Capítulo 6 – Mais dúvidas
Gina havia trabalhado duro naquele dia. Enquanto dobrava a esquina de seu apartamento agradeceu por estar chegando em casa. Ela dirigia descalça, pois graças as suas botas de salto alto, seus pés estavam extremamente doloridos; mas sabia que fora sua culpa, o trabalho não estava dando moleza nos últimos tempos. Quando estacionou o carro em sua vaga, pegou sua bolsa e não se incomodou em calçá-las novamente, só pegaria o elevador e raramente alguém a interceptaria.
A chegada ao seu apartamento foi normal e houve todo aquele ritual. Ligar as luzes, o rádio em uma música ambiente, beber um pouco de vinho, preparar seu banho, jantar e assistir um pouco de televisão. Já era oito e meia da noite, e via o noticiário do dia da BBC. Sua campainha tocou. Gina fechou os olhos por algum tempo. Estava tão cansada. Não queria receber ninguém hoje. Ela ignorou a chamada, mas a pessoa era insistente. Desistindo, foi até o interfone e perguntou quem era.
- Harry Potter. – O tom de voz másculo e grave dele saiu meio disforme, mas a atingiu bem no estômago mesmo assim. Aí estava uma coisa que ela não esperava.
- O que você quer? – Perguntou em tom cansado.
- Conversar. Eu gostaria de me explicar.
- Olha, Harry. – Gina passou a mão pelos cabelos com frustração. – Estou cansada. Foi um dia puxado. Não estou á fim.
- Eu posso imaginar... – Ficou mudo do outro lado um instante e depois deu um suspiro longo e abafado. – Eu ligaria para o seu telefone, mas sei que ignoraria minha chamada como tem feito sempre.
- Justamente! – Ela falou com sarcasmo na voz. – Pensei que havia entendido o recado.
- Gina, por favor! – O tom de voz dele foi sério dessa vez. Mais sério do que ela jamais ouvira antes. – Vai ser rápido eu prometo. Não estou te cobrando nada.
Gina ponderou as palavras dele por um instante e chegou a conclusão de que não faria mal nenhum ao seu ego, ver um homem rastejando e pedindo perdão aos seus pés. Sorrindo um pouco, ela apertou o botão, liberando a sua entrada. Pouco tempo depois, ela escutou as batidas rápidas e leves na porta.
- Então? – Gina insistiu quando ele entrou e fechou a porta atrás de si.
Ele estava estático, olhando-a intensamente e só naquele momento Gina deu-se conta de que usava apenas o seu roupão de banho. Ele levou as mãos e segurou as golas do mesmo, cobrindo um pouco de pele. Ele balançou de leve a cabeça e encarou-a.
- Bem... eu te devo uma explicação. – Falou simplesmente.
- Você não me deve, Harry. Nós não temos nada sério. Não é?
- Eu sei que não. – A resposta dele a desapontou um pouco, mas tratou de disfarçar. – Mas eu menti pra você, de certa forma. Só estou tentando consertar.
- Tudo bem. Venha! – Ela acomodou-se no sofá e fez um gesto para que ele fizesse o mesmo. E ele sentou perto demais. Isso a incomodou um pouco.
- A verdade... – Ele suspirou um pouco e olhou para as próprias mãos.
- De preferência. – Ela rebateu com um meio sorriso que ele retribuiu.
- Eu e Draco já trabalhávamos juntos desde quando vocês começaram a namorar. Éramos bons colegas e tudo mais. Então ele começou a namorar você e... – Harry sorriu um pouco e balançou a cabeça. – Bem, ele mudou um pouco. É normal quando se está apaixonado. E como trabalhávamos perto do outro, consequentemente ele vivia falando sobre você, que você era linda, incrível... esse tipo de coisa. – Harry a olhou meio sem jeito. – Até que um dia ele me mostrou uma foto sua.
Gina inclinou um pouco a cabeça e arqueou uma sobrancelha, pedindo mais explicações.
- E?
- E... isso pode parecer estranho, eu sei. Mas você era realmente muito linda. Só que eu... meio que me senti... atraído. Eu não sei explicar. Ainda mais as coisas que o Draco falava e eu ficava imaginando. Daí ele tentou marcar para que nós saíssemos algumas vezes, mas eu recusei porque eu não sabia o que eu poderia sentir perto de você. Ora, como alguém se sente atraído por uma foto? Eu não sei, mas aconteceu. Eu não podia arriscar. Draco era um bom amigo. – Harry voltou a olhar para suas mãos enquanto Gina tinha os olhos arregalados e se sentia meio boba perante essa revelação dele. – Nos distanciamos depois disso. Então ele disse que vocês iam casar. Eu fiquei feliz por isso.
- Mesmo? – Gina perguntou cética.
- Gina... eu não tinha direito de fazer nada. Draco era uma cara legal. Eu sabia que não podia fazer aquilo com ele. Não que eu ache que você poderia traí-lo. Porém, eu não teria direito de sentir alguma coisa pela noiva dele. – Gina balançou a cabeça em concordância. – Depois de um tempo, vocês terminaram e eu me senti feliz. – Gina sentiu-se feliz por escutar aquilo, mas não demonstrou. - Mas mesmo assim eu estava relutante. Quem sabe se vocês até não voltariam a ficar juntos. Passou-se meses, um ano. E aí quando eu perdi a maldita aposta, você apareceu no clube e eu não resisti. Fiquei com você. Eu sabia que me sentiria atraído. Eu sabia. E agora... estamos aqui.
- E agora estamos aqui. – Ela repetiu meio desolada. Nunca imaginara que havia tanta história por trás daquilo.
- E porque não me contou sobre isso quando nos aproximamos mais?
- Eu já disse. Pensei que seria algo sem relevância. Vocês não voltaram. Eu não sou mais amigo do Draco. Pensei que poderíamos seguir assim. E também não pensei que tudo seria tão sério entre nós.
- Mas não há nada sério entre nós... – Ela disse, mas ele a interrompeu.
- E por que eu sinto que é? – Ele a olhou bem e se arriscou a passar os dedos pela face dela. – Você não é uma mulher de apenas uma noite. Eu sei. E gostei disso. – Gina se abalou com o toque quente dele e soube que se ele a beijasse, ela não o impediria. – Já faz muito tempo que eu não me sinto assim.
- Assim como? – Ela perguntou em um sussurro.
- Vulnerável. Extremamente atraído. Extasiado. – A cada palavra ele se aproximava mais dela e Gina entreabriu os lábios rendendo-se. – Gina...
Ao ouvir seu nome ser proferido por ele daquela maneira tão sexy, não conseguiu se controlar e beijou-o com ternura apesar da intensidade que sentia. Ainda bem que Hermione não poderia vê-la agora, pois certamente se irritaria já que fez Gina prometer que deixaria aquele cara de lado. Mas ela não conseguia se controlar perto dele. Era químico, físico... não sabia ao certo o que era, só sabia que nunca sentira aquilo antes.
Rapidamente ele retribuiu o beijo carinhosamente, como nunca fizera antes. Ele a tomou em seus braços e a faz sentar-se em seu colo, abraçando-a pela cintura apertadamente e deixando-a sem fôlego.
- Desculpe por ter mentido... – Ele disse roucamente contra sua boca e puxou-a pela nuca. – Desculpe.
Mas ela não disse nada. Não precisava. Por isso continuou beijando-o por um longo tempo até ficarem sem ar. Os dois se encararam por um longo tempo e Gina tinha certeza que nunca esqueceria do olhar que ele lhe lançou naquela noite. Era um misto de desejo, paixão e uma alegria plena. Ele sorriu e juntou suas testas. Os dois continuaram abraçados por um longo tempo.
- Você quer que eu vá? – Ele perguntou cauteloso.
- Eu não sei... – Gina suspirou e tocou com a ponta de seu nariz no dele. – Não esperava por tudo isso.
- Ei sei que não. – Ele sorriu e beijou seu pescoço. Ele já ia aprofundar os carinhos procurando pelos seios dela por baixo do roupão, mas ela levantou-se de seu colo, ofegando. –O que foi?
- Não vamos apressar as coisas. Vamos voltar para o começo, certo? – Ela propôs, amarrando mais firmemente o laço de seu roupão. – Agora vai ser sem segredos. Então veremos o que acontece, ok?
Harry a olhou por um longo tempo. Sua olhar expressava admiração e desejo e um leve sorriu tomou os seus lábios. Ele acenou levemente e caminhou e sua direção, tomando-a nos braços novamente e beijando-a delicadamente.
- Tudo o que você quiser, Gina. – Ele respondeu depois do beijo. – Já disse que você é incrível?
- Acho que não. – Disse ela, incerta. – Você não é exatamente como os outros homens, Harry Potter. – Ela o olhou enigmática. Sua cabeça girava tonta de pensamentos. Desde que se conheceram e de todos os atos dele. Eram confusos, mas mesmo assim, ela gostava.
- Não é assim, Gina. É que com você é diferente. – Ele acariciou a face dela suavemente. – Sempre.
Gina sorriu e beijou-o novamente, e ele correspondeu a ela com vontade.
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- Eu já disse que preciso da pasta com os desenhos logo pela manhã, será que é tão difícil entender? – Gina ralhou com Jordan pelo telefone. – Já pedi com bastante antecedência para que isso não acontecesse.
Ela ficou calada um instante enquanto o rapaz se explicava. Alguém bateu em sua porta e ela desviou a atenção para ver quem era. O rapaz da entrega estava parado e segurava a embalagem com seu almoço. Ela prendeu o telefone ao ouvido com o ombro esquerdo enquanto pegava sua carteira na bolsa sobre a mesa. Tirou uma nota de cinquenta e estendeu a mão com o dinheiro que o rapaz pegou depois de pôr a sacola sobre a mesa.
- Obrigada. – Ela falou ao rapaz quando este lhe deu o troco e logo voltou a prestar atenção ao que Jordan lhe dizia ao telefone.
Alguns minutos depois ela desligou o telefone e respirou soltando o ar pelo nariz com força. Pegou seu almoço e calmamente começou a sua refeição. Arroz, Bife ao molho, alface, purê de legumes, molho e uma pequena porção de sushi. Havia poucas pessoas no escritório agora, a maioria havia saído para o almoço, mas ela não havia conseguido sair novamente. Enquanto devorava um de seus sushis, ela escutou uma pancada surda vinda do final do corredor. Sentou-se ereta na cadeira e continuou a ouvir alguns ruídos ao longe.
Lentamente levantou-se e olhou pelo corredor. A porta da sala de Snape, seu chefe, estava aberta e o barulho vinha de lá. O estranho era que ele estava viajando e só chegaria daqui a uma semana e Filch, o faxineiro, nunca costumava limpar naquele horário. Gina andou com cuidado até a sala dele, mas não havia ninguém ali. Ela olhou a cidade nublada através da enorme janela de vidro que estava aberta e depois voltou a olhar o cômodo. Aparentemente, tudo estava em seu devido lugar.
Quando ia virar as costas e voltar para a sua sala, viu que a gaveta da mesa estava aberta. Ou melhor dizendo, alguém forçara a fechadura. A respiração de Gina ficou ruidosa, seu coração bateu forte enquanto o medo tomava conta de seu peito. Ela saiu rapidamente voltando para a sua sala. Trancou-se e pegou seu telefone rapidamente ligando para a recepção. Em cinco minutos os seguranças chegaram e ela obrigou-se a sair do prédio pelo resto da tarde.
Nunca sentira tanto medo em sua vida antes. "Puta que pariu" Pensou consigo mesma. Alguém entrara no escritório e arrombara a gaveta do seu chefe enquanto ela estava sozinha no andar, almoçando. Quando chegou ao seu apartamento respirou fundo querendo sentir a tranquilidade que sempre sentia ao chegar, mas não. Ainda sentia medo, não queria ficar ali sozinha. Pensou em ligar para Mione e Rony, mas não queria preocupar os dois quando nada havia acontecido de fato.
Obrigou-se a pensar claramente e pôr o medo de lado. Era só coisa da sua cabeça, afinal. Gina tomou um longo banho, com medo de ouvir qualquer ruído no apartamento, mas tudo permaneceu quieto. Quando vestiu-se foi até a sala preparar uma janta rápida, embora não sentisse fome ou vontade de comer. No entanto, queria distrair-se. Quando tudo já estava terminado era quase seis da noite e uma ideia surgiu em sua mente. Ligaria para Harry...
Harry chegou ao apartamento dela em tempo recorde, ou assim ela pensou. Quando ele parou a sua porta, estava ofegante e usando um moleton cinza. Ela podia ver o suor em suas roupas e a barba estava mais crescida. Gina nunca o vira de barba e achou-o extremamente atraente. Encarando-a meio serio e um pouco receoso, ele a abraçou pela cintura e a fez passar as pernas pelo seu quadril. Era aquilo que ela precisava depois de um dia tão estressante.
- Olá! – Saudou-o com um fiapo de voz.
- Olá! – Respondeu de volta, colocando-a no chão e lhe dando um beijo na testa.
- Você não estava ocupado estava?
- Não muito. – Ele sentou-se no sofá da sala e começou a desamarrar os cadarços de seu tênis.
- Estava correndo pela cidade a essa hora, Potter?
- Oh, sim. – Sua réplica estava implícita com vários significados, mas vazia ao mesmo tempo. – Estava por perto e vim assim que me ligou.
- E você veio correndo até aqui? – Admirou-se. Ele deveria gostar muito de correr.
- Eu gosto de correr. – Justificou-se sorrindo e indo ao seu encontro.
- Percebi. – Ela atirou os braços ao redor de seu pescoço. – Você treina, ou algo do tipo?
Ele pareceu meio sem graça por um instante. No entanto, logo soltou um sorriso charmoso e lhe abraçou.
- Não. Eu apenas corro bastante. E corri ainda mais quando me ligou.
Gina sorriu esquecendo-se logo de sua expressão. Ela deixou-se ser afagada por ele e suspirou quando ele beijou seu pescoço. Depois encaminharam-se para o quarto.
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Já passava das oito da manhã quando Gina acordou. Nunca mais ela havia dormido tão profunda e tranquilamente. Espreguiçou-se e quando não sentiu a presença de Harry, olhou para todos os lados do quarto, mas ele não estava lá. Ela encontrou um bilhete ao lado da cama sobre a cômoda.
"Tive que sair mais cedo para o trabalho."
Mesmo não querendo sentir, o desapontamento veio mais rápido e forte do que ela imaginara. Como ele podia fazer algo daquele tipo? Aquele bilhete era tão vazio quanto se ele não existisse. E aquele sentimento a fez sentir medo. A mágoa lhe atingiu, não conseguiu controlar. Deitou-se de volta na cama e admirou as paredes cor de creme do quarto. Depois de mais alguns minutos pensando nas várias maneiras de ser totalmente fria com Harry Potter(porque ela merecia uma despedida muito melhor depois de uma noite como aquela) e logo depois arrumou-se apressadamente para o trabalho.
Quando ia saindo da sua garagem viu Draco ao longe. Ele estava escorado nas grades em frente ao prédio. Ele imediatamente avistou o seu carro quando ela passou pelo portão e ela parou e baixou o vidro.
- Posso entrar? – Ele perguntou um pouco incerto.
- Claro! – Respondeu ela, confusa.
- Você tem tempo para uma conversa rápida agora? – Ele perguntou quando Gina deu a partida no carro e eles dobraram a esquina.
Ela olhou para o seu relógio. Já era marcava 9:25hs. Porém, Draco parecia ansioso. Foda-se! Pensou. Já fizera tantas horas extras que um atraso de meia hora seria uma coisa insignificante.
Parou em uma cafeteria e os dois de encararam e silêncio assim que se sentaram a mesa. Draco tomou fôlego e começou a falar em uma voz cautelosa.
- Desculpe aparecer assim. - Só vá direto ao assunto. – Ela falou decididamente. – Você nunca apareceu assim. Está me assustando.
- Eu sei. Você está atrasada?
- Um pouco. Mas tudo bem.
- Ok. – Draco pensou por alguns segundos, mas logo uma garçonete veio atende-los. Eles pediram torradas com geleia. – Você já deve imaginar sobre o que eu vim falar.
- Harry. – Respondeu ela sem pensar muito. Draco assentiu. – Era só o que me faltava. – Indignou-se, sem conseguir se conter.
- Não é o que está pensando.
- Eu não sei Draco. Mas você não tem o direito de se meter na minha vida. Pelo que eu lembro você decidiu sair dela por livre e espontânea vontade.
Ele ficou parado diante disso, mas uma expressão magoada apareceu em seu semblante. Ele balançou a cabeça e suspirou.
- Mas isso não quer dizer que eu tenha deixado de me importar com você. Está mesmo tendo um caso com ele?
- Por quê?
- Ele não é bom pra você. – Falou ele sem rodeios. – Pronto, falei!
Gina soltou uma risadinha de incredulidade e o encarou. Tão surpresa ela estava que nem conseguiu pensar em uma resposta mal criada. Tudo bem que Harry mentira, mas quem era ele para se importar?
- Eu conheço o Harry. Ele não é o cara certo para você, Gina. Ele mente.
- Ele já me contou tudo, Draco.
- Tudo? – Perguntou abismado.
- Sim. – Gina sorriu meio triunfante. – Ele já me explicou.
A garçonete chegou com o pedido dos dois, interrompendo-os. Draco foi o primeiro a se servir. E apesar de não estar com muita vontade de comer, ela brigou-se a pegar um pedaço de torrada.
- O que exatamente ele te disse? – Quis saber Draco.
- Ele disse que vocês trabalham juntos e que se sentiu atraído por mim quando nós dois namorávamos, ok? Não que isso seja da sua conta.
- E você acreditou nele?
- Claro que sim. – Respondeu ultrajada. – Por que ele mentiria para mim?
Draco pareceu debater-se com esta pergunta e apenas encarou-a por um longo tempo sem nada dizer. Gina tomou seu silêncio por uma vitória, mas ele começou a falar novamente.
- Eu o conheço, Gina. Realmente não posso dizer tudo, mas ele é... perigoso!
- Perigoso! ? – Sua voz tornou-se mais aguda. E, de repente, todos os momentos que ela passou com ele invadiram sua mente. Ele dançando para ela no palco dos gogo boys. Seu olhar quando a encarou no aniversário de Gabrielle e o jeito carinhoso e romântico que sempre a tratava quando faziam amor e, mesmo a despeito daquele bilhete, ele lhe parecia muito confiável. Mas devia admitir para si mesma que mal o conhecia. Mas certamente perigoso seria a última palavra que ela usaria para descrevê-lo.
- Draco, eu acho melhor pararmos por aqui. – Antes que ele respondesse ela levantou-se da mesa.
- Mas...
- Sem mas... – Ela pegou mais uma torrada com geleia e foi-se embora. – Tenha uma boa vida!
E saiu sem olhar para trás. Carregando o seu orgulho e suas dúvidas. Quando estacionou o em sua vaga no estacionamento do trabalho, antes de sair do carro, enviou uma mensagem curta e direta para Harry:
Precisamos conversar hoje à noite. Te espero no meu apartamento. Gina.
N/A: Desculpem mesmo essa demora! Devem estar pensando que eu desisti da fic depois de tanta demora.
Mas é aquela velha história. Falta de tempo.
Mas aí está mais um capítulo, e espero que gostem!
Bjs!
