A pele, o cheiro, os cabelos, a barba por fazer, os lábios, a personalidade de Castiel. Era o conjunto que deixava Dean atordoado, mas de uma forma boa. Queria o anjo, desejava tanto a ponto de ter medo de seguir em frente e machucá-lo. Tinha medo de provocar a ira celestial, da conseqüência que aquilo traria. Castiel tinha sido expulso por rebeldia, quando resolveu levar Dean para junto de Sam, no exato momento do retorno de Lucifer, contra ordens superiores. Mas isso não parecia importar para o anjo que não conseguia pensar em mais nada, a não ser ver seu protegido tranqüilo, e sabia que isso só aconteceria quando Dean estivesse ao lado de Sam, independente das circunstâncias. Por outro lado, antes de mais nada, e acima de todas as coisas, Dean queria o mesmo, que Castiel estivesse bem, feliz, com ou sem ele, mas podia ver nos olhos azuis do anjo, na forma como este o beijava, o tocava, que a felicidade estava ali, ao alcance de suas mãos inseguras.
Um completava o outro como duas peças de um quebra-cabeças. A sensação era tão boa quando estava perto de Castiel! Se sentia seguro, em paz, coisas que ele sempre quis, mas achou não estarem ao seu alcance, não ser digno delas.
Afastou seus lábios e sorriu ao encontrar os olhos do anjo fechados e um sorriso tímido se formando ali. – Esse sorriso... – riu baixo ainda olhando o moreno e sorriu também. – Queria ler sua mente agora, saber o motivo do sorriso. – não existia mais mundo do lado de fora, nem mesmo lembrava de Sam no quarto, além da porta entreaberta. Ali existiam apenas ele, Castiel e aquele sentimento enorme que parecia prestes a fazer seu peito explodir de felicidade.
- Eu não sei. Ele simplesmente aparece quando você está perto assim. Ou quando eu ficava ao lado da sua cama velando seu sono. – um homem com a alma tão inocente, pura, de anjo, desconhecendo as coisas que Dean tinha feito até ali, o prazer, o desejo. Aquele olhar de cobiça, mas ao mesmo tempo mostrando que o dono daqueles olhos não tinha idéia do que era isso. – Porque, Dean? Porque isso acontece? Eu não entendo. – mas gostava.
O loiro sorriu e levou ambas as mãos ao rosto do menor, segurando-o com cuidado, como se tocasse algo extremamente frágil e precioso. Era precioso para ele, o maior tesouro de sua vida, o detentor de todo aquele amor que pensou, um dia, não ser capaz de sentir. – O mesmo motivo que o meu, Cass. – mexeu os dedos, acariciando o rosto de Castiel, tentando gravar cada detalhe com o toque. – Porque eu te amo, porque você é muito mais do que um "anjo da guarda". Você é a pessoa que me fez ver que eu posso amar e ser amado, que me faz sentir bem dando esse simples sorriso, ou quando não ri das minhas piadas.
- Isso quer dizer que eu também te amo? – aquela inocência toda, a descoberta dos sentimentos, das coisas humanas, mundanas, e Dean estava ali por e para ele, para ajudar Castiel no que fosse preciso. Aquela pergunta arrancou outro sorriso do loiro, fez seu coração disparar, e aquela vontade quase incontrolável de tomar Castiel em seus braços, para si, se fazer presente mais uma vez. – Como eu sei se...
- Se você me ama? – nem mesmo Dean entendia aquele sentimento direito, mas sentia o mesmo que Castiel e, sendo assim, tinha como explicar ao menos as sensações físicas. E ao ouvir o anjo fazendo aquela pergunta, os olhos azuis do mesmo confirmando aquele sentimento, mesmo sem saber, seu coração pareceu aquecer, ser reconfortado. Esteve errado todo esse tempo, podia sim sentir todo tipo de coisas. - Seu coração dispara, as pernas ficam bambas, o sorriso vem sem que consigamos controlar, a vontade de estar cada vez mais próximo da pessoa, a certeza que faríamos qualquer coisa para que ela estivesse bem e feliz. – saber que você morreria para manter a razão de tanto amor em segurança.
- Humm... – uma representação perfeita de algumas das coisas que ele estava sentindo naquele momento? E tudo o que o moreno conseguia era focar os olhos no peito nu do homem à sua frente e manter suas mãos imóveis na cintura do mesmo. – Eu acho que é o mesmo que eu sinto, mas... – Dean levou o dedo indicador aos lábios do anjo e os sentiu quentes, macios, inseguros.
- Cass... – pra que falar quando eles podiam demonstrar, fazer? Não que conversar com Castiel fosse ruim, ainda mais agora que o anjo estava mais próximo a ele, era só que ele queria sentir, ter tudo aquilo que sempre sonhou e achou que não era digno de sentir. – Me mostra o que você sente, só isso. – tudo o que Dean queria era ser feliz, se sentir amado.
Inseguras, as mãos de Castiel se mexeram na cintura do loiro, os dedos sentindo a pele do loiro, o calor, fazendo o mesmo arrepiar. Os olhos do anjo estavam fixos nos de Dean, como se os verdes tomassem conta de tudo. Foi cauteloso ao desencostar as costas da parede e colar o corpo ao de Dean. O seu arrepiou, era algo que nunca tinha sentido antes. Inexplicavelmente bom.
E vendo que o outro não sabia bem o que fazer, o loiro tomou a dianteira. Levou ambas as mãos à cintura de Castiel e o trouxe ainda mais para perto. Aquele era seu pedaço de céu, a paz que sempre procurou. Os lábios alcançaram os de Castiel mais uma vez e todas as coisas em volta desapareceram. Não queria fazer mais nada da vida, a não ser ficar assim com Castiel, perto, bem perto.
As mãos afoitas do loiro percorreram o corpo do menor procurando por mais, querendo sentir cada pequeno pedaço do anjo. Tirou o sobretudo de forma meio desesperada enquanto seus lábios percorriam cada pequeno centímetro do pescoço do moreno. Dois botões da camisa foram arrancados quando Dean a puxou. Era como se não tivesse tempo para abrir botão por botão, como se seu corpo pedisse por aquele contato. E ele veio assim que Castiel o ajudou a livrar-se da peça. O calor, o toque, o cheiro, tudo em Castiel parecia chamá-lo.
E como se tudo conspirasse ao favor dois, ouviu a porta do quarto abrir e fechar em seguida. Ou será que Sam finalmente entendeu o que estava acontecendo ali e resolveu dar privacidade a ambos? Isso não importava, era um mero detalhe diante de todas as possibilidades que se abriam diante dos olhos do loiro.
Deixou suas mãos passearem pelo corpo do menor, explorar cada pequeno pedaço, sentir o calor de Castiel, o amor que o anjo parecia irradiar. Apertou com força o traseiro de Cass e isso fez o anjo rir baixinho, ficando vermelho de vergonha. – Você gosta disso, anjo tarado? – não precisava responder, o sorriso estampado no rosto do moreno, a pele enrubescida. Céus, o que Castiel estava fazendo com ele?!? – Pois eu vou te mostrar outra coisa melhor que essa. – as mãos calejadas de Dean alcançaram as coxas de Castiel. Levantou o moreno de uma vez, trazendo-o para si, sentindo as pernas do anjo envolverem sua cintura enquanto caminhava na direção do quarto. Era bom que Sam demorasse bastante, ou então que resolvesse pegar outro quarto.
Castiel beijava Dean como se aquela fosse a última coisa que faria na vida, como se esperasse por aquele exato momento em seus milhares de anos como anjo. E agora que finalmente estavam juntos, o medo tomava conta dele, medo de que aquilo acabasse tão rápido quanto começou. Sentiu as costas tocarem o colchão, viu o cuidado que Dean tinha ao colocá-lo deitado ali, e mais ainda ao deixar o peso sobre o corpo do menor. Não queria parar, mas sabia que precisava ir com cuidado, devagar.
As mãos do anjo tocaram as marcas em seus ombros, as mesmas que ele deixou ali ao tirar Dean do inferno e o corpo do loiro estremeceu. Ninguém via aquelas marcas, ninguém nunca as tocava. Mas Castiel tinha um poder enorme sobre ele, maior do que ambos imaginavam. Desejava Castiel e isso podia ser percebido facilmente devido à excitação. Nunca, em momento algum sentiu algo parecido com o que sentia naquele momento.
Afastou os corpos e ficou de joelhos diante do moreno, olhando aquele corpo com cobiça, desejo. Aquele olhar inocente contrastando com a excitação do anjo era tão... tentador! E ele queria muito mais do que simplesmente olhar Castiel. Curvou um pouco o corpo e foi descendo os lábios pelo corpo do menor, beijando os ombros, o peito, o abdômen até chegar à calça. Ah, roupas, porque elas existiam em momentos como esse? Levantou o corpo mais uma vez e abriu o botão da calça de Castiel da melhor maneira possível, bem como o zíper. A pressa era tanta que fazer coisas simples era praticamente impossível. Puxou de uma vez a calça e a cueca do anjo, e sentiu o coração acelerar com o que viu.
Aquele sorriso cretino, meio de canto de boca, os olhos gulosos. Não demorou para que curvasse o corpo mais uma vez e começasse a brincar com Cass, arrancar gemidos do anjo. As mãos ásperas apertavam as coxas do anjo enquanto a língua e os lábios brincavam com aquela região. – De... Dean... – tudo parecia completo e perfeito naquele momento. Não existia o mundo do lado de fora do quarto, muito menos anjos, demônios, aquela guerra... apenas ele e Castiel. – Dean... aaahhh...
O loiro sorria triunfante quando levantou a cabeça e olhou Castiel. O viu com os olhos fechados, as mãos apertando o lençol, o peito subindo e descendo em um ritmo acelerado por causa da respiração, e a excitação do anjo que aumentava a cada momento. Levou uma das mãos ao membro do anjo e o viu morder o lábio inferior, prender a respiração e apertar mais os olhos. A cada pequeno movimento com a mão, via o corpo do anjo se contorcer, e quando o mesmo abriu os olhos, revelando aquela imensidão azul, as palavras e os gestos desapareceram.
Dean parou o que fazia e partiu para cima do anjo, alcançando sua boca cheio de desejo. Aqueles olhos, aquele ar de inocência, tudo em Castiel deixava Dean maluco.
Por um momento o anjo parecia saber exatamente o que precisava ser feito. Suas mãos buscavam pelo corpo de Dean, percorriam suas costas, arranhavam a pele, apertavam como se quisessem deixar suas marcas ali também. Isso até chegar ao cós da calça do loiro. Lembrou-se do que Dean tinha feito quando ainda estavam no banheiro, e sem pudor algum, até porque desconhecia isso, encheu as mãos com a carne do loiro. Foi a vez de Dean gemer mais alto enquanto escondia o rosto na curva do pescoço do anjo. – Cass... – não tinha como resistir àquela voz rouca sussurrando em seu ouvido. O anjo apertou o traseiro de Dean mais uma vez antes que o loiro afastasse um pouco o corpo e o trouxesse consigo. – Eu amo você, Cass. – aquelas palavras nunca foram tão sinceras como naquele momento, nem mesmo quando ditas a Sam. Estamos falando de dois tipos diferentes de amor, mas nem mesmo com relação ao irmão ele era tão sincero.
Os lábios do anjo estavam colados aos seus novamente, as línguas travando uma guerra prazerosa enquanto Dean guiava as mãos de Castiel para o cós de sua calça. Queria ter o anjo para si logo, dizer que a partir daquele momento um pertencia ao outro, mas se surpreendeu ao ver que o anjo não parou, e a mão, outrora tímida, encheu-se com o volume que formava sob sua calça. Ele tinha certeza agora que Castiel tinha sim o poder de deixá-lo maluco de desejo. Abriu ele mesmo o botão e o zíper da calça, abaixando as peças de roupa em seguida para, nem um segundo depois, sentir a mão de Castiel em seu membro. Aquilo era tão bom! Mas tão bom que ele gemeu mais alto, o suficiente para que quem estivesse perto ouvir. Isso não importava.
Levou as mãos à cintura do anjo e o trouxe para mais perto. Tomou os lábios do menor para si mais uma vez com ainda mais desejo. Foi empurrando o anjo para a cama devagar, com cuidado, e quando o mesmo estava deitado tratou de se livrar das roupas de ambos. Para que roupas?
Colou o corpo no de Castiel e o sentiu por completo, cada pequeno pedaço. O cheiro, o calor, tudo parecia mais intenso agora que seriam um do outro finalmente. – Cass, você tem certeza? Sabe que depois disso... sabe que eles virão atrás de você.
- Sim, eu sei, mas eu tenho pensado sobre isso há muito tempo, Dean, e eu nunca tive tanta certeza do que era certo fazer como tenho agora. Não importa mais se eles vão tirar meus poderes, se vão me obrigar a cair. Já me expulsaram, estou sendo caçado, perseguido, mas nada disso parece importar quando você está por perto, e importa menos ainda agora que eu sei que tudo o que eu sentia era amor. Agora que eu sei que eu te amo. – danem-se os anjos quando forem sugar seus poderes, quando resolverem transformá-lo em um mero mortal. Sua vida estava ali, diante de seus olhos, ao alcance de suas mãos. Não saberia viver sem Dean. Não sabia como fazer isso antes, e agora as coisas ficariam ainda mais complicadas.
- Quer dizer que já pensava em mim antes disso tudo? – era mais forte que Dean, ele tinha que falar essas coisas. Mas ao mesmo tempo os olhos dele mostravam o quanto aquelas palavras faziam bem, o quanto reconfortavam um coração cheio de cicatrizes e que estava cansado de ser o refúgio de muitas pessoas. Tudo o que queria era ter alguém para quem pudesse correr quando sentisse medo. E ver Castiel vermelho de vergonha mais uma vez, sem saber o que fazer, era como ter certeza que tudo o que sonhou e achou impossível, estava virando realidade.
Voltou a beijar o anjo enquanto as experientes e calejadas mãos percorriam o caminho certo para alcanças o que era dele. Sentiu os dedos tocarem o membro enrijecido de Castiel e começou um vai e vem devagar. Os gemidos abafados por causa do beijo, as mãos de Cass apertando seu corpo. Aquele homem era tudo o que ele queria, tudo o que sempre precisou. Aumentava o ritmo e diminuía reparando nas reações do moreno. Nunca se preocupou com isso, em saber como a outra pessoa estava, mas era tudo diferente agora, queria que Castiel se sentisse bem, que sentisse prazer. Não demorou muito e o moreno se desfazia em sua mão. O primeiro gozo e a cabeça de Castiel parecia rodar. As mãos afoitas apertavam o lençol, a cabeça estava ligeiramente jogada para trás.
E seu corpo enrijeceu quando sentiu os dedos de Dean deslizando para sua entrada. Viu quando ele começou a brincar por ali e sorriu, não contando com o que viria em seguida. Seu corpo estava estático quando Dean penetrou um dedo. – De...
- Shhh... relaxa. – todo cuidado era pouco. Dean deixou o dedo imóvel até Castiel acostumar com aquilo, e quando sentiu os músculos do moreno relaxarem iniciou o vai e vem. Mais um dedo, e novamente deu tempo para o anjo acostumar ao volume que era bem menor do que o que viria em seguida.
Tirou os dedos pouco tempo depois e deitou-se sobre o corpo do moreno, preparando-o para o que viria. Posicionou-se entre as pernas do anjo e enquanto o beijava, posicionou o membro naquela entrada apertada. Os olhos de Castiel estavam arregalados, encarando os dele, e Dean simplesmente sorriu. Não queria machucar o outro, mas não conseguia mais esperar por aquele momento. Forçou um pouco a passagem e quando sentiu que a glande tinha vencido a resistência, parou. Por ele e por Castiel. Merlin, era tão apertado, tão... gostoso. Escondeu o rosto no pescoço do moreno e respirou fundo para se segurar. Aos poucos o outro relaxava e ele se sentia mais leve. Foi distribuindo beijos pelo pescoço e pelo ombro de Castiel, subindo até alcançar os lábios e tomar-lhes para si. Eram deles, Castiel era dele agora.
Iniciou um vai e vem devagar, enquanto o beijo se tornava cada vez mais profundo. Os gemidos do anjo misturados aos dele faziam sua cabeça girar, ter vontade de ir mais fundo, de uma vez, ter o que queria. Não, jurou nunca machucar Cass. Mas quando Castiel relaxou e passou a aproveitar o momento tanto quanto ele, não teve dúvidas. Levou as mãos às coxas do anjo e o fez entrelaçar as pernas em sua cintura. Sentiu-se livre assim, tudo parecia mais fácil.
O anjo estava agarrado a ele, apertando-o contra seu corpo como quem tenta impedir que alguém vá embora. Dean não ia embora nunca mais, Cass sabia disso, mas o desejo era tanto que precisava senti-lo todo. E sentia, em todos os sentidos. E nunca, em todos aqueles trinta anos, sexo tinha sido tão bom para Dean. Pela primeira vez se entregou, sentiu-se completo, amado, querido. Aquelas mãos inseguras, aqueles olhos azuis, tudo em Castiel eram como prenúncio de boas novas.
Os movimentos foram ficando mais rápidos a medida que o desejo aumentava. E quando Dean sentou na cama, trouxe o corpo do outro junto, agarrado ao dele. Afastou os lábios dos de Castiel e deixou as testas unidas. Fechou os olhos enquanto sentia o anjo mexer o quadril de forma lenta e gostosa. Os dedos de Cass puxavam seus cabelos, os gemidos do outro o deixavam com ainda mais prazer. Ele queria tudo de Castiel, absolutamente tudo, e daria tudo a ele.
Mas quando o moreno parecia prestes a perder o controle, quando ele finalmente gozaria de novo, Dean sorriu e o colocou deitado mais uma vez. Foi mais fundo, entrou tudo, tomou Castiel para ele. Acelerou os movimentos, entrava e saia de forma mais intensa, com mais desejo, querendo mais e mais. Seu coração parecia prestes a pular do peito, a respiração estava completamente descompassada, assim como a do anjo, e tudo o que conseguiam fazer era olhar um nos olhos do outro.
Por fim, gozaram praticamente juntos. Uma sincronia perfeita. O amor dos dois estava selado naquela noite, e ninguém mais destruiria.
Dean sentiu o corpo relaxar, a cabeça rodar, e deslizou o corpo até alcançar a cama ao lado do anjo. Viu quando o mesmo aninhou-se em seus braços, apoiando o rosto em seu peito, os braços envolvendo sua cintura. – Cass, tudo bem? – viu o anjo fazer que sim com a cabeça e sorriu. Era muita coisa ao mesmo tempo, ele tinha que ir com mais calma. Levou uma das mãos aos cabelos do moreno e ficou brincando com os fios molhados pelo suor. – Eu te amo. – nunca sentiu tanta necessidade de dizer aquelas simples palavras, não antes de conhecer Castiel.
Notou quando o anjo mexeu a cabeça e desviou a atenção para ele, encontrando os olhos azuis brilhando, como se estivesse feliz. E era exatamente isso. – O que você fez comigo, Dean? – não, ele não queria ser mal entendido, mas não tinha outra maneira para perguntar aquilo. – Eu nunca... nunca pensei que sentiria algo assim! – Não demorou para que o anjo envolvesse o pescoço de Dean com os braços e apoiasse o rosto em seu peito novamente.
- Era eu quem devia perguntar o que você fez comigo, Cass. Porque já tem algum tempo que eu só faço pensar em você. Agora eu entendi o que era. – os olhos azuis do anjo encaravam os verdes de Dean mais uma vez. – Eu não podia viver sem a minha vida. – mais rápido do que o anjo, Dean levantou o rosto e roubou um beijo de Cass, voltando a deitar em seguida. Dessa vez o anjo foi mais rápido e atirou-se sobre o loiro beijá-lo com vontade. Nada mais separaria os dois, a não ser a morte. - Agora você é meu, só meu. Tenho dó do anjo que tentar chegar perto de você. É bom que resolvam tirar seus poderes de longe, bem longe. – Castiel riu, mas sabia que era verdade, que Dean não estava brincando quando falava aquelas coisas.
- Não acho que eles vão se dar ao trabalho de vir atrás de mim, não mais. – não tinha mais chance alguma de Castiel voltar a ser anjo depois do que tinham feito ali, naquela cama. – Mas eu acho que faço a mesma coisa se alguém chegar perto de você. – foi a vez de Dean rir enquanto imaginava Castiel defendendo o que era seu. Não seria preciso, mas era bom saber que o anjo sentia ciúmes. – Dean, e o Sam?
- O que tem ele?
- Como você vai contar?
- Ele já deve desconfiar, só vai precisar ter certeza. E não acho que vá se importar em me ver feliz. – até porque o mais novo sempre dizia que queria que o irmão fosse feliz, que encontrasse alguém que amasse para poder viver como uma pessoa normal. Mas para Dean nada era normal, nem mesmo o amor. Ao menos não de acordo com os padrões da sociedade. E que danem-se os padrões! – Além do mais, ele só vai ficar ciente, não vai precisar concordar ou discordar porque não há nada que ele possa fazer agora pra impedir. E... – o sorriso interrompeu seu raciocínio quando viu Castiel com os olhos fechados, abraçado a ele. Ver o anjo dormindo ali, com ele, de forma despreocupada tornava aquilo tudo ainda mais especial. Deixou Castiel deitado na cama por um momento, sentou ali e pegou o cobertor que estava enrolado nos pés da mesma. Abriu e estendeu sobre as pernas dos dois. Deitou novamente e trouxe o anjo para seu peito, para perto. Viu quando ele se ajeitou ali, ainda dormindo e sorriu.
Tinha encontrado um lar, alguém para quem poderia correr sempre, alguém que o esperaria e com quem poderia viver feliz.
Puxou o cobertor mais para cima até que o mesmo alcançasse os ombros de Castiel e respirou fundo. As coisas seriam muito melhores agora que tinha Castiel ao seu lado. Fechou os olhos e sentiu o corpo totalmente relaxado. Lutaria com todas as forças para acabar com aquela guerra e assim viver com Castiel em uma casinha pequena. Adormeceu assim, com aquela visão: ele e Castiel juntos, sentados no sofá da sala. Sam de um lado com sua família, e Bobby do outro. E todos pareciam felizes.
