CAPÍTULO VII: E a paz acaba
-Só espero que a Lílian na jogue ele pela janela da carruagem em movimento... – Comentou Sirius, dramático, quanto a carruagem deles seguia até a escola.
-Não seja retardado, Almofadinhas. Ela não vai fazer isso. - Remo sorriu levemente.
Liliane, a única menina do grupo, olhava distraidamente para o lago da escola, sem parecer ter algo a dizer sobre o casal de Grifinórios que seguia atrás deles.
Assim, eles ficaram quietos, até Remo perguntar timidamente.
-Liane, você conhece a nova monitora da Grifinória? Quer dizer... Ela parece legal... – Ele enrubesceu e a garota sorriu. Ele falava de Alicia.
-Ela é sim. Mas é muito tímida.
-Por isso ela não falou quase nada quando estava com você e Lílian?
-É... – Ela parecia esconder algo.
-Ah... Tomara que ela não seja muito, muito tímida... Vai ser legal conversar com ela... Quer dizer, ela parece uma ótima monitora... – Ele ficou vermelho igual a um tomate.
-Ih... Sinto cheiro de pieguice. – Sirius fez uma careta. – Acho que serei o único maroto solteiro esse ano... – E deu uma risada.
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Enquanto isso, Tiago e Lílian dividiam sua carruagem com apenas seus malões.
-Sabe, Lílian, aquela noite na sua casa... Quando sua irmã chegou... – Tiago começou a dizer.
-Não vamos falar sobre isso, ta? – Ela disse, virando-se para o outro lado.
-Por que você foge das coisas assim? – Ele suspirou cansado.
-Não estou fugindo. Não houve nada de mais naquela noite.
-Mas podia ter havido!
-Tiago, eu disse a você que tentaria ser sua amiga, mas você não está facilitando as coisas.
-Que droga, Lílian, porque você tem que ser tão teimosa! – Ele cruzou os braços, irritado.
-Eu... Desculpe. Eu só não quero me lembrar daquela noite. – Ela disse, com a voz mais branda. – Não force as coisas.
-Se eu não fizer isso, vamos continuar nisso pra sempre. – Ele suspirou resignado.
-Então é isso? Se eu não quiser ficar com você, não sirvo pra nada?
-Você entende tudo errado! Eu te amo e sei que você também sente algo por mim, por que não admite, Lily?
Ela virou a cara e os dois ficaram em silencio até a carruagem parar. Assim que saíram, Lílian foi até suas amigas da Grifinória e deixou Tiago plantado, raivoso.
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-Eu sabia que a paz tava durando demais... – Comentou Remo, vendo a cara com que Tiago se aproximava deles.
-Ah, mas vamos combinar que o Tiago se supera. A Lily é bem complicadinha. – Sirius completou.
Liliane arqueou as sobrancelhas para os dois e foi na direção da amiga, com o malão a tiracolo.
Tiago veio até eles com um mau humor do cão.
-Não me perguntem nada. – Disse apenas, enquanto entravam na escola.
Sirius, Pedro e Remo trocaram olhares e começaram a subir as escadas até o hall de entrada, seguidos pelo míope.
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Sentiram-se em casa quando entraram no salão e viram todos aqueles rostos conhecidos e queridos. Seguiram até a mesa da Grifinória e ocuparam seus lugares.
Estranhamente, Tiago nem procurou sentar-se perto de Lílian.
-Acho que o Pontas ta tramando alguma coisa... – Remo cochichou a Sirius.
-Eu tenho certeza... – Sirius deu uma risadinha. – Isso vai ser divertido...
