Olá meus amores, como estão? Espero que maravilhosamente bem nesta linda sexta-feira :)
ME LEIAM AQUI
Sobre o capítulo anterior:
Algumas pessoas me perguntaram o que Alice e Rosalie vestiam na festa. Eu realmente não tinha tido intenção de escrever o que os outros personagens usavam, mas sim o que Bella e Edward vestiam. Então, quem perguntou sobre as vestes das meninas, acrescentei no capítulo anterior o que as duas melhores amigas da Bella vestiam, ok?
Quanto ao Sean, ficam na imaginação de vocês como ele seria, mas se querem saber como EU o imagino, é só googlarem o Sean Faris ok? rsss
E sobre a loira vadia que a Bella mandou para o inferno, ela NÃO chegou com o Edward na festa, para quem tenha entendido desta forma. Edward chegou com o Emmett e ela o abordou assim que ele chegou, pois se conhecem ainda dos tempos de escola.
Quero aproveitar e me desculpar por eventuais erros de digitação que venham a surgir ao longo do capítulo. Escrevendo, relendo, quando vou revisar antes de postar a leitura está tão viciada que infelizmente deixo escapar uma coisa aqui, outra lá. Então, sinto muito! Pensando seriamente em ter uma beta para evitar que isso ocorra.
E eu realmente me diverti lendo as reviews, vendo as opiniões divididas, mas pela grande maioria acho que a Bella foi odiada nesse capítulo e o Edward saiu como vítima. TPM, ciumes, raiva, bebida... viram no que dá?
Aproveitando que toquei no assunto 'reviews', tenho notado que o número de comentários tem diminuído ou algumas pessoas pararam de ler, e isso tem me preocupado e desmotivado um pouco, porque penso logo que é porque não estão curtindo tanto a história. Então há algo de errado? É minha escrita? Há algo acontecendo que não está agradando? Eu realmente gostaria de saber, para então tentar melhorar e deixar ao agrado da grande maioria, porque sei que é impossível agradar a todos. Me deixem saber o que estão achando, se não estão gostando, ou se estão gostando e não preciso mudar nada. Eu sei que isso é chato, vocês devem estar acostumados a verem autoras de fanfics pedindo isso o tempo todo, mas eu devo acrescentar que quem não teve oportunidade de escrever uma fic não imagina o trabalho que há por trás. Deixem reviews e deixe-nos saber a impressão de vocês. Vocês não podem imaginar o quanto isso é estimulante! Acho que já falei isso na minha outra história, não lembro agora, mas reforço que não tenham medo ou vergonha de se mostrarem, principalmente aos que nunca deram o ar da graça. Saiam um minutinho da moita e façam uma autora sorrir e escrever com mais vontade.
E sim, NESTE capítulo vocês conhecerão um pouco do Edward, já que é o que todos estão se matando para descobrir. E por favor, tenham a mente aberta.
Uma ótima leitura e nos encontramos nas notas finais ;)
P.S.: Caso queiram saber como imagino os personagens deste capítulo, ir até o meu perfil que encontrarão os links.
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POV NARRADOR
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Semanas atrás...
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Edward estava em seu apartamento, de frente para o espelho do banheiro de sua suíte fazendo a barba que se acumulara devido aos exaustivos dias do programa de residência no New York-Presbyterian Hospital / Columbia University Hospital Center. Ele bem sabia que isso era só o início. E se dedicar a carreira que escolhera, mesmo que isso o deixasse fatigado e lhe tirasse muitas noites de sono, não o impedia de continuar a curtir sua juventude, de sair e se divertir ao mesmo tempo com os amigos, algo que ele estava naquele exato momento se preparando para fazer.
Edward e os amigos iriam naquela noite sábado para um clube recém inaugurado no Downtown, um clube latino que ele sinceramente não fazia a mínima questão de conhecer, mas, uma vez que era a escolha da noite do grupo, era para lá que ele iria. Estaria onde os amigos estivessem.
E após o ritual de tomar um banho relaxado, que por pouco não o fez desistir de sair, barbear e se perfumar, Edward voltou para o quarto, onde vestiu uma calça jeans azul, uma camiseta branca básica de gola redonda, por cima desta um blazer sport preto. Nos pés um tênis branco Ralph Lauren. Enquanto tentava dar um 'jeito' na bagunça natural que era o próprio cabelo, o futuro cardiologista ouviu o celular vibrar em cima de sua mesa de cabeceira, desistindo de domar os fios cor de bronze, indo atender a chamada.
– Fala pescador. – disse o residente de medicina ao atender a chamada de Paul, chamando-o pelo apelido criado pelos amigos. A alcunha, pescador, fora batizada porque aonde este chegava costumava pescar mulheres.
– Edward filho da puta Cullen. Esse lugar é o paraíso! – Edward sorriu ao ouvir a risada do amigo do outro lado da linha. Não era necessário perguntar a origem da euforia. Ele sabia que só podia estar relacionado às mulheres.
– Por acaso você trabalha de porteiro do clube? – perguntou Edward enquanto colocava o relógio no pulso. – Para já estar aí? – completou.
– Sondando o terreno, meu caro. E escuta só: o mar está para peixe, ou melhor – ele riu.–, sereias. – informou o estudante de direito.
– E você doido para ser atraído até o banheiro mais próximo. – Edward provocou, enquanto procurava a chave do carro.
– Você não? Isso aqui está do jeito que a gente gosta, Edward.
– O único aqui acostumado a transar em banheiros de clubes é você, cara. E se aceita um conselho, cuidado para não confundir sereias com travestis outra vez. – disse, sabendo que o comentário irritaria o amigo.
– Você não vai esquecer essa porra, não é mesmo? – rosnou Paul. Edward riu, sabendo que essa seria a sua reação.
– Só querendo impedir que você passe um novo constrangimento.
– Você está tão fodido. Jogarei um pó mágico na sua bebida e você vai acordar nu, na cama da mulher mais feia desse clube. – ameaçou.
Edward soltou uma risada alta, enquanto finalmente encontrava a chave em cima do divã.
– Mudando de assunto, os caras já estão aí? – perguntou o Cullen.
– Chase e Demetri estão a caminho. Os outros caras não falei. Pensei que você sabia de Jasper e Emmett. Eles não estão vindo com você?
– Não, eles vão no próprio carro. E Emmett comentou que provavelmente Rosalie também iria. – Edward o informou.
– Claro que eles vão. Quem agüenta andar naquele brinquedo que você chama de carro? Parece vagina de virgem. Apertado pra caralho. – Paul desatou em uma gargalhada.
– Olha como fala do meu carro filho da puta. – sorriu Edward, sem informar ao amigo que deixaria o Aston Martin na garagem, optando pelo seu outro carro. – E preciso desligar ou vou demorar mais para sair daqui. Ainda tenho que dar um alô para a dona Esme. – falou antes de se despedirem e em seguida encerrarem a chamada.
Minutos mais tarde Edward deixava o apartamento em seu Volvo prata, com destino a mais uma noitada regada à diversão e bebidas. Normalmente ele acrescentaria outra opção, mulheres. Mas naquela noite ele não pretendia sair do novo clube acompanhado de alguma das tantas mulheres que ele sempre chamava a atenção onde quer que chegue. Dessa vez ele só queria beber e rir com os amigos.
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– Você veio de Volvo. – comentou Paul observando Edward entregar as chaves do carro ao manobrista do Latin Night Club.
– Sim. Por quê? – perguntara-lhe Edward.
– Isso quer dizer que você não está a fim de pegar alguém.
– De onde tirou isso? – inquiriu o filho de Esme e Carlisle, erguendo as sobrancelhas.
– Porque quando você quer chamar atenção você sai com o "vagina de virgem".
– O que é isso? Uma espécie de teoria? – perguntou Edward, rindo torto.
– Beija minha bunda, Cullen. Te conheço há 7 anos. – respondeu Paul acendendo um cigarro. – Como se você precisasse da merda de um carro pra chamar a atenção. Minha vontade é de esfregar esse seu rostinho de ator de Hollywood no asfalto. Estragar um pouquinho. – completou o moreno, conhecedor do sucesso que Edward fazia entre as mulheres por causa da aparência física. As palavras poderiam soar rudes para um espectador que não conhecesse os dois, mas não era a primeira vez que Paul fazia tal comentário a Edward, e provavelmente não seria a última. Mas ambos sabiam que era apenas brincadeira do estudante de Direito, embora ele sentisse um pouco de inveja da estima de Edward. Mas ele jamais faria algo do tipo, algo para prejudicar o amigo. Não era um tipo ruim de inveja.
– Não tenho culpa se a genética foi generosa comigo. – Edward brincou. – Jasper entrou? Ele me ligou no caminho dizendo que já estava aqui.
– Deve estar com a Mariah. Eles estavam aqui conversando. Me distraí com umas gêmeas que estavam na fila, não notei quando eles saíram. Os outros caras já entraram. Vamos lá para a entrada VIP.
Enquanto caminhavam, Edward olhava ao redor, observando a fila grande que se formara na entrada principal. E como Demetri, um dos colegas de turma de Edward, era primo do dono do clube, os oito amigos não enfrentariam aquela fila, e ainda teriam o privilégio de ficarem numa área exclusiva. Após checarem os nomes em uma lista, estavam os dois dentro do clube.
Enquanto seguiam à mesa, Edward analisava o clube que inaugurara dias atrás. Tinha dois andares e no centro uma oval pista de dança, com cabines ao redor. Havia bares espalhados, barmans fazendo malabarismos, dançarinas profissionais exibindo seus talentos em cima de balcões, barras ou cones de vidro, balançando no ritmo da batida latina. Luzes em alta evolução de cores, globos, cortinas de LED. Já havia muita gente dentro e com a multidão do lado de fora, Edward imaginou que horas mais tarde o local estaria abarrotado, impossível de transitar livremente.
– Olha os caras ali. – apontou Paul a uma das cabines ao reconhecer Emmett pelas costas.
Os dois se aproximaram da mesa onde já estavam Emmett, Demetri, Chase e James. Os quatro já tinham iniciado a primeira rodada de bebidas, e rindo em meio às conversas. Quando Edward e Paul chegaram à mesa, os seis se cumprimentaram, com apertos de mão, tapinha nas costas ou abraços camaradas. Edward e James se limitaram a trocar um aceno de cabeça. Os dois estudantes de medicina, embora saíssem juntos desde o primeiro semestre na Columbia University, nunca foram verdadeiros amigos. Eles conversavam, era verdade, e um já estivera várias vezes na casa do outro, seja para uma festa ou reunião entre amigos, além de terem feito muitas viagens juntos e passado vários finais de semana e feriados no mesmo local. Mas tudo isso na companhia dos amigos. A verdade era que Edward nunca confiara no loiro de olhos azuis, e este sempre sentira inveja do Cullen, tentando sempre contar vantagem que não existia. Edward sempre fora o mais popular, o mais querido dos dois entre os amigos, o que mais chamava atenção e o que "pegava" as melhores mulheres. Mas algo que acontecera semanas atrás tinha deixado a relação entre eles ainda mais fria, de uma forma que os dois residentes de medicina agora praticamente não se falavam.
Quinze minutos mais tarde, Jasper chegava à mesa dos amigos com Tyler. O melhor amigo de Edward Cullen não escapou das piadas e dos comentários de duplo sentido vindos de Paul e dos demais, sobre ele ter sumido para dar uma "rapidinha" com a sua companheira de foda, a Mariah.
– Ei, puto, desembucha. A Mariah foi dar pra você no carro de novo? – pediu Emmett ao amigo, bebericando do seu copo de whisky.
Jasper não respondeu, mas não conseguiu evitar que um sorriso escapasse de seus lábios enquanto enchia um copo vazio com vodka.
– Não estão vendo a cara de recém gozado dele? – inquiriu Tyler enquanto se sentava entre Edward e Chase.
Seus amigos começaram a rir.
– Qual é. Como se vocês nunca tivessem fodido alguém na porta de um pub. – Jasper comentou ao mesmo tempo em que se sentava no lado esquerdo de Edward.
– Ainda mais quando se trata de uma garota tão fácil como a Mariah. – James comentou rindo, do outro lado da mesa.
– Tem razão. Tão fácil quanto a Vicky. – replicou Jasper, fazendo com que o sorriso do loiro esmaecesse e os outros amigos, com exceção de Edward, rissem escandalosamente.
– Podia ter ficado sem essa, James. – provocou Paul.
Incomodado em ser novamente motivo de chacota dos amigos, James Cabernet se levantou, com a esfarrapada desculpa que precisava ir ao banheiro. Logo que este saíra, os demais direcionaram seus olhares a Edward.
– Nem olhem para mim. – Edward pediu, bebendo sua vodka.
– Claro que não. Você é apenas o cara que fodeu com a ex-namorada dele. – comentou Chase, sorrindo.
– Nem diz isso, cara. Ele realmente pensa que transei com ela. – disse Edward.
– Não. Só gozou na boca dela na festa da casa do Connor. – exprimiu Paul em meio aos risos.
– Não sabia que eles namoraram no passado. Era fim de festa, eu estava bêbado. Ela se ofereceu para me chupar e aconteceu. Porra, quem de vocês negaria? – defendeu-se Edward.
– Eu não. – respondeu Emmett.
– Rosalie vai adorar ouvir isso. – alertou Jasper ao amigo formado em Administração de Empresas.
– Não diz isso nem brincando. – disse-lhe Emmett, pegando o celular no bolso. – Por falar nisso, vou ligar para ela. Saber por que está demorando. Já volto. – levantou-se, saindo da mesa.
Emmett se retirara para telefonar para Rosalie, sua ex-namorada dos tempos de colegial e atual companhia constante desde que se reencontraram – e provavelmente futura namorada outra vez – quando os amigos continuaram a falar sobre o assunto que estremecera a amizade que já era inexistente entre o Cullen e o Cabernet.
– James não vai esquecer esse lance. – disse Tyler, dando três tapinhas de leve nas costas de Edward.
– Ele nunca mencionou que tivera uma namorada no período entre o colegial e o primeiro semestre da faculdade, e que não terminaram bem, por isso não se falavam há anos. Eu não fazia idéia, nenhum de nós fazia. Como eu poderia adivinhar essa merda? James nunca falou da Vicky. – justificou Edward, que estava sendo realmente sincero. Se ele soubesse, jamais permitiria que a ruiva lhe servisse de um sexo oral. Apesar das indiferenças, Edward sob nenhuma hipótese quebraria o acordo firmado entre os amigos, de nunca se envolverem com alguém do interesse particular de algum deles ou alguém da família.
– Eu ainda acho essa reação desnecessária. – manifestou-se Jasper. – James sabe que praticamente todos os veteranos do curso de Direito além dos calouros de Medicina transaram com Vicky desde que ela pôs os pés em Columbia um ano atrás. Continuo achando que ele só se importou dessa vez por ter sido Edward. Se fosse qualquer outro aqui ele não ligaria. – defendeu o amigo.
O que Jasper e os outros não sabiam era que ele estava coberto de razão. Apesar de um dia ter sido muito apaixonado pela Victoria, a Vicky, e sentir saudades dos tempos que eram namorados, James não se importava com quem e com quantos ela transava após transferir o curso de Direito de Dartmouth para Columbia, quando esta voltara a morar em Nova York. Ele sabia que ela não era mais a mesma garota ingênua e sonhadora que conhecera, e que não havia nenhuma possibilidade de retomarem o relacionamento de onde pararam. Mas o fato de ter sido Edward o cara com quem ela esteve dentro de um quarto semanas atrás na badalada festa na casa do Connor – conhecido na universidade como o que organizava as melhores festas –, onde serviu-lhe com sua boca, feriu violentamente o ego do loiro de olhos azuis, que não admitia que até mesmo a sua ex-namorada tenha se oferecido para Edward.
– Ei, sou veterano e não transei com ela ainda. – brincou Paul.
– Mas o Mike, Ryan e Cameron da nossa turma sim. – acrescentou Chase, estudante de Direito, como Paul.
– Concordo com Jasper. James é amigo do Kevin, do quinto semestre, e todo mundo sabe da existência do vídeo que eles estão transando na biblioteca. – lembrou Tyler.
– Agora entendo porque James foi o único que não quis ver o vídeo. – Chase refletiu.
– E eu não acredito que perdi a parte da Vicky mandando ele se foder. – comentou Paul entre risos. – Pode esperar que ele irá descontar, Edward.
– Não sei como ele poderia descontar. – disse-lhe Edward despreocupadamente tomando um gole da sua bebida enquanto observava o ambiente ao redor da mesa em que ele e seus amigos estavam. – Eu não me importo se ele vir a ficar com alguém que eu já estive antes.
– Até a enfermeira Jane? – perguntou Tyler, erguendo a sobrancelha.
Edward rolou os olhos, incisivamente encarando seus amigos que riam de sua reação.
– Então avisa a ela que você só quer foder, porque ela acredita que vocês estão namorando. – dissera-lhe Tyler em tom divertido.
– Eu sei que ela quer um relacionamento sério. Mas eu nunca lhe dei esperanças ou motivos para que criasse expectativas. – comunicou Edward aos amigos.
– Jane é sexy. – comentou Demetri.
– Sim, ela é. – Edward concordou.
– E gostosa. – contemplou Chase, erguendo as duas mãos e fazendo movimento de moldar um corpo violão.
– Principalmente depois do silicone. – disse Paul, fazendo todos rirem. – Edward não resistiu com o aumento das tetas.
– E aí, Cullen, não corre risco furar com os dentes? – Tyler perguntou.
Edward passou a mão no queixo, rindo torto, enquanto seus amigos riam.
– Sem riscos de furar. O material é resistente. – os amigos de Edward riram mais.
– Aposto que você já fodeu os peitos dela. – supôs Paul com um sorriso sacana.
Edward lançou-lhe um sorriso presunçoso.
– Digamos que quando você aperta e junta os dois... – Edward assobiou. – é quente e apertado o espaço entre eles. – ele completou iniciando mais uma rodada de risadas.
– Agora entendo porque você continuou transando com ela. – disse Demetri, dando uma risada.
– Não. – Edward riu, sacudindo negativamente a cabeça. – Sim, ela é bonita, gostosa, o sexo é bom, mas o tamanho dos peitos nunca fora o motivo para eu ter ido várias vezes para a cama com ela. Por incrível que pareça prefiro mulheres com seios naturais. – confessou aos amigos.
– E qual o motivo? – Paul erguera uma sobrancelha.
– Qual é, Paul. Achei que você fosse mais inteligente que isso. – disse Chase, dando um tapinha na cabeça dele. – Porque com a residência ele não está com tempo para procurar alguém para transar, mané. Então ele tem a Jane, ali, disponível para quando ele quiser dar umas aliviadas.
– Já vi casos assim terminar em namoro. – expressou Demetri.
– Edward namorando a Jane? – inquiriu Jasper, gargalhando em seguida. – No dia que eu chegar a testemunhar este acontecimento, absolutamente estaremos numa próxima encarnação. E olha que ainda tenho minhas dúvidas. – concluiu o loiro, sabendo que o melhor amigo não tinha nenhuma intenção de se envolver romanticamente com a enfermeira.
– Ela é uma loja ambulante. Muito artificial. O cabelo é água oxigenada, os peitos de silicone. Não vejo outra serventia nela que não seja apenas para transar. – disse Tyler.
– Jane até é legal, mas não rola. E também não quero compromisso com ninguém. – disse Edward taxativo.
– E quando Edward Cullen quis compromisso com alguém? – inquiriu Paul retoricamente junto com uma risada.
– Provavelmente na adolescência. – respondeu Emmett rindo, que chegara à mesa segurando o celular numa das mãos. – Ei, Demetri. Você pode ir comigo lá fora autorizar a entrada da minha garota e sua amiga?
– Claro, vamos lá. – respondera Demetri, dando um gole na bebida e depositando o copo em seguida na mesa, se levantando.
– Amiga é? – perguntou Paul com um sorriso malicioso.
– Ela não é pro seu bico, urubu. – Emmett o interceptou.
– Calma aí. Só estava perguntando. – disse Paul rindo e levantando as mãos em rendição, vendo os dois amigos se afastarem.
Quando Emmett e Demetri estavam longe de suas vistas, Tyler declarou:
– Esse aí já está perdido.
– Quem? – Chase o perguntou.
– Quem? Emmett, claro. – Tyler respondeu. – Ele está dominado. Quase não sai mais com a gente, e quando isso acontece Rosalie vem junto.
– É, ele está apaixonado. – disse Chase.
– Ele não está. Ele sempre foi apaixonado por ela. – discorreu Jasper sabiamente.
– Então, perdido. – Tyler repetiu.
– Não vejo assim. – discordou Jasper. – É legal isso aqui, cara – ele fez um círculo no ar com o dedo, gesticulando o grupo –, mas não dura para sempre. Nós não seremos mais jovens daqui a alguns anos e todas as loucuras que já fizemos não farão mais sentido. Festas, mulheres, bebidas... isso é passageiro. É uma fase. E Emmett só está querendo aposentar a dele.
– O que você está querendo dizer com isso? – Paul o inquiriu.
– Que um dia todos nós aqui vamos querer o que Emmett está acabando de fazer. Sossegar, ser monogâmico, se apaixonar. – explicou Jasper. – Eu sinceramente desejo isso. – completou.
– Você está falando sério? – perguntou Tyler, incrédulo.
– Muito. – Jasper deu um gole em sua bebida antes de continuar. – Tenho pensado muito nisso e, há pouco, quando estava com a Mariah, o pensamento só se intensificou. Eu só não encontrei ainda aquela que mexeu comigo.
– Você está querendo dizer que quer namorar? Que quer um relacionamento sério? – Tyler o encarou rindo.
– Exatamente isso que quis dizer. – respondeu o futuro cardiologista.
– Você também, Edward? – Tyler se voltou para o filho de Esme e Carlisle.
– O que, eu? Não. – Edward sorriu. – Tenho muitos anos de residência para me preocupar pela frente.
– Já disse outras vezes e torno a repetir, não vejo isso sendo um empecilho. – Jasper falou ao amigo o que parecia ser a milésima vez.
– Você sabe que temos duros anos de residência caso queiramos ainda nos especializar em cirurgia cardíaca. Este é o meu foco, porque você sabe, não vai ser fácil. – Edward o lembrou. – Me comprometer com uma garota agora não faz parte dos meus planos.
– Chegamos. – anunciou uma conhecida voz feminina, fazendo com que os cinco rapazes à mesa se virassem para a direção de onde o som viera.
– Rosie! – exclamou Paul com uma excessiva animação, levantando-se de seu assento para trocar um abraço com Rosalie.
– E aí, pescador. – cumprimentara-lhe Rosalie.
– Até você? – Paul revirou os olhos.
– Certo, já abraçou. Agora larga a minha garota. – Emmett o empurrou.
– Só se você me apresentar à bela morena parada ao lado dela. – pedira Paul no ouvido do amigo. E apesar da música alta, seus outros amigos também ouviram. Assim como a bela morena em questão. Assim como Edward, que não tirava os olhos dela.
– Se acalma aí, homem. – disse-lhe Emmett. – E Bella – ele se voltou para a amiga de Rosalie. –, se quer um conselho, fique longe dele.
A morena, que estava em pé olhando a cena, parecendo um pouco desconfortável, esboçou um pequeno sorriso.
– Amigo do caralho, você hein? – Paul encarou o amigo musculoso encolerizado.
– Só estou tentando livrá-la das suas sujas intenções. – Emmett riu.
– A última coisa que a minha amiga aqui precisa é de sujas intenções. Deixe-me apresentá-la a vocês. – a loira puxou a amiga pela mão, que ficou agora no campo de visão dos rapazes sentados à mesa. – Demetri você acabou de conhecer, e estes são Paul, Chase, Tyler, Edward e Jasper. Pessoal, esta é Isabella.
– Olá. – a morena sorriu e acenou com uma mão.
Bella, como gostava de ser chamada, não se preocupou em informar sua preferência pelo apelido ao ser apresentada aos amigos de Emmett. Ela encarou um a um, demorando-se um pouco no rosto do penúltimo nome que Rosalie anunciara, embora ela não se lembrasse mais qual era. Seus intensos olhos verdes, fitando-a, prenderam sua atenção. Mas rapidamente ela desviara o olhar.
Edward assistiu a garota em pé à sua frente desviar o olhar e morder o lábio inferior. Ele a observou dos pés a cabeça, examinando o corpo coberto por uma saia abaulada negra de comprimento pela metade das coxas, e em um bustiê com decote meia taça no tom azul, que juntos, para um espectador não muito atencioso, confundiriam as duas peças em um vestido. O residente de medicina percorreu seus olhos pelo tom pálido de suas torneadas pernas expostas, que transpareciam maciez, terminando num alto e belo par de peep toe azul nos pés. De volta ao rosto da garota, ele analisou os traços impecáveis e a pele limpa por debaixo da leve maquiagem que ela usava aquela noite, além do marcante chocolate que era a cor de seus olhos e os lábios entreabertos. Viu também quando Rosalie sussurrou algo para ela, que sorriu brevemente e jogou um punhado do cabelo castanho caído nos ombros para trás.
Edward só conseguia pensar em três coisas enquanto olhava para ela. Primeiro, Isabella era linda. Uma beleza única e clássica. Diferente dos perfis que ele se acostumara a encontrar. Segundo, ela era sexy, excitante, de um jeito que atraiu todos os olhares dos homens presentes na mesa. E terceiro, ele queria transar com ela.
– Vejo que cheguei na hora exata. – a voz de James preencheu o local, que saíra minutos atrás com a desculpa de ir ao banheiro, retornando apenas agora.
– Pensei que tinha ido embora. – Paul disse a ele.
– Não. Só estava estudando o local. – James o informou, olhando com curiosidade e interesse para Bella.
Rosalie limpou a garganta.
– James, essa é minha amiga Isabella. – disse a loira sem muita emoção. Assim como Edward, ela não confiava nele. Constantemente alertava Emmett a se afastar dele.
– Muito prazer em conhecê-la. – James estendeu a mão para Bella, que tocou a dele com a sua.
– O prazer é meu, também. – ela lhe disse.
Edward, assim como os demais, observava a cena ciente do olhar apetecido de James direcionado à morena. Não era a primeira vez que os dois manifestavam interesse pela mesma mulher. No entanto, Edward estava acostumado a sair sempre como o escolhido, uma vez que ele dificilmente as cercava, ao contrário de James, cujas intenções eram tão óbvias que espantavam as mulheres. Agindo totalmente o contrário, Edward as atraía sem nenhum esforço. Bastava um olhar e elas se aproximavam sem hesitar, desejando uma oportunidade com um dos solteiros mais cobiçados de Manhattan.
Enquanto se sentava ao lado de Rosalie, Bella tentava decidir qual dos amigos de Emmett era o mais bonito. Mas olhando novamente ao redor, ela decidiu que não era tão difícil escolher. Definitivamente o cara de cabelo cor de bronze e olhos verdes era insanamente o mais lindo. Ela pensou por um momento no quanto estaria animada em estar em uma mesa com tantos homens atraentes se ela não tivesse tão quebrada emocionalmente. Se fosse em um outro dia, talvez meses atrás, ela provavelmente flertaria com algum deles. Talvez o último a chegar, o de olhos azuis, ou o de cabelo cor de bronze.
Emmett perguntara as duas mulheres o que elas gostariam de beber. Rosalie aceitou um coquetel de frutas com álcool enquanto Bella o informou que por enquanto nada queria, que decidia mais tarde. Enquanto o grandalhão saía para buscar o coquetel, as duas ficaram conversando entre si. Rosalie tentava animar a amiga, intimando-a a dançarem na pista quando Emmett voltasse. Bella, porém, rejeitou o convite, dizendo que não estava com vontade de dançar. Rosalie não queria tocar no assunto que mais magoava a morena, por isso decidiu contar mais uma vez a cena que presenciara no dia anterior, quando Amelie, a recepcionista que elas mais odiavam no local em que trabalhavam, escorregara no piso liso e caíra, derrubando a bandeja com o bule de café por cima de sua roupa, arrancando novamente risos de Bella.
Quando Emmett voltara, puxara Rosalie da cadeira e se sentou no lugar, colocando-a em seu colo. Os dois começaram a se beijar, fazendo Bella desviar os olhos da cena. Ela olhou ao redor, observando pela primeira vez com atenção o ambiente. A casa noturna estava lotada e aparentemente o maior público era do sexo feminino. Só então a filha dos Swan notou que havia várias mulheres próximas à sua mesa, de olho nos sete rapazes que conversavam e bebiam sem se importarem com a atenção que despertavam. Ela não conseguia evitar que pensamentos de rejeição a inundassem mais uma vez. Porque assim como aquelas mulheres ao redor pareciam invisíveis aos amigos de Emmett, ela se sentia da mesma maneira em relação a Jacob. Como se não fosse nada. Se sentia como um pedaço de carne que ele comeu enquanto pôde, até se fartar e não querer mais.
Rosalie, notando a mudança no rosto da amiga, voltou a conversar com Bella, não querendo deixar que o baixo astral a tomasse mais do que já tinha tomado. Mas não importava o tópico da conversa, Bella se lembrava constantemente que fora rejeitada só em olhar nos rostos das mulheres que tentavam a todo custo chamar a atenção dos rapazes, que simplesmente a ignoravam.
Olhando rapidamente para a mesa em que estava, Bella ouviu um pouco da conversa entre eles, que atualmente falavam sobre qual o próximo carro planejavam obter. Ela não era a maior conhecedora de carros, mas sabia que todos os nomes e marcas de carros que saíam daquela conversa custavam uma nota. Bella também ouviu quando um deles declarou que carro para ele só com a traseira muito ampla, para ter espaço na hora do sexo. Ela estreitou os olhos, e se virou, tentando não ser pega ouvindo a conversa. Embora ficasse chateada, Bella sabia que não poderia, afinal, todos os homens eram assim. Só pensavam em sexo. Principalmente homens com o perfil do grupo em que partilhava a mesa. Jovens, bonitos, ricos. E esnobes.
– O que foi, Bella? – Rosalie a questionou.
– Nada. – ela deu de ombros.
– Tem mesmo certeza que não quer dançar?
– Tenho. – respondeu e virou o rosto para o outro lado.
Rosalie suspirou.
– Também não vai beber nada? – a loira insistiu.
– Não agora. – ela diz à amiga, dando uma cruzada de pernas sem perceber que estava sendo observada.
Edward, que havia decidido não demonstrar seu interesse, notou, no entanto, que a morena parecia indiferente aos rapazes daquela mesa, ao contrário das mulheres que circulavam ao redor, que não paravam de olhar para ele e os amigos. Ele percebeu também que James não tirava seus olhos de Isabella.
– Saquei a sua, Edward. – Jasper sussurrou no ouvido do amigo, sorrindo em seguida.
Edward sorriu presunçosamente sabendo a que o amigo se referia.
– Ela é linda. – sussurrara Edward de volta.
– Pensei que loiras fizessem o seu tipo. – disse-lhe o amigo.
– Eu não tenho um tipo definido. – ele deu de ombros.
– Ah, é. Você geralmente pega o que aparece.
– Vai se foder. – Edward riu e Jasper mais alto ainda. – Não é assim. Não tenho culpa se ultimamente só tem aparecido loiras.
– E então? – Jasper indicou Bella com a cabeça.
– Não sei. – Edward respondeu em voz baixa, encarando Bella discretamente enquanto tomava um gole de sua vodka.
Jasper olhou rapidamente na direção da morena, antes de voltar-se para Edward.
– Posso ser sincero? – perguntou a Edward que assentiu com a cabeça. – Não quero comprometer seu ego, mas ela não parece muito interessada. Aliás, em ninguém aqui. – alertou Jasper o amigo.
– Percebi. – concordou, levando mais uma vez o copo à boca.
Contemplando as palavras de Jasper, Edward percebeu que uma aproximação entre ele e a garota era praticamente nula. Porque ele jamais chegaria nela. Estava acostumado a ser abordado, não o contrário, principalmente se a outra parte não demonstrasse interesse. Quando se interessava por alguma mulher, uma troca de olhares era suficiente para ela tomar a iniciativa. Muitos chamavam de arrogância, mas Edward não se importava. Ele sempre tinha quem queria, e podia se gabar por isso, até mesmo se dar ao luxo de rejeitar as mulheres desejadas por seus próprios amigos. Entretanto, a bela morena de olhos castanhos parecia imune ao charme que ele exalava. Ela praticamente não olhava para a mesa. Ela praticamente olhou para Edward uma única vez.
Algum tempo depois, James, que assim como Edward também notara o quanto Isabella parecia alheia ao ambiente, como se desejasse estar em qualquer lugar menos ali, não parava de pensar em maneiras de abordá-la. Ela não lhe dava abertura, no entanto, limitando-se a conversar apenas com Rosalie. Mas, vendo que não havia outro jeito para chamar sua atenção, decidiu puxar assunto.
– Isabella? – James a chamou.
Bella, que estava olhando para o outro lado, virou-se bruscamente, surpresa ao ouvir seu nome sendo pronunciado. Ao constatar de quem partira o chamado, ela fitou James antes de responder, ainda indiferente.
– Sim?
– Não está gostando do lugar? Não estou vendo você se divertir. – perguntou a ela o loiro.
Nesse momento, Jasper e Edward, que acompanharam desde o início a abordagem do futuro oncologista, olharam para Bella, esperando sua resposta. Rosalie, sentada no colo de Emmett na cadeira ao lado de Bella, também.
– Não estou no clima para festas hoje. – respondeu-lhe, dando de ombros.
– Por quê? Brigou com o namorado? – James sorriu ao notar que não precisou enrolar muito para fazer a pergunta e matar sua curiosidade.
– Quase isso. Levei um pé na bunda dele. – informou a morena, que havia chamado atenção dos rapazes ao chegar ao clube meia hora atrás, e agora chamava novamente a atenção após esta declaração. Todos estavam olhando para ela agora, inclusive Rosalie, não acreditando que ela estava indo mesmo falar sobre Jacob.
James continuou fazendo perguntas a Isabella, que de repente ficara fora de si, explodindo na frente de todos toda a sua mágoa pelo homem que durante três meses fora o seu parceiro sexual, embora durante esse tempo ela não notara que era apenas isso que se resumia a relação entre eles.
Todos estavam estáticos pela maneira que a morena reagiu, olhando a sua face instantaneamente ruborizada pela raiva, as narinas infladas, o peito subindo e descendo ao ritmo de sua respiração ofegante. James só conseguia pensar no quanto ela parecia ainda mais excitante com raiva, e seus pensamentos estavam nublados por perversões envolvendo aquela garota. Edward, por outro lado, ao ouvir aquele desabafo, só conseguia pensar em duas coisas. Primeiro, mesmo ferida a morena provavelmente ainda era apaixonada pelo namorado. Segundo, ele deveria esquecer a vontade de ficar com ela.
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Dia seguinte.
– Ei. – Edward sentiu algo cutucando em suas costas. – Você vai dormir aí?
– Me deixa. – afastou a mão da irmã com a dele. – Não estou dormindo.
– Dá para se notar. – riu Elizabeth Cullen, ou Lizzie, como era comumente chamada pela família e amigos.
Edward, que estava deitado de bruços no sofá da casa de sua mãe, virou-se para encarar a sua irmã.
– O que você quer? – ele perguntou a ela, se sentando.
– Nada. Só me perguntava se você estava indo dormir aí ou se ia para o seu quarto. – ela lhe respondeu, se sentando ao lado dele.
– Não vou dormir aqui. Vou para o meu apartamento. – ele esfregou os olhos. – Mas preciso ir a um lugar antes.
– Posso saber que lugar é esse? – ela ergueu uma sobrancelha.
– Não. – ele riu e bagunçou o cabelo da irmã com uma mão, algo que ela odiava. – Nada do seu interesse.
Irritada com a péssima e antiga mania do irmão em desordenar seu cabelo, Lizzie o empurrou, que se levantou do sofá rindo, fugindo dos socos da irmã em seu braço.
Edward foi até a mesa de centro, onde pegou o celular, a chave do carro e a carteira, não se surpreendendo com o mesmo nome que aparecia nas três chamadas perdidas. Olhou o relógio, vendo que já se passavam das oito da noite daquele domingo. Estava atrasado para o local onde deveria estar a uma hora atrás, embora não estivesse nem um pouco preocupado com isso. Que esperasse.
Despediu-se de seus pais, da irmã e entrou no Aston Martin, onde pretendia seguir até o Soho, ao apartamento que tinha estado quatro vezes nos últimos dois meses.
Enquanto dirigia, o celular vibrou. Ele sabia quem era.
– Estou a caminho. – foi curto, desligando em seguida.
Se não estivesse tantos dias sem, Edward provavelmente não estaria se deslocando até aquele bairro, até aquele apartamento em plena noite de domingo. Contudo, ele não pretendia demorar. Ficaria apenas pelo tempo suficiente que levaria a executar o que ele estava indo fazer. Tudo porque o último lugar que ele faria seria no próprio apartamento.
Já conhecido pelo porteiro por causa do chamativo carro, mesmo que tenha estado ali poucas vezes, Edward não precisou ser anunciado na entrada, cujo portão se abrira assim que ele parara na frente do prédio, onde estacionou em qualquer lugar da garagem, sem se importar se havia dono, afinal, ele não demoraria.
Minutos depois, estava batendo na porta do apartamento.
– Até que enfim. – orou a mulher sedutoramente ao abrir a porta, sorrindo maliciosamente enquanto se afastava para Edward entrar. Ela vestia um robe de seda lilás, com uma camisola sexy e curta do mesmo tom por debaixo.
– Não vou demorar muito. Acordo cedo amanhã. – ele a avisou com a voz baixa, enquanto examinava a sala limpa e organizada, porém colorida demais e cheia de bugigangas para o seu gosto.
– Eu sei. – ela disse, se aproximando dele e o abraçando por trás. – Estava com saudades. – sussurrou próximo a seu ouvido, passando as mãos com suas grandes e bem feitas unhas pela barriga dele por cima da camisa.
Não querendo prolongar por mais tempo, Edward se virou e a agarrou pelos quadris, descendo a mão até a barra da sua camisola e a subindo, encontrando-a sem a calcinha, o que não lhe surpreendeu, uma vez que ela geralmente nunca usava. Ele guiou seus dedos até o sexo da mulher, sentindo-a encharcada. Os gemidos que ela emitia ainda eram consideravelmente baixos, comparados aos sons que ela produzia durante o ato sexual, especialmente quando chegava ao orgasmo. Enquanto a estimulava com um dedo, com a outra mão Edward habilidosamente desabotoou a calça e colocou o membro para fora da cueca, começando a se masturbar com a mão livre. Quando estava finalmente pronto, tirou o preservativo no bolso traseiro do jeans e então protegido conduziu a proprietária do apartamento até o sofá mais próximo, para então consumar a única coisa que o fez se deslocar até ali.
Quinze minutos depois Edward deixava o apartamento de Jane.
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Um dia depois da festa no motel...
Era tarde do domingo quando Edward acordou com o barulho incessante do seu telefone celular. Ele estava exausto, praticamente era incapaz de se levantar, porém, não conseguia dormir relaxado enquanto o ruído não parasse. Tentou ignorar, suspirando aliviado quando o som cessou. Mas logo o celular estava tocando novamente. Irritado, ele esticou a mão e pegou o celular, bufando ao ver o número. A mesma pessoa que ligara várias vezes na noite anterior, inclusive quando ele estava na festa, momento que ele resolveu atender, dizendo-lhe que estava ocupado. Rejeitou a chamada, e mais uma vez jogou a cabeça no travesseiro, tentando voltar a dormir. Minutos depois, quando ele já estava praticamente mergulhado à inconsciência, o celular tornou a tocar. Ele estava prestes a responder a chamada irritado quando percebeu, olhando o visor, que não era a mesma pessoa de um momento atrás, e sim sua mãe.
– Lô? – Edward estava tão sonolento que a palavra saíra cortada.
– Acho que você não vem almoçar.
– Sinto muito, mãe. Estou cansado e com muito sono. – ele responde bocejando ao mesmo tempo.
– Tudo bem. Nós já almoçamos. Só liguei para saber se está vivo, já que disse ontemque almoçaria aqui e não apareceu. – disse-lhe sua mãe, Esme, no mesmo tom amabilíssimo de sempre.
– Telefono mais tarde. – ele a informou.
– Tudo bem, vou esperar. Te amo, filho.
– Te amo, mãe. – se despediram.
Edward voltaria a dormir imediatamente se não sentisse sua bexiga cheia de repente. Reuniu forças e se levantou da cama, nu, indo ao banheiro de sua suíte. Enquanto esvaziava a bexiga, ele olhou admirado para o próprio pênis, relembrando as quatro vezes que ele fora usado àquela noite. Ele nunca antes tinha transado quatro vezes com uma mulher na mesma noite. Ninguém conseguira deixá-lo "pronto" tantas vezes num curto espaço de tempo. Um sorriso enviesado surgiu em seus lábios quando ele pensou se, caso tivessem tido mais tempo, provavelmente ele estaria pronto para uma quinta rodada. Edward jamais imaginou que ao decidir ir à festa de Rosalie, apesar do local que acontecera, terminaria a noite fazendo sexo alucinadamente com a mulher que desejou possuir dias atrás.
– Tudo bem aí embaixo, parceiro? – ele sorri enquanto sacode o membro, dando descarga em seguida.
Edward voltou para o quarto, desligando o celular e caindo novamente em sua cama, saindo dela apenas mais tarde, para comer. Assistiu um pouco de TV, mas logo imergiu no sono novamente, não saindo da cama até o dia seguinte.
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A segunda-feira chegou e Edward se sentia revigorado pelo longo descanso. No entanto, ao chegar ao hospital às seis da manhã, sentiu a tensão se instalar em suas articulações ao constatar que seria mais um dia exaustivo, enquanto entrava no vestiário dos médicos onde vestiu o jaleco e colocou o crachá. Enquanto seguia pelo corredor, o sistema de alto-falantes só intensificava o que ele previa.
"Dr. Spencer, quarto 411."
"Dra. Tennant, Sala de Emergência 3."
"Dr. McDougle, quarto 306."
Além disso, havia uma dor de cabeça sobre duas pernas que há dias ele vinha tentando evitar encontrar. Jane. Edward sabia que se envolver com alguém do hospital poderia vir a causar grandes problemas. Ele fora alertado pelos médicos mais antigos e pelos residentes sênior que tivesse extremo cuidado caso viesse se envolver com alguém de dentro, especialmente as enfermeiras, que geralmente tornavam-se um infortúnio com o tempo, não os deixando em paz. Mas ainda assim não conseguira resistir as insistentes investidas da enfermeira quente, no qual ele vinha tendo uma esporádica aventura sexual nos últimos dois meses. Como a residência passou a ser prioridade em sua vida, e o tempo para divertimento ficara escasso, imaginou que caso viera a se envolver com ela, poderia ficar despreocupado com as suas necessidades físicas.
E assim Edward e Jane se mantiveram nos últimos dois meses. Não se pode negar que desde o início ele deixara claro que era apenas sexo. Nunca a apresentou aos amigos, embora todos já a conhecessem, uns do próprio hospital, uma vez que alguns deles também faziam residência no local, mas também porque ela era amiga da namorada de Jason, um velho amigo que estava prestes a se mudar para Paris, cuja festa de despedida aconteceria no sábado próximo. Eles nunca estiveram juntos em um local público, saíram para jantar ou algo do tipo. Mesmo em dois meses, as vezes que tiveram sexo podiam ser contadas nos dedos das duas mãos. Cinco vezes no apartamento dela, duas no carro dela, uma vez no motel, e duas rapidinhas no hospital, na sala de descanso.
Edward não poderia negar que o sexo era bom. Jane sabia como satisfazê-lo, e estava sempre disposta a atender as necessidades e vontades dele. Ela até era legal com ele, mas fazia o tipo de mulher fútil, telefonava o tempo todo, se insinuava descaradamente na frente das pessoas, mesmo quando ele estava numa ronda com os outros médicos, e nas últimas semanas passou a cogitar que eles deveriam assumir um sério compromisso. Se Edward, que já estava dispensando-a aos poucos antes mesmo que ela o abordasse com o assunto quando ele fora a última vez em seu apartamento, agora, mais do que nunca, não queria mais nenhum tipo de envolvimento com ela. E assim transcorrera o dia, com ele evitando como o inferno esbarrar com Jane.
Neste mesmo dia, à noite, após chegar a seu apartamento, Edward recebe Jasper, que passara para comer uma pizza e conversar brevemente com o amigo antes que este seguisse para o seu plantão noturno. Os dois estavam esparramados cada um em um sofá, quando Jasper suspirou.
– Liguei hoje para Alice. – disse ao amigo.
– Eu sabia que você ligaria. – Edward sorriu.
– E você?
– Hm? – Edward erguera uma sobrancelha.
– Você ligou para Bella? – perguntou.
– Não. – respondeu enquanto colocava as duas mãos atrás da cabeça.
– Qual é, Edward. Não vai doer se você ligar para alguma mulher no dia seguinte. – Jasper jogou-lhe uma almofada. Edward agarrou antes que atingisse seu rosto.
– Ligar para que? Eu não sei o que dizer. – disse-lhe Edward.
– Pelo amor de Deus. – o loiro revirou os olhos.
– O que você quer que eu diga? "Olá, tudo bem? Fizemos sexo ontem, foi enlouquecedor e quero de novo?" – inquiriu.
– Quer de novo é? – Jasper lançou-lhe um sorriso perverso, cheio de malícia.
– Eu não quis dizer isso. – Edward sorriu também.
Eles riem por mais alguns segundos.
– Bella é legal. – disse Jasper quando se recompôs.
– Ela é. – sorriu, relembrando o sábado passado. Edward teve a oportunidade de conhecer um pouco além da geografia íntima da estudante do último semestre de Contabilidade, algo que ele desejara desde a primeira vez que a viu. Pensou no quanto ela demonstrou ser diferente da impressão que a mulher que ele conhecera um pouco mais de duas semanas atrás no clube latino lhe transmitira. Bella se mostrou naturalmente inteligente, esperta, impetuosa. Era comunicativa e bem-humorada. Sabia explorar a beleza que possuía sem ser apelativa ou vulgar, que fora um dos motivos que fizeram Edward não esperar por uma atitude dela, tomando a iniciativa quando se juntou a ela na dança que fora o ponto inicial da noite.
As vivas lembranças do sexo que ele e a morena partilharam naquele motel perpetuavam constantemente sua mente. E com a menção do nome, ficaram ainda mais fortes. A forma com que seus corpos se encaixaram completo e absoluto, como se fossem peças únicas de um quebra-cabeça. O interior quente e demasiado úmido do corpo feminino, fazendo com que o seu membro revestido pelo preservativo se deslizasse com destreza nos movimentos de dentro para fora, mesmo que aparentemente ela parecesse não ter tido muitas relações ultimamente. Os beijos lascivos, luxuriantes, urgentes que seus lábios trocaram abrasadoramente, algo que Edward geralmente pouco executava enquanto transava, mas com Bella simplesmente parecia certo. Relembrou também a sensação de sua língua explorando seu sexo descoberto e excitado, invadindo a sua entrada, do delicioso gosto do néctar expelido por ela após o violento orgasmo que ele proporcionara, sorvendo toda a viscosidade.
Edward já sentia seu membro pulsar apenas com os flashes do sexo encharcado de Bella e dos orgasmos que ambos alcançaram juntos. Para não ficar com uma ereção óbvia na frente do amigo decidiu aumentar o volume da TV para se distrair, colocando uma almofada entre as pernas.
– Convidei Alice para jantar, na quarta-feira. – anunciou Jasper de repente.
Edward franziu a testa e em seguida lançou um olhar de diversão para o amigo.
– Eu não vou transar com ela, cara. – Jasper riu, se sentando no sofá.
– Não falei nada. – Edward sorriu torto, dando de ombros, voltando a olhar para a televisão, cujo canal exibia algum jogo de baseball.
– E nem precisa. – ele disse, olhando as horas no relógio.
– Vai me dizer que você não quer transar novamente com ela? – Edward pressiona.
– É claro que quero, mas não foi por isso que a convidei para jantar. Não é essa minha intenção. Eu realmente quero conhecê-la melhor. – Jasper confessou.
– Sério? – inquiriu o Cullen.
– Apesar do que aconteceu no sábado, Alice não é como o tipo de garotas que conhecemos. Nem Bella, ou Rosalie. E é por isso que quero conhecê-la mais.
– Você está querendo compromisso com ela. – declamou Edward como uma afirmação, rindo.
– Ainda é cedo para falar em compromisso, mas estarei mentindo se não disser que senti uma conexão instantânea com Alice. – relembrou.
– Boa sorte então com a sua conexão. – Edward zombou, voltando a olhar para a televisão.
– E você devia ligar para Bella. – Jasper riu, ficando de pé, pois chegara sua hora de ir para o hospital.
– Por que essa insistência? – Edward quis saber, uma vez que Jasper sabia que ele não fazia o tipo de ligar.
– Porque você podia deixar de ser o rei da atenção uma vez na vida. – ele deu um leve tapa na cabeça de Edward.
– Eu nunca tratei mal nenhuma mulher que esteve comigo. – ele se sentou.
– Eu só acho que seu pênis não vai cair e nem você deixar de ser mais homem porque ligou para uma mulher para saber como ela está. Mas ligue se quiser e não porque eu estou dizendo que deveria. – disse o loiro que nascera no Texas e se mudara para Nova York com os pais quando ainda tinha dois anos de idade.
Edward, por alguns segundos, refletiu as palavras do amigo.
"Ligar para Bella?" – ele questionou para si. – "Para falar o que?"
– Vou nessa. – ele ouvira Jasper dizer, que após pegar a chave do carro, caminhou até a porta para deixar o apartamento.
– Tudo bem. Eu vou ligar. – Edward disse, parando o amigo.
Jasper sorriu e então saiu, fechando a porta.
Edward suspirou e lançou-se para trás, apoiando as costas no sofá e colocando as duas mãos atrás da cabeça. Em seguida se levantou e recolheu a caixa com restos de pizza, assim como a garrafa vazia de cerveja e a lata de refrigerante que ele e Jasper respectivamente bebiam, deixando-as na cozinha. Quando voltou, tornou a se deitar no sofá, dando atenção ao jogo de baseball na TV.
Em algum momento mais tarde, Edward fitou de relance o seu celular em cima da mesa de centro. No minuto seguinte, se inclinou e tomou o aparelho nas mãos. Correu os dedos através do touch screen, chegando até a letra "i", de Isabella. Ficou olhando para aquele nome por um longo momento, com o dedo na tela, no dilema se deveria ou não ligar. Em suma, optou pela última opção, colocando o celular de volta para a mesa de centro. "Talvez outro dia", ele pensou, voltando a assistir ao jogo.
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Dois dias depois...
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Edward estava na sala de descanso, concentrado em seu caderno de anotações, acrescentando algumas informações acadêmicas sobre Estenose Aórtica que ele deveria pesquisar. Feito isso, seguiu pelos corredores e guardou as fichas de dois pacientes que estavam em suas mãos, indo em seguida para o vestiário.
– Indo embora mais cedo, Edward? Vida boa. – zombou Demetri, rindo, sabendo que o colega de profissão havia sido um dos residentes "premiados" a cumprir um plantão de 24 horas, iniciado na manhã do dia anterior.
As sobrancelhas de Edward se uniram em uma carranca ao ouvir aquele comentário sem graça. Ele estava extremamente cansado, morto, desejando mais do que tudo sua cama e dormir por todo o resto do dia.
Os outros residentes e médicos veteranos que lá estavam riram quando Edward lançou um olhar mortífero para Demetri, que riu mais. Mas Edward nada respondeu, tirando o jaleco e as vestes para então tomar um chuveiro. Minutos depois, desperto após o banho, ele se despediu dos que estavam ali presentes e encaminhou-se para o estacionamento privativo do hospital.
Assim que entrara no carro, jogando os seus pertences no banco de trás, Edward ouviu a porta do lado do passageiro ser aberta e uma figura conhecida por ele passar por ela, se sentando ao seu lado.
– O que você está fazendo Jane? – perguntou instantaneamente, tentando não ser rude.
– Bom dia para você também, Edward. – ela sorriu para ele de um modo provocativo, passando o braço ao redor do pescoço dele.
– Sério, eu estou indo para casa. – ele a informou, tirando o braço dela de si.
– Você disse que me levaria para conhecer seu apartamento qualquer dia. Que tal hoje? – ela perguntou, passando a mão pela coxa do Cullen, que suspirou cansado.
– Hoje não. – ele novamente tirou a mão dela, dessa vez de sua coxa.
– Qual é, Edward? – ela cruzou os braços, levemente chateada.
– Eu estou cansado. – ele disse a ela, jogando a cabeça para trás, encostando-a no banco.
– Sabe – ela começou com uma voz sedutora, colocando a mão sobre o peito dele, por cima da camisa pólo que ele usava –, já faz mais de duas semanas que não ficamos juntos.
Edward rolou os olhos mentalmente.
– Eu posso fazer você relaxar. – ela continuou sorrindo maliciosa, sua mão indo em direção a braguilha dele.
– Não, Jane. – Edward retirou a mão dela.
– Por que não? Você está precisando de algo para relaxar os músculos. – insistente, ela se esquivou das mãos de Edward e colocou as mãos de volta no botão da calça dele.
– Exatamente. Uma cama para dormir. – disse a ela, tentando tirar a mão dela mais uma vez.
– Sei de coisas melhores que podemos fazer em cima de uma cama. – disse Jane, determinada, empurrando as mãos dele e conseguindo descer o zíper da calça.
– Eu disse não! – ele segurou o pulso esquerdo dela com força, a encarando.
– Edward recusando sexo? – ela perguntou, tirando com agilidade o pênis de dentro da calça dele com a outra mão livre.
Edward agarrou a outra mão dela, segurando agora os seus dois pulsos. Jane se inclinou para frente, pegando-o de surpresa ao beijá-lo rapidamente nos lábios, que ao sentir o ataque inesperado, virou a cabeça para o lado e soltou as mãos dela com o sobressalto. Aproveitando o momento, Jane se abaixou e o colocou na boca.
– Jane... – Edward tentou impedi-la ao segurar sua cabeça, mas fechou os olhos quando sentiu a língua circular a glande do seu membro enquanto a mão feminina e quente segurava a base.
Edward, como qualquer outro homem de natureza heterossexual, que amava sexo e estava sempre disposto a beneficiar-se de um agrado feminino, logicamente curtira aquele toque, contorcendo-se com a iminente luxúria. O hemisfério do seu cérebro ligado ao sexo ordenava-o a aproveitar-se do que aquela bela mulher estava lhe proporcionando. Porém, um outro hemisfério gritava com a mesma intensidade para que ele a afastasse, ou ele nunca se livraria dela.
Fora com um esforço hercúleo que Edward abriu os olhos e de modo determinado segurou as madeixas loiras, puxando a cabeça dela e a interrompendo. Ela franziu a testa para ele, descrente. Jane sabia desde o início que com ela Edward apenas queria sexo, mas acreditava que com o tempo poderia vir a conquistá-lo com a sua beleza, o seu corpo escultural e as suas habilidades sexuais, pois nenhum homem poderia negar que ela sabia como agradá-los e deixá-los satisfeitos sexualmente. Ela também notara que o futuro cardiologista parecia evitá-la no último mês, especialmente nas últimas semanas, mas impedir que ela o servisse com um sexo oral, deixou-a completamente atordoada e incrédula.
– Não. – dissera Edward, guardando o pênis levemente endurecido dentro da calça. – Eu preciso ir embora. Por favor, saia do meu carro. – ele pediu em um tom gentil.
– Você ainda vai me procurar, Edward. Escuta bem o que estou te dizendo. – ela rosnou, saindo em seguida enfurecida do carro.
Jane bateu a porta do Aston Martin com força, fazendo Edward respirar fundo e quase ir atrás dela para perguntar qual o seu problema. Mas ele decidiu que era melhor não provocar uma discussão.
Edward ligou o carro e dirigiu até o seu apartamento.
Após fechar as cortinas, ligar o ar-condicionado e se acomodar no conforto de sua cama vestindo apenas uma boxer, ouviu o seu celular tocar.
– Puta que pariu. – ele grunhiu, levantando-se e indo até a calça jeans jogada na cadeira para pegar o aparelho. – Alô?
– Festa na cobertura da Kelly hoje à noite, muita bebida e cheio de gatinhas. Topas ou não topas? – perguntou Paul do outro lado da linha.
– Em plena quarta-feira? – Edward bocejou.
– E desde quando tem dia específico para se dar uma festa, Cullen? – questionou.
– Ok, depois te ligo. – ele passou a mão pelo cabelo.
– Porra nenhuma. Vai ou não vai? – o amigo insistiu.
– Como você é chato, cara. – Edward riu. – Ok, te encontro lá.
Logo que encerrara a chamada, Edward desligou o celular para não ser mais interrompido, voltando para a cama e caindo rapidamente em um sono profundo, acordando somente oito horas depois.
Apesar de ter dormido muito, sentia-se enfadado. Não sairia àquela noite, muito menos ir a algum tipo festa, mesmo tendo dito a Paul que iria, quando na verdade dissera apenas para este não ficar insistindo. Sabia também que Jasper não estaria lá, uma vez que ele estava indo jantar com Alice, e quanto a Emmett não era preciso muita mágica para saber que ele estava com Rosalie.
Ligou o celular, indo à cozinha onde preparou alguns sanduíches para comer com coca-cola em seu quarto, retornando e sentando-se em sua mesa de estudos para elaborar um relatório sobre Estenose Aórtica. Enquanto digitava em seu notebook, o celular vibrara uma única vez em cima da mesa. Parando o que fazia, Edward pegou o celular, franzindo o cenho ao ler a mensagem do número desconhecido.
– Estou com saudades. – leu em voz alta.
Ele colocou o celular de volta ao lugar, coçando o queixo enquanto tentava descobrir a quem pertencia aquele número, mas não fazia nenhuma idéia. Tinha certeza que não podia ser Jane. Pensou que, provavelmente, pertencia a alguém que ele já tivera algo um tempo atrás e que, como já fizera muitas vezes, apagara o número de sua agenda.
Edward não perderia seu tempo tentando adivinhar a autoria da mensagem se não estivesse intrigado e imaginando que de repente poderia vir a ser de uma certa morena com quem ele estivera recentemente. Ele não tivera muitos encontros nos últimos meses além de Jane, nenhum que ele lembrava ter dado o número do seu celular. Mas, se realmente era ela, por que não ligara do próprio número? Porque definitivamente ela não trocara o número em quatro dias, isso era muito pouco provável.
Não conseguindo voltar ao seu relatório enquanto não tirasse a dúvida, tomou novamente o celular nas mãos e discou o número do remetente da mensagem. No segundo toque, uma voz masculina, incerta, soara do outro lado da linha.
– Jimmy?
–Jimmy? – perguntou Edward, franzindo a testa.
– Esse número não é do Jimmy?
–Não.
– Ah. Desculpa. Enviei mensagem para o número errado. – disse a voz do outro lado, de repente desapontada.
– Tudo bem. – disse Edward, desligando em seguida. – Era só o que me faltava. – murmurou, apagando a mensagem e voltando para o notebook.
Enquanto digitava, Edward começou a se perguntar por que por um momento imaginou que a mensagem poderia ter sido enviada por Bella. Já fazia quatro dias desde a última vez que se viram, e até então ele não teve notícias dela. Ele se viu questionando para si mesmo se ela também se pegava tendo flashes daquela noite, como ele, e isso o fez lembrar a conversa que tivera com Jasper segunda passada.
Sim, ele queria de novo.
Ele parou por um instante, olhando novamente para o celular. Respirou fundo e balançou a cabeça, voltando para o notebook.
– Não vou ligar. – murmurou para o quarto vazio.
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Antes de mais nada, não sei o que está acontecendo com o FF que tem deixado as frases em itálico tudo junto, então se encontraram algo assim assim no decorrer do texto, já sabem que a culpa não é minha :)
Voltando ao capítulo, sei que estavam esperando continuação do capítulo anterior, mas eu realmente precisava introduzir o Edward nessa parte antes de seguir em frente. Não sei o que vocês estão pensando à respeito dele, e juro, estou muito curiosa. Sei que não dei muitas pistas ainda, mas acredito que deu para notar um pouco da personalidade dele.
E então, quais as impressões de vocês? Sobre a Jane também, a situação da Bella, e claro, o Edward?
Não poupem comentários, quero saber tudo que se passam na cabecinha de vocês. Já dei meu recadinho nas notas iniciais e reforço aqui: me deixem saber se estão gostando ou não estão, é importante que eu saiba a opinião de vocês. Espero que estejam curtindo, como eu curto escrever. Vocês não sabem como me dá trabalho rsrs. Aos que estão sempre aqui presentes, deixando reviews, favoritando, indicando, que conversam comigo seja no twitter ou msn sobre Private Party, o meu muito obrigada. Gente, isso aqui não escrevo para mim. É para vocês!
Não sei quando postarei o próximo capítulo, porque quem lê minha outra fanfic, Talvez Seja Amor, sabe que o próximo capítulo lá será muito especial. Mas vou fazer de tudo para não demorar.
Mais uma vez, OBRIGADA!
Tenham um ótimo fim de semana. Beijossss
