parte, e fazia questão de deixar claro isso a qualquer um. Embora tenha notado uma mudança na última vez que o viu, uma mudança bastante pequena.
Ele apenas não só a ouviu como de certo modo, a consolou no seu jeito frio. Entretanto foi o suficiente para confiar e respeitá-lo mais do que antes.
Levantou e bateu para longe a poeira de seu uniforme, soltou um suspiro auditivo enquanto dava uma última olhada na clareira antes de correr atrás de Sesshoumaru por dentre as árvores. Não foi difícil de alcançá-lo, ele andava calmamente como estive-se a esperando:
- Para onde estamos indo, Sesshoumaru?
- Logo saberá.
Imediatamente ficou confusa ao notar o assunto morrer para o silêncio reinar entre eles, deste de quando Sesshoumaru faz enigma? Por que se ele dissesse algo ia direto ao ponto ou simplesmente ignorava. Reconsiderou seus pensamentos, afinal não o conhecia tão bem quanto seus amigos.
Andaram por minutos e Kagome já não aguentava mais a ausência de uma conversa ou menor algum som que seja para poder lhe distrair da curiosidade que lhe corroer por dentro. Estava a ponto de abrir a boca para questionar novamente por não aguentar mais quando de repente Sesshoumaru parou.
Franziu as sobrancelhas ao notar o olhar fixo dele para um ponto mais à frente. Não havia sentindo perigo no local, na verdade decidiu que não usaria seu reiki para o bem de todos. Olhou para frente e tudo o que viu era as árvores e arbustos sendo iluminada pela luz cintilante da lua. Fitou de novo Sesshoumaru procurando algum sinal de perigo que ele poderia expressar, e nada, então tomou coragem e foi em frente.
Sentiu seu sangue ser drenado em míseros segundos ao ver uma distinta cena de horror, tinha pessoas que usava vestimentas conhecidas mutiladas e em grandes poças de sangue, não foi difícil de saber que tratavam das pessoas que estimava bastante. Eram seus amigos, sua família da Era Feudal estava morta ali na sua frente.
- Não... - saiu como um fio de voz.
Petrificou-se no lugar com o grito de pavor preso na garganta, as pernas não tiveram força para lhe sustentar. Suas lágrimas embaçaram sua visão, mas não foi o suficiente para impedir de ver a carnificina que era aquele lugar. Fechou os olhos, implorando a Kami que aquilo não era verdade.
- Admire a verdade, Miko.
Virou o rosto incrédula para Sesshoumaru que estava aproximando calmamente, então notara que havia um prazer quando disse. A sua expressão de horror se intensificou ao perceber que ele era o culpado, era difícil de acreditar.
- Fez isso? Por quê?
- É o que eu sou, Miko. É de minha natureza matar seres fracos e inúteis, além de ter feito por você.
- O que...? - sentiu as palavras morrerem com aquela resposta, não sabia o que pensar.
Levantou-se rapidamente e recuou assim que viu um sorriso de um louco nele igual aos que estava acostumada aos youkais que batalhava ao lado dos seus amigos e agora se encontrava sozinha, seu instinto gritou em alerta denunciando o quanto a situação estava errada. Precisava escapar.
- Por quê chora por eles? Sempre a trataram como tola, uma idiota. A enganando para conseguir seus objetivos de vingança, a usando e humilhando qualquer gesto de carinho que deu. Todos sempre a culpara pela joia retornar. - disse ele olhando para cada cadáver atrás dela. - Meu irmão por não ter Kikyou de volta por inteiro. Não consigo entender como pôde perdoá-lo inúmeras vezes, gosta de sofrer, Miko? Sango, a exterminadora fingia ser sua amiga para conseguir sua vingança e acredite, ela culpava você pela a morte de sua família, afinal, não é você responsável pela joia? O monge mulherengo ali somente queria lhe possuir. Por último e não menos importante, a pequena raposa queria comer o seu coração, uma criança esperta diga de passagem. Ele planejou conquistá-la para quando ele estiver à vontade você não teria a coragem de impedir.
- Está mentindo. - Kagome falou baixinho enquanto se afastava mais.
Aquilo era uma justificativa sem cabimento, deste de quando Sesshoumaru estava interessado no que lhe acontecia? E por que falara tanto?
Podia haver mínimas verdades naquele discurso, mas era no começo quando não se confiava um com os outros e com o tempo tinha mudado, eles se tornaram amigos. Se tornaram a sua família naquela Era, eram as pessoas que lhe protegia com a vida e presenciara muitas vezes isso nas batalhas que tiveram do qual a própria Kagome faria o mesmo, a aconselhava e escutava a suas dúvidas. Estavam prontos para qualquer situação, lutaria juntos para se proteger.
- Não possui o direito de ter agido assim! - gritou a plenos pulmões apontando para ele. - Você não é o dono da verdade e justiça, não os conhecia como eu e ainda me usar uma desculpa como essa! Deste de quando eu sou um motivo para assassinato?!
Sabia que ele mataria InuYasha sem pensar duas vezes, mas o restante não existia justificava, fez por puro prazer. O youkai estava mentindo para ela, mas porquê?
- Noto o quanto é verdade o que eles pensavam. Você é realmente uma tola, e eu pensando que pode existir um pouco mais de inteligência nessa cabeça. Se não consegue ver a verdade diante dos olhos, acho que deve perguntar pessoal a eles no inferno.
Kagome não estava dando atenção ao monólogo de Sesshoumaru, pois viu a mudança do olhar daquele youkai enquanto se aproximava, ela não conseguiria manter distância por muito tempo. Afinal, já não conseguia mesmo.
Um chicote brilhante sedento de ácido saiu das garras, com um pequeno movimento com os dedos o chicote foi em sua direção, num movimento rápido Kagome conseguiu sair da frente embora tenha acertado de raspão o ombro e a bochecha os queimando.
- Mesmo sendo uma miko, não passa de um ser frágil e inútil. Embora esperta, precisa de outros para estar viva, igual ao parasita.
Não quis esperar pelo o próximo ataque, por isso correu, permitindo usar tudo de si para ir o mais longe possível de Sesshoumaru. De vez em quando a mesma olhava por cima do ombro só para constatar que ele não estava lhe seguindo, mas isso não quer dizer que iria escapar tão facilmente.
Sentia seus pulmões em chamas enquanto tentava regular sua respiração, as árvores e arbustos pareciam borrões durante suas pernas pareciam ter adquirido 100 quilos em cada, mesmo assim ignorou os alarmes de seu corpo e continuou a correr.
Estranhou que todo o som da floresta tenha sumido de repente. Nesse momento, a terra tremeu a fazendo desequilibrar e cair, Kagome bateu a testa numa raiz exposta abrindo assim uma ferida no local. Permaneceu deitada ao perceber sua vista escurecer, iria desmaiar e logo adrenalina começou a fluir mais depressa pelas veias e o medo de não ser pega por ele a fez levantar e correr ainda mais rápido.
Parou ao escutar um uivo assombroso na floresta escurecida substituindo o silêncio ensurdecedor. Não sabia de onde tinha vindo, mas sabia que era ele e que estava bastante perto.
Não se daria por vencida.
Instigou-se a continuar ao ouvir de longe as árvores sendo derrubadas. Depois nada, tudo ficara no quieto novamente, a única coisa a ser ouvida era o martelar de seu coração. Não sabia para onde estava indo e não iria parar para pensar, como estava errada.
Logo foi impedida por algo úmido e frio que apareceu na sua frente, notou com estranheza que saia ar quente daquilo e ficara em pânico ao perceber do que realmente se tratava, um focinho de cachorro, enorme focinho de cachorro. Afastou para encontrar um par de olhos vermelhos repleto de satisfação sádica e assassina sobre si. Pela luz da lua o viu recuar devagar para abrir a mandíbula revelando dentes ávidos sem ácidos pingando deles.
Em segundos ele abocanhou e a jogou para o alto. Os gritos de Kagome invadiram a noite e logo os gritos rasgaram a garganta da garota quando a gravidade a puxou de volta em direção a boca daquele que até pouco tempo havia conseguido sua confiança.
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O inverno deste sempre lhe passava a sensação de tristeza e morte, pois representava o fim de um ciclo e desaparecimento da vida que pulsava fortemente da floresta restando somente um silêncio indomável e foi numa época como essa que seu pai morreu. Isso só era mais uma certeza do que já sabia.
Tudo ficava mais frio e escuro, era difícil ter o calor do sol que tentava a todo custo passar pelas nuvens grossas, embora em vão. Aquele ano estava sendo um dos mais rigoroso que já presenciara dos seus 258 anos. Embora não se importava, era apenas uma estação igual as outras.
Já era madrugada quando uma tempestade de neve começou de repente cobrindo qualquer pequeno rastro que tivera antes no gelo e atmosfera gélida dificulta qualquer youkai que estivesse em busca de uma presa, mas isso não impediu que Sesshoumaru continuasse em busca de vingança por não estava atrás de qualquer presa e também não era qualquer youkai. Sempre esteve disposto a provar isso.
Por nunca permitir que suas emoções sejam evidentes no campo de batalha como um livro aberto se torna mais letal. Considera essa habilidade como uma estratégia, sendo assim não estaria mostrando a fraqueza diante dos oponentes. Afinal, já dizimou milhares de vidas ao longo de sua existência, tanto de humanos quantos youkais, procurando ser forte pelo próprio esforço, trabalhou duro pela reputação de ser um senhor frio e temido que almeja somente poder, era o título que lhe agradava. Logo seu nome foi se espalhando a todos como um aviso de quem fosse ousado o bastante para atravessar o seu caminho ou olhar torto receberia punição através do chicote venenoso ou pela lâmina de sua espada. Fora por isso que estava atrás de tensaiga. Ela era o poder que seu pai havia lhe privado. Com ela seria o ser mais do que temível.
Farejou o ar úmido mais uma vez e nada do cheiro repugnante do hanyou, isso estava ficando cansativo e quando o encontrasse demoraria em torturá-lo só por Sesshoumaru ter perdido tempo. Finalmente youkai parou a sua patrulha por não encontrar nenhum ser vivo por perto, decidiu desistir, por enquanto.
Já sabia que Naraku não deixaria algum rastro após a fuga da Miko e caso acontecesse seria uma armadilha. Por hanyou ser um covarde que utiliza manipulação para conseguir o que quer e com certeza conhecia artimanhas para se esconder quando achasse conveniente. Queria destruí-lo por ele o ter feito como parte de seu plano.
Do mesmo modo que a tempestade veio ela foi embora sendo carregada pelo o vento, a lua se encontrava no seu auge iluminando a neve branca dentre as nuvens grossas, a manhã que estava por vim prometia sem tempestade e assim poderia continuar de vez sua viagem sem intromissão e, por alguma razão, seria bem mais silencioso do que de costume, era como estivesse faltando algo.
Não o importa, afinal gosta do silêncio.
A pressão no seu mokomoko apareceu novamente igual a horas antes, no instante em que Miko foi abraçada pelos amigos, embora naquela vez foi mais demorado. Minutos após da Miko ir embora sentiu seu mokomoko ser afastado junto com a garota e depois não teve percepção como antes. Somente sentia a Miko e como não houve alteração no reiki dela dediziu que não estava em perigo.
Poderia ser isso. Sentia a falta do mokomoko, apesar de ser um objeto poderoso, ainda era uma parte de si. Resolveu que não iria atrás da Miko para pegá-lo de volta. Por enquanto até erradicar o miasma do corpo da humana.
Mais uma situação para se preocupar.
Mesmo de longe a garota ainda era incômoda, esperou que quando tivesse a infelicidade de encontrar seu meio irmão não seria mais responsável pela humana, como estava enganado. Reprimiu um suspiro só de ter a ideia de encontrar InuYasha novamente lhe dava dor de cabeça.
Seu youki o cobriu e voou através dos galhos secos e para o céu retornando rapidamente a caverna. Logo estava caminhando calmamente no interior da gruta rochosa onde encontrou sua protegida dormindo encolhida perto da fogueira fraca, Ah-Uh se encontrava ao seu lado ajudando-a esquentar o minúsculo corpo e quanto ao servo irritante estava roncando perto deles.
Deste sempre sua montaria a tratava como um filhote, a protegia e cuidava por sua conta própria, se apegara a ela rapidamente. Sesshoumaru foi até o youkai dragão e retirou a focinheira proporcionando um pouco de liberdade. As duas cabeças olharam de gratidão ao dono antes de Ah lamber a testa de Rin e deitar e Uh permanecer em vigia.
Sesshoumaru acomodou-se contra a rocha, apoiando o braço na perna dobrada e inclinou a cabeça contra as rochas fechando seus olhos dourados para o mundo, querendo enfim relaxar os músculos do qual não percebera estar tenso.
Quem o visse pensaria que ele estava num sono profundo, mas na verdade, sua mente estratégica não parava de funcionar por um segundo, sempre procurando em ficar de alerta para qualquer movimento em suas terras enquanto ainda não parava de fazer uma varredura completa.
De repente um toque suave surgiu instantaneamente, Sesshoumaru reprimiu um ronronado que queria escapar pela sua garganta. Era a garota. Apertou mokomoko contra ela para relembrá-la de seu aviso e logo o toque desapareceu.
Sesshoumaru não suportava distração e como nas outras noites a Miko fazia uma bagunça em suas sensações em forma de uma respiração calma e batimentos regulares que podiam seres sentidos através do mokomoko. E agora era o seu toque suave. Segundos depois o toque se fez presente de novo, embora mais leve e agradável, desta vez não teve controle o deixando escapar e ecoar pela caverna.
Levantou-se de uma vez irritado consigo mesmo e com a Miko problemática, como fosse obra do destino para confirmar seu julgamento. A respiração junto com os batimentos e o toque sumiram de imediato, Kagome havia desaparecido. Rosnou alto em desagrado acordando a todos presentes.
Sua protegida sentou-se em alerta olhando para entrada ainda grogue de sono, mas logo se acalmou visivelmente ao encontrar a inconfundível armadura de seu mestre próximo da entrada. Apesar de sair bastante ele sempre voltava, retornava para aquela família estranha, mas para Rin era única.
Com o mesmo sorriso de sempre estampado no seu pequeno rosto, Rin correu para ele ficando na sua frente.
- Que bom que retornou Sesshoumaru-sama. - o comprimentou como sempre, o viu fazer o mesmo a olhá-la e assentir. Então Rin olhou para atrás dele a procura da pessoa que considerava sua mãe. - Onde está a Kagome-chan?
- Com o seu grupo.
Sesshoumaru viu o sorriso murcha e o aparecimento de tristeza no olhar da garotinha, algo que raramente aparecia em Rin. Por isso deduziu o silêncio na viagem, pois a menina se apegara rapidamente a Miko.
Não precisou mandar Rin voltar a dormir, a mesma retornou para perto de Ah-Uh e deitou de costa para fogueira escondendo o rosto no youkai dragão. Pensou que ela derramaria alguma lágrima, mas tudo o que sentiu da pequena foi só o odor da tristeza.
Sesshoumaru não acreditou no que iria fazer assim que o sol nascer.
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Outro grito ecoou no quarto parcialmente escuro, pois uma aura rosada saia de uma garota dava uma pequena iluminação ao local. Ela se debatia e tremia de dor sob a cama, suor escorria pelo o seu corpo grudando a camisola na pele.
Foi nesse cenário que Yuri encontrou a neta. Assim que a escutou saiu de seus aposentos correndo com a sua melhor maneira por causa da idade avançada, viu Souta sair do quarto com os olhos espantados no corredor pronto para ir até a irmã, o havia convencido a permanecer na cama e de que não era nada além de um pesadelo que sua irmã estava tendo. Estava certo por ter feito isso, pois ali parecia com aqueles filmes que assistia com seus netos.
A energia de Kagome se intensificou e levantou sobre ela fazendo o cabelo negro flutuar em volta do rosto após o grito aterrorizante sair dela. Dando um bom clarão no quarto.
Então o viu em pé próximo a cama de sua neta e de costa para a porta, um homem alto e forte, de roupas social, cabelo curto e claro. Podia até não ter os seus poderes purificadores, mas sabia quem se tratava. Era o ser que havia aterrorizado sua família desde que Kagome nasceu.
- O que faz aqui, youkai?! - perguntou o velho com desprezo evidente na voz. Imediatamente se arrependeu de não ter pegue suas sutras antes de sair do quarto.
O youkai não quis dirigir uma resposta ao velho por ter atenção total a garota na cama. Presenciou quando ela terminou de purificar qualquer vestígio de youki que possuía antes no corpo, era uma atitude natural de reiki purificar algo anormal. Agora o miasma a confundia fazendo atacar a si mesma enquanto se dirigia para um ponto específico, o coração.
Escutou os passos rápidos e pesados se aproximarem, logo a mulher invadiu o quarto com os olhos fixos sob a filha. A impotência lhe atingiu com força total na mulher, ela se sentiu inútil de ter falhado no seu papel de proteger a filha.
A aura de Kagome começou a circular no ar pegando cada vez mais velocidade transformando em um vórtice poderoso sugando para dentro dele no teto. Olhos de Kagome, antes azuis foram substituídos por rosas, se abriram mostrando sua energia contida em si.
- Tirem o velho e a criança da casa. - ordenou youkai.
- Não sairei daqui para deixar minha neta com você!
- O que está acontecendo com ela? - perguntou Nara ignorando os protestos de seu antigo mestre.
- Reiki vai explodir.
- Seu poder não vai nos machucar. Ao contrário de você. - retrucou o velho.
- Está errado vovô. – interrompeu Nara. - Lembra-se do que Kagome nos contou, seu reiki é poderoso demais a ponto de machucar não apenas youkai, ela é capaz de fazer isso com humanos. Todos nós sabíamos disso, por isso retire Souta da casa e permaneça com ele, eu farei o possível para ajudá-la.
Yuri olhou para Nara espantado só por ter concordado com o youkai, sua nora estava ficando louca, só pode. Embora não estivesse considerando bem a situação, o velho não tinha muito fazer só por não ter mais seus poderes, talvez estava ficando louco se saísse da casa? Lançou um olhar irritado para o youkai que recusava tirar os olhos de sua neta.
Saiu e foi para o quarto de Souta, o encontrando sentado na cama. O pequeno poderia ter nascido sem poderes de purificação, entretanto pelo o olhar perdido que ele mostrava poderia dizer que sabia que existia algo de errado com a irmã. O levou para fora e começou a orar para Kami que ampara-se Kagome.
Com a voz sussurrante do velho do lado de fora da casa foi o indício que ele poderia tentar acordá-la daquele maldito pesadelo que miasma estava lhe proporcionando. Aproximou-se mais da cama ignorando a sensação de calor de reiki, colocou a mão sobre o coração disparado dela e imediatamente a queimou mesmo que a tenha tocado através da camisola.
Kagome era uma bomba relógio pronto para explodir.
- Aconselho a seguir eles, Miko.
- Não sairei do lado de minha filha.
O youkai a ignorou, se queria ficar seria por sua conta e risco. Concentrou seu youki na mão aliviando por completo, embora sua intenção era fazer uma kenkai no coração de Kagome e destruir o miasma. De imediato reiki purificou o youki, o impedindo.
Inclinou sobre ela, a olhando diretamente nos olhos. Mesmo com o rosto contorcendo de dor, ela havia franzido as sobrancelhas.
- Renda-se a mim, Kagome.
- Não! - vozes saíram dela num grito. - Quer nos matar!
Kagome se encontrava presa em sua consciência, então era o reiki que estava agindo por conta própria, sabia que seria em pouco mais difícil de convencer.
- Nunca irei te machucar, quero somente ajudar a sumir com a dor.
- Por que faria isso, youkai? - as vozes disseram com desprezo, principalmente a última palavra. – Não acreditamos em você!
- Deve confiar em mim e logo saberá Kagome. Agora renda-se a mim novamente e permita lhe salvar.
Ela não respondeu, apenas ficou sustentando o seu olhar. Os olhos rosas o estudava intensamente a procura de alguma mentira no daiyoukai e por não encontrou nada, principalmente nos olhos vermelhos dele. Assentiu e fechou os olhos, permitindo que ele lhe salvasse e caso a traísse novamente o faria se arrepender.
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Só havia uma única certeza, seria devorada em milésimos. Entretanto, o seu terrível destino sumiu em formato de braços protetores ao seu redor. Viu o Sesshoumaru fechar a mandíbula e depois avistou apenas as copas das árvores. Foi salva de ser morta, levantou o olhar para o seu salvador e ficou petrificada de medo e confusão ao constatar de quem se tratava.
Sesshoumaru.
Se aquela fera de olhos vermelhos cheio de violência gratuita entre as árvores era Sesshoumaru, quem era aquele que a protegia em seus braços?
Pousaram longe do youkai cachorro no alto de uma colina rochosa. Kagome praticamente se jogou para longe dos braços dele quase caindo por tropeçar numa pedra grande, mas se colocou atrás dela para manter distância. Seus olhos azuis estavam arregalados que não paravam de fita-lo, estudando qualquer movimento.
- Não há necessidade de ter medo, não a farei nenhum mal. Quero apenas a proteger, como sempre.
- Vai mesmo acreditar que eu cairei nesse papo depois do que fez?! Deve achar que eu sou mesmo uma idiota! - gritou Kagome, não se importava mais em acusá-lo histericamente.
- Não permita que o pavor a cegue de ver a verdade, veja além dos detalhes Kagome. Use suas habilidades para ver o que não pode ser visto. - pronunciou calmamente enquanto se aproximava, mas logo parou ao notar a garota se afastar por ela pode cair.
A situação estava estranhamente confusa para Kagome, então não pensou duas vezes ao liberar a sua energia considerando aquela prevê conversa com um meio de enganá-la, do que contradiz do pouco que o conhece, ele não precisava dizer nada se a quisesse morta. Se permitiu a pensar um pouco, há pouco minutos havia dois Sesshoumaru. A fera descomunal que a queria lhe fazer como parte do cardápio e o outro estava ali na frente trajando roupas modernas.
Deste quando Sesshoumaru conhece o futuro?
Questionou a si mesma ao tomar coragem de aproximar, ele trajava roupas sociais como de um executivo, notou algo que deixara passar despercebido o longo cabelo prateado havia sido cortado e ele possuía os dois braços.
- Como...? O que está acontecendo...? - questionou consigo mesma.
O seu maior espanto foi ter visto um leve levantar dos lábios. Sesshoumaru estava sorrindo discretamente do qual seu instinto considerou um aviso de perigo, embora não podia negar o quanto se tornava atraente. De repente um uivo soou pela floresta junto com um pequeno tremor de terra acordando-a do encanto que se encontrava. Mas não foi o suficiente para Kagome parar de observar.
- Como pode ser você se está aqui na minha frente?
- Ainda não está concentrando o reiki, faça e descobrirá.
Kagome fez o que ele pediu, mesmo não sabendo como. Concentrou e usou seus poderes expandindo o mais longe do possível onde sentiu uma hostilidade o quão havia aprendido a recear quando o dono vinha fazer a visita diária.
- Naraku. - sussurrou.
- Fique aqui. - ordenou antes de ser coberto pelo seu youki e virar uma esfera de luz e ir até onde estava Naraku.
De onde se localizava, Kagome via pouco o que estava acontecendo, mas pelos latidos e rosnado ecoando através do vento junto com o balançar ou cair das árvores dava uma pequena noção. Então dois cães tomaram o céu como seu campo de batalha com mordidas e energia sinistra, pela luz fria do luar não sabia dizer qual dos dois era o verdadeiro.
A garota queria ajudar, pois estava cansada de ser a donzela em perigo que necessita de proteção. Naquela ocasião, se sentia impedida por não saber quem era e por não ter o arco e flechas em mãos, como desejava tanto os terem ali. Teve uma ideia e caminhou até o ponto mais alto da colina, chamaria atenção de Naraku e se fosse preciso usaria todos os seus poderes.
Sentiu o formigamento familiar de sempre quando tocava, os focando nuns pontos específicos, nas palmas das mãos. Não tinha a menor ideia do por que estava fazendo isso, embora se deixou levar pela sensação. Então Kagome notou com admiração o reiki tomando forma em sua mão, ela sempre precisava de um instrumento para poder utilizar sua energia, apenas havia conseguido utiliza-lo duas vezes para criar uma forma e foi no dia que chegou na Era Feudal, agora havia conseguido criar um arco de energia pura de um tom de rosa brilhante.
Grunhido com mistura estranha de chiado saiu de um dos cães atraindo sua atenção para a batalha, assistiu um mordendo o pescoço do outro. Viu uma mancha sujar o pêlo branco e em seguida pêlo começou a escurecer e cair no esquecimento, as quatro patas começaram a dividir em duas. O cão estava se transformando numa aranha.
Um olhar de determinado surgiu em Kagome quando levantou o arco e puxou uma flecha imaginária do qual instantaneamente apareceu uma brilhante. Lembrou-se do ensinamento de Sesshoumaru e a lançou assim que viu ser o momento certo. Ficou muito surpresa ao acertar em Naraku.
A aranha parou de lutar ferozmente contra a mandíbula de Sesshoumaru, o ácido e reiki o deixou em cinzas que voou pelo ar. Kagome sorriu abertamente, finalmente o hanyou desprezível havia sido derrotado e não se segurou ao pular de alegria para comemorar quase desequilibrando, só parou ao notar os olhos vermelhos de Sesshoumaru a fitar antes da luz branca o cobrir por inteiro e vim voando em sua direção, logo sua forma humanoide estava na sua frente.
Ficou transparente o quanto ela se encontrara envergonhada pelo o grande Lorde a ter visto agir daquela maneira, então achou melhor se concentrar em outro assunto:
- Eu sei o quanto seria tolice se eu perguntasse se estaria machucado... - deu um riso fraco ao ver o olhar frio sobre si, mas isso não a impediu de se aproximar à procura de qualquer ferimento, embora duvidasse muito que tivesse. Até que se pegou se afundando nos olhos dourados dele - Por alguma razão, eu não consigo mais ser intimidada por você, na verdade, eu me preocupo com você... Devo estar ficando louca, pois na última vez que o vi usava a sua típica armadura, me julgava com seus olhos orgulhosos e com certeza era inverno do qual posso jurar que aconteceu ontem e agora você está aqui com as roupas de minha época...
- Ainda não é o momento, Kagome.
Um sorriso fácil apareceu na miko, não estava acostumada a ser chamada pelo nome por ele, ainda mais quando ele estava fazendo aquele mistério todo.
- Vai mesmo me deixar na escuridão?
- Nunca permitirei. - respondeu de imediato.
Piscou duas vezes pela surpresa de suas palavras e pelo o quanto a distância não passava de meros centímetros. Seu corpo estremeceu quando Sesshoumaru afastou o seu cabelo e lambeu a ferida de sua testa a fechando no mesmo instante e depois deu um beijo lá.
-Não sabe a quanto tempo sinto sua falta. - sua voz saiu rouca antes de tomar os lábios dela com o seu.
Já com leve toque foi intenso e quando Kagome se deixou aprofundar, sentiu o quanto aquele beijo era desesperado e urgente. Logo o inu-youkai a deixou na vontade para se aventurar em explorar a pele dela. Kagome soltava suspiros enquanto ele beijava o maxilar, pescoço e parando na curva que dava acesso ao ombro para dar uma mordida fraca fazendo a miko gemer o seu nome. Isso o fez sorrir abertamente.
- Por mais que eu queria ter você nos meus braços, ainda não é o momento. - encostou a testa na dela aproveitando estar por perto. - Você deve acordar.
- Acordar? - perguntou confusa.
- Sim, Kagome. Acorde.
De repente Kagome sentou na cama ofegante, olhou para os lados o procurando, colocou a mão na cabeça como fosse uma maneira de organizar a confusão que tomava a sua mente. Havia tido um pesadelo, sonho, ou até mesmo os dois. Não sabia dizer. Afastou o cobertor para longe por se sentir sufocada.
Assim que ficara em pé sentiu todo o peso cair sobre si, como estivesse bastante fraca. Sentou na cama tentando manter o equilíbrio, então pôde se focar no seu quarto percebendo que não estava tão escuro quanto antes, pois entrava um pouco de claridade pela janela. Teve uma sensação de algo estar errado, logo deduziu ser o frio que entrava pela janela. Afinal, não recordara de ter deixado aberta. Levantou quando sentiu que não estava mais com tontura, embora a fraqueza ainda estava presente. Foi fechar, mas parou ao ter um pressentimento de uma presença por perto e em seguida a sensação desapareceu.
- Estou ficando paranoica. Nessa época não existe youkai. - falou tentando convencer a si mesma, assim que pronunciou a última palavra recordou novamente do sonho.
Os dedos tocaram aos lábios, a pele sensível parecia estar formigando e com uma impressão de falta. Sorriu pela tolice de ter sonhado aquilo, até parece que o grande Sesshoumaru, o senhor do Oeste que era conhecido pela sua frieza e ódio a qualquer raça humana agiria daquele modo.
Uma luz invadiu o quarto tirando Kagome de sua distração, a mesma encontrou a mãe perto da porta com uma expressão bastante rara, preocupação.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não, só tive um so... um pesadelo. Eu não sei dizer. - disse enquanto fechava a janela e voltava para o conforto da cama.
- Se quiser, posso ficar até que durma. - perguntou com o sorriso terno que Kagome estava acostumada.
A garota assentiu. Afinal de contas, um filho não poderia negar um mimo da mãe quando precisava. Esse foi um dos motivos para voltar, sabia que precisava desesperadamente pela mãe.
Nara fechou a porta atrás de si e acomodou-se ao lado da filha, fazendo a Kagome deitar a cabeça no seu peito onde podia ter todo acesso a afagar os fios azulados dela.
- Durma bem minha menina. Estou aqui para te proteger.
