Cap 7 – Christmas, Christmas Time Is Here
Ginny avistou Draco parado perto da entrada da Biblioteca; ela estava mais nervosa do que já estivera a vida inteira. Todo mundo sabia que eles iriam ao baile juntos, o que gerou muitos comentários sobre o quanto a invejavam e um comentário de Pansy de que Draco estava apenas usando-a até que alguém melhor aparecesse.
Mas enquanto Ginny o observava andar em sua direção, ela se esqueceu de todos os comentários que havia escutado nas últimas duas semanas, especialmente quando ele disse que ela estava linda. Ela quase disse o mesmo para ele, mas se lembrou de se conter. Ele estava lindo, em sua veste azul escura, quase preta, com a capa. O cabelo loiro estava penteado para a esquerda, sua franja caindo levemente sobre as sobrancelhas. Ela queria, ao menos uma vez, correr a mão pelo cabelo dele, mas resistiu à tentação.
Antes de ir para a Biblioteca, na Torre, Ginny recebera muitos olhares, incluindo o de Harry quando ela desceu as escadas para o salão comunal. Ela não estava acostumada a mostrar tanta pele, ou vestir algo tão feminino. Ela estava certa de que faria papel de tola, mas ela também sabia que se havia conseguido deixar até o próprio irmão sem palavras, então ela certamente estava diferente da Ginny Weasley de sempre.
Encaixando o braço dela no seu, Draco e Ginny se encaminharam para o magnificamente decorado Salão Principal, observando os viscos (N/T: todo mundo sabe o que é um visco? Tem aquela tradição de que, no Natal, se você pára embaixo de um, você tem que beijar a pessoa que está com você. Ou algo assim :)) encantados zigue-zagueando pelo salão, caçando os terceiro-anistas que corriam, gritando e rindo enquanto outros tentavam capturar os viscos.
Ao entrar no salão, ela pôde sentir pessoas os encarando e sussurrando. Ela olhou diretamente para alguns deles, e notou que alguns sorriam, o que ela esperava que fosse uma coisa boa. Muitas garotas de sua sala e dormitório haviam perguntado por quê ele parecia tão relaxado e mais agradável. Tudo que ela conseguiu responder foi que ele não estava mais sob a sombra do pai e talvez isso fosse o início de uma nova pessoa.
Ginny avistou Luna em seu vestido roxo escuro, dançando com Neville perto da árvore de Natal, que era quatro vezes maior que Hagrid. Ron e Samantha conversavam com um casal da Lufa-Lufa e ela viu Tom com seu par, uma garota chamada Sara da Corvinal.
Sem parar pra falar com ninguém, Draco pegou a mão dela e a guiou para a pista de dança. Não houve nenhuma hesitação, dessa vez, em onde pôr os braços em quê. Ginny sentia como se não conseguisse ficar perto o suficiente dele… A luz das velas tremeluzindo e as luzinhas brancas que enfeitavam a árvore eram as únicas fontes de iluminação no salão e criavam uma atmosfera romântica.
Depois de dançarem, eles caminharam de mãos dadas até a mesa que os amigos de Ginny ocupavam. Hermione apareceu correndo e Ginny parou, tirando o mão da de Draco para segurar a mão que Hermione estendia pra ela. Em seu dedo estava um lindo anel de noivado de diamante e safira. Soltando um gritinho, Ginny abraçou fortemente Hermione, feliz de que ela e Harry estavam noivos. Ela não podia esperar pra ouvir a história toda e se dirigiu à mesa em que Draco conversava com Harry. Muito rapidamente Hermione contou como Harry a levou até a sacada e a pediu em noivado antes mesmo de dançarem a primeira música. Ela disse que ele estava uma gracinha, todo nervoso, e Ginny sorriu. Samantha havia tomado as rédeas e anunciara pra todo o Salão sobre o noivado, o que fez o baile irromper em brindes e desejos de felicidade. Ginny voltou pra perto de Draco, a um canto, pra que Colin tirasse uma foto só de Harry e Hermione.
"Eu não acredito que ele manteve esse segredo de todo mundo!", Ginny disse mais para si mesma do que para Draco.
"Acho que ao menos seu irmão devia estar a par disso", Draco disse, levantando o olhar quando um grupinho de terceiro-anistas apontava para acima de sua cabeça e riam. Ele voltou a olhar para Ginny, que não estava prestando atenção no visco encantado acima deles. Draco olhou sombriamente para os estudantes e eles saíram correndo, ainda rindo. Ao cutucar Ginny gentilmente, ela olhou para ele e Draco apontou para o teto. Ela seguiu a direção de seu dedo e viu o visco pairando sobre eles. Imediatamente, Ginny sentiu seu estômago pular para a sua garganta e rapidamente ela olhou ao seu redor, pelo salão. A maioria das pessoas ainda estava parabenizando Harry e Hermione na pista de dança. Ela não estava vendo o irmão em parte alguma, então ela voltou a olhar para Draco.
"Bem", Ginny disse, se chutando mentalmente por ter feito um comentário tão profundo.
"Assunto interessante", Draco deu um pequeno sorriso, se aproximou e pôs suas mãos nos braços dela. Ela o sentiu puxá-la para si e sentiu o braço dele passar pela sua cintura.
"Não fique tão assustada, Weasley", Draco disse suavemente, e Ginny enrusbesceu. Por algum motivo ela não queria que todos os vissem se beijando, mas algo dentro lhe dizia que era apenas pra cumprir a tradição do visco. Se fosse Harry, no lugar de Draco, eles teriam que se beijar também, então isso não importava. Aparentemente, o rumor era de que se você não beijasse, o visco iria segui-lo até você beijar a pessoa que ele capturara com você.
"Eu poderia ser Crabbe ou Goyle", Ginny deu uma risada e sentiu os lábios dele nos seus, da mesma forma como quando estavam na neve. Ela congelou por um instante, seus sentidos sobrecarregados. Ginny pôde ouvir risadas e a banda. Ela sentiu o braço dele em sua cintura e a outra mão na sua nuca, e os lábios quentes contra os dela. Por vontade própria, as mãos de Ginny subiram sobre o peitoral dele até pararem em seus ombros, sentindo os músculos firmes do braço dele. Ela se apoiou nele, sentindo que cairia com todas aquelas emoções atravessando-a ao mesmo tempo. Ele apertou o braço ao redor dela um pouco, e então ambos se separaram, os rostos separados por centímetros. Ao mesmo tempo ambos olharam para cima e Draco disse suavemente "Parece que ele foi importunar outra pessoa".
"Uma pena", Ginny disse rapidamente e então cobriu a boca. Ela viu os olhos de Draco se iluminarem e ele riu, uma risada forte e verdadeira e foi tão surpreendente que Parvati, Padma, Neville e Luna que estavam próximos olharam para eles, surpresos.
"Você nunca pára de me surpreender", ele se recompôs e a escoltou até a mesa de refrescos. Viram que Harry e Hermione haviam finalmente se libertado do grupo de admiradores e pegavam pratos com frutas, pudim e taças de champagne.
"Venham beber com a gente!", Harry acenou para eles e Draco pegou duas taças, seguindo-o de volta à mesa. A maior parte da Grifinória e alguns outros de outras casa estavam lá com champagne. Todos brindaram a Harry e Hermione, que pareciam tremendamente felizes. Ginny sabia que seu irmão deveria estar na terceira ou quarta taça de champagne, porque ele estava vermelho. Graças a Merlin a escola tivera senso para agendar a partida do trem às 3 da tarde, e então todos teriam tempo de se recuperar e chegar em casa à noite.
Harry se virou para Hermione após o brinde e se aproximou para beijá-la, o que gerou muitos 'ooohs' e 'aahhs' das garotas e deixou Hermione sem fôlego. Ginny não pôde deixar de sorrir, e pegou Draco a observando. Ela rapidamente tomou um gole de sua taça, esperando que Dumbledore aparecesse pra dizer que ela ainda não tinha 17 anos, mas ele parecia ocupado demais dançando com a Profa. McGonagall. Quando o casal se separou, todos assobiaram e Ron anunciou outra rodada "por conta dele" e várias taças voaram pelo salão.
"Bem, nós sabemos o que eles farão essa noite…", Draco disse e Ginny tomou outro gole da sua segunda taça de champagne, então não teve que responder que estava pensando o mesmo. "Você quer ir para a sacada ou dançar um pouco mais?", ela ouviu Draco perguntar. Ela desviou o olhar de Harry e Hermione que se beijavam novamente e apontou em direção à sacada. Com uma mão apoiada nas costas de Ginny, Draco a escoltou pela multidão até a varanda. Ginny apoiou os braços no balcão e observou o lago que refletia a luz da lua, e Draco parou perto dela, com uma mão ainda nas costas dela e a outra apoiada também no balcão.
"Como vai a sua mãe?", Ginny perguntou suavemente, tentando uma outra linha de pensamento. Draco deu de ombros, depois suspirou quietamente.
"Ela está superando até bem. Acho que ela já esperava que isso acontecesse, assim como eu".
"O que você vai fazer no Natal?", Ginny pressionou, tentando fazê-lo se abrir um pouco.
"Passar o dia com ela e alguns amigos da família, suponho. Apesar de que, quando eles descobrirem que eu não vou seguir os passos de Lucius Malfoy, eles não darão tanto apoio".
"Não soa muito divertido", Ginny disse, simpatizando com a situação, sentindo o braço dele se mover de suas costas para o balcão. A mão dele estava bem próxima a dela e ela quase pôde sentir a energia que emanava dele.
"Não, mas precisa ser feito. Não vou gastar minha vida caçando pessoas e me escondendo como meu pai fez. Ele não viu minha mãe nos últimos dois anos, e ainda menos, depois que Potter derrotou Voldemort". Draco olhava alguns morcegos voando sobre o lago e Ginny observava o seu perfil.
"Acho que isso precisa ser feito pra você seguir em frente", foi tudo o que Ginny disse e desejou que ele pudesse ver como uma família feliz agia, como eles riam, brincavam e provocavam uns aos outros. Então, quase como se as palavras tivessem se formado no ar em frente a ela, Ginny falou sem pensar "Você gostaria de visitar a Toca depois do Natal?". Ela apertou a mão no balcão, pra não se bater na cabeça pelo que tinha acabado de sugerir. Ele se virou e olhou para ela, se aproximando mais, de forma que ela tinha que levantar o queixo para olhá-lo.
"Eu tenho a impressão de que seus pais não aprovariam isso".
"Bem, eu vou…", Ginny olhou para longe, sentindo o rosto quente "…contar a eles sobre você. Eu quero ver qual será a reação deles. Mas eu acho que eles reagirão bem… Mas se reagirem, você vai considerar?", ela segurou o fôlego enquanto ele pensou por alguns momentos.
"Acho que sim", ele olhou para cima quando uma sombra parou em cima deles e dessa vez Ginny também logo viu o visco.
"Acho que ele te escutou da última vez", Draco trilhou um caminho pelo braço dela até a curva de seu pescoço. Ginny sorriu para ele, se pôs nas pontas dos pés e tocou seus lábios nos dele, sentindo a outra mão dele no seu quadril, para puxá-la gentilmente mais pra perto. Ele não a soltou quando o beijo acabou, e por um momento eles ficaram pressionados contra o outro, deixando as emoções não ditas flutuando ao redor deles.
Sorrindo para ele, ela segurou sua mão "Acho que nós nos beijamos mais do que dançamos essa noite, então vamos dançar um pouco mais", e ela o levou de volta para o salão, pressionando o braço do irmão, pelo caminho, pra deixá-lo saber que estava tudo bem e ele não tinha motivos para se preocupar.
Draco teve que ajudar a carregar Ron e Harry de volta ao dormitório, enquanto Samantha e Ginny ajudavam Luna com um Neville bêbado. Pela primeira vez Draco viu o Salão Comunal da Grifinória e não poderia ser mais oposto a masmorra no porão de Hogwarts.
Ele e Ginny dividiram um beijo caloroso e Draco se viu perder o primeiro sinal de controle, quando sentiu o corpo esbelto dela em seus braços, seu busto pressionado contra ele. Suas línguas se tocando havia sido a última gota, e ele desprendeu o cabelo dela, sentindo o cabelo ruivo e macio nas mãos, e então ela fez um movimento com os quadris que o fez se segurar para não tomá-la ali mesmo no sofá. Evocando seu autocontrole, que parecia estar espalhado pela sala, ele quebrou o beijo, dizendo que não poderia continuar fazendo aquilo, não no salão comunal. Ela pareceu entender e o guiou para fora do Retrato. Ele parou para olhá-la, parada ali, meio sonolenta, um pouco afetada pelo beijo, segurando os sapatos e os cabelos caindo em ondas sobre o ombro.
"Você está linda essa noite, Ginny", ele disse e viu os olhos dela se alargarem, ao ouvir seu primeiro nome. Ele se inclinou para um beijo rápido e andou lentamente de volta para seu quarto, se perguntando por quanto tempo conseguiria manter o controle ao redor dela. Ginny não tinha idéia do que fazia com ele e, se soubesse, ela provavelmente iria correr pra bem longe.
A viagem de trem pra casa foi relaxante e divertida. Harry e Hermione conversaram sobre o noivado e o artigo que saíra no jornal; ela mal podia esperar para mostrar o anel para os pais.
Neville e Luna estavam de mãos dadas e folheando uma revista nova de Herbologia, que Nev havia recebido.
Ron e Samantha estavam um pouco abatidos, já que aquela seria a última vez que passariam tanto tempo juntos. Eles estavam no canto, a cabeça de Samantha descansava no ombro dele e discutiam baixinho sobre talvez comprar uma coruja pra ela, e assim poderiam se escrever com freqüência.
Ginny se sentia quase fora de lugar, ao se dar conta de que estavam todos em par. Draco estava estudando uma papelada que a mãe dele havia mandado, e disse que precisava estar tudo terminado quando ele chegasse em casa. Ginny discretamente saiu do compartimento lotado e decidiu que procuraria por ele, que já estava há duas horas trabalhando e talvez pudesse fazer uma pausa. Andando pelo corredor ela viu Pansy que andava em sua direção. Ginny parou na frente de um compartimento, se encostando à porta, esperando que Pansy passasse, mas ao invés disso Pansy parou de frente a ela.
"Que foi, Pansy? O que você tem a dizer agora?", Ginny perguntou, com os nervos à flor da pele.
"Espero que você esteja feliz com Malfoy, Weasley. Eu sei que o fato dele ser rico te atrai muito", Pansy disse, rudemente.
"Na verdade eu nunca pensei sobre isso, Pansy", Ginny respondeu, sincera.
"Você será provavelmente apenas um dos brinquedinhos que ele vai usar na busca de si mesmo", Pansy a olhou com desprezo e continuou seu caminho. Ginny abriu a porta atrás de si, e entrou, balançando a cabeça, mas parou quando viu Draco esparramado no assento, lendo um pergaminho. Ele se virou e olhou para ela, notando a expressão em seu rosto. Ele sabia que elas estiveram conversando, mas não conseguiu ouvir sobre o quê.
Ele se endireitou e colocou o pergaminho ao seu lado, arrumando tudo numa pilha "Você a irritou muito?".
Ginny se deixou encostar contra a porta e balançou a cabeça "Qual o problema dela? Por quê ela não me deixa em paz?".
Draco permaneceu sentado e a olhou "Bem, ela é do tipo ciumento e eu acho que depois de termos ficado juntos por três anos ela se acha no direito de conduzir minha vida. Eu não permiti isso, então ela pôs a culpa em você. Eu posso tentar falar com ela de novo---".
"Não, eu posso lidar com ela. Só estava pensando em voz alta, só isso", Ginny caminhou para perto dele e olhou pela janela. "Eu faço isso o tempo todo, então não dê atenção a metade do que eu falo, porque provavelmente sou só eu pensando alto".
"Então eu devo ignorar o que você acabou de dizer?", ele brincou e Ginny estirou a língua para ele.
"Muito maduro", ele disse.
"Eu nunca disse que era madura", Ginny brincou e olhou para os papéis ao lado dele. "Posso perguntar o que você está fazendo?".
Draco olhou para os papéis que estivera lendo.
"Você pode perguntar, mas eu não posso te dizer. Só movimentando dinheiro pra algo que minha mãe quer fazer. É tudo que posso dizer", ele notou a expressão de dúvida no rosto dela. "É sério. Eu não penso em voz alta, então você pode escutar tudo o que eu digo".
"Wow, duas piadas em menos de dois minutos", Ginny revirou os olhos e sentiu as mãos dele em sua barriga e costelas, num claro ataque de cócegas. Ela tentou segurá-las, mas já tinha dse desmanchado em risadas. Ginny caiu de joelhos e pediu para ele parar. Ele retirou suas mãos, o que a fez cair aos seus pés, tentando recuperar o fôlego.
"Eu vou matar o Rony por ter te contado que eu sinto cócegas", ela se endireitou, observando a expressão de diversão dele.
"Mas eu me pergunto…", ela pensou em voz alta, e se pôs de joelhos, juntando com cuidado os pergaminhos e papéis e colocando no chão, sem olhar para eles. Ela pousou as mãos nos joelhos de Draco, sentindo os músculos dele se tensionarem sob seu toque. Uma parte de si gritava de euforia, ao pensar que ela conseguia causar aquela reação nele, e então ela foi subindo as mãos, mantendo o contato com os olhos. Ela podia ver que ele estava claramente se perguntando até onde ela iria mover as mãos e notou que ele não estava fazendo movimento nenhum para impedi-la.
"O que você está fazendo?", Draco perguntou e Ginny notou que a voz dele estava estranha. Ela sorriu lentamente e antes que ele pudesse reagir, ela se levantou e se lançou sobre ele, fazendo cócegas em sua barriga e costelas. Ele começou a rir, enquanto tentava capturar as mãos dela.
"Você", ele começou, mas agora ela o tinha imobilizado no assento, as mãos ainda na barriga dele "vai pagar por isso!", ele arfou, e conseguiu segurar as mãos dela, e a puxou, prendendo suas mãos na altura dos ombros dele.
"Hum, então você também sente cócegas. Eu NUNCA teria imaginado que Draco Malfoy era do tipo que sente cosquinha", Ginny sorria largamente para ele, se dando conta de que eles estavam na posição oposta de quando estavam lutando na neve. Ele moveu suas pernas para posicioná-la melhor.
"Ninguém tinha sido corajoso suficiente para tentar e descobrir", ele disse, recuperando o fôlego, sem acreditar no que ela tinha acabado de fazer. Por um momento ele tinha perdido o controle total de si mesmo, ao sentir os dedos dela fazendo aqueles movimentos em sua barriga. Quando ele capturou as mãos dela, se deu conta de que havia sido a primeira vez que alguém o pegava desprevenido e ele queria sentir essa sensação de novo. Mas não naquele momento – não no trem.
"Foi pra isso que você veio aqui?", Draco peguntou, soltando as mãos dela e ela se endireitou, sentando no banco ao lado dele. Ela entregou pra ele os papéis que estivera lendo e ele os colocou do outro lado.
"Na verdade não. Eu só entrei aqui pra fugir da Pansy. Eu estava entediada, e então decidi dar uma volta, pra procurar algo pra fazer. Eu vou te deixar voltar ao trabalho", Ginny se levantou e endireitou o suéter. Ela sentiu a mão dele em seu braço e ele a puxou para si, fazendo-a cair em cima dele.
"Você não 'dá uma volta' quando está entediada, Weasley", ele disse, a fala arrastada "Acho que você estava procurando por mim e por acaso encontrou Pansy no corredor", ele sorriu para si mesmo, percebendo que tinha acertado na mosca.
"É", Ginny murmurou, olhando para sua mão que ainda estava na dele "Eu não me dei conta de que você tinha tanta coisa pra fazer, então é melhor eu te deixar sozinho", ela disse e o sentiu segurar seu queixo, virando para ele, e ela o olhou.
"Talvez eu não queira ser deixado sozinho".
Ela sentiu os olhos dele penetrarem nos seus e levou um momento para se dar conta do que ele estava fazendo. Rapidamente ela fechou sua mente, como Harry tinha ensinado nas aulas da AD.
Sem um saber realmente o que o outro tinha feito, ela tinha mostrado a ele que não seria tão fácil praticar Legimência nela como deveria ter sido com Pansy.
"O que eu devo fazer enquanto você trabalha, então?", Ginny perguntou, sentindo o polegar dele percorrer o lábio inferior dela e ela suprimiu um suspiro de prazer.
"Primeiramente eu gostaria de beijá-la", Draco declarou suavemente, movendo o polegar pelos lábios dela.
Ginny acenou e conseguiu dizer, meio atrapalhada "Vo-você não tem que pedir".
"Eu não estava pedindo", ele disse com uma voz baixa, e se inclinou para mais perto dela.
Esquecendo o que tinha pensado antes, sobre não fazer isso no trem, Draco se inclinou e, ao invés de beijar sua boca, ele beijou o canto de seus lábios, onde seu polegar tinha estado, e sentiu Ginny se inclinar, sua respiração na bochecha dele. Ele traçou um caminho com os lábios sobre os dela, e sentiu que ela os entreabria, esperando o beijo, mas ele ignorou o movimento e beijou o outro canto da boca. Depois, lentamente traçou outro caminho até sua orelha; sentiu a mão dela, que não estava mais na dele, se dirigir ao pescoço dele, e Draco pressionou outro beijo na curva de sua garganta, sentindo-a tremer.
"Merlin", ela murmurou, segurando com força o suéter azul escuro dele, enquanto ele beijava aquele mesmo ponto sensível novamente, gostando de como ela se agarrava a ele. Draco gostava daquele sentimento de poder, e levantou a cabeça lentamente, para tocar seus lábios nos dela, sentindo-a pressionar seu corpo contra o dele, para em seguida procurar o mesmo ponto sensível, do outro lado do pescoço dela. Ele subiu seus lábios até debaixo da orelha de Ginny. Ele gostava da pele macia e suave dela, e cautelosamente deixou sua língua provar o sabor dela. Ginny tirou sua mão bruscamente da dele e a pôs no ombro dele, pressionando seus dedos com firmeza, fazendo Draco se mexer. Afastando-se da doçura dos lábios dele em seu pescoço, Ginny virou o rosto dele para o dela.
"Eu achei que não deveriamos estar fazendo isso", ela disse, sem fôlego, cada nervo seu estava pulsando e formigando, querendo provar mais dele. Ela sabia que tinha que se controlar, ou então seria pega fazendo algo que eles dois não deveriam fazer… ainda. Lentamente, ela se endireitou e sentou ao lado dele, enquanto ele também se ajeitava no banco, maravilhado com o fato de que ela podia exercer tanto controle sobre si mesma.
"Você está certa, não aqui", ele juntou os pergaminhos que precisava terminar de estudar e entregou a ela o Profeta Diário que estava por ali. Sem uma palavra, ela começou a lê-lo. Uns quinze minutos depois de ler um documento chatíssimo, foi que ele se deu conta de que nunca havia dito que eles não deveriam estar fazendo aquilo no trem, como ela disse. Ele tinha apenas pensado. Com o canto dos olhos ele a viu lendo o artigo sobre o noivado de Harry e Hermione, e se deu conta de que deveria haver muito mais sobre Ginny Weasley do que ele achava que sabia.
N/T: Olá! Cara, esse foi o capítulo que, enquanto eu lia a fic pela primeira vez, me fez pensar em traduzi-la, porque eu adoro os diálogos deles dois. E que vontade fdp de tirar as cenas H². Mas não posso, a fic não é minha. Respeitemos os que gostam, pois. Ah, e eu não traduzi o título do capítulo porque é de uma música, daí achei melhor deixar o original. Obrigada a quem deixou review! Karolinne H, Franzinha, Isa Slytherin, Vivian Malfoy, 'De Zabini Malfoy e Luli Potter.
